DJ Danny Albuquerque transforma conteúdo digital

Artista é um dos nomes de maior projeção do funk nacional e, após sair da KondZilla, sustenta sua carreira nos palcos e pelo conteúdo que cria todos os dias na web

 

Mineira de Barão de Cocais, no interior de Minas Gerais, e radicada em Belo Horizonte, a DJ Danny Albuquerque é um dos nomes de maior ascensão no funk nacional — e sua carreira ilustra como as plataformas digitais se tornaram aliadas decisivas dos artistas independentes. DJ Open Format, produtora, compositora, dançarina e cantora, ela vive hoje uma dupla rotina: comanda as pistas e, ao mesmo tempo, sustenta uma operação diária de criação de conteúdo que a consolidou como fenômeno digital. São mais de 429 milhões de visualizações no YouTube, 1,7 milhão de inscritos em seu canal oficial, mais de 30 milhões de reproduções no Spotify, 695 mil seguidores no TikTok e 215 mil no Instagram.

O dado que mais chama atenção na trajetória de Danny Albuquerque, no entanto, não está nos números, e sim na decisão que ela tomou em 2026: depois de um período no casting da KondZilla, a artista anunciou a saída da produtora para seguir de forma 100% independente. “Foi um passo de maturidade. Hoje eu conheço meu público melhor do que ninguém, e é esse público que sustenta o meu trabalho”, afirma a artista.

A escolha da DJ se conecta a um movimento que vem redesenhando o mercado fonográfico. Segundo o relatório da Pro-Música Brasil, o mercado brasileiro de música gravada faturou R$ 3,958 bilhões em 2025, alta de 14,1% sobre o ano anterior — mais que o dobro do crescimento global — e colocou o Brasil na 8ª posição entre os maiores mercados musicais do mundo. Só o streaming respondeu por R$ 3,4 bilhões desse faturamento, o equivalente a cerca de 87% do setor. No mundo, o streaming representa 69,6% das receitas globais, que somaram US$ 31,7 bilhões em 2025, de acordo com o Global Music Report da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). Só no Spotify, os artistas brasileiros geraram aproximadamente R$ 2 bilhões em royalties em 2025, crescimento de 24% sobre o ano anterior, quase o dobro do ritmo do mercado como um todo. Segundo o relatório “Loud & Clear” da plataforma, mais de um terço dos artistas que faturaram US$ 10 mil ou mais em royalties em 2025 são independentes ou começaram a carreira lançando música por conta própria.

Mas se a estrutura está disponível para todos, é o trabalho que separa quem projeta de quem apenas publica. Para Danny Albuquerque, a internet não substitui o mérito — ela multiplica o alcance de quem tem constância e identidade. “A ferramenta é a mesma para todo mundo. O que muda é quem acorda todo dia para produzir, estudar e entregar conteúdo com verdade”, pondera a artista.

Foi na web que ela encontrou sua linguagem mais poderosa. O quadro viral “Dance Se Souber”, em que apresenta coreografias de sucessos do TikTok, somado a uma rotina diária de vlogs e bastidores, é o motor que sustenta a base fiel de inscritos do canal. O conteúdo de da artista não se limita à música: atravessa dança, rotina de shows, estética e a linguagem das redes — uma estratégia de ecossistema, e não de faixa isolada. “O fã de hoje quer acompanhar o processo, não só o resultado. Quando eu mostro os bastidores, faço com que quem gosta do meu trabalho se sinta mais perto de mim”, explica.

Essa lógica tem respaldo nos dados. O TikTok Music Impact Report, elaborado pela plataforma em parceria com a Luminate, aponta que 84% das músicas que entraram na Billboard Global 200 em 2024 viralizaram antes no TikTok, e que usuários de música na plataforma têm 68% mais chances de assinar um serviço de streaming pago. O YouTube, por sua vez, consolidou-se como a casa das carreiras digitais: funciona ao mesmo tempo como portfólio, fonte de receita e ferramenta de descoberta, a ponto da própria plataforma manter programas dedicados a artistas independentes, como o Foundry.

Foi com essa maturidade digital que Danny inaugurou, em junho deste ano, o projeto “Laboratório”, com o lançamento de “Passinho do Brasil”, no clima da Copa do Mundo. A iniciativa mostra o processo criativo da artista ao público, transformando o making of em conteúdo e o lançamento em experiência. “O ‘Laboratório’ é minha forma de dizer que a independência não é limitação, é liberdade”, resume.

Ao conquistar o comando da pista em uma cena historicamente dominada por homens, Danny Albuquerque também abre caminho para outras artistas mulheres. Para ela, a internet democratiza não só o acesso ao público, mas a possibilidade de existir como artista: “Se eu saí de Barão de Cocais e cheguei aqui, qualquer menina que esteja assistindo pode chegar também. A distância hoje é só o começo da história”, destaca.

Sobre a DJ Danny Albuquerque

Mineira, DJ Open Format, produtora, compositora, dançarina e cantora, Danny Albuquerque consolidou uma base de fãs gigantesca e números expressivos: são mais de 1,6 milhão de inscritos no YouTube, ultrapassando a marca de 300 milhões de visualizações na plataforma, além de mais de 30 milhões de reproduções no Spotify. Sua experiência inclui apresentações em grandes eventos e festivais, conectando-se com multidões por onde passa.

Nascida em Barão de Cocais, no interior de Minas Gerais, ela enxerga sua arte também como uma ferramenta de inspiração. “Sou uma artista com identidade, visão e construção própria. Alguém que saiu de uma realidade onde muitos não enxergavam esse caminho como possível e transformou isso em força. Hoje, carrego o propósito de mostrar para outras pessoas, principalmente quem vem do interior, que é possível ocupar espaços maiores. Não é só sobre fazer música. É sobre construir algo que represente de onde eu vim e até onde eu posso chegar”, finaliza.

Acompanhe a DJ Danny Albuquerque na web:

 

MAMU ocupa o Aglomerado da Serra pela 2ª vez

Entre os dias 19 de outubro e 13 de novembro de 2026, o MAMU – Morro Arte Mural realiza a sua 5ª edição. Em 2026, o projeto retorna ao Aglomerado da Serra, dessa vez transformando o território próximo à região do Canão e da Avenida Mem de Sá, em Belo Horizonte. Em sua quinta edição, o projeto pioneiro em arte pública no Brasil, que desde sua primeira edição conta com o patrocínio da CEMIG, cria um macromural integrado a partir da pintura das fachadas de 28 casas da comunidade. Uma das novidades deste ano será a parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte para requalificação de uma das quadras da comunidade.

O MAMU é uma iniciativa viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da CEMIG – parceira do projeto desde a primeira edição – conta com parceria da Prefeitura de Belo Horizonte e realização do Governo de Minas Gerais.

O Serrão pediu bis

Após o impacto da edição de 2025 na Praça do Cardoso com o tema Águas da Serra e uma obra assinada por Jorge dos Anjos, o MAMU retorna ao Aglomerado da Serra, a maior favela de Minas Gerais, com o tema Serrão 2026. O território é composto por oito vilas e segundo dados do Censo, abriga aproximadamente 46 mil moradores, distribuídos em mais de 13 mil moradias, abrangendo uma área de 1.470.483 metros quadrados.

A permanência no mesmo aglomerado, porém em um novo microterritório — a região do Canão —, reforça o compromisso do projeto com a continuidade e o fortalecimento de vínculos comunitários. Diferente das primeiras edições, pensadas para o olhar de quem transitava por grandes avenidas da capital, a 5ª edição consolida a virada conceitual iniciada no ano anterior: o ponto de observação é voltado prioritariamente para os próprios moradores e frequentadores do morro. revela sua totalidade a partir de um ângulo específico dentro da própria comunidade.

O MAMU tem como premissa a construção de relações reais e duradouras com as lideranças locais por onde passa. A escolha da região do Canão/Coqueiro para a 5ª edição nasceu organicamente no ano anterior, durante as ações com o Quilombo Manzo e intervenções artísticas na comunidade. Foi nesse processo que a equipe se sensibilizou com as demandas sociais locais e com o abandono histórico de uma antiga quadra esportiva, situada em um dos acessos mais movimentados da favela, no pé da Avenida Mem de Sá. Neste momento nasceu o desejo do projeto de unir esforços institucionais e financeiros ao poder público para reformar o espaço e devolvê-lo à comunidade.

Para a diretora artística e curadora do MAMU, Juliana Flores, atender a esse chamado fortalece a essência de permanência do projeto: “O Aglomerado da Serra é gigante. Desde o ano passado, moradores e lideranças falavam comigo: ‘aqui cabem vários outros MAMUs’. O MAMU tem esse desejo de se expandir, mas é muito atento às relações que constrói e que perduram por anos. Quando fizemos as ações no Canão e a bênção com o Quilombo Manzo no ano passado, fui muito tocada pela vulnerabilidade da região e por aquela quadra, que estava abandonada há anos, mas que os moradores lembravam com tanto carinho. Decidi dedicar nossas energias e recursos para, junto com a Prefeitura de Belo Horizonte, recuperar essa quadra,” explica a diretoria que considera a ação paralela ao macromural e uma devolução muito importante para quem vive na região.

Juliana Flores também ressalta que retornar ao Aglomerado também é um ato de valorização da estética urbana e das potências periféricas, uma vez que o território serve de inspiração para o tema de mais uma edição. “O MAMU traz esses grandes marcos visuais e circuitos de arte pública para dar destaque às regiões periféricas e favelas de Belo Horizonte. Se no ano passado desaguamos com as ‘Águas da Serra’, agora, no Canão, a gente está imerso na própria paisagem do morro, no grafite e no picho que já habitam as paredes e a quadra local. Queremos que os jovens vejam que a arte que eles criam e que muitas vezes é estigmatizada é linda, é arte de nível internacional. É um esforço conjunto que alia o macromural em 3D à recuperação da quadra, conectando com o coração e as mentes dessa juventude.”

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Da arte rupestre ao grafite, conheça o conceito do MAMU Serrão 2026

A direção criativa da 5ª edição partiu de um aprofundamento na história da escrita, dos sinais e das marcas humanas no espaço físico, partindo da observação das linguagens grafadas no território. A pesquisa traçou um paralelo entre as primeiras inscrições rupestres registradas em locais de difícil acesso, como nas cavernas do Parque Nacional do Peruaçu, no norte de Minas, e as tags urbanas e pichações que marcam a paisagem das metrópoles contemporâneas. Essa ancestralidade da atitude de escalar para deixar uma marca, um nome ou uma assinatura no mundo fundamenta a escolha do conceito visual deste ano. O projeto joga luz sobre o picho e o graffiti como expressões de existência e comunicação que transbordam os limites do espaço higienizado.

A diretora criativa do MAMU, Fatini Forbeck, destaca a importância da narrativa e da perspectiva de futuro para o território: “A pichação e o grafite são ancestrais; é o grito de ‘eu existo e eu estive aqui’. No MAMU Serrão, a gente traz essa estética para a arte pública e mostra que é possível transformar a vivência em profissão e prosperidade. Se no ano passado a nossa caminhada foi no campo da ancestralidade e da consciência ecológica com as nascentes, agora a gente chega falando de geração de renda. Contratamos profissionais e serviços do próprio território para redistribuir o recurso público na comunidade. Queremos fortalecer essa nova narrativa de futuro com a juventude: ter tinta na mão também é ter dinheiro no bolso.”

Ações educativas, impacto local e parceria institucional

Além da pintura do macromural nas casas, o MAMU 2026 promoverá ações formativas e oficinas voltadas para os moradores da comunidade, estimulando o aprendizado de técnicas de pintura e abrindo caminhos para a economia criativa local. O projeto também conta com a parceria da Prefeitura de Belo Horizonte para a reforma e pintura da quadra de esportes e lazer da região, integrando a intervenção artística à melhoria da infraestrutura urbana.

O MAMU

Conheça o MAMU – O MAMU tem como objetivo fomentar a arte em regiões com potencial artístico, além de envolver a comunidade local na criação e execução do projeto. A equipe do MAMU conta com a participação de artistas locais e moradores, que são treinados em oficinas de formação artística. O MAMU não apenas embeleza as favelas, como também promove o senso de pertencimento e coletividade entre os moradores, transformando a arte em um elemento de transformação social.

SERVIÇO

5ª Edição do MAMU – Morro Arte Mural (Aglomerado da Serra)

Período de pintura do macromural: 19 de outubro a 13 de novembro de 2026

Local: Aglomerado da Serra (Região do Canão / Av. Mem de Sá) – Belo Horizonte/MG

Mais informações: instagram.com/mamumorroartemural | mamu.publica.art

Abaixo nova área que irá receber o macromural no MAMU Serrão 2026 (Crédito Lucas Motta)

Belchior faria 80 anos com obra que continua atual

Com canções poéticas e, ao mesmo tempo, críticas, Belchior, que faria 80 anos no próximo dia 26 de outubro, permanece presente na memória afetiva de diferentes gerações e nas execuções públicas em todo o país. Para marcar a data, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) preparou um levantamento com as músicas de autoria do artista mais executadas e regravadas nos últimos cinco anos.

De acordo com os dados da instituição, o artista possui 237 obras musicais e 392 gravações cadastradas no banco de dados da gestão coletiva no Brasil. O levantamento revela que “Como nossos pais”, de autoria de Belchior, é a música de seu repertório mais executada no país. Na sequência aparecem “Coração selvagem e “Comentário a respeito de John”, parceria de Belchior com José Luiz Penna.

Entre as obras mais regravadas, “Como nossos pais” ocupa novamente a liderança, com 121 gravações cadastradas. Em seguida aparecem “Mucuripe”, parceria de Belchior com Fagner, e “Paralelas”, de autoria de Belchior. Fagner foi o artista que mais regravou as músicas de Belchior, com 57 regravações.

Como determina a Lei dos Direitos Autorais brasileira (9.610/98), os seus herdeiros receberão rendimentos em direitos autorais de suas músicas tocadas no Brasil por 70 anos após sua morte (ou de autores parceiros, no caso de canções feitas em parceria).

 

Veja as músicas as músicas de autoria de Belchior mais tocadas nos últimos cinco anos no Brasil nos principais segmentos de execução pública (Rádio, Shows, Sonorização Ambiental, Música ao Vivo, Casas de Festas e Diversão, Carnaval e Festa Junina)

 

Posição Música Autores 
1 Como nossos paisBelchior
2 Coração selvagemBelchior
3 Comentário a respeito de JohnBelchior / José Luiz Penna
4 Apenas um rapaz latino-americanoBelchior
5Velha roupa coloridaBelchior
6ParalelasBelchior
7A palo secoBelchior
8Medo de aviãoBelchior
9Sujeito de sorteBelchior
10MucuripeBelchior / Fagner

 

 

Top 5 das músicas de autoria de Belchior mais gravadas

 

Posição Música Autores 
1 Como nossos paisBelchior
2 MucuripeBelchior / Fagner
3 ParalelasBelchior
4 A palo secoBelchior
5Tudo outra vezBelchior

 

Um cearense no meio do meu caminho

Nos 80 anos de Belchior, amiga revela bastidores da convivência com o cantor e relembra último telefonema

Em livro de memórias, Alzira Umbelino Cardillo recorda o lado íntimo e contraditório do compositor e o processo de gravação de um disco produzido por ele

Quem era Belchior longe dos palcos? Generoso e bem-humorado, mas também exigente, introspectivo e perfeccionista, o compositor ganha um retrato íntimo em Um cearense no meio do meu caminho. No ano em que o artista completaria 80 anos, a escritora e cantora lírica Alzira Umbelino Cardillo reúne memórias de sua amizade com ele, entre 2002 e 2007, e apresenta episódios que revelam o homem por trás de uma das obras mais marcantes da música brasileira.

A aproximação aconteceu durante o centenário de Carlos Drummond de Andrade, em Itabira (MG), quando Alzira procurou Belchior para organizar uma exposição de 31 retratos do poeta feitos pelo próprio cantor. O primeiro telefonema, inicialmente profissional, durou mais de uma hora. A paixão compartilhada pela literatura abriu caminho para uma amizade de conversas longas, encontros, viagens e uma visita do compositor à casa da escritora, em Milão, na Itália.

Leitor apaixonado de Drummond, Fernando Pessoa e Dante Alighieri, Belchior discutia com Alzira poesia, filosofia e até minúcias da língua portuguesa. O livro recupera também seu humor: em algumas ocasiões, quando era reconhecido por fãs, fingia ser apenas um sósia de si mesmo. Ao lado dessas histórias, ela registra divergências e silêncios, compondo um relato afetuoso que não idealiza o artista.

“Um artista é muito mais que sua arte, por maior que ela seja.”

— Alzira Umbelino Cardillo

Um dos capítulos centrais é a produção do álbum Alzira Cardillo – Uma Antologia de Belchior, lançado em 2004, com 13 canções do compositor. Belchior assumiu a produção e a direção artística do projeto, gravado em Campinas (SP). A experiência aproximou os dois, mas também expôs cobranças, inseguranças e frustrações, descritas pela autora com a franqueza de quem viveu os bastidores da criação.

Alzira relembra ainda uma ligação recebida em 2007, depois de um encontro em Belo Horizonte. Belchior a convidou para abrir apresentações de uma turnê pelo Vale do Jequitinhonha, mas, ao buscar informações, ela soube que os shows não constavam da agenda informada pela equipe do músico. Foi o último contato telefônico entre os dois, pouco antes do período em que ele se afastou da vida pública. A autora não tenta explicar seu desaparecimento: prefere preservar a complexidade das lembranças e apresentar um testemunho pessoal sobre a saudade deixada por um artista singular.

FICHA TÉCNICA

Título: Um Cearense no Meio do Meu Caminho
Autora: Alzira Umbelino Cardillo
Editora: Conhecimento Editora
ISBN: 978-65-5387-608-8
Páginas: 146
Preço: R$ 59 (físico)
Onde comprar: Conhecimento Editora

Sobre a autora: Alzira Umbelino Cardillo é escritora, professora e cantora lírica. Natural de Itabira (MG), é formada em Letras, pós-graduada em Leitura e Texto e mestra em Literaturas de Língua Portuguesa. Viveu em Milão e atualmente reside em Belo Horizonte. É autora de sete livros, incluindo Um Cearense no Meio do Meu Caminho, e gravou em 2004 um álbum produzido por Belchior.

Instagram: @alziraumbelinocard

Revista do Concurso Prato Junino é publicada pela Belotur

A Belotur produziu uma revista com receitas de sete edições do Concurso Prato Junino, entre 2018 e 2026. A publicação resgata a trajetória do concurso gastronômico do Arraial de Belô, destaca a criatividade dos estudantes e reúne histórias que evidenciam a conexão entre a culinária mineira, a formação profissional e o empreendedorismo. O conteúdo está disponível no Portal Belo Horizonte.

O Concurso Prato Junino é uma iniciativa da Belotur, em parceria com instituições de ensino de gastronomia de Belo Horizonte, que incentiva estudantes a desenvolverem receitas autorais a partir de um tema definido a cada edição. As criações valorizam ingredientes locais e reinventam sabores tradicionais das festas juninas. Em 2020 e 2021 ele não foi realizado devido à pandemia da Covid-19.

Após as seletivas internas e a grande final da competição, os estudantes vencedores de cada instituição participante têm a oportunidade de comercializar seus pratos na Vila Gastronômica do Arraial de Belô, espaço dedicado à culinária que integra a programação do maior festejo junino das regiões Sul e Sudeste do país.

O objetivo da revista é documentar a história do projeto, que aproxima tradição e inovação, incentiva novos talentos e demonstra como a gastronomia pode gerar oportunidades de trabalho e negócios. A publicação também permite que o público conheça os sabores que marcaram o concurso e experimente, em casa, um pouco da criatividade presente no tradicional Arraial de Belô, festejo com quase 50 anos de história.

“A revista é uma forma de preservar a história do Concurso Prato Junino e dar visibilidade aos talentos que ajudam a construir a identidade gastronômica de Belo Horizonte. Ao reunir receitas e histórias de diferentes edições, mostramos como a gastronomia conecta tradição e inovação, valoriza nossa cultura e também abre caminhos para a formação profissional e o empreendedorismo. É mais uma maneira de compartilhar com moradores e visitantes a riqueza dos sabores da nossa cidade, reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia, afirma o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel.

Sabores tradicionais com novas interpretações

A revista reúne receitas que traduzem a proposta do Prato Junino de valorizar ingredientes regionais e reinventar sabores tradicionais das festas juninas. Entre as criações apresentadas está o Pão de Queijo Central, que dá uma nova interpretação a um dos principais símbolos da gastronomia mineira, combinando linguiça de pernil na cachaça, queijo Canastra, vinagrete de maçã verde, goiabada picante e couve crocante.

Outra receita é o Angu do Céu, pastel de angu recheado com copa-lombo suíno desfiado e flambado na cachaça, ora-pro-nóbis e requeijão de raspa. Já o Nuuh! transforma ingredientes regionais, como costelão bovino, abóbora e queijo do Serro, em um croquete empanado na farinha de tapioca, acompanhado de molhos e temperos.

Entre as opções doces, o Brigadeiro de Pipoca com Doce de Leite combina dois sabores típicos das festas juninas em uma sobremesa com recheio de doce de leite e cobertura crocante de pipoca caramelizada.

As criações representam a proposta do Concurso Prato Junino de valorizar a tradição, estimular a experimentação e evidenciar a diversidade de possibilidades da gastronomia mineira.

Espaço de formação e oportunidades

Ao longo das edições, o projeto contou com a participação de instituições como UNA, Faculdade Promove, Centro Universitário Estácio de Sá, Senac em Minas, UniArnaldo, UniBH – Le Cordon Bleu e Uninassau-Univeritas, dentre outras.

A publicação dá visibilidade ao trabalho desenvolvido por estudantes, professores e instituições parceiras, além de preservar a memória das criações que ajudaram a construir a identidade do concurso. A publicação também se apresenta como fonte de inspiração para profissionais, estudantes e apreciadores da culinária.

Os resultados do projeto ultrapassam a experiência de participar de uma competição gastronômica. Para alguns dos vencedores, o reconhecimento conquistado no Concurso Prato Junino contribuiu para ampliar a visibilidade profissional e impulsionar negócios.

A conquista também pode representar novas oportunidades de crescimento profissional e expansão dos negócios. É o que destaca Camila Silva de Paula, vencedora em 2024 pela Faculdade Promove. “Vencer o Concurso Prato Junino abriu novas oportunidades para o meu negócio de brigadeiros. Depois da competição, participei de eventos ligados ao empreendedorismo, fortaleci minha presença profissional e registrei um crescimento nas vendas”.

Para Simone Diniz, vencedora em 2025 pela Faculdade Promove, a participação no concurso também contribuiu diretamente para o desenvolvimento de sua empresa. “Os recursos que consegui com a comercialização dos meus produtos na Vila Gastronômica foram muito importantes para o meu negócio, pois me ajudaram a comprar materiais e equipamentos para a empresa”.

Anna Eliza da Silva e Souza, bicampeã pelo Centro Universitário Estácio, também reconhece a contribuição do projeto para sua trajetória profissional e para a valorização da cultura alimentar. “O Concurso Prato Junino nos faz crescer como profissionais, abre portas, reforça a certeza de que escolhemos a profissão certa e nos mostra a força da gastronomia como forma de preservar a nossa cultura”, afirma.

Suraras do Tapajós, realizam apresentação em Belo Horizonte

A turnê cruza 12 cidades com show da circulação contemplada na Seleção Petrobras Cultural, que faz reverberar pelo Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil as vozes indígenas, femininas e subversivas das Suraras

Quando a humanidade e o planeta parecem cada vez mais divididos e ameaçados, os povos da floresta erguem a voz para avisar: o futuro é, necessariamente, verde, coletivo e ancestral. E para conclamar os brasileiros a honrar suas tradições originárias, as Suraras do Tapajós, primeiro grupo de carimbó do Brasil formado exclusivamente por mulheres indígenas, realizam um show gratuito em Belo Horizonte, no dia 7 de novembro, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. Na ocasião, acontece também a “Conversa ao Pé do Fogão”, que aborda tradições indígenas, com Núbia dos Santos Kamaka Mongoio; além da “Feira Indígena” e do “Sarau da Cultura Popular”.

A turnê do grupo teve início dia 19 de abril, em São Paulo, e vem cruzando 12 cidades nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país. Até dezembro, a gira passa por Salvador (BA), Manaus (AM), Natal (RN), Rio Branco (AC) e São Luís (MA).

“Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência”, maior projeto de circulação que o grupo já realizou, carrega o simbolismo de estrear em uma data que congrega duas importantes celebrações para as artistas e ativistas: o Dia dos Povos Indígenas e os oito anos que o grupo se consolidou como uma das principais referências da música indígena contemporânea no Brasil. De Alter do Chão, em Santarém, território do povo Borari, as paraenses marcam presença em um ritmo tradicionalmente executado por homens e, de forma subversiva, amplificam suas lutas pelo protagonismo feminino e indígena na defesa dos territórios da floresta.

Depois de uma turnê pelo Canadá em julho, de giro pela Europa, no ano passado, alcançando países como França, Portugal e Finlândia, e de integrar a programação da COP30, em Belém, as Suraras estreiam esta turnê aprovada na Seleção Petrobras Cultural, com patrocínio da Petrobras, realização do Ministério da Cultura e recursos da Lei Rouanet. A produção é da Alter do Som.

REPERTÓRIO – A fim de dar conta da missão sem tirar os pés do chão de suas tradições, as artistas garantem que os shows, um misto de celebração, ritual e manifesto, terão novidades do figurino ao repertório. E que será mantida sua identidade musical, mesclando canções autorais e clássicos da música paraense de mestres do carimbó, como Dona Onete, que fortalecem a cultura na região, com letras que exaltam a natureza, a força feminina, a ancestralidade indígena e a relação profunda de seus povos com as águas e seus territórios.

Idioma usado até hoje no Baixo Tapajós, o Nheengatu se faz presente em falas e músicas, reforçando o compromisso com a preservação dos saberes originários. O trabalho autoral do conjunto tem como base o álbum “A Força Que Vem das Águas – Kiribasáwa Yúri Yí-Itá” e singles mais recentes, que ampliam o diálogo entre tradição e contemporaneidade.

Em cena, as Suraras utilizam instrumentos como curimbós, maracas feitas de cuia, banjo e violão. E apresentam arranjos vocais que seguem a tradição do gênero, com alternância entre solista e coro. Além da voz, a coreografia é parte importante do espetáculo, promovendo a integração do público, que é convidado a participar, somando seus movimentos à roda que se forma no palco. Noutro momento do espetáculo, elas compartilham com suas plateias o ritual do banho de cheiro com ervas medicinais, prática ancestral amazônica ligada à cura, à proteção e ao bem-estar, misturando música, dança e espiritualidade, numa experiência imersiva e sensorial.

Para reafirmar essa dimensão ritualística, simbólica e identitária de seus espetáculos, as artistas se apresentam descalças e pintadas com grafismos corporais feitos com tinta de jenipapo, vestidas com largas e coloridas saias artesanais e cocares indígenas de penas, cobertas de biojoias e adornos manufaturados, apresentando a riqueza da ancestral sabedoria artesanal indígena.

“Sempre que subimos num palco, representamos nosso povo e nossa região: somos um território encontrando outros”, diz Val Munduruku, artista e ativista socioambiental do povo Munduruku, gestora pública, maraqueira e backing vocal, presidente da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, do qual o grupo musical faz parte. “Nossa arte é nossa luta. E vice-versa. Cantamos em defesa do rio, da floresta, das mulheres e dos povos indígenas. É uma luta árdua e é também uma grande celebração. Nossa resistência é pela alegria, pela tradição.”

Em cada cidade por onde passarem com a turnê, as Suraras oferecerão um mergulho na tradição e na técnica. A experiência inclui oficina de carimbó e de moda consciente, com apresentação de processos baseados em um modo de produção que respeita o ritmo da natureza e suas identidades. Haverá rodas de diálogo com coletivos indígenas e convidados locais, além de pontos de venda de artesanato. Também oficina de som e vivência para jovens que irão acompanhar os bastidores dos trabalhos dos técnicos na execução do projeto. As informações e inscrições estão disponíveis em @surarasdotapajos.

O público ainda contará com o Ponto de Encontro Petrobras, instalação inspirada na Amazônia e nas mulheres indígenas das Suraras do Tapajós. “Essa troca é muito importante. Entendemos a cultura como uma poderosa ferramenta de transformação social”, analisa Vall. Assim como os shows, todas as ações contarão com intérprete de Libras.

SOBRE AS SURARAS – Criado a partir da Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós, em 2018, o grupo musical nasce do encontro entre arte, ancestralidade e luta social. Por meio do carimbó, manifestação reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2014, as Suraras demarcam territórios confirmando vozes, fôlego e protagonismos novos ao ritmo historicamente marcado pela presença masculina, para ressignificar a tradição a partir da experiência das mulheres indígenas amazônicas.

Nos últimos anos, foram presença constante em importantes festivais e circuitos culturais, como Virada Cultural de São Paulo, Coala Festival, Rec-Beat, Se Rasgum, Festival Psica, além das temporadas na CAIXA Cultural e circulação nacional pela Bolsa Funarte de Música Pixinguinha. Em 2024, realizaram um show histórico na edição especial de 50 anos do Rock in Rio, unindo o carimbó ancestral ao tecnobrega em um encontro simbólico de forças da música amazônica.

Em 2025, o grupo ampliou sua atuação internacional, realizando turnê na França, no contexto do Ano do Brasil na França, com apresentações em Lyon, Angoulême, Podensac e Paris, mais participação na Womex, na Finlândia, e no Festival Mate, em Portugal. Essa trajetória recente reforça não apenas o reconhecimento artístico das Suraras, mas também sua capacidade técnica, organizacional e de adaptação a diferentes contextos de palco, públicos e produções.

Além de Vall Munduruku, as Suraras são Adelina Borari, do povo Borari, graduanda em Arqueologia, ativista, artivista, compositora, maraqueira, backing vocal; Carol Pedroso, do povo Borari, integrante da Associação e Grupo de Carimbó, ativista, secretária, coordenadora executiva do musical, cantora e compositora, acadêmica de Gestão Ambiental pela UFOPA; Estefane Galvão, ativista socioambiental, produtora sociocultural, graduanda em Gestão Ambiental e banjista. Jaciara Borari, do povo Borari, percussionista/curimbozeira e diretora executiva da Associação e do grupo musical, comunicadora, fotógrafa, produtora artística, ativista socioambiental, Keissiane Borari, Borari, administradora, compositora, artista e ativista ambiental, curimbozeira, produtora executiva do musical; Leila Borari, Borari, turismóloga, ativista socioambiental, empreendedora, musicista, produtora cultural; Marina Arapiun, ativista, pedagoga, maraqueira, dançarina de carimbó e backing vocal; e Samara Borari, Borari,  dançarina, curimbozeira e graduanda em Fisioterapia, diretora de Cultura e Patrimônio na Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós.

SOBRE A ALTER DO SOM – Proponente e coordenadora-geral do projeto, a Alter do Som é uma agência cultural, produtora e selo musical criada a partir do Espaço Alter do Chão, que promove artistas da região do rio Tapajós, no coração da Amazônia brasileira. Idealizada pelo produtor cultural Borô, promove a difusão da música amazônica como forma de preservação, sustentabilidade, memória e registro e salvaguarda do carimbó tradicional. A missão é projetar o trabalho dos artistas da região de Alter do Chão, Santarém e Tapajós para o Brasil afora e além-mar.

SERVIÇO

“Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência”

Belo Horizonte

Local: Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado (Rua Ministro Hermenegildo de Barros, 904, Itapoã)
Data: 7 de novembro, a partir das 11h.

Entrada gratuita.

Programação

11h – Conversa ao Pé do Fogão – Tradições Indígenas com Núbia dos Santos Kamaka Mongoio

13h – Feira Indígena + Sarau da Cultura Popular (palco aberto)

15h – Finalização do sarau com show do grupo indígena de Carimbó de Alter do Chão Suraras do Tapajós

Atividades paralelas:
Oficinas gratuitas em técnico de som e moda consciente, informações em @surarasdotapajos

 

Lendário KASINO estreia em BH neste sábado em noite histórica

Um dos símbolos da dance music brasileira dos anos 2000, duo formado por JAMM’ e Ian Duarte se apresenta na festa Rewind

Pela primeira vez em sua história, o KASINO vai se apresentar em Belo Horizonte – ou melhor, na Grande BH – em um encontro que reúne expoentes da música eletrônica dos anos 90 e 2000.

Neste sábado, 24 de outubro, o duo formado por JAMM’ e Ian Duarte divide a programação da Rewind, party label de nostalgia do Laroc Club, com dois nomes internacionais que marcaram as pistas dos anos 2000: a banda belga Lasgo, responsável pelo clássico “Something”, e o trio austríaco Global Deejays, que conquistou o mundo com “The Sound of San Francisco”.

A festa acontece das 18h às 03h no Club 415, em Nova Lima, e marca uma estreia importante para o KASINO, projeto que se tornou um dos símbolos da dance music brasileira durante os anos 2000.

A apresentação está prevista para as 22h30, em uma noite que propõe uma viagem musical ao passado, com direito à oportunidade de reencontrar artistas cujas produções atravessaram gerações e seguem presentes na memória coletiva.

Estreia em nova fase

Para JAMM’ e Ian Duarte, a apresentação também representa mais um passo na trajetória de um projeto que voltou à atividade com planos que vão além de revisitar os próprios clássicos.

O KASINO ganhou projeção nacional em 2005 com “Can’t Get Over”, que entrou na trilha sonora da novela “América”, da TV Globo, e ajudou a consolidar a dupla como um dos nomes de destaque da dance music nacional.

“Stay Tonight”, “Shake It!” e “Give It To Me” também fazem parte de um repertório associado à era de ouro da coletânea “Summer Eletrohits”, quando a música eletrônica de apelo pop ocupava espaço importante nas rádios, na televisão e nas pistas brasileiras.

Nos últimos anos, o projeto também passou a conquistar novos públicos, incluindo jovens que não haviam nascido quando seus principais sucessos chegaram às paradas. A circulação por eventos de diferentes perfis e o reencontro com fãs antigos têm ajudado a manter esse repertório em evidência, sem impedir que a dupla explore novas sonoridades.

Em 2025, o KASINO lançou “Let Me Be The One”, colaboração inédita com Dalimas, e apresentou o EP comemorativo “Can’t Get Over: 20 Anos”, que reuniu releituras do hit assinadas por artistas de diferentes vertentes da cena eletrônica.

Já em 2026, a dupla continuou a sequência de lançamentos com faixas como “Poppin’ Bottles”, single de tech house pela Massiva Music direcionado especialmente para as pistas de dança.

A produção mais recente evidencia a intenção de se manter como um projeto ativo e contemporâneo, em vez de restringi-lo à celebração dos sucessos dos anos 2000.

A estreia na Grande BH chega, assim, em um momento no qual o passado continua sendo parte importante da identidade da dupla, mas não define sozinho seus próximos passos.

O lineup desta edição da Rewind ainda reúne os DJs brasileiros Cacá de Brito, Carlo Dell’Anese, Eduardo Bonadio e Pagani.

Serviço

Rewind :: Os anos 90 e 2000 estão de volta

Local: Club 415 – R. Star, 415, Jardim Canadá, Nova Lima – MG

Data: 24 de outubro (sábado)

Atrações: KASINO, Lasgo, Global Deejays, Cacá de Brito, Carlo Dell’Anese, Eduardo Bonadio e Pagani

Horário: Das 18h às 03h

Ingressos: Quinto lote a partir de R$ 180,00 (+ taxas) via Sympla

Mais sobre o KASINO

Fundado em 2003 por JAMM’ (Fabio Almeida, que na época assinava como Fabianno) e Ian Duarte, o KASINO explodiu em 2005, quando recebeu uma encomenda da Rede Globo para fazer uma música dançante para a personagem Sol (Deborah Secco), na novela “América”.

“Can’t Get Over” foi sucesso instantâneo, desencadeando shows, novos singles (“Shake It” foi trilha para outra novela na emissora, “Páginas da Vida”), um álbum, um DVD ao vivo, duas tours oficiais e inúmeras participações em programas de auditório (incluindo a antológica apresentação no “Sabadaço”, que virou meme).

Mas para além do meme, das novelas e de lançamentos na famosa coletânea “Summer Eletrohits”, o projeto inspirou a geração que viria a brilhar com o boom da música eletrônica no Brasil. Vintage Culture, Dubdogz, Flakkë e Lazy Bear são alguns dos grandes DJs nacionais que já admitiram a sua influência.

Entre 2005 e 2007, o KASINO rodou o Brasil de norte a sul com a turnê “Light of Love”, encerrando suas atividades em 2009. Agora, retorna com músicas novas e um espetáculo que mescla DJ set, live synths, vocais e projeções de imagem.

Gilberto Barros nunca errou: é o som das baladas! Vai, KASINÃO!

=> Instagram @kasinooficial.

DiamondMall recebe Pedro Pacífico, do Bookster

Pedro Pacífico conversa com o público sobre o valor da cultura na contemporaneidade: como as artes e a literatura ampliam nossa visão em tempos hiperconectados 
 
O DiamondMall recebe, no dia 28 de outubro, o escritor e criador de conteúdo Pedro Pacífico, conhecido pelo perfil Bookster, para um talk sobre o poder de transformação da cultura. O encontro será realizado das 10h às 12h, no vão central do Piso L4, com intermediação da influenciadora Naluflix. A conversa propõe uma reflexão sobre o papel da literatura, das artes e da cultura no mundo contemporâneo e cada vez mais conectado.
Com uma trajetória marcada pela criação de conteúdo literário e pelo incentivo à leitura, Pedro Pacífico abordará o tema “O poder de transformação da cultura: como literatura, artes e outros temas são essenciais no momento conectado que vivemos”. Ao longo do encontro, o escritor deve compartilhar experiências e perspectivas sobre a relação das pessoas com os livros e sobre como a cultura pode contribuir para ampliar repertórios, estimular reflexões e descobrir novas perspectivas.
“Falar sobre literatura é sempre uma oportunidade de aproximar os livros das pessoas e mostrar como a leitura pode fazer parte da nossa rotina de diferentes maneiras. Estou muito feliz em participar desse encontro no DiamondMall e poder trocar ideias, compartilhar experiências e, principalmente, conversar sobre o papel que os livros ocupam na nossa vida”, afirma Pedro Pacífico.
Sobre Pedro Pacífico
Pedro Pacífico é advogado formado pela USP. Em meados de 2017, criou o @bookster no Instagram, que conta com mais de 1 milhão seguidores, e é responsável pelos podcasts “Daria um Livro” e “E os namoradinhos?”.
Foi escolhido pela Forbes Br para integrar a lista de 30 Under 30 e já apresentou dois TEDx sobre como tornar a leitura um hábito diário e o poder de transformação dos livros. Em 2023, publicou o seu primeiro livro, o bestseller “Trinta segundos sem pensar no medo: memórias de um leitor”, pela Editora Intrínseca, em que aborda temas como literatura, sexualidade e saúde mental.

Doação de sangue animal: solidariedade que salva

Cães e gatos também podem ser doadores, mas transfusões exigem exames, compatibilidade e acompanhamento veterinário

Pouco conhecida por muitos tutores, a doação de sangue entre cães e gatos pode ser decisiva para salvar animais em situações de emergência. Acidentes, hemorragias, cirurgias e doenças que provocam anemias graves estão entre os casos em que uma transfusão sanguínea pode representar uma nova chance de vida.

Apesar da importância desse recurso na Medicina Veterinária, encontrar sangue disponível ainda pode ser um desafio. No Brasil, a quantidade de bancos de sangue veterinários e de animais cadastrados como doadores é limitada, situação que se torna ainda mais delicada diante de uma emergência, quando cada minuto pode ser determinante.

Além da disponibilidade, a segurança é uma questão fundamental. Denúncias relacionadas à coleta e ao comércio clandestino de sangue animal reforçam a necessidade de que todo o procedimento seja realizado em locais preparados, com acompanhamento de médicos-veterinários e protocolos que preservem tanto o animal doador quanto aquele que receberá a transfusão.

“Não basta encontrar um doador. É fundamental garantir que o sangue seja seguro e compatível com o animal que vai recebê-lo. Esse cuidado é indispensável para reduzir os riscos e aumentar a segurança das transfusões”, destaca Otávio Valério, médico-veterinário do Time de Pesquisa & Desenvolvimento.

Compatibilidade é essencial

Assim como ocorre com os seres humanos, cães e gatos possuem diferentes tipos sanguíneos. Por isso, não basta que um animal esteja saudável para se tornar doador. A tipagem sanguínea e os testes de compatibilidade são etapas essenciais, já que uma transfusão incompatível pode provocar reações graves.

O hemograma também integra a avaliação, permitindo verificar as condições de saúde do possível doador e identificar alterações que possam impedir temporariamente ou definitivamente a doação.

Outro ponto de atenção é a investigação de doenças infecciosas que podem ser transmitidas pelo sangue. Nos cães, infecções como babesiose, erliquiose e leishmaniose estão entre as que precisam ser consideradas. Nos gatos, FIV, FeLV e infecções por hemoplasmas exigem cuidados específicos.

Um dos desafios é que animais infectados podem não apresentar sintomas, reforçando a importância dos exames laboratoriais antes de qualquer doação.

“Os exames laboratoriais desempenham um papel fundamental na avaliação dos animais doadores e receptores. A identificação de possíveis doenças infecciosas, a avaliação hematológica e a verificação da compatibilidade sanguínea contribuem para decisões clínicas mais seguras e para a redução dos riscos envolvidos no procedimento”, explica Valério.

Tecnologia a serviço da segurança

O diagnóstico veterinário é um dos pilares para tornar a transfusão mais segura. Entre as empresas que atuam nessa área está a Bioclin Vet, que disponibiliza tecnologias voltadas à realização de hemogramas, tipagem sanguínea felina e investigação de doenças infecciosas em cães e gatos.

A empresa também trabalha com soluções de biologia molecular destinadas a investigações laboratoriais complementares. Os recursos auxiliam o médico-veterinário na avaliação dos animais e na tomada de decisões, associados aos demais exames e protocolos indicados para cada caso.

Um doador pode representar uma nova chance

A conscientização dos tutores é outro passo importante para aumentar o número de potenciais doadores. Animais saudáveis que atendam aos critérios estabelecidos pelo médico-veterinário podem contribuir para que outros cães e gatos tenham acesso ao sangue necessário em momentos críticos.

“Ampliar a conscientização sobre a doação de sangue animal é um passo importante para incentivar os tutores a conhecerem essa possibilidade. Cães e gatos saudáveis, que atendam aos critérios veterinários para doação, podem contribuir para salvar outras vidas”, reforça Otávio Valério.

Mais do que um procedimento médico, a doação de sangue animal representa uma corrente de solidariedade entre tutores, profissionais e instituições. Quando realizada com responsabilidade, exames adequados e respeito ao bem-estar dos animais, pode transformar uma situação de emergência em uma oportunidade de sobrevivência.

Para quem convive com um cão ou gato saudável, conhecer os programas de doação existentes e conversar com um médico-veterinário pode ser o primeiro passo. Afinal, o sangue de um animal pode ser exatamente o que outro precisa para continuar vivendo.

Goa Hotéis reúne empreendimentos do Nordeste ao Sul do Brasil

Com presença em três cidades e duas regiões do país, a marca une hospitalidade diferenciada, experiência de mercado e gestão voltada ao retorno financeiro sustentável dos investidores.

Em um curto espaço de tempo, a Goa Hotéis dá os primeiros passos de sua expansão nacional. Em cerca de um mês, a marca reúne as operações do Goa Essence HAI, em João Pessoa, e do Goa Essence Citymix, em Campina Grande, além da comercialização do LAHG Hotel Gramado, na Serra Gaúcha, conectando sua atuação no Nordeste à chegada ao Sul.

Esse movimento é sustentado por profissionais com mais de duas décadas de experiência no setor. A Goa aplica esse conhecimento à proposta de oferecer uma hotelaria de alta performance, com qualidade nos serviços e administração especializada para investidores e proprietários.

“Reunir três empreendimentos em tão pouco tempo representa um início importante para a Goa. Nossa proposta é aplicar a experiência que acumulamos no mercado para oferecer uma hospitalidade diferenciada e buscar retorno financeiro sustentável para os investidores”, destaca Patrícia Cantalice, diretora de Operações da Goa Hotéis.

Com forte atuação comercial, a Goa pretende ampliar o relacionamento com os clientes,  além de desenvolver estratégias direcionadas ao consumidor final. O objetivo é fortalecer os canais de venda, estimular negócios e contribuir para os resultados de cada empreendimento.

“Cada hotel exige uma estratégia própria. Nosso trabalho é conectar o produto ao público certo, fortalecer os canais de venda e desenvolver oportunidades que equilibrem ocupação, diária média e rentabilidade”, afirma Michel Targino, gerente de Vendas da Goa Hotéis.

A estrutura da marca contempla cinco bandeiras: Aura, voltada ao luxo; Essence, que valoriza identidade e conexão com o destino; Resort, dedicada ao lazer; City, direcionada às viagens urbanas e corporativas; e Smart, com foco em praticidade e eficiência.

Com três empreendimentos reunidos em aproximadamente um mês, a Goa Hotéis inicia sua trajetória conectando destinos e diferentes perfis de hospedagem. A proposta é trazer uma hospitalidade diferenciada para o Brasil e transformar essa expansão em valor duradouro, com satisfação dos hóspedes, desempenho dos hotéis e valorização dos ativos dos investidores.

Acervo da fotógrafa Ilana Lansky no Museu da Moda

Com olhar tecnicamente rigoroso e artisticamente sensível, a fotógrafa Ilana Lansky foi a principal documentarista da ascensão da moda mineira nos anos de 1980. Suas imagens registraram o processo de consolidação das confecções mineiras no cenário nacional, destacando dimensões criativas, organizacionais e produtivas que transformaram Minas Gerais em um dos polos de moda no país. Agora, a partir da pesquisa e organização de Caroline Silva e Lorrane Nascife, seu acervo ganha nova circulação em um catálogo e uma exposição virtual, ampliando o acesso público a esse patrimônio documental da moda brasileira.

O trabalho tem como objetivo preencher algumas das lacunas dos estudos de moda no Brasil e nasceu a partir do acervo doado por Illana ao Museu da Moda de Belo Horizonte (MUMO) em 2021. Para o desenvolvimento das pesquisas, as autoras triangularam imagens, materiais jornalísticos e depoimentos orais para sistematizar e difundir os registros de peso estético e histórico. Além da relevância acadêmica, o trabalho também se destaca ao conservar e tornar acessível um acervo até então indisponível para a maior parte do público, com materiais visuais (livro-catálogo e exposição virtual) preparados, selecionados e diagramados pela equipe do projeto.

A investigação de Caroline e Lorrane também tomou a produção de Ilana como ponto de partida para compreender práticas, contextos e visualidades do fotojornalismo de moda dos anos 1980. Entre os desdobramentos do projeto, está a criação do Núcleo de Pesquisa do Museu da Moda, equipe multidisciplinar com participação das autoras que também trabalhou para consolidar o acervo como fonte primária para estudos sobre a memória da moda mineira.

 

“Nossa intenção ao desenvolver a pesquisa foi olhar para o acervo e, além de documentar historicamente o seu conteúdo; reconstruir, através da análise dos negativos, recortes de jornal e depoimentos orais, o cenário em que a moda Belo-Horizontina se consolidou em Minas Gerais e no Brasil. Após identificarmos uma lacuna na bibliografia acadêmica que descrevesse com detalhes os personagens e confecções que transformaram a capital no que chamamos hoje de Capital da Moda, desenvolvemos este livro e uma exposição virtual, ambos riquíssimos em fotografias que foram digitalizadas ao longo do processo de pesquisa”, comenta Lorrane Nascife. “Queremos que o livro e a exposição virtual sejam percebidos não apenas como resultados da nossa pesquisa, mas como uma nova referência para consultas, acadêmicas ou não, potencializando o legado da Ilana, uma guardiã da moda mineira.  Esperamos que nossa obra inspire novas investigações e projetos sobre a história estética e social da moda mineira”, complementa Caroline.

 

A plataforma virtual pode ser acessada em https://ilanalansky.com/.

Financiamento e Apoio

Este catálogo é resultado de três projetos complementares:

1. Projeto 2024.2410.0019 — “A Moda Mineira dos Anos 80 e 90 sob a lente de Ilana Lansky”. Financiado pelo Edital FEC Passarela da Liberdade 2024

2. Projeto ID 3267 — “Preservação da Moda Mineira dos Anos 80 e 90: sob a lente de Ilana Lansky”. Contemplado pelo Edital PNAB 08/2024 – Desenvolvimento de Projetos

3. Projeto ID 9151 — “A Fotografia como Documento da Ascensão da Moda Mineira: Um Estudo do Acervo de Ilana Lansky”. Financiada pelo Edital PNAB 2024 12/2024 – Bolsas de Pesquisa