Hélder Viana volta aos palcos cariocas com Jane Duboc

Com direção musical e arranjos de Kiko Continentino, apresentação do compositor, cantor e violonista mineiro contará com clássicos da Bossa Nova, canções autorais e homenagem a Lô Borges

O compositor, cantor e violonista mineiro Hélder Viana desembarca no Rio de Janeiro em grande estilo e estreia seu novo show no Vinicius Show Bar, em Ipanema, no dia 04 de setembro, sexta-feira, às 20h. Com direção musical e arranjos do conterrâneo Kiko Continentino, a apresentação terá um time estrelado de músicos e receberá a participação mais que especial da cantora Jane Duboc.

Hélder apresenta um repertório com alguns dos maiores sucessos da Bossa Nova, como “Água de Beber” e “Brigas nunca mais”, de Tom Jobim, “O Barquinho”, de Roberto Menescal, e “Samba de Verão”, de Marcos Valle, e canções autorais, como “Maria”, “Buganvília” e “Dama da Noite”. Destaque também para a homenagem a Lô Borges, falecido em novembro de 2025, na faixa “Colibri”, uma das últimas gravações do consagrado cantor e compositor do Clube da Esquina.

Retorno ao Rio com banda de peso

Não é de hoje que o compositor e violonista mineiro Hélder Viana é elogiado por grandes nomes da música brasileira. Esse prestígio marca o seu retorno aos palcos do Rio de Janeiro. A banda é composta de músicos renomados. Com o apoio da cantora Lucynha Lima, Jorge Continentino nos sopros, Jamil Joanes no baixo e o incrível baterista Márcio Bahia, o show promete ser uma inesquecível celebração da música, encontro dos Sertões das Geraes com as praias da Garota de Ipanema.

Talento das raízes do Brasil

Oriundo de uma tradicional família de congadeiros, Hélder Viana nasceu no município de Oliveira, interior de Minas Gerais, em 1963. Iniciou a carreira artística em 1978, no festival da canção local, passando depois a residir em Belo Horizonte, para onde foi estudar e tocar em bares, em 1984. Participou do “I Seminário Brasileiro da Música Instrumental”, idealizado por Toninho Horta e realizado em Ouro Preto, em 1986. Nessa época, estudou violão com Amauri Aranha e trabalhou como percussionista em diversas bandas, como a instrumental Nhoc. No teatro, tocou em peças como “Zumbi”, “Os Saltimbancos”, “O Trem das Vertentes” e “Tempestade” (tendo feito a trilha sonora da última). Acompanhou diversos artistas, entre eles, Amelinha, Oswaldinho do Acordeon e Sivuca.

Em 1994, foi o vencedor do “I Festival do Tribunal de Justiça de Minas Gerais” com a composição “Búzios”, interpretada pela cantora Loslena e julgada pelo emblemático letrista Fernando Brant. Em 2001, lançou o primeiro álbum, “Cabrália”, com participações especiais do saxofonista Chico Amaral, do guitarrista Celso Moreira e do percussionista Sidinho Moreira. O show do disco percorreu o Sudeste por quase uma década e foi aclamado pela crítica, ganhando elogios de ninguém menos do que Milton Nascimento. Entre 2011 e 2013, realizou a sua primeira turnê internacional, passando por Portugal, Itália, Espanha, França e Inglaterra, registrada em dois DVDs.

Após dois anos de pandemia, ele retornou aos palcos no Rio de Janeiro – onde não se apresentava desde 2019 – com um time de artistas renomados. Desde então, tem colecionado diversas parcerias com artistas como Wagner Tiso, Flávio Venturini, Beto Guedes, Toninho Horta e Boca Livre.

Serviço:
Dia e horário: 04 de setembro, sexta-feira, às 20h
Local: Vinícius Show Bar – Rua Vinícius de Moraes, 35, Ipanema, Rio de Janeiro (RJ)

Ingressos: R$ 60 (meia-entrada) e R$ 120 (inteira), vendas pelo site https://www.sympla.com.br/evento/helder-viana-convida-jane-duboc/3502879

Classificação: 18 anos
Rede social: @helderhviana

Beleza que gera negócios: Minas avança

Mais do que um mercado impulsionado pela beleza e pelo bem-estar, o setor de perfumaria e cosméticos tornou-se uma das cadeias mais dinâmicas da economia brasileira. Reunindo indústria, distribuição, varejo, inovação e comércio eletrônico, o segmento atravessa um período de transformação, marcado por mudanças no comportamento do consumidor, digitalização das vendas e novas formas de consumo. É neste cenário que Minas Gerais amplia sua relevância nacional.

Estudo inédito desenvolvido pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG revela que o Estado consolidou-se como o segundo maior polo brasileiro da cadeia de perfumaria e cosméticos, respondendo por 9% de todos os estabelecimentos do setor no país, atrás apenas de São Paulo. A posição coloca Minas à frente de economias importantes, como Paraná, Rio de Janeiro e Bahia, evidenciando a força de um mercado que combina produção, distribuição e varejo em praticamente todas as regiões mineiras.

O estudo reúne, pela primeira vez, uma visão integrada da cadeia econômica do setor, contemplando fabricação, comércio atacadista, varejo, geração de empregos formais, comércio exterior, comércio eletrônico e hábitos de consumo dos brasileiros, oferecendo um panorama estratégico para empresários, investidores e entidades representativas.

Para a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, o desempenho mineiro demonstra que o Estado ocupa uma posição estratégica dentro da indústria nacional da beleza. “O estudo mostra que Minas Gerais não é apenas um grande mercado consumidor. O Estado participa de forma consistente de praticamente todos os elos da cadeia produtiva, desde a fabricação até a distribuição e o varejo. Essa diversificação fortalece a competitividade do setor e amplia sua capacidade de gerar negócios, investimentos e empregos.”

 Uma rede presente em todo o Estado

O estudo demonstra que a atividade econômica está distribuída entre diversos polos regionais de Minas Gerais.

Na fabricação de cosméticos, Belo Horizonte lidera o número de estabelecimentos, seguida por Contagem e Uberlândia. Municípios como Uberaba, Juiz de Fora, Ipatinga, Divinópolis e Poços de Caldas também se destacam, demonstrando que a indústria possui presença relevante além da Região Metropolitana.

No atacado, Belo Horizonte concentra mais de 20% dos estabelecimentos, consolidando-se como principal centro de distribuição do setor, enquanto cidades como Extrema, Varginha, Montes Claros e Pouso Alegre reforçam a importância da logística mineira.

Já no varejo, a atividade apresenta elevada capilaridade, acompanhando os principais polos econômicos do Estado e refletindo a força do mercado consumidor mineiro.

Segundo Fernanda Gonçalves, essa distribuição territorial representa uma vantagem competitiva. “Poucos estados apresentam uma cadeia tão distribuída quanto Minas Gerais. Essa presença regional fortalece o ambiente de negócios, aproxima fornecedores e consumidores e torna o setor mais resiliente diante das transformações econômicas.”

 Comércio eletrônico impulsiona o crescimento

Se parte da cadeia produtiva mostra um ritmo de expansão mais moderado, o comércio eletrônico vem assumindo papel decisivo para sustentar o crescimento do segmento.

Em 2025, as vendas online de perfumaria e cosméticos movimentaram R$ 14,07 bilhões no Brasil, representando 5% de todo o comércio eletrônico nacional. Em Minas Gerais, o desempenho é ainda mais expressivo.

As operações originadas no Estado movimentaram R$ 2,78 bilhões, fazendo com que perfumaria e cosméticos representassem 7,7% de todo o e-commerce mineiro, participação superior à média nacional. O resultado evidencia a capacidade competitiva das empresas instaladas em Minas, que se destacam mais como origem das vendas do que como destino das compras realizadas pelos consumidores. “O ambiente digital tornou-se um dos principais motores do setor. Minas Gerais demonstra elevada competitividade nesse mercado e amplia sua presença nacional por meio das vendas online, fortalecendo empresas e expandindo mercados consumidores”, afirma Fernanda Gonçalves.

 Mercado sólido e consumo recorrente

O estudo também mostra que o crescimento do setor está apoiado em um padrão de consumo contínuo. Produtos para cuidados capilares, maquiagem, desodorantes, hidratantes, perfumes e itens de higiene pessoal concentram a maior parte das vendas, reduzindo a dependência de datas comemorativas e garantindo maior previsibilidade ao varejo.

Embora significativos em períodos como Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Black Friday e Natal, esses produtos passaram a integrar a rotina permanente das famílias brasileiras, impulsionados pela valorização do autocuidado e do bem-estar.

 Brasil entre os maiores mercados do mundo

O levantamento também reforça o protagonismo brasileiro no cenário internacional.

O Brasil ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores mercados consumidores de beleza e cuidados pessoais do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China. O país responde por 43,4% de todo o mercado latino-americano e figura entre os líderes globais em diversas categorias, como fragrâncias, desodorantes, produtos masculinos, proteção solar e cuidados com os cabelos.

Para Fernanda Gonçalves, esse ambiente internacional amplia as oportunidades para Minas Gerais. “Quando observamos a dimensão do mercado brasileiro e a posição que Minas ocupa nessa estrutura, percebemos um enorme potencial para novos investimentos, inovação, fortalecimento das marcas e expansão dos negócios. O setor reúne características que o tornam estratégico para o desenvolvimento econômico do Estado.”

Apesar de o estudo apontar uma desaceleração recente em alguns segmentos da fabricação e da distribuição, o panorama permanece positivo. A combinação entre mercado consumidor robusto, expansão do comércio eletrônico e presença consolidada em toda a cadeia produtiva reforça Minas Gerais como um dos principais protagonistas da indústria brasileira de perfumaria e cosméticos, em um setor que continua gerando emprego, renda e oportunidades para o comércio.

Virada Cultural de Belo Horizonte 2026 cria novas experiências

Entre as 19h de sábado (29/8) e as 19h de domingo (30/8), a 11ª Virada Cultural de Belo Horizonte propõe uma imersão na vida cultural da cidade, combinando cultura, mobilidade, convivência e novos usos de espaços públicos e equipamentos culturais. Diferentes pontos do hipercentro se transformam em espaços de encontro, circulação e experiências culturais ao longo do evento. Para esta edição, foram pensadas diferentes novidades para ampliar as formas de viver a Virada e criar novas possibilidades de circulação, encontro e ocupação da cidade. As mudanças envolvem desde a mobilidade e a configuração dos espaços até a ampliação do acesso a equipamentos culturais e a integração de diferentes áreas e territórios à programação.

Serão mais de 200 atrações gratuitas em 18 espaços do hipercentro, com música, teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, audiovisual, cultura de rua, moda, bem-estar e outras linguagens. A programação completa está disponível no Portal Belo Horizonte.

Para facilitar a circulação entre os diferentes pontos do evento, a mobilidade ganha reforço nesta edição. Pela primeira vez, a Virada contará com a parceria do programa Catraca Livre da PBH, com as roletas dos ônibus liberadas das 18h de sábado e durante o domingo. A PBH também ampliará a operação do Madrugão, sistema especial de transporte que reforça as viagens de ônibus entre 0h e 3h59. Durante a Virada, serão 128 linhas, parte delas conectadas ao Move, ligando diferentes regiões da cidade a estações estratégicas. O metrô também terá horário ampliado no sábado, com a Estação Central aberta para embarque até 0h30.

Com a circulação ampliada, diferentes espaços da região central ganham novos formatos de ocupação. No Espaço Amazonas, um palco em configuração 360° aproxima artistas e espectadores e cria uma nova relação com as apresentações. O espaço será dedicado ao samba, ao pagode e ao sertanejo, celebrando também o reconhecimento do samba como patrimônio cultural de Belo Horizonte.

A ocupação se estende ao Parque Municipal, que, em parceria com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, permanecerá aberto durante as 24 horas do evento, retomando o formato de ocupação contínua e recebendo atividades também durante a madrugada. Outra novidade desta edição é a integração do Teatro Francisco Nunes e de seu foyer à programação da Virada, ampliando o circuito de equipamentos culturais que recebem atividades durante o evento. A acessibilidade atravessa toda a programação, com intérpretes de Libras em todos os palcos.

“A cada edição, a Virada nos desafia a pensar em como a cultura pode criar novas relações entre as pessoas e a cidade. Neste ano, fizemos escolhas que ampliam as possibilidades de participação do público, com novas formas de circulação, ocupação de espaços e encontro com diferentes culturas. Queremos que Belo Horizonte viva a cultura de diferentes maneiras e em diferentes lugares ao longo de todo o evento”, afirma Bárbara Bof, presidenta da Fundação Municipal de Cultura (FMC)

Promovida pela FMC e realizada em parceria com a H2A Soluções e Parcerias, a Virada Cultural de BH 2026 tem o Sesc em Minas, integrante do Sistema Fecomércio MG, como Parceiro Cultural Oficial. O Supermercados BH é o Patrocinador Master do Viradão Gastronômico, iniciativa que reúne 30 estabelecimentos, com opções de pratos de até R$ 30.

Mineiridade, memória e homenagens marcam a Virada Cultural

A memória e a produção cultural de Minas Gerais ganham destaque na Virada Cultural 2026, com uma programação que reúne diferentes gerações e reverencia nomes que fazem parte da identidade musical do estado. Clube da Esquina, Clara Nunes e Vander Lee serão celebrados em diferentes espaços e momentos do evento.

A programação começa a reverenciar o Clube da Esquina já no sábado (29). Às 19h, o Palco Sesc Estação recebe o encontro do Bloco da Esquina com o Coral Vozes da Esquina. No Espaço Gramado, às 23h, o grupo vocal Cobra Coral apresenta um repertório dedicado ao Clube. No Palco Bahia, na Praça da Estação, também às 23h, a banda Falcatrua apresenta o show “Sol na Cabeça”, com clássicos do movimento. No domingo (30), às 14h20, o mesmo palco recebe o Fole da Esquina, em outra homenagem à obra do Clube.

A trajetória de Clara Nunes também atravessa a programação. A cantora mineira será celebrada com o show “Viva Clara no Forró”, de Aline Calixto, às 21h, no Palco Sesc Estação. O Museu da Moda de Belo Horizonte (MUMO) também integra o circuito da Virada com a exposição “Clara Nunes – Eu Sou a Tal Mineira”, que teve seu período estendido até domingo (30) especialmente para a Virada.

No domingo, a homenagem a Vander Lee ganha espaço no Parque Municipal. Às 11h35, o Espaço Gramado recebe Laura Catarina, filha do artista, em um show dedicado à sua obra, com participações especiais de Sérgio Pererê, Nívea Sabino e LUIZGA. A apresentação marca os dez anos da morte do cantor e compositor mineiro. O show integra a programação do “Música de Domingo”, projeto especial do Teatro Francisco Nunes, realizado pelo Circuito Municipal de Cultura, numa parceria da PBH com o Instituto Odeon.

Da Índia ao Ceará, intercâmbios ampliam a programação

Outro espaço pensado para uma experiência diferenciada é o Cinema Bem-Estar. Durante a madrugada e a manhã de domingo, o local recebe uma programação realizada em parceria com a Embaixada da Índia, com exibição de filmes, música, yoga ao ar livre, meditação guiada, ações de bem-estar e autocuidado, apresentação de dança indiana e oficina de Bollywood.

A edição também amplia o diálogo de Belo Horizonte com outros territórios brasileiros. Fruto da parceria entre a Fundação Municipal de Cultura e a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, por meio do Instituto Dragão do Mar, o intercâmbio cultural leva à Virada Mateus Fazeno Rock, no Espaço Guaicurus; o espetáculo Preta Rainha, no Teatro Francisco Nunes; e Vannick Belchior, no Espaço Gramado. A programação inclui ainda a participação da artista visual Dinha Ribeiro e uma aula-show da Escola de Gastronomia do Ceará, no foyer do Teatro Francisco Nunes.

Grandes shows e encontros com a música brasileira

A programação musical reúne grandes nomes da música brasileira, artistas mineiros e diferentes expressões da cena contemporânea. Entre os destaques estão Alceu Valença (PE), que se apresenta no sábado (29), às 22h40, no Palco Sesc Estação, e Jorge Aragão (RJ), que encerra a programação do espaço no domingo (30), às 19h20. O Palco Sesc Estação recebe ainda atrações como Aline Calixto, Bloco Funk You, Simplicidade Samba, MC Anjim e Felipp Reyz, enquanto outros espaços reúnem artistas ligados ao rap, samba, música urbana, rock e cultura popular.

A Virada também marca a estreia do Selo Sesc Minas Musical, novo projeto do Sesc em Minas dedicado à valorização da produção fonográfica de Minas Gerais. O palco reúne sete artistas e grupos de diferentes gerações, territórios e trajetórias, evidenciando a diversidade da produção musical mineira.

A programação se espalha ainda por espaços como o Viaduto e o Sula, que atravessam a madrugada com diferentes expressões da cultura urbana. No Espaço Arcos, atrações de circo dividem a programação com atividades de esportes urbanos, enquanto o Centro de Referência das Culturas Urbanas – Viaduto Santa Tereza reúne skate, dança, música, artes visuais e intervenções urbanas. No Espaço Patins, música, teatro, literatura e manifestações da cultura de rua completam a programação.

Prefeitura mobiliza diferentes áreas em programação intersetorial

A Virada Cultural também será um espaço de integração das políticas públicas de Belo Horizonte. Diversas secretarias e órgãos municipais estarão envolvidos no evento, levando para a programação ações, serviços e atividades nas áreas de saúde, meio ambiente, esporte, assistência social, juventude, bem-estar e educação, entre outras.

As iniciativas estarão distribuídas por diferentes pontos do hipercentro ao longo do evento. No Parque Municipal, o público poderá participar de ações como a instalação Imersos no Descarte, da SLU;  atividades da Biofábrica, com distribuição de joaninhas; e oficina de plantio, além de ações de bem-estar animal, promoção da saúde e cuidado integral. A programação também inclui Rua de Lazer, na Rua Sapucaí; atividades do Centro de Referência da Juventude; ações de abordagem social e escuta no Viaduto Santa Tereza; e o Ateliê de Cuidado – Arte da Saúde, no Espaço Ficus.

Na área da saúde, o Espaço Estação recebe a ação “RH de Mãos Dadas com a Tenda da Prevenção”, com jogos e insumos de prevenção. No domingo, às 10h05, o Palco Gramado recebe a Banda de Música da Guarda Municipal.

A programação ocupa a cidade com intervenções artísticas que dialogam com o espaço urbano. No Viaduto Santa Tereza, a intervenção “Filhos do Sopro – Acervo Festa da Luz” permanece durante as 24 horas da Virada, das 19h de sábado (29) às 19h de domingo (30). A atração integra a programação do Espaço Arcos, na parte de cima do Viaduto Santa Tereza.

A Virada Cultural também contará com uma experiência de laser mapping inspirada no Homem Gaiola, que ganhará uma intervenção audiovisual especialmente criada para o evento. A projeção combina luz, imagens e movimento, transformando a arquitetura em uma grande superfície de experimentação artística e ampliando a experiência visual do público durante a programação.

A sustentabilidade também atravessa a programação da Virada Cultural. No Parque Municipal, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) apresenta a instalação “Imersos no Descarte”, durante as 24 horas do evento. No mesmo espaço, no domingo (30), das 9h às 13h, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente promove exposição da Biofábrica, distribuição de joaninhas e oficina de plantio na casca do ovo, dentro do Programa Escola Verde. A temática da reciclagem aparece ainda na programação audiovisual, com “Catadoras de Brilho – Doc Vozes da Reciclagem”, exibido no sábado, às 20h, no Espaço Cinema e Bem-Estar, no Parque Municipal.

 

Gastronomia como parte da experiência

O Viradão Gastronômico integra a programação da Virada com 30 estabelecimentos participantes e opções de pratos de até R$ 30. Outra novidade desta edição é o WebApp da Virada Cultural, que reúne a programação do evento e o cardápio dos estabelecimentos participantes, permitindo consultar atrações, horários, espaços e opções gastronômicas.

A gastronomia também ganha uma presença especial na Feira Hippie: pela primeira vez, a área gastronômica funcionará durante as 24 horas do evento, acompanhando a programação da Virada.

Serviço

Virada Cultural de Belo Horizonte 2026
Data:
 29 (sábado) e 30 (domingo) de agosto
Horário: das 19h de sábado às 19h de domingo (horário de início dos últimos shows)
Local: Hipercentro de Belo Horizonte
Entrada: gratuita
Programação completa, horários, espaços e informações de serviço: Portal Belo Horizonte.

Restaurante do Porto promove tradicional sardinhada neste sábado

Evento comemora uma das tradições mais queridas de Portugal com sardinhas assadas, gastronomia portuguesa e clima de confraternização

Quem gosta de gastronomia portuguesa já tem um programa especial para este sábado, 29 de agosto. O Restaurante do Porto realiza a tradicional Sardinhada, das 11h às 17h. A programação é inspirada nas tradicionais festas e encontros portugueses, em que a sardinha assada é a grande estrela e a mesa vira ponto de encontro para reunir família e amigos.

Durante o sábado, os clientes poderão aproveitar sardinhas preparadas na brasa em uma varanda enorme e muito arejada, que é um verdadeiro convite para aproveitar o almoço sem pressa. O espaço é ideal para começar o dia com uma boa mesa, estender a conversa depois da refeição, pedir mais uma taça de vinho e simplesmente aproveitar a tarde.

A Sardinhada é uma tradição muito presente em Portugal, especialmente durante os meses mais quentes. Por lá, o aroma das sardinhas assadas na brasa faz parte das festas populares e das reuniões entre amigos, acompanhadas de conversa, vinho e muita comida.

Serviço: Sardinhada — Restaurante do Porto
Data: sábado, 29 de agosto de 2026
Horário: das 11h às 17h
Local: Restaurante do Porto
Endereço: Rua Conselheiro Lafaiete, 2099 – Cidade Nova Reservas/informações: (31) 3482-9870

A Importância do Diagnóstico Profissional: Por que a avaliação psicológica especializada transforma vidas

Cuidar da saúde mental deixou de ser um tabu para se tornar uma necessidade. Cada vez mais pessoas procuram ajuda psicológica para compreender emoções, enfrentar dificuldades e melhorar sua qualidade de vida. No entanto, ainda existe uma questão que gera muitas dúvidas: afinal, por que o diagnóstico profissional é tão importante?

Em uma época em que informações sobre saúde mental circulam livremente nas redes sociais, muitas pessoas acabam se identificando com vídeos, publicações ou listas de sintomas encontradas na internet. Embora esses conteúdos possam despertar o interesse pelo autocuidado e incentivar a busca por ajuda, eles nunca substituem uma avaliação realizada por um profissional qualificado.

O diagnóstico psicológico é um processo técnico, cuidadoso e baseado em conhecimento científico. Ele permite compreender a origem dos sintomas, identificar padrões de comportamento, avaliar o funcionamento emocional e construir um plano de tratamento realmente adequado para cada indivíduo. Mais do que dar um nome ao que a pessoa sente, o diagnóstico oferece clareza, direção e esperança.

O que é um diagnóstico profissional?

O diagnóstico profissional consiste em uma avaliação realizada por um psicólogo ou outro profissional da saúde mental habilitado. Durante esse processo, são utilizadas entrevistas clínicas, observações, histórico de vida e, quando necessário, instrumentos psicológicos validados cientificamente.

O objetivo não é apenas identificar um transtorno psicológico. Muitas vezes, o profissional busca compreender diversos fatores que influenciam o sofrimento da pessoa, como experiências familiares, ambiente social, rotina, traumas, estilo de vida, relacionamentos e aspectos emocionais. Cada ser humano possui uma história única. Por isso, duas pessoas podem apresentar sintomas semelhantes, mas precisar de abordagens completamente diferentes. É justamente essa individualidade que torna o diagnóstico profissional tão importante.

Nem todo sintoma significa um transtorno

Sentir ansiedade antes de uma apresentação importante é algo natural. Ficar triste após uma perda também faz parte da experiência humana. Estar cansado durante um período intenso de trabalho não significa necessariamente que existe um quadro de depressão. O problema surge quando as pessoas começam a interpretar qualquer emoção intensa como um diagnóstico definitivo.

Atualmente, é comum encontrar conteúdos afirmando que esquecer compromissos significa déficit de atenção, que gostar de organização extrema indica transtorno obsessivo-compulsivo ou que oscilações emocionais representam transtorno bipolar. Na prática clínica, a realidade é muito mais complexa. O profissional considera diversos critérios antes de chegar a uma conclusão. São avaliadas a intensidade dos sintomas, sua duração, a frequência, os impactos na vida cotidiana e diversos outros fatores que somente uma avaliação especializada consegue identificar. Por isso, evitar o autodiagnóstico é um passo fundamental para preservar a saúde mental.

Os riscos do autodiagnóstico

A facilidade de acesso às informações trouxe inúmeros benefícios, mas também aumentou a quantidade de interpretações equivocadas sobre saúde mental. Quando uma pessoa tenta diagnosticar a si mesma apenas com base em pesquisas na internet, ela corre alguns riscos importantes. O primeiro deles é acreditar possuir um transtorno que, na verdade, não existe. O segundo é ignorar um problema real por acreditar que seus sintomas são “normais”.

Também existe a possibilidade de iniciar tratamentos inadequados, buscar medicamentos sem orientação médica ou desenvolver ainda mais ansiedade ao interpretar incorretamente os próprios sintomas. Em alguns casos, o autodiagnóstico pode atrasar significativamente o início do tratamento correto. Quanto mais cedo ocorre a identificação adequada do problema, maiores costumam ser as chances de recuperação e melhora da qualidade de vida.

O diagnóstico orienta o tratamento

Imagine uma pessoa que apresenta dificuldades para dormir, irritabilidade, falta de concentração e cansaço constante. Esses sintomas podem estar relacionados à ansiedade, depressão, síndrome de burnout, estresse crônico, luto, alterações hormonais ou até mesmo problemas físicos. Sem um diagnóstico profissional, torna-se praticamente impossível definir qual será a melhor abordagem terapêutica. Quando o psicólogo compreende a origem do sofrimento, ele consegue elaborar estratégias específicas para aquela situação.

Isso torna o tratamento muito mais eficiente.

Em alguns casos, a psicoterapia é suficiente. Em outros, pode haver necessidade de acompanhamento psiquiátrico, trabalho conjunto com outros profissionais da saúde ou intervenções específicas voltadas para determinadas dificuldades.

Tudo isso depende da avaliação clínica.

Cada pessoa é única

Uma das maiores contribuições da Psicologia é reconhecer que não existem soluções iguais para todos. Mesmo quando duas pessoas recebem o mesmo diagnóstico, suas histórias, experiências, crenças, relações familiares e formas de enfrentar desafios são diferentes. Por isso, o tratamento também precisa ser individualizado. O diagnóstico profissional não serve para colocar alguém dentro de uma “caixinha”.

Pelo contrário. Ele ajuda a compreender quem aquela pessoa realmente é, quais recursos ela possui, quais dificuldades enfrenta e quais caminhos podem favorecer seu desenvolvimento emocional. Essa visão humanizada faz toda a diferença durante o processo terapêutico.

Diagnóstico não é um rótulo

Existe um receio muito comum de receber um diagnóstico. Algumas pessoas acreditam que isso significa carregar um rótulo para o resto da vida. Na realidade, acontece exatamente o contrário. Quando existe clareza sobre aquilo que está acontecendo, torna-se muito mais fácil buscar tratamento, compreender os próprios desafios e desenvolver estratégias para enfrentá-los.

O diagnóstico não define quem a pessoa é. Ele apenas descreve um conjunto de características observadas naquele momento. As pessoas continuam sendo muito maiores do que qualquer classificação clínica. Sua personalidade, seus sonhos, talentos, valores e potencial permanecem intactos.

O papel da psicóloga durante o processo

Durante a avaliação, a psicóloga oferece um espaço seguro, acolhedor e livre de julgamentos. O paciente pode falar sobre seus medos, dúvidas, inseguranças, dificuldades e emoções com tranquilidade. A escuta qualificada permite identificar aspectos que muitas vezes nem o próprio paciente havia percebido. Ao longo das sessões, surgem conexões importantes entre acontecimentos da vida, padrões emocionais e comportamentos repetitivos.

Essa compreensão favorece não apenas o diagnóstico, mas também o autoconhecimento. Muitas pessoas relatam sentir alívio simplesmente por conseguirem entender o motivo de determinados sentimentos que as acompanham há anos.

Diagnóstico precoce faz diferença

Quanto mais cedo um problema emocional é identificado, maiores costumam ser as possibilidades de intervenção. Diversos transtornos psicológicos apresentam melhores resultados quando tratados precocemente. Isso vale para ansiedade, depressão, transtornos alimentares, transtorno do déficit de atenção, transtornos de personalidade e diversas outras condições.

O diagnóstico precoce reduz o sofrimento, evita agravamentos e melhora significativamente a qualidade de vida. Além disso, possibilita que familiares também compreendam melhor a situação e ofereçam apoio mais adequado.

Saúde mental merece atenção profissional

Assim como procuramos um cardiologista diante de problemas no coração ou um ortopedista quando sentimos dores persistentes, a saúde emocional também merece acompanhamento especializado. Infelizmente, ainda existe a ideia de que basta “ser forte” para superar qualquer dificuldade psicológica.

Essa visão desconsidera que muitos sofrimentos possuem causas complexas, envolvendo fatores biológicos, psicológicos e sociais. Buscar ajuda não representa fraqueza. Pelo contrário. É uma atitude de coragem, responsabilidade e cuidado consigo mesmo.

Quando procurar uma psicóloga?

Existem diversos sinais que indicam a necessidade de uma avaliação profissional.

Ansiedade intensa e frequente, tristeza persistente, crises de pânico, alterações importantes no sono, dificuldades de relacionamento, mudanças bruscas de humor, baixa autoestima, excesso de estresse, dificuldade para lidar com perdas ou sensação constante de sofrimento emocional merecem atenção. Mesmo pessoas que não apresentam um transtorno podem se beneficiar do acompanhamento psicológico.

A terapia também promove desenvolvimento pessoal, fortalecimento emocional, inteligência emocional e autoconhecimento. Não é preciso esperar que a situação se torne insustentável para buscar ajuda.

O diagnóstico abre caminhos para uma vida melhor

Receber um diagnóstico profissional não significa encontrar um fim, mas sim um novo começo. A partir dele, torna-se possível compreender melhor as próprias emoções, desenvolver habilidades para enfrentar desafios e construir uma vida mais saudável.

Cada pessoa merece ser ouvida com atenção, respeito e sensibilidade. Nenhum vídeo na internet, teste online ou publicação em redes sociais consegue substituir a experiência clínica de uma psicóloga preparada para compreender a complexidade do ser humano.

Se você percebe que algo não vai bem com sua saúde emocional, não enfrente isso sozinho. Procurar uma avaliação psicológica pode ser o primeiro passo para recuperar o equilíbrio, fortalecer sua saúde mental e viver com mais qualidade de vida. O diagnóstico profissional não existe para limitar pessoas, mas para oferecer respostas, direcionamento e oportunidades de transformação. Afinal, compreender o que sentimos é o primeiro passo para cuidar verdadeiramente de nós mesmos.

Agende sua consulta e descubra como a terapia pode ajudar você a construir um futuro com mais segurança e confiança.

Clínica de Psicólogia Juliana Lemos |Telefone: (11) 98034-2647

Endereço: Av. Antártico, 381 – Sl 36 – 3° andar

WR Construtora lidera mercado imobiliário do Leste de Minas

O que fazer para uma empresa crescer? A pergunta que faz tirar o sono de todo gestor costuma ter uma resposta abrangente. Mas, pelo menos em relação à estratégia de mercado, alguns dos desafios são conhecidos: os empreendedores reconhecem que oferecer produtos que unam qualidade, inovação e que se aproximem da expectativa dos consumidores está entre as exigências. O mercado imobiliário na região Leste de Minas vem experimentando a junção desses elementos. O resultado é uma construtora que alcançou a liderança em empreendimentos na localidade.

Fundador e CEO da WR Construtora, Wallace Barreto Simão conta que, ao longo dos 21 anos desde a fundação da empresa, viu a necessidade de criar um canal de comunicação maior com os consumidores e identificar as demandas de mercado para levar a organização ao topo. Com mais de 60 edifícios lançados e 3 mil unidades comercializadas, a WR é a empresa do setor imobiliário com o maior número de projetos erguidos no Leste do Estado.

“Liderar o mercado em cidades-polo como Ipatinga e Governador Valadares não é coisa simples. A concorrência e a própria demanda do público acabam exigindo mais e nos obrigando a adotar estratégias acertadas. Hoje estamos trabalhando em vários empreendimentos na região, o que mostra nossa capacidade técnica e econômica. Nosso esforço é para garantir que esse crescimento seja constante”, afirma o executivo.

Atualmente, a WR está atuando em nove projetos simultâneos, demandando cerca de 1.100 valentes no grupo. Um dos caminhos foi incorporar novos projetos que representassem uma inovação no mercado local, como os empreendimentos residenciais focados no wellness, aliando moradia com saúde física e mental. “A ideia de trazer edifícios inovadores, com ambientes de lazer e com espaços para atendimentos por profissionais da saúde, é resultado dessa leitura do mercado. É uma das provas de que nós fizemos bem o dever de casa ao identificar as necessidades e os interesses dos moradores. A iniciativa deu muito certo”, avalia Wallace Barreto Simão.

O CEO menciona ainda que a WR mantém os padrões de gestão de qualidade que orientam o setor, com foco na padronização e na otimização de seus processos ao longo dos anos. “Nós conseguimos canalizar essas conquistas para uma só direção, que é a capacidade de ler os desafios do mercado imobiliário. Hoje sabemos o que dá certo e o que não dá, e o nível de qualidade que precisamos implementar. Posso dizer que encontramos uma fórmula que funciona para nós, para os fornecedores, para os colaboradores e para os clientes. Tudo isso é fruto dessa leitura que nos capacitamos muito para compreender e responder com novas iniciativas”, revela o CEO da WR Construtora.

Descumprimento de medida protetiva dá prisão? Entenda o que diz a lei

Sim, o descumprimento de medida protetiva pode resultar em prisão. A conduta é considerada crime autônomo pela Lei Maria da Penha e pode provocar prisão em flagrante, abertura de investigação, processo criminal e, dependendo das circunstâncias concretas, decretação de prisão preventiva. Desde outubro de 2024, a pena prevista para esse crime é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. Em 2026, a legislação ficou ainda mais rigorosa nos casos relacionados à monitoração eletrônica, reforçando a proteção da mulher e a necessidade de cumprimento integral da ordem judicial.

Apesar de a resposta inicial ser objetiva, o tema exige atenção. Nem toda notícia de descumprimento conduz automaticamente à prisão preventiva ou a uma condenação. A autoridade precisa analisar qual era a ordem judicial, se a pessoa acusada tinha conhecimento da medida, qual conduta foi praticada, quais provas existem e se houve intenção consciente de desobedecer à determinação. Cada caso possui circunstâncias próprias, e a avaliação jurídica deve considerar tanto a proteção da vítima quanto as garantias legais de quem está sendo investigado.

Você entenderá quando o descumprimento de medida protetiva dá prisão, como ocorre o flagrante, quando pode haver prisão preventiva, qual é a pena atual e como agir diante de uma possível violação.

O que é uma medida protetiva de urgência?

A medida protetiva de urgência é uma determinação destinada a interromper uma situação de violência doméstica e familiar ou impedir que o risco se agrave. Ela não deve ser confundida com uma condenação criminal. Trata-se de um instrumento de proteção que pode ser concedido rapidamente pelo Poder Judiciário, inclusive antes da conclusão de um inquérito ou da existência de ação penal. Conforme o artigo 19 da Lei Maria da Penha, a medida pode ser concedida a pedido da mulher ou por requerimento do Ministério Público.

Entre as providências mais conhecidas estão o afastamento do agressor do lar, a proibição de aproximação da mulher e de seus familiares, a proibição de contato por qualquer meio de comunicação, a restrição de visitas aos dependentes, a suspensão do porte de armas e a proibição de frequentar determinados lugares. A legislação também prevê acompanhamento psicossocial, comparecimento a programas de recuperação e reeducação e monitoração eletrônica.

As medidas podem ser aplicadas separadamente ou em conjunto. Além disso, podem ser modificadas ou substituídas quando surgirem novos fatos. A Lei Maria da Penha estabelece que elas permanecem em vigor enquanto persistir o risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da mulher ou de seus dependentes. Portanto, o simples decurso do tempo não autoriza a pessoa submetida à ordem a concluir, por conta própria, que a restrição perdeu a validade.

Descumprimento de medida protetiva dá prisão em flagrante?

O descumprimento de medida protetiva pode gerar prisão em flagrante quando a violação está acontecendo ou acaba de acontecer e se enquadra nas hipóteses legais de flagrância. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o acusado se aproxima da vítima em distância inferior à determinada, entra no imóvel do qual foi afastado, envia mensagens apesar da proibição de contato, aparece repetidamente no local de trabalho da mulher ou rompe um perímetro de exclusão controlado por monitoração eletrônica.

Recebida a notícia, a polícia deverá verificar a situação, preservar a segurança da vítima e reunir os elementos disponíveis. Mensagens, ligações, vídeos, câmeras de segurança, testemunhas, registros de localização, fotografias e alertas emitidos por dispositivo eletrônico podem ser relevantes. A versão das pessoas envolvidas também deverá ser formalmente registrada. A palavra da vítima tem especial relevância em delitos praticados no ambiente doméstico, que frequentemente ocorrem sem testemunhas, mas o conjunto probatório precisa ser avaliado dentro do contexto do caso.

No flagrante pelo crime do artigo 24-A, a própria Lei Maria da Penha determina que somente a autoridade judicial pode conceder fiança. Isso significa que o delegado não pode arbitrá-la nessa hipótese. Após a prisão, o caso será submetido ao controle judicial. O juiz poderá relaxar uma prisão ilegal, conceder liberdade provisória, com ou sem condições, ou converter o flagrante em prisão preventiva, desde que estejam presentes os requisitos legais. Assim, flagrante e prisão preventiva são institutos diferentes, e a existência do primeiro não torna o segundo automático.

Qual é a pena pelo descumprimento da medida protetiva?

O artigo 24-A da Lei Maria da Penha tipifica como crime o ato de descumprir decisão judicial que concede medida protetiva de urgência. A pena atual é de reclusão de dois a cinco anos e multa. Esse patamar foi estabelecido pela Lei nº 14.994/2024, que aumentou de forma expressiva a punição anteriormente prevista, de três meses a dois anos de detenção.

Trata-se de crime autônomo. Isso quer dizer que uma pessoa pode responder pelo descumprimento e também por outra infração praticada no mesmo contexto. Se, além de violar a distância mínima, houver ameaça, perseguição, lesão corporal, dano, violação de domicílio ou outro delito, as responsabilidades poderão ser apuradas de forma conjunta, conforme as circunstâncias. A própria lei determina que a punição pelo artigo 24-A não exclui outras sanções cabíveis.

Também não importa se a medida foi concedida por um juízo com competência cível ou criminal. O que se protege é a autoridade da decisão e, de maneira concreta, a segurança da pessoa beneficiada. Para a configuração do delito, porém, é fundamental verificar se a ordem estava vigente, se seu conteúdo era claro, se houve ciência válida e se a conduta corresponde efetivamente ao que estava proibido.

O que mudou em 2026 com a monitoração eletrônica?

A Lei nº 15.383/2026 fortaleceu o uso da monitoração eletrônica nos casos de violência doméstica. A tornozeleira passou a constar expressamente como medida protetiva autônoma, acompanhada de aplicativo ou dispositivo capaz de alertar a vítima sobre eventual aproximação. A legislação determinou prioridade para sua aplicação quando já tiver ocorrido descumprimento de medida anterior ou quando houver risco iminente à integridade física ou psicológica da mulher.

Outra mudança importante foi a criação de uma causa de aumento da pena. Se o descumprimento decorrer da invasão de uma área de exclusão monitorada eletronicamente ou da remoção, violação ou alteração não autorizada do dispositivo, a pena poderá ser aumentada de um terço até a metade. O sistema também deverá emitir alerta automático e simultâneo à vítima e à unidade policial mais próxima quando o perímetro fixado pelo Judiciário for rompido.

Essas mudanças tornam ainda mais arriscado ignorar as instruções relativas ao equipamento. A pessoa monitorada deve compreender o funcionamento do dispositivo, os locais proibidos, a distância estabelecida e os procedimentos a serem seguidos em caso de falha técnica. Se houver defeito, perda de sinal ou circunstância excepcional, o caminho adequado é comunicar imediatamente a central responsável e a defesa, preservando protocolos e outros registros. Tentar remover ou modificar o equipamento por conta própria pode produzir consequências penais mais graves.

O descumprimento sempre leva à prisão preventiva?

Não. Embora o descumprimento de medida protetiva possa justificar prisão preventiva, sua decretação depende de decisão judicial fundamentada e da presença dos requisitos previstos no Código de Processo Penal. A prisão preventiva é uma medida cautelar excepcional. Ela não deve funcionar como antecipação de pena nem ser decretada apenas porque o fato investigado é grave em tese.

O Código de Processo Penal admite prisão preventiva em casos de violência doméstica e familiar para garantir a execução das medidas protetivas. Mesmo nessa hipótese, é necessário demonstrar concretamente o risco provocado pela liberdade da pessoa investigada e explicar por que outras cautelares seriam inadequadas ou insuficientes. A reiteração de contatos, ameaças, perseguição, invasão do domicílio, violência física, destruição de equipamentos ou repetidas violações da distância mínima pode aumentar a percepção de risco.

Na audiência de custódia, o juiz analisa a legalidade do flagrante e decide qual providência deve ser adotada. Poderá haver liberdade provisória com proibição reforçada de contato, monitoração eletrônica ou outras condições. Em situações de maior perigo, a prisão preventiva poderá ser decretada. A decisão dependerá das provas apresentadas, do histórico do caso, da atualidade do risco e da necessidade de proteger a vítima e assegurar o cumprimento da ordem judicial.

O consentimento da vítima permite descumprir a ordem?

A medida protetiva é uma ordem judicial e não deve ser ignorada por iniciativa particular. Mesmo que a vítima procure a pessoa submetida à restrição, o caminho seguro é não retomar o contato antes de uma revisão judicial. O Superior Tribunal de Justiça já reconheceu, em casos específicos, que uma aproximação autorizada pode afastar o dolo. Isso não representa uma permissão geral, especialmente quando houver intimidação, medo ou pressão. A reconciliação também não revoga automaticamente a ordem, que permanece eficaz até nova decisão.

O que a vítima deve fazer diante do descumprimento?

Se houver perigo imediato, a prioridade é buscar um local seguro e acionar a Polícia Militar pelo número 190. A vítima também pode procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, outra unidade policial, o Ministério Público, a Defensoria Pública ou seu advogado. O canal Ligue 180 oferece orientação e encaminhamento, mas não substitui o 190 em uma emergência em andamento.

Sempre que possível e sem aumentar o risco, é recomendável preservar mensagens, áudios, vídeos, imagens, nomes de testemunhas, protocolos e registros de chamadas. A vítima deve informar claramente que existe medida protetiva e apresentar uma cópia da decisão ou número do processo, caso tenha acesso. A autoridade poderá registrar a ocorrência, avaliar a situação de flagrante, comunicar o Judiciário e solicitar providências adicionais, como reforço das restrições, monitoração eletrônica ou prisão preventiva.

Não se recomenda marcar encontros para produzir prova, responder provocações ou enfrentar a pessoa acusada. A proteção da integridade física e emocional vem antes da coleta de evidências. Os órgãos públicos e os profissionais que acompanham o caso devem organizar a resposta de forma a evitar revitimização.

Afinal, descumprimento de medida protetiva dá prisão?

Sim. O descumprimento de medida protetiva dá prisão em flagrante quando presentes as condições legais e também pode levar à prisão preventiva, desde que exista decisão judicial fundamentada. Além disso, constitui crime próprio, punido atualmente com reclusão de dois a cinco anos e multa. Desde 2026, a invasão de área de exclusão monitorada ou a adulteração do dispositivo eletrônico pode elevar a pena de um terço até a metade.

Isso não significa que toda acusação resulte automaticamente em condenação ou prisão preventiva. A Justiça deverá avaliar a validade da ordem, a ciência do acusado, a conduta praticada, as provas, o dolo e o risco concreto. Por essa razão, tanto a vítima quanto a pessoa investigada precisam buscar orientação jurídica qualificada e evitar iniciativas que possam aumentar o perigo ou prejudicar a apuração.

Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp: 3198327 8116

O atendimento será realizado com total discrição e compromisso com a defesa dos seus direitos.
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Viagem de negócios com um toque de prazer: como aproveitar o destino além da agenda profissional

Uma viagem de negócios geralmente começa de maneira previsível: aeroporto, hotel, reuniões, visitas, apresentações e compromissos marcados quase minuto a minuto. Durante o dia, a postura é profissional, as conversas são objetivas e cada decisão parece seguir um roteiro bem definido.

Mas a cidade não termina quando a última reunião acaba.

Quando o notebook é fechado, o celular deixa de receber mensagens e a porta do elevador se fecha, começa uma parte da viagem que não aparece na agenda. É o momento de trocar as metas por sensações, os compromissos por descobertas e a formalidade por uma experiência mais leve, envolvente e particular.

É nessa transição que uma viagem de trabalho pode ganhar um toque de prazer.

Quando a agenda termina, outra viagem começa

Viajar a trabalho também significa passar alguns dias longe da rotina, dos horários habituais e dos ambientes conhecidos. Essa distância pode despertar uma sensação de liberdade difícil de encontrar no cotidiano.

De repente, é possível escolher onde jantar, quanto tempo permanecer em um bar, qual bebida experimentar e como aproveitar as horas que ainda restam.

Depois de um dia intenso, alguns prazeres se tornam ainda mais atraentes:

  • Jantar sem olhar para o relógio;
  • Escolher uma mesa mais reservada;
  • Experimentar um vinho local;
  • Conhecer novos ambientes;
  • Prolongar uma conversa agradável;
  • Descobrir a vida noturna do destino;
  • Permitir que a noite siga sem tanta pressa.

A viagem pode ter começado por causa de uma reunião. Isso não significa que ela precise terminar no quarto do hotel diante da televisão.

Viajar sozinho também pode ser uma experiência especial

Existe algo especialmente interessante em estar sozinho em uma cidade onde quase ninguém conhece a sua rotina. Sem a necessidade de combinar horários ou adaptar preferências, o viajante tem liberdade para decidir o ritmo da própria noite.

Pode escolher um restaurante elegante, sentar-se em um balcão mais reservado, caminhar por uma região movimentada ou simplesmente descobrir um novo endereço.

Essa autonomia cria espaço para o inesperado: um restaurante que não estava no roteiro, uma apresentação musical, uma exposição noturna, uma conversa casual ou um lugar que acaba se tornando uma das melhores lembranças da viagem.

A experiência está justamente na possibilidade de explorar o destino sem um roteiro rígido.

O cenário certo desperta os sentidos

Uma experiência envolvente começa muito antes de qualquer aproximação. O ambiente influencia o ritmo da conversa, a disposição das pessoas e até a forma como uma noite será lembrada.

Para criar uma atmosfera agradável, vale considerar:

  • Restaurantes com iluminação suave;
  • Bares de hotéis;
  • Rooftops com vista para a cidade;
  • Casas de vinho ou coquetelaria;
  • Ambientes com música baixa;
  • Espaços com mesas mais afastadas;
  • Locais próximos ao hotel ou ao centro empresarial.

Luzes discretas, uma boa bebida e uma conversa sem interrupções podem transformar algumas horas livres em um momento memorável.

O segredo não está em escolher o lugar mais caro, mas aquele que permite desacelerar e aproveitar o ambiente.

Boas experiências mudam a percepção do destino

Um jantar pode ser excelente. A bebida pode surpreender. A vista da cidade pode impressionar. Ainda assim, são as experiências vividas durante a noite que muitas vezes tornam o destino mais marcante.

Um restaurante descoberto por acaso, uma apresentação cultural, uma conversa interessante ou simplesmente uma caminhada por uma região movimentada podem fazer com que a cidade seja percebida de outra maneira.

Em pesquisas locais, muitos viajantes procuram conhecer opções de lazer, gastronomia e entretenimento disponíveis na cidade antes mesmo de desembarcar.

Esse comportamento revela uma mudança importante: o planejamento da viagem já não se limita ao hotel, ao transporte e à agenda profissional. Para alguns, as experiências que serão vividas fora do expediente também fazem parte da viagem.

Um pouco de planejamento aumenta o prazer

Espontaneidade não significa falta de cuidado.

Mesmo uma noite que parece acontecer naturalmente pode ser melhor quando alguns detalhes são pensados com antecedência. Pesquisar a região, conhecer os horários dos estabelecimentos e organizar o deslocamento evita que imprevistos interrompam o clima.

Também é importante:

  • Priorizar locais públicos e movimentados;
  • Evitar compartilhar dados profissionais;
  • Proteger informações sobre a hospedagem;
  • Desconfiar de pedidos financeiros incomuns;
  • Manter expectativas realistas;
  • Respeitar os limites das outras pessoas;
  • Não fazer registros sem autorização;
  • Manter os objetos pessoais protegidos.

Esses cuidados não diminuem a intensidade da experiência. Pelo contrário: quando existe segurança, é mais fácil relaxar e aproveitar o momento.

Respeito faz parte de qualquer experiência

Em qualquer interação social, respeito e reciprocidade são fundamentais.

Uma conversa agradável não significa que alguém esteja obrigado a prolongá-la. Um convite pode ser recusado. Um plano pode mudar. Um limite pode surgir durante a noite.

Respeitar essas decisões é parte essencial de uma experiência sofisticada.

A verdadeira confiança nasce quando todos percebem que podem expressar vontades e desconfortos sem pressão. É justamente essa liberdade que permite que qualquer interação aconteça de maneira natural.

Discrição é uma forma de elegância

Quem viaja a trabalho costuma valorizar a privacidade. Colegas, clientes e contatos profissionais não precisam conhecer todos os detalhes de uma experiência particular.

Discrição significa entender que algumas histórias pertencem somente às pessoas que as viveram.

Ela envolve atitudes simples:

  • Não divulgar nomes;
  • Não compartilhar conversas privadas;
  • Evitar fotografias identificáveis;
  • Separar contatos profissionais e pessoais;
  • Preservar informações sobre o hotel;
  • Respeitar a privacidade das outras pessoas.

O verdadeiro luxo não está em contar tudo o que aconteceu. Está em viver algo especial sem transformá-lo em espetáculo.

Permita que a viagem deixe outra lembrança

A reunião pode ter sido produtiva. O contrato pode ter sido assinado. A apresentação pode ter alcançado o resultado desejado.

Mas talvez seja outra lembrança que permaneça quando o viajante voltar para casa: uma descoberta inesperada, uma bebida compartilhada, o perfume de um ambiente, uma paisagem noturna ou a sensação de ter vivido algo fora do roteiro.

Viajar a trabalho não precisa ser apenas cumprir compromissos.

Quando existe liberdade, respeito e disposição para aproveitar o momento, a cidade deixa de ser somente o endereço de uma reunião. Ela passa a ser o cenário de uma experiência pessoal, daquelas que começam exatamente quando a agenda termina.

5 medidas que todo síndico deveria avaliar antes do clima

Com a previsão de intensificação do El Niño nos próximos meses, especialistas em gestão condominial recomendam que os síndicos aproveitem este período para revisar o planejamento de manutenção e identificar obras preventivas que possam ser antecipadas.

Segundo Zener Costa, CEO da LLZ Garantidora, agir antes é a forma mais eficiente de reduzir riscos e preservar o patrimônio. “As previsões climáticas oferecem aos síndicos uma oportunidade de planejamento. Em vez de esperar que um problema apareça, é possível utilizar esse período para avaliar melhorias que aumentem a segurança e reduzam custos futuros”.

O executivo destaca cinco ações prioritárias:

  1. Revisar telhados e coberturas
    Pequenas falhas podem evoluir para infiltrações e danos estruturais durante períodos de chuvas intensas.
  2. Verificar calhas e sistemas de drenagem
    A limpeza preventiva reduz o risco de alagamentos e facilita o escoamento da água.
  3. Avaliar bombas hidráulicas e instalações elétricas
    Equipamentos revisados oferecem maior segurança e reduzem a possibilidade de falhas em momentos críticos.
  4. Inspecionar árvores, muros e áreas externas
    A manutenção preventiva ajuda a reduzir riscos provocados por ventos fortes e chuvas intensas.
  5. Revisar o planejamento financeiro do condomínio
    Garantir recursos para executar obras preventivas é tão importante quanto identificar as necessidades de manutenção.

Ainda para Zener Costa, a prevenção começa muito antes da chegada das chuvas. “A melhor obra é aquela realizada antes da necessidade. Quando o condomínio consegue antecipar decisões, protege o patrimônio, reduz custos e oferece mais tranquilidade aos moradores”, finaliza.

Menopausa chega ao ambiente de trabalho

Médica ginecologista defende mais políticas e atenção para mulheres no climatério dentro das empresas

 

A menopausa deixou de ser uma discussão restrita ao consultório e passou a ocupar também o ambiente de trabalho. Com mais mulheres permanecendo profissionalmente ativas após os 40 e 50 anos, sintomas do climatério como alterações do sono, ondas de calor, dificuldade de concentração e mudanças de humor começam a exigir atenção também das empresas.

Dados da Previdência Social, com base na PNAD Contínua, mostram que o número de mulheres ocupadas de 50 a 59 anos passou de 4,91 milhões em 2023 para 5,16 milhões em 2024, alta de aproximadamente 5%. No mesmo período, a população feminina ocupada de 40 a 49 anos também cresceu, de 7,56 milhões para 7,83 milhões.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla do mercado brasileiro. Entre 2012 e 2024, a participação conjunta de pessoas de 50 a 59 anos e de idosos com 60 anos ou mais na população ocupada subiu de 19,1% para 24,3%, enquanto a participação dos trabalhadores de 30 a 49 anos caiu para 49,2% em 2024. Ao mesmo tempo, a presença feminina no mercado formal também avançou. Entre o segundo trimestre de 2016 e o segundo trimestre de 2025, o número de mulheres ocupadas passou de 37,9 milhões para 44,6 milhões, acréscimo de 6,7 milhões de trabalhadoras.

“A menopausa está chegando ao ambiente de trabalho porque milhões de mulheres estão vivendo essa fase justamente quando estão no auge da vida profissional. São profissionais experientes, produtivas e muitas vezes em posições de liderança, mas que podem estar enfrentando sintomas sem encontrar espaço para falar sobre isso”, afirma a ginecologista Roberta Brando, ginecologista com atuação em climatério, menopausa e terapia hormonal feminina.

O impacto não é apenas uma percepção subjetiva. Estudos científicos mostram que sintomas do climatério podem interferir no sono, na concentração, na memória, no humor e na disposição, fatores diretamente relacionados à rotina profissional. Uma pesquisa internacional que incluiu mulheres brasileiras identificou que, entre aquelas com sintomas vasomotores moderados ou graves, o comprometimento médio da produtividade e das atividades diárias foi elevado.

“Não significa que a menopausa torne uma mulher menos capaz. O problema é exigir produtividade enquanto ignoramos sintomas que podem comprometer sono, cognição e bem-estar. Quando a mulher não consegue falar sobre o que está acontecendo, ela tende a enfrentar a situação sozinha”, explica Roberta.

O silêncio também pode ter consequências para as empresas. Uma diretriz brasileira sobre climatério e menopausa cita estudo no qual 65% das mulheres avaliadas disseram que os sintomas afetam sua capacidade de trabalhar. Entre elas, 35% afirmaram que a menopausa influenciou decisões relacionadas à progressão da carreira, 18% relataram faltas ocasionais, 8% reduziram a carga horária, 7% mudaram de função e 2% deixaram completamente o trabalho por causa dos sintomas. Para a Organização Internacional do Trabalho, o problema já representa um desafio econômico global. Estimativas reunidas pela entidade apontam que 657 milhões de mulheres em idade de menopausa estão trabalhando no mundo, enquanto sintomas associados à fase contribuem para absenteísmo, presenteísmo e saída antecipada do mercado.

“Eu acho que a menopausa ainda aparece pouco nas políticas de saúde corporativa. Empresas avançaram na discussão sobre maternidade, saúde mental, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e outros temas ligados ao bem-estar, mas o climatério permanece cercado de desconhecimento e constrangimento. Por que ainda existe medo de falar? Medo de parecer frágil, de ser julgada, de ser demitida ou de ter a idade usada para questionar sua capacidade profissional. A menopausa precisa ser tratada também como uma questão de saúde ocupacional e saúde pública”, questiona a médica.

Essa resposta, segundo especialistas, não passa por criar um ambiente que trate mulheres na menopausa como profissionais frágeis, mas por oferecer condições para que elas permaneçam produtivas e saudáveis. “A mulher não deixa de ser competente quando entra na menopausa. O que não faz sentido é uma empresa investir durante décadas na formação de uma profissional experiente e depois ignorar uma fase da vida que pode ser adequadamente reconhecida e cuidada”, acrescenta a ginecologista.

Questões simples podem trazer a solução. Flexibilidade de horários quando necessária, acesso à informação, orientação médica, educação de gestores e programas de saúde corporativa podem reduzir impactos e ajudar na retenção de profissionais experientes.

“Não estou falando em tratar mulheres de forma diferente ou diminuir sua capacidade. Estou falando de informação, acolhimento e preparação. Se as empresas querem realmente discutir saúde e qualidade de vida, a menopausa também precisa entrar nessa conversa. A questão, portanto, já não é se a menopausa faz parte do mercado de trabalho, mas se as organizações estão preparadas para reconhecê-la sem transformar uma etapa natural da vida em motivo de estigma profissional”, finaliza Dra. Roberta.