João Bosco revisita sua obra em álbum com amigos novos e antigos

Aos 80 anos, João Bosco tratou de multiplicar aquilo que a música lhe deu em doses generosas ao longo da carreira: amigos. Alguns de longa data, companheiros de muitas histórias; outros novos, de gerações que cresceram ouvindo suas canções e agora entram em seu universo para reinventá-las. Esses encontros dão o tom de Amigos Novos e Antigos (Som Livre), álbum que reúne 17 faixas e uma constelação de nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Martinho da Vila, Ivete Sangalo, Tiago Iorc e Zeca Pagodinho.

Os convidados de João emprestam suas vozes e instrumentos à renovação de uma obra que permanece inquieta e contemporânea. São os parceiros de uma vida, os intérpretes que ajudaram a escrever a história de suas canções e uma nova geração que chega para acrescentar outras matizes a esse repertório. Amigos Novos e Antigos transforma a celebração de mais de cinco décadas de carreira em uma grande roda musical. O álbum, com regravações de clássicos do cancioneiro de João, chega às plataformas digitais no próximo dia 25.

A primeira parte do projeto chegou às plataformas em julho. Agora, o público conhece o álbum completo. “Chegar aos 80 cercado de pessoas que fizeram parte da minha história e de artistas que continuam levando essa música pra frente é um presente. Este disco nasceu da vontade de agradecer. Cada canção é uma conversa, um abraço, um reencontro”, resume João Bosco.

O título do álbum, inspirado na composição de João Bosco e Aldir Blanc, sintetiza o espírito do projeto. Mais do que uma coleção de duetos, Amigos Novos e Antigos é um álbum sobre encontros: entre diferentes gerações, entre memória e presente, entre compositores e intérpretes, entre canções que o Brasil aprendeu a amar e novas possibilidades de ouvi-las.

O percurso começa e termina com “Odilê Odilá”, em dueto com Martinho da Vila, estabelecendo uma espécie de moldura para a celebração. Entre esses dois momentos, o álbum atravessa diferentes territórios da obra de João Bosco. Em “Incompatibilidade de Gênios”, um de seus clássicos em parceria com Aldir Blanc, João divide a cena com Chico Buarque, em arranjo que conta ainda com o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba. Em “Sinhá” (parceria de João e Chico), o dueto com Caetano Veloso acrescenta novas camadas à canção e reforça a cumplicidade entre dois dos maiores compositores da história da MPB.

A ancestralidade e a força rítmica da obra aparecem em “Nação”, com o bandolim de dez cordas de Hamilton de Holanda, enquanto Cesar Camargo Mariano imprime sua assinatura nos teclados em “Casa de Marimbondo”. Na faixa-título, a nova geração se faz presente, com Bruna Black e Mestrinho unindo suas vozes à de João. E “Jade”, por sua vez, aproxima Jota.Pê da clarinetista israelense-americana Anat Cohen.

O álbum também reserva espaço para encontros afetivos. Zeca Pagodinho traz sua malícia para “Siri Recheado e o Cacete”, parceria de João Bosco e Aldir Blanc lançada originalmente em 1980. Mart’nália põe sua ginga em “Kid Cavaquinho”, enquanto Tiago Iorc participa de “Perfeição”, parceria de João com seu filho Francisco Bosco.

 Em “Quando o Amor Acontece”, o cantor reencontra Mestrinho; Vanessa Moreno e Jaques Morelenbaum se unem em “Memória da Pele”; e Pedro Mariano e Rafa Mariano participam de “O Bêbado e a Equilibrista”, uma das canções mais emblemáticas do repertório de João Bosco e Aldir Blanc, na interpretação consagradora de Elis Regina. Essa faixa foi gravada em São Paulo, com produção do tecladista Marcelo Maita e acompanhamento da banda de Pedro Mariano.

                                                João Ferro                                            Victor Corrêa                                                Victor Corrêa

                                   André Rola                                         Victor Corrêa                                                       André Rola

            João Bosco gravou novo álbum ao lado de artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Zeca Pagodinho,

 Jota.Pê, Martinho da Vila e Vanessa Moreno, entre amigos novos e antigos

 

 

A nova geração também está presente em “Papel Machê”, com Silva, e “Corsário”, que ganha a voz de Ivete Sangalo. A faixa “Boca de Sapo”, por sua vez, aparece sem convidado, permitindo que João Bosco revisite sozinho uma composição de 1979, reafirmando a força singular de sua interpretação.

Ao longo do disco, a presença de Aldir Blanc (1946-2020) continua a ecoar, como a poesia que nunca deixou de habitar a música de João Bosco. Parceiro de mais de uma centena de canções, o poeta permanece no centro de um repertório em que suas palavras continuam encontrando novas vozes. É uma presença que evoca outros intérpretes fundamentais da trajetória de João, entre eles Elis Regina, cuja voz foi determinante para levar muitas dessas canções ao imaginário afetivo do público.

Mais do que revisitar uma obra consagrada, Amigos Novos e Antigos revela por que ela continua tão atual. Samba, jazz, bossa, ritmos afro-brasileiros, crônica urbana, poesia e humor convivem em um repertório que nunca se deixou aprisionar por rótulos. A sofisticação harmônica do violonista encontra a força narrativa do compositor e a experiência de um intérprete que, mesmo depois de cinco décadas de carreira, segue apto à redescoberta.

O projeto visual do álbum ficou a cargo do fotógrafo Victor Corrêa e de João Ferro, em parceria com Julia Bosco (filha de João), que também assina como produtora executiva. “Amigos Novos e Antigos” marca uma novidade na trajetória do artista: é a primeira vez que ele grava um álbum concebido a partir de encontros com tantos convidados. A produção musical e os arranjos do trombonista Rafael Rocha, um dos expoentes da nova geração de músicos brasileiros, foram essenciais para conferir ao repertório uma sonoridade renovada.

É justamente aí que reside uma das grandes forças do álbum. Em vez de reproduzir gravações consagradas, os arranjos de Rafael Rocha redesenham as canções, preservando sua identidade e abrindo novas possibilidades de interpretação. O resultado é um disco em que o passado não aparece como peça de museu, mas como matéria viva, pronta para ganhar outras cores.

“Essas músicas nunca foram minhas apenas. Desde que nasceram, passaram a pertencer às pessoas. Agora voltam diferentes, carregando as histórias de quem as cantou, ouviu, gravou e viveu com elas. Acho bonito ver uma canção continuar mudando sem perder sua essência”, destaca João.

O álbum chega em um momento especialmente simbólico para João Bosco. Aos 80 anos, ele olha para uma trajetória extraordinária sem transformar a celebração em retrospectiva. Ao contrário: reúne amigos antigos e novos para provar que uma canção pode envelhecer sem perder a juventude. E que uma obra verdadeiramente brasileira continua se transformando cada vez que encontra uma nova voz, um novo instrumento ou um novo ouvido.

Amigos Novos e Antigos é uma celebração de João Bosco, mas também da própria capacidade da música de criar vínculos. Um disco sobre aquilo que permanece quando o tempo passa: as canções, as amizades, as histórias compartilhadas e a emoção de cantar novamente aquilo que nunca deixou de fazer sentido.

FAIXAS

  1. “Odilê Odilá” (abertura) — Martinho da Vila
  2. “Incompatibilidade de Gênios” — Chico Buarque e Gonzalo Rubalcaba
  3. “Nação” — Hamilton de Holanda
  4. “Toma Lá, Dá Cá” — João Bosco
  5. “Casa de Marimbondo” — Cesar Camargo Mariano
  6. “Amigos Novos e Antigos” — Bruna Black e Mestrinho
  7. “Sinhá” — Caetano Veloso
  8. “Jade” — Jota.Pê e Anat Cohen
  9. “Perfeição” — Tiago Iorc
  10. “Boca de Sapo” — João Bosco
  11. “Siri Recheado e o Cacete” — Zeca Pagodinho
  12. “Kid Cavaquinho” — Mart’nália
  13. “Quando o Amor Acontece” — Mestrinho
  14. “Memória da Pele” — Vanessa Moreno e Jaques Morelenbaum
  15. “O Bêbado e a Equilibrista” — Pedro Mariano e Rafa Mariano
  16. “Papel Machê” — Silva
  17. “Corsário’ — Ivete Sangalo
  18. “Odilê Odilá” (Encerramento) — Martinho da Vila

Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, propõe debate

Painel reúne cientistas e lideranças religiosas no ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF
 
O Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, que há 26 anos promove o diálogo entre Ciência e Espiritualidade, realizará no próximo dia 14 de outubro, às 19 horas, no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica (ParlaMundi da LBV), em Brasília/DF, o painel “Intuição: um diálogo entre Espiritualidade e Ciência”.
O evento propõe uma reflexão interdisciplinar sobre a intuição como dimensão da experiência humana, reunindo diferentes perspectivas para discutir como esse fenômeno pode ser compreendido. O debate abordará aspectos cognitivos, culturais, éticos e espirituais relacionados ao tema, bem como suas possíveis implicações para a pesquisa científica, a prática clínica, a vivência religiosa e a construção de uma Cultura de Paz.
Participam do painel cinco palestrantes de reconhecida atuação em diferentes áreas do conhecimento e tradições religiosas. Carlos Eduardo Tosta, imunologista e professor-emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), abordará o tema “Intuição: voz do cérebro ou voz da alma?”. Maurício Neubern, professor do Departamento de Psicologia Clínica da UnB, apresentará a palestra “Ciência, intuição e espiritualidade: do controle ao diálogo”. Rosylane Nascimento Rocha, segunda vice-presidente e coordenadora da Comissão Saúde e Espiritualidade do Conselho Federal de Medicina (CFM), discutirá a “Intuição sob a perspectiva científica e na prática clínica”; Sri Gopinatha Das, presidente da Associação Hare Krishna do Distrito Federal, vinculada à Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON), tratará da “Meditação como caminho para a intuição”. Já Rosiel dos Santos, chanceler da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, apresentará o tema “A intuição é a Inteligência de Deus em nós”, tese defendida pelo jornalista e escritor Paiva Netto (1941-2025), criador do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV.
O evento será realizado presencialmente, com transmissão on-line. Os participantes inscritos em qualquer uma das modalidades receberão certificado de participação com carga horária. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site: www.forumespiritoeciencia.org.
Sobre o Fórum
O Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, foi criado pelo jornalista, radialista e escritor José de Paiva Netto (1941-2025), no ano 2000. Sua primeira sessão plenária foi realizada no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV. Desde então, o Fórum consolidou-se como um espaço fraterno de diálogo e cooperação entre os campos científico e religioso, promovendo a integração de saberes e práticas em favor do desenvolvimento de uma Cultura de Paz.
Sobre essa iniciativa, afirmou Paiva Netto: “Ao lançar a proposta de abertura de uma tribuna democrático-ecumênica no ParlaMundi, quis estabelecer um espaço para o colóquio solidário e profícuo. E assim fomentar o diálogo sobre assuntos fundamentais para o entendimento de nossa existência aqui, neste pequenino planeta, como também do nosso estágio na hierarquia do Cosmos, utilizando, para esse fim, a conciliação do conhecimento humano com o espiritual nos diversos campos do saber”.
Acompanhe as atividades do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, pelo canal YouTube: https://www.youtube.com/@forumespiritoeciencia.

BH recebe experiência gratuita com estômago inflável

Uma estrutura inflável que reproduz o estômago humano será montada no Minas Shopping, nos dias 25, 26 e 27 de setembro, para aproximar a população de informações sobre saúde digestiva de forma visual, acessível e interativa.

A atração faz parte do projeto “Por Dentro da Gastro – Pocket”, promovido pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), das 10h às 22h, com entrada gratuita. A iniciativa contará com o apoio da Associação Mineira de Gastroenterologia (AMG), cujos especialistas estarão presentes para esclarecer dúvidas e compartilhar orientações preventivas com os visitantes.

Voltada à educação e à conscientização pública, a ação busca ampliar o acesso a informações confiáveis sobre o funcionamento do sistema digestivo, a prevenção de doenças e a importância de reconhecer sintomas que precisam de avaliação médica.

Nesta edição, a experiência será concentrada no módulo “Estômago”. A instalação cenográfica permitirá que o público conheça aspectos relacionados ao funcionamento do órgão e compreenda, de maneira didática, algumas das principais condições que podem afetá-lo.

Desenvolvido para espaços de grande circulação, o formato Pocket leva o conhecimento médico-científico para além de consultórios, hospitais e congressos. A proposta é inserir a educação em saúde na rotina das pessoas e transformar um passeio pelo shopping em uma oportunidade de aprendizado e prevenção.

Especialistas estarão disponíveis para orientar o público

Durante a programação, teremos representantes da Associação Mineira de Gastroenterologia (AMG), estudantes de medicina e residentes, esclarecendo dúvidas sobre sintomas, prevenção e cuidados com a saúde digestiva.

O estômago desempenha funções essenciais no processo de digestão e pode ser afetado por condições como gastrites, úlceras e infecção pela bactéria Helicobacter pylori, um microrganismo associado a diferentes doenças gástricas. Sintomas como dor ou queimação recorrente, sensação persistente de estômago cheio, náuseas, dificuldade para se alimentar, vômitos frequentes ou perda de peso sem causa aparente não devem ser ignorados. Quando persistentes, esses sinais precisam ser investigados por um profissional de saúde.

A ação também pretende contribuir para o enfrentamento da desinformação, oferecendo conteúdos respaldados por entidades científicas e especialistas da área.

Para a FBG, promover iniciativas em locais frequentados pela população amplia o alcance da educação em saúde e favorece escolhas mais conscientes.

“A informação qualificada é uma das principais ferramentas de prevenção. Ao aproximar especialistas da população em um ambiente acessível e acolhedor, criamos oportunidades para esclarecer dúvidas, estimular o reconhecimento dos sinais de alerta e incentivar a busca por atendimento médico no momento adequado”, destaca o Dr. Áureo Delgado, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Ação une informação, prevenção e experiência visual

Além do conteúdo educativo, a estrutura inflável oferece um elemento de forte impacto visual, permitindo que crianças, jovens, adultos e idosos tenham contato com o tema de forma leve e didática.

A iniciativa conta com o apoio da Associação Mineira de Gastroenterologia (AMG) e o patrocínio da EMS, contribuindo para a realização de uma ação voltada à educação, à prevenção e à disseminação de informações qualificadas sobre gastroenterologia.

Serviço

Projeto: Por Dentro da Gastro – Pocket
Realização: Federação Brasileira de Gastroenterologia – FBG
Apoio: Associação Mineira de Gastroenterologia (AMG)
Patrocínio: EMS
Data: 25, 26 e 27 de setembro de 2026
Horário: Das 10h às 22h
Local: Avenida Cristiano Machado, 4000 – Bairro União, Belo Horizonte – MG, CEP 31160-900
Entrada: Gratuita

Federação Brasileira de Gastroenterologia

Fundada em 1949, a Federação Brasileira de Gastroenterologia é uma entidade científica sem fins lucrativos que representa os médicos gastroenterologistas no Brasil.

A FBG atua na promoção do desenvolvimento científico e profissional da especialidade, na educação médica continuada, na valorização da gastroenterologia e na conscientização da população sobre prevenção e cuidados com a saúde digestiva.

A entidade realiza cursos, congressos, campanhas, publicações e projetos institucionais voltados à disseminação do conhecimento, à qualificação da assistência à saúde e à aproximação entre a ciência médica e a sociedade.

Sobrilá Cia de Teatro celebra 10 anos formando artistas

Na cidade histórica de Sabará, o teatro tem sido caminho para descobrir talentos, compartilhar histórias e criar novas possibilidades de expressão. Há dez anos, a Sobrilá Cia de Teatro desenvolve um trabalho que vai além dos palcos, unindo produção artística, formação cultural e iniciativas voltadas à comunidade. Para celebrar essa trajetória, a companhia realiza entre os dias 25 e 27 de setembro, a Mostra Sobrilá, com uma programação que reúne espetáculos, música, contação de histórias, encontros e atividades culturais abertas ao público e gratuitas.

Formada por artistas sabarenses, a Sobrilá nasceu do desejo de produzir teatro e movimentar a cena cultural da cidade. Ao longo de sua trajetória, a companhia ampliou sua atuação, desenvolvendo projetos que aproximam diferentes públicos das artes cênicas e estimulam a participação cultural. A criação e o fortalecimento de espaços de encontro, formação e produção artística fazem parte desse percurso, que tem na relação com a comunidade um de seus principais pilares.

Mais do que produzir espetáculos, a Sobrilá investe na formação de pessoas de diferentes idades e trajetórias. Por meio de cursos e atividades culturais, crianças, jovens, adultos e idosos encontram oportunidades de desenvolver habilidades, experimentar diferentes linguagens artísticas e vivenciar o teatro como espaço de expressão, aprendizado e convivência.

 

Mostra Sobrilá celebra uma década de arte e encontros

O principal momento das comemorações será a Mostra Sobrilá, realizada durante três dias no Galpão da companhia, em Sabará. A programação reúne trabalhos da própria Sobrilá, artistas convidados e grupos parceiros, promovendo o intercâmbio cultural e valorizando a produção artística independente.

A abertura, na sexta-feira (25) às 20h será marcada pela estreia de “TR3VA LÍNGUAS”, novo espetáculo da Sobrilá Cia de Teatro,  Dirigida por Guilherme Morais com figurinos de Samantha Zapico, com atuação dos atores Denise Lopes Leal, Diego Roberto e Éder Reis. além de apresentação de música ao vivo com Lu Mosqueira.

A Sobrilá Cia de Teatro apresenta “Trava-língu3s”, espetáculo que propõe um exercício de escuta, experimentação e convivência entre diferentes percepções do mundo A montagem aborda temas como LGBTfobia, aparências e disputas de pequenos poderes, a partir de referências das obras Terça-feira Gorda, de Caio Fernando Abreu; Sinceridade, de Miller Brito; e A Exceção e a Regra, de Bertolt Brecht. Com direção de Guilherme Morais e criação e atuação de Denise Lopes Leal, Diego Roberto e Éder Reis, o espetáculo transforma diferentes experiências e perspectivas em uma provocação sobre as relações humanas e o fazer teatral.

No sábado (26) das 10h às 12h, o público poderá acompanhar uma programação diversificada, uma manhã para as crianças com Cantarolê, e o espetáculo “João de Barros”, com Charles Valadares, voltado às infâncias, e à noite o espetáculo teatral“Expedição Reversa”, da Coletiva Fanchecléticas. O dia também contará com karaokê, ampliando o espaço para a participação e a interação entre os visitantes.

Já no domingo (27) às 16h , a programação começa com contação de histórias com Márcia Regina e segue com “Mineral Ibsen”, às 18h, espetáculo realizado em parceria entre o Teatro da Fumaça e a Sobrilá Cia de Teatro.

A programação contará com acessibilidade em Libras, ampliando as condições de participação do público nas atividades.

Formação artística e novas oportunidades

A celebração dos dez anos também destaca um dos eixos centrais da atuação da companhia: a formação artística. Ao longo de seis meses, a Sobrilá oferece cursos de teatro para cinco turmas, contemplando crianças, jovens, adultos e idosos.

Para ampliar as oportunidades de participação, foram disponibilizadas dez bolsas integrais destinadas a pessoas de baixa renda e moradores de regiões periféricas. A iniciativa busca reduzir barreiras de acesso à formação artística e possibilitar que mais pessoas vivam o teatro.

O encerramento desse processo formativo será marcado pela Mostra dos Alunos da Sobrilá, com cinco espetáculos inéditos desenvolvidos pelos participantes dos cursos. As apresentações representam o resultado de um percurso de aprendizagem e criação coletiva e, para muitos alunos, a oportunidade de subir ao palco pela primeira vez.

A experiência teatral contribui para o desenvolvimento da criatividade, da confiança, da escuta e do trabalho em grupo, além de fortalecer os vínculos entre os participantes e ampliar suas possibilidades de expressão.

Para Diego Lopes, ator e um dos fundadores da companhia, a transformação promovida pelo teatro pode ser percebida nas experiências de quem participa das atividades.

“ Ao longo desses dez anos vimos, pessoas de diversas faixas etárias, transformarem suas possibilidades corporais e imaginárias. O teatro é instrumento de transformação porque é uma espécie de laboratório que pesquisa o “ser/estar” por meio de escuta, disciplina, empatia e trabalho coletivo. Temos o desejo intermitente de que essa experiência possa alcançar a todos.

Além da programação artística, a comemoração contará com uma campanha solidária de arrecadação de alimentos não perecíveis. Para participar da Mostra Sobrilá, o público deverá contribuir com 1 kg de alimento, que será destinado à Casa da Criança.

Ao completar uma década de atuação, a Sobrilá Cia de Teatro celebra as histórias construídas com artistas, alunos, parceiros e moradores de Sabará. A Mostra Sobrilá transforma essa comemoração em um convite à comunidade para ocupar o espaço cultural, compartilhar experiências e celebrar a arte como parte da vida cotidiana.

Serviço:

Teatro transforma vidas: Sobrilá Cia de Teatro celebra 10 anos formando artistas, democratizando o acesso à cultura e fortalecendo comunidades

Data: 25, 26 e 27 de setembro de 2026

Local: Galpão da Sobrilá Cia de Teatro

Endereço: Rua Floriano Peixoto Viterbo, 27 (ou 27a) – Centro, Sabará – MG

Entrada: 1 kg de alimento não perecível Acessibilidade: programação com acessibilidade em Libras.

Programação:

Sexta-feira (25/09)

Horário: 20h

  • “TR3VA LÍNGUAS” – estreia do novo espetáculo da Sobrilá Cia de Teatro;

  • Música ao vivo com Lu Mosqueira.

Sábado (26/09):

Horário: 10h às 12h programação para as crianças

18h espetáculo teatral

19h karaokê

  • Cantarolê;

  • “João de Barros”, com Charles Valadares – teatro para as infâncias;

  • “Expedição Reversa”, com a Coletiva Fanchecléticas;

  • Karaokê.

Domingo (27/09):

Horário: 16h e 18h

  • Contação de histórias com Márcia Regina;

  • “Mineral Ibsen”, com Teatro da Fumaça e Sobrilá Cia de Teatro.

Lorenzo Thompson e Bruno Marques percorrem Argentina e Brasil

Cantor norte-americano se apresenta ao lado do guitarrista mineiro em uma série de shows pela América do Sul

O cantor norte-americano Lorenzo Thompson, representante da tradição do Blues de Chicago, e o guitarrista e produtor cultural mineiro Bruno Marques realizam, em setembro, a Tour Sul-Americana 2026 do Rota do Blues, projeto criado por Bruno Marques para promover a circulação do gênero e o intercâmbio entre artistas brasileiros e estrangeiros.

A primeira etapa da turnê aconteceu na Argentina, entre os dias 16 e 20 de setembro, com shows em Quilmes, Buenos Aires e Mar del Plata. Na sequência, a programação chega ao Brasil, passando por Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Lagoa Santa (MG) e Vitória (ES).

Durante a turnê, Lorenzo Thompson se apresenta acompanhado pela Bruno Marques Band, formada por músicos brasileiros.

Lorenzo Thompson

Nascido em Greenwood, no Mississippi, na década de 1950, Lorenzo Thompson mudou-se com a família para Chicago aos cinco anos. Foi na cidade que teve suas primeiras experiências musicais, participando do coral da igreja, antes de iniciar sua trajetória no circuito de Blues de Chicago.

Ao longo da carreira, Thompson construiu uma trajetória internacional, com apresentações em países como Espanha, Alemanha, Japão, República Tcheca, Áustria, Hungria, Polônia e Rússia. Na América do Sul, já passou por Chile, Argentina, Uruguai e Brasil.

O artista prepara ainda um novo álbum, gravado no Brasil com uma banda formada pelos músicos Bruno Marques, Netto Rockfeller, Danilo Hansen e Guilherme Ambrósio, além da participação especial da gaitista argentina Xime Monzon.

Bruno Marques

Natural de Belo Horizonte, Bruno Marques atua há 22 anos como guitarrista e é um dos nomes ligados à cena do Blues no Brasil. Ao longo da carreira, participou de festivais e apresentações em diferentes regiões do país e também realizou turnês internacionais.

O músico já esteve em três turnês pela Argentina e se apresentou em cidades como Chicago, no Texas, Roma e Madri. Também dividiu o palco com artistas como Buddy Guy e Soul Man Sam e participou de turnês brasileiras com nomes como Chris Cain, Claudette King, Jimmy Burns, Kirk Fletcher, Slam Allen, Lil Jimmy Reed e Laretha Weathersby, entre outros.

Em festivais realizados no Brasil, Bruno Marques também compartilhou o line-up com artistas de diferentes gêneros, entre eles Hermeto Pascoal, Sérgio Dias, Stanley Jordan, Mike Stern, Paralamas do Sucesso, Biquíni, Nenhum de Nós, Barão Vermelho, Toni Garrido, Falcão, do O Rappa, Paulo Miklos, Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Al Di Meola.

Além da carreira como músico, Bruno Marques atua como produtor cultural e curador de casas de shows, festivais e eventos. Em sua trajetória na produção, já esteve à frente de apresentações de artistas como Almir Sater, Erasmo Carlos, Paralamas do Sucesso, Biquíni, RPM, Raimundos, CPM 22, Detonautas, Nasi e Cidade Negra, além de diversas edições do Rota do Blues Festival, em Belo Horizonte e Extrema, e de edições especiais em Varginha, Barbacena e Brumadinho.

Rota do Blues

Criado em 2014 por Bruno Marques, o Rota do Blues tem como objetivo ampliar a circulação do Blues e promover o intercâmbio entre artistas brasileiros e estrangeiros por meio da realização de turnês, festivais, shows e outros projetos culturais.

Ao longo de sua trajetória, o projeto já passou por mais de 70 cidades de 13 estados brasileiros e também realizou turnês na Argentina. O Rota do Blues estabeleceu ainda parcerias culturais com artistas e instituições de países como México, Argentina, Inglaterra, Portugal, Espanha, Itália e Chile.

O projeto mantém um acervo de vídeos de shows, sessões, entrevistas e bastidores no canal Rota do Blues, no YouTube, reunindo registros de trabalhos realizados desde 2014.

Em 2026, o Rota do Blues completa 12 anos de atividades e celebra a trajetória com o lançamento do Selo Rota do Blues. A iniciativa prevê a disponibilização de cerca de 20 gravações nas principais plataformas de streaming até dezembro.

Tour Sul-Americana 2026

Argentina – etapa realizada

16 de setembro – Nocera Club – Quilmes

17 de setembro – Bebop Club – Buenos Aires – dois shows

18 de setembro – Bajo Tierra – Mar del Plata

19 de setembro – Bajo Tierra – Mar del Plata

20 de setembro – Doc Brown Pub – Caballito, Buenos Aires

Brasil

23 de setembro – Grezz – Porto Alegre (RS)

24 de setembro – Balbúrdia – Florianópolis (SC)

25 de setembro – Festival de Cultura Regional – Lagoa Santa (MG)

26 de setembro – Festival Internacional de Jazz e Bossa – Vitória (ES)

Acompanhe: rotadoblues.com

FELIPE SALLES É INDICADO AO GRAMMY LATINO 2026

Um brasileiro na linha de frente do jazz mundial em uma linguagem musical sem fronteiras

 

O Brasil acaba de ganhar mais um representante de peso no cenário internacional da música instrumental. O músico, compositor e arranjador paulistano Felipe Salles foi indicado ao Latin GRAMMY 2026, na categoria Melhor Arranjo, por “A Deriva”, faixa de seu álbum Camera Obscura, lançado em junho de 2025 pelo selo Tapestry Records. A indicação foi oficialmente anunciada pela Latin Recording Academy em 16 de setembro.

“A Deriva” tem a participação da cantora Tatiana Parra em uma formação que reúne quinteto de jazz, quarteto de cordas e uma paleta incomum de madeiras tocadas pelo próprio Salles — piccolo, flauta, flauta alto, flauta baixo, clarinete e clarinete baixo.

A indicação chega após uma ampla recepção crítica de Camera Obscura. O UK Jazz News classificou o álbum como “um triunfo composicional de peso”, enquanto a Jazz Fun destacou seus “arranjos sofisticados” e o descreveu como um verdadeiro “caleidoscópio musical”. A Monarch Magazine chamou o trabalho de “masterwork”, ressaltando a fusão entre as influências brasileiras, latino-americanas, africanas e do jazz com a música de câmara.

Em “A Deriva”, Salles assina o arranjo e toca piccolo, flauta, flauta alto, flauta baixo, clarinete e clarinete baixo. A faixa conta ainda com Tatiana Parra nos vocais, Nando Michelin ao piano, Keala Kaumeheiwa no contrabaixo, Steve Langone na bateria e um quarteto de cordas. “Ser indicado a esse prêmio é um sonho de qualquer artista, mas o reconhecimento de colegas e poder representar o Brasil, mesmo de longe, o faz mais especial ainda”, resume Felipe Salles.

A indicação reforça uma trajetória que já inclui uma bolsa Guggenheim de composição, prêmios da NALAC, South Arts, French American Jazz Exchange e Chamber Music America, além de apresentações e obras executadas por importantes conjuntos internacionais. Radicado nos Estados Unidos desde 1995, Salles construiu uma carreira internacional sem abandonar suas raízes brasileiras. Sua música combina jazz, música brasileira, latino-americana, africana e de câmara em uma linguagem contemporânea e autoral. Ao longo de sua trajetória, trabalhou com nomes como Paquito D’Rivera, Randy Brecker, David Liebman, Melissa Aldana, Lionel Loueke, Chico Pinheiro, Luciana Souza e Yosvany Terry.

 

CONHEÇA: https://www.youtube.com/watch?v=oSp34pwcmJs

Gravada no Wellspring Sound Studio em 2024. Produção de Felipe Salles. Engenharia de Joshua Lu. Mixagem e masterização de David Darlington. Tapestry Records.


Redes sociais

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Fernando Pedrosa leva stand-up “Xaveca a Plateia e Bebe Vinho”

Comediante passa por Ipatinga, Belo Horizonte e Ouro Preto com espetáculo que mistura interação e representatividade LGBTQIAPN+

 

O humorista, roteirista e comediante Fernando Pedrosa chega a Minas Gerais com o stand-up “Xaveca a Plateia e Bebe Vinho” para uma temporada em Ipatinga, Belo Horizonte e Ouro Preto, entre 30 de outubro e 1º de novembro. A programação começa dia 30 de outubro em Ipatinga, às 21h, no Teatro Centro Cultural Usiminas; segue para Belo Horizonte no dia 31, às 20h, no Teatro Francisco Nunes; e termina dia 1ª de novembro em Ouro Preto, às 19h, no Teatro Ouro Preto, no Centro de Artes e Convenções da UFOP.

O espetáculo “Xaveca a Plateia e Bebe Vinho” reúne histórias do cotidiano, situações de identificação e muito deboche, em uma proposta que aproxima o comediante do público. A interação é um dos elementos centrais da apresentação e contribui para que cada sessão tenha momentos espontâneos e diferentes, a partir das situações que surgem no palco e das histórias compartilhadas ao longo da noite.

A partir dessa proximidade, Fernando Pedrosa também aborda experiências da comunidade LGBTQIAPN+ sob uma perspectiva leve e bem-humorada. O texto combina observações sobre situações do dia a dia, senso crítico e liberdade para falar sobre temas que fazem parte da vivência de muitas pessoas, sem recorrer a estereótipos. A proposta é transformar essas experiências em momentos de identificação, reflexão e, principalmente, diversão.

Com uma década de experiência na comédia, Fernando Pedrosa é um dos nomes que vêm ganhando espaço na cena do stand-up nacional. Formado em Rádio e TV, iniciou a carreira como redator publicitário e roteirista de comédia antes de se dedicar aos palcos. Ao longo da trajetória, integrou projetos como o Gongada Drag e, com o lançamento do show solo, ampliou sua presença nas redes sociais, onde seus conteúdos alcançaram milhões de pessoas.

O comediante também acumula participações em programas de televisão, podcasts e rádio, além de entrevistas com nomes como Pedro Bial e Fábio Porchat. Seu trabalho combina carisma, senso crítico e proximidade com a plateia, características que se tornaram marcas de sua atuação nos palcos.

Serviço

Fernando Pedrosa – Xaveca a Plateia e Bebe Vinho

Ipatinga

Data: 30 de outubro de 2026, sexta-feira
Horário: 21h
Local: Teatro Centro Cultural Usiminas – Av. Pedro Linhares Gomes, 3900, Bairro Industrial, Ipatinga.
Ingressos: Sympla, a partir de R$ 45

Belo Horizonte
Data: 31 de outubro de 2026, sábado
Horário: 20h
Local: Teatro Francisco Nunes – Av. Afonso Pena, 1321, Belo Horizonte.
Ingressos: Sympla, a partir de R$ 55

Ouro Preto

Data: 1º de novembro de 2026, domingo
Horário: 19h
Local: Teatro Ouro Preto – Centro de Artes e Convenções da UFOP – Rua Diogo Vasconcelos, 328, Ouro Preto.
Ingressos: Sympla, a partir de R$ 55

Classificação indicativa: 16 anos

Festa da Banana chega à 40ª edição em Santa Bárbara do Tugúrio

Evento, com grandes representantes da cena musical, como Wanessa Camargo, Léo Magalhães e Gustavo Mioto, será de 23 a 27 de setembro no Parque de Eventos João Antônio de Carvalho

A tradicional Festa da Banana chega à 40ª edição e promete muita animação em Santa Bárbara do Tugúrio, na Zona da Mata, em Minas Gerais. O evento será realizado de 23 a 27 de setembro, no Parque de Eventos João Antônio de Carvalho. A programação reúne atrações de diferentes estilos musicais ao longo dos cinco dias.

A festa começa na quarta-feira (23), às 19h, com um culto ecumênico, que será um momento de encontro, celebração e fé. Na sequência, haverá shows de Delino Marçal, cantor e compositor gospel, vencedor do Grammy Latino de 2019, e da banda brasileira de rock cristão, Rosa de Saron, às 21h30.

Já na quinta-feira (24), a agenda musical começa às 22h, com Jeninho, conhecido artisticamente como MC Peão. O artista ganhou fama com o hit ‘Peão Todo Tatuado”, em parceria com Mariana Fagundes. Em seguida, será a vez de Guilherme & Benuto, à 0h30. A dupla lançou, em julho deste ano, o álbum “Deu Rolo No Barretão”, que reúne 24 músicas e foi gravado durante a Festa do Peão de Barretos.

Na sexta-feira (25), Gustavo Moura & Rafael sobem ao palco às 22h. A dupla lançou em agosto de 2026 o DVD “Casa da Luz Vermelha 2”. Depois será a vez de Wanessa Camargo, às 00h15.  A cantora lançou o o projeto audiovisual “Metamorfose” em agosto deste ano. E o DJ Dubdogz encerra a noite, com apresentação prevista para as 2h15.

O sábado (26) terá uma programação que começa às 21h, com o cantor Ligeirinho Sanfoneiro, que lançou o single “Conto do Vaqueiro”, neste ano. Já o cantor Muriel Alves, o “Pipoco das Cavalgadas”, se apresenta às 22h15, seguido pela dupla Yuri & Troy, às 23h15. Depois será a vez de Léo Magalhães, autor de canções como “Locutor”, “Oi”, “24 Horas” e “Nosso Casamento”, que fará show à 0h45. O encerramento da noite será com Brisa Star, às 2h30.

No domingo (27), último dia da festa, Pedro Paulo & Matheus abrem a programação às 18h30. Igor Ferrari, conhecido como “Xerife do baile” se apresenta às 20h, seguido por Gustavo Mioto, às 21h30. O artista acaba de apresentar seu novo clipe da música “Viúva Negra” no YouTube. Depois, o DJ Dennis sobe ao palco às 23h. Por fim, o cantor Thiago Jhonatan, que lançou “Loucura Loucura” em agosto de 2026, encerra a 40ª Festa da Banana, com show previsto para 1h.

Entrada

As cortesias e ingressos podem ser adquiridos no site da Central dos Eventos  (https://centraldoseventos.com.br/40-festa-da-banana-de-santa-barbara-do-tugurio–23-a-2709).

Serviço

40ª Festa da Banana chega à 40ª edição com cinco dias de shows em Santa Bárbara do Tugúrio (MG)

Data: 23 a 27 de setembro de 2026

Local: Parque de Eventos João Antônio de Carvalho – Rua São Luiz, s/n, no Centro de Santa Bárbara do Tugúrio (MG)

Ingressos e cortesias: disponíveis no Central dos Eventos  (https://centraldoseventos.com.br/40-festa-da-banana-de-santa-barbara-do-tugurio–23-a-2709).

Informações: Instagram: @festadabananasbt

Programação

Quarta-feira – 23/09

19h — Delino Marçal

21h30 — Banda Rosa de Saron

Quinta-feira – 24/09

22h — Jeninho (MC Peão)

0h30 — Guilherme & Benuto

Sexta-feira – 25/09

22h — Gustavo Moura & Rafael

0h15 — Wanessa Camargo

2h15 — DJ Dubdogz

Sábado – 26/09

21h — Ligeirinho Sanfoneiro

22h15 — Muriel Alves

23h15 — Yuri & Troy

0h45 — Léo Magalhães

2h30 — Brisa Star

Domingo – 27/09

18h30 — Pedro Paulo & Matheus

20h — Igor Ferrari

21h30 — Gustavo Mioto

23h — DJ Dennis

01h00 — Thiago Jhonatan

Prints de WhatsApp podem ser usados como prova em um processo criminal?

As conversas realizadas pelo WhatsApp fazem parte da rotina de milhões de brasileiros. Por esse motivo, mensagens, fotografias, áudios, vídeos e documentos enviados pelo aplicativo aparecem com frequência em investigações e processos criminais. Em situações envolvendo ameaça, perseguição, violência doméstica, estelionato, tráfico de drogas, extorsão, crimes contra a honra e descumprimento de medida protetiva, é comum que uma das partes apresente capturas de tela para demonstrar o que aconteceu. Entretanto, uma dúvida permanece: prints de WhatsApp podem ser usados como prova em um processo criminal?

A resposta é que os prints podem ser apresentados, mas sua validade não é automática. Para que uma captura de tela seja considerada confiável, é necessário analisar sua origem, integridade, forma de obtenção e relação com os demais elementos do processo. Uma imagem isolada, sem identificação dos participantes, sem continuidade da conversa e sem possibilidade de confirmação pode ser questionada pela defesa.

O avanço da tecnologia facilitou a documentação de acontecimentos, mas também ampliou as possibilidades de edição, exclusão e fabricação de conteúdo. Atualmente, uma captura de tela pode ser alterada com aplicativos relativamente simples. Por isso, o Poder Judiciário tem demonstrado uma preocupação crescente com a autenticidade das provas digitais.

O print de WhatsApp é aceito como prova criminal?

O print de WhatsApp pode ser aceito como elemento de prova, principalmente quando é apresentado por uma das pessoas que participou da conversa e existem outros elementos capazes de confirmar sua autenticidade. Isso significa que a captura de tela não é necessariamente inválida apenas por ser um print. O problema surge quando não é possível verificar quem enviou as mensagens, quando elas foram enviadas, se houve cortes ou se parte da conversa foi excluída.

Em um processo criminal, o juiz precisa avaliar o conjunto das provas. Um print pode ser analisado junto com depoimentos, documentos, registros de ligações, dados bancários, vídeos, perícias, informações fornecidas pelas plataformas digitais e outros elementos relacionados ao fato investigado. Imagine uma situação de ameaça enviada pelo WhatsApp. A vítima apresenta capturas da conversa, mantém as mensagens no aparelho original, registra um boletim de ocorrência e entrega o celular para eventual perícia. Além disso, uma testemunha afirma que presenciou o recebimento das mensagens.

Nesse contexto, a prova digital está acompanhada de outros elementos que podem fortalecer sua credibilidade. A situação seria diferente se fossem apresentadas apenas imagens recortadas, sem número de telefone, sem data, sem horário e sem acesso ao aparelho no qual a conversa teria ocorrido. Nessa hipótese, podem surgir dúvidas relevantes sobre a origem e a integridade do material.

Por que um print pode ser questionado?

Uma captura de tela registra apenas o que estava visível no aparelho no momento em que foi produzida. Ela não apresenta necessariamente todas as informações técnicas do arquivo original. Também não demonstra, sozinha, que mensagens anteriores ou posteriores não foram apagadas.

Outro problema é que o nome exibido no WhatsApp pode ter sido escolhido e salvo pelo próprio usuário. Ver o nome de uma pessoa na parte superior da conversa não é suficiente para confirmar, com absoluta segurança, que aquele indivíduo era o responsável pelo número ou pelo envio das mensagens.

Existem ainda ferramentas capazes de simular conversas, modificar textos, alterar horários e reproduzir visualmente a interface do WhatsApp. Isso não significa que todo print seja falso. Significa apenas que sua autenticidade pode precisar ser demonstrada quando houver uma contestação fundamentada.

Entre os principais motivos que podem levar ao questionamento estão:

  • ausência do número de telefone dos participantes;
  • mensagens apresentadas fora de contexto;
  • cortes na sequência da conversa;
  • falta de datas e horários;
  • impossibilidade de acessar o aparelho original;
  • sinais de edição ou manipulação;
  • divergência entre o print e outras provas;
  • ausência de informações sobre a coleta do material;
  • obtenção por meio de acesso indevido ao aparelho ou à conta.

Quando existem dúvidas concretas sobre a autenticidade, pode ser necessária a realização de uma perícia técnica.

O que é a cadeia de custódia da prova digital?

A cadeia de custódia é o conjunto de procedimentos utilizados para registrar a trajetória de uma prova, desde sua identificação e coleta até seu armazenamento, análise e apresentação no processo. Seu objetivo é demonstrar que o material analisado é o mesmo que foi originalmente encontrado e que não sofreu alterações indevidas.

Nas provas digitais, esse cuidado é especialmente importante. Arquivos eletrônicos podem ser copiados, editados, renomeados ou apagados sem deixar sinais visíveis para uma pessoa sem conhecimento técnico. Por isso, a autoridade responsável pela coleta deve utilizar procedimentos capazes de preservar a integridade e a autenticidade dos dados.

Em 2024, o Superior Tribunal de Justiça considerou inadequados prints de WhatsApp extraídos pela polícia de um celular sem uma metodologia apropriada. O entendimento ressaltou a necessidade de documentar os procedimentos utilizados na obtenção e na preservação dos dados digitais.

Em decisão divulgada em março de 2026, o STJ também determinou a realização de perícia diante de dúvidas relevantes sobre a autenticidade de prints de WhatsApp utilizados como prova. A medida reforça que uma prova digital contestada deve permitir verificação técnica, especialmente quando exerce papel decisivo na acusação.

Isso não significa que qualquer falha automaticamente anulará todo o processo. Cada situação precisa ser analisada individualmente, considerando a importância do material, a possibilidade de verificação e a existência de outras provas independentes.

Prints apresentados pela vítima também podem ser utilizados?

Quando a própria vítima ou um familiar registra as mensagens utilizando as ferramentas disponíveis no aplicativo, a análise pode ser diferente daquela aplicada aos dados extraídos pelas autoridades. O STJ já reconheceu que capturas produzidas por familiar da vítima não configuraram, naquele caso específico, violação da cadeia de custódia porque não havia indícios de manipulação indevida.

Portanto, não existe uma regra segundo a qual todo print apresentado por uma vítima será válido ou inválido. O material será avaliado de acordo com as circunstâncias em que foi produzido, sua coerência e a possibilidade de confirmar o conteúdo por outros meios.

Em casos de violência doméstica, perseguição ou ameaça, as conversas podem ser importantes para demonstrar a repetição das condutas, o contexto do relacionamento e o temor provocado na vítima. Mesmo assim, é recomendável preservar o conteúdo original no aparelho.

A polícia pode acessar as conversas de um celular apreendido?

A apreensão de um aparelho não significa que todo o seu conteúdo possa ser acessado livremente. O celular contém informações privadas, como mensagens, fotografias, documentos, localização, dados bancários e histórico de comunicações. O acesso pelas autoridades deve respeitar as garantias constitucionais e as regras aplicáveis à investigação.

A autorização judicial costuma ser necessária para a extração e análise dos dados armazenados. Também podem existir situações de consentimento do proprietário, mas esse consentimento precisa ser livre, informado e devidamente documentado. Uma autorização apenas alegada, sem registro seguro de como foi concedida, pode ser questionada.

O STJ também possui decisões que consideraram ilícitas provas obtidas por meio do espelhamento de conversas pelo WhatsApp Web em determinadas circunstâncias. Um dos problemas identificados foi a possibilidade de quem realiza o espelhamento interagir com as conversas, enviar mensagens ou excluir conteúdos, comprometendo a confiabilidade do procedimento.

Como preservar corretamente uma conversa do WhatsApp?

Quem recebeu uma ameaça, sofreu uma tentativa de golpe ou precisa preservar uma conversa relacionada a um possível crime deve evitar apagar mensagens, formatar o aparelho ou perder o acesso à conta. Também não é recomendado editar as imagens ou apresentar somente pequenos trechos que alterem o sentido do diálogo.

Algumas medidas podem contribuir para a preservação:

  • manter a conversa no aparelho original;
  • realizar capturas que mostrem número, data e horário;
  • registrar a sequência completa das mensagens;
  • preservar áudios, vídeos, fotografias e documentos originais;
  • utilizar a ferramenta de exportação de conversa;
  • manter cópias de segurança;
  • evitar recortes e edições;
  • registrar o boletim de ocorrência;
  • procurar orientação jurídica antes de entregar ou divulgar o conteúdo.

A ata notarial também pode ser utilizada em determinadas situações. Nesse procedimento, um tabelião registra o conteúdo visualizado no aparelho ou na plataforma. Ela pode ajudar a demonstrar que determinada informação estava disponível naquele momento, mas não garante, isoladamente, que o conteúdo nunca tenha sido manipulado anteriormente. Dependendo da controvérsia, uma perícia ainda poderá ser necessária.

Um print falso pode gerar consequências criminais?

Fabricar uma conversa, alterar mensagens ou apresentar conscientemente um conteúdo falso pode produzir consequências graves. Dependendo da situação, a conduta poderá ser analisada sob a perspectiva de diferentes crimes e também poderá prejudicar a credibilidade da pessoa durante o processo.

Além disso, divulgar conversas privadas em redes sociais é diferente de entregá-las às autoridades ou utilizá-las para exercer um direito. A exposição pública pode atingir a intimidade de terceiros e gerar outras responsabilidades. Antes de publicar mensagens, áudios ou imagens, é importante buscar orientação jurídica.

Como a defesa criminal pode contestar prints de WhatsApp?

A defesa pode solicitar a apresentação do aparelho original, questionar a forma de obtenção das mensagens e verificar se a cadeia de custódia foi respeitada. Também pode pedir perícia, analisar os dados técnicos disponíveis, comparar os horários das mensagens e identificar cortes ou inconsistências na conversa.

Outro ponto importante é verificar se os prints são a única base da acusação. No processo penal, uma condenação exige provas confiáveis e analisadas sob o contraditório. Quando existem dúvidas relevantes sobre a integridade do conteúdo digital, a defesa pode demonstrar que o material não oferece segurança suficiente para sustentar determinadas conclusões.

Afinal, prints de WhatsApp são suficientes para uma condenação?

Não existe uma resposta única para todos os processos. Um print pode contribuir para a investigação e ser considerado pelo juiz, mas sua força dependerá da autenticidade, do contexto, da maneira como foi obtido e da existência de outros elementos de confirmação.

A principal conclusão é que prints de WhatsApp podem ser usados como prova em um processo criminal, mas não devem ser tratados como verdade absoluta. Provas digitais exigem cuidado técnico, respeito à privacidade, preservação da cadeia de custódia e possibilidade de contestação.

Se conversas de WhatsApp estão sendo utilizadas em uma acusação criminal ou se você precisa preservar mensagens relacionadas a um possível crime, procure orientação de um advogado criminalista. A análise individual do caso é fundamental para avaliar a legalidade da obtenção, a autenticidade do conteúdo e a estratégia jurídica adequada.

Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp: 3198327 8116 | O atendimento será realizado com total discrição e compromisso com a defesa dos seus direitos.
gabrielnogueiraadvocacia.com.br

Diogo Almeida apresenta especial “Mês dos Professores”

Humorista leva ao Sesc Palladium uma versão exclusiva de seu novo show “Alunos em Modo Avião”

Belo Horizonte recebe, nos dias 9 e 10 de outubro, o humorista Diogo Almeida com o espetáculo “Especial Mês dos Professores 2026”, no Sesc Palladium. A atração é uma versão exclusiva de Alunos em Modo Avião e transforma em humor situações cada vez mais comuns nas salas de aula, como o uso excessivo dos celulares, as distrações digitais e as desculpas para não entregar trabalhos.

Com seu olhar afiado para o cotidiano escolar, Diogo coloca no palco situações que fazem parte da rotina de professores, estudantes e famílias. Do aluno que parece estar sempre “offline” às justificativas mais inusitadas para atividades não entregues, o espetáculo cria uma identificação imediata com quem vive ou acompanha o ambiente escolar.

A proposta é transformar os perrengues da educação em uma experiência divertida e descontraída. Com duração de 80 minutos, o show aborda os desafios da sala de aula sem deixar de lado o bom humor e a leveza. A programação especial de outubro ainda promete surpresas para o público.

SOBRE DIOGO ALMEIDA

Formado em Rádio e TV, Jornalismo e Gestão de Pessoas, Diogo Almeida uniu sua formação à vivência na docência e coordenação pedagógica para criar uma forte identificação com o universo escolar. Essa bagagem transformou-se em um fenômeno digital, acumulando hoje mais de 100 milhões de visualizações em seus conteúdos voltados à educação.

Nos palcos, seus shows solo, como o “Especial Mês dos Professores”, já atraíram mais de 200 mil pessoas pelas principais casas do Brasil. O sucesso o projetou para a mídia nacional, levando-o a apresentar o programa “Turma da Escola” no Comedy Central e a participar de grandes programas com Faustão, Serginho Groismann e Rafinha Bastos, consolidando sua carreira perante o público brasileiro.

Serviço

Diogo Almeida – Especial Mês dos Professores 2026
Datas: 9 e 10 de outubro de 2026
Local: Sesc Palladium – Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, Belo Horizonte.

Horários:
Sexta-feira (9/10), às 21h30
Sábado (10/10), às 15h e às 18h

Classificação indicativa: livre
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/124866/d/404052