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dom, 26 maio 24

Belo Horizonte vai receber a Le Cordon Bleu

O ensino terá dupla certificação, no mesmo modelo feito em São Paulo, com professores Le Cordon Bleu ministrando aulas para os alunos e treinamentos

Julia Child, Eric e Bruce Bromberg, Mary Berry, Vicky Lau, Pooja Dhingra e Gastón Acurio. Todas essas personalidades ajudaram a transformar a gastronomia mundial do seu tempo, da França à Ásia, passando pela América Latina. Para além desse fato relevante, todos têm em comum um grande ponto que os transformou enquanto profissionais: estudaram na centenária escola francesa de gastronomia Le Cordon Bleu.

Há cinco anos no Brasil, com unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro, a rede já capacitou mais de 2.300 profissionais nos setores da hospitalidade e gastronomia, em uma parceria estratégica com a Ânima Educação.

Desde o meio deste ano, oferece dupla certificação em unidades curriculares dos cursos superiores de gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi (unidade Vila Olímpia). De planos para os próximos meses, o tradicional instituto francês vai expandir ainda mais, chegando a outras capitais como Curitiba, Belo Horizonte, Natal e Porto Alegre.

Nessas cidades, o ensino vai seguir o mesmo modelo, com dupla certificação, em parceria com instituições de ensino superior, que fazem parte do grupo Ânima. Os professores da Le Cordon Bleu vão ministrar aulas para os alunos, além de treinar professores da Ânima, seguindo o padrão internacional do instituto.

A expansão acontecerá a partir de 2024, com aulas nas instituições de ensino superior da Ânima: Unicuritiba (Curitiba), UniBH (Belo Horizonte), Uniritter (Porto Alegre), UnP (Natal), IBMR (Rio de Janeiro) e UniFACS (Salvador), além do campus Mooca da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Atualmente, a Le Cordon Bleu tem 35 escolas em 20 países.

André Cointreau, presidente global da Le Cordon Bleu, avalia que essa expansão faz parte da uma estratégia mundial do instituto de estar presente em mais regiões, o que contribui para o desenvolvimento da gastronomia. “Gostaríamos de estar na Argentina, e em mais países na Ásia”, diz.

Para o chef Patrick Martin, embaixador internacional do Le Cordon Bleu e diretor do Instituto em São Paulo, a parceria de longo prazo com a Ânima Educação é uma oportunidade para estabelecer novos parâmetros de qualidade não só do ensino técnico das artes culinárias, mas também em gestão de negócios.

“Nosso impacto é em todo o setor de gastronomia e hospitalidade. Estamos capacitando profissionais para que tenham condições de lidar com os mais diversos desafios que a área proporciona e potencializar seus negócios”, diz.

Até 2025, a expectativa é que outros cursos de graduação das Instituições de Ensino superior (IES) da Ânima passem a contar com parceria similar. Os cursos confirmados são: Bacharel em Turismo, Bacharel em Hotelaria e Curso Superior de Tecnologia em Eventos.

Culinary Village do Le Cordon Bleu

Para seguir a tradição do instituto francês de também ser um fomentador da cultura para além da gastronomia, a Le Cordon Bleu lançou, na quinta-feira, 21, o Culinary Village, na unidade da Vila Madalena. O espaço foi todo remodelado, criando diversos ambientes para integrar culinária e história.

Um dos espaços, chamado de Cozinha de Experiências e Inovação, é uma área para atividades multiculturais e culinárias. Este é um novo conceito de cozinha, priorizando um design e ambiente modernos e polivalentes. Empresas e clientes poderão utilizar o local para a realização de eventos personalizados, contando com o serviço de catering próprio da escola.

Outro ambiente é o Culinary Village Salon, uma sala de convívio equipada como um lounge restaurante, que vai receber degustações de vinhos, reuniões polivalentes, almoços e jantares e atividades de grupo, além de oferecer aulas práticas de serviço e hotelaria apoiadas por uma cozinha de produção no local.

Um dos locais com mais memória gastronômica dentro do Culinary Village é o dedicado à escritora e jornalista Nina Horta, que faleceu em 2019, e marcou o cenário da culinária brasileira. A Biblioteca e Memorial Nina Horta conta com mais 2.500 livros que foram do acervo pessoal da escritora e que vão ficar à disposição para consulta no local. Ao lado do acervo foi recriada sua cozinha, com os armários que estava na casa dela, além de utensílios.

Apetite da Le Cordon Bleu pelo mercado brasileiro

Vinte mil alunos formados anualmente, de 75 nacionalidades. Trinta e cinco escolas em 25 países. Quase 130 anos de tradição. Os números falam por si só quando o assunto é a Le Cordon Bleu e sua posição com uma das maiores escolas de culinária e hospitalidade do mundo. Presente no Brasil desde 2018, a empresa dobrou seu espaço em São Paulo após a inauguração, em setembro, do seu novo modelo de negócio: o Culinary Village. A área, de 700 metros quadrados na Vila Madalena, é multiúso, com cozinha profissional e sala de jantar disponíveis para gravações e eventos, coworking, café e uma boutique de produtos licenciados.

A aposta no Brasil, porém, vai além disso. Para os próximos três anos, estão previstas oito novos cursos em diferentes capitais, em parceria com a Ânima Educação. Um livro sobre a culinária nacional foi lançado, e uma biblioteca pública com o acervo de livros gastronômicos de Nina Horta (1939-2019) foi inaugurada em São Paulo. Quem sublinha o interesse pelo país é André Cointreau, presidente da LCB desde 1984, quando sua família – dona das marcas Rémy Martin e Cointreau – comprou a instituição.

A Le Cordon Bleu sempre se interessou pela principal capital das regiões deste mundo. Já faz muito tempo que nos interessamos por esse tipo de potência que é o Brasil, uma das 10 maiores economias e influências do mundo. Não tem como não estar aqui, um país tão aberto, disposto a progredir. E o Brasil é muito importante pela sua demografia, bem diferente de outras partes do mundo, como o Japão e a China. Aqui existem muitos jovens, e nos interessa muito o desenvolvimento dessa nova geração. Além de existirem brasileiros por todo lugar, em nossas outras escolas.

O programa mais assistido do canal de televisão, Sabor & Arte, por exemplo. Em cinco anos, mesmo passando por uma pandemia, alcançamos 2.800 certificações no Brasil – nada mal. Por isso, vamos expandir com o Anhembi Morumbi na Mooca e na Vila Olímpia, e implementar o ensino superior no Rio. Além de abrir novas unidades em Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e outras cidades no próximo ano. É uma expansão em qualidade.

 

 

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