FELIPE SALLES É INDICADO AO GRAMMY LATINO 2026

Um brasileiro na linha de frente do jazz mundial em uma linguagem musical sem fronteiras

 

O Brasil acaba de ganhar mais um representante de peso no cenário internacional da música instrumental. O músico, compositor e arranjador paulistano Felipe Salles foi indicado ao Latin GRAMMY 2026, na categoria Melhor Arranjo, por “A Deriva”, faixa de seu álbum Camera Obscura, lançado em junho de 2025 pelo selo Tapestry Records. A indicação foi oficialmente anunciada pela Latin Recording Academy em 16 de setembro.

“A Deriva” tem a participação da cantora Tatiana Parra em uma formação que reúne quinteto de jazz, quarteto de cordas e uma paleta incomum de madeiras tocadas pelo próprio Salles — piccolo, flauta, flauta alto, flauta baixo, clarinete e clarinete baixo.

A indicação chega após uma ampla recepção crítica de Camera Obscura. O UK Jazz News classificou o álbum como “um triunfo composicional de peso”, enquanto a Jazz Fun destacou seus “arranjos sofisticados” e o descreveu como um verdadeiro “caleidoscópio musical”. A Monarch Magazine chamou o trabalho de “masterwork”, ressaltando a fusão entre as influências brasileiras, latino-americanas, africanas e do jazz com a música de câmara.

Em “A Deriva”, Salles assina o arranjo e toca piccolo, flauta, flauta alto, flauta baixo, clarinete e clarinete baixo. A faixa conta ainda com Tatiana Parra nos vocais, Nando Michelin ao piano, Keala Kaumeheiwa no contrabaixo, Steve Langone na bateria e um quarteto de cordas. “Ser indicado a esse prêmio é um sonho de qualquer artista, mas o reconhecimento de colegas e poder representar o Brasil, mesmo de longe, o faz mais especial ainda”, resume Felipe Salles.

A indicação reforça uma trajetória que já inclui uma bolsa Guggenheim de composição, prêmios da NALAC, South Arts, French American Jazz Exchange e Chamber Music America, além de apresentações e obras executadas por importantes conjuntos internacionais. Radicado nos Estados Unidos desde 1995, Salles construiu uma carreira internacional sem abandonar suas raízes brasileiras. Sua música combina jazz, música brasileira, latino-americana, africana e de câmara em uma linguagem contemporânea e autoral. Ao longo de sua trajetória, trabalhou com nomes como Paquito D’Rivera, Randy Brecker, David Liebman, Melissa Aldana, Lionel Loueke, Chico Pinheiro, Luciana Souza e Yosvany Terry.

 

CONHEÇA: https://www.youtube.com/watch?v=oSp34pwcmJs

Gravada no Wellspring Sound Studio em 2024. Produção de Felipe Salles. Engenharia de Joshua Lu. Mixagem e masterização de David Darlington. Tapestry Records.


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Fernando Pedrosa leva stand-up “Xaveca a Plateia e Bebe Vinho”

Comediante passa por Ipatinga, Belo Horizonte e Ouro Preto com espetáculo que mistura interação e representatividade LGBTQIAPN+

 

O humorista, roteirista e comediante Fernando Pedrosa chega a Minas Gerais com o stand-up “Xaveca a Plateia e Bebe Vinho” para uma temporada em Ipatinga, Belo Horizonte e Ouro Preto, entre 30 de outubro e 1º de novembro. A programação começa dia 30 de outubro em Ipatinga, às 21h, no Teatro Centro Cultural Usiminas; segue para Belo Horizonte no dia 31, às 20h, no Teatro Francisco Nunes; e termina dia 1ª de novembro em Ouro Preto, às 19h, no Teatro Ouro Preto, no Centro de Artes e Convenções da UFOP.

O espetáculo “Xaveca a Plateia e Bebe Vinho” reúne histórias do cotidiano, situações de identificação e muito deboche, em uma proposta que aproxima o comediante do público. A interação é um dos elementos centrais da apresentação e contribui para que cada sessão tenha momentos espontâneos e diferentes, a partir das situações que surgem no palco e das histórias compartilhadas ao longo da noite.

A partir dessa proximidade, Fernando Pedrosa também aborda experiências da comunidade LGBTQIAPN+ sob uma perspectiva leve e bem-humorada. O texto combina observações sobre situações do dia a dia, senso crítico e liberdade para falar sobre temas que fazem parte da vivência de muitas pessoas, sem recorrer a estereótipos. A proposta é transformar essas experiências em momentos de identificação, reflexão e, principalmente, diversão.

Com uma década de experiência na comédia, Fernando Pedrosa é um dos nomes que vêm ganhando espaço na cena do stand-up nacional. Formado em Rádio e TV, iniciou a carreira como redator publicitário e roteirista de comédia antes de se dedicar aos palcos. Ao longo da trajetória, integrou projetos como o Gongada Drag e, com o lançamento do show solo, ampliou sua presença nas redes sociais, onde seus conteúdos alcançaram milhões de pessoas.

O comediante também acumula participações em programas de televisão, podcasts e rádio, além de entrevistas com nomes como Pedro Bial e Fábio Porchat. Seu trabalho combina carisma, senso crítico e proximidade com a plateia, características que se tornaram marcas de sua atuação nos palcos.

Serviço

Fernando Pedrosa – Xaveca a Plateia e Bebe Vinho

Ipatinga

Data: 30 de outubro de 2026, sexta-feira
Horário: 21h
Local: Teatro Centro Cultural Usiminas – Av. Pedro Linhares Gomes, 3900, Bairro Industrial, Ipatinga.
Ingressos: Sympla, a partir de R$ 45

Belo Horizonte
Data: 31 de outubro de 2026, sábado
Horário: 20h
Local: Teatro Francisco Nunes – Av. Afonso Pena, 1321, Belo Horizonte.
Ingressos: Sympla, a partir de R$ 55

Ouro Preto

Data: 1º de novembro de 2026, domingo
Horário: 19h
Local: Teatro Ouro Preto – Centro de Artes e Convenções da UFOP – Rua Diogo Vasconcelos, 328, Ouro Preto.
Ingressos: Sympla, a partir de R$ 55

Classificação indicativa: 16 anos

Festa da Banana chega à 40ª edição em Santa Bárbara do Tugúrio

Evento, com grandes representantes da cena musical, como Wanessa Camargo, Léo Magalhães e Gustavo Mioto, será de 23 a 27 de setembro no Parque de Eventos João Antônio de Carvalho

A tradicional Festa da Banana chega à 40ª edição e promete muita animação em Santa Bárbara do Tugúrio, na Zona da Mata, em Minas Gerais. O evento será realizado de 23 a 27 de setembro, no Parque de Eventos João Antônio de Carvalho. A programação reúne atrações de diferentes estilos musicais ao longo dos cinco dias.

A festa começa na quarta-feira (23), às 19h, com um culto ecumênico, que será um momento de encontro, celebração e fé. Na sequência, haverá shows de Delino Marçal, cantor e compositor gospel, vencedor do Grammy Latino de 2019, e da banda brasileira de rock cristão, Rosa de Saron, às 21h30.

Já na quinta-feira (24), a agenda musical começa às 22h, com Jeninho, conhecido artisticamente como MC Peão. O artista ganhou fama com o hit ‘Peão Todo Tatuado”, em parceria com Mariana Fagundes. Em seguida, será a vez de Guilherme & Benuto, à 0h30. A dupla lançou, em julho deste ano, o álbum “Deu Rolo No Barretão”, que reúne 24 músicas e foi gravado durante a Festa do Peão de Barretos.

Na sexta-feira (25), Gustavo Moura & Rafael sobem ao palco às 22h. A dupla lançou em agosto de 2026 o DVD “Casa da Luz Vermelha 2”. Depois será a vez de Wanessa Camargo, às 00h15.  A cantora lançou o o projeto audiovisual “Metamorfose” em agosto deste ano. E o DJ Dubdogz encerra a noite, com apresentação prevista para as 2h15.

O sábado (26) terá uma programação que começa às 21h, com o cantor Ligeirinho Sanfoneiro, que lançou o single “Conto do Vaqueiro”, neste ano. Já o cantor Muriel Alves, o “Pipoco das Cavalgadas”, se apresenta às 22h15, seguido pela dupla Yuri & Troy, às 23h15. Depois será a vez de Léo Magalhães, autor de canções como “Locutor”, “Oi”, “24 Horas” e “Nosso Casamento”, que fará show à 0h45. O encerramento da noite será com Brisa Star, às 2h30.

No domingo (27), último dia da festa, Pedro Paulo & Matheus abrem a programação às 18h30. Igor Ferrari, conhecido como “Xerife do baile” se apresenta às 20h, seguido por Gustavo Mioto, às 21h30. O artista acaba de apresentar seu novo clipe da música “Viúva Negra” no YouTube. Depois, o DJ Dennis sobe ao palco às 23h. Por fim, o cantor Thiago Jhonatan, que lançou “Loucura Loucura” em agosto de 2026, encerra a 40ª Festa da Banana, com show previsto para 1h.

Entrada

As cortesias e ingressos podem ser adquiridos no site da Central dos Eventos  (https://centraldoseventos.com.br/40-festa-da-banana-de-santa-barbara-do-tugurio–23-a-2709).

Serviço

40ª Festa da Banana chega à 40ª edição com cinco dias de shows em Santa Bárbara do Tugúrio (MG)

Data: 23 a 27 de setembro de 2026

Local: Parque de Eventos João Antônio de Carvalho – Rua São Luiz, s/n, no Centro de Santa Bárbara do Tugúrio (MG)

Ingressos e cortesias: disponíveis no Central dos Eventos  (https://centraldoseventos.com.br/40-festa-da-banana-de-santa-barbara-do-tugurio–23-a-2709).

Informações: Instagram: @festadabananasbt

Programação

Quarta-feira – 23/09

19h — Delino Marçal

21h30 — Banda Rosa de Saron

Quinta-feira – 24/09

22h — Jeninho (MC Peão)

0h30 — Guilherme & Benuto

Sexta-feira – 25/09

22h — Gustavo Moura & Rafael

0h15 — Wanessa Camargo

2h15 — DJ Dubdogz

Sábado – 26/09

21h — Ligeirinho Sanfoneiro

22h15 — Muriel Alves

23h15 — Yuri & Troy

0h45 — Léo Magalhães

2h30 — Brisa Star

Domingo – 27/09

18h30 — Pedro Paulo & Matheus

20h — Igor Ferrari

21h30 — Gustavo Mioto

23h — DJ Dennis

01h00 — Thiago Jhonatan

Prints de WhatsApp podem ser usados como prova em um processo criminal?

As conversas realizadas pelo WhatsApp fazem parte da rotina de milhões de brasileiros. Por esse motivo, mensagens, fotografias, áudios, vídeos e documentos enviados pelo aplicativo aparecem com frequência em investigações e processos criminais. Em situações envolvendo ameaça, perseguição, violência doméstica, estelionato, tráfico de drogas, extorsão, crimes contra a honra e descumprimento de medida protetiva, é comum que uma das partes apresente capturas de tela para demonstrar o que aconteceu. Entretanto, uma dúvida permanece: prints de WhatsApp podem ser usados como prova em um processo criminal?

A resposta é que os prints podem ser apresentados, mas sua validade não é automática. Para que uma captura de tela seja considerada confiável, é necessário analisar sua origem, integridade, forma de obtenção e relação com os demais elementos do processo. Uma imagem isolada, sem identificação dos participantes, sem continuidade da conversa e sem possibilidade de confirmação pode ser questionada pela defesa.

O avanço da tecnologia facilitou a documentação de acontecimentos, mas também ampliou as possibilidades de edição, exclusão e fabricação de conteúdo. Atualmente, uma captura de tela pode ser alterada com aplicativos relativamente simples. Por isso, o Poder Judiciário tem demonstrado uma preocupação crescente com a autenticidade das provas digitais.

O print de WhatsApp é aceito como prova criminal?

O print de WhatsApp pode ser aceito como elemento de prova, principalmente quando é apresentado por uma das pessoas que participou da conversa e existem outros elementos capazes de confirmar sua autenticidade. Isso significa que a captura de tela não é necessariamente inválida apenas por ser um print. O problema surge quando não é possível verificar quem enviou as mensagens, quando elas foram enviadas, se houve cortes ou se parte da conversa foi excluída.

Em um processo criminal, o juiz precisa avaliar o conjunto das provas. Um print pode ser analisado junto com depoimentos, documentos, registros de ligações, dados bancários, vídeos, perícias, informações fornecidas pelas plataformas digitais e outros elementos relacionados ao fato investigado. Imagine uma situação de ameaça enviada pelo WhatsApp. A vítima apresenta capturas da conversa, mantém as mensagens no aparelho original, registra um boletim de ocorrência e entrega o celular para eventual perícia. Além disso, uma testemunha afirma que presenciou o recebimento das mensagens.

Nesse contexto, a prova digital está acompanhada de outros elementos que podem fortalecer sua credibilidade. A situação seria diferente se fossem apresentadas apenas imagens recortadas, sem número de telefone, sem data, sem horário e sem acesso ao aparelho no qual a conversa teria ocorrido. Nessa hipótese, podem surgir dúvidas relevantes sobre a origem e a integridade do material.

Por que um print pode ser questionado?

Uma captura de tela registra apenas o que estava visível no aparelho no momento em que foi produzida. Ela não apresenta necessariamente todas as informações técnicas do arquivo original. Também não demonstra, sozinha, que mensagens anteriores ou posteriores não foram apagadas.

Outro problema é que o nome exibido no WhatsApp pode ter sido escolhido e salvo pelo próprio usuário. Ver o nome de uma pessoa na parte superior da conversa não é suficiente para confirmar, com absoluta segurança, que aquele indivíduo era o responsável pelo número ou pelo envio das mensagens.

Existem ainda ferramentas capazes de simular conversas, modificar textos, alterar horários e reproduzir visualmente a interface do WhatsApp. Isso não significa que todo print seja falso. Significa apenas que sua autenticidade pode precisar ser demonstrada quando houver uma contestação fundamentada.

Entre os principais motivos que podem levar ao questionamento estão:

  • ausência do número de telefone dos participantes;
  • mensagens apresentadas fora de contexto;
  • cortes na sequência da conversa;
  • falta de datas e horários;
  • impossibilidade de acessar o aparelho original;
  • sinais de edição ou manipulação;
  • divergência entre o print e outras provas;
  • ausência de informações sobre a coleta do material;
  • obtenção por meio de acesso indevido ao aparelho ou à conta.

Quando existem dúvidas concretas sobre a autenticidade, pode ser necessária a realização de uma perícia técnica.

O que é a cadeia de custódia da prova digital?

A cadeia de custódia é o conjunto de procedimentos utilizados para registrar a trajetória de uma prova, desde sua identificação e coleta até seu armazenamento, análise e apresentação no processo. Seu objetivo é demonstrar que o material analisado é o mesmo que foi originalmente encontrado e que não sofreu alterações indevidas.

Nas provas digitais, esse cuidado é especialmente importante. Arquivos eletrônicos podem ser copiados, editados, renomeados ou apagados sem deixar sinais visíveis para uma pessoa sem conhecimento técnico. Por isso, a autoridade responsável pela coleta deve utilizar procedimentos capazes de preservar a integridade e a autenticidade dos dados.

Em 2024, o Superior Tribunal de Justiça considerou inadequados prints de WhatsApp extraídos pela polícia de um celular sem uma metodologia apropriada. O entendimento ressaltou a necessidade de documentar os procedimentos utilizados na obtenção e na preservação dos dados digitais.

Em decisão divulgada em março de 2026, o STJ também determinou a realização de perícia diante de dúvidas relevantes sobre a autenticidade de prints de WhatsApp utilizados como prova. A medida reforça que uma prova digital contestada deve permitir verificação técnica, especialmente quando exerce papel decisivo na acusação.

Isso não significa que qualquer falha automaticamente anulará todo o processo. Cada situação precisa ser analisada individualmente, considerando a importância do material, a possibilidade de verificação e a existência de outras provas independentes.

Prints apresentados pela vítima também podem ser utilizados?

Quando a própria vítima ou um familiar registra as mensagens utilizando as ferramentas disponíveis no aplicativo, a análise pode ser diferente daquela aplicada aos dados extraídos pelas autoridades. O STJ já reconheceu que capturas produzidas por familiar da vítima não configuraram, naquele caso específico, violação da cadeia de custódia porque não havia indícios de manipulação indevida.

Portanto, não existe uma regra segundo a qual todo print apresentado por uma vítima será válido ou inválido. O material será avaliado de acordo com as circunstâncias em que foi produzido, sua coerência e a possibilidade de confirmar o conteúdo por outros meios.

Em casos de violência doméstica, perseguição ou ameaça, as conversas podem ser importantes para demonstrar a repetição das condutas, o contexto do relacionamento e o temor provocado na vítima. Mesmo assim, é recomendável preservar o conteúdo original no aparelho.

A polícia pode acessar as conversas de um celular apreendido?

A apreensão de um aparelho não significa que todo o seu conteúdo possa ser acessado livremente. O celular contém informações privadas, como mensagens, fotografias, documentos, localização, dados bancários e histórico de comunicações. O acesso pelas autoridades deve respeitar as garantias constitucionais e as regras aplicáveis à investigação.

A autorização judicial costuma ser necessária para a extração e análise dos dados armazenados. Também podem existir situações de consentimento do proprietário, mas esse consentimento precisa ser livre, informado e devidamente documentado. Uma autorização apenas alegada, sem registro seguro de como foi concedida, pode ser questionada.

O STJ também possui decisões que consideraram ilícitas provas obtidas por meio do espelhamento de conversas pelo WhatsApp Web em determinadas circunstâncias. Um dos problemas identificados foi a possibilidade de quem realiza o espelhamento interagir com as conversas, enviar mensagens ou excluir conteúdos, comprometendo a confiabilidade do procedimento.

Como preservar corretamente uma conversa do WhatsApp?

Quem recebeu uma ameaça, sofreu uma tentativa de golpe ou precisa preservar uma conversa relacionada a um possível crime deve evitar apagar mensagens, formatar o aparelho ou perder o acesso à conta. Também não é recomendado editar as imagens ou apresentar somente pequenos trechos que alterem o sentido do diálogo.

Algumas medidas podem contribuir para a preservação:

  • manter a conversa no aparelho original;
  • realizar capturas que mostrem número, data e horário;
  • registrar a sequência completa das mensagens;
  • preservar áudios, vídeos, fotografias e documentos originais;
  • utilizar a ferramenta de exportação de conversa;
  • manter cópias de segurança;
  • evitar recortes e edições;
  • registrar o boletim de ocorrência;
  • procurar orientação jurídica antes de entregar ou divulgar o conteúdo.

A ata notarial também pode ser utilizada em determinadas situações. Nesse procedimento, um tabelião registra o conteúdo visualizado no aparelho ou na plataforma. Ela pode ajudar a demonstrar que determinada informação estava disponível naquele momento, mas não garante, isoladamente, que o conteúdo nunca tenha sido manipulado anteriormente. Dependendo da controvérsia, uma perícia ainda poderá ser necessária.

Um print falso pode gerar consequências criminais?

Fabricar uma conversa, alterar mensagens ou apresentar conscientemente um conteúdo falso pode produzir consequências graves. Dependendo da situação, a conduta poderá ser analisada sob a perspectiva de diferentes crimes e também poderá prejudicar a credibilidade da pessoa durante o processo.

Além disso, divulgar conversas privadas em redes sociais é diferente de entregá-las às autoridades ou utilizá-las para exercer um direito. A exposição pública pode atingir a intimidade de terceiros e gerar outras responsabilidades. Antes de publicar mensagens, áudios ou imagens, é importante buscar orientação jurídica.

Como a defesa criminal pode contestar prints de WhatsApp?

A defesa pode solicitar a apresentação do aparelho original, questionar a forma de obtenção das mensagens e verificar se a cadeia de custódia foi respeitada. Também pode pedir perícia, analisar os dados técnicos disponíveis, comparar os horários das mensagens e identificar cortes ou inconsistências na conversa.

Outro ponto importante é verificar se os prints são a única base da acusação. No processo penal, uma condenação exige provas confiáveis e analisadas sob o contraditório. Quando existem dúvidas relevantes sobre a integridade do conteúdo digital, a defesa pode demonstrar que o material não oferece segurança suficiente para sustentar determinadas conclusões.

Afinal, prints de WhatsApp são suficientes para uma condenação?

Não existe uma resposta única para todos os processos. Um print pode contribuir para a investigação e ser considerado pelo juiz, mas sua força dependerá da autenticidade, do contexto, da maneira como foi obtido e da existência de outros elementos de confirmação.

A principal conclusão é que prints de WhatsApp podem ser usados como prova em um processo criminal, mas não devem ser tratados como verdade absoluta. Provas digitais exigem cuidado técnico, respeito à privacidade, preservação da cadeia de custódia e possibilidade de contestação.

Se conversas de WhatsApp estão sendo utilizadas em uma acusação criminal ou se você precisa preservar mensagens relacionadas a um possível crime, procure orientação de um advogado criminalista. A análise individual do caso é fundamental para avaliar a legalidade da obtenção, a autenticidade do conteúdo e a estratégia jurídica adequada.

Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp: 3198327 8116 | O atendimento será realizado com total discrição e compromisso com a defesa dos seus direitos.
gabrielnogueiraadvocacia.com.br

Diogo Almeida apresenta especial “Mês dos Professores”

Humorista leva ao Sesc Palladium uma versão exclusiva de seu novo show “Alunos em Modo Avião”

Belo Horizonte recebe, nos dias 9 e 10 de outubro, o humorista Diogo Almeida com o espetáculo “Especial Mês dos Professores 2026”, no Sesc Palladium. A atração é uma versão exclusiva de Alunos em Modo Avião e transforma em humor situações cada vez mais comuns nas salas de aula, como o uso excessivo dos celulares, as distrações digitais e as desculpas para não entregar trabalhos.

Com seu olhar afiado para o cotidiano escolar, Diogo coloca no palco situações que fazem parte da rotina de professores, estudantes e famílias. Do aluno que parece estar sempre “offline” às justificativas mais inusitadas para atividades não entregues, o espetáculo cria uma identificação imediata com quem vive ou acompanha o ambiente escolar.

A proposta é transformar os perrengues da educação em uma experiência divertida e descontraída. Com duração de 80 minutos, o show aborda os desafios da sala de aula sem deixar de lado o bom humor e a leveza. A programação especial de outubro ainda promete surpresas para o público.

SOBRE DIOGO ALMEIDA

Formado em Rádio e TV, Jornalismo e Gestão de Pessoas, Diogo Almeida uniu sua formação à vivência na docência e coordenação pedagógica para criar uma forte identificação com o universo escolar. Essa bagagem transformou-se em um fenômeno digital, acumulando hoje mais de 100 milhões de visualizações em seus conteúdos voltados à educação.

Nos palcos, seus shows solo, como o “Especial Mês dos Professores”, já atraíram mais de 200 mil pessoas pelas principais casas do Brasil. O sucesso o projetou para a mídia nacional, levando-o a apresentar o programa “Turma da Escola” no Comedy Central e a participar de grandes programas com Faustão, Serginho Groismann e Rafinha Bastos, consolidando sua carreira perante o público brasileiro.

Serviço

Diogo Almeida – Especial Mês dos Professores 2026
Datas: 9 e 10 de outubro de 2026
Local: Sesc Palladium – Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, Belo Horizonte.

Horários:
Sexta-feira (9/10), às 21h30
Sábado (10/10), às 15h e às 18h

Classificação indicativa: livre
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/124866/d/404052

Áreas verdes transformam a experiência do luto e acolhem

No Cemitério Bosque da Esperança, paisagismo e arquitetura integram um ambiente de memória, homenagem e conexão com as histórias que permanecem

O luto é uma experiência individual, marcada por diferentes sentimentos, tempos e formas de elaboração. Embora a tristeza e a saudade sejam naturalmente associadas à despedida, o contato com a natureza pode ajudar a criar momentos de pausa, tranquilidade e contemplação para as famílias que atravessam essa fase. Em cemitérios-parque, árvores, jardins, flores, luz natural, caminhos e espaços abertos contribuem para tornar o ambiente mais acolhedor e humano.

No Cemitério Bosque da Esperança, essa percepção faz parte da experiência relatada pelas próprias famílias. Muitas pessoas comentam que, mesmo em um dia difícil, estar cercado por árvores, ouvir os pássaros e observar o lago torna o momento um pouco mais leve. Para Ricardo Ribeiro, CEO do Cemitério Bosque da Esperança, a natureza não elimina a dor, mas oferece um cenário mais sereno para que cada pessoa possa vivenciar suas emoções.

“A natureza não tira a dor da despedida, mas pode oferecer um ambiente mais tranquilo para que a família atravesse esse momento com respeito ao seu próprio tempo. O contato com as árvores, os jardins, as flores e a luz natural cria uma pausa em meio à intensidade do luto e permite que as pessoas respirem, reflitam e estejam presentes”, afirma.

Memória, afeto e novas formas de conexão

A contemplação da natureza pode favorecer conversas, silêncios e lembranças. Uma árvore florida, um jardim, o som dos pássaros ou a vista de um lago podem adquirir significados especiais para familiares e amigos, tornando-se referências afetivas associadas à pessoa homenageada. Com o tempo, o local da despedida pode deixar de ser lembrado apenas pela dor da ausência e passar a representar também o amor e as experiências compartilhadas.
“A memória não está apenas em fotografias ou objetos. Ela também pode estar nos lugares, nos aromas, nas flores e nas árvores. Uma família pode voltar a olhar para um lago ou para uma árvore e se lembrar não somente do dia da despedida, mas da pessoa, de sua história e dos sentimentos que continuam presentes”, explica Ribeiro.

Para o CEO, o silêncio também tem um papel importante no acolhimento. Durante o luto, nem sempre as pessoas precisam de palavras, orientações ou estímulos. Muitas vezes, precisam de um espaço reservado para respirar, chorar, lembrar ou simplesmente permanecer próximas de quem amam. Por isso, cemitérios e locais de despedida devem oferecer diferentes ambientes, capazes de respeitar as particularidades de cada família.

“O silêncio também é uma forma de acolher. Há momentos em que estar em um ambiente tranquilo, ouvir os pássaros ou contemplar o lago pode dizer mais do que qualquer palavra. Quando uma família nos conta que encontrou paz nesses elementos, percebemos que o espaço também cumpriu um papel importante naquele momento”, destaca.

A arquitetura e o paisagismo influenciam diretamente a maneira como as pessoas percebem os cemitérios. A integração entre áreas verdes, caminhos, jardins e ambientes abertos contribui para superar a visão de que esses locais estão associados exclusivamente à morte. A proposta é criar espaços de respeito, memória, homenagem e conexão, nos quais a despedida possa acontecer com dignidade e serenidade.

“No Bosque da Esperança, o conceito de parque está ligado à ideia de oferecer às famílias um ambiente mais humano, tranquilo e acolhedor. O paisagismo não é apenas uma questão estética. Ele faz parte da forma como recebemos as pessoas e do cuidado que queremos demonstrar em cada etapa da despedida”, afirma Ribeiro.

Um espaço de acolhimento para além do sepultamento
O papel dos cemitérios também vem sendo ampliado. Além de oferecer um local para o sepultamento, essas instituições precisam estar preparadas para acolher famílias, com estrutura adequada, organização, privacidade, segurança, cuidado com os ambientes e equipes sensíveis à complexidade do luto.

Para o Cemitério Bosque da Esperança, cada detalhe contribui para a experiência das famílias, desde a recepção até a conservação dos jardins e da natureza. A proposta é respeitar diferentes maneiras de vivenciar a perda e oferecer um ambiente que ajude a tornar a despedida menos associada exclusivamente à tristeza.

Minas Fashion Week une moda, prevenção e solidariedade

Evento reúne desfiles, ações de prevenção ao câncer de mama, palestras e iniciativas de beleza e bem-estar para pacientes do Instituto Mário Penna

Belo Horizonte se prepara para receber uma edição especial do Minas Fashion Week em outubro. Um dos eventos de moda de Minas Gerais que tem entre seus principais compromissos a promoção da prevenção e da conscientização sobre o câncer de mama, o MGFW amplia nesta edição, sua atuação social ao unir moda, saúde, informação, beleza e solidariedade.

Em sintonia com o Outubro Rosa, a programação terá como um dos destaques a participação das Entrelaçadas, do Instituto Mário Penna, iniciativa que reúne mulheres que vivenciaram ou vivenciam o tratamento do câncer de mama e que encontram na troca de experiências, no acolhimento e na autoestima importantes ferramentas durante essa jornada.

A edição especial do Minas Fashion Week foi pensada para ir além das passarelas. Durante o evento, o público poderá acompanhar ações de prevenção e conscientização, palestras com profissionais da área da saúde e atividades voltadas às pacientes, com experiências que envolvem beleza, autocuidado, autoestima e bem-estar.

A proposta é transformar a moda em uma ferramenta de informação e acolhimento. Para o Minas Fashion Week, falar sobre câncer de mama também significa falar sobre diagnóstico precoce, cuidado, autoestima e qualidade de vida.

Foto: Glaucimara Castro / @bsfotografias

Moda autoral com propósito

Além da programação de desfiles, a edição de outubro contará com uma ação coletiva que reúne 16 lojas e estilistas, que estão trabalhando juntos na criação de uma coleção de moda especialmente desenvolvida para os desfiles do Minas Fashion Week.

A iniciativa ganha ainda um importante caráter solidário. Parte das doações recebidas com o evento será destinada à CAPE-BH, em uma ação que conecta a programação do evento ao movimento de conscientização do Setembro Dourado, dedicado à sensibilização para o câncer infantojuvenil.

Dessa forma, a moda se transforma em um elo entre diferentes causas e públicos: do combate ao câncer de mama à atenção às crianças e adolescentes em tratamento oncológico.

Ao reunir estilistas, marcas, profissionais da saúde, pacientes, instituições e público, o evento pretende criar uma experiência em que moda e responsabilidade social caminham junta, o evento é para convidados e credenciados em sua programação.

Summit sobre gestão de contratos reúne líderes e autoridades

Belo Horizonte receberá, em 20 de outubro de 2026, o Summit de Gestão de Contratos, Terceiros e Tecnologia, no Centro de Convenções CDL/BH na Av. João Pinheiro. Com programação das 8h às 20h, o encontro é o primeiro a ser realizado sob esse formato e nome, mas representa o 33º evento organizado por Márcio Barros ao longo de sua carreira, iniciada em 2016. A edição também marcará os dez anos da Academia de Contratos, iniciativa dedicada à formação de profissionais e à evolução da maturidade da Gestão de Contratos no país.

O encontro é idealizado por Márcio Barros, que desde 2016 organiza eventos voltados à Gestão de Contratos, Suprimentos e Governança. Ao longo da carreira, Barros já promoveu outros 32 eventos, com nomes e formatos diferentes entre si, alguns de maior porte e outros mais restritos. Esse histórico construiu, ao longo da década, uma comunidade recorrente de executivos, gestores, fiscais, compradores, especialistas e lideranças de organizações de diferentes portes e setores da economia.

A Gestão de Contratos reúne etapas como elaboração, negociação, execução, acompanhamento e encerramento dos acordos firmados por uma organização, enquanto a Gestão de Terceiros trata do relacionamento com fornecedores, prestadores de serviço e parceiros contratados, incluindo processos de seleção, acompanhamento de desempenho e conformidade regulatória. As duas disciplinas aparecem como eixos centrais da programação da edição de 2026, ao lado de discussões sobre tecnologia aplicada a esses processos.

Entre os profissionais que já participaram de eventos anteriores organizados por Barros estão representantes de empresas como Vale, Anglo American, AngloGold Ashanti, Gerdau, Samarco, CSN e Hydro Paragominas, de setores como mineração, energia, siderurgia e infraestrutura. A presença recorrente de companhias de grande porte reflete o interesse do mercado por discussões aprofundadas sobre contratos, fornecedores e tecnologia aplicada à gestão empresarial, temas que têm ganhado espaço em áreas como jurídico, suprimentos, compliance, controladoria e tecnologia da informação.

A programação do Summit reúne palestras e debates estratégicos conduzidos por nomes do mercado, além da apresentação e premiação de projetos de destaque na área. Entre os temas previstos estão a aplicação de inteligência artificial na gestão de contratos, a avaliação de riscos em programas de gestão de terceiros, critérios ESG na cadeia de fornecedores e o uso de tecnologia na análise de desempenho contratual. O evento também contempla o reconhecimento de profissionais que se destacaram ao longo do ano e uma feira de soluções dedicada a tecnologias, ferramentas e inovações voltadas à Gestão de Contratos, Suprimentos e Gestão de Terceiros, com espaço para demonstrações práticas e trocas entre fornecedores de tecnologia e profissionais da área.

Para Márcio Barros, CEO da MPH Consultoria e fundador da Academia de Contratos, o novo formato representa um marco em uma trajetória de eventos que já soma 33 iniciativas ao longo da carreira. “Este é o primeiro Summit que organizo, mas ao longo da minha carreira já organizei outros 32 eventos. Completar dez anos de Academia de Contratos junto com esse novo momento mostra o quanto esse tema passou a ocupar espaço nas empresas”, avalia.

A Academia de Contratos nasceu como braço da MPH Consultoria, empresa fundada em 2018 e especializada em Gestão de Contratos, Suprimentos, Governança e Gestão de Terceiros, com atuação que já alcançou mais de 17 países. A consultoria está estruturada em três frentes, Consultoria e Auditoria, Treinamentos e Eventos, e Softwares para Gestão de Contratos e Suprimentos, e é conduzida por Barros ao lado da sócia Marianna Keller. Ao longo dos anos, Barros também passou a compartilhar conteúdos sobre o tema com uma comunidade de mais de 32 mil seguidores, reforçando o alcance das discussões sobre Gestão de Contratos fora dos ambientes corporativos tradicionais.

Um dos destaques da programação é a entrega do Troféu Barros-Degan, prêmio idealizado por Barros que chega à quinta edição dedicada ao reconhecimento de profissionais e organizações que se destacam em Gestão de Contratos. Entre as empresas já reconhecidas pela iniciativa estão Jaguar Mining e Samarco, o que ilustra a abrangência de setores que têm buscado aprimorar seus processos contratuais e de relacionamento com fornecedores ao longo da última década.

“A Gestão de Contratos deixou de ser vista como uma atividade apenas administrativa. Hoje ela ocupa um espaço estratégico, ligado à proteção de valor, à gestão de riscos e à governança das empresas. Um encontro como este existe para reunir quem vive essa transformação no dia a dia e trocar experiências sobre os caminhos que o setor está tomando”, complementa Márcio Barros.

A expectativa da organização é que a edição de 2026 reúna profissionais de diferentes regiões do país em um dia de programação que combina palestras, debates, apresentação de tecnologias e reconhecimento de trajetórias dentro do setor. O histórico construído por Barros ao longo de 33 eventos também acompanha um movimento mais amplo de profissionalização da área no Brasil, com empresas de diferentes portes passando a estruturar equipes, políticas internas e processos dedicados especificamente à Gestão de Contratos, Suprimentos e Governança nos últimos anos.

Segundo os organizadores, a proposta do Summit é reunir conhecimento, tecnologia, empresas e profissionais em um mesmo ambiente de trocas, formando o que descrevem como um ecossistema voltado aos desafios atuais da Gestão de Contratos, Suprimentos e Gestão de Terceiros no país.

Para além da comemoração dos dez anos da Academia de Contratos, o Summit chega como o mais recente de uma série de eventos organizados por Barros ao longo de sua trajetória, com a proposta de aproximar teoria, prática e tecnologia em torno da Gestão de Contratos, Terceiros e Governança, consolidando um espaço de encontro entre profissionais, empresas e especialistas que acompanham, de perto, essa evolução no cenário corporativo brasileiro ao longo da última década.

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Assessoria de imprensa.

Como funciona a avaliação nutricional?

A avaliação nutricional é uma etapa fundamental para quem deseja emagrecer, melhorar a alimentação, aumentar a massa muscular, cuidar da saúde ou evoluir no desempenho esportivo. Mais do que verificar o peso na balança, ela permite compreender como está o organismo, quais são os hábitos alimentares da pessoa, como funciona sua rotina e quais estratégias podem ser adotadas para alcançar resultados de maneira saudável. Muitas pessoas chegam ao consultório esperando receber apenas uma dieta pronta, com uma lista de alimentos permitidos e proibidos. No entanto, uma avaliação nutricional completa vai muito além disso.

O nutricionista precisa conhecer o paciente, entender suas necessidades e identificar os fatores que podem estar dificultando sua evolução. Sono, nível de estresse, prática de exercícios, consumo de água, funcionamento intestinal, preferências alimentares e condições clínicas fazem parte dessa investigação. Por isso, o plano alimentar precisa ser construído de acordo com os objetivos, a rotina e as características individuais do paciente.

O que é uma avaliação nutricional?

A avaliação nutricional é um conjunto de procedimentos utilizados pelo nutricionista para conhecer o estado nutricional de uma pessoa. Durante esse processo, o profissional reúne informações sobre saúde, alimentação, composição corporal, rotina e estilo de vida. O objetivo é identificar possíveis desequilíbrios nutricionais, acompanhar mudanças corporais, observar sinais relacionados à saúde e definir a melhor estratégia alimentar para cada caso. A avaliação também ajuda a estabelecer metas realistas e a monitorar os resultados ao longo do acompanhamento.

É importante entender que o peso corporal, isoladamente, não oferece todas as informações necessárias. Duas pessoas com o mesmo peso podem apresentar quantidades completamente diferentes de massa muscular, gordura corporal e água. Também podem ter rotinas, necessidades energéticas e condições de saúde distintas. Por esse motivo, a avaliação nutricional não deve ser reduzida ao número mostrado pela balança. Ela precisa analisar o indivíduo de maneira mais ampla.

Como começa a primeira consulta nutricional?

A primeira consulta geralmente começa com uma conversa detalhada. Essa etapa é conhecida como anamnese e permite que o nutricionista compreenda o histórico do paciente. Durante a conversa, o profissional pode perguntar sobre o motivo da consulta, os objetivos pessoais, as tentativas anteriores de emagrecimento, a presença de doenças, os medicamentos utilizados, o histórico familiar e os exames laboratoriais recentes.

Também são investigados aspectos da rotina. O nutricionista precisa entender os horários de trabalho, o tempo disponível para cozinhar, onde as refeições são feitas, quais alimentos estão mais presentes no dia a dia e quais são as principais dificuldades para manter uma alimentação equilibrada.

Uma pessoa que trabalha fora e passa muitas horas no trânsito, por exemplo, precisa de uma estratégia diferente daquela que trabalha em casa. Da mesma forma, um atleta que treina diariamente apresenta necessidades diferentes de alguém que está começando a praticar exercícios. Quanto mais informações forem compartilhadas durante a consulta, mais personalizado poderá ser o plano alimentar.

A avaliação dos hábitos alimentares

Uma das partes mais importantes da consulta é a investigação do consumo alimentar. O nutricionista busca conhecer como o paciente se alimenta ao longo do dia, desde a primeira refeição até o momento de dormir. O profissional pode perguntar o que costuma ser consumido no café da manhã, no almoço, no jantar e nos lanches. Também é importante saber os horários, as quantidades aproximadas, o consumo de doces, bebidas alcoólicas, refrigerantes, suplementos e produtos ultraprocessados.

Esse levantamento não deve ser encarado como um julgamento.

O objetivo não é classificar a alimentação como boa ou ruim, mas compreender o comportamento alimentar e identificar pontos que podem ser melhorados. O nutricionista também pode investigar se a pessoa come por fome física, ansiedade, estresse, cansaço ou preocupação. Em alguns casos, o problema não está apenas na escolha dos alimentos, mas na relação construída com a comida.

Como é realizada a avaliação corporal?

A avaliação corporal pode incluir diferentes medidas, dependendo da necessidade e da metodologia utilizada pelo nutricionista. Peso, altura, circunferência abdominal e outras medidas corporais podem ser coletados para acompanhar a evolução. Em alguns casos, também pode ser realizada a avaliação de composição corporal. O objetivo é estimar elementos como percentual de gordura, massa muscular e quantidade de água no organismo.

A bioimpedância é um dos métodos utilizados para essa finalidade. O exame é realizado por meio de um equipamento que envia uma corrente elétrica de intensidade muito baixa pelo corpo. A pessoa não sente dor durante o procedimento. A partir da resistência apresentada pelos tecidos, o aparelho produz estimativas relacionadas à composição corporal.

Entretanto, os resultados da bioimpedância podem sofrer influência da hidratação, da alimentação recente, da prática de exercícios, do consumo de álcool, do ciclo menstrual e de outros fatores. Por isso, o exame precisa ser interpretado por um profissional e realizado, sempre que possível, seguindo condições semelhantes.

Outro método utilizado por nutricionistas é a medição de dobras cutâneas com um instrumento chamado adipômetro. Cada técnica possui características próprias, e a escolha depende do perfil do paciente e do objetivo do acompanhamento. Nenhum desses resultados deve ser analisado de forma isolada. O mais importante é observar o conjunto das informações e acompanhar a evolução ao longo do tempo.

A balança não conta toda a história

Uma pessoa pode iniciar um programa de alimentação e exercícios, perder gordura e ganhar massa muscular. Nesse processo, o peso talvez sofra pouca alteração, mas a composição corporal e as medidas podem apresentar mudanças significativas. Esse é um dos motivos pelos quais acompanhar somente o peso pode causar frustração. A balança não mostra como as roupas estão vestindo, como está a disposição, se houve melhora no desempenho físico ou se os exames laboratoriais evoluíram.

A avaliação nutricional ajuda a construir uma visão mais completa. Além das mudanças corporais, o nutricionista pode acompanhar energia, qualidade do sono, funcionamento intestinal, controle da fome, recuperação após o exercício e relação com a alimentação. O resultado de um acompanhamento não deve ser definido exclusivamente pela quantidade de quilos eliminados.

Exames laboratoriais podem fazer parte da avaliação?

Os exames laboratoriais ajudam a complementar a avaliação nutricional. Quando disponíveis, eles podem oferecer informações importantes sobre glicemia, colesterol, triglicerídeos, vitaminas, minerais e outras condições relacionadas à saúde. O nutricionista analisa os exames dentro de sua área de atuação e, quando necessário, trabalha de forma integrada com médicos e outros profissionais. Alterações importantes precisam ser avaliadas pela equipe responsável pelo acompanhamento do paciente.

Não é recomendado interpretar um exame isoladamente ou iniciar suplementos por conta própria. A suplementação precisa considerar a necessidade individual, a alimentação, possíveis interações e as condições clínicas da pessoa. Nem todos os pacientes precisarão da mesma investigação. A necessidade de exames depende do histórico, dos sintomas, dos objetivos e da avaliação profissional.

Como funciona a avaliação para quem pratica corrida?

No caso dos corredores, a avaliação nutricional precisa considerar o volume e a intensidade dos treinos, as distâncias percorridas, os horários das atividades e os objetivos esportivos. Também é necessário saber se a pessoa está se preparando para uma prova de 5 quilômetros, 10 quilômetros, meia maratona ou maratona. O nutricionista pode investigar como está a alimentação antes, durante e depois dos treinos. Sintomas como queda de energia, câimbras, tontura, desconforto gastrointestinal, fome excessiva e dificuldade de recuperação também devem ser observados.

A partir dessas informações, é possível planejar a distribuição de carboidratos, proteínas, gorduras, líquidos e eletrólitos. Em treinos prolongados, o profissional também pode orientar uma estratégia para reposição de energia durante a corrida. Cada corredor apresenta uma tolerância diferente. Por isso, alimentos, suplementos esportivos e géis de carboidrato devem ser testados durante os treinos. O planejamento nutricional não deve ser experimentado pela primeira vez no dia de uma competição.

O plano alimentar é entregue depois da avaliação?

Depois de reunir as informações necessárias, o nutricionista desenvolve uma estratégia alimentar personalizada. O plano pode apresentar sugestões de refeições, horários, combinações de alimentos, alternativas para substituição e orientações relacionadas à hidratação. Um bom plano alimentar não precisa ser formado por receitas complicadas ou alimentos difíceis de encontrar. Ele deve respeitar a condição financeira, os costumes, as preferências e a disponibilidade do paciente.

Quando o planejamento não considera a realidade, as chances de abandono aumentam. Uma alimentação nutricionalmente perfeita no papel, mas impossível de ser seguida, dificilmente produzirá resultados duradouros. O plano também não deve ser visto como um documento rígido e definitivo. Ele pode ser ajustado conforme a evolução, as mudanças na rotina e a resposta do organismo.

Por que as consultas de retorno são importantes?

A primeira avaliação representa o início do acompanhamento. Nas consultas seguintes, o nutricionista verifica o que funcionou, quais dificuldades apareceram e o que precisa ser modificado. O retorno permite comparar medidas, analisar mudanças corporais, rever sintomas e adaptar o plano alimentar.

Para quem pratica esportes, também é possível ajustar a estratégia de acordo com o calendário de treinos e competições. Nem sempre o paciente conseguirá seguir todas as orientações desde o início. Isso não significa que o acompanhamento fracassou. As dificuldades oferecem informações importantes para que o planejamento se torne mais adequado e sustentável. A evolução nutricional é um processo. Pequenos ajustes realizados de forma consistente podem produzir resultados mais duradouros do que mudanças radicais mantidas por pouco tempo.

Como se preparar para uma avaliação nutricional?

Antes da consulta, procure reunir exames laboratoriais recentes, lista de medicamentos e informações sobre suplementos utilizados. Também pode ser útil registrar o que foi consumido nos dias anteriores, incluindo horários e quantidades aproximadas.

Use roupas leves caso sejam realizadas medidas corporais e siga as orientações enviadas pelo consultório para exames de composição corporal. Evite esconder hábitos por vergonha ou medo de julgamento. O nutricionista precisa conhecer a rotina verdadeira para propor mudanças possíveis. Também é interessante anotar dúvidas e definir o que você espera do acompanhamento. Quanto mais clara for a comunicação, mais produtiva poderá ser a consulta.

Avaliação nutricional é cuidado individualizado

A avaliação nutricional não serve apenas para quem deseja emagrecer. Ela também pode ajudar pessoas que buscam melhorar o desempenho esportivo, ganhar massa muscular, organizar a alimentação, prevenir doenças ou cuidar de alguma condição clínica.

Fernanda Guide trabalha com Nutrição Clínica e Nutrição Esportiva Funcional, desenvolvendo estratégias de acordo com as particularidades de cada paciente. O acompanhamento profissional transforma informações sobre alimentação, saúde e rotina em um plano possível de ser aplicado no dia a dia.

Mais do que seguir uma dieta, fazer uma avaliação nutricional é uma oportunidade de conhecer melhor o próprio corpo. Com orientação adequada, metas realistas e acompanhamento contínuo, torna-se possível construir uma alimentação mais equilibrada, melhorar a qualidade de vida e alcançar resultados com saúde.

Fale com a Fernanda Guide | Nutricionista |BH |MG R. Álvares Maciel, 378/402 – Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG, 30150-250 📞 31 98418-9793 | 📧 [email protected]

OAB Barra debate direitos autorais e valorização artística

Encontro reuniu advocacia e meio artístico para discutir proteção jurídica e cuidado com os profissionais da cultura

A proteção dos direitos autorais e o cuidado com os profissionais do universo artístico e cultural pautaram um evento promovido pela Comissão de Direito do Entretenimento da 57ª Subseção da OAB Barra da Tijuca. A iniciativa reuniu representantes da advocacia e do meio artístico para conscientizar a população sobre a importância da proteção jurídica das criações e da valorização de quem atua no setor.

Idealizado pela presidente da Comissão, Dra. Mariana Molisani, o encontro contou com a parceria do artista e cantor Dienis, idealizador do reality show For a Dreams. A proposta aproximou o Direito e a produção cultural, com atenção aos direitos autorais e ao ser humano por trás do trabalho artístico.

A abertura ficou a cargo da presidente da 57ª Subseção, Dra. Renata Mansur, que destacou a relevância do debate para a advocacia e para a sociedade. Na sequência, os trabalhos foram presididos pela Dra. Mariana Molisani.

A programação foi organizada em duas mesas de debate. A primeira reuniu as advogadas Mariana Molisani, Patrícia Piovesan, Fernanda Rebelo, Cláudia Boechat e Thaís Fontes. As participantes abordaram aspectos jurídicos da proteção dos direitos autorais e os desafios enfrentados por artistas e criadores.

Na segunda mesa, o Dr. Daniel Freitas, secretário-geral da Comissão de Entretenimento, participou ao lado de Scheila Senra, Dienis, Nico, Alice Tamboridegui e Júlia Neiva. O grupo trouxe diferentes perspectivas sobre o mercado do entretenimento e a necessidade de maior atenção aos direitos e ao bem-estar dos profissionais da área.

A arte também teve espaço no encerramento, com apresentações de Millena Azevedo, Jourdan Lung, Ana Carolina da Silva, Bárbara Santos e Lara Ramos. As apresentações emocionaram o público e concluíram uma noite dedicada à valorização da cultura, da arte e à proteção jurídica de quem a produz.