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Catin Nardi participa de sarau infantil em MG
Hotel em quartel de Tiradentes vira atração
Localizado em Cachoeira do Campo, nos arredores de Ouro Preto (MG), o Vila Galé Collection Ouro Preto guarda uma curiosidade: o empreendimento hoteleiro foi instalado no edifício que, no século XVIII, foi sede do Primeiro Quartel do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais, da qual Tiradentes fez parte. Após uma extensa e minuciosa renovação, o local tornou-se um hotel cheio de charme, ideal para quem busca conforto e relaxamento em meio à natureza.
Para deixar o edifício histórico com o nível de qualidade típico da Vila Galé, mas sem perder suas características originais, foi necessário um investimento total de R$ 220 milhões, que também incluiu outras ações, como a construção de novas alas de apartamentos e os demais serviços do empreendimento, como o haras.
As obras do Vila Galé Collection Ouro Preto duraram cerca de 17 meses e tiveram alguns desafios, como conta Rick Rocha, engenheiro responsável pelos projetos da rede. “Projetos como este de Ouro Preto são verdadeiras caixas de surpresa, pois nunca sabemos exatamente o que vamos encontrar até o início das obras. Aqui, descobrimos, por exemplo, paredes com 1,20 metro de espessura.”
O resultado de todo esse trabalho é um hotel que oferece conforto, atendimento personalizado e uma ampla oferta de serviços e entretenimento. O Vila Galé Collection Ouro Preto conta com 311 quartos e comodidades como cinco piscinas – sendo uma aquecida -, Satsanga Spa & Wellness, 15 hectares de plantação de vinha e olival, clube NEP para crianças, os restaurantes Versátil, Massa Fina e Inevitável, o bar Soul & Blues, além de área de eventos para até 900 pessoas e auditório para 200 pessoas.
“Deixamos o hotel com a marca de qualidade Vila Galé, mas mantendo a essência do projeto original. Muitos viajantes visitam Ouro Preto por conta de sua história, então faz muito sentido se hospedarem em um local histórico também, como o Vila Galé Collection Ouro Preto”, finaliza Rick.
Maria Laranjeira destaca porcelana mineira
Reconhecida por uma curadoria meticulosa de objetos decorativos e móveis, Maria Laranjeira traz com entusiasmo as peças coloniais da Porcelana Monte Sião às suas duas unidades, mostrando que o design é atemporal.
A linha colonial Azul e Branco carrega a herança da icônica Porcelana Monte Sião, fundada em 1959, e tornou-se um símbolo da tradição artística brasileira. A marca nasceu da parceria entre Dr. José Pocai e o artesão português Afonso Alexandre Duarte Angélico, unindo o propósito de gerar empregos à inspiração na sofisticação das porcelanas portuguesas.
A escolha da cidade mineira foi intencional: mais do que um empreendimento, o projeto buscava impulsionar o desenvolvimento local. Com o movimento gerado pela porcelana, artesãs tricoteiras passaram a expor seus trabalhos na porta da fábrica, ampliando sua visibilidade e fortalecendo o ofício. Esse encontro entre tradições contribuiu para o crescimento do tricô e marcou o início da consolidação de Monte Sião como a capital nacional do tricô, gerando novas oportunidades e renda para diversas famílias da região.
Na década de 1970, um pedido especial de um restaurante típico português da região deu origem a um dos maiores símbolos da Porcelana Monte Sião. Nascia, assim, o estilo Azul & Branco: marcado pela delicadeza de sua tradicional flor azul, que rapidamente conquistou seu espaço e atravessou o tempo. Mais do que uma linha, tornou-se a assinatura da marca, um encontro entre elegância, tradição e atemporalidade até hoje.
Para a Maria Laranjeira, a inclusão das peças da Porcelana Monte Sião em seu portfólio reforça a essência da arte brasileira com alma, que atravessa o tempo e despertam memórias afetivas. “A parceria oferece aos clientes a oportunidade de adquirir peças que são verdadeiras obras de arte, carregadas de história e que se alinham perfeitamente com a proposta de transformar momentos especiais com personalidade e significado”, diz Alexandra Pontes. Outro diferencial significativo desta parceria é que a Maria Laranjeira oferece as porcelanas da linha colonial com os valores praticados diretamente pela fábrica, tornando a alta porcelana artesanal ainda mais acessível.
Sob a gestão da família Pocai, a Porcelana Monte Sião mantém vivo um legado que atravessa gerações, preservando e renovando um saber construído ao longo do tempo, em que cada detalhe carrega significado.
O grande diferencial está na fidelidade aos métodos tradicionais, que garantem a exclusividade de cada peça. A delicadeza do feito à mão, desde a criação dos moldes, até a pintura, transforma cada peça em algo único, fruto de um trabalho minucioso que une tradição, memória e identidade, esclarece Bárbara Pocai, neta do fundador, que atua diretamente na gestão estratégica de marketing da empresa.
O cuidado com o processo de queima em alta temperatura, cerca de 1.300 °C ao longo de aproximadamente 12 horas; vai além da lógica da produção em massa, reforçando o compromisso com a excelência em cada detalhe. Alinhada aos princípios da Maria Laranjeira, a Porcelana Monte Sião também adota práticas mais sustentáveis, como a substituição do forno a lenha por forno a gás, reduzindo impactos ambientais e acompanhando a evolução consciente do fazer artesanal.
Sobre a Maria Laranjeira
A Maria Laranjeira é uma marca de decoração especializada em louças e objetos com curadoria autoral, que valoriza o artesanato, a memória afetiva e o consumo consciente. Fundada em dezembro de 2023, a marca busca transformar casas em lares por meio de peças atemporais e experiências sensoriais. Possui unidades na Vila Madalena e em Moema, São Paulo, e mantém um ativo compromisso com a sustentabilidade e projetos sociais.
Maria Laranjeira – Vila Madalena
Rua Wisard, 100
Maria Laranjeira – Moema
Avenida Miruna, 280
Sobre a Porcelana Monte Sião
A Porcelana Monte Sião é uma empresa familiar brasileira, fundada em 1959, em Monte Sião, Minas Gerais, reconhecida por suas porcelanas coloniais pintadas à mão. Com um processo de produção artesanal e forte compromisso com a qualidade e a tradição, tornou-se um ícone cultural e símbolo de autenticidade, celebrando a artesania mineira no Brasil e consolidando Monte Sião como a Terra da Porcelana Azul e Branco.
R. Sete de Setembro, 436 – Centro, Monte Sião – MG, 37580-000
“Misa Criolla” ganha leitura brasileira inédita
Espetáculo revisita a obra-prima de Ariel Ramírez em uma montagem inédita conduzida pelo tenor Jean William, aproximando a música sacra das raízes populares latino-americanas em uma apresentação emocionante no Centro Cultural SESIMINAS.
Um dos marcos da música erudita latino-americana, a “Misa Criolla”, do compositor argentino Ariel Ramírez, chega ao público em uma montagem que aproxima tradição litúrgica, ritmos populares e reflexão sobre identidade cultural. Sob direção artística e interpretação do tenor Jean William, o espetáculo propõe um diálogo sensível entre a espiritualidade da obra original e a diversidade da música brasileira. A apresentação acontece no dia 31 de maio, às 19h, no Centro Cultural SESIMINAS, em Belo Horizonte, reunindo emoção, virtuosismo e sonoridades latino-americanas em uma experiência musical intensa e contemporânea. Ingressos gratuitos disponíveis no Sympla.
Considerada uma das criações mais importantes da música argentina do século XX, a “Misa Criolla” revolucionou a forma da missa cantada ao fundir a estrutura sacra europeia com ritmos folclóricos sul-americanos. Cada movimento — Kyrie, Glória, Credo, Sanctus e Agnus Dei — evoca regiões e sonoridades do continente, criando uma experiência musical de forte impacto emocional e simbólico.
Na nova montagem, o programa é ampliado com obras de compositores brasileiros como Paulo Cesar Pinheiro, Gilberto Gil e Emicida, em arranjos que reforçam temas como ancestralidade, união e resistência cultural. A proposta é aproximar o repertório sacro do público contemporâneo, evidenciando pontes entre a tradição latino-americana e a canção brasileira.
À frente do projeto está o tenor Jean William, artista de trajetória internacional que já se apresentou em palcos como o Avery Fisher Hall (Lincoln Center, Nova York), o Teatro alla Scala de Milão, a Sala São Paulo e os teatros municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Descoberto pelo maestro João Carlos Martins, o cantor ganhou projeção ao interpretar repertório lírico e popular com forte presença cênica. Em 2013, cantou para mais de três milhões de pessoas durante a visita do Papa Francisco ao Brasil.
A direção musical conta com a pianista e regente Marcia Hentschel, diretora do CORALUSP, enquanto os arranjos têm assinatura de José Antonio Almeida, vencedor do Grammy Latino, e preparação coral de Munir Sabag, pesquisador da ECA-USP. A coordenação geral e produção executiva é de Sandra Mimotto Torres, da Ampliart Difusão Cultural.
Mais do que uma apresentação de música sacra, o espetáculo se afirma como uma travessia sonora pela América do Sul — um encontro entre fé, memória e identidade que reafirma a potência da música como território de diálogo entre culturas.
JEAN WILLIAM– DIRETOR ARTÍSTICO/MUSICAL E CANTOR SOLISTA
Jean William nasceu em Sertãozinho, viveu em Barrinha, perto de Ribeirão Preto, e foi criado pelos avós. Com o avô Joaquim, boia-fria aposentado, autodidata em violão, violino e acordeão, ouvia e aprendia música caipira. Aos 8 anos passou a cantar no coral da igreja. É formado em música pela ECA-USP. Estudou em Milão com a diretora do Teatro Alla Scala de Milão, Luciana Serra, e foi homenageado no maior programa de ópera do norte europeu, Ridotto del Ópera. Já se apresentou nos principais teatros do Brasil e em vários países ao redor do mundo.
Em 2013 cantou na primeira visita do Papa Francisco ao Brasil. Em 2018 foi recebido na opera de Montecarlo a convite do Príncipe Aberto II. Possui um álbum duplo gravado em 2014 intitulado “Dois Atos”. Já se apresentou ao lado de artistas como Laura Pausini, Sandy, Mônica Salmaso, Fafá de Belém entre outros. Em Barrinha, cidade onde cresceu, foi homenageado com a construção de um teatro que leva seu nome. Recebeu da Fundação Pirelli para as artes o prêmio “Talent at Work”, que premia jovens artistas empreendedores.
Em 2023, rodou o Brasil com a turnê “Cantos Brasileiros: Origens”, em que a música erudita brasileira é colocada ao lado de grandes clássicos da MPB com arranjos especiais para um cantor lírico acompanhado por um coro e conjuntos instrumentais. No ano seguinte, apresentou o espetáculo “Raízes Caipiras” (2024), mergulhando no universo da música do interior paulista e mineiro, em um diálogo entre tradição popular e lirismo. Já em 2025, lançou o projeto “Passione”, dedicado ao repertório italiano, reafirmando sua versatilidade e a capacidade de transitar entre diferentes linguagens musicais com originalidade e emoção.
Em um dos momentos mais importantes de sua trajetória recente, Jean acaba de lançar o álbum ECOS, seu primeiro trabalho de estúdio após 11 anos, reunindo 13 composições autorais inéditas que celebram a força das matrizes brasileiras — indígenas, africanas e latino-americanas — e reafirmam sua identidade como um dos tenores mais expressivos e inovadores da cena contemporânea. Com ECOS, Jean inaugura um novo ciclo criativo, reforçando sua presença no cenário nacional e internacional com uma obra que combina sofisticação vocal, profunda pesquisa estética e grande potência emocional.
MARCIA HENTSCHEL – DIREÇÃO MUSICAL
Marcia Hentschel é pianista formada pela Faculdade de Música de Santos, tendo se aperfeiçoado com o compositor e professor Amaral Vieira. Estudou regência com os maestros Juan Serrano, Benito Juarez e Oswaldo Luppi, e participou dos Festivais de Inverno de Campos do Jordão entre 1976 e 1978. Foi bolsista em regência orquestral no II Festival de Arte de Manfredonia (Itália) e integrou os International Study Tours for Choir Conductors nas edições do Festival Europa Cantat realizadas na Espanha (2003), Alemanha (2006), Holanda (2009), Itália (2012) e Estônia (2018). Atuou como regente convidada dos X e XI Laboratórios Corais de Itajubá (MG) e já esteve à frente de diversos coros universitários e corporativos. Desde 1984, integra o corpo de regentes do CORALUSP, do qual é atualmente diretora.
JOSÉ ANTONIO ALMEIDA – ARRANJADOR E PIANISTA
Toca piano desde os 8 anos de idade e possui formação pela Escola de Música de Brasília, onde estudou clarinete e piano com a professora Maria Aparecida Prista Tavares. Atuou como produtor e músico acompanhante de artistas como Rosa Passos, Guilherme Arantes, Placa Luminosa, Fábio Jr. e Jolie Jones (filha do maestro Quincy Jones). Assinou arranjos orquestrais para nomes como Maria Bethânia, Djavan, Caetano Veloso, Maria Gadú, Ed Motta, Arnaldo Antunes, Pitty, Rogério Flausino, Sandy, Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires e Tiago Abravanel. Há mais de 12 anos colabora como arranjador da Filarmônica Bachiana SESI-SP, sob direção do maestro João Carlos Martins. É autor da cantata “Quero o Meu Futuro”, tema da Conferência Rio+20, interpretada pela Bachiana Filarmônica no Palácio do Planalto, com participação do tenor Jean William, no Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012. Vencedor do Grammy Latino 2012 pela produção e pelos arranjos do DVD Chitãozinho & Xororó – 40 Anos Sinfônico (gravado na Sala São Paulo com João Carlos Martins e a Bachiana Filarmônica), recebeu também o Prêmio LABREF 2014 no Los Angeles Brazilian Film Festival pela trilha do filme A Grande Vitória, em parceria com o maestro João Carlos Martins.
MUNIR SABAG – ARRANJOS CORAIS E PALESTRANTE
Doutor em Artes (Processos de Criação Musical/Questões Interpretativas) e licenciado em Música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde desenvolve pesquisa sobre música vocal do Renascimento. É também bacharel, mestre e doutor em Física pelo Instituto de Física da USP, com atuação nas áreas de processos estocásticos, transições de fase e fenômenos críticos. A partir de 2002, reorientou sua carreira para a música, dedicando-se à direção coral, elaboração de arranjos vocais e pesquisa em repertório coral. Foi Coordenador de Música da Prefeitura da Estância Turística de Ribeirão Pires (2005–2007), período em que dirigiu o Coral Municipal. Desde 2007 é regente do Coral Physicantus (Instituto de Física da USP), do Grupo Vozes (UNIVAR Brasil) e do Coral do Ilha. Integra o GEPEMAC (Grupo de Estudos e Pesquisas Multidisciplinares nas Artes do Canto) do Departamento de Música da ECA-USP.
SANDRA MIMOTO TORRES – COORDENADORA GERAL E PRODUTORA EXECUTIVA
Fundadora da Ampliart Difusão Cultural, Sandra Mimoto Torres é formada em Tradutores e Intérpretes e pós-graduada em Curadoria em Arte. Construiu sólida trajetória no mundo corporativo, atuando por 20 anos na Dow Química, por dois anos no ERESP — Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores em São Paulo — e por 10 anos na Cabot, onde foi responsável, entre outras funções, pela gestão de projetos sociais e culturais na região sul-americana. Iniciou sua atuação como curadora em 2015, com a exposição Trajetórias – Valdelice Neves e Marinella Uxa, realizada no Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte. Como produtora executiva, esteve à frente de projetos como Passione (2025), Raízes Caipiras (2024), Cantos Brasileiros – Origens (2023 e 2024), a Mostra de Cordas Dedilhadas (2017 a 2024), Clássicos com Jean William e Rafael Altro (2021–2022), Mi Tierra (2022), Do Choro à MPB – Um Panorama do Violão Brasileiro (2022), Violão entre Amigos (2021), Uma Voz e um Violão em Serenata (2021), Universo Musical (2018 e 2020) e a turnê brasileira da Hanbit Chamber Orchestra (2017).
Fotos Ana Karina Zaratin:
Serviço:
MISA CRIOLLA com Tenor Jean William
31 de maio
Domingo às 19h
Centro Cultural SESIMINAS – Rua Padre Marinho,60, Belo Horizonte – Minas Gerais
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/120304
Confraria do Groove lança álbum autoral
“Made in Minas” apresenta 11 faixas e consolida uma sonoridade construída no encontro entre tradição, groove e repertório lapidado ao longo dos anos
“Made in Minas” é estreia, mas como um ponto de continuidade, não de partida. Inaugura um capítulo novo na história que vem sendo escrita há mais de duas décadas pela Confraria do Groove. O coletivo musical de Belo Horizonte que reúne nomes importantíssimos de gerações variadas da cena está por apresentar o seu primeiro álbum autoral, no ar pelas plataformas de streaming em 14 de maio.
Fundada em 2003 pelo trompetista Adriano George, a Confraria do Groove conta neste primeiro álbum autoral com produção própria e compartilhada entre ele, Binho Carvalho e Leo Moura. “Made in Minas” é um disco de 11 faixas que mescla referências estruturais da música negra brasileira e mineira com influências de sons do mundo. “Um repertório que já vem sendo lapidado há anos, com direção clara e senso de coletivo bem definido”, afirma Adriano George.
O repertório se move com naturalidade entre diferentes centros de gravidade. “Feel the Groove” estabelece o pulso. “Urban Samba Funky” aponta o caminho híbrido. “Te Amar”, de Jairo Brown, traz o gesto íntimo em linguagem contemporânea. “Tempero da Estação”, parceria de Sanrah com Leo Moura, acerta na memória afetiva sem nostalgia fácil.
Há momentos de expansão instrumental, como “Vitória” e “Incognoscível”, e pausas mais abertas, como “Já Faz um Tempo”. “Brazzuca Power” chega com função direta, sem rodeio. “Made in Minas” e “Eu Vou Pagar pra Ver” sustentam o eixo do samba soul que estrutura o disco. O disco se encerra com “Groove pro Moral”, faixa-homenagem ao guitarrista Cláudio Moraleira, que foi integrante da banda por três anos e faleceu em 2025.
A base instrumental concentra músicos com trajetória de peso e muitas cartas na manga. A voz e a bateria de Binho Carvalho conduzem com firmeza. O baixo de Ivan Corrêa, vencedor do Latin Grammy em 2013, sustenta o chão. As percussões de Serginho Silva e os teclados de Guilherme Praxedes ampliam o desenho.
Além dos registros de guitarras deixados por Claudio Moraleida, há os riffs de peso de Márcio Monteiro e Samy Erick.
O naipe de sopros arremata a formação de big band moderna com elegância e suingue: Matheus Duque, Roberto Oliveira e Leo Moura nos saxofones, Miguel Praça no trombone, e Adriano George no trompete.
Os scratches do lendário DJ A Coisa imprimem textura e colocam em diálogo direto os instrumentos orgânicos com elementos eletrônicos, ampliando o campo sonoro do álbum sem perder a coesão do conjunto.
“Made in Minas” afirma um modo de fazer música em grupo, com liberdade de criação e de improviso junto a uma base sólida. É também um registro de maturidade artística, em que escolhas estéticas buscam efeito de permanência para o registro, retratando quem a banda é hoje e de onde veio. É, enfim, um disco que organiza a experiência acumulada, transforma repertório em linguagem e projeta a Confraria do Groove para além do circuito que a consolidou.
“O lançamento nas plataformas de streaming em 14 de maio inaugura um novo momento de circulação para o coletivo, ampliando o alcance de uma sonoridade construída no encontro, no palco e na nossa convivência” acrescenta Adriano George. “Um trabalho que se apresenta com consistência, identidade e lastro, pronto para ocupar seu espaço entre os lançamentos relevantes da música instrumental brasileira contemporânea”, finaliza.
CRÉDITO: LEONARDO FONTES
SERVIÇO
Lançamento: “Made in Minas”
Artista: Confraria do Groove
Data: 14 de maio de 2026, meio-dia
Onde ouvir: plataformas de streaming
Instagram: @confrariadogroovebh
Espetáculo sobre Sabino chega a Belo Horizonte
Peça apresenta ao público a relação entre os escritores e os diálogos sobre literatura, sonhos e a vida
A intimidade literária e afetiva entre dois dos maiores nomes da literatura brasileira ganha vida nos palcos de Belo Horizonte. No dia 19 de maio (terça-feira), às 19h30, o espetáculo teatral Cartas a um jovem escritor será apresentado no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas.
Inspirada na correspondência trocada entre o jovem Fernando Sabino e o já consagrado Mário de Andrade, a peça leva o público para dentro de diálogos sobre literatura, sonhos e questões da vida. As cartas, escritas entre 1942 e 1945, mostram o início de uma amizade marcante e a influência de Andrade na formação de Sabino.
A narrativa é conduzida por um carteiro, personagem que atua como mensageiro e conduz a história ao apresentar as cartas entre os escritores. A encenação aborda tanto temas literários quanto aspectos pessoais e políticos presentes nos diálogos.
A escolha da correspondência com o maior nome do modernismo brasileiro evidencia sua importância na trajetória de Fernando Sabino. “Foi o Mário de Andrade quem formou meu pai como escritor, e na leitura das cartas isso é perceptível. Ele encontrou um conselheiro entusiasmado para sua obra”, afirma Bernardo Sabino, filho de Fernando e coordenador geral do espetáculo.
Com direção e dramaturgia de Paulo Williams, a peça foi apresentada em São Paulo e chega à capital mineira com elenco formado por Caio Horowicz, Fábio Neppo e Rodrigo Mercadante. A trilha sonora original é assinada por Wagner Tiso.
O drama é baseado no livro Cartas a um jovem escritor e suas respostas, que reúne cartas trocadas entre os autores e apresenta um diálogo sensível e atual.
Com classificação indicativa de 10 anos, a apresentação integra a programação cultural da cidade e oferece ingressos a preços acessíveis.
Serviço
Peça: Cartas a um jovem escritor
Data: 19 de maio de 2026, terça-feira
Horário: 19h30
Local: Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas
Endereço: Rua da Bahia, 2244, bairro Lourdes
Ingressos: R$ 40 inteira e R$ 20 meia
Vendas: Sympla e bilheteria do teatro
Classificação: 10 anos
Informações: (31) 3516-1360
Músico mineiro estreia obra sobre memória negra
Carlos Márcio, violoncelista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, estreia na literatura com um livro que cruza poesia, crônica e ensaio para desmontar a ideia de que o tempo cura as feridas da escravidão. Eventos de lançamento acontecem a partir de maio em MG
A ideia de que o tempo, por si só, é capaz de curar todas as feridas encontra um contundente contraponto na literatura. Em “Racismo, Constante como o Tempo”, o escritor estreante e violoncelista mineiro Carlos Márcio (@carlosmarciocello) entrega uma obra que funciona ao mesmo tempo como um manifesto, um grito e um ato de amor. Vencedor do Prêmio Resistência 2025, da Editora Arte da Palavra, o livro percorre mais de quatrocentos anos de história para provar sua tese central: o racismo não é um resquício do passado, mas uma estrutura que se renova e se adapta, persistente e insidiosa.
A obra conta com prefácio da professora e ativista Rosália Diogo (Pós-doutora em Antropologia pela Universidade de Barcelona) e posfácio de Carlos Aleixo dos Reis, primeiro professor negro a alcançar a titularidade na Escola de Música da UFMG em cem anos de história. Ambas as vozes reforçam a importância de uma obra que “nasce da pele e do arco do violoncelo, transformando a dor em ritmo e o silêncio imposto em linguagem de enfrentamento”.
Eventos de lançamento em Minas Gerais
O lançamento oficial de “Racismo, Constante como o Tempo” será às 20h, no Teatro Municipal de Sabará, no dia 22, às 20h. No dia, o evento será um Concerto-Lançamento, unindo a força da palavra à potência da música, com uma performance especial de Carlos Márcio ao violoncelo, criando uma experiência sensorial híbrida e inédita, que promete ser um marco na agenda cultural da cidade. Em maio, o autor também prevê um Concerto-Lançamento no Auditório Vivaldi Moreira, no Tribunal de Contas de Minas Gerais, no dia 25, às 20h, em Belo Horizonte. O espetáculo, com duração de 50 minutos, reúne música de câmara, teatro, vídeo, narração e Congado em uma experiência sobre racismo estrutural, memória e identidade que transforma o lançamento do livro em uma vivência coletiva. A venda de livros acontece ao final do evento.
Em junho, tem previsão de evento na cidade de Divinópolis (11/6), depois retorna à Belo Horizonte no dia 27 para lançamento na Casa Canjerê e em julho, no dia 19, lança a obra em Diamantina, no Ateliê do Choro, às 20h. Em novembro, o artista apresenta seu livro em Ouro Branco, durante a Semana da Consciência Negra.

O violoncelo e a palavra: a voz de um artista negro
Natural de Sabará (MG), graduado em violoncelo e mestre em Performance Musical pela UFMG, Carlos Márcio transita com naturalidade entre a música erudita e a literatura, costurando sua trajetória pessoal à memória coletiva da população negra. “O violoncelo me emprestou um ouvido para o mundo; a escrita me deu uma língua para que tantos olhos enxerguem os silêncios que insistentemente são naturalizados”, define o autor, que atua há mais de uma década na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. É dessa perspectiva única – a de um artista negro imerso em um espaço historicamente branco – que nasce a potência de sua escrita.
A obra é dividida em três frentes. Nos poemas, a ironia e a dor se misturam para retratar cenas cotidianas de racismo, das abordagens policiais às barreiras impostas em portarias de prédios. Um dos casos aconteceu no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, onde o autor trabalha.Nas crônicas, o autor captura microagressões e absurdos que a sociedade já naturalizou. Já no ensaio “Devoção, memória e racismo estrutural: caminhos da escuta”, Carlos Márcio constrói um inventário de horrores, conectando a bula papal que autorizou a escravidão no século XV, os experimentos médicos com negros no Alabama do século XX, e a naturalização de um passado que insiste em não passar.
O livro também confronta o revisionismo histórico ao questionar a romantização de figuras ligadas à escravidão, seja em estátuas, nomes de ruas ou, mais recentemente, em produções artísticas. A análise parte de uma experiência pessoal do autor, que, como todo trabalhador, não tem escolha ao apertar os parafusos diários: na rotina de um músico de orquestra, diferente do que imagina o senso comum, não há controle sobre o que se toca — em 90% das ocasiões, não executa-se sua música favorita e sobretudo, há quando se toca uma ópera, o profissionalismo exige uma execução exemplar com um repertório que não reflete suas convicções. Foi assim que Carlos Márcio se viu obrigado a integrar, como violoncelista, uma ópera sobre um bandeirante escravagista, percebendo, no silêncio imposto aos corpos negros em cena, o eco de um apagamento que se repete há séculos. É na contramão desse silêncio que ele inscreve, na dedicatória do livro, um de seus versos mais impactantes: “A todos que um dia me fizeram sentir o racismo: vocês despertaram em mim a escrita. Agora, leiam. Se puderem”, transformando a própria trajetória de subalternidade em ato de enfrentamento e criação.
Sobre o autor
Carlos Márcio (Carlos Márcio Norberto Bicalho) é violoncelista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, natural de Sabará (MG). Conheceu o instrumento aos 17 anos por meio de um projeto social na Sociedade Musical Santa Cecília, graduando-se em violoncelo e tornando-se mestre em Performance Musical pela UFMG.
Muito antes de pensar em publicar, a escrita já havia se instalado como ferramenta de cura diante do racismo cotidiano — “tudo que foi escrito no livro não cabe nas conversas sociais porque nós estamos cansados”, explica. São versos e reflexões nascidos da percepção de suas vivências e do mergulho na História, onde compreendeu que “a Lei Áurea foi sussurro de liberdade, fábula de igualdade e alegoria de fraternidade”.
Em 2025, aos 38 anos, Carlos Márcio venceu o Prêmio Resistência com “Racismo, Constante como o Tempo”, estreando já laureado e oferecendo ao público uma obra em que a música e a palavra se encontram para romper o silêncio de séculos.
Quando a avó, Maria, adoeceu com Alzheimer, Carlos sentiu a urgência de registrar sua história e o livro está entre os vencedores do Concurso Frauta de Barro 2025/2026, promovido pela Editora Valer. A obra premiada, Ave, Maria, foi selecionada na categoria Crônica e passa a integrar o grupo de títulos escolhidos pela editora nesta edição do prêmio. A conquista no Frauta de Barro representa não apenas um reconhecimento editorial, mas a entrada da obra no circuito de publicação de uma das casas mais importantes da região Norte
Onde comprar: https://www.aartedapalavraeditora.com/product-page/racismo-constante-como-o-tempo
Grupo Utam leva visão integrada do café ao food service
O Grupo Utam participa da Fispal Food Service 2026, realizada de 26 a 29 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Com visitação de terça a quinta-feira, das 13h às 20h, e na sexta-feira, das 13h às 19h, a feira será palco para a empresa apresentar ao mercado uma leitura integrada do café — do grão à xícara — e suas aplicações no consumo fora do lar.
Com estande de 54,25 m², na localização I101, a indústria alimentícia estrutura sua presença a partir da demonstração técnica e sensorial dos produtos, evidenciando etapas como café verde, torra e moagem, além de soluções em cápsulas compatíveis com os principais sistemas do mercado. A proposta é traduzir, de forma direta, como cada produto se comporta no preparo e na operação diária de cafeterias, padarias, restaurantes e outros pontos de venda.
A experiência no estande é conduzida por baristas, que apresentam diferentes perfis sensoriais e orientam o público sobre características como intensidade, corpo e aroma, além das variações de torra e métodos de preparo. A dinâmica permite ao visitante compreender, na prática, as possibilidades de aplicação do café no cardápio e na rotina operacional.
Mais do que apresentar produtos, a Utam utiliza a feira como espaço de conexão com o mercado profissional, priorizando o relacionamento com clientes e parceiros e a consolidação de um portfólio voltado ao food service. O foco está especialmente nos cafés em grãos, com destaque para a linha gourmet e nas cápsulas, organizadas por tipologia e compatibilidade.
Outro eixo da participação é a orientação técnica ao público, com informações que apoiam a tomada de decisão no ponto de venda, como leitura de perfis de torra, padronização de preparo e escolha de produtos conforme o modelo de operação.
Para a gerente de marketing do Grupo Utam, Fabiana Aprile De Freitas Silveira, a feira funciona como um ambiente de validação prática das soluções apresentadas. “A Fispal é um dos principais pontos de encontro do food service no país. Estar presente permite mostrar, na prática, como nossos produtos se comportam no dia a dia das operações e quais soluções conseguimos entregar para diferentes perfis de negócio”, afirma.
Segundo ela, o contato direto com o público qualificado é central na estratégia da empresa. “É um momento importante para ouvir o mercado, entender demandas e apresentar o portfólio de forma aplicada, fortalecendo parcerias e ampliando a presença da marca no segmento”, completa.
A participação também reforça o posicionamento da Utam como indústria de café com atuação estruturada no food service. Para a diretora do Grupo Utam, Ana Carolina Soares Carvalho, a presença na feira acompanha o movimento de profissionalização do setor.
“O consumo fora do lar exige cada vez mais consistência, padronização e qualidade. Nosso papel como indústria é oferecer soluções que atendam a essa demanda com eficiência, garantindo previsibilidade no resultado e valorização da experiência do consumidor”, destaca.
A executiva acrescenta que a atuação no food service é estratégica para o crescimento da empresa. “A Utam vem ampliando sua presença nesse mercado com um portfólio estruturado e uma operação capaz de atender diferentes modelos de negócio, do pequeno ponto de venda às redes mais complexas”, afirma.
A Fispal Food Service reúne empresas, profissionais e soluções voltadas à alimentação fora do lar, consolidando-se como um dos principais encontros do setor no Brasil. Durante os quatro dias de evento, o público poderá visitar o estande do Grupo Utam para conhecer os produtos e experimentar diferentes perfis de café preparados no local.
SERVIÇO
O que: Fispal Food Service 2026
Data: 26 a 29 de maio de 2026
Horário: terça a quinta, das 13h às 20h; sexta, das 13h às 19h
Local: Distrito Anhembi – São Paulo (SP)
Sobre o Grupo Utam
Fundado em 1969, o Grupo Utam é uma das maiores indústrias brasileiras de café, com dois parques fabris localizados em Ribeirão Preto (SP) e Piumhi (MG). A empresa atua há 56 anos no mercado, oferecendo linhas completas para varejo, food service e consumo doméstico.
Com capacidade produtiva superior a 1.400 toneladas por mês, o Grupo Utam conta com cinco unidades de negócios e um portfólio diversificado que inclui cafés torrados e moídos, grãos especiais, cápsulas, drips e soluções para marcas próprias.
Unidades de negócios
- Cafés torrados e moídos: marcas Utam, Momentos, Ribeirão, Biagini e Nilza
- Grãos especiais: linhas Gourmet e Superior com as marcas Fazenda Santa Alcina, Utam Gourmet, Utam Speciale e Utam Espresso Crema
- Food Service: soluções completas para cafeterias, padarias e restaurantes
- Single Cup (monodose): cápsulas compatíveis com Nespresso com as marcas Fazenda Santa Alcina e Utam Uno, cápsulas compatíveis com Dolce Gusto através da marca Utam Multi, além de drip coffee com as marcas Fazenda Santa Alcina e Utam Gourmet
- Marca própria: produção para mais de 100 marcas de grãos e 300 marcas de dose única
Em todas as unidades de negócios, o Grupo Utam alia matéria-prima de qualidade, tecnologia avançada e equipes especializadas acompanhando cada etapa da produção.
Endereços na internet:
- www.grupoutam.com.br
- http://lojautam.com.br
- Instagram: @cafe.utam | @utamfoodservice
- YouTube: @cafeutam
- Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=Ap9vTCmFULc
Boteco aposta em sabores da terra e surpreende público
O tema “vegetais” do Comida di Buteco deste ano desafiou participantes a explorarem novos caminhos na cozinha de boteco. E foi justamente a partir dessa proposta que nasceu um prato que une tradição, identidade e afeto à mesa.
A inspiração veio da vontade de mostrar que ingredientes vindos da terra também podem protagonizar experiências marcantes dentro de um boteco. A proposta foi criar algo além do comum: um prato com sabor, personalidade e memória afetiva.
“A gente quis sair do óbvio e trazer um prato que tivesse alma, sabor e identidade. Não é só vegetal por ser vegetal, é vegetal com história, com tempero de casa e com aquele toque que abraça quem prova”, destaca a criação do prato.

A couve foi o ingrediente central de toda a construção gastronômica. Símbolo presente na culinária mineira, ela serviu como ponto de partida para o desenvolvimento da receita, mantendo a essência da cozinha tradicional, mas apresentada de uma forma diferente.
“A couve pra gente é quase um símbolo. Mineiro que é mineiro tem couve no prato. Então ela foi o ponto de partida de tudo”, explica.
Ao lado do espinafre, a couve ganha equilíbrio na composição dos sabores. Enquanto a couve traz um perfil mais marcante e rústico, o espinafre suaviza e deixa o prato mais leve. Dessa combinação nasceu o molho pesto, considerado o coração da receita.
Preparado com folhas frescas vindas diretamente de agricultores da roça, o pesto leva azeite de qualidade, alho na medida certa e um toque especial da casa. O resultado é um molho que conecta todos os elementos do prato e entrega personalidade em cada garfada.
E a aceitação do público já vem chamando atenção. Mesmo com a desconfiança inicial de alguns clientes ao ouvirem falar em “vegetais em boteco”, a reação muda logo na primeira prova.

“Muita gente chega desconfiada, mas quando prova, muda na hora. O pessoal elogia, tira foto e indica pros amigos. Tem gente que pede até mais molho pesto”, contam.
A proposta mostra que a cozinha de boteco continua se reinventando sem perder suas raízes, transformando ingredientes simples em experiências cheias de sabor e identidade.
Canetas emagrecedoras, IA e soluções para a saúde em BH
Miles Summit reúne especialistas, empresários, estudantes e profissionais da saúde em Belo Horizonte; inscrições seguem abertas enquanto houver vagas
Começa nesta sexta-feira (15), em Belo Horizonte, o Miles Summit, evento promovido pelo Instituto Miles que reunirá especialistas, empresários, gestores, estudantes e profissionais da saúde para debates sobre os principais desafios contemporâneos do setor. A programação acontece nos dias 15 e 16 de maio, no Teatro Feluma. Mais de 250 pessoas já confirmaram presença.
Aberto ao público, o evento contará com debates sobre inovação, liderança médica, gestão hospitalar, empreendedorismo, saúde pública e os impactos da tecnologia na assistência e nos negócios em saúde. As inscrições seguem abertas enquanto houver vagas por meio da plataforma Sympla.
CANETAS EMAGRECEDORAS
Um dos temas centrais da programação será o impacto clínico e econômico das canetas emagrecedoras. O painel reunirá especialistas para discutir os efeitos do avanço desses medicamentos no mercado, no comportamento dos pacientes e nos modelos de assistência em saúde.
O NOVO PAPEL DO MÉDICO
O Miles Summit também promoverá discussões sobre o novo papel do médico em um cenário no qual competência técnica já não é suficiente. Liderança, gestão, empreendedorismo, comunicação e tomada de decisão estarão entre os temas debatidos por especialistas convidados.
INOVAÇÃO E SOLUÇÕES PARA A SAÚDE
Outro destaque da programação será a final do Pitch Deck, competição promovida pela diretoria de Launchpad, do Instituto Miles. Cinco equipes finalistas irão apresentar projetos voltados à criação de soluções para problemas enfrentados pela saúde pública e pela gestão hospitalar.
A equipe vencedora terá acesso a uma jornada de desenvolvimento avaliada em mais de US$ 100 mil por meio da parceria com a Koinz Capital, além de premiação em dinheiro e consultorias especializadas.
A programação também contará com demonstrações práticas de inteligência artificial aplicada à saúde e debates sobre inovação e empreendedorismo.
IMPACTO SOCIAL E INCLUSÃO VISUAL
A abertura do Summit contará ainda com uma palestra sobre inclusão visual e acesso à saúde em comunidades vulneráveis. Representantes da ONG Renovatio irão apresentar experiências realizadas em diferentes regiões do Brasil por meio de unidades móveis adaptadas em clínicas oftalmológicas itinerantes.
Segundo a organização, o projeto já realizou centenas de milhares de atendimentos oftalmológicos gratuitos e distribuiu óculos para pessoas em situação de vulnerabilidade social em diferentes estados brasileiros.
PROGRAMAÇÃO
15 DE MAIO (SEXTA-FEIRA)
16h50 às 17h50 – O Poder de Uma Visão: a trajetória da Renovatio e o impacto da inclusão visual no Brasil
17h50 às 18h – Secretária Inteligente: como a Automed redefine o atendimento com Inteligência Artificial
18h às 19h10 – Drogaria Araujo: tradição, inovação e expansão
19h40 às 20h30 – O que realmente funciona em gestão hospitalar: da crise à excelência
20h30 às 21h30 – Lições sobre governança clínica com gestores do Hospital Sírio-Libanês e HC-FMUSP
16 DE MAIO (SÁBADO)
10h às 10h50 – Competência técnica não é suficiente: o novo papel do médico na saúde
11h às 12h20 – A Revolução das Canetas Emagrecedoras: impacto clínico e econômico
13h30 às 14h50 – Gestão de crise: a atuação integrada na tragédia de Brumadinho
15h às 16h20 – Final do Pitch Deck do Instituto Miles
16h50 às 18h10 – Inteligência Artificial ao vivo: construção de soluções em tempo real
18h10 às 19h30 – Mulheres Empreendedoras
INSCRIÇÕES
As inscrições seguem abertas enquanto houver vagas e podem ser realizadas por meio da plataforma Sympla.
Local do evento: Teatro Feluma – Belo Horizonte / Alameda Ezequiel Dias, 275
Inscrições: https://bileto.sympla.com.br/event/119494?share_id=1-whatsapp
INSTITUTO MILES
O Instituto Miles é uma organização sem fins lucrativos sediada em Belo Horizonte, formada por estudantes e jovens profissionais voluntários de diferentes áreas do conhecimento, com o objetivo de aproximar saúde, gestão, inovação e transformação social. Estruturado em quatro pilares de atuação — educação continuada, inovação em saúde, impacto social e eventos de conexão — o instituto promove programas de formação, mentorias, projetos sociais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de lideranças para os desafios contemporâneos da saúde.











