Mostra Internacional 1,2 na Dança chega a Belo Horizonte

Belo Horizonte (MG) recebe, de 6 a 9 de agosto de 2026, no Teatro Marília, o retorno da 1, 2 na Dança – Mostra de solos e duos em dança contemporânea, criada em 2004 e dedicada ao estímulo à criação e à apresentação de solos e duos em dança contemporânea por artistas independentes. A edição de 2026, intitulada O Feminino na Dança, é composta 100% por trabalhos interpretados por mulheres e reunirá artistas convidadas e selecionadas por chamamento público. A Mostra 1, 2 na Dança é realizada através do Edital PNAB 11/2024.

Realizado pela última vez em 2016, a mostra volta à cena em uma edição marcada por dois movimentos simbólicos: pela primeira vez, terá um eixo curatorial dedicado ao feminino na dança; também pela primeira vez será realizada no Teatro Marília, espaço que abriga o Centro de Referência da Dança de Belo Horizonte (CRDançaBH).  “O 1,2 na Dança retorna em um momento em que o próprio formato dos festivais de dança no Brasil precisa ser discutido à luz das novas condições de produção, circulação e permanência artística”, afirma Jacqueline de Castro, idealizadora da Mostra ao lado de Wagner Tameirão.

A Mostra 1, 2 na Dança nasceu de uma pergunta prática que se tornou questão estética: como fazer circular a dança contemporânea quando os custos de deslocamento, hospedagem, equipe técnica e montagem tornam inviável a presença de grandes grupos? A resposta veio pelo solo e pelo duo, conta Jacqueline de Castro, que viu no formato mais enxuto em estrutura, mas não em exigência artística.

“Com menos corpos em cena, cada gesto fica mais exposto, cada decisão coreográfica ganha peso e a relação entre presença, risco e precisão se torna ainda mais evidente,” observa Jacqueline, que iniciou seus estudos no Transforma Centro de Dança Contemporânea, integrou o Grupo de Dança 1º Ato, idealizou o Festival Horizontes Urbanos e assina projetos culturais nacionais e internacionais voltados ao desenvolvimento das artes.

Nesta retomada, a programação será construída por duas frentes complementares: convites direcionados a artistas que já participaram de edições anteriores e  por trabalhos selecionados por convocatória.

Entre as convidadas estão Aline Corrêa, Cibele Maia, Maria Alice Poppe, Rosa Antuña, artista com trajetória internacional e passagem pela companhia de Pina Bausch que estreia seu novo espetáculo ainda sem título.

Já a convocatória recebeu inscrições de diferentes estados brasileiros, incluindo Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. As artistas selecionadas foram Flavi Lopes (BH/MG),  Isabela Guerra e Mariana Chalfum (BH/MG), Maria Emilia Gomes (São Paulo/SP) e  Maria Fernanda Figueiró (Campo Grande/MS),

A curadoria da 1, 2 na Dança – O Feminino na Dança, edição de 2026, é assinada por Laura de Castro, Marise Dinis, Merry Couto e Wagner Tameirão. A Mostra propõe uma leitura de memória: todas as artistas convidadas desta retomada já participaram de edições anteriores e permanecem em atividade, o que dá ao projeto uma dupla camada: não se trata apenas de apresentar obras, mas de reconhecer trajetórias, atualizar vínculos e observar como a dança se reorganizou entre o início dos anos 2000 e o presente.

“Quando o projeto começou, havia um desejo de trazer para Belo Horizonte artistas e grupos que dificilmente encontravam condições de circulação na cidade. O solo e o duo surgiram como uma possibilidade concreta, mas logo se mostraram também como um campo de linguagem. Hoje, voltar com o 1, 2 na Dança é olhar para essa história e para o que ainda precisa ser sustentado”, afirma Laura de Castro, diretora de produção.

Além da programação artística, a mostra realiza a mesa de conversa “E os festivais de dança no Brasil? Atualizações e urgências para construção de um novo tempo”, no sábado, 8 de agosto, às 17h. O encontro reunirá artistas, produtoras e agentes culturais para discutir a redução de festivais, os novos modos de financiamento, a circulação de obras e a permanência de projetos que ajudam a estruturar o campo da dança no país.

Mais do que uma agenda de espetáculos, o retorno do 1, 2 na Dança funciona como ponto de escuta do setor. Ao reunir artistas de diferentes trajetórias, uma convocatória nacional e uma mesa sobre festivais, a mostra abre espaço para uma discussão objetiva: que formas de dança conseguem circular hoje, quais estruturas desapareceram, quais permanecem e que tipo de política cultural será necessária para que a dança contemporânea não dependa apenas da resistência de seus artistas.

Programação

06/08/26 – Quinta-feira – 20h
“BESTIÁRIO” Cibele Maia (BH/MG)
“CELESTE” Maria Alice Poppe (Rio de Janeiro/RJ)

07/08/26 – Sexta-feira – 20h
“ECO, OCO, PRESO NO PEITO” Maria Emilia Gomes (São Paulo/SP)
“ENSAIO PARA AS ALMAS” Flavi Lopes (BH/MG)
“A DANÇA DA MULHER-ÁRVORE” Rosa Antuña (BH/MG)

08/08/26 – Sábado
17h – Mesa
“E os festivais de dança no Brasil? Atualizações e urgências para construção de um novo tempo”

20h
“QUEM A MIM NOMEOU O MUNDO?” Maria Fernanda Figueiró (Campo Grande/MS)
“RESISTÊNCIA” Aline Corrêa (Macaé/RJ)

09/08/26 – Domingo – 19h
“CHORÁSPITANGA” Isabela Guerra e Mariana Chalfum (BH/MG)

Sobre o 1, 2 na Dança

Idealizado por Jacqueline de Castro e Wagner Tameirão, o 1, 2 na Dança é uma mostra dedicada a solos e duos em dança contemporânea, realizada em Belo Horizonte desde 2004. O projeto nasceu como resposta às dificuldades de circulação de companhias e artistas da dança no Brasil e consolidou o formato reduzido não como limitação, mas como campo de criação, risco e precisão. Em sua trajetória, reuniu artistas de diferentes gerações, lançou novos coreógrafos, reverenciou trajetórias já estabelecidas e contribuiu para a circulação da dança autoral, mantendo relação direta com a memória da cena mineira e brasileira.
“O 1, 2 na dança, como poucas outras iniciativas da cultura brasileira, sofre aos poucos processo análogo. Deixa de ser simplesmente ele próprio para se tornar uma expressão que invade os discursos cada vez que alguém se refere ao que pode ser feito para dar à dança o destaque que merece em nosso cotidiano contemporâneo.”
Marcelo Castilho Avellar (in memorian)
Caderno EM Cultura | Jornal Estado de Minas | 2005

Serviço

1, 2 na Dança – Mostra de solos e duos em dança contemporânea
Solos, duos, artistas convidadas, trabalhos selecionados por convocatória e mesa de conversa.
Data: 6 a 9 de agosto de 2026
Horários dos espetáculos: quinta, sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h
Horário da mesa redonda: sábado, 8/8, 17h
Local: Teatro Marília (Av. Professor Alfredo Balena, 586, no bairro Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG)
Ingressos: Gratuito (Retirada no Sympla ou na bilheteria do Teatro Marília 2h antes do espetáculo)
Informações: https://www.instagram.com/umdoisnadanca/
Artistas convidadas: Maria Alice Poppe, Aline Correia, Rosa Antuña e Cibele Sastre.
Artistas selecionadas por convocatória: Flavi Lopes (BH/MG),  Isabela Guerra e Mariana Chalfum (BH/MG), Maria Emilia Gomes (São Paulo/SP) e  Maria Fernanda Figueiró (Campo Grande/MS),

BH recebe circuito sobre IA, liderança e saúde mental

Idealizado pela executiva de Recursos Humanos, autora best-seller e palestrante internacional Jack Camillo, o encontro acontece em 27 de agosto e propõe uma reflexão sobre as competências humanas que continuarão indispensáveis diante das transformações no mundo do trabalho.

A inteligência artificial está transformando empresas, carreiras e modelos de trabalho em uma velocidade sem precedentes. Em meio às mudanças tecnológicas, uma pergunta ganha cada vez mais relevância: o que permanece humano quando tudo muda?

É a partir dessa reflexão que Belo Horizonte recebe, no dia 27 de agosto de 2026, a primeira edição do Circuito Nacional “A Marca que Você Deixa”. O encontro presencial é voltado a líderes, gestores, profissionais de Recursos Humanos, empreendedores e pessoas interessadas nos desafios e nas possibilidades do futuro do trabalho.

Com mais de 20 anos de experiência em Recursos Humanos e passagens por empresas como Catho, Saint-Gobain, Adeste, iFood, Coty e Blip, Jack Camillo é fundadora da Dispertamente, autora best-seller e palestrante internacional. Por meio do Circuito, a executiva propõe uma imersão em temas que já impactam o cotidiano das organizações e a atuação de seus profissionais.

Na edição de Belo Horizonte, Jack dividirá a condução do encontro com Rachel Firmo, executiva, especialista em saúde e bem-estar e coautora do livro best-seller “A Marca que Você Deixa – O Que Permanece Humano Quando Tudo Muda”.

A participação de Rachel amplia a abordagem multidisciplinar do evento, reunindo diferentes perspectivas sobre liderança humanizada, qualidade de vida, saúde mental e construção de ambientes de trabalho mais saudáveis.

Durante o encontro, serão discutidos temas como liderança na era da inteligência artificial, saúde mental nas organizações, desenvolvimento de competências humanas, marca pessoal, cultura organizacional e os desafios que empresas e profissionais enfrentarão nos próximos anos.

Mais do que apresentar conceitos, a proposta é promover uma experiência prática e colaborativa, reunindo profissionais de diferentes setores para compartilhar vivências, ampliar conexões e construir novas perspectivas sobre liderança e desenvolvimento humano.

“O avanço da inteligência artificial exige preparação técnica, mas também uma nova consciência sobre aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir: nossa capacidade de liderar pessoas, gerar confiança e construir relações. É sobre a marca que deixamos nas pessoas e no mundo que queremos conversar”, destaca Jack Camillo.

Todos os participantes receberão exemplares dos livros “A Marca que Você Deixa – Memórias, Cicatrizes e Coragem” e “A Marca que Você Deixa – O Que Permanece Humano Quando Tudo Muda”.

A edição de Belo Horizonte será realizada para um grupo de até 30 participantes, favorecendo uma experiência mais próxima, interativa e com espaço para trocas e networking. As inscrições já estão abertas pela plataforma Sympla.

“Depois de 20 anos atuando em grandes empresas, compreendi que o futuro do trabalho vai muito além da tecnologia. Ele envolve pessoas que buscam sentido no que fazem, desejam ser desafiadas e, ao mesmo tempo, precisam de equilíbrio para sustentar suas trajetórias. O Circuito Nacional nasce para colocar essas questões no centro da conversa”, afirma Rachel Firmo, que conduzirá a edição de Belo Horizonte ao lado de Jack Camillo.

Serviço

Evento: Circuito Nacional – A Marca que Você Deixa
Tema: Liderança, inteligência artificial, saúde mental e futuro do trabalho
Data: 27 de agosto de 2026
Cidade: Belo Horizonte (MG)
Público: Líderes, gestores, profissionais de Recursos Humanos, empreendedores e demais interessados no futuro do trabalho
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/a-marca-que-voce-deixa/3476559

Celebrare celebra 30 anos com show no Qualistage

Há shows que entretêm. Outros despertam memórias. E há aqueles que fazem o público viajar no tempo, revivendo histórias, amizades e canções que atravessaram gerações. É exatamente esse reencontro com a memória afetiva que a Banda Celebrare promove no dia 7 de agosto, no Qualistage, ao apresentar a turnê “Celebrare 30 Anos” — justamente no mesmo palco onde sua trajetória ganhou projeção nacional, ainda nos tempos em que a casa se chamava Metropolitan.
Poucas bandas conseguem permanecer por três décadas lotando casas de espetáculo e mantendo a mesma conexão com o público. Ao longo desses 30 anos, a Celebrare transformou clássicos das pistas de dança dos anos 70 e 80 em uma marca registrada, reunindo diferentes gerações em torno de um repertório que nunca saiu de moda. Mais do que um show, a apresentação será uma celebração da própria história da banda e de todos aqueles que cresceram ao som da Disco Music.
Idealizada em 1994 para animar festas no Rio de Janeiro, a Celebrare encontrou seu destino quando, em uma de suas primeiras apresentações, conheceu o empresário Ricardo Amaral, então proprietário do Metropolitan. O convite para abrir os shows de Barry White e, posteriormente, da cantora Des’ree mudou definitivamente o rumo da carreira do grupo. O sucesso foi imediato e transformou a banda em uma das maiores referências da Dance & Disco Music da América Latina, inspirando diversas outras formações que surgiram nos anos seguintes.
Agora, três décadas depois, o retorno ao Qualistage carrega um simbolismo especial. É como fechar um ciclo e, ao mesmo tempo, abrir outro, celebrando o palco que testemunhou os primeiros passos de uma trajetória construída com talento, perseverança e uma relação de carinho com o público.
No repertório, uma verdadeira viagem pelos grandes clássicos que marcaram as discotecas e a cultura pop mundial. Hits eternizados por Gloria Gaynor, Bee Gees, Village People e tantos outros dividem espaço com sucessos brasileiros de Tim Maia, Jorge Ben Jor, Rita Lee e das grandes bandas do rock nacional dos anos 80, como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Kid Abelha, Legião Urbana e RPM. Canções que embalaram pistas de dança, romances e momentos inesquecíveis, em uma época eternizada também pelo cinema com Os Embalos de Sábado à Noite.
A turnê comemorativa reúne as músicas que marcaram toda a história da Celebrare, em um espetáculo pensado para emocionar os fãs que acompanham a banda desde os primeiros anos e também conquistar novas gerações. Um convite para reviver o charme, o brilho e a energia das grandes discotecas, provando que algumas canções e algumas histórias nunca envelhecem.
A formação atual reúne Sylvia de Galhardo, Marco Manela, Sabrina Gouvêa, Ricardo Diniz, Emerson Mardhine, Claudio Gurgel, Mario Grigorowski, Xande Figueiredo e Dudu Ferreira, artistas que mantêm viva a essência de uma banda que, 30 anos depois, continua fazendo do palco uma grande pista de dança e da nostalgia um motivo para celebrar.
Sexta – 7 de AGOSTO
Apresentação às 22h
QUALISTAGE 
AV Ayrton Senna, 3000 – VIA PARQUE SHOPPING
Classificação: 18 anos – Menores, apenas acompanhados dos responsáveis legais.
A partir de R$ 50,00
Ou na Bilheteria Oficial: Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, RJ –
De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h
Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.
Capacidade da casa: 9 mil em pé / 3.500 sentados
Acessibilidade

Luluca desfila em Belo Horizonte no dia 8 de agosto

Após turnê de sucesso, Luluca estreia novo espetáculo e inicia nova fase nos palcos. Depois de um ano e meio rodando o Brasil com o espetáculo Luluca Responde, que reuniu milhares de fãs em diversas cidades, Luluca inicia um novo capítulo da sua trajetória. A youtuber apresenta agora o Luluca Show, um formato inédito que amplia a experiência do público e transforma o teatro em um grande encontro com os pandinhas.
Mais do que perguntas e respostas, o novo espetáculo foi pensado como uma vivência completa: músicas inéditas, desafios ao vivo, quadros interativos e participação direta da plateia conduzem a narrativa da apresentação do começo ao fim. A proposta marca também uma evolução natural do projeto nos palcos, acompanhando o crescimento da artista e do próprio público, que hoje vive o show como uma experiência compartilhada e não apenas como uma apresentação.
“Eu amo estar no palco porque é um lugar onde eu posso sentir de verdade a energia do público. Nesse show eu quis que eles participassem ainda mais, como se a gente tivesse dentro de um vídeo, só que ao vivo”
Ao final do espetáculo, Luluca realiza fotos individuais com o público, criando um encerramento próximo e afetivo.
A estreia dessa nova fase acontece no Rio de Janeiro, em parceria com o Qualistage, um dos maiores palcos do país.
LULUCA
Sábado – 8 de Agosto
Apresentação às 16h
A casa abre às 14h
Local: Qualistage
Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Classificação: Livre -Menores de 18 anos somente acompanhados dos responsáveis legais.
A partir de R$ 110,00
Bilheteria Oficial
Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, RJ – De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h
Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.
Capacidade da casa: 9 mil em pé / 3.500 sentados
Acessibilidade

Festival de Piseiro agita o Shopping do Avião

Evento, com Diovane Severo, As Mina do Piseiro, Sandro Matos e Maick Paredão, será no dia 08 de agosto no Shopping do Avião

O som do piseiro, batida que tem conquistado o Brasil, vai ecoar pelo Shopping do Avião, no dia 08 de agosto. O espaço, que fica na Avenida Babita Camargos, 1.295, Cidade Industrial, em Contagem, será palco da 2ª edição do Festival de Piseiro e Encontrão das Comitivas. O evento, que terá início às 16h, contará com shows, gastronomia e a presença animada das comitivas.

Um dos destaques do festival é o cantor Diovane Severo, que preparou um repertório com clássicos do piseiro e músicas autorais. O artista tem se destacado em festas, cavalgadas e encontros de comitivas, conquistando o público com apresentações marcadas pelo ritmo dançante e pela interação com a plateia.

 A programação também contará com As Minas do Piseiro, Sandro Matos e Maick Paredão, que vão apresentar sucessos do forró e do piseiro. Além dos shows, o evento promove o Encontrão das Comitivas, que vai reunir grupos de diversas cidades em um ambiente de confraternização.

Promoção

Quem for ao festival com chapéu de caubói poderá aproveitar a promoção da rodada dupla de chopp, das 16h às 18h. Na compra de um copo da bebida ganha outro.

Entrada

As cortesias e ingressos estão disponíveis no site da Central dos Eventos. (https://centraldoseventos.com.br/2-festival-de-piseiro-e-encontro-de-comitivas–0808).

Transformação digital impulsiona metas ESG

Digitalização reduz custos, fortalece a governança e produz impactos ambientais mensuráveis ao eliminar processos manuais e documentos físicos

 

Um desafio recorrente no cotidiano das empresas que está em crescente é evolução é sobre os processos de transformação digital que,  hoje,  ocupa também um espaço nas agendas de sustentabilidade das empresas. Ao substituir processos baseados em papel por plataformas digitais, organizações reduzem custos operacionais, aumentam a rastreabilidade das informações, aceleram auditorias e, ao mesmo tempo, diminuem o consumo de recursos naturais e as emissões associadas às operações.

O movimento acompanha uma mudança no perfil das organizações brasileiras. O Índice de Transformação Digital Brasil 2025, desenvolvido pela PwC Brasil em parceria com a Fundação Dom Cabral, mostra que as empresas avançaram em infraestrutura tecnológica, uso de dados e eficiência operacional. O estudo também destaca que integrar transformação digital, governança e sustentabilidade tornou-se um dos principais desafios para consolidar vantagens competitivas de longo prazo.

Na prática, a digitalização elimina etapas burocráticas que historicamente consumiam tempo, recursos e mão de obra. Assinaturas eletrônicas, gestão digital de contratos, fluxos automatizados de aprovação e armazenamento em nuvem reduzem erros, aumentam a transparência e permitem que as equipes concentrem esforços em atividades de maior valor agregado

Para Rafael Gontijo, CEO da Oppem, uma empresa de tecnologia especializada na gestão de contratos e eficiência operacional para grandes indústrias, o principal benefício da transformação digital está na capacidade de remover obstáculos operacionais que comprometem a produtividade. “Quando a tecnologia é desenhada para resolver dores reais, o papel deixa de ser o centro do processo e a burocracia que trava as frentes de trabalho simplesmente deixa de existir. O impacto ambiental é importante, mas o primeiro resultado percebido pelas empresas é uma operação mais rápida, organizada e eficiente”, discursa o especialista.

Essa percepção acompanha um cenário em que a sustentabilidade passa a ser consequência direta de processos mais inteligentes. Ao eliminar documentos físicos, reduzir deslocamentos e automatizar controles, as empresas também diminuem seu impacto ambiental sem criar rotinas paralelas exclusivamente voltadas ao ESG.

A própria Oppem percebeu isso. Indicadores da Plataforma Opus, desenvolvida pela empresa identificaram uma ascenção dessa preocupação um tanto quanto ecológica. Desde sua implantação, a solução evitou o consumo de mais de 9,4 milhões de folhas de papel A4, volume equivalente à preservação de 453 árvore e à economia de 37,7 milhões de litros de água. A digitalização também evitou a emissão de 18,9 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) e eliminou cerca de 94 mil quilômetros de deslocamentos antes necessários para coleta de assinaturas físicas.

Segundo Gontijo, esses resultados refletem uma mudança estrutural na forma de administrar processos. “O real ganho está em colocar todos os envolvidos na mesma página. Ao digitalizar os processos de rotina, trazemos conformidade e lisura para as auditorias, garantindo agilidade, previsibilidade e transparência na gestão. Além da redução de impactos ambientais, especialistas apontam que a digitalização fortalece um dos pilares mais relevantes da agenda ESG, a governança. Plataformas digitais permitem registrar todas as etapas de um processo, identificar responsáveis, manter históricos de alterações e facilitar auditorias internas e externas, reduzindo riscos de falhas, retrabalho e perda de informações”, completa o CEO.

O próprio Índice de Transformação Digital Brasil mostra que a evolução da maturidade digital depende justamente da integração entre tecnologia, cultura organizacional, governança e sustentabilidade, indicando que esses fatores passaram a caminhar de forma indissociável.

“As equipes deixam de perder tempo rastreando documentos e passam a dedicar energia ao que realmente importa, que é a qualidade da entrega. A sustentabilidade, no fim das contas, é a consequência inteligente de uma operação que escolheu a transformação digital para crescer com controle, eficiência e escala. À medida que metas ambientais, exigências regulatórias e critérios de governança ganham peso nas decisões corporativas, a transformação digital tende a assumir um papel ainda mais estratégico. Mais do que substituir papel por arquivos eletrônicos, ela passa a representar uma forma de tornar operações mais produtivas, transparentes e sustentáveis ao mesmo tempo”, finaliza Gontijo.

Orquestra Nacional estreia na Sala Minas Gerais

Novo projeto orquestral brasileiro será lançado na Sala Minas Gerais com obras de Carlos Gomes, Wagner e Gershwin

A Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, recebe no dia 1º de agosto de 2026, às 18h, o concerto de estreia da Orquestra de Câmara Nacional (OCN), novo projeto artístico brasileiro criado para aproximar o público da música de concerto por meio de experiências inovadoras, mediação cultural e novas formas de escuta.

Fundada pelo maestro Rossini Parucci, a OCN nasce em Belo Horizonte com uma vocação verdadeiramente nacional. Mais do que uma orquestra, a iniciativa busca conectar músicos, projetos e públicos de diferentes regiões do Brasil, ampliando o acesso à música de concerto e criando novas experiências tanto para quem já frequenta as salas de concerto quanto para aqueles que terão seu primeiro contato com este universo.

O concerto de estreia convida o público a redescobrir o universo da música de concerto por meio de um programa que reúne algumas das obras mais marcantes da história da música. Em uma única noite, os espectadores percorrerão diferentes mundos sonoros: da grandiosidade da ópera romântica ao brilho do jazz americano, em versões especialmente adaptadas para formação camerística.

A jornada musical começa com a abertura de O Guarani, obra-prima de Carlos Gomes e um dos maiores símbolos da música brasileira. Em seguida, a intensidade emocional de Richard Wagner toma conta da sala com o Prelúdio e Liebestod da ópera Tristão e Isolda, considerada uma das obras mais influentes da história da música e um marco do romantismo europeu.

Na segunda parte do concerto, o cenário muda completamente. O público será transportado para os Estados Unidos do século XX por meio de duas das mais célebres obras de George Gershwin. Em Rhapsody in Blue, o jazz encontra a música de concerto em uma combinação vibrante de energia, lirismo e virtuosismo pianístico. Encerrando a noite, An American in Paris retrata musicalmente as ruas da capital francesa através do olhar de um compositor americano, em uma obra repleta de cor, humor e imaginação.

“A Orquestra de Câmara Nacional nasce com o desejo de aproximar as pessoas da música de concerto de uma maneira mais próxima, viva e acessível. Queremos que o público redescubra grandes obras do repertório sinfônico em uma nova escala, percebendo detalhes, emoções e conexões que muitas vezes passam despercebidos em formações maiores”, afirma Rossini Parucci, fundador e diretor artístico da OCN.

A OCN tem como objetivo apresentar grandes obras do repertório sinfônico em novos formatos, demonstrando que essa música continua viva, atual e profundamente presente na cultura contemporânea. A frase “O universo sinfônico em nova escala” sintetiza a proposta da instituição, que pretende formar público, criar vínculos e ampliar o acesso à música de concerto em todo o país.

O concerto contará com a participação especial da soprano Melina Peixoto, uma das principais intérpretes da cena lírica brasileira, e do pianista Lucas Thomazinho, considerado pelo crítico Irineu Franco Perpetuo como “o maior talento natural de sua geração”. A direção artística e a regência serão de Rossini Parucci.

Fundador e diretor artístico da OCN, Rossini Parucci é regente titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (OSUEL) e contrabaixista da Filarmônica de Minas Gerais. Ao longo de sua carreira, esteve à frente de importantes orquestras brasileiras e internacionais, consolidando uma atuação marcada pela excelência artística, pela formação de públicos e pelo desenvolvimento de novos projetos culturais.

Lucas Thomazinho é um dos mais destacados pianistas brasileiros da atualidade. Já atuou como solista junto à OSESP, Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica Brasileira e diversas outras importantes instituições, além de manter intensa atividade em salas de concerto e festivais no Brasil e no exterior.

Soprano de destaque no cenário lírico nacional, Melina Peixoto possui sólida trajetória em óperas e concertos sinfônicos. Entre suas atuações mais recentes estão produções de La Bohème, Die Zauberflöte e Carmina Burana. É doutora e pós-doutora em Performance Musical pela UFMG.

Rossini Parucci – Regência

Fundador e Diretor Artístico da OCN, Rossini Parucci é Regente Titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (OSUEL) e contrabaixista da Filarmônica de Minas Gerais. Ao longo de sua carreira, esteve à frente de importantes orquestras brasileiras e internacionais, consolidando uma atuação marcada pela excelência artística, pela formação de públicos e pelo desenvolvimento de novos projetos culturais.

Lucas Thomazinho – Piano

Considerado pelo crítico Irineu Franco Perpetuo como “o maior talento natural de sua geração”, Lucas Thomazinho é um dos mais destacados pianistas brasileiros da atualidade. Já atuou como solista junto à OSESP, Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica Brasileira e diversas outras importantes instituições, além de manter intensa atividade em salas de concerto e festivais no Brasil e no exterior.

Melina Peixoto – Soprano

Soprano de destaque no cenário lírico nacional, Melina Peixoto possui sólida trajetória em óperas e concertos sinfônicos. Entre suas atuações mais recentes estão produções de La Bohème, Die Zauberflöte, além de Carmina Burana. É doutora e pós-doutora em Performance Musical pela UFMG.

Serviço

Concerto de Estreia da Orquestra de Câmara Nacional (OCN)
Programa: Da Ópera ao Jazz
Obras de: Carlos Gomes, Richard Wagner e George Gershwin
Participações: Melina Peixoto (soprano) e Lucas Thomazinho (piano)
Direção Artística e Regência: Rossini Parucci

Data: 1º de agosto de 2026, sábado
Horário: 18h
Local: Sala Minas Gerais – Belo Horizonte (MG)
Ingressos: disponíveis pela Sympla: ttps://bileto.sympla.com.br/event/122566?share_id=1-copiarlink
Mais informações: @orquestradecamaranacional

Drogaria Araujo e Ecogranito celebram parceria

A busca por soluções que combinem estética, durabilidade e eficiência são premissas nos padrões construtivos de grandes varejistas. Em Minas Gerais, uma parceria iniciada em 2015 entre a Ecogranito e a Drogaria Araujo tornou-se um exemplo desse movimento.

A Ecogranito procura atuar mais do que como um fornecedor para seus clientes. A adoção da Ecogranito como parte das fachadas e áreas externas das unidades reforça a estratégia da Drogaria Araujo de manter uma identidade visual consistente em sua expansão, ao mesmo tempo em que evidencia a capacidade da Ecogranito de atender às demandas de um dos maiores grupos do varejo farmacêutico do país.

“A padronização e criação da identidade da rede facilita a sua identificação pelos clientes e reforça sua consistente qualidade e confiança, independentemente da localização da filial. O desafio é escolher materiais versáteis, de fácil aplicação, baixa demanda de manutenção e que garantam a qualidade de acabamento”, destaca Flávia Lutkenhaus, gerente de obras e engenharia da Drogaria Araujo

Especializada em revestimentos com aparência de rochas ornamentais, a Ecogranito construiu sua trajetória apostando em tecnologia, leveza estrutural e praticidade de aplicação. Segundo a empresa, seu revestimento é cerca de 93% mais leve que o granito convencional, característica que reduz a necessidade de reforços estruturais e amplia as possibilidades de utilização em projetos comerciais de grande escala.

“O fato de a Drogaria Araujo ter adotado o Ecogranito Como parte do seu portfólio de soluções demonstra a confiança que grandes empresas depositam na nossa tecnologia. Quando uma rede com o porte e o nível de exigência da Araujo escolhe um revestimento para compor a identidade visual de suas lojas, ela está validando não apenas a estética do produto, mas também sua durabilidade, eficiência e capacidade de entrega em larga escala”, afirma Brenno Coelho, gerente-executivo da Ecogranito.

Ao longo dos anos, a parceria contribuiu para a padronização visual das unidades da rede farmacêutica, um aspecto considerado estratégico para marcas que dependem de reconhecimento imediato por parte dos consumidores. Casos apresentados pela própria Ecogranito mostram aplicações em diferentes lojas da Araujo em Belo Horizonte, dentro de um projeto voltado à uniformização das fachadas e à valorização dos pontos de venda.

Sonora Cena destaca mulheres na música em BH

No dia  30 de julho, o Teatro de Bolso do Sesc Palladium recebe o Sonora Cena –  projeto do Sonora – Festival Internacional de Compositoras, com apoio da União Brasileira de Compositores (UBC). O objetivo é fortalecer o cenário musical feminino, promovendo a equidade de gênero e o empoderamento artístico, acadêmico, profissional e econômico das criadoras.

O Sonora Cena promete ampliar ainda mais o alcance do festival, oferecendo novas oportunidades e palcos para que as vozes femininas ecoem com força na indústria da música. Além disso, traz um novo espaço para compartilhamento de pesquisas feitas por mulheres, fora do ambiente acadêmico e com mais proximidade da comunidade.

O evento contará, assim, com uma programação especial que celebra a criatividade e a produção científica feminina. Na primeira parte, duas pesquisas relacionadas ao tema do Festival serão apresentadas.

A primeira será a “Sonora Conecta”, realizada por Isabella Bretz, Deh Muss e Elisa de Sena, uma plataforma virtual dedicada a mapear e conectar iniciativas de empoderamento feminino na indústria musical em todo o mundo, com o objetivo de criar redes de apoio, impulsionar colaborações e acelerar a igualdade de gênero na música.

Depois, Fernanda Takai, consagrada artista mineira e Diretora Secretária-Geral da UBC, mostrará os resultados colhidos pela pesquisa “Por elas que fazem música”, uma iniciativa que mapeia a presença e o impacto das mulheres na indústria musical do Brasil, promovendo debates sobre equidade de gênero, visibilidade e direitos autorais.

Logo após se apresenta a cantora Titane e, em seguida, Augusta Barna. A mineira Titane incorpora em seu trabalho influências e vivências dentro do Reinado do Rosário, o congado mineiro, manifestação de vigorosas implicações estéticas da população de ascendência negra de Minas Gerais. Surpreende pela integração das artes em seu processo criativo, mantendo, desde sempre, o diálogo com artistas de outras linguagens, a exemplo do encenador João das Neves, diretor de seus espetáculos, e do coreógrafo Klauss Vianna e sua Técnica do Movimento Consciente, cujas proposições influenciaram definitivamente seu trabalho vocal. Já lançou sete álbuns e dois DVDs, todos disponíveis nas plataformas digitais.

Augusta Barna carrega, em seus 22 anos, o querer de quem deseja ser lembrada no agora por dividir sua poesia, voz e sentimentos com o mundo. A música sempre esteve presente na vida da cantora e compositora, que também é atriz formada pela escola de teatro Cefart – Palácio das Artes (MG). Dona de uma desenvoltura impressionante, uma personalidade marcante e determinação diante de seus sonhos e objetivos, Augusta é um acontecimento e promete provocar sinestesias ao dividir seu processo de criação de maneira disruptiva, entre a neblina da noite e raios solares, ao mesmo tempo. Além dos dois projetos lançados como obras musicais fechadas, dois discos e um EP, Augusta coleciona participações importantes como na gravação dos coros vocais do disco “NVV” do cantor Hot da antiga dupla Hot e Oreia – 2023, também tem feats com artistas como Lisle (MG) na canção “A fruta do teu olhar”- 2023, Lis (MG) em “Piedade”- 2022, La Coya (França/equador) “Quiero” -2023, sendo o primeiro feat internacional.

“O Sonora Cena foi pensado para aproximar as compositoras e o público da cidade, além de ser um espaço importante de difusão de conhecimento. Infelizmente, a produção acadêmica fica muito restrita às universidades e conferências. Somos pesquisadoras também e queremos que haja mais interação entre as mulheres que pesquisam, mais pontos de colaboração entre os estudos e, principalmente, mais acesso por parte do público. Queremos mostrar a cena belo-horizontina de mulheres que fazem e que estudam música e o mercado musical”, explica uma das organizadoras do evento, Isabella Bretz.

Para participar do Sonora Cena a entrada é gratuita, mas os ingressos devem ser retirados pelo site da Sympla.

Sobre o Sonora
Criado em 2016 a partir do movimento #mulherescriando, idealizado por Deh Muss nas redes sociais, o SONORA rapidamente transcendeu as fronteiras virtuais para se tornar o maior festival internacional de compositoras em rede. O evento funciona através de uma colaboração de artistas, produtoras e profissionais da indústria que atuam localmente, mas são conectadas por uma coordenação geral. Ao longo de sua trajetória, o festival já impactou mais de mil artistas, realizando edições em 74 cidades distribuídas por 16 países.

O objetivo central permanece legitimar a presença da mulher compositora e contribuir ativamente para a redução das desigualdades de gênero no mercado musical. O apoio da UBC, uma das mais importantes sociedades de gestão coletiva de direitos autorais do Brasil, reforça o compromisso da instituição de profissionalizar e garantir os direitos das criadoras.

Serviço
Sonora Festival Internacional de Compositoras apresenta Sonora Cena BH
Data:
 30 de julho
Horário: 19:30h
Local: Teatro de Bolso do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046)
Entrada gratuita com retirada de ingressos no Sympla
Link para retirada: https://bileto.sympla.com.br/event/124171/d/401088/s/2631915

Manuela Dias lança livros sobre heroínas da Bahia

Antes de escrever algumas das obras mais conhecidas da dramaturgia brasileira contemporânea, Manuela Dias encontrou na literatura seu primeiro caminho para contar histórias. À frente da Editora Voante, a escritora lança “Heroínas da Independência”, ao lado da nova edição de “Maria Felipa de Oliveira”, da educadora e pesquisadora baiana Eny Kleyde Vasconcelos. Depois de passar por Salvador, Manuela apresenta os livros em São Paulo, no dia 25 de julho, às 15h, na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista.

Os dois títulos nasceram de um trabalho de pesquisa iniciado a convite de Antônio Pitanga, que desenvolve um projeto cinematográfico sobre a Independência da Bahia. Ao mergulhar na trajetória de Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica, a autora reuniu histórias fundamentais para compreender a guerra que consolidou a independência brasileira em 2 de julho de 1823. As capas das obras são assinadas pela artista baiana Lila Cruz que, com traços delicados e expressivos, traduz visualmente a força e o legado das heroínas retratadas nos livros.

Desse percurso surgiu, primeiro, a nova edição de “Maria Felipa de Oliveira”, considerada uma das principais referências sobre a heroína baiana. Fruto de mais de dez anos de um estudo minucioso conduzido por Eny Kleyde Vasconcelos, o livro reúne fontes históricas e relatos da memória popular da Ilha de Itaparica para reconstruir o legado de Maria Felipa, pescadora, marisqueira, capoeirista e líder popular da resistência contra as tropas portuguesas durante a Guerra da Independência da Bahia. Foi nesse contexto que a Ilha de Itaparica se consolidou como um dos principais territórios de enfrentamento ao domínio português, tendo Maria Felipa como uma de suas protagonistas na luta pela liberdade e pela dignidade humana. Ao articular pesquisa histórica e memória coletiva, a escritora devolve visibilidade a uma personagem que permaneceu por muito tempo à margem das narrativas oficiais.

Em “Heroínas da Independência”, Manuela Dias transforma esse mesmo episódio histórico em um poema narrativo que aproxima leitores de diferentes gerações das trajetórias de Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica. Com linguagem delicada e potente, o livro revisita a história da Independência da Bahia sob a perspectiva de mulheres que tiveram papel decisivo na consolidação da soberania brasileira, propondo uma reflexão sobre memória, identidade, pertencimento e protagonismo feminino.

Mais do que recuperar personagens historicamente invisibilizadas, as duas obras dialogam com temas contemporâneos como memória, cidadania, representatividade, cultura afro-brasileira e educação, propondo novas formas de compreender a formação do Brasil e ampliando o repertório sobre um dos momentos mais importantes da história nacional.

Os lançamentos dão continuidade ao projeto editorial da Voante, criada por Manuela Dias em 2024 com a proposta de incentivar a formação de leitores e publicar títulos que aproximam literatura, história e imaginação. Desde então, o catálogo reúne “Cartas da Vovó Menina”, “Aniversário da Porquinha Bailarina” e “Trovoada”, de Priscila de Jesus, desenvolvido a partir de uma bolsa voltada a autores estreantes.

SERVIÇO

Lançamento dos livros “Maria Felipa de Oliveira” e “Heroínas da Independência” – São Paulo

Data: 25 de julho (sábado)

Horário: 15h

Local: Livraria Martins Fontes Paulista

Endereço: Avenida Paulista – São Paulo (SP)

Sessão de autógrafos