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Lula leva campanha a BH na primeira semana das eleições

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Lula leva campanha a BH na primeira semana das eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou, nesta sexta-feira (21), a campanha pela reeleição para Belo Horizonte, em um ato realizado na Praça da Estação, no Centro da capital mineira. O evento marcou o primeiro grande ato de Lula em Minas Gerais desde o início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto, e reuniu aliados, militantes e candidatos da base petista no estado.

Durante o comício, Lula reforçou temas que devem estar entre os principais eixos de sua campanha, como geração de empregos, educação, segurança, soberania nacional e desenvolvimento econômico. O presidente também voltou a criticar as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e defendeu uma postura de negociação sem interferência na política brasileira.

A presença em Minas Gerais tem peso estratégico para a campanha petista. Além de Belo Horizonte, Lula passou por Governador Valadares e participou do lançamento da candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas. A movimentação ocorre em um estado considerado decisivo para a disputa nacional e também para a composição das forças políticas que disputarão o governo mineiro.

Primeira semana de campanha

A primeira semana oficial da corrida presidencial foi marcada pela tentativa dos principais candidatos de apresentar suas prioridades e, ao mesmo tempo, ocupar espaço no eleitorado antes do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, previsto para 28 de agosto.

Lula (PT) iniciou a campanha destacando realizações de seu governo e temas sociais, além de defender a continuidade de seu projeto político. A passagem por Minas reforçou a estratégia de buscar presença em regiões consideradas fundamentais para a eleição.

Flávio Bolsonaro (PL) começou a campanha explorando a oposição ao governo Lula e temas relacionados à segurança pública, ao combate à corrupção e ao legado político de Jair Bolsonaro. O senador aparece como o principal adversário de Lula nas pesquisas e concentrou parte de sua estratégia inicial na disputa direta com o petista.

Ronaldo Caiado (PSD) procurou se apresentar como uma alternativa de centro-direita, com forte discurso voltado para segurança pública e combate à criminalidade. No primeiro dia de campanha, realizou missa e carreata em Goiás e procurou reforçar sua imagem de gestor e candidato independente tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro.

Romeu Zema (Novo) aposta na experiência como governador de Minas Gerais e em uma agenda econômica liberal, buscando ocupar o espaço da direita que não pretende votar no PT ou no bolsonarismo. O mineiro tenta transformar sua experiência administrativa em credencial para a disputa nacional.

Renan Santos (Missão) procura construir uma candidatura associada à renovação política e ao eleitorado mais jovem, com críticas tanto ao PT quanto ao bolsonarismo. Na primeira semana, participou de sabatinas e buscou ampliar a visibilidade de sua candidatura. A agenda de entrevistas do SBT reuniu Renan, Augusto Cury, Zema, Caiado, Lula e Flávio Bolsonaro ao longo da semana.

Datafolha mostra Lula na frente, mas distância diminui

A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (21), mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 5%; Renan Santos, com 4%; e Romeu Zema, com 3%. Outros candidatos registram entre 1% e 2%. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 3% ainda não sabem em quem votar.

O dado mais importante da pesquisa é a redução da vantagem de Lula sobre Flávio. O presidente ainda lidera, mas a diferença caiu em relação ao levantamento anterior, sinalizando uma disputa mais competitiva à medida que a campanha avança.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o Datafolha aponta 47% para Lula e 43% para Flávio. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.058 eleitores em 128 municípios nos dias 18 e 19 de agosto e foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.

A rejeição também aparece como um dos pontos de atenção para os dois principais candidatos: 46% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, enquanto 45% rejeitam Lula. Na pesquisa espontânea, Lula registra 32% e Flávio 19%.

O levantamento mostra, portanto, uma eleição que começa com Lula na liderança, mas com uma oposição fortalecida e uma diferença menor entre os dois nomes que hoje concentram a maior parte das intenções de voto. Com a propaganda eleitoral no rádio e na televisão começando na próxima semana, a tendência é de aumento da disputa pela atenção e pelo voto dos eleitores ainda indecisos.

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