Mineira estreia na ficção com horror latino-americano

O que se move não precisa ser nomeado integra a coleção Papéis Selvagens e é inspirada na tradição do horror escrito por mulheres latino-americanas como Mariana Enriquez e Carmen Maria Machado

 

Depois de fazer da autoficção um instrumento para discutir gordofobia, desejo e pertencimento em Porca Gorda, um dos livros brasileiros de maior repercussão de 2025, a escritora, jornalista e curadora mineira Jéssica Balbino inaugura um novo momento de sua trajetória literária.

A autora estreia na ficção fantástica com O que se move não precisa ser nomeado, publicado pela Mapa Lab em parceria com a Janela Livraria. A obra integra Papéis Selvagens, coleção organizada pela escritora e artista Janaina Tokitaka que reúne cinco narrativas inéditas sobre mulheres, animais e as fronteiras entre o humano e o selvagem.

Mais do que mudar de gênero literário, Jéssica Balbino amplia uma investigação que atravessa toda a sua obra: como escrever violências que o realismo já não consegue explicar.

Em O que se move não precisa ser nomeado, a autora constrói um horror em que a monstruosidade deixa de pertencer aos corpos historicamente marginalizados para revelar a violência estrutural dirigida contra eles. Água, lama, animais e transformação corporal tornam-se elementos de uma narrativa em que mulheres carregam memórias ancestrais e interrompem ciclos de violência masculina.

“Depois de Porca Gorda, percebi que existiam experiências que já não cabiam na linguagem da realidade. A violência contra mulheres e pessoas gordas é tão cotidiana que muitas vezes se torna invisível. O horror me permitiu devolver estranhamento ao que nunca deveria ter sido considerado normal”, afirma a autora.

A escolha dialoga com uma geração de escritoras latino-americanas que recolocou o horror no centro da literatura contemporânea. Nomes como a argentina Mariana Enriquez, a equatoriana María Fernanda Ampuero e a cubano-americana Carmen Maria Machado transformaram o fantástico em ferramenta para narrar feminicídio, violência doméstica, desigualdade social e traumas herdados.

É nesse território que a escritora insere sua estreia ficcional. Se Enriquez faz das cidades organismos vivos e Ampuero utiliza o grotesco para revelar a brutalidade das relações de gênero, Balbino parte da experiência dos corpos gordos e femininos para construir um horror profundamente brasileiro, marcado pelas águas, pela oralidade, pela memória coletiva e por uma criatura que transforma um dos insultos mais antigos dirigidos às mulheres gordas em potência narrativa.

A porca, historicamente utilizada como metáfora de degradação feminina, deixa de representar vergonha para tornar-se uma entidade que reorganiza o mundo.

“A mulher gorda sempre foi tratada como monstruosa. Resolvi inverter essa lógica. O monstro da minha história não é a mulher. O monstruoso é o sistema que transforma determinados corpos em alvo permanente de violência”, diz.

Uma coleção que apresenta novas vozes do fantástico brasileiro

A estreia acontece dentro de um projeto editorial que aposta justamente na renovação da literatura fantástica escrita por mulheres.

Organizada por Janaina Tokitaka, Papéis Selvagens reúne cinco plaquetes que exploram o encontro entre mulheres e animais. São narrativas em que medo, desejo, luto, memória, raiva e sobrevivência atravessam o cotidiano, enquanto os bichos revelam violências invisíveis, transformam corpos e desfazem as fronteiras entre natureza e humanidade.

Além de Balbino, participam da coleção Janaina Tokitaka (Animais domésticos), Isabela Noronha (Martas), Tainá Muhringer Tokitaka (O reconhecimento dos insetos necrófagos) e Silvana Tavano (Zumbido).

Da autoficção ao horror

Embora represente sua estreia na ficção fantástica, O que se move não precisa ser nomeado estabelece um diálogo direto com Porca Gorda. Nos dois livros, o corpo permanece no centro da narrativa.

Se na autoficção Balbino investiga a formação subjetiva de uma mulher gorda diante da violência cotidiana, na nova obra essa violência assume uma dimensão fantástica, aproximando-se do horror e do realismo mágico latino-americano para discutir memória, trauma e sobrevivência.

Para a autora, trata-se menos de uma mudança de tema do que de linguagem. “Percebi que algumas violências só podem ser narradas quando abandonamos a obrigação de sermos realistas. O horror permite escrever aquilo que o corpo sabe antes que a linguagem consiga explicar.”

Circulação nacional

O lançamento da plaquete marca também um momento de intensa circulação da autora.Durante a Flip, em Paraty, Jéssica Balbino participa da mesa “Para não ser esquecido: Memória, encarceramento e a palavra como resistência das periferias brasileiras”, ao lado de Jandira Feghali, Cléo Santos, Hamilton Borges, Julinho Barroso e Marcus Galinã, com mediação de Elaine Barbosa, em um debate sobre memória, criminalização e a literatura como ferramenta de resistência nas periferias brasileiras. Também integra o Café Literário – Podcasts Literários, no Sesc Santa Rita, ao lado da jornalista e criadora de conteúdo Tatiany Leite, com mediação de Diogo Brunner, discutindo como podcasts e plataformas digitais vêm transformando a circulação da literatura e aproximando autores e leitores. A programação segue em Registro (SP), onde participa da mesa “Nóis por Nóis – Literatura Marginal e Resistência nas Quebradas”, dividindo o palco com Ferréz, em uma realização da Flipei em parceria com o Sesc. Na sequência, a autora integra o Festival Ebulição Marginal, em Curitiba (PR), um dos principais encontros dedicados à literatura periférica no Brasil, novamente ao lado de Ferréz e desta vez também de Ryane Leão. Em agosto, retorna a São Paulo como uma das curadoras da Flipei – Festa Literária Pirata das Editoras Independentes, realizada entre os dias 5 e 9 de agosto, ministra a oficina “Meu Corpo, Minha Biografia”, no Sesc Botucatu, nos dias 12 e 13, e encerra essa intensa temporada literária em sua cidade natal, Poços de Caldas, durante o Rabiscos – A Festa (20 a 23 de agosto), quando lança a coletânea Narrativas Urgentes, organizada por ela e que reúne importantes vozes da literatura brasileira contemporânea.

Volta às aulas pede readequação gradual da rotina

Com a proximidade do fim das férias e o início do segundo semestre, muitas famílias enfrentam um desafio de readequar a rotina das crianças. Dormir e acordar mais tarde, horários flexíveis para as refeições e a maior convivência com os pais mudam a dinâmica familiar. Na retomada das aulas, o resultado desse período de liberdade costuma aparecer em sala de aula em forma de sonolência, falta de foco, agitação e, principalmente nos menores, na dificuldade de desapego da presença constante dos responsáveis.

Para orientar as famílias a enfrentarem essa transição sem desgaste, a pedagoga Giulia Schneider, diretora da SIS Swiss International School de Belo Horizonte, aponta caminhos práticos para alinhar os ponteiros do relógio e garantir o suporte emocional necessário dentro e fora da escola.

Ajuste gradual: comece pelo horário de dormir
A quebra da estrutura de horários nas férias mexe diretamente com a rotina dos estudantes. Segundo a especialista, o erro mais frequente é tentar reverter essa mudança de forma abrupta muito próximo ao retorno. “Se a criança passou as férias acordando às 9h30 e precisa despertar às 6h para a escola, os pais idealmente não devem forçar o novo horário de uma só vez. Primeiro ajuste o horário em que ela vai dormir, começa por isso e aí vai para o horário em que ela vai acordar”, adverte Giulia.

A pedagoga destaca que explicar o motivo da mudança ajuda na aceitação e sugere trazer um propósito para o novo horário. “Comunicar a transição com clareza e afeto faz toda a diferença. Os pais podem dizer algo como: ‘A partir de amanhã, vamos começar a acordar um pouco mais cedo para nos acostumarmos com o ritmo da escola. Que tal me ajudar a preparar o café da manhã?’ Trazer um sentido prático para esse novo horário ajuda a criança a lidar melhor com a mudança”, afirma Giulia.

Schneider lembra ainda que a decisão final sobre a rotina deve ser do adulto responsável. A rotina não pode ser uma decisão da criança no sentido de ela escolher integralmente o que fazer ou não. Cabe ao adulto o cuidado da criança e não a ela tomar as decisões sobre seu próprio bem-estar, particularmente quando falamos de crianças mais novinhas”, explica Schneider. E acrescenta. “Sempre oferecemos à criança a possibilidade de escolhas que são compatíveis com sua idade e capacidade de lidar com consequências dessa escolha”.

Autonomia na mochila: participação por faixa etária
Envolver os alunos na arrumação dos materiais e do uniforme ajuda a criar previsibilidade e reduz o estresse da volta, mas a cobrança deve respeitar a maturidade de cada idade. “É extremamente importante que a criança participe de forma ativa dessa organização. Na faixa dos três aos quatro anos, o processo deve ser feito em conjunto, momento em que o responsável explica o que guarda em cada compartimento e estimula o filho a participar guardando a agenda ou o kit de escovação, por exemplo. O hábito de pensar em voz alta, verbalizando para a criança o que está sendo feito e pensado, ajuda na estruturação da noção de ordem na mente dos menores”, detalha a diretora.

Na faixa dos cinco aos seis anos, de acordo com a pedagoga, a criança já responde bem a indagações específicas voltadas para o cronograma escolar do dia seguinte. “Nessa fase, o pai deve instigar o filho a pensar nas necessidades da rotina escolar. Vale perguntar quais materiais ou roupas são necessárias para as disciplinas do dia posterior, como a aula de educação física ou um livro da biblioteca. Isso inclui progressivamente o estudante nas responsabilidades do cotidiano”, pontua. E acrescenta: “A partir dos sete ou oito anos, a responsabilidade de verificar os compromissos e montar a mochila passa a ser do aluno. A criança já é a responsável pela organização desse material e o adulto está ali para apoiar esse processo. Quanto mais velha a criança for, o adulto passa a atuar na retaguarda, com supervisão e suporte para a conferência dos deveres de casa e do planejamento da semana.”

O papel da escola no acolhimento
O recomeço das aulas também exige um planejamento por parte das instituições. A diretora da SIS Swiss International School Belo Horizonte explica que as primeiras semanas demandam atividades centradas no acolhimento e no restabelecimento dos vínculos do grupo. “A rotina pedagógica deve alternar momentos lúdicos e de movimentação com tarefas que podem exigir maior concentração”.

Para Schneider, as dinâmicas que resgatam as vivências das férias funcionam melhor do que as redações tradicionais sobre as férias. “O papel da escola nesse retorno é mostrar como os alunos formam um grupo e valorizar o que cada um descobriu durante o recesso. O incentivo para que as crianças compartilhem um diário de férias, desenhos ou fotografias de momentos marcantes ajuda na criação de conexões naturais com o ambiente escolar”, aponta. Para os estudantes que demandam mais tempo de adaptação, a escola deve adotar estratégias individualizadas para o atendimento de cada necessidade emocional.

Estratégias contra a quebra de vínculo e a saudade
A separação após semanas de convivência intensa com a família pode gerar resistência na entrada da escola, sobretudo na Educação Infantil. Giulia Schneider orienta os pais a manterem uma postura tranquila e consistente. “O adulto deve liderar o caminho de forma segura. Em vez de perguntar se a criança quer ir à escola, o que transfere para ela uma escolha que não lhe cabe, os pais devem afirmar o compromisso letivo e validar o sentimento do filho com a explicação de que compreendem a saudade”, afirma.

Giulia Schneider destaca que uma postura tranquila e consistente por parte dos pais contribui para que a criança retome a rotina escolar com mais segurança. Se o filho demonstrar resistência, a pedagoga sugere o acolhimento do momento com o uso do que a ciência chama de objeto de transição. “A oferta de um amuleto afetivo, como um bilhete carinhoso ou uma foto da família guardada em um bolso específico da mochila, funciona como uma ponte de segurança entre a vivência de casa e o colégio. Isso ajuda o aluno no processo de lidar com o distanciamento temporário de forma saudável.”

Na rotina de volta para casa, a recomendação da especialista é fugir do hábito de perguntar apenas se o dia foi bom, deixando que os próprios exemplos reais da rotina tragam o diálogo de volta. “O direcionamento da conversa para situações concretas do cotidiano escolar abre canais reais de comunicação. Perguntas sobre a história contada em sala de aula, as atividades na biblioteca ou a brincadeira preferida no parquinho estimulam a memória afetiva e transformam a retomada das aulas em um processo natural e leve para toda a família”, finaliza Giulia.

 

Aldeia Curadoria estreia Festival na Casa Curió

Festival transforma casa de arte no Belvedere em território de brincar livre, teatro e oficinas de arte para crianças, enquanto os adultos são recebidos com café de grãos especiais, vinhos e gastronomia de mães empreendedoras. Dias 15 e 16 de agosto, em Belo Horizonte.

Belo Horizonte recebe, nos dias 15 e 16 de agosto, o Aldeia Curadoria Festival de Arte e Brincadeiras, na Casa Curió, no Belvedere. É um convite para as crianças fazerem o que a rotina de agenda cheia e telefone na mão quase não deixa mais: brincar livremente, com as mãos, com o corpo e com tempo.

Dentro da casa, cada atividade é autoral: teatro, contação de histórias, oficinas de arte e as brincadeiras de antigamente, escolhidas uma a uma pela curadoria da Aldeia — entre elas, uma oficina em que as crianças criam seu próprio jardim suspenso com kokedama, técnica japonesa de cultivo. A programação é pensada para crianças de até 12 anos.

“Não somos uma recreação, somos uma experiência vivida em família. Nosso diferencial é inovar em cada oficina e em cada apresentação: tudo o que entra na programação passa pela nossa curadoria e existe para promover o livre brincar e uma infância mais afetiva, sem telas”, afirma Marina Braga, cofundadora da Aldeia Curadoria.

O adulto não é acompanhante de pé no canto. Com ou sem crianças, todos são bem-vindos: enquanto os pequenos brincam, os grandes têm o seu próprio programa, com café de grãos especiais da Elisa Café, vinhos da Casa Geraldo e a gastronomia do Empório Mães Gentis, projeto da Casa de Gentil que fortalece o empreendedorismo feminino e o mercado justo com produção artesanal de alimentos saudáveis. É um “day off” dentro do passeio em família, fiel à origem do festival, criado por uma rede de mães empreendedoras.

“O protagonismo materno é um dos nossos pilares, mas queremos que todo mundo saia feliz: a criança, a mãe, o pai, os tios, os avós. Este formato nasce para isso: uma casa cheia de experiências para as famílias passarem o dia com a gente — e que abre caminho para levarmos esses encontros a outras cidades”, diz Natália Campos, cofundadora da Aldeia Curadoria.

O endereço é a Casa Curió, espaço autoral dedicado à arte e à infância no Belvedere, comandado pela diretora teatral Alice Máximo, formada pela USP e com mais de 15 anos de gestão cultural. A parceria com a Aldeia une teatro e curadoria em uma mesma experiência.

Os ingressos custam R$ 89 (entrada), com opções de ingresso com oficina (R$ 129), oficina avulsa (R$ 59) e passaporte para os dois dias (R$ 229); adultos acompanhantes não pagam entrada. Vendas pela Sympla. A programação completa será divulgada no perfil @aldeiacuradoria, no Instagram.

 

Apoio institucional
Para ampliar o acesso a experiências manuais e cênicas marcantes, o festival conta nesta edição com a participação da SIS Swiss International School Belo Horizonte. A tradicional escola bilíngue suíça, que abrirá suas portas no Belvedere em 2027, apoia duas das frentes lúdicas da programação: a Oficina de Biscoitos Alpes Suíços que acontece no sábado, às 14h e o Teatro Culturas do Mundo, no domingo (16), às 11h.

Carolina Madalon, gerente de marketing da SIS Swiss International School, explica que a parceria tem total sintonia entre a proposta pedagógica da escola e o festival. “Na SIS Swiss International School, entendemos que o aprendizado acontece quando estimulamos a autonomia, a criatividade e a curiosidade natural das crianças. Apoiar este festival é uma oportunidade de levar esse propósito para além das salas de aula. Queremos proporcionar às famílias um espaço de convivência genuína, onde as crianças possam explorar novas habilidades, interagir e construir memórias afetivas em um ambiente seguro e acolhedor”, destaca Carolina.

SERVIÇO: Aldeia curadoria Festival de Arte e Brincadeiras
Datas:    15 e 16 de agosto de 2026
Horários: 9h às 18h
Local: Casa Curió — R. Prof. Pedro Aleixo, 740 – Belvedere,  Belo Horizonte (MG)
Ingressos: Entrada R$ 89; ingresso + oficina R$ 129; oficina avulsa R$ 59; passaporte dois dias R$ 229. Adultos acompanhantes não pagam. Vendas pela Sympla
Faixa etária: Programação para crianças de até 12 anos; adultos com ou sem crianças são bem-vindos
Gastronomia: Elisa Café, Casa Geraldo e Empório Mães Gentis (emporiomaesgentis.com.br)
Instagram: @aldeiacuradoria

SOBRE A ALDEIA CURADORIA
A Aldeia Curadoria cria experiências culturais, educativas e afetivas com foco na infância e nos encontros familiares, guiadas pelo livre brincar, pela infância sem telas, pelo consumo consciente e pelo protagonismo materno. Conduzida por mães empreendedoras, realizou em 2024 três edições gratuitas e ao ar livre no Parque do Palácio, uma delas com 5,3 mil visitantes em um único dia, e assinou a Casa do Papai Noel no Parque do Palácio, que recebeu 8.248 pessoas em dez dias, além de projetos como o Férias na Casa Fiat de Cultura. O Festival de Arte e Brincadeiras inaugura a nova fase do projeto: experiências intimistas, com vagas limitadas e curadoria assinada.

Festival Ora-pro-nóbis e Feira do Mercado de Santa Tereza

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Nos dias 25 e 26 de julho, a partir das 10h, o Mercado de Origem Santa Tereza recebe mais uma edição da Feira do Mercado de Santa Tereza, desta vez com um sabor especial: o Festival Ora-pro-nóbis, celebrando um dos ingredientes mais tradicionais da culinária mineira.

Durante todo o fim de semana, o público poderá aproveitar uma experiência completa, com gastronomia, bebidas, artesanato, cultura, música ao vivo e atrações para toda a família. No sábado, o palco recebe uma programação especial de rock. Já no domingo, o clima será de confraternização ao som de samba, tornando o encerramento do festival ainda mais especial.

A entrada é gratuita, e o Mercado oferece espaço kids, ambiente pet friendly e uma programação pensada para todas as idades. Os ingressos gratuitos devem ser retirados antecipadamente pela plataforma Sympla. Garanta o seu em: Sympla – Feira do Mercado de Santa Tereza. Reúna a família, convide os amigos e venha viver um fim de semana repleto de sabores, música e experiências no Mercado de Origem Santa Tereza.

Serviço
Evento: Feira do Mercado de Santa Tereza + Festival Ora-pro-nóbis
Data: 25 e 26 de julho
Horário: A partir das 10h
Local: Mercado de Origem Santa Tereza – Rua São Gotardo, 273 – Santa Tereza – Belo Horizonte
Entrada: Gratuita (retirada de ingressos pelo Sympla)

“Aída, a Rainha da Bateria” terá duas novas sessões

Foto: Allan Calisto

 

Um clássico da ópera italiana ganha cores, batuques e a energia do Carnaval brasileiro. Sucesso de público e crítica, o musical infantojuvenil “Aída, a Rainha da Bateria” terá duas novas apresentações em Belo Horizonte, como parte da 16ª temporada do programa Diversão em Cena, promovido pela Fundação ArcelorMittal. Após passar pelo Complexo Funarte MG, a peça será exibida neste sábado, 25 de julho, às 18h, no Centro Cultural Urucuia, no Barreiro. Na semana seguinte, em 2 de agosto (domingo), às 16h, a atração chega ao Teatro Francisco Nunes, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro. Ambas as apresentações são acessíveis em Libras e terão abertura do cortejo do bloco Afro Magia Negra, trinta minutos antes do início do espetáculo. Com assinatura do grupo Cyntilante Produções, de Belo Horizonte, o musical é uma versão em samba para crianças inspirada na ópera “Aída”, de Giuseppe Verdi. A adaptação inédita ressignifica a narrativa original, ambientando a história no universo da cultura afro-brasileira para contar a trajetória de Aída em sua conquista pelo posto de Rainha da Bateria no desfile de Carnaval. Ao longo do caminho, a protagonista enfrenta desafios impostos por sua patroa, a influenciadora digital Amnéris, e pelo bicheiro Jacaré, patrono da escola de samba Canários da Terra. Ela é apoiada por sua comunidade, especialmente o babalorixá Amonasro, seu pai. A montagem, que conta com a participação de banda ao vivo, apresenta dramaturgia inédita para promover a valorização da identidade negra, da memória cultural e da arte comunitária. O espetáculo é recomendado para crianças a partir de 3 anos e tem 80 minutos de duração. Estas apresentações são viabilizadas com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Fundação ArcelorMittal, por meio da ArcelorMittal. A realização é da Cyntilante Produções e da Prefeitura de Belo Horizonte. Diversão em Cena – O programa Diversão em Cena foi criado em 2010 pela Fundação ArcelorMittal para democratizar o acesso à cultura, por meio da oferta de apresentações de teatro gratuitas ou a preços populares. Desde então, cerca de 1,3 milhão de pessoas já assistiram às mais de 3 mil apresentações em aproximadamente 60 localidades. Em 2026, o Diversão em Cena contempla 166 espetáculos, em 28 municípios dos seguintes estados: Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Toda a programação é viabilizada por meio de recursos das Leis de Incentivo e em parceria com produtores culturais. “Em um país tão diverso como o Brasil, é essencial incentivar ações que aproximem as pessoas das expressões artísticas e promovam o diálogo entre as tradições locais e regionais. Trata-se de garantir que a pluralidade cultural que nos define, une e transforma continue viva, acessível e valorizada por todos”, diz a diretora-executiva da Fundação ArcelorMittal, Camila Valverde. Serviço O quê: “Aída: A Rainha da Bateria” Duração: 80 minutos Classificação: livre Onde: Belo Horizonte-MG Link para retirada de ingressos: cyntilante.com.br/Aída Apresentações gratuitas e acessíveis em Libras 25 de julho (sábado) Onde: Centro Cultural Urucuia (R. W-3, 500, Pongelupe, Barreiro) Horário: 18h Cortejo de abertura do Bloco Afro Magia Negra: 17h30 2 de agosto (domingo) Onde: Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal Américo Renné Giannetti – Avenida Afonso Pena, 1.321, Centro) Horário: 16h Cortejo de abertura do Bloco Afro Magia Negra: 15h30 Sobre a Fundação ArcelorMittal Há mais de três décadas, a Fundação ArcelorMittal é a organização dedicada a direcionar os investimentos sociais do Grupo ArcelorMittal – maior produtora de aço do país e líder no mercado global. Com o propósito de criar oportunidades, a Fundação ArcelorMittal busca promover o impacto social positivo, por meio da educação, do esporte e da cultura. Anualmente, cerca de 450 mil pessoas são alcançadas pelas iniciativas promovidas em cidades de todo o país. Saiba mais em famb.org.br.

Caminhada gratuita para redescobrir o centro de BH

O centro de Belo Horizonte guarda muito mais do que prédios históricos: preserva memórias, tradições e sabores que fazem parte da identidade da capital mineira. No dia 25 de julho, de 9h às 12h, o Ponto Cultural CDL convida o público para uma experiência gratuita que une cultura, gastronomia e história em uma caminhada guiada pelo Circuito Gastronômico Tradicional do Centro da Cidade.

A programação tem início no Ponto Cultural CDL, espaço integrante do Circuito Liberdade que apresenta, de forma interativa, a trajetória de Belo Horizonte sob a perspectiva do comércio e dos serviços. O local reúne objetos históricos, recursos multimídia e curiosidades que mostram como a atividade comercial acompanhou e impulsionou o desenvolvimento da cidade desde sua fundação.

Após a visita, os participantes seguem por um percurso de aproximadamente 3,5 quilômetros pelas ruas do hipercentro, conhecendo estabelecimentos que se tornaram verdadeiros patrimônios afetivos dos belo-horizontinos. O roteiro inclui o Café Nice, Casa Salles, Café Palhares, Nonô – o Rei do Caldo de Mocotó e o tradicional Mercado Central, onde proprietários e representantes compartilham histórias, curiosidades e a trajetória de cada negócio.

A mediação será conduzida pelo museólogo do Ponto Cultural CDL, Allysson Gudu, que apresentará o contexto histórico de cada local, revelando como comércio, cultura e vida urbana se entrelaçam na construção da identidade de Belo Horizonte.

A atividade é gratuita, aberta ao público com idade a partir de 15 anos.

Serviço

Caminhada Cultural – Circuito Gastronômico Tradicional

Data e horário: 25 de julho, sábado, das 9h às 12h

Local de saída: Ponto Cultural CDL – Sede da CDL/BH (Avenida João Pinheiro, 495, Bairro Boa Viagem – Belo Horizonte)

Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/caminhada-cultural-circuito-gastronomico-tradicional/3489033

Harry Potter volta aos cinemas em reexibição

Os fãs já podem garantir seus lugares nas sessões especiais de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Em comemoração aos 25 anos do filme, a Warner Bros. Pictures leva a nostalgia de Hogwarts aos cinemas novamente com reexibições especiais do longa no dia 30 de agosto. A pré-venda de ingressos começa no dia 31 de julho, próxima sexta-feira.

O longa acompanha o primeiro ano de Harry (Daniel Radcliffe) em Hogwarts, quando o jovem órfão descobre suas origens e é introduzido ao extraordinário mundo da bruxaria. Ao lado de seus novos amigos Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), ele precisará desvendar os mistérios de sua nova escola enquanto protege um valioso e perigoso artefato de forças sombrias que ameaçam retornar.

Para mais detalhes sobre a disponibilidade de ingressos e sessões, consulte a programação da rede de cinema mais próxima. 

Warner lança trailer inédito de “Cara-de-Barro”

Os fãs de terror e do universo de quadrinhos já podem se preparar! A Warner Bros. Pictures acaba de lançar o trailer oficial de Cara-de-Barro, terceiro longa da nova fase da DC Studios que chega aos cinemas no dia 22 de outubro. Em uma atmosfera sombria, o vídeo mergulha de vez na essência do terror corporal, com cenas inéditas e perturbadoras. 

Mais do que uma nova abordagem para o vilão, o filme entrega um marco ao introduzir, pela primeira vez, a lendária cidade de Gotham City na nova fase da DC nos cinemas sob o comando de James Gunn. Além disso, o longa traz um aspecto diferente para este universo, introduzindo um terror denso e perturbador. 

Em Cara-de-Barro, o público acompanha a decadência do ator Matt Hagen (Tom Rhys Harries) após um acidente desfigurar seu rosto. Ao recorrer a um experimento científico, seu corpo se transforma em argila capaz de alterar a própria forma, revelando a dor física e mental por trás das origens sombrias deste icônico vilão do Batman. 

Cara-de-Barro tem estreia confirmada para 22 de outubro de 2026 nos cinemas de todo o Brasil. 

Sobre o Filme

A DC Studios apresenta Cara-de-Barro, thriller de horror dirigido por James Watkins e estrelado por Tom Rhys Harries no papel-título do vilão cult favorito da galeria de criminosos de Gotham. 

A ascensão meteórica de Matt Hagen, de garoto das ruas de Gotham a astro de Hollywood, é tragicamente interrompida quando as ações de um chefão do crime local o deixam horrivelmente desfigurado. Abandonado por sua equipe e sem mais nada a perder, Matt busca um tratamento de ponta que, como se fosse milagre, lhe devolve sua antiga aparência… mas que também afeta de forma inesperada sua percepção da realidade, levando-o a uma espiral de destruição movida por uma sede insaciável de vingança. 

Cara-de-Barro é coestrelado por Naomi Ackie, David Dencik, Max Minghella e Eddie Marsan, com Nancy Carroll e Joshua James. 

James Watkins dirige Cara-de-Barro a partir do roteiro escrito por Mike Flanagan e Hossein Amini, com argumento de Flanagan, baseado nos personagens da DC. O filme foi produzido por Matt Reeves, Lynn Harris, James Gunn e Peter Safran, com Michael E. Uslan, Chantal Nong Vo, Lars P. Winther, Rafi Crohn e Paul Ritchie na produção executiva. 

A equipe de produção criativa do diretor James Watkins nos bastidores inclui o diretor de fotografia Rob Hardy; o designer de produção James Price; o editor Jon Harris; o figurinista Keith Madden; e a trilha sonora foi composta por Volker Bertelmann. 

A DC Studios apresenta uma produção da 6th & Idaho, um filme de James Watkins, Cara-de-Barro será distribuído pela Warner Bros. Pictures nas salas de cinema e IMAX de todo o mundo a partir de 21 de outubro de 2026. 

IA transforma governança e compliance nas empresas

A inteligência artificial avança no ambiente corporativo, consolida-se na tomada de decisões e traz impactos na governança e no compliance.  Como usar a IA e como lidar com ela nas empresas?  “O avanço técnico evolui em ritmo acelerado, muitas vezes acompanhado de riscos invisíveis, difíceis de identificar e complexos em justificar”, diz Júlia Ruela, coordenadora do setor de Compliance no escritório Corrêa Ferreira Advogados (Cfa) e presidente da Comissão Estadual de Compliance da OAB/MG. 

Segundo ela, em muitas empresas não há inventário estruturado dos sistemas de IA utilizados, especialmente quando envolvem fornecedores ou modelos generativos integrados a fluxos internos. “Esse descompasso amplia a exposição a riscos jurídicos e estratégicos, exigindo das instituições uma capacidade de identificar e mitigar impactos negativos, especialmente sobre os direitos fundamentais dos cidadãos.”

Estas questões foram discutidas durante o debate sobre “Inteligência Artificial, Governança e os Novos Desafios Corporativos”, promovido, na semana passada, pela Comissão de Compliance da OAB/MG, em parceria com o Cfa e o CLA Brasil.  Entre os palestrantes estavam Honazi Farias, professor da FIA Business School, ex-delegado de Polícia Federal, e coordenador de segurança no Aeroporto de Guarulhos; Marcos Silva, professor de pós-graduação da PUC Minas e diretor de Tecnologia da Falconi, e Leonardo Parentoni, coordenador mundial do Grupo de Trabalho em IA e Direito do Consórcio de Faculdades de Direito do Brics e professor da UFMG e do Ibmec/MG. 

O mediador do debate foi Fernando Bagno, supervisor jurídico e co-coordenador do Grupo de Inovação do Departamento Jurídico da Stellantis South America. Participaram do evento cerca de 50 executivos, diretores, profissionais das áreas de compliance, governança, jurídico, tecnologia e gestão.

“Cartas ao Meu Abusador” será lançado em BH

Obra de estreia da autora une literatura, direito e reflexão social sobre relações abusivas e reconstrução emocional

A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas — muitas vezes, ela se instala de forma silenciosa, por meio do controle, da manipulação e do apagamento emocional. É a partir dessa perspectiva que a autora Izabela Gonçalves Nogueira lança Cartas ao meu abusador, seu primeiro livro, no dia 14 de agosto, às 19h, no P7 Criativo da Fiemg, em Belo Horizonte.

Construído como um monólogo epistolar de ficção, o livro apresenta uma narrativa intensa e íntima que dá voz a sentimentos historicamente silenciados. A partir de uma escrita reflexiva, a autora conduz o leitor por questionamentos essenciais: como começa um abuso? Ele é sempre visível? Está restrito à violência física ou também se manifesta de forma subjetiva, nas entrelinhas das relações?

“Não sei se terei coragem de publicar este livro. Só penso na minha filha. Que ela precisa ser muito diferente do que eu fui. Que ela possa se libertar desse pai, dessa figura masculina abusadora e narcisista”, escreve a autora, revelando a dimensão íntima e geracional da violência.

Ao longo da obra, a escrita se apresenta como ferramenta de enfrentamento e reconstrução. “Eu escrevo. Escrevo para elaborar. Palavras como ato de resistência. Minha história não me condena. Revela”, afirma em outro trecho.

A narrativa também evidencia o processo de reconhecimento e ruptura: “Cada ausência, cada silêncio, cada gesto de controle explica como pude cair no seu jogo, mas também me mostra como consegui ser forte e me libertar”.

Mais do que literatura, Cartas ao meu abusador se posiciona como um convite à reflexão e ao reconhecimento de padrões que indicam relações adoecidas. A publicação dialoga com temas contemporâneos e urgentes, ampliando o debate sobre saúde emocional, vínculos afetivos e responsabilidade social.

“Escrevo. Escrever é o contrário da sua lógica de apagamento e silenciamento. A palavra, mesmo dilacerada, devolve o que você tentou roubar: a capacidade de nomear, de narrar, de existir , de buscar ser feliz e amada”, sintetiza a autora.

Izabela Gonçalves Nogueira é Tabeliã de Notas e especialista em Direito Civil, Processual e Empresarial, com formação em Negociação por Harvard. Mediadora internacional, professora e palestrante, também é coautora de obras jurídicas e colunista do Jornal do Buritis. Sua trajetória confere à obra uma perspectiva multidisciplinar, que articula literatura e prática jurídica.

O lançamento acontece em um momento em que o Brasil avança institucionalmente na discussão sobre violência contra a mulher, inclusive com a exigência de capacitação específica para profissionais do sistema extrajudicial. Nesse contexto, o livro se apresenta como uma contribuição relevante, ao trazer sensibilidade e aprofundamento à discussão.

SERVIÇO
Lançamento: Cartas ao meu abusador
Autora: Izabela Gonçalves Nogueira
Data: 14 de agosto
Horário: 19h
Local: P7 Criativo da Fiemg : Rua Rio de Janeiro, 471- Centro (Belo Horizonte)