Alessandra Oliveira confirma presença na 4ª FLIP

A escritora Alessandra Oliveira está confirmada na 4ª FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty, um dos mais importantes eventos literários do país. Durante a programação, a autora participará de uma roda de conversa, realizará o lançamento do livro infantil Sapolino e integrará o lançamento da coletânea Vertigens, da Editora Vinca Literária.

No dia 24 de julho, às 14h, Alessandra estará na Casa Gueto participando da roda de conversa “Como nasce um livro para crianças? Imaginação, palavra e criação na literatura para as infâncias”, ao lado de Clara Haddad (Tellos), Luh Andrade (Polifonia), Mila Bertolini (Vinca) e Marcelo Aceti (Lira). O encontro abordará os desafios e os processos criativos envolvidos na produção de obras voltadas ao público infantil.

Ainda no dia 24, às 16h, também na Casa Gueto, a escritora lançará Sapolino, obra que celebra a imaginação e desperta o encantamento dos pequenos leitores.

Já no dia 25 de julho, às 17h, Alessandra participa do lançamento da coletânea Vertigens, reunindo-se a outros autores em uma obra que evidencia a força da escrita coletiva e a diversidade de narrativas contemporâneas.

Reconhecida por promover o encontro entre autores, leitores, editoras e profissionais do mercado editorial, a FLIP transforma Paraty em um dos principais polos da literatura brasileira. A participação de Alessandra Oliveira reforça sua atuação no cenário literário nacional e marca um momento importante em sua trajetória como escritora, ampliando sua presença em um dos eventos culturais mais prestigiados do Brasil.

Evento Glow Up discute relações e desenvolvimento humano

Evento idealizado por Marcela Amaral reúne especialistas para um debate atual sobre comportamento, conexões e os desafios da convivência entre homens e mulheres.

Em um cenário em que as relações interpessoais passam por constantes transformações, discutir comportamento, comunicação e desenvolvimento humano tornou-se mais do que uma necessidade: é um caminho para construir conexões mais saudáveis e uma sociedade mais equilibrada.

É com essa proposta que acontece, no dia 29 de agosto, o Glow Up by Marcela Amaral, em parceria com o GMEC – Grupo de Mentores Empresarial Club. O evento será realizado na Dimension Office, na Avenida Abelardo Bueno, nº 1, Barra da Tijuca (Lagoa 1 – Subsolo), reunindo profissionais de diferentes áreas para um dia de conhecimento, networking e troca de experiências.

Com o tema “Homens e Mulheres: O que está acontecendo?”, o encontro pretende promover uma reflexão sobre as mudanças nas relações contemporâneas, abordando questões que impactam diretamente a vida pessoal, profissional e emocional. O objetivo é incentivar um diálogo construtivo, trazendo diferentes perspectivas e estimulando novas formas de compreender os desafios da atualidade.

Ao longo da programação, especialistas compartilharão suas experiências e conhecimentos, proporcionando aos participantes uma oportunidade de ampliar a visão sobre liderança, inteligência emocional, desenvolvimento humano e comunicação. A diversidade dos convidados reforça a proposta do evento de integrar diferentes olhares sobre um mesmo tema, enriquecendo o debate e fortalecendo o aprendizado coletivo.

Mais do que um ciclo de palestras, o Glow Up se apresenta como um espaço para a construção de conexões genuínas. Empreendedores, profissionais liberais, empresários e pessoas interessadas em crescimento pessoal encontrarão um ambiente favorável para networking, troca de ideias e fortalecimento de relacionamentos profissionais.

A iniciativa também evidencia a importância da educação continuada e do desenvolvimento humano como ferramentas de transformação. Em um mundo marcado por mudanças rápidas, compreender o comportamento das pessoas e aprimorar a comunicação tornou-se um diferencial tanto para a vida quanto para os negócios.

Com uma proposta inovadora e uma identidade voltada à inspiração, o Glow Up promete proporcionar aos participantes um dia de aprendizado, reflexões e conexões capazes de gerar impactos positivos muito além do evento.

Serviço

Evento: Glow Up by Marcela Amaral
Tema: Homens e Mulheres: O que está acontecendo?
Data: 29 de agosto de 2026
Horário: 9h às 17h
Local: Dimension Office – Avenida Abelardo Bueno, nº 1, Barra da Tijuca (Lagoa 1 – Subsolo)

Revista Cenário Rio acompanha iniciativas que promovem conhecimento, desenvolvimento humano e empreendedorismo, valorizando eventos que incentivam o diálogo, a inovação e a construção de conexões que transformam pessoas e negócios.

Joyce Ribeiro em São Gonçalo do Sapucaí

Foto: Joyce Ribeiro por Paulo libanio

Em 2020, Joyce Ribeiro estendeu uma faixa em uma rua de São Gonçalo do Sapucaí com a frase: “Pensar nela, em oposição a pensar em não pensar nela”. A ação aconteceu na Vila de Fátima, bairro onde a artista nasceu e viveu por 28 anos. Naquele período, Joyce caminhava pela cidade e anotava memórias que surgiam durante o trajeto. No dia seguinte, costurava essas lembranças com ficção, escrita e novas imagens do território.

A frase da faixa, hoje uma das obras que integram a exposição Rio Que Grita, marcou também uma decisão: olhar novamente para a cidade de origem e transformar esse retorno em pesquisa artística. A mostra terá abertura no dia 11 de julho de 2026, das 10h às 13h, em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais, com programação até 9 de agosto.

A exposição reúne fotografia, vídeo, objeto, cerâmica, escrita, contação de histórias e ações urbanas. As obras estarão espalhadas por diferentes pontos da cidade, com oficinas, roda de conversa, ativações de percurso e distribuição gratuita de mapas interativos. A mostra nasce do Projeto Bageira, pesquisa desenvolvida por Joyce ao longo dos últimos seis anos sobre os modos de relação, ação e convívio no interior.

Artista, educadora e historiadora, Joyce apresenta sua primeira exposição individual na cidade natal, após mais de uma década de atuação entre São Paulo e Minas Gerais. Em sua produção, causos caipiras, memórias orais, objetos do cotidiano e histórias locais entram em diálogo com a arte contemporânea. “Não me interessa separar o que é lembrança, invenção ou história, mas compreender como essas dimensões produzem juntas uma forma de conhecimento”, afirma Joyce Ribeiro.

Uma artista entre dois territórios

Joyce Ribeiro abriu seu primeiro ateliê aos 14 anos, em São Gonçalo do Sapucaí, e começou a lecionar aos 17. Aos 28, mudou-se para São Paulo para estudar artes visuais. A passagem pela capital ampliou o contato com instituições, escolas e espaços de formação, mas também mudou a forma como ela passou a olhar para a cidade de origem.

Foto: Acervo pessoal de Joyce Ribeiro

“As estruturas do sistema colonial são construídas para que a gente reconheça o fora como centro, como desenvolvimento, e o peso desse deslocamento atravessa minha produção de forma estrutural. Trata-se de uma mudança de percepção sobre o que é centro, margem e pertencimento”, diz.

Ao retornar para São Gonçalo do Sapucaí, a artista passou a olhar para a cidade com as ferramentas adquiridas no contato com a arte contemporânea, mas também com perguntas que vinham da própria experiência de ter saído, estudado fora e voltado. A pesquisa nasce desse encontro entre formação artística, memória pessoal e vida no interior.

“O interior passa a aparecer como um campo potente de produção de sentido, com seus próprios modos de fazer, narrar e existir, onde a narrativa oral, o causo caipira, se afirmam como forma legítima de construção de conhecimento, memória e imaginação”, afirma.

Enrico Rocha, artista e analista, escreve no texto de apresentação da exposição, que nesse movimento entre a cidade pequena e o maior centro urbano do país, Joyce descobriu que migrar também pode tornar alguém estrangeiro no próprio lugar. Essa estranheza, segundo ele, tornou-se matéria de poesia.

A árvore que virou canoa

FOTO: Acervo pessoal de Joyce Ribeiro

A exposição tem origem simbólica na Bageira, árvore que marcou o imaginário de São Gonçalo do Sapucaí. Localizada na região central da cidade, próxima à igreja matriz, ela foi abatida em 1956, mas continuou presente nas histórias, lembranças e referências dos moradores. No projeto, Joyce fabula um novo destino para essa árvore: ao morrer, ela teria virado canoa para tocar o rio Sapucaí.

“Bageira representa justamente a permanência intangível da história e da memória, ela guarda o imaginário regional de uma comunidade sobre o seu território”, afirma a artista.

Para Joyce, a Bageira funciona como corpo narrativo, imagem de continuidade e método de criação. Assim como a árvore muda de forma sem desaparecer, o projeto propõe transformações entre história e fabulação, território e linguagem, memória e criação artística.

“Nesse sentido, a Bageira não é apenas um elemento do passado, mas um corpo que continua operando no presente como narrativa, como referência e como forma de pertencimento”, diz.

O título da exposição também nasce do território. Sapucaí, palavra de origem tupi-guarani, pode ser traduzida como “rio que grita” ou “rio que canta”, em referência aos sons produzidos pelas cumbucas da árvore sapucaia ao caírem na água. Essa imagem conduz parte da mostra, associando o rio às ideias de movimento, percurso, fronteira e retorno.

O causo como forma de conhecimento

Em Rio Que Grita, Joyce Ribeiro parte dos causos caipiras, mitos, lendas, boatos e histórias de São Gonçalo do Sapucaí para criar aproximações entre arte contemporânea e historiografia. Formada em História pela UEMG e pós-graduada em História, Sociedade e Cultura pela PUC-SP, a artista investiga aquilo que a história oficial muitas vezes não alcança: vivências, afetos, conflitos, crenças, estratégias de sobrevivência e modos de perceber o mundo transmitidos pela oralidade.

“As narrativas presentes nos causos caipiras carregam camadas de experiência que muitas vezes escapam à historiografia oficial. Elas não estão comprometidas com uma linearidade ou com a validação institucional dos fatos, mas com a transmissão de vivências, afetos, tensões e formas de perceber o mundo”, afirma.

Essas histórias, segundo Joyce, revelam formas de existência que sustentam a vida em comunidade: relações de trabalho, conflitos, violências silenciosas, estratégias de sobrevivência, crenças e imaginários.

FOTO: Acervo pessoal de Joyce Ribeiro

“Me interessa construir pontes não para traduzir essas narrativas ao modelo oficial, mas para tensioná-lo, reconhecendo nos causos caipiras uma forma legítima de produzir história”, diz.

Para o arquiteto, artista visual e diretor do MARP – Museu de Arte de Ribeirão Preto, Nilton Campos, curador da exposição, o trabalho de Joyce se insere em uma discussão própria da arte contemporânea, ao olhar para a realidade, a rotina e os modos de vida que formam uma comunidade. “A arte contemporânea tem, em sua essência, a proposta de discutir a própria realidade e o cotidiano em que vivemos”, afirma.

O curador, destaca que, ao trazer memórias, encontros e histórias contadas pelos próprios participantes, o projeto faz emergir o universo caipira e a memória oral como matéria artística. “Essas histórias também se transformam de acordo com quem as conta. É muito interessante observar tudo isso mesclado”, diz.

A contação de histórias, nesse sentido, vai além do tema. Ela estrutura o modo como as obras existem, circulam e se transformam. Cada relato muda conforme quem conta, onde conta e para quem conta. É nessa variação que Joyce aproxima a oralidade das práticas da arte contemporânea e desloca a ideia de obra como algo fixo ou encerrado em um objeto.

A cidade como parte da obra

Os trabalhos de Rio Que Grita nascem de encontros. No Lago Piscina, antigo local de mineração transformado em parque e marcado por histórias de afogamento, Joyce realizou a ação Profundo, depositando uma boia de mergulho no lago. Moradores que inicialmente estranhavam sua presença passaram a acompanhar o processo, disponibilizaram um barco, ensinaram a artista a remar, ajudaram na gravação e permaneceram no local até o fim da ação.

Em outro trabalho, Joyce fez um trato com o caminhoneiro Reinaldo Massei, conhecido como Sr. Branco. Ele emprestou o para-barro do caminhão para que a artista pintasse a frase “Rio Que Grita” e comprometeu-se a contar, pelas estradas do país, que a frase se refere ao nome da cidade: Sapucaí, “rio que grita” ou “rio que canta”.

“Nesse gesto, a obra deixa de estar restrita ao espaço expositivo e passa a circular pelo mundo através da oralidade. A narrativa se desloca do objeto para o trânsito, do suporte físico para a transmissão oral. O trabalho, nesse sentido, não termina na sua realização: ele se prolonga na fala de outras pessoas, em novos contextos, em possíveis recontagens”, explica Joyce.

Nilton Campos, avalia que um dos pontos centrais de Rio Que Grita é a forma como a exposição ativa a cidade e suas relações. “O que mais me chamou a atenção na exposição, é que a Joyce, ao fazer essa proposição artística, ativa      a própria cidade, fazendo com que os moradores repensem suas origens e      suas referências no espaço urbano”, afirma. Segundo ele, os lugares são importantes, mas a força do projeto está nas pessoas envolvidas. “Os lugares são essenciais neste projeto, são diferentes pontos da cidade ativados pela exposição. No entanto, são as pessoas envolvidas que ela mobiliza e com as quais dialoga em muitos desses espaços, ativando-os de diferentes maneiras.           É bonita a relação que Joyce estabelece com essas pessoas”, diz. Enrico Rocha sintetiza essa dinâmica no texto de apresentação da exposição: “A cidade participa”.

Para Joyce, os trabalhos não chegam prontos aos lugares. Eles se formam também a partir dos vínculos criados durante o processo. “Os trabalhos foram desenvolvidos a partir de tratos e acordos com diferentes pessoas, o que faz com que a obra já aconteça como resultado de uma construção compartilhada. Nesse sentido, a exposição não é apenas um momento de apresentação, mas a continuidade desse processo”.

Arte contemporânea a partir do interior

FOto: Acervo pessoal de Joyce Ribeiro

Ao ocupar diferentes pontos de São Gonçalo do Sapucaí, a exposição responde à concentração dos circuitos culturais nas grandes cidades. A pesquisa parte da experiência de perceber como o acesso à arte contemporânea, às instituições e aos espaços de formação permanece centralizado, produzindo desigualdade de acesso e de legitimidade.

A artista afirma o interior como território de cultura, memória, linguagem e pensamento. O Bageira nasce dessa perspectiva: reconhecer o que já existe no território e criar condições para que essas histórias circulem de outros modos. “Bageira não é sobre levar arte para o interior, mas afirmar que a arte já está lá – e que ela pode ser um espaço de construção de vínculo, de leitura de mundo e de invenção de outras possibilidades de existência que podem interessar a qualquer pessoa, de qualquer lugar”, destaca.

Para Campos, a relação entre obra, cidade e público forma uma das bases da exposição. “É uma simbiose de todos esses elementos. Afinal, a cidade é constituída pelas pessoas, e o trabalho de Joyce promove o reconhecimento de São Gonçalo por sua própria comunidade”, afirma.

O curador também destaca o papel da dúvida dentro do trabalho de Joyce. Ao reunir histórias ligadas à cidade e ficções construídas pela artista, a exposição convida o público a refletir sobre memória, pertencimento e imaginação. “Essa dúvida desempenha um papel muito importante na reflexão das pessoas sobre tudo isso”, diz o curador.

Programação

A exposição Rio Que Grita poderá ser visitada de 11 de julho a 9 de agosto de 2026, em São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais. Além da exposição, o projeto prevê ações educativas e atividades complementares, entre elas duas oficinas de contação de histórias e cerâmica, uma roda de conversa, quatro ativações de percurso com deslocamento de van e três ativações de percurso a pé. As ações terão classificação livre e previsão de público aproximado de 20 pessoas por atividade.

Também serão produzidos mapas interativos, distribuídos gratuitamente nos espaços expositivos, bibliotecas públicas e escolas, para orientar o público na realização dos percursos.

Sobre Joyce Ribeiro

Joyce Ribeiro é artista, educadora e historiadora. Natural de São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais, vive e trabalha entre São Paulo e Minas Gerais desde 2014. É formada em História pela UEMG e pós-graduada em História, Sociedade e Cultura pela PUC-SP.

Sua pesquisa investiga a construção do imaginário cultural caipira, as contações de causos de tradição oral e suas relações com a escrita historiográfica. Em seus trabalhos, articula memória, ficção, território, oralidade e arte contemporânea, criando proposições em fotografia, vídeo, objeto, cerâmica, escrita, ação e contação de histórias.

Entre seus trabalhos recentes estão Conversas de Bageira, apresentado na Move Arte, em São Paulo; a residência artística Ouro Preto Inevitável, no Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto; a exposição Afeiçoar-se, com curadoria de Nilton Campos, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro; e participação na POSVERSO — Bienal Internacional de Poesía Experimental da Argentina. Em 2025, recebeu o prêmio do Edital Saberes Gerais, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação de Arte de Ouro Preto, em reconhecimento à sua atuação nas artes visuais.

Editais que estão financiando o projeto:

2026 – Edital de Chamamento Público nº 01/2026 – Seleção de projetos para recebimento de bolsas culturais de promoção, difusão, circulação, residência e intercâmbio cultural com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB (Lei nº 14.399/2022) – Governo Federal, Ministério da Cultura Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Subsecretaria de Cultura.

2026 – Edital de Chamamento Público nº 002/2026 – Projetos Culturais – Seleção de projetos para firmar termo de execução cultural com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB (Lei nº 14.399/2022) – Secretaria de Cultura de São Gonçalo do Sapucaí.

O projeto também conta com o patrocínio da EBM Contábil, empresa com sede em São Gonçalo do Sapucaí.

Serviço Exposição: Rio Que Grita | Projeto: Bageira Artista: Joyce Ribeiro Curador: Nilton Campos Abertura: 11 de julho de 2026 Horário da abertura: 10h às 13h Período: 11 de julho a 9 de agosto de 2026 Local: São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais   Atividades: exposição, oficinas, roda de conversa, ativações de percurso, mediação cultural e mapas interativos Classificação: livre

André Baran chega embalado ao Sand Series de São Paulo

De volta ao posto de número 1 do ranking nacional e 3 do mundo no beach tennis após a conquista do BT400 de Palmas no último fim de semana, André Baran chega em alta para a disputa do Sand Series de São Paulo. Um dos principais torneios do calendário da modalidade em 2026, o SS terá início nesta quinta-feira, com as finais previstas para domingo. A competição renderá mais de 600 pontos à dupla campeã, além de distribuir premiação em dinheiro de 75 mil dólares.

Confiante após a boa sequência nos últimos torneios, André Baran se vê no melhor momento da temporada e aposta em boa performance para brigar por mais um título. O catarinense é o atual campeão do Sand Series de São Paulo e sonha em terminar a competição novamente no lugar mais alto do pódio.

“Estar aqui em São Paulo para a disputa do Sand Series é sempre muito especial, não à toa é uma das principais etapas do circuito mundial. Estamos no nosso melhor momento da temporada, retomamos a nossa melhor condição técnica e mental e estamos confiantes de que podemos fazer um grande trabalho esta semana. Chegamos com muita confiança e muita vontade de deixar tudo em quadra e brigar por mais um título”, disse o atleta parceiro das marcas Havan, Acto, Loja BT, Heroes”, DaColônia, Aquacoco, Sunrise Homes, Grupo Urca, Unifique, Club Med e Oakley.

Após a disputa do Sand Seris de São Paulo, o calendário internacional da modalidade será retomado no início de agosto com a disputa do BT200 de Ocean City, em Maryland, nos Estados Unidos.

Henrique & Juliano levam turnê “Manifesto Musical” para BH

A dupla Henrique & Juliano desembarca em Belo Horizonte com a turnê Manifesto Musical, prometendo uma noite inesquecível para os fãs da música sertaneja. O espetáculo reúne os maiores sucessos da carreira, além de canções do projeto que dá nome à turnê, em uma produção marcada por tecnologia, emoção e muita interação com o público.

No repertório, não devem faltar hits que conquistaram o Brasil, como Cuida Bem Dela, Liberdade Provisória, Flor e o Beija-Flor, A Maior Saudade e Arranhão, entre outras músicas que marcaram a trajetória da dupla e lideraram as plataformas de streaming.

Reconhecidos como um dos maiores nomes da música sertaneja da atualidade, Henrique & Juliano acumulam bilhões de reproduções nas plataformas digitais e arrastam multidões por onde passam. Em Belo Horizonte, a expectativa é de casa cheia para celebrar uma carreira consolidada pelo talento, pela autenticidade e pela forte conexão com o público.

O Manifesto Musical promete uma experiência completa, reunindo estrutura de alto nível, repertório repleto de sucessos e a energia característica da dupla, em um dos shows mais aguardados do ano na capital mineira.

 

Caloi lança a E-Vibe Lift, no All Mountain elétrico

Modelo chega para mountain bikers que buscam novos desafios, valorizam a adrenalina e querem mais fôlego para explorar trilhas com confiança

Robusta, moderna e pronta para qualquer desafio, a nova Caloi E-Vibe Lift chega nesta quarta-feira (08) ao mercado brasileiro para abrir as portas do universo All Mountain elétrico. Ideal para quem quer dar os primeiros passos nesse segmento, ela entrega performance, resistência e potência nas subidas mais exigentes, tudo isso com um excelente custo-benefício, garantindo tecnologia e diversão sem comprometer a qualidade. Para o lançamento, a marca fará ações exclusivas em algumas lojas selecionadas em todo o Brasil.

Desenvolvida para mountain bikers que buscam mais adrenalina, confiança e desempenho nas trilhas, a novidade reúne características como assistência elétrica de até 45 km/h, motor de 130 N.m de torque, conjunto de suspensões RockShox de 160 mm na dianteira e 150 mm na traseira e autonomia de até 100 km, proporcionada pela bateria integrada de 705 Wh somada à bateria extra de 235 Wh. Tudo isso com preço sugerido de R$ 29.990,00 tornando-se uma das opções de melhor custo-benefício da categoria.

Projetada para um esporte de alto impacto e em constante evolução, a E-Vibe Lift encara terrenos acidentados, lama, descidas técnicas e longas escaladas com confiança. É a escolha certa para quem busca adrenalina, novos desafios e mais fôlego para explorar trilhas sem limites.

Seu ótimo custo-benefício reduz barreiras de entrada no All Mountain elétrico, seja em preço, facilidade de uso ou manutenção, sem abrir mão de desempenho e robustez. Entre seus diferenciais estão a manutenção simplificada, compatibilidade com upgrades futuros e um projeto pensado para acompanhar sua evolução no esporte.

O nome Elite retorna exclusivamente às bicicletas de Cross Country, enquanto o All Mountain passa a contar com uma submarca própria, focada em resistência, força, assistência e alta capacidade de absorção de impactos.

Outros destaques da E‑Vibe Lift
Projetada para terrenos técnicos, a geometria da E‑Vibe Lift entrega equilíbrio entre subidas e descidas íngremes, combinando agressividade, estabilidade e responsividade para um pedal radical e confiante.

A transmissão é assinada pela Shimano, com câmbio Cues U6000 de 11 velocidades e cubos TC-500 Boost. Para encarar descidas longas e íngremes com total controle, a E-Vibe Lift vem equipada com freios hidráulicos Shimano M4100, de quatro pistões, e rotores de 203 mm, garantindo frenagem potente e segura em qualquer situação.

Completam o conjunto as rodas prontas para serviço pesado, com aros Vzan Overland de 30 mm e pneus Goodyear Newton MTF 29×2.5 e MTR 29×2.4, robustos, resistentes e preparados para uso tubeless. A E-Vibe Lift chega em duas opções de cores que traduzem performance e personalidade: Grafite Profundo com preto e Lima Galática com preto.

Para quem busca mais adrenalina, impacto e desafio, a Caloi E-Vibe Lift é a e-bike All Mountain elétrica ideal para entrar na modalidade com confiança, potência e muita diversão.

Fiat comemora 50 anos com IZA e Thiaguinho

Uma história de cinco décadas de paixão, inovação, produção e liderança merece ser celebrada em grande estilo e junto do público que recebeu a Fiat de braços abertos em julho de 1976, viu a marca transformar o país e contribuiu para a sua integração na vida de milhões de brasileiros. A celebração não se limita ao passado. Atualmente, Fiat é a marca automotiva favorita dos brasileiros e a Fiat Strada o carro mais vendido do país, ambos a 5 anos consecutivos.

Por isso, para marcar o aniversário de 50 anos da Fiat do Brasil, o Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, será transformado no palco de uma festa histórica. No dia 21 de julho, um megashow que celebrará sua ligação inseparável com a cultura brasileira de forma muito especial.

Para guiar o público por essa jornada de cinco décadas de história, o consagrado jornalista e apresentador Pedro Bial será o anfitrião oficial da noite. Sob o seu comando, a programação musical foi pensada para refletir a energia e a proximidade da Fiat com os brasileiros. A festa será comandada por Thiaguinho, que trará como convidada especial a cantora Iza para coroar a noite de celebração.

“Celebrar 50 anos da Fiat no Brasil é celebrar também a história de milhares de brasileiros que têm a nossa marca como parte de suas vidas. Não poderíamos comemorar essa data em outro lugar além de Minas Gerais, o estado que acolheu e até hoje segue de mãos dadas com a Fiat. Por isso, queremos celebrar juntos no Fiat Festival 50 anos, no Mineirão. Será uma noite inesquecível, com shows de Thiaguinho e Iza. Os ingressos são gratuitos porque queremos dividir nossa alegria com cada brasileiro que ajuda a construir a história da Fiat como a marca automotiva favorita do Brasil”, reforça Herlander Zola, Presidente da Stellantis para a América do Sul.

Informações sobre os ingressos 

O público esperado para o evento formará um grande encontro entre as pessoas que constroem a marca todos os dias: empregados da fábrica, jornalistas, celebridades e, principalmente, o grande público. A retirada de ingressos gratuitos, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível, estará disponível a partir do dia 9 de julho, data que marca oficialmente o dia do aniversário de 50 anos da Fiat no Brasil, via link oficial da plataforma Sympla que estará disponível em breve.

A liderança histórica da Fiat não teria sido construída sem a paixão e a confiança de seus consumidores, que sempre estiveram no centro das decisões da marca. Por isso, os clientes da marca terão um lugar de honra na festa e contarão com um lote de ingressos limitados e exclusivos. Entre os dias 3 e 8 de julho, os clientes interessados devem manifestar interesse pelo WhatsApp da Fiat: (11) 91071-2199 (disponível a partir de 03/julho). Após a validação de elegibilidade no sistema (via informação da placa ou chassi), o proprietário receberá um link exclusivo da plataforma Sympla para garantir sua entrada gratuitamente com a doação de 1kg de alimento não perecível que deverá ser entregue na entrada do evento.

 O legado em Minas Gerais e a exposição histórica 

A escolha do local consagra a profunda relação da Fiat com o estado. Com uma instalação industrial de forma pioneira em Minas Gerais, a marca impulsionou o progresso socioeconômico da região ao longo das últimas cinco décadas. Hoje, o Polo Automotivo em Betim é o coração da engenharia e da inovação da companhia na América do Sul, dando continuidade ao legado de vanguarda construído pela marca.

Além da música, o evento terá uma atração especial para os apaixonados por automóveis. A Esplanada do Mineirão receberá uma grande exposição de modelos da Fiat, conectando o passado glorioso e o presente de sucesso. Os visitantes poderão ver de perto veículos que marcaram época e construíram a história e a liderança de mercado da marca no país.

Serviço e ingressos 

Fiat Festival 50 Anos 

  • Quando: 21 de julho de 2026 (terça-feira)
  • Onde: Estádio Mineirão (Belo Horizonte – MG)
  • Atrações musicais: Thiaguinho e Iza (em breve novas atrações serão divulgadas)
  • Atrações extras: Exposição de modelos clássicos e atuais da Fiat na Esplanada.
  • O evento é destinado a maiores de 16 anos, e a entrada será gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível para o projeto Paixão Alimenta. Os ingressos devem ser retirados online via Sympla (lote para clientes de 3 a 8 de julho pelo WhatsApp (11) 91071-2199 (ativo a partir de 03/julho); lote para o grande público a partir de 09 de julho).

Beth Godoy transforma carreiras com estratégia e propósito

Depois de mais de duas décadas como executiva no mercado financeiro, Beth Godoy decidiu direcionar sua experiência para aquilo que sempre considerou sua maior vocação: desenvolver pessoas. Administradora de Empresas formada pela UFRJ, com MBA Executivo pelo IBMEC, ela construiu uma sólida carreira liderando equipes, desenvolvendo negócios e entregando resultados de alta performance antes de migrar para a área de desenvolvimento humano.

Há mais de nove anos, atua como mentora de carreira, auxiliando profissionais em processos de reposicionamento, crescimento profissional, desenvolvimento de liderança, transição de carreira e fortalecimento de negócios. Seu trabalho também contempla orientação para adolescentes e universitários, oferecendo suporte na escolha da profissão, planejamento acadêmico e preparação para o mercado de trabalho.

Com formação em Coaching e especialização em neurociência e comportamento humano, Beth utiliza ferramentas de análise de competências e perfil comportamental para criar estratégias personalizadas, ajudando seus clientes a identificarem talentos, ampliarem seu potencial e alcançarem objetivos profissionais.

Ao longo de sua trajetória, coleciona histórias de transformação. Entre os resultados estão profissionais que conseguiram se recolocar no mercado em poucos meses, pessoas que mudaram completamente de carreira após os 40 e 50 anos, empreendedores que consolidaram seus negócios e clientes que passaram a conquistar ganhos financeiros significativamente maiores após o processo de mentoria.

Além da atuação individual, Beth também desenvolve workshops, palestras e participa de projetos voltados ao empreendedorismo feminino e ao desenvolvimento de carreira, mantendo uma rede de relacionamento consolidada no Brasil, América Latina e Europa.

Fluente em português, inglês e espanhol, com conhecimentos em francês, Beth Godoy acredita que o desenvolvimento humano é uma das principais ferramentas de transformação. Para ela, autoconhecimento, estratégia, liderança e aprendizado contínuo são pilares fundamentais para construir uma carreira sólida e uma vida profissional mais realizada.

Instagram: @bethgodoymentoria

Posso Responder ao Processo em Liberdade? Entenda Quando Isso É Possível

O que significa responder ao processo em liberdade

A dúvida “posso responder ao processo em liberdade?” é uma das mais comuns entre pessoas investigadas, familiares e até empreendedores que enfrentam acusações penais pela primeira vez. E a resposta correta, do ponto de vista jurídico, é: em muitos casos, sim. No Brasil, a prisão antes da condenação definitiva não deve ser automática.

A Constituição Federal garante que ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, e também assegura que ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir liberdade provisória. Essas garantias estão entre os pilares do processo penal democrático e mostram que a liberdade, em regra, deve prevalecer até que haja razões concretas para restringi-la.

Na prática, isso significa que o simples fato de existir uma investigação, um inquérito policial, uma denúncia do Ministério Público ou até mesmo uma ação penal em andamento não obriga a pessoa a permanecer presa. O processo criminal pode seguir com o acusado em liberdade, desde que estejam ausentes os requisitos legais para a prisão cautelar. Essa lógica é importante porque muita gente ainda acredita que ser denunciado já equivale a ser condenado, o que não é verdade. O sistema jurídico brasileiro diferencia com clareza a apuração dos fatos, o exercício da defesa e a eventual condenação. Enquanto não houver decisão final, o caso deve ser conduzido com respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.

Quando a pessoa pode responder ao processo em liberdade

Em termos gerais, a pessoa pode responder ao processo em liberdade quando não houver necessidade concreta de prisão preventiva e quando a situação permitir a aplicação de liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares. O Código de Processo Penal trabalha com a ideia de que a prisão cautelar é excepcional. Isso quer dizer que o juiz precisa justificar, com base em elementos reais do caso, por que a liberdade do investigado ou réu colocaria em risco a ordem pública, a ordem econômica, a instrução criminal ou a futura aplicação da lei penal. Sem essa fundamentação concreta, a manutenção da prisão pode ser considerada indevida.

Esse ponto é decisivo porque, no discurso popular, costuma-se dizer que “quem responde em liberdade está impune”, mas isso é um equívoco. Responder ao processo em liberdade não encerra o caso, não apaga a acusação e nem impede eventual condenação futura. O que acontece é apenas a continuidade regular do processo sem cárcere antecipado. Em outras palavras, o Estado continua investigando, acusando e julgando, porém respeitando a regra da excepcionalidade da prisão antes do trânsito em julgado. Esse é um tema atual e moderno justamente porque o debate sobre encarceramento provisório, superlotação prisional e medidas alternativas à prisão ganhou enorme relevância nos últimos anos no Brasil. O próprio Conselho Nacional de Justiça vem destacando a importância da audiência de custódia e do controle imediato da legalidade da prisão como forma de evitar prisões desnecessárias ou ilegais.

O que o juiz analisa para decidir sobre a liberdade

A decisão judicial sobre responder ao processo em liberdade não depende apenas do tipo de crime imputado. O juiz analisa um conjunto de fatores jurídicos e fáticos. Entre eles, estão a existência de flagrante, a legalidade da prisão, a gravidade concreta da conduta, os antecedentes, o risco de fuga, a possibilidade de ameaçar testemunhas, a chance de atrapalhar a produção de provas e o perigo de reiteração criminosa. O ponto central é que a prisão preventiva não pode ser baseada em suposições genéricas ou em fórmulas prontas. Ela precisa ser motivada de forma individualizada.

Depois de receber o auto de prisão em flagrante, o juiz deve promover audiência de custódia em até 24 horas. Nessa fase, ele poderá relaxar a prisão ilegal, converter o flagrante em prisão preventiva, ou conceder liberdade provisória, com ou sem cautelares. Esse procedimento tem enorme importância prática porque é, muitas vezes, o primeiro momento em que a Justiça avalia se aquela pessoa realmente precisa permanecer presa. O CNJ informa que a audiência de custódia serve justamente para controlar a legalidade da prisão, verificar eventuais abusos e decidir se o preso continuará recolhido ou poderá responder ao processo em liberdade. Para quem deseja compreender melhor essa etapa, vale consultar a página do CNJ sobre audiência de custódia e também a resolução que trata da apresentação da pessoa presa em até 24 horas.

Liberdade provisória e medidas cautelares: como funciona

Um erro comum é imaginar que só existem duas opções no processo penal: prender ou soltar completamente. Na verdade, o ordenamento brasileiro prevê um caminho intermediário bastante utilizado, que são as medidas cautelares diversas da prisão. Além disso, a própria liberdade provisória pode ser concedida com ou sem fiança, a depender das circunstâncias do caso e da avaliação judicial. O Código de Processo Penal permite que o juiz substitua a prisão por restrições menos severas quando isso for suficiente para o caso concreto. Entre essas medidas estão comparecimento periódico em juízo, proibição de acesso a determinados lugares, proibição de contato com certas pessoas, recolhimento domiciliar em período noturno, monitoração eletrônica e suspensão do exercício de função pública ou atividade econômica, entre outras. A lógica é simples: se uma medida menos gravosa resolve o problema processual, ela deve ser preferida à prisão.

Isso é especialmente relevante em crimes sem violência, em investigações empresariais, em casos envolvendo primariedade, residência fixa, trabalho lícito e cooperação com a Justiça. Nesses contextos, a defesa costuma sustentar que a prisão é desproporcional e que outras cautelares podem atender ao interesse público de forma mais equilibrada. Não se trata de benefício automático, mas de aplicação do princípio da proporcionalidade dentro do processo penal. Para o cidadão comum, a consequência prática é esta: mesmo quando a liberdade plena não é concedida, ainda pode ser possível responder ao processo fora do cárcere, desde que o acusado cumpra as condições impostas pelo juízo, inclusive quando houver fixação de fiança.

Quais situações dificultam responder ao processo em liberdade

Embora a liberdade seja juridicamente possível em muitas hipóteses, há situações que tornam a prisão cautelar mais provável. Isso pode ocorrer quando existem indícios consistentes de ameaça a vítimas ou testemunhas, destruição de provas, descumprimento de medidas cautelares anteriores, fuga, reincidência relevante, organização criminosa estruturada ou risco concreto de continuidade delitiva. Também pesa negativamente o comportamento processual do investigado ou réu, especialmente quando ele demonstra intenção de frustrar a atuação da Justiça. Nessas hipóteses, o juiz pode entender que a prisão preventiva é necessária.

Ainda assim, é importante evitar conclusões apressadas. Nem todo crime grave gera prisão automática, e nem todo crime sem violência garante liberdade imediata. O que a lei exige é análise individualizada. Uma acusação por tráfico, lavagem de dinheiro, organização criminosa, violência doméstica ou crime contra a administração pública, por exemplo, pode resultar tanto em prisão cautelar quanto em tramitação em liberdade, dependendo dos elementos concretos presentes nos autos. A resposta real quase nunca está no nome do delito, mas na fundamentação judicial construída a partir dos fatos. Por isso, qualquer conteúdo sério sobre o tema precisa alertar o leitor contra promessas absolutas do tipo “vai responder solto” ou “vai ficar preso com certeza”. No direito penal, o detalhe do caso concreto faz toda a diferença.

A audiência de custódia mudou o debate sobre prisão e liberdade

Falar sobre responder ao processo em liberdade hoje também exige mencionar a evolução da audiência de custódia no Brasil. Esse mecanismo passou a ter papel central no controle da prisão em flagrante e no fortalecimento das garantias processuais. O CNJ destaca que a pessoa presa deve ser apresentada ao juiz em até 24 horas para que se avalie a legalidade da prisão, a necessidade de manutenção da custódia e a eventual ocorrência de maus-tratos ou tortura. Mais recentemente, o próprio Conselho atualizou a regulamentação para reforçar a oralidade, a individualização do ato e a presença da pessoa custodiada, demonstrando que o tema continua moderno e em aperfeiçoamento institucional.

Esse avanço importa não apenas para advogados e operadores do direito, mas para toda a sociedade. Quando a prisão cautelar é banalizada, o processo penal deixa de ser instrumento de justiça e passa a funcionar como punição antecipada. Quando a liberdade provisória é aplicada de forma técnica, com cautelares adequadas e fundamentação séria, o sistema se torna mais racional. Para aprofundar esse assunto em fontes oficiais, o leitor pode consultar o Portal do Conselho Nacional de Justiça sobre audiência de custódia e os materiais informativos voltados à pessoa presa, que explicam de forma clara o que acontece entre a prisão, a apresentação ao juiz e a decisão sobre liberdade ou manutenção da custódia.

Quem foi preso em flagrante sempre ficará preso?

Não. A prisão em flagrante não significa, por si só, que a pessoa permanecerá presa durante todo o processo. O flagrante é apenas a forma inicial de captura em razão de uma situação imediata prevista em lei. Depois disso, o caso passa por controle judicial. O juiz pode reconhecer a ilegalidade da prisão e relaxá-la, pode conceder liberdade provisória ou pode converter o flagrante em prisão preventiva, desde que existam requisitos concretos e fundamentação adequada. O próprio CNJ explica que, ausentes os requisitos legais, a liberdade provisória deve ser concedida.

Para o leitor que procura uma resposta objetiva, a melhor forma de entender é esta: ser preso em flagrante não elimina a possibilidade de responder ao processo em liberdade. Na verdade, a audiência de custódia existe justamente para examinar isso logo no início. Em muitos casos, a pessoa sai da audiência com alvará de soltura ou com imposição de cautelares. Em outros, permanece presa. O que define o resultado não é apenas o impacto emocional do flagrante, mas a análise técnica dos pressupostos legais. Essa informação é essencial para combater desinformação e reduzir o pânico de famílias que, muitas vezes, acreditam que uma prisão inicial torna inevitável a permanência no cárcere até o fim do processo.

O que fazer para aumentar as chances de responder em liberdade

Do ponto de vista prático, a atuação técnica da defesa é decisiva. A apresentação de documentos que comprovem residência fixa, atividade profissional lícita, vínculo familiar, ausência de antecedentes relevantes e comportamento colaborativo costuma ser importante. Também é fundamental demonstrar que não há risco concreto para a investigação ou para o processo. Em muitos casos, o pedido de liberdade provisória ou revogação da prisão preventiva trabalha justamente nessa linha: mostrar que a custódia é desnecessária e que medidas menos gravosas podem ser suficientes.

Outro ponto essencial é cumprir rigorosamente qualquer medida cautelar imposta. Quem recebe o benefício de responder ao processo em liberdade precisa entender que isso não é um salvo-conduto irrestrito. Descumprir obrigações judiciais pode levar ao agravamento das medidas e até à decretação da prisão. Em linguagem simples, responder em liberdade é um direito possível, mas também exige responsabilidade processual. Isso vale para comparecimento em juízo, respeito a proibições de contato, cumprimento de recolhimento domiciliar e demais condições fixadas pelo magistrado.

Sites oficiais do governo brasileiro para consultar sobre o tema

Quem deseja aprofundar o assunto em fontes confiáveis deve priorizar páginas oficiais. O Portal da Legislação da Presidência da República reúne a Constituição Federal e o Código de Processo Penal atualizados, sendo uma referência indispensável para consultar diretamente as regras sobre prisão, liberdade provisória e medidas cautelares.

Também vale acessar o Conselho Nacional de Justiça, que mantém página específica sobre audiência de custódia, resolução normativa sobre a apresentação da pessoa presa em até 24 horas e materiais explicativos para familiares e pessoas custodiadas. Essas fontes ajudam a compreender, com linguagem mais institucional, o que acontece após a prisão e quais decisões o juiz pode tomar.

Afinal, posso responder ao processo em liberdade?

Sim, é plenamente possível responder ao processo em liberdade no Brasil, desde que não estejam presentes os requisitos legais que justifiquem a prisão cautelar. A regra do sistema constitucional e processual penal não é prender por antecipação, mas permitir que o processo siga com respeito à presunção de inocência, reservando a prisão preventiva para hipóteses realmente necessárias e fundamentadas. Em muitos casos, mesmo quando a liberdade plena não é concedida, o juiz pode aplicar medidas cautelares diversas da prisão, o que mantém o acusado fora do cárcere enquanto o processo segue seu curso.

Portanto, a resposta mais honesta e juridicamente correta para a pergunta “posso responder ao processo em liberdade?” é: depende do caso concreto, mas isso é absolutamente possível e, muitas vezes, compatível com a legislação brasileira. O mais importante é compreender que prisão processual não é consequência automática da acusação, e que há mecanismos legais, constitucionais e institucionais para proteger a liberdade quando ela não oferece risco real ao andamento da Justiça. Para decisões concretas sobre casos individuais, a análise de um advogado criminalista é indispensável, porque detalhes do processo, do histórico do acusado e da fundamentação judicial podem alterar completamente o resultado.

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Expocachaça 2026 deve movimentar R$ 30 milhões em Belo Horizonte

Belo Horizonte recebe, entre os dias 6 e 8 de agosto de 2026, a 35ª edição da Expocachaça, considerada a maior vitrine mundial da cadeia produtiva e de valor da cachaça.

Realizado desde 1998, o evento chega a mais uma edição no CenterMinas Expo, reunindo cerca de 250 expositores de 18 estados brasileiros, aproximadamente 2 mil marcas de produtos, insumos e equipamentos, e um público estimado em 25 mil pessoas ao longo dos três dias.

A 35ª Expocachaça acontece simultaneamente à 19ª Brasil Bier e à 4ª Minas + Doce, ampliando a conexão entre cachaça, cervejas especiais, doçaria, gastronomia, economia criativa e entretenimento. Mais do que reunir três eventos em um mesmo espaço, a proposta reforça a cachaça como eixo cultural e econômico capaz de ancorar outros produtos associados à identidade mineira e brasileira.

O evento é promovido pelo Centro Brasileiro de Referência da Cachaça e pela Brasil Spirits Eventos e conta com o incentivo da CEMIG por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

A previsão da organização é que a feira movimente R$ 30 milhões durante e após o evento, considerando negócios gerados, circulação de visitantes, vendas, turismo, gastronomia, serviços e desdobramentos comerciais da cadeia produtiva.

Criada em Belo Horizonte, a Expocachaça teve papel relevante na valorização da cachaça de alambique, contribuindo para reposicionar a bebida símbolo do Brasil como produto de qualidade, identidade cultural, potencial gastronômico e relevância econômica.

Em 2026, o evento mantém seu formato híbrido, combinando feira de negócios B2B e festival aberto ao público, B2C, com estandes, degustações, rodadas de negócios, concursos técnicos, lançamentos, experiências gastronômicas e programação cultural.

“Mais uma vez reforçamos nossa missão de promover a cachaça de alambique, agregando valor ao produto e fomentando negócios em todo o ecossistema. Aqui a cachaça sempre foi protagonista”, afirma José Lúcio Mendes, idealizador da Expocachaça. “Esta trajetória que iniciamos há 27 anos com a cachaça de alambique é a mesma que realizamos há 18 anos com a cerveja artesanal e agora com a doçaria mineira. Essas iniciativas fortalecem um movimento de valorização dos nossos patrimônios históricos, culturais e gastronômicos”, completa.

Na visão da organização, a Expocachaça se consolidou como um hub de eventos ligados à cultura produtiva, à economia criativa, aos negócios e ao entretenimento. A cachaça de alambique ocupa o lugar de produto âncora, não apenas por sua relevância histórica e econômica, mas por sua capacidade de dialogar com outros universos de consumo e experiência. É a partir dela que a Brasil Bier e a Minas + Doce ganham contexto dentro de uma narrativa mais ampla de valorização de produtos brasileiros, especialmente mineiros, que carregam saberes produtivos, tradição familiar, inovação, território e potencial de mercado.

A edição de 2026 também será marcada pela leitura de tendências do setor. Entre os temas que devem aparecer nos estandes e nas conversas de mercado estão bebidas mistas, RTDs, drinks prontos para beber, novos formatos de consumo, valorização de marcas premiadas, turismo de experiência, sucessão familiar nos alambiques, presença feminina na cadeia produtiva, internacionalização, indicação geográfica, qualidade laboratorial e impactos da reforma tributária para produtores.

A força do evento dialoga com o protagonismo de Minas Gerais no setor. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil contava, no ano-base 2024, com 1.266 estabelecimentos elaboradores de cachaça registrados. Minas Gerais lidera o ranking nacional, com 501 estabelecimentos, o equivalente a 39,6% do total brasileiro. O estado também concentra 2.492 produtos registrados, 34,5% dos rótulos de cachaça do país.

Para José Lúcio Mendes, esse contexto reforça a responsabilidade da Expocachaça como ponto de encontro da cadeia produtiva. “A feira nasceu para abrir mercado, educar o consumidor, aproximar produtores e fortalecer a reputação da cachaça. Ao longo dos anos, vimos a bebida deixar para trás preconceitos históricos e conquistar espaço como destilado brasileiro de qualidade, com diversidade, técnica e identidade”, afirma.

Minas + Doce

A Minas + Doce, que nasceu dentro da Expocachaça, ganha mais uma  edição como plataforma de visibilidade para a produção doceira de Minas Gerais, aproximando produtores, chefs, confeiteiros, empreendedores e consumidores em torno de saberes tradicionais e novas possibilidades de harmonização.

Em sua 4ª edição, o evento ocupa um espaço mais estruturado, com cerca de 30 estandes dedicados à doçaria. Além da exposição e comercialização dos produtos, a Minas + Doce investe em vivência e conhecimento gastronômico por meio da Cozinha Viva Minas + Doce, espaço que reúne nomes da confeitaria e da gastronomia mineira em uma série de aulas-show que valorizam sabores, tradições e criatividade da doçaria artesanal.

Ao longo dos três dias de evento, o público poderá acompanhar demonstrações ao vivo com Renata Sancoel, na quinta-feira, 6 de agosto, às 15h; Kelma Gual, na quinta-feira, 6 de agosto, às 17h; Pablo Figueiredo, na sexta-feira, 7 de agosto, às 15h; Randher Dornelles, na sexta-feira, 7 de agosto, às 17h; Márcio Brito, no sábado, 8 de agosto, às 15h; e Mari Mussi, no sábado, 8 de agosto, às 17h.

A programação reforça a proposta do espaço de destacar a riqueza da confeitaria mineira, promover a troca de conhecimentos entre profissionais e apaixonados pela gastronomia e evidenciar a harmonização entre doces e cachaças de alambique, celebrando a identidade e os sabores de Minas Gerais.

“Começamos com apenas 12 estandes, dentro da Expocachaça, de forma experimental. Mas a parceria entre a doçaria e a cachaça deu muito certo e o projeto cresceu. Estamos unindo produtores, chefs, jornalistas, comerciantes e empreendedores em um só espaço, celebrando o que Minas tem de melhor”, afirma José Lúcio Mendes.

Programação musical

Durante os três dias de evento, o público poderá conhecer produtores de diferentes regiões do Brasil, participar de degustações, acompanhar lançamentos, acessar experiências gastronômicas e circular por espaços dedicados à cachaça, cervejas especiais e doces mineiros. A programação será realizada diariamente das 12h à meia-noite.

Os shows acontecem no palco principal do CenterMinas Expo, em Belo Horizonte, reunindo bandas que homenageiam grandes nomes do rock internacional, clássicos do pop rock e da música sertaneja, tornando a visita ao evento uma experiência ainda mais completa.

Na quinta-feira, 6 de agosto, a programação musical começa às 18h com a Rádio Slave Rock, preparando o clima para uma noite dedicada aos clássicos do rock. Às 19h, a Banda Creedence Cover apresenta os maiores sucessos do Creedence Clearwater Revival. Encerrando a noite, às 21h30, a Lurex – Queen Tribute sobe ao palco com um espetáculo que homenageia Freddie Mercury e o Queen, recriando grandes clássicos da banda britânica.

Na sexta-feira, 7 de agosto, a música começa às 18h com a Rádio Viola Viva. Às 19h, a Banda Putz Grilla leva ao público um repertório repleto de sucessos do pop rock nacional e internacional, além de grandes hits que marcaram os anos 1990. Na sequência, às 21h30, o trio sertanejo Ceis Bebe, Nóis Canta apresenta um show que reúne músicas autorais e clássicos da música sertaneja.

O sábado, 8 de agosto, reserva uma programação ainda mais intensa. A partir das 17h30, o Artéria Trio abre a programação musical. Às 19h, a Banda Chevette Hatch promete animar o público com clássicos do pop e do rock nacional e internacional. Para encerrar a programação da Expocachaça 2026, às 21h30, a Banda RockNights sobe ao palco com um show repleto de sucessos que marcaram gerações.

Lançamento da 5ª edição de obra referência sobre a produção de cachaça

A programação da 35ª Expocachaça também será marcada pelo lançamento da 5ª edição do livro “Produção de Aguardente de Cana”, organizado pela professora Maria das Graças Cardoso, uma das referências brasileiras em pesquisa sobre cachaça de alambique.

Publicada pela Editora UFLA, a obra é considerada um dos importantes manuais técnicos do setor, reunindo conhecimentos atualizados sobre as etapas da produção, desde o cultivo da cana-de-açúcar até a destilação, o controle de qualidade, o envelhecimento, a legislação e as tendências de mercado.

SERVIÇO

35ª Expocachaça, 19ª Brasil Bier e 4ª Minas + Doce
Data: 6 a 8 de agosto de 2026
Horário: das 12h às 00h
Local: CenterMinas Expo — Av. Pastor Anselmo Silvestre, 1495, União, Belo Horizonte, MG
Ingressos: disponíveis pelo site oficial da Expocachaça e pela Sympla. Nos dias do evento, também haverá venda na bilheteria do CenterMinas Expo.
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/35-expocachaca-19-brasilbier-e-4-minas-doce/3397040
Site: www.expocachaca.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/expocachaca/