Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo apresentam alta no faturamento, enquanto o Rio de Janeiro registra leve retração.
O setor óptico brasileiro registrou faturamento de R$ 2,15 bilhões em julho de 2026, uma queda de 11% em comparação ao mesmo período de 2025. Apesar do recuo, o mercado apresentou recuperação de 3% em relação a junho deste ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica).
O desempenho regional revela diferenças importantes entre os estados do Sudeste. Minas Gerais apresentou crescimento de 14,5%, passando de R$ 245 milhões para R$ 280,5 milhões. O Espírito Santo registrou alta de 20%, com faturamento de R$ 75 milhões, ante R$ 62,5 milhões no ano anterior.
São Paulo também apresentou resultado positivo, com crescimento de 10,8%, passando de R$ 781,57 milhões para R$ 866 milhões. Já o Rio de Janeiro registrou leve retração de 0,7%, com faturamento de R$ 134 milhões, frente aos R$ 135 milhões contabilizados em julho de 2025.
Perspectivas para 2026.
Apesar dos desafios econômicos, a Abióptica projeta crescimento de 2,9% para o setor em 2026, com faturamento estimado em R$ 28,77 bilhões.
Segundo Ambra Nobre Sinkoc, diretora executiva da entidade, a recuperação mensal demonstra consistência, mas ainda não é suficiente para sustentar uma previsão mais otimista.
Entre os principais desafios enfrentados pelo mercado estão a cautela dos consumidores diante do endividamento e a concorrência de produtos falsificados e ilegais.
De acordo com levantamento do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNPC), aproximadamente metade dos 106,5 milhões de óculos comercializados anualmente no Brasil é composta por produtos falsificados ou de origem ilegal.
O setor óptico brasileiro emprega mais de 190 mil pessoas e reúne 71.226 pontos de venda em todo o país.
Mesmo diante das dificuldades, a expectativa da Abióptica é de que o mercado encerre 2026 com crescimento, sustentado pela recuperação gradual das vendas.

