Fortuna bilionária, coma e disputa judicial

Documentário da Globloplay reacende embate sobre herança, curatela e decisões médicas da herdeira das Casa Pernambucanas.

O patrimônio e a vida de Anita Louise Regina Harley, 74 anos, voltaram ao centro do debate público após o lançamento do documentário “O Testamento: O Segredo de Anita Harley”, produzido pela Globoplay. A produção revela os bastidores de uma das disputas judiciais mais complexas do país envolvendo herança, curatela e gestão patrimonial.

Anita é ex-diretora-presidente e uma das principais acionistas individuais das Casas Pernambucanas, tradicional rede varejista fundada no início do século XX. Com fortuna estimada em cerca de R$ 1,85 bilhão, a empresária está em coma desde 2016, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Desde então, sua incapacidade civil desencadeou intensa batalha judicial relacionada à administração de seus bens e às decisões sobre seu tratamento médico.

A disputa gira em torno da curatela — instrumento jurídico que nomeia um responsável para representar civilmente pessoa incapaz — e também da validade e interpretação de um testamento vital, documento no qual o indivíduo manifesta previamente suas vontades quanto a cuidados médicos e decisões futuras em caso de impossibilidade de expressão consciente.

De um lado está Cristine Rodrigues, secretária de confiança indicada como responsável por seus cuidados. De outro, Sônia Soares, conhecida como Suzuki, funcionária que residia na mansão da empresária e que afirma ter mantido relação afetiva com Anita. O cenário se amplia com o pedido de Arthur, filho de Sônia, pelo reconhecimento de maternidade socioafetiva. O embate envolve não apenas cifras bilionárias, mas laços afetivos, poder e controle de um império empresarial.

Para especialistas, o caso evidencia a importância de um planejamento sucessório claro e juridicamente estruturado, especialmente quando se trata de grandes patrimônios. A advogada Maria Clara Mapurunga, especialista em Direito de Família Empresarial, explica que a ausência de definições objetivas pode transformar um momento delicado em um conflito prolongado:

“Quando uma pessoa com patrimônio relevante não define de forma clara quem são seus beneficiários, quem deve administrar seus bens e quem está autorizado a tomar decisões médicas, abre-se espaço para disputas judiciais longas e desgastantes.”

Segundo a especialista, documentos como escritura pública de autocuratela, testamento vital e instrumentos de planejamento sucessório precisam ser elaborados com rigor técnico e atualizados periodicamente.

“O testamento não deve tratar apenas da divisão de bens, nem deve ser o único instrumento utilizado em um planejamento sucessório eficiente. É fundamental recorrer a outros mecanismos, como o testamento vital e a escritura de autocuratela, por meio da qual se podem definir responsáveis por decisões médicas, regras de administração patrimonial e critérios objetivos — especialmente, no caso de empresários, quanto à gestão de participações societárias. Idealmente, tais instrumentos devem estar em consonância com documentos parassociais da empresa da qual o disponente participa, evitando interpretações conflitantes. Quanto maior o patrimônio, maior deve ser o cuidado na estruturação jurídica.”

Casos como o de Anita Harley demonstram que o planejamento sucessório não é apenas questão patrimonial, mas também de proteção da dignidade e da autonomia da vontade. A ausência de previsões claras pode gerar insegurança jurídica, disputas familiares e impacto direto na gestão de empresas vinculadas ao patrimônio da pessoa incapaz.

Além disso, quando há participação societária relevante — como no caso de grandes redes empresariais — a indefinição sobre quem exerce o poder de decisão pode afetar negócios, investidores e colaboradores. O documentário reforça que, mais do que um conflito familiar, a disputa em torno do patrimônio de Anita Harley funciona como alerta para empresários e detentores de grandes fortunas: planejamento sucessório não é opcional, é estratégico.

“Organizar juridicamente o patrimônio ainda em vida é uma forma de proteger a família, preservar empresas e evitar que decisões sensíveis acabem transferidas ao Judiciário”, conclui a especialista.

Em meio a uma batalha que já se estende por quase uma década, o caso expõe como a ausência — ou a fragilidade — de instrumentos sucessórios bem estruturados pode transformar heranças em litígios longos e complexos. A especialista também ressalta a importância do Provimento nº 206, de 6 de outubro de 2025, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que trouxe maior segurança jurídica para aqueles que se resguardam por meio da escritura pública de autocuratela.

A norma determina que, nos processos de interdição, o magistrado consulte a Central Eletrônica Notarial de Serviços Compartilhados (CENSEC) para verificar a existência de eventual escritura de autocuratela. A CENSEC é a base nacional que reúne informações sobre atos notariais lavrados em cartórios de todo o país, como testamentos, escrituras e procurações, permitindo ao Judiciário identificar rapidamente se a pessoa deixou disposições formais registradas em cartório.

“É importantíssima a inovação trazida pelo Conselho Nacional de Justiça no Provimento nº 206/2025. A consulta obrigatória à CENSEC permite verificar se existe escritura de autocuratela e, havendo o documento, o juiz deverá considerar a manifestação prévia de vontade do curatelado, garantindo que o planejamento e as disposições por ele estabelecidas sejam efetivamente observados.”

A medida está alinhada ao ordenamento jurídico brasileiro, especialmente ao princípio da preservação da autonomia da pessoa, previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que privilegia soluções que respeitem a vontade do indivíduo mesmo em situações de incapacidade. Também dialoga com o art. 1.775 do Código Civil, que trata da nomeação do curador, reforçando que a escolha deve observar, sempre que possível, a vontade previamente manifestada pelo curatelado e seu melhor interesse. A advogada complementa:

“Uma boa escritura de autocuratela pode indicar como e por quem será organizada e administrada a vida do curatelado, permitindo que sua vontade seja respeitada com a maior precisão possível. O interessado pode, por exemplo, indicar a pessoa que gostaria que cuidasse de suas empresas e nomear outra para administrar seus rendimentos bancários, cuidados do lar e demais questões pessoais. Trata-se de um instrumento extremamente relevante para assegurar a autonomia da vontade e a proteção da dignidade da pessoa em eventual situação de incapacidade.”

Documentário da Globloplay reacende embate sobre herança, curatela e decisões médicas da herdeira das Casa Pernambucanas.

Carnaval de BH bate recorde histórico em 2026

A edição de 2026 do Carnaval de Belo Horizonte chegou ao fim com números históricos: recorde de foliões nas ruas, alto nível de segurança, expressiva movimentação econômica, alta taxa de ocupação hoteleira e investimentos ampliados para os diversos atores que constroem a festa. Os 23 dias de programação e 457 desfiles de blocos de rua atraíram 6,6 milhões de foliões, dos quais 349 mil turistas. A movimentação financeira foi estimada em R$1,4 bilhão.

A atuação integrada dos órgãos municipais gerou indicadores positivos na segurança, saúde e limpeza urbana. O balanço com os dados do Carnaval foi divulgado nesta quarta-feira durante solenidade, na sede da PBH, que reuniu o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, secretários municipais e diversas personalidades envolvidas na folia.

“A gente bateu praticamente todos os recordes da história do Carnaval. E eles têm muita importância para nós. Não só aquele número de foliões que a gente ultrapassou os 6 milhões no ano passado. A gente não registrou ocorrências de feminicídio ou de importunação sexual. O nosso Carnaval é o mais seguro e é o mais bem preparado e estruturado Carnaval de rua do Brasil. E é um Carnaval de graça. É um Carnaval onde a pessoa vem para brincar e ela não precisa se preocupar em pagar o camarote A ou B para ela poder curtir o Carnaval”, enfatizou o prefeito.

O presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, destacou que “o Carnaval reafirma Belo Horizonte como um destino que combina cultura, hospitalidade e experiências autênticas. O aumento da presença de turistas nacionais e internacionais, aliado aos índices de satisfação e recomendação, mostra a força da festa na atração de visitantes. Mais do que uma celebração, estamos falando de uma estratégia de desenvolvimento turístico que gera emprego, renda, fortalece a cadeia produtiva e projeta Belo Horizonte para o Brasil e para o mundo”.

Atuação Integrada

A Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte não registrou casos de assédio durante o período oficial, e as ocorrências atendidas foram, em sua maioria, de baixa gravidade. Na área da limpeza urbana, foram recolhidas 1.260 toneladas de resíduos, com a destinação de cerca de 52 toneladas de material reciclável pelo programa Recicla Belô.

Na saúde, os Postos Médicos Avançados (PMAs) realizaram 288 atendimentos, sem registros de casos de maior complexidade. A fiscalização ocorreu de forma intensiva ao longo de todo o Carnaval, com foco na orientação, no ordenamento urbano e na regulação das atividades festivas, somando mais de 12 mil ações.

A avaliação média geral do evento foi de 8,6, índice que se mantém em relação ao ano anterior, evidenciando a consolidação da festa como uma experiência positiva para o público. Ao todo, 74,9% dos foliões tiveram suas expectativas plenamente atendidas ou superadas, sendo que, para 31,1%, elas foram superadas, reforçando o alto nível de satisfação com a festa da capital mineira.

Planejamento para 2027

O Carnaval de Belo Horizonte já tem seu período oficial definido para 2027. Entre os dias 23 de janeiro e 14 de fevereiro, a cidade volta a se transformar em palco de uma programação diversa, descentralizada e voltada para diferentes públicos, recebendo centenas de cortejos, apresentações culturais e diversas outras ações que marcam o período.

Após a finalização dos relatórios e consolidação dos dados da edição de 2026, serão realizadas reuniões com os blocos de rua, escolas de samba e blocos caricatos para o aperfeiçoamento dos editais, incluindo a antecipação do cronograma, maior previsibilidade na liberação de recursos e o aprimoramento dos critérios de habilitação.

Pesquisa com o folião do Carnaval de BH

Com o objetivo de identificar e monitorar as características dos foliões que participaram da edição de 2026 do Carnaval de Belo Horizonte, a Belotur aplicou a tradicional Pesquisa do Folião. Entre moradores e visitantes que já haviam participado de edições anteriores, 59,2% afirmaram que o evento apresentou melhorias. Os principais avanços citados foram organização (41,4%), segurança (29,5%) e infraestrutura geral (15,7%).

A nota de recomendação do Carnaval de Belo Horizonte alcançou 9,3, demonstrando forte intenção de retorno e indicação da festa para outras pessoas. A pesquisa também aponta crescimento da participação turística. Do total de foliões, 76,3% são moradores e 23,7% visitantes, percentual superior ao registrado em 2025, quando os turistas representavam 18% do público.

A maioria dos visitantes veio do interior de Minas Gerais (51,1%), seguida por São Paulo (17,4%), Distrito Federal (9,6%), Rio de Janeiro (3,1%), Espírito Santo (3,1%) e Rio Grande do Sul (2,5%). Entre as cidades de origem mais frequentes estão Brasília, São Paulo, Divinópolis, Juiz de Fora e Uberlândia. A estimativa é que cerca de 349 mil turistas tenham participado da festa, sendo que 93% deles indicaram o Carnaval como principal motivo da viagem.

A pesquisa também registrou a presença de turistas internacionais, com destaque para visitantes da Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, Paraguai, Portugal e Uruguai.

Os visitantes permaneceram, em média, 3,8 dias na cidade durante o período festivo, com gasto médio individual diário de R$ 575,38, crescimento em relação a 2025, quando o valor foi de R$ 483,38. Já entre os moradores, o gasto médio total per capita ao longo do evento foi de R$ 154,85, patamar semelhante ao do ano anterior. Em relação à hospedagem, a maior parte dos visitantes ficou em casas de parentes e amigos (46,7%), seguida por hotéis e pousadas (28,3%) e plataformas de aluguel por temporada, como Airbnb (16,4%).

O perfil do público visitante indica predominância masculina (55,6%), enquanto entre moradores a maioria se identifica com o gênero feminino (53,2%). A idade média dos visitantes foi de 32 anos e a faixa de renda familiar mais recorrente está entre 3 e 5 salários mínimos (23,3%). Entre os entrevistados, 69,7% são solteiros e 58,3% possuem ensino superior ou pós-graduação.

A pesquisa também evidencia o alinhamento do público com pautas de diversidade e sustentabilidade. Questionados sobre a importância de promover o respeito à diversidade sexual e de gênero em eventos públicos, os foliões atribuíram nota média de 9,7. Entre os participantes, 33% declararam fazer parte da comunidade LGBTQIAPN+. Já em relação ao comprometimento com a responsabilidade ambiental, a média foi de 8,7, e 81,7% dos entrevistados afirmaram atuar como promotores dessa temática, reforçando o papel do Carnaval como espaço de convivência, inclusão e conscientização social.

Hotelaria

O Carnaval de Belo Horizonte 2026 movimentou o setor hoteleiro neste mês de fevereiro, em especial entre os dias 13 a 17. A taxa de ocupação de toda a cidade atingiu 83,5%, superando a porcentagem de 76,73% do último ano. Já a região Centro-Sul alcançou a média de quase 100%, acima da média de 2025 quando chegou a 82,10%. Todos os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIHMG).

Movimentação do Aeroporto e da Rodoviária

De acordo com o Terminais BH, a Rodoviária de Belo Horizonte registrou a circulação de aproximadamente 200 mil passageiros entre os dias 12 e 19 de fevereiro, período que concentrou o fluxo de embarques e desembarques durante o Carnaval. Já o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, conforme apurado com o BH Airport, recebeu 260.245 passageiros no período de 12 a 19 de fevereiro de 2026. Em relação ao ano de 2025, houve um aumento de 3.311 passageiros, considerando o mesmo período.

Bares e Restaurantes

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), a avaliação dos bares e restaurantes localizados nas regiões que receberam blocos de rua durante o Carnaval de Belo Horizonte foi positiva. De acordo com o órgão, a cada ano, mais empresários compreendem a dinâmica do evento e ajustam suas estratégias para aproveitar as oportunidades geradas pelo aumento do fluxo de pessoas na cidade.

Infraestrutura e geração de emprego e renda

Estima-se que o Carnaval tenha gerado aproximadamente 25 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Entre os destaques, estão os ambulantes: 11.528 profissionais foram cadastrados para atuar na comercialização de bebidas e adereços durante o período oficial da festa.

Segundo a Associação dos Trabalhadores Ambulantes de Belo Horizonte, o lucro da categoria superou o registrado no último ano, evidenciando o crescimento do evento. A expectativa inicial dos ambulantes era alcançar lucro médio de R$5 mil no período; no entanto, já há relatos de vendedores que, apenas nos quatro dias de feriado, atingiram faturamento médio de R$ 3 mil por dia.

No que diz respeito à infraestrutura, a Prefeitura contratou 15.438 diárias de banheiros químicos, somando as estruturas fixas instaladas durante o feriado e as cabines volantes posicionadas nos percursos dos blocos que desfilaram pela cidade. Desse total, 442 unidades foram adaptadas para pessoas com deficiência, reforçando o compromisso com a acessibilidade. O número de banheiros foi superior ao de 2025, quando 13.610 diárias foram disponibilizadas.

Além disso, foram instaladas 33.609 estruturas de proteção em diferentes pontos da cidade, incluindo grades baixas móveis e fixas, grades altas e placas de fechamento. A medida teve como objetivo garantir a preservação de jardins, equipamentos urbanos, espaços públicos e monumentos tombados, assegurando a realização da festa com cuidado ao patrimônio e ao ambiente urbano.

Belo Horizonte em evidência

Levantamentos baseados em dados de buscas na plataforma Google, divulgados pelo instituto especializado Conversion News, apontam Belo Horizonte entre os destinos mais pesquisados pelos brasileiros para o Carnaval de 2026, ao lado de cidades como Salvador, Recife e Rio de Janeiro.

Nos resultados de pesquisa no Google, o Portal Belo Horizonte, plataforma oficial da folia da capital, alcançou mais de 11 milhões de impressões a partir de pesquisas de diversas palavras-chave, como “blocos de carnaval bh”, “programação carnaval bh 2026”, “carnaval bh 2026”, “carnaval bh” e “blocos bh”. Somente com a busca pelo termo “carnaval 2026”, o site foi exibido mais de 225 mil vezes. O hotsite do Carnaval de Belo Horizonte obteve, no período, mais de 1,7 milhão de acessos.

A capital mineira se manteve entre os cinco destinos mais procurados para o período nas plataformas de hospedagem e experiências como Booking.com, Decolar e Civitatis, além de figurar como o segundo destino mais buscado nas operadoras rodoviárias Buser e ClickBus. Já a companhia aérea Azul Linhas Aéreas indicou que Belo Horizonte esteve entre os três destinos mais procurados em suas rotas para o período carnavalesco.

A Skyscanner, plataforma internacional de viagens, registrou ainda um aumento de 24% nas buscas por passagens para a capital durante a época do Carnaval, em comparação com o mês anterior.

Valorização aos atores da festa

Grandes protagonistas do Carnaval de Belo Horizonte, os blocos de rua, escolas de samba, blocos caricatos e blocos afros novamente marcaram presença com cortejos que reafirmaram a diversidade cultural, a criatividade e a força da festa nas ruas da capital.

Ao todo, 457 blocos de rua desfilaram por todas as regionais da cidade, movimentando desde pequenas comunidades até verdadeiras multidões. A Prefeitura de Belo Horizonte investiu R$ 3,21 milhões nos cortejos, além de disponibilizar uma ampla estrutura de apoio que incluiu banheiros químicos, grades de proteção, serviços de limpeza, intervenções viárias e ações de ordenamento urbano.

As escolas de samba e os blocos caricatos também se destacaram nos desfiles de passarela. Nos dias 16 e 17 de fevereiro, a Avenida dos Andradas se transformou em um grande palco a céu aberto e, com arquibancadas lotadas, a Escola de Samba Estrela do Vale e o Bloco Caricato Estivadores do Havaí se sagraram campeões. Ao todo, foram investidos R$ 3,77 milhões nas apresentações.

Segurança

A Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, com a Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte (GCMBH) e o Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), desempenhou papel estratégico na proteção e cuidado com foliões e não-foliões. A atuação integrada garantiu ruas mais seguras, coibiu violências, preveniu danos ao patrimônio público, combateu a importunação sexual e assegurou o bom funcionamento da cidade ao longo da festividade.

O COP-BH atuou de forma articulada com mais de 20 instituições públicas e privadas, responsáveis pela gestão de todos os eventos programados para o Carnaval 2026. O videomonitoramento contou com mais de 5 mil câmeras distribuídas pela cidade, sendo 1,6 mil nos trajetos dos blocos. O COP-BH contou, ainda, com as imagens dos sobrevoos de drones de diversas instituições de segurança.

Foram registradas 293 ocorrências integradas, dentre elas desobstrução de vias por estruturas móveis ou fixas instaladas de modo irregular, autuação de veículos estacionados em local proibido, autuação de eventos não licenciados, apoio a pessoas com intoxicação alcoólica e remanejamento de banheiros químicos.

Agentes do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher estiveram presentes nos trios elétricos e entre os foliões, distribuindo quase 7 mil tatuagens temporárias da campanha “NÃO É NÃO”, reforçando a importância do respeito às mulheres. Não houve registro de assédio.

O Grupamento Especializado de Apoio e Proteção ao Turista, que prestou quase 300 assistências a visitantes estrangeiros, com agentes bilíngues capacitados em diferentes idiomas, como inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, japonês, além da comunicação em Libras.

Baixa quantidade de registros

Entre as 17 ocorrências registradas pela Guarda Municipal nas ruas, houve quatro casos de tráfico de drogas (queda de 33%), três de lesão corporal (queda de 25%) e dois de furto (queda de 60%). Mais de de 9 mil foliões receberam orientações preventivas com dicas de segurança durante a folia, o que representa um crescimento de 55,3% em comparação ao ano anterior. Ao todo, quase 15 mil informações foram repassadas pelos agentes ao público da festa.

Ao longo dos 23 dias de folia, 4.963 pessoas foram abordadas, um aumento de 33% em relação a 2025. Foram registradas 20 prisões e conduções em 2026, frente às 18 do Carnaval anterior, demonstrando que a ampliação da presença operacional resultou em controle efetivo e baixa incidência de crimes graves durante o período festivo.

Limpeza Urbana

Os garis da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) recolheram 1.260 toneladas de resíduos nas áreas por onde passaram os blocos de Carnaval durante os 23 dias de folia. Apenas no período do feriado, de 14 a 18 de fevereiro, foram retiradas 848 toneladas de lixo. Cerca de 1,5 mil garis trabalharam exclusivamente na operação de limpeza do Carnaval.

Ao longo dos trajetos dos blocos, a SLU instalou contêineres de 240 litros para o descarte adequado de resíduos. Também foram disponibilizados 23 contêineres específicos para a coleta de garrafas de vidro, resultando no recolhimento de 12,4 toneladas do material, que será destinado às cooperativas de catadores.

ReciclaBelô

A coleta seletiva contou com a participação de aproximadamente 440 catadores autônomos credenciados pelo projeto ReciclaBelô, que recolheram cerca de 51,7 toneladas de materiais recicláveis entre os dias 14 e 17 de fevereiro. O ReciclaBelô recebeu da SLU o valor de R$ 499,3 mil, garantindo o pagamento de diárias mínimas de R$ 150 a cada catador.

Além desse repasse, o ReciclaBelô teve à disposição uma estrutura fornecida pela Belotur, no valor de R$ 114,2 mil. O investimento contemplou a instalação de quatro centrais de triagem equipadas com tendas, mesas, cadeiras, fornecimento de energia elétrica, caixas térmicas, gelo, água e segurança privada 24 horas.

Mobilidade Urbana

A operação de mobilidade para o Carnaval de Belo Horizonte 2026 contou com o trabalho de cerca de 430 profissionais, atuando diretamente nas ruas ou no COP-BH. Durante os desfiles de blocos, foram feitas aproximadamente 4 mil interdições nas ruas. Foram reservadas oito áreas para os desfiles dos blocos, sendo cinco na Área Central, uma em Santa Tereza, uma na Pampulha e uma na Avenida dos Andradas.

A estrutura fixa de interdições de vias e desvios no trânsito garantiu a segurança durante os desfiles, preservando a mobilidade e minimizando os impactos para quem precisou se deslocar para trabalhar. A Rota Hospitalar foi uma das prioridades durante a folia, garantindo o acesso da população e dos veículos de urgência à região dos hospitais.

A parceria entre a Prefeitura e o Google viabilizou, mais uma vez, que as intervenções de trânsito fossem disponibilizadas no Waze e no Google Maps, orientando os motoristas sobre os locais interditados e o melhor caminho para chegar ao destino.

Foram realizadas mais de 13 mil viagens diárias de transporte coletivo, transportando mais de 3,1 milhões de passageiros durante todos os dias de folia. Foram implantados 19 pontos de táxi no entorno das áreas reservadas para desfiles dos blocos. No domingo de Carnaval, o programa Catraca Livre transportou mais de 320 mil passageiros gratuitamente. O programa Madrugão funcionou durante todos os dias do período do Carnaval, permitindo atendimento noturno em toda a cidade.

O “Posso Ajudar?” realizou mais de 11 mil atendimentos com informações sobre trânsito e transporte. A operação Cata Perdido transportou 169 usuários do transporte coletivo que tinham dificuldades para acessar os novos pontos de ônibus, prioritariamente, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas em tratamento em clínicas de nefrologia.

Saúde

Durante o feriado de Carnaval foram prestados 288 atendimentos nos dois Postos Médicos Avançados (PMAs) instalados no Centro de Referência das Juventudes (CRJ) e na UPA Centro-Sul. A maior parte dos casos foi por intoxicação alcoólica e traumas leves. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou 226 chamados envolvendo foliões.

A Vigilância Sanitária (Visa) atuou na fiscalização da comercialização de alimentos e bebidas, além das condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos. Foram registradas 21 denúncias durante o Carnaval, resultando em cinco autuações, sendo quatro advertências e uma interdição na área de manipulação de alimentos de uma casa de shows.

Entre os estabelecimentos denunciados também estão supermercados, padarias, lanchonetes, restaurantes e hortifrútis. As irregularidades mais frequentes foram de presença de pragas urbanas (roedores, moscas e baratas), produtos vencidos, alimentos deteriorados ou mal acondicionados.

Desde janeiro foram vistoriados 604 estabelecimentos, com registro de 82 termos de intimação e 101 advertências, principalmente por armazenamento inadequado de alimentos e ausência de proteção. Também foram emitidos nove autos de apreensão, com o recolhimento de 152 quilos de produtos impróprios para o consumo, além da aplicação de sete multas por falhas nas condições de limpeza e higienização dos estabelecimentos.

Fiscalização

A PBH atuou de forma intensiva durante o período oficial do Carnaval, com foco na orientação e na organização das atividades festivas. A Fiscalização Urbanística e Ambiental atuou com um efetivo de mais de 660 profissionais, entre fiscais e agentes, e realizou mais de 12 mil ações entre os dias 31 de janeiro e 22 de fevereiro.

Entre as iniciativas desenvolvidas, 60 vistorias relacionadas à poluição sonora e 5.801 abordagens a ambulantes, com verificação de credenciais. Foram licenciados 235 eventos privados, 54,6% a mais em relação a 2025.

Assistência Social

Antes mesmo do início da festa, foram promovidas ações formativas com blocos de rua, organizadores e trabalhadores envolvidos no evento, abordando temas como prevenção à violência, enfrentamento ao assédio, proteção de crianças e adolescentes e respeito à diversidade. Também foram desenvolvidas campanhas informativas direcionadas a cidadãos e turistas, com orientações claras sobre direitos, canais de denúncia e serviços disponíveis na cidade, fortalecendo a cultura do cuidado e da corresponsabilidade.

Rancho Sertanejo celebra 15 anos em Guaru Fama em grande estilo

O clima será de festa, música e comemoração em dose dupla no próximo dia 01 de março (domingo). A partir das 12h, o evento Rancho Sertanejo marca a celebração dos 15 anos da Guaru Fama, em um encontro especial que também homenageia o nascimento de sua apresentadora e idealizadora, Tatiane Marques.

A programação promete reunir convidados especiais, momentos de confraternização, brindes e muitas surpresas, em uma celebração pensada para o público que acompanha e prestigia a trajetória do projeto ao longo desses anos. Com uma proposta que valoriza a cultura sertaneja e o entretenimento, o Rancho Sertanejo se consolida como um evento de destaque, reforçando a conexão entre artistas, parceiros e admiradores.

A comemoração acontece em Guarulhos, e promete ser um verdadeiro ponto de encontro para quem aprecia boa música, alegria e celebrações marcantes. A expectativa é de uma tarde animada, repleta de energia positiva e muita emoção, celebrando uma história construída com dedicação, carisma e paixão pelo universo sertanejo.

O público está convidado a participar desse momento especial e brindar junto aos 15 anos da Guaru Fama e a mais um ano de vida de Tatiane Marques. Uma festa preparada para ficar na memória. Podcast edinhotaon/ Edno Mariano

Comércio de Minas fecha 2025 em alta

O varejo restrito em Minas Gerais, que comercializa bens essenciais, registrou queda de -0,3% em dezembro de 2025 em relação a novembro, conforme análise do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG utilizando os dados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE.

Apesar do desempenho negativo no mês, o varejo restrito no estado teve desempenho positivo na comparação com dezembro de 2024 e no acumulado em 12 meses. O varejo ampliado conseguiu se manter com taxas positivas em todas as frentes de análise para dezembro no estado, com destaque para a elevação de 5,4% registrada na comparação entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024.

O resultado para o cenário nacional também foi negativo para o varejo com queda de -0,4% no último mês do ano.  Os únicos grupos com alta em dezembro no Brasil foram: “Combustíveis e lubrificantes” (0,3%) e “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” com (6,0%).

O varejo obteve crescimento no estado na comparação entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024 quando teve alta de 1,7%. As atividades com melhor desempenho no período foram: “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” (18,9%) e “Outros artigos de uso pessoal e doméstico “(10,9%).

Na mesma base de comparação, o país registrou elevação das atividades do varejo de 2,3%, taxa superior à registrada em mesmo período de 2024 (1,4%). Os grupos de “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” (31,1%) e “Móveis e eletrodomésticos” (6,9%) foram as atividades de destaque no âmbito nacional.

Quando se compara o desempenho do varejo nos 12 meses de 2025, Minas Gerais apresenta crescimento de 1,8%, repetindo o resultado verificado para o acumulado até novembro. De janeiro a dezembro, as atividades de maior desempenho foram “Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (9,3%), e “Outros artigos de uso pessoal e doméstico” (5,9%).

O resultado positivo do estado no ano sinaliza a resiliência de determinados segmentos das atividades, apesar dos desafios impostos pela conjuntura econômica, tais como as altas taxas de juros.

O Brasil teve alta de 1,6% nos 12 meses do ano passado indicando aceleração moderada com destaque para o comércio “Móveis e eletrodomésticos” (4,5%), e “Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (4,5%).

Comércio ampliado

O comércio ampliado teve alta de 0,1% no mês de novembro em relação ao mês anterior em Minas Gerais enquanto a média nacional registrou desaceleração de -1,2%. As atividades: “Veículos, motocicletas, partes e peças” (2,4%) e “Material de construção” (-2,8%) foram as que apresentaram as maiores retrações no país.

O melhor resultado no comércio ampliado do estado foi registrado na comparação do resultado de dezembro de 2025 com dezembro de 2024 quando foi registrada alta de 5,4%. No mesmo período de 2024, o estado registro desaceleração de -0,1%.

O comércio de “Veículos, motocicletas, partes e peças”, com alta de 7,5%, “Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo”, com desempenho de 22,4% e “Material de construção”, que teve elevação de 3,9%, foram os melhores resultados para o ampliado do estado na comparação anual.

Na mesma base de comparação, o país registrou uma aceleração de 2,8% no comércio ampliado e as atividades de destaque no período foram: “Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo”, com 9,7% de crescimento e “Veículos, motocicletas, partes e peças”, com alta de 0,7%.

Entre janeiro e dezembro de 2025, o varejo ampliado teve desempenho positivo tanto no estado quanto no país. Em Minas, o crescimento foi a 0,7% com melhor desempenho de duas das três atividades do ampliado: “Veículos, motocicletas, partes e peças” com estabilidade de 0,0%, e “Material de construção”, com 2,0%.

A média nacional foi de alta de 0,1% que, ainda assim, teve queda de todas as atividades analisadas no acumulado em 12 meses. As atividades de “Material de construção” apresentaram desaceleração de-0,2%, “Veículos, motocicletas, partes e peças” retraíram -2,9% e “Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo” registrou desaceleração de -2,3%.

Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, explica que apesar da retração pontual observada em dezembro, esse movimento está muito mais associado a um ajuste de curto prazo do que a uma reversão de tendência. “Quando ampliamos a análise para a comparação com dezembro do ano anterior e para o acumulado em 12 meses, percebemos que o comércio mineiro segue apresentando crescimento, ainda que em ritmo moderado.

No comércio ampliado, Minas Gerais demonstra desempenho relativamente mais consistente do que a média nacional, especialmente em veículos e no atacado de alimentos. Isso indica que, mesmo diante de juros elevados e de um ambiente de crédito mais restritivo, o varejo mantém resiliência, sustentado por setores específicos e por uma demanda que segue ativa, embora cautelosa”, descreve Martins.

Volume de Serviços desaceleram em Minas Gerais

O volume de serviços em Minas Gerais registrou desaceleração de -0,8% no mês de dezembro na comparação com novembro quando houve alta de 1,1%. As informações estão na análise do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, realizada com base nos dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Os serviços tiveram queda de -0,4% no país em dezembro; em novembro, o volume de serviços também mostrava taxa negativa de -0,1% no mês.

A análise mostra que, na comparação anual, dezembro de 2025 frente a dezembro de 2024, o volume de serviços registrou queda de -0,5% no estado. Em igual período doa no passado, houve registro de alta de 4,3%.

A média nacional, em dezembro de 2025 frente a dezembro de 2024 chegou a 3,4%, superando a taxa de crescimento para igual período de 2024 que foi de 2,8%.

Já no acumulado do ano, janeiro a dezembro de 2025, o volume de serviços foi a 0,2% no estado, menos intenso do que no mesmo período do ano passado, quando teve elevação de 2,20%. O acumulado do ano para o cenário nacional mostra aceleração de 2,8% em dezembro último ante alta de 3,1% em igual período de 2024. A economista Fernanda Gonçalves da Fecomércio MG, explica que, o setor de serviços apresentou desaceleração ao longo de 2025, com crescimento modesto em Minas Gerais, de 0,2%, abaixo da média nacional. O resultado foi impactado principalmente pela retração das atividades de transportes, segmento de maior peso na estrutura estadual, enquanto o avanço em serviços de informação e comunicação não foi suficiente para compensar as perdas. No Brasil, o crescimento acumulado de 2,8%, com maior sustentação das atividades ligadas à informação e comunicação. Assim, o desempenho mineiro evidencia desafios estruturais decorrentes das altas taxas de juros, que ampliaram as dificuldades enfrentadas pelas atividades econômicas e restringiram o ritmo de crescimento do setor,” conclui Gonçalves.

No consolidado de 12 meses em Minas Gerais, o destaque ficou com o setor de “serviços de Informação e Comunicação” que cresceu 3,0% e tem peso 23,0% do total do indicador. Por outro lado, “transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios”, correspondendo a cerca de 40,0% do total do indicador, registra desaceleração de -0,1% no período de 12 meses no estado.

No cenário nacional, o destaque foi para “serviços de informação e comunicação”, com alta de 5,5% em 12 meses. Já “outros serviços” registraram desaceleração de -0,5%.

Centro de BH atrai jovens no Carnaval 2026

O Carnaval de Belo Horizonte consolidou, em 2026, um público diversificado e com forte potencial de consumo nas áreas centrais da capital. Levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, realizado entre 18 e 20 de fevereiro, revela o perfil dos cidadãos que frequentaram as regiões centrais da capital mineira e de foliões que prestigiaram o carnaval, tiveram o gasto médio diário de R$ 147,72 e alto nível de satisfação com a festa.

Foram aplicados 228 questionários nas regiões centrais da cidade. Do total de entrevistados, 38,2% participaram da folia. Desses, 78,2% são moradores de Belo Horizonte e Região Metropolitana, 20,7% vieram de outros estados e 1,1% do interior mineiro. O dado revela que, além de mobilizar o público local, o evento amplia o fluxo turístico e fortalece a imagem da cidade como destino cultural.

O perfil predominante é feminino (51,7%) e jovem: 48,3% têm entre 25 e 34 anos. A média de permanência na festa foi de quatro dias. A maioria (57,5%) aproveitou o Carnaval acompanhado de uma ou duas pessoas, o que indica grupos menores e circulação distribuída pela cidade. Os blocos de rua seguem como principal atrativo, escolhidos por 77,7% dos foliões, seguidos de Ensaios abertos com 15,5% e 3,9% com ensaios privados. “O dado confirma o caráter democrático do Carnaval de Belo Horizonte. A rua continua sendo o grande palco da festa e isso impacta diretamente o comércio local”, afirma a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins.

O consumo acompanha essa dinâmica. O comércio ambulante lidera a preferência na compra de bebidas, com 57,5%, seguido por supermercados (39,1%). Para Gabriela Martins, o resultado mostra a capilaridade da atividade informal e sua relevância econômica. “O ambulante está inserido na dinâmica do evento. Ele acompanha o fluxo do público nos arredores, facilitando o consumo imediato”, destaca. Em relação aos gastos, 41,4% estimaram desembolso diário entre R$ 101 e R$ 200. Outros 36,8% declararam gastar entre R$ 51 e R$ 100. “Temos um perfil de consumo moderado, mas constante. Quando multiplicamos esse valor pelo número médio de dias e pelo volume de foliões, o impacto para o comércio é expressivo”, avalia Martins. A satisfação também chama atenção. A métrica que mede a fidelidade e a satisfação das pessoas no Carnaval alcançou 75,9, considerado elevado. Entre os participantes, 79,3% atribuíram notas 9 ou 10 para a experiência. “Esse nível de aprovação no levantamento, fortalece a imagem da cidade como destino consolidado de Carnaval, aumentando a probabilidade de retorno das pessoas nos próximos anos”, afirma. O dado é confirmado pela intenção futura: entre os que participaram em 2026, 83,3% pretendem voltar em 2027. Já entre os que não participaram neste ano, 13,7% manifestaram interesse em aderir à festa no próximo período.

O desempenho do Carnaval dialoga com uma estratégia mais ampla de fortalecimento da agenda cultural da capital. Em fevereiro, o Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac e a Prefeitura de Belo Horizonte anunciaram um dos maiores pacotes integrados de investimento cultural já realizados na cidade, totalizando R$ 7 milhões em 2026. Desse montante, R$ 2 milhões foram destinados ao Carnaval, com aporte em estrutura, montagem de palcos e contratação de artistas, além de recursos previstos para outros grandes eventos ao longo do ano e do interesse no apoio do Carnaval de 2027.

Para Gabriela Martins, o levantamento indica maturidade do evento. “O Carnaval de Belo Horizonte deixou de ser apenas uma manifestação cultural. Ele se consolidou como vetor econômico relevante, com público fiel, alto índice de satisfação e capacidade de movimentar diversos segmentos do comércio e serviços”, afirma.

Ao ocupar o Centro com cultura, música e diversidade, Belo Horizonte reforça sua vocação para grandes eventos. Mais do que festa, o Carnaval confirma a capacidade da cidade de transformar expressão cultural em dinamismo econômico, fortalecendo o turismo urbano e consolidando a capital mineira no calendário nacional.

Flávio Venturini celebra 50 anos em BH

No repertório grandes sucessos da sua trajetória musical com um espetáculo emocionante, revisitando momentos icônicos.

Belo Horizonte recebe, no dia 07 de março, às 21h, no Palácio das Artes, a única apresentação do espetáculo “Flávio Venturini 50 Anos”, um concerto que celebra a trajetória de um dos nomes mais emblemáticos da música brasileira.

O show marca uma nova fase na carreira do artista e traz um roteiro cuidadosamente construído para destacar momentos importantes de sua história, com novos arranjos, releituras emocionantes e surpresas no repertório.

Uma trajetória celebrada em grande estilo

Após o sucesso do álbum “Minha História” (2025) — lançado pela gravadora Biscoito Fino — Venturini dá continuidade às comemorações de suas cinco décadas de carreira com uma turnê nacional. O disco reuniu duetos com grandes nomes da música brasileira, como Djavan, Ney Matogrosso, Frejat, Guilherme Arantes, Vanessa da Mata e Ivete Sangalo, entre outros convidados especiais.

No palco, o público poderá reviver clássicos que marcaram gerações, como “Todo Azul do Mar”, “Noites com Sol”, “Espanhola”, “Nascente”, “Besame”, “Mais Uma Vez”, “Céu de Santo Amaro” e “Linda Juventude”, além de canções que não integraram o álbum comemorativo de 2025 e novidades do trabalho autoral do artista.

Retorno às raízes mineiras

Um dos destaques da turnê é o retorno de Flávio à sua banda mineira, reforçando a identidade musical que ajudou a consolidar sua carreira. A direção do espetáculo é assinada pelo próprio artista, com direção musical de Christiano Caldas.

A banda é formada por:

  • Adriano Campagnani (baixo)

  • Arthur Rezende (bateria)

  • Alexandre Lopes (guitarra e violões)

  • Christiano Caldas (teclados e direção musical)

  • Breno Mendonça (sax e flauta)

A proposta é proporcionar uma experiência intensa e afetiva — um show para relembrar, se emocionar e cantar junto do início ao fim.

Novos projetos para 2026

Além da turnê comemorativa, 2026 também marca a retomada do projeto “Paisagens Sonoras” em estúdio. Após o lançamento do volume 1, em 2024, o artista prepara agora o segundo álbum da série, reafirmando sua constante busca por inovação e sensibilidade musical.

Ingressos

Os ingressos para a apresentação em Belo Horizonte estão disponíveis pelo site Sympla e nas bilheterias do Palácio das Artes.

Um espetáculo que celebra não apenas 50 anos de carreira, mas a força de uma obra que atravessa gerações e permanece atual, sensível e profundamente brasileira.

SERVIÇOS

Flavio Venturini 50 anos

Data: 07 de março (sábado)

Local: Grande Teatro do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537 – Belo Horizonte – MG)

Horário: 21h

Valor dos ingressos: a partir de R$ 135,00

Plateia I: a partir de R$ 195,00

Plateia II: a partir de R$ 175,00

Superior: a partir de R$ 135,00

*** Família & Amigos: Venda exclusiva e promocional para pacotes a partir de 02 ingressos. Válido somente para ingresso inteira. Desconto não cumulativo com meia entrada e/ou outras promoções.

Classificação Livre.

Ingressos: Bilheteria do teatro Palácio das Artes e pelo site Sympla.

Mais informações: (31) 97222-2424

Realização: Ímpar Shows

Esporte e tradição para fortalecer comunidades indígenas no Pará

Uma parceria entre a Associação Indígena Berê Xikrin e a Transpetro deu início ao projeto “Kurkràdjá Xikrin Transpetro”, que leva atividades esportivas e formação em sustentabilidade para a Terra Indígena Bacajá, no Pará. Com duração de 12 meses, a iniciativa promove a integração entre jovens e adultos, unindo práticas tradicionais, como o arco e flecha, ao desenvolvimento humano e à proteção ambiental.

O projeto foi contemplado no Programa Transpetro em Movimento, viabilizado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Na prática, o apoio ao “Kurkràdjá Xikrin” leva recursos e políticas públicas a territórios e populações historicamente afastados do fomento esportivo estruturado.

“Este projeto é um marco para o nosso povo em torno de um objetivo comum. O Xikrin sempre foi apaixonado pelo esporte, mas agora temos organização para fortalecer tanto o futebol quanto as nossas tradições, como o arco e flecha”, comenta o Cacique Beb Kamati Xikrin, Presidente da Associação Indígena Bere Xikrin da TI Bacajá.

Ao todo, a iniciativa movimenta a Aldeia Krahn e outras 14 comunidades ligadas à Associação Berê Xikrin. O cronograma inclui seis modalidades: corrida, pau de sebo, cabo de guerra, arco e flecha, além do futebol nas categorias feminina e masculina. As atividades respeitam os costumes locais e buscam o equilíbrio entre a tradição e o interesse da comunidade.

“Vejo como uma oportunidade de ensinar aos nossos jovens a importância da união e do cuidado com as nossas raízes. Ver nossa cultura viva, com cantos e danças integrados às competições, nos dá a certeza de que estamos construindo um futuro mais forte para as próximas gerações da Terra Indígena Bacajá”, acrescenta o cacique.

Para a gerente geral de Comunicação Empresarial da Transpetro, Lilian Rossetto, a parceria fortalece a cultura e a integração dos povos originários, promovendo um Brasil mais diverso e conectado às suas raízes.

“O projeto incentiva a prática de esportes tradicionais conduzidos pelas próprias comunidades indígenas do Pará, estimulando a participação de diferentes públicos e idades. Valorizar o esporte brasileiro e reconhecer a vocação de cada território estão entre nossos compromissos, e esta iniciativa reafirma nossa visão de futuro, pautada no desenvolvimento, respeito e inclusão.”, defende.

Integração entre as aldeias

A rotina do projeto é dividida entre as aldeias e um polo central. Enquanto os treinos e o aprimoramento individual ocorrem diariamente em cada comunidade, os amistosos e grandes encontros mensais são realizados na Aldeia Krahn. Além da técnica, os participantes recebem noções teóricas e vivências coletivas.

A preservação da natureza também entra em campo. Toda a execução é orientada por práticas sustentáveis, com ações de conscientização sobre o descarte correto de resíduos e o cuidado com o território. O objetivo, por sua vez, é reforçar valores que já fazem parte do modo de vida Xikrin, integrando o esporte ao cuidado com a floresta.

Para o povo Xikrin, o projeto resolve um antigo desafio: a falta de continuidade. Apesar da paixão histórica por esportes, as atividades nas aldeias não contavam com uma estrutura organizada e formativa. Agora, o trabalho segue um planejamento que integra diferentes gerações e promove o desenvolvimento contínuo de atletas e líderes comunitários.

Os primeiros passos foram dados entre novembro e dezembro, com a organização das equipes e reuniões de logística. Como o deslocamento entre as aldeias é complexo, foi adotado um modelo híbrido: treinos locais durante a semana e um encontro coletivo mensal para celebração e intercâmbio.

O primeiro desses encontros ocorreu em dezembro, na Aldeia Krahn. O evento transformou a arena esportiva em um palco de valorização cultural, com danças e cantos tradicionais que reafirmaram a identidade do povo Xikrin. Para a Transpetro, o investimento reconhece o protagonismo indígena e amplia o alcance social da empresa em áreas remotas.

Uso de plano de saúde cai em Minas Gerais

Levantamento revela impacto direto dos reajustes no comportamento dos usuários

Segundo dados divulgados pelo jornal Valor Econômico, quase 60% dos brasileiros já deixaram de utilizar o plano de saúde por causa do custo. A informação integra o Relatório Global sobre Saúde Corporativa 2026, elaborado pela Howden, corretora internacional especializada em seguros de alta complexidade.

O estudo ouviu 442 empregadores em diferentes países, sendo 27 no Brasil, além de 1.460 funcionários. De acordo com o levantamento, 54,2% dos entrevistados no mundo e 59,2% no Brasil afirmaram que custos como coparticipação já os impediram de buscar atendimento médico quando necessário.

O resultado expõe um problema estrutural da saúde suplementar no país. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que os reajustes acumulados dos planos individuais e familiares superaram a inflação em diversos ciclos recentes. Em 2023, por exemplo, o índice máximo autorizado para planos individuais foi de 9,63%. Em 2022, chegou a 15,5%, o maior percentual da série histórica iniciada em 2000. A elevação de custos assistenciais, associada ao envelhecimento da população e à incorporação de novas tecnologias, pressiona as mensalidades e amplia a adoção de modelos com coparticipação.

“Acredito que esse fenômeno tem efeitos que ultrapassam o orçamento das famílias. É uma situação preocupante. A saúde suplementar exerce papel relevante no desafogamento do Sistema Único de Saúde. Quando o beneficiário deixa de utilizar o plano por causa do custo, ele tende a recorrer ao SUS, o que aumenta a pressão sobre um sistema que já opera próximo do limite”, afirma o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito de saúde e direito público, membro da Comissão de Direito Médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados.

Além do custo direto, Thayan aponta outro fator que pode contribuir para a redução do uso. “Há também a percepção de dificuldade na autorização de determinados procedimentos e consultas. Quando o usuário enfrenta barreiras administrativas reiteradas, ele passa a questionar a relação custo-benefício do plano. Essa combinação de mensalidades elevadas e entraves operacionais fragiliza a confiança no sistema”, salienta.

A própria ANS registra crescimento dos planos com coparticipação nos contratos coletivos empresariais, modalidade predominante no mercado brasileiro. O modelo transfere parte do custo do atendimento ao beneficiário, sob o argumento de estimular o uso racional dos serviços. Na prática, a medida pode resultar em adiamento ou desistência de cuidados médicos.

“O efeito é circular. Primeiro o custo sobe, depois o uso diminui, então problemas se agravam e o sistema se torna ainda mais oneroso. É por isso que esse desequilíbrio exige resposta regulatória e revisão de modelos contratuais. A sustentabilidade da saúde suplementar, além de interesse econômico, tornou-se questão estratégica para o próprio funcionamento do sistema de saúde brasileiro”, finaliza o advogado.


Novo empreendimento chega à Contorno, em BH

Belo Horizonte vai ganhar um novo empreendimento o CASAMIRADOR UNO, situado na Rua Piauí com Contorno, bem ali no coração da Savassi – no famoso tobogã da Contorno. Serão 42 studios de 30 a 72m² e 4 lojas de 26 a 52m², um rooftop wine bar com vista definitiva para o nosso belo horizonte, fachada ativa com espaços comerciais e com uma área de fruição que promovem a conexão com a rua. Imponente e ao mesmo tempo simpático o edifício impressiona e aproxima.

Segundo Gisele Borges, arquiteta responsável, “a ideia da CASAMIRADOR é proporcionar uma estrutura inteligente, e a localização e as facilidades possibilitam viver o luxo com custos enxutos. Além do mais estamos falando de um prédio sustentável, que promove uma mudança nos hábitos de vida dos seus moradores. Ter um studio compacto em uma localização estratégica é uma decisão sustentável na hora de comprar um imóvel”.

A premissa da CASAMIRADOR é sempre por condomínios enxutos – custo baixos de manutenção – bem localizados, mais caminhadas, tudo mais acessível onde se mora, tudo mais prático. A CASAMIRADOR busca entregar uma “experiência de morar” que seja contemporânea, no contexto urbano, com design de qualidade e perfil diferenciado — mais “lifestyle” que meramente “apartamento padrão”.

O novo empreendimento vem após o sucesso do CASAMIRADOR SAVASSI, concluído e entregue em 2021 com 100% das unidades vendidas ainda nas obras, consolidando o conceito da marca, muito bem aceito pelo mercado e sucesso na revenda. Histórico de 100% de ocupação, com preços de aluguéis acima do percebido pelo mercado. Premiado nacional e internacionalmente. E de outro empreendimento o CASAMIRADOR CATARINA que será entregue nos próximos meses também com 100% das unidades já vendidas e premiado internacionalmente. O CASAMIRADOR UNO foi lançado com 30% das unidades vendidas, e desde o lançamento já atingiu 45% das vendas.

Outra característica importante deste empreendimento é a valorização da Savassi, em Belo Horizonte, que ocupa a 5ª posição no ranking nacional dos bairros com o metro quadrado mais caro do Brasil, segundo levantamentos recentes do Índice Fipe ZAP divulgados em janeiro de 2026. A inclusão da Savassi no top 5 nacional a posiciona entre os endereços mais valorizados do país, historicamente dominados pelo eixo Rio-São Paulo. O valor médio do metro quadrado na Savassi foi registrado em aproximadamente R$ 18.053 em dezembro de 2025. O ranking dos cinco bairros com o metro quadrado mais caro do Brasil é liderado pelo Rio de Janeiro e São Paulo: 1º Leblon (RJ) – R$ 25.717/m², 2º Ipanema (RJ) – R$ 25.302/m², 3º Itaim Bibi (SP) – R$ 19.468/m², 4º Pinheiros (SP) – R$ 18.355/m², 5º  Savassi (BH) – R$ 18.053/m². Esse posicionamento reflete a consolidação da Savassi como o bairro mais caro de Belo Horizonte e um importante hub de comércio, gastronomia e vida noturna, o que impulsiona sua alta valorização imobiliária.

O projeto CASAMIRADOR agrega valor geral de venda na casa dos R$ 188 milhões de reais, e além dos R$ 33,5 milhões do UNO, ainda temos o CASAMIRADOR VIA LÁCTEA, no no bairro Santa Lúcia, com R$ 36,8 milhões, CASAMIRADOR MARANHÃO, retrofit residencial em desenvolvimento no Edifício Maranhão, localizado na Rua dos Tupinambás, no centro de Belo Horizonte com R$ 52,4 milhões, e CASAMIRADOR TRAVESSIA, na esquina das ruas Quimberlita e Tenente Freitas, no tradicional bairro Santa Tereza, , R$ 65,5 milhões.

História

A CASAMIRADOR foi criada em 2016 pelos arquitetos Leon Myssior e Carlinhos Barros Santos, colegas do curso de Arquitetura e Urbanismo nos anos 80, que trilharam caminhos diferentes: Leon foi para o lado do urbanismo, engenharia consultiva, gerenciamento e consultorias, enquanto Carlinhos focou na arquitetura de varejo, projetos de lojas e ambientes comerciais.

O ponto principal que os uniu foi a percepção da oportunidade no mercado imobiliário de BH, para projetos arrojados, com design diferenciado e arquitetura autoral, voltado para clientes com capital cultural, apostando numa identidade forte, atributos que, em conjunto, garantem que o investimento siga valorizando e despertando interesse por mais tempo que os imóveis nos empreendimentos tradicionais.

Contexto imobiliário X CASAMIRADOR

O mercado imobiliário de Belo Horizonte possui uma característica que lembra a zona sul da cidade do Rio de Janeiro: é pequeno em território, e oferece poucos terrenos, e poucos negócios. Sendo os melhores bairros da cidade para se morar, a escassez de oferta é uma constante.

Onde há escassez constante, os preços sobem constantemente e a oferta sempre estará em desvantagem frente à demanda. Nesse contexto, ser ágil para decidir e tomar decisões é crucial na busca por um imóvel.

E, onde o mercado sempre sobe, até mesmo imóveis usados encontram preço e interessados no mercado, e embora não ofereçam a qualidade ambiental e construtiva dos novos empreendimentos, trocam de mãos com facilidade.

A escassez que existe na oferta de imóveis em construção é ainda maior na procura de terrenos, e a demanda tem empurrado a valorização a ponto de já viabilizar a demolição de pequenos prédios para a construção de novos prédios. Mais caros os terrenos, mais cara a fração ideal – e o preço de venda – de cada apartamento a ser produzido, fortalecendo a tendência atual de redução do tamanho das unidades.

A redução no tamanho das unidades vem ao encontro dos custos envolvidos nos melhores bairros, mas também ao encontro do perfil de moradores: pessoas solteiras ou casais sem filhos, jovens, poucos móveis, vida digital, conectada, sem carro e com apreço pela cidade, e pelo que o bairro oferece.

O CASAMIRADOR UNO entende o contexto atual e atende a todas essas demandas, por uma localização privilegiadíssima, num bairro que oferece, à distância de poucos passos, poucos quarteirões, os melhores bares e restaurantes, academias, escolas e universidades, hospitais e clínicas, coworking, museus, centros culturais, vida noturna, praças, comércio de rua e shopping center, enfim, tudo que é necessário para uma vida plena e independente do carro.

E oferece em unidades do tamanho certo para uma pessoa ou um casal, e do tamanho do bolso da maior parte dos compradores. Oferece num prédio com design autoral e identidade única, com condomínio enxuto, sem vizinhos demais, e com um rooftop para apreciar o melhor pôr do sol da cidade.

CASAMIRADOR UNO

31-99991-5787

[email protected]

@casamirador