Periferia lança álbum com jovens de Belo Horizonte

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O Laboratório de Música da Periferia nasceu com o objetivo de ser um projeto de experimentação e formação musical em Belo Horizonte, um espaço para valorizar e fortalecer os jovens talentos da música das periferias da cidade. Em 2025, o projeto selecionou oito artistas oriundos de oito regionais da cidade, depois de uma seleção, para participar de um processo imersivo e colaborativo de criação. O resultado é o álbum homônimo “Laboratório de Música da Periferia – Vol. 1”, que chega em todas as plataformas digitais via ONErpm no dia 27 de março (sexta-feira).

“O projeto se destaca pelo caráter inovador de revelar, fortalecer e difundir a produção musical jovem e periférica, promovendo trocas, colaboração e qualificação artística em um modelo de residência criativa”, diz Hênrique Cardoso produtor e idealizador do projeto nascido e criado no Morro das Pedras.

Durante o segundo semestre de 2025, os/as participantes do Laboratório de Música da Periferia vivenciaram encontros regulares de composição, produção musical, gravação de bases instrumentais, criação de guias, gravação de vozes, edição, mixagem e masterização, sempre acompanhados por profissionais reconhecidos do mercado musical. O processo resultou na produção de um álbum coletivo com 9 faixas. Participam do álbum Akin Zahin, DaVisão, Elaisa de Souza, Imane Rane, Lamartine, Lótus, Miuk e Nanda Cardoso.

Hênrique conta que o processo seletivo ocorreu por meio de inscrição online, com análise de perfil, experiências e interesse artístico, reafirmando o compromisso do projeto com a diversidade de gênero, raça e território. “Além disso a participação foi totalmente gratuita e os participantes receberam formação imersiva em composição, produção e gravação musical, Acompanhamento artístico e técnico especializado, certificado de participação, bem como cachê artístico para apoio a despesas de transporte”, explica, enfatizando o papel de valorização do projeto junto aos artistas.

“Temos muito orgulho de fazer parte desse projeto, que vai além da cultura ao impulsionar transformação social e revelar novos talentos. Com essa iniciativa, ampliamos o acesso e valorizamos vozes autênticas das periferias de Belo Horizonte”, afirma Iasmine Amazonas, Head Global de Marketing Institucional da ONErpm.

A coordenadora do projeto na ONErpm, Vitória Toledo, explica como foi o primeiro contato com o Laboratório de Música da Periferia e o que a instigou a trazer o projeto à ONErpm: “O que mais me encantou foi a autenticidade e a completude do projeto. Quando vi, já estava muito redondo e visava incluir os jovens artistas à diversas etapas da produção de um álbum. Também me encantou por ser um trabalho coletivo com o resultado materializado em um disco completo e um show de lançamento. Para nós também é uma oportunidade incrível de conhecer novos talentos, principalmente da música mineira, porque a cena vai se renovando a cada geração. O resultado final ficou muito bonito e genuíno, dada a diversidade de gêneros e estilos musicais dos artistas participantes”.

O Laboratório de Música da Periferia também realizou um show de lançamento no dia 26 de março, às 20h. A apresentação contou com os/as jovens participantes acompanhados por uma banda base, executando ao vivo as nove faixas do álbum, além da participação de artistas convidados ligados ao projeto.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte com patrocínio da Alctel. “Laboratório de Música da Periferia – Vol. 1” já está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.

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Foto: Iago Viana

Serviço – Show de Lançamento – Laboratório de Música da Periferia vol. 1

Local: Quadra da Escola de Samba Cidade Jardim

Endereço: Rua do Mercado, 47 – Conjunto Santa Maria – Belo Horizonte/MG

Data: dia 26 de março de 2026

Ingressos: Entrada gratuita com retirada pelo Sympla (LINK DO INGRESSO)

Instagram: @laboratoriodemusicadaperiferia

 

FAIXAS

1. SEM AR – Akin Zahin, DaVisao, lótus, Miuk – Black Music

“Sem Ar” é uma faixa de black music marcada por melodias envolventes e um refrão contagiante que gruda na cabeça. A música narra a intensidade de uma relação cheia de desejo, idas e vindas e sentimentos confusos, aquele amor que tira o fôlego, mas nunca se resolve. Com clima sensual e emotivo, a faixa mistura vulnerabilidade e provocação em versos sobre paixão, jogo afetivo e conexão física. Ideal para quem curte R&B contemporâneo e músicas sobre amores intensos e indecisos

2. ÁGUA – Gugu de Souza, Miuk, Nanda Cardoso – Ijexá

Enfeitiçados pelo som dos atabaques no ritmo africano, ijexa, os compositores tiveram a ideia de trazer à tona o tema água e sua importância no atual cenário mundial. Essa música carrega a beleza, fluidez, mas também traz os desafios e perigos que envolvem o tema água. Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”.

3. DESEJO DA FLOR – Imane Rane – MPB

Um ponto de vista único. Essa faixa vem acompanhada de um arranjo leve e muito bem pensado para que a história desse encontro diário ficasse ainda mais bela dada a visão sutil de uma flor. Interpretação impecável de Imani Ranne, que narra e interpreta com maestria essa obra de arte. Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

4. PINGOS NO OLHAR – Elaisa de Souza, Imane Rane – Samba

Ah, o que seria da vida sem um bom samba pra curar nossas dores? Gugu de Souza, Elaisa de Souza, Lucas Cappuccino e Imani Ranne nos presentearam com a composição de mais um samba à moda antiga, cheio de balanço e com aquela melodia que gruda na mente e dá vontade de sair cantarolando. Aprecie sem moderação! Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

5. LEGAL – DaVisao, lótus, Miuk, Henrique Cardoso –  Black Music

Lótus, Hênrique Cardoso, Miuk e Davisão se juntaram nessa explosão de energia que a música preta proporciona no cenário mundial. Com todo molho e tempero possível, nos deram esse presente que é a música, Legal! Dance, balance e cante com o laboratório de música da periferia!

6. DEIXA PASSAR – lótus, Nanda Cardoso – Reggae

Lótus com toda sua versatilidade vem cada vez mais nos surpreendendo e ganhando espaço no cenário musical, nessa faixa chega muito bem acompanhada por Nada Cardoso, dona de uma voz de arrepiar e de um talento incrível. Para nós fica um lindo presente junto de uma linda mensagem que é essencial para nós ouvintes: a importância de deixar passar. Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

7. INCOLOR – Imane Rane, Lamartine – MPB

A sensibilidade de dois artistas mineiros em falar de um amor que se desfez trás toda magia e criatividade e competência que podemos atribuir a Lamartine e Imani Ranne. Incolor é uma faixa de base africana com o ritimo Congo gravada pelos próprios intérpretes com ajuda de um dos maiores percussionistas de Belo Horizonte, Gilson Junio. Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

8. ESPERANÇA – Lamartine – Instrumental

Deixe no estúdio um violão e alguns instrumentos de percussão e veja o que Lamartine é capaz de fazer. Esse instrumental foi pensado e executado por esse grande artista que deixa por meio de texturas, camadas e sonoridades, esperança em forma de música. Sinta a vibe! Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

9. CHEGA – Akin Zahin, DaVisao – R&B

Chega de histórias tristes! Akin entrega todo seu potencial vocal em parceria com o rapper Davisão e juntos definem dar um fim em uma relação tóxica. É hora de virar a página e seguir em frente! Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

SOBRE OS ARTISTAS

Akin Zahin

Artista 360° de Belo Horizonte, nascido na favela do Marimbondo e eleito Mister Trans Brasil. Entre R&B, funk e hip-hop, constrói uma sonoridade atravessada por vivências periféricas, negras e originárias, trazendo autoestima, desejo e resistência como linguagem. Integrante da The Loyal Kik House of Cabal, amplia representatividade na cena ballroom e na cultura LGBTQIA+. Em 2022, lançou seus primeiros trabalhos, “Mafioso” e “Open”, iniciando uma trajetória marcada por presença de palco, autenticidade e conexão profunda com o público.

DaVisao

Construiu seu percurso no rap desde a adolescência, com influências do hip-hop nacional e internacional, passando pelas batalhas de freestyle e pela produção independente. Sua trajetória artística se consolida a partir de 2017, quando intensifica sua participação em batalhas e processos autônomos de criação. Desde 2024, soma 13 lançamentos nas plataformas digitais, entre eles Ching Ching, Freestyle Session e Várias Histórias. Em 2025, lançou o álbum colaborativo From the Bay to BH. Atualmente, integra o projeto colaborativo do Laboratório de Música da Periferia

lótus

Artista multilinguagens, produtora cultural e arte-educadora radicada em Belo Horizonte, pesquisa interseções entre teatro, performance, literatura e música, articulando criação artística e afrofuturismo. Atuou em performances na cidade, produziu o programa de rádio FREE The Punanys com foco na cultura soundsystem e no protagonismo feminino e LGBTQIA+, lançou o single Flow Fêmea Ferina e é lead singer dos projetos Ferinas Groove e Partedoalto

Miuk

Miuk é multi-artista não-binária, nascida e criada no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. A formação artística atravessa dança, música, canto, teatro e circo, com passagem por projetos como Criança Esperança e Seu Vizinho. Integra a cena ballroom da cidade, onde é reconhecide por sua house como Princess. Atua também em iniciativas de formação cultural para jovens das periferias e está em processo de desenvolvimento do primeiro trabalho musical autoral, com faixas já lançadas.

Imane Rane

Imane Rane é rapper, beatmaker e produtor musical de 22 anos, natural de Belo Horizonte. Constrói seu percurso no rap desde a adolescência e iniciou seus lançamentos em 2019, ampliando sua identidade sonora na cena da cidade. Em 2021, lançou o EP Gana, marco importante em sua trajetória artística. Desde então, tem desenvolvido projetos autorais como De Manhã, Ritmo de Expansão e Saudade, Medo e Minha Voz de Cantor (2025). Também atua em colaborações com artistas da cidade e na produção musical independente. Entre seus trabalhos estão trilhas para os filmes Guerreiros de Fé e Amor é um rio de águas escuras.

Elaisa de Souza (NOVO)

Elaisa de Souza transita entre teatro, música e produção cultural, articulando formação acadêmica e prática de cena. É formada em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais, com pesquisa em Gestão Cultural na Universidad de Huelva. Atua em projetos que conectam teatro negro, memória, canto e performance, participando de montagens e festivais no Brasil e no exterior. Atualmente, aprofunda seus estudos em canto e performance e integra o Laboratório de Música da Periferia na construção coletiva de um álbum desenvolvido por artistas de Belo Horizonte.

Nanda Cardoso

Nanda Cardoso que é Cantora e compositora natural de Goiânia, radicada em Belo Horizonte, é formada em canto pelo Cicalt e desenvolve estudos em percussão e teatro. Lançou recentemente o single Mulher Guerreira, composição sobre força e empoderamento feminino, e segue desenvolvendo novas obras autorais.

Lamartine (NOVO)

Lamartine é multi-instrumentista, compositor, arranjador e cantor. A construção sonora atravessa influências do sagrado afro-brasileiro, do jazz instrumental, do neo soul e do R&B, articulando técnica, sensibilidade e identidade própria. No Laboratório de Música da Periferia, integra a construção coletiva do álbum desta edição, somando arranjo, composição e presença artística ao processo.

Henrique Cardoso (NOVO)

Idealizador do projeto “Laboratório de Música da Periferia”, artista do Morro das Pedras, em Belo Horizonte/MG, é cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor musical e cultural. Artesão de berimbau, treinel pela ACESA e professor de Capoeira Angola e percussão nos projetos Programa Fica Vivo e Creche Recanto do Menor. É fundador do coletivo Kalakunde, que atua na comunidade do Morro das Pedras com ações voltadas à capoeira angola, à agroecologia e à confecção de instrumentos musicais. Formado em captação de áudio e mixagem pelo Estúdio Escola Gunga, desenvolve trabalhos que integram arte, educação e ancestralidade.

Gugu de Souza

Sua paixão pela música despertou muito cedo, e já aos 8 anos de idade participava tocando alguns instrumentos de percussão nos tradicionais blocos caricatos em BH. Não importando com estilo e o ritmo musical, passeou por vários estilos musicais como, rock, gospel e MPB, mas foi no samba e no pagode que sua identidade ficou mais forte. Integrou e liderou o grupo Nascidos do Samba por quase 18 anos, gravando três CDS, no qual 90% das composições são de sua autoria. Teve uma passagem de dois anos no grupo Os “Neguinhos”, onde teve cinco músicas gravadas no seu primeiro álbum.

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Cenario Minas
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