
As eleições de 2026 se aproximam em um cenário político marcado por transformações profundas, polarização e crescente engajamento da sociedade. O pleito promete mobilizar milhões de eleitores em todo o país, não apenas pela escolha de novos representantes, mas também pelo debate em torno de temas centrais como economia, segurança pública, saúde, educação e o papel do Brasil no cenário internacional.
Mais do que uma disputa entre candidatos, as eleições de 2026 devem refletir os anseios de uma população cada vez mais conectada e exigente, que busca transparência, eficiência e compromisso com resultados concretos. Em meio a desafios estruturais e expectativas elevadas, o processo eleitoral será decisivo para definir os rumos políticos e sociais do país nos próximos anos.
Veja abaixo os nomes que devem estar na disputa. Eles ainda são pré-candidatos porque o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só será feito em agosto, quando começa a campanha. Antes disso, eles precisam ser aprovados por seus respectivos partidos durante as convenções.
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O atual presidente vai tentar o seu quarto mandato, algo inédito na história do país. Será a sétima eleição presidencial de Lula. Quando venceu Jair Bolsonaro, em 2022, o petista disse que não tentaria um novo mandato se fosse eleito. Aos poucos, foi mudando o discurso. Disse que poderia ser candidato se estivesse com boa saúde. Em outubro de 2025, afirmou que disputaria a eleição para defender os programas sociais do governo. Lula completará 81 anos em outubro e será o candidato mais velho a disputar uma eleição presidencial no Brasil. As pesquisas mais recentes o colocam em primeiro lugar no primeiro turno e empatado com Flávio Bolsonaro no segundo.
Flávio Bolsonaro
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O senador anunciou em dezembro que foi escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para ser o candidato. A decisão frustrou outros nomes que esperavam contar com a bênção do ex-presidente, especialmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As pesquisas eleitorais divulgadas desde então mostram a consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome do campo opositor. Ele aparece no segundo lugar em todos os cenários de primeiro turno e em empate com Lula no segundo. Defende a anistia ao pai, que está preso, e aos demais condenados pela tentativa de golpe após a eleição de 2022.
Ronaldo Caiado
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O governador de Goiás trocou de partido no começo do ano para manter vivo seu projeto presidencial. Saiu do União Brasil e foi para o PSD. Com a desistência de Ratinho, superou Leite e foi o escolhido de Gilberto Kassab, presidente do partido. Caiado tem 76 anos e é governador de Goiás desde 2019. Também foi senador e deputado federal e disputou a presidência uma vez, em 1989. Terminou em 10º lugar. Tem 4% das intenções de voto nas pesquisas mais recentes. Ao anunciar sua candidatura, apresentou-se como uma alternativa à polarização entre Lula e a família Bolsonaro, mas defendeu a anistia ao ex-presidente e aos demais condenados pela tentativa de golpe.
Romeu Zema
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O governador de Minas Gerais renunciou ao mandato neste mês e pretende disputar a eleição pelo Novo. Ele anunciou ainda em 2025 que seria candidato. Empresário, era novato na política quando chegou ao governo do estado, em 2018. Venceu logo na primeira eleição, ao derrotar Antonio Anastasia, do PSDB, no segundo turno, com mais de 70% dos votos. Em 2022, foi reeleito em primeiro turno. Aos 61 anos, tenta agora dar um passo maior de olho no Palácio do Planalto. Na pesquisa Quaest de março, registra entre 2% e 3%.
Renan Santos
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Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos é pré-candidato à Presidência pelo Missão, partido que ele dirige e que reúne integrantes do grupo militante surgido após os protestos de junho de 2013. O Missão é o partido mais recente nos registros do TSE, criado em novembro do ano passado. Renan Santos tem 42 anos e disputará sua primeira eleição. A pesquisa Quaest mais recente aponta que ele tem entre 1% e 2% das intenções de voto.
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O ex-deputado é um veterano da política que se tornou crítico da esquerda nos últimos anos. Militou contra a ditadura, integrou o PCdoB por 40 anos, foi deputado por seis mandatos, presidente da Câmara e ministro de Lula e Dilma Rousseff. Após se afastar dos comunistas, passou pelo MDB e foi secretário de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo e apoiador de Bolsonaro. Agora, é pré-candidato pelo Democracia Cristã, ex-partido de José Maria Eymael. Na Quaest de março, tem entre 1% e 2%.
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