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Falhas de comunicação podem custar milhões

Gafes famosas que viralizaram nas redes e que impactaram a imagem de portas -vozes e autoridades. Você lembra de alguma?

O presidente americano Joe Biden recentemente cometeu um erro “inofensivo” ao encerrar seu discurso em uma conferência sobre o controle de armas no país, dizendo “Deus Salve a Rainha”, no lugar de “Deus abençoe a América”. E o que você acha que aconteceu? Os internautas não perdoaram e rapidamente começaram a questionar a fala do presidente com comentários como – “Ele discursou nos EUA, não no Reino Unido, e a rainha morreu em setembro do ano passado”. Se erros como esse já causam um alvoroço nas redes, imagine a repercussão de discursos e posicionamentos equivocados ou desalinhados, seja perante à opinião pública, ou no ambiente corporativo de uma empresa.

Mark Zuckerberg, fundador da Meta, mesmo sendo judeu, defendeu o direito de “negacionistas do Holocausto” de fazerem parte da rede social. Ele disse ver esse pensamento como “profundamente ofensivo”, mas rejeitou a ideia de excluir os perfis de quem o difunde – “Eu acho que há coisas sobre as quais as pessoas se equivocam. Não acho que estejam intencionalmente interpretando os fatos de forma errada”. A fala repercutiu como um verdadeiro escândalo, o que levou Zuckerberg a ter que vir a público esclarecer seu posicionamento. “Pessoalmente acho a negação do Holocausto profundamente ofensiva e não pretendia defender as pessoas que o negam”, frisou.

Exemplos como esses demonstram que é fundamental estar preparado para se fazer entender e compreender o contexto da sociedade e da audiência.

Os principais executivos das 500 maiores empresas norte-americanas investem 80% do seu tempo em comunicação. 76% das empresas têm a má comunicação como principal motivo de fracasso em projetos, segundo a Project Management Institute. A aptidão mais buscada por empregadores no LinkedIn em 2020 era a comunicação, conforme pesquisa da rede no Brasil, realizada em 12 milhões de anúncios. Já Peter Drucker, consultor, educador e autor, disse que 60% de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação.

Segundo a sócia-fundadora da Oficina Consultoria, Patrícia Marins, que em parceria com a consultora associada Miriam Moura, soma mais de 20 anos de capacitação junto a cerca de 12 mil porta-vozes, nos dias de hoje, não basta ser um gestor experiente. “Para sobreviver ao cenário complexo e adverso do mundo pós-pandemia e altamente polarizado, onde as fake news surgem a todo momento, a comunicação passou a ser uma alta habilidade, e os executivos tiveram que se preparar para toda e qualquer exposição, interna ou externa”, enfatizou.

Miriam Moura, afirma que líderes transformacionais são comunicadores excepcionais, e relembra um ensinamento do escritor Carmine Gallo. “Você pode ter a melhor ideia do mundo, mas se não conseguir persuadir ninguém a seguir sua visão, sua influência e impacto serão muito reduzidos”, alertou ele.

Com base nessa jornada de formação de comunicadores eficazes, Patricia e Miriam lançam, no dia 25 de setembro, em São Paulo, e 2 de outubro, em Brasília, a publicação, “Muito além do Media Training, o porta-voz na era da hiperconexão”, da Editora Aberje.

 

ENTREVISTADO E SEU CASE:

 

Finalizando os dez capítulos, a publicação traz o sociólogo internacional, especialista em Ciências da Comunicação e diretor da revista Hermès, dedicada ao estudo interdisciplinar da comunicação e sua relação com os indivíduos, Dominique Wolton. Em “A Prática do Contraditório”, ele aborda a confusão ocorrida no final do século 20 entre progresso tecnológico e progresso da comunicação, e cita quais seriam os caminhos hoje para separar os milagres tecnológicos das lacunas de comunicação – “O desafio é não confundir o desempenho crescente da comunicação técnica com as dificuldades da comunicação humana. Mas é isso que, por meio do respeito à diversidade cultural e da construção da coabitação cultural, pode resolver aos poucos a contradição do século 21: conviver pacificamente em um mundo aberto, onde as diferenças nunca foram tão visíveis, fortalecendo o sentimento de comunicação. É a construção da convivência cultural o maior desafio político do século 21. Combine o respeito pelas identidades culturais e referências universalistas. Apesar da superioridade da eficiência da comunicação técnica sobre a comunicação humana, rapidamente percebemos que, para além das vitórias da tecnologia, é sempre a comunicação humana que se busca”.

 

DICAS DAS ESPECIALISTAS: 

As dicas e abordagens de comunicação estratégica também são outra parte bastante prática do livro, entre elas:

– Não há informação sem um projeto de comunicação.

– Atenção não se ganha: conquista-se.

– Nanocomunicação: a máxima da pessoalidade.

– O combate à informação passa pela educação da sociedade.

– Requisitos básicos para um bom porta-voz: credibilidade, simplicidade, serenidade e objetividade.

– Fala pouco quem muito sabe.

– É importante entender o método de construção de notícias.

– Antes de preparar a mensagem, é preciso conhecer seus públicos.

– É preciso construir mensagens-chave claras, objetivas e com exemplos, dados e evidência.

– A gestão de crise começa antes de ela acontecer, com a prevenção.

– Não existe separação entre CPF e CNPJ.

– A informação é a mensagem, e a comunicação, a relação.

 

O LIVRO:

O livro-projeto foi desenvolvido em uma perspectiva original, diversa e multifacetada.  As autoras apresentam e discutem questões na comunicação, a partir do conhecimento e da experiência de personagens relevantes e referências de comunicadores. A publicação prepara o leitor para o conteúdo das entrevistas, com introdução, bibliografia e história, contextualizados sobre autor e tema, incluindo contraponto das abordagens e dicas práticas.

Composta por dez capítulos, a obra traz temáticas como “Comunicação é poder no mundo globalizado”, “A conquista do espaço na mídia”, “O mundo é multimídia”, “Desafios da pós-verdade”, “O papel do porta-voz “, “O que é notícia?”, “A construção do discurso”, “Crise: como evitar”, “Redes sociais: como expor sem se expor’ e “A prática do contraditório”.

 

AS AUTORAS:

Patrícia Marins:

Gestora de crises de alto risco reputacional, construiu a carreira profissional como jornalista, empreendedora e executiva do mercado de comunicação corporativa. Sócia-fundadora da Oficina Consultoria e sócia do Grupo In Press, lidera uma equipe de 200 pessoas. Diretora da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), palestrante e ministrante de treinamentos de comunicação, já treinou mais de 6 mil porta-vozes. Professora do curso de Relações Públicas e Diplomacia do Instituto Rio Branco (MRE), cursou Comunicação no Serviço Público na Universidade George Washington e MBA em Gestão Empresarial na FGV. Conquistou o Sabre Awards na categoria Imagem Corporativa e mais de 20 Prêmios Aberje.

 

Miriam Moura:

Jornalista com larga experiência na cobertura política em Brasília, junto ao Congresso, ao governo e ao Judiciário, é consultora associada da Oficina Consultoria de Reputação e Gestão de Relacionamento, desenvolve projetos especiais em curadoria de conteúdo e capacitações de comunicação. Já treinou mais de 5 mil gestores e lideranças-executivas. Trabalhou como repórter especial e em funções de chefia nas redações dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo. Foi assessora de comunicação em tribunais superiores e órgãos do Judiciário. Professora de Relações Públicas e Diplomacia no Instituto Rio Branco (MRE). Formada em Comunicação Social pela PUC-RS (Famecos) e com cursos de especialização em jornalismo.

 

Aquisição de exemplar: https://www.aberje.com.br/editora/

 

SERVIÇO:

Lançamento em Belo Horizonte – MG

Data: 16 de outubro de 2023

Horário: 18h às 20h

Local: Mining Hub Mineração – R. Sergipe, 1440 – Savassi

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