Vistos para os EUA estão mais difíceis e requerem ajuda especializada

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Segundo estudo do United States Citizenship and Immigration Services (USCIS, o departamento responsável pela emissão de vistos de residência dos Estados Unidos), o Brasil ocupa a sexta colocação entre os países cujos profissionais qualificados buscam visto de residência nos Estados Unidos. O país fica atrás apenas da China, Índia, Grã-Bretanha, Coréia do Sul e do Canadá.  Apesar da alta procura, a obtenção desses vistos (chamados Employment Based, ou EB) está se tornando cada vez mais restrita recentemente.

 

De acordo com o USCIS, em 2019, um total de 26.939 pedidos de vistos de trabalho nos Estados Unidos foram recusados, o que representa 18% das petições registradas. Segundo o advogado Francisco Wykrota, credenciado pela OAB e pelo BAR americano, que atua em Miami e é especializado em vistos tipo EB, o número surpreende porque é quase duas vezes o total de todos os vistos recusados nos dez anos anteriores, entre 2009 e 2018 (14.801).

 

As dificuldades para os que buscam o visto não param por aí. O montante de recursos judiciais impetrados por aqueles que tiveram seus pedidos de visto não atendidos começa a se tornar inadministrável. “Segundo o Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC), compilado pela Universidade de Syracuse (NY), 1,2 milhão de petições para vistos de residência de todos os tipos (trabalho, estudo, asilo, entre outros) estão na fila de espera por um julgamento. Eram julgadas cerca de 40 mil petições por mês, mas desde fevereiro, devido à pandemia, o número caiu para poucas centenas de casos por mês, o que vai aumentar a demora nos julgamentos. O TRAC estima que as audiências canceladas devido à pandemia estão aumentando os atrasos em meses e, muitas vezes, por anos”, explica o advogado.

 

A essa situação vem se somar as dificuldades financeiras do próprio USCIS. Há cerca de dois meses, o órgão americano cogitou colocar em licença não remunerada a maior parte de seus funcionários por falta de verba para o pagamento de salários. “A situação foi revertida na última semana, mas o problema de recursos continua e a solução da licença não remunerada poderá ser outra vez cogitada. Uma situação que coloca ainda maior pressão sobre aqueles que buscam seus vistos de imigração”, afirma Wykrota.

 

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