Pós-pandemia e o novo conceito de casa

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Arquiteta revela quais as tendências de moradia que vieram para ficar

A pandemia mudou muitos conceitos no cotidiano da população mundial. Um deles, foi o significado da moradia. De acordo com um estudo da FGV realizado em abril de 2020, o home office deve crescer 30% nos próximos anos. Esse foi um dos principais motivos que fez as pessoas optarem por imóveis maiores, com conceito aberto e que permite desenvolver diferentes atividades dentro do lar. “Durante a pandemia, muitos viram a necessidade de fazer mudanças em suas casas para o trabalho e estudo, adaptando ambientes que garantem mais conforto e bem-estar”, conta a arquiteta Fernanda Andrade.

Ela acrescenta que os lugares que serão instaurados para novas atividades na casa não precisam ser necessariamente criados, mas sim adaptados. “Para espaço de trabalho, o ideal é escolher um ambiente longe da área social da casa, para chegar menos ruído. Além disso, posicione a mesa próxima a janela e nunca de costas para a porta do cômodo, de forma que, caso alguém te interrompa, você consiga sinalizar. Decore o espaço com fotos, coisas que te motivam a estar ali trabalhando. Um plano de fundo profissional também é importante para aparecer nas reuniões, como uma estante com livros ou um quadro”, afirma.

As pessoas perceberam também a necessidade de terem espaços livres dentro de casa para realizar funções que antes eram feitas em locais externos. “Fazer atividade física, ter um lugar para os filhos brincarem, ou mesmo um local mais amplo para a socialização com os devidos cuidados são algumas das tendências. Além disso, as pessoas entenderam que o conforto passou a ser uma necessidade. Mesas maiores, sofá com maior profundidade e lugares que proporcionam também mais privacidade, onde elas podem ler, estudar ou trabalhar com calma”, explica.

A varanda pode ser essencial para realização de diversas atividades, pois elas permitem a entrada de luz natural. Por isso, adaptar esse espaço com plantas e móveis com texturas naturais, como fibras, corda náutica e madeira, vai dar um ar aconchegante e despojado ao espaço. “As varandas ganharam grande importância, a tendência é mantê-las sem integrar à sala para que se tenha espaços livres para praticar atividades físicas, para crianças brincarem para a entrada de sol e luz natural”, destaca Fernanda.

Novidades!

Além do bem estar, a casa precisa oferecer espaços para concentração e privacidade. Dessa forma, a organização é um elemento primordial em todos os ambientes, pois um local onde tudo é planejado pode oferecer até mais qualidade de vida. “A necessidade de busca pelo verde dentro de casa, como em jardins verticais ou pequenas hortas, torna evidente que as pessoas querem estar mais próximas à natureza pois percebem como isso é importante no momento”, assegura a especialista.

O uso de texturas naturais, como pedras filetadas e tijolos aparentes são tendências de decorações atuais. “Os clientes procuram cada vez mais algo personalizado, elas buscam morar em um ambiente que transmita uma história. As casas com um ar aconchegante vieram para ficar, isso significa sair um pouco da frieza do moderno. Não há mais espaço para o branco em excesso. A casa hoje deve ser feita para dar possibilidades  e não limitar os moradores”, finaliza.

Fonte: Fernanda Andrade- Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC Minas em 1996 e pós-graduada em Gestão de Empreendimentos em Arquitetura em 2007 também pela PUC Minas, Fernanda Andrade possui escritório próprio e atua nas áreas de arquitetura residencial, comercial , interiores e design de mobiliário. @fernanda.andrade.arquitetura

Foto: Divulgação

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