Artista brasileira une visão e tato para criar obras de arte tridimensionais

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Unindo pintura com escultura, Juliana Carvalho cria uma nova forma de consumir arte, oferecendo aos observadores uma experiência sensorial

Nascida em uma família de artistas, Juliana Carvalho tem a arte em seu sangue. Sua infância, entre pincéis, tornou a pintura um caminho natural para expressão de suas emoções. O diferencial veio a partir da descoberta de sua paixão pela escultura, expertise que começou como um hobby e, posteriormente, se revelou como profissão, ao se tornar professora de arte, compartilhando sua técnica.

Com o impulso por novas linguagens, a artista visual e escultora da UP Time Art Gallery – galeria de arte itinerante que busca disseminar e democratizar o que há de melhor na arte contemporânea – inseriu seu encanto por texturas e camadas em sua pintura, fazendo nascer um novo conceito artístico: o da arte tridimensional. Essa junção entre dois mundos fez com que, naturalmente, nascesse em suas telas esculturais, além da mensagem visual, um apelo ao tato e uma verdadeira experiência sensorial.

“Minha arte é livre de regras, abrindo caminho para um processo criativo sem expectativas, com efeitos visuais intensos e simbolismos refinados que trazem as minhas preocupações sociais de forma sutil. Acredito que, dessa forma, o meu trabalho pode influenciar, em grande ou pequena escala, o mundo”, conta Juliana, que tem sua releitura da “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci, como uma de suas obras mais famosas. “Talvez por personificar esse lado oculto da mulher eternamente famosa por seu sorriso enigmático”, complementa.

Sua criação principal se trata de uma composição em que a réplica de “Mona”, nome da tela de Carvalho, conta com um véu que a protege, realça seu caráter e traz ainda mais mistérios para a sua história, ainda indecifrável. “A Mona Lisa de Juliana Carvalho se guarda ainda mais que a de Da Vinci. Porém, resiste a interpretações simplistas, ao apresentar suas oferendas: suas flores, já secas, e seus frutos, numa metáfora poética do tempo da espera e dos frutos prometidos – não proibidos, mas guardados para quem tiver dedicação e delicadeza para retribuir o sorriso enigmático, remover quaisquer véus e vencer quaisquer dificuldades”, analisa Marisa Melo, curadora artística e fundadora da galeria de arte itinerante que Juliana faz parte. “Ela captura os elementos do milenar processo da conquista”, finaliza a especialista.

Sobre a UP Time Art Gallery
Galeria de arte itinerante que reúne artistas do Brasil e de países da Europa para disseminar o que há de melhor no cenário da arte contemporânea. Fundada por Marisa Melo, artista, curadora artística e crítica de arte, a galeria de arte alcança mais de 30 países ao redor do mundo, isso porque ela funciona em formato digital desde o seu nascimento, apresentando mundialmente exposições 3D e exposições regionais presenciais com um time de artistas distintos.

 

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