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Multiartista radicada em Juiz de Fora Adriana Oliveira na FLIP

Por meio de versos, imagens e música, a obra “Nácar Madrigais” reflete sobre a vida e a busca pelo amor.

O nácar é uma substância produzida no interior das conchas. Com a entrada de um corpo estranho, é liberado em camadas esféricas, formando uma pérola. Já os madrigais, são composições musicais a partir de textos poéticos que atingiram o seu auge na Renascença italiana do século XVI. A multiartista Adriana Oliveira (@driolive.art) junta os dois elementos em “Nácar Madrigais” (61 pág.), em que nos convida a fazer uma reflexão sobre a importância do encontro de um amor. Composto por poemas e haicais livremente escritos, o livro tem orelha assinada por Rodolfo Valverde, professor de música na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), assim como a autora, que é docente no curso de artes. A obra, intermídia, é melhor apreendida em conjunto com audiobook, disponível no final do livro.

O evento de lançamento acontece no dia 26 de novembro na 21ª Feira Literária Internacional de Paraty, com sessão de autógrafos das 12h às 14h na casa do grupo de apoio à escrita feminina Escreva Garota!. A casa fica localizada na Travessa Gravatá, 56, C/D, no Centro Histórico da cidade. Durante a FLIP o livro, com audiobook incluído, será vendido por um preço promocional.

“O livro fala de uma personagem feminina, em busca de um amor. Uma história universal. Ela passa por diversas situações (internas e externas) até encontrar um possível parceiro. A mensagem é de que o amor é possível, apesar dos medos e das experiências desafiadoras que vivemos nestes nossos percursos”, sublinha Adriana, que além de poeta e escritora, é também artista visual. Ela trabalha no trânsito entre texto e imagem, transpondo, intersemioticamente, de um código para outro. Paulistana, reside em Juiz de Fora desde 2011.

Os personagens, suas vivências na narrativa, assim como o próprio tema do livro – a busca pelo amor – são livremente inspirados em experiências da autora.  Como diz Rodolfo Valverde, no texto de orelha: “Como uma concha invadida por elementos desconhecidos, as (des)venturas da autora à procura de completude e sentido produziram camadas concêntricas de uma joia, uma pérola, cujos matizes são revelados pela luz do olhar do leitor, pois são sentimentos universais encapsulados em experiências pessoais.”

Além das palavras: um livro que dialoga com a música

De 2017 a 2019 os cantores Luane Voigan e Alexandre Pereira compuseram melodias para alguns dos poemas e haicais da autora. Em 2020 a narrativa se estruturou como história, dentro do projeto Pibiart UFJF, com a definição de personagens, feita por Adriana, assim como a criação de outros poemas, que deram amarramento ao enredo da ficção poética.

Ainda entraram no grupo de criação do livro a ilustradora Júlia Rocha, a compositora Anna Lamha e o instrumentista João Cordeiro, desenrolando o audiobook, que compõe a totalidade da obra.

A beleza nos processos da vida: entre Manoel de Barros e Alice Ruiz

Adriana iniciou sua relação com a escrita na graduação, ao cursar Artes Plásticas e Letras em São Paulo. “Os trânsitos entre texto e imagem, o que é chamado de intersemiose, me interessavam. No curso de artes eu tive uma disciplina chamada Poéticas, que explorava processos criativos com a escrita. De lá em diante, sempre estive de alguma maneira envolvida com estes processos”, recorda a autora.

“Nácar Madrigais” se originou a partir de haicais criados em uma residência artística no Vale do Matutu, ocorrida no carnaval de 2016. “Esta experiência foi tão rica, que junto dos haicais criei também alguns desenhos com linhas, que os ilustravam. Desta união texto-imagem veio a ideia do livro”, revela Adriana, que define seu estilo de escrita, neste livro, como poético, associativo e não linear.

Entre suas inspirações intersemióticas, cita nomes como Arnaldo Antunes, Alice Ruiz e Fortuna. Já no campo literário, falando especificamente sobre haicais, menciona Paulo Leminski e Alice Ruiz. Aprecia também os microcontos de João Anzanello Carrascoza. “No campo da poesia, o jeito simples e elaborado do Manoel de Barros, de falar sobre a vida e a natureza me encantam. E, na intersecção entre texto e imagem, gosto muito dos poetas concretos, assim como o que vem sendo feito em poesia visual”, revela.

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