Hitmaker une música e futebol em show na Arena N1 BH

Artista destaca a conexão entre a torcida e a energia do público mineiro.

Belo Horizonte será palco de uma celebração de música e futebol nesta quarta-feira (24). A Arena N1 BH recebe a transmissão ao vivo do jogo entre Brasil e Escócia, no Mineirinho, com uma programação que também reúne os shows do cantor Hitmaker e do grupo Di Propósito. A abertura dos portões está marcada para as 15h.

Com uma trajetória marcada por músicas que se tornaram trilha sonora de festas, carnavais e grandes eventos pelo país, Hitmaker chega à capital mineira para comandar um show pensado para acompanhar o clima de emoção que envolve a Seleção Brasileira.

Para o artista, a união entre futebol e música torna a experiência ainda mais especial. “Futebol e música têm uma força muito parecida porque os dois mexem com a emoção das pessoas. É aquela coisa de cantar junto, vibrar, torcer, abraçar quem está do lado e viver um momento que fica marcado. Estar em um evento como esse, em dia de jogo do Brasil, é muito especial para a gente”, afirma Hitmaker.

A Arena N1 BH foi planejada para reunir o público em torno da transmissão do jogo e prolongar a energia da torcida com atrações musicais. O encontro entre Brasil e Escócia será exibido ao vivo, permitindo que os fãs acompanhem cada lance em clima de arquibancada. Depois da partida, a programação segue com apresentações que prometem manter o público animado até o fim da noite.

Hitmaker destaca que a reação da plateia é um dos elementos que mais influenciam cada show. “A energia da galera muda tudo. Quando a gente sobe no palco e vê as pessoas cantando, dançando e vivendo aquilo junto, o show ganha outra dimensão. Em um evento com futebol, essa troca fica ainda mais forte, porque o público já chega com a emoção lá em cima”, comenta.

Hitmaker também celebra a oportunidade de se apresentar em Belo Horizonte, cidade que ocupa um lugar importante no circuito de grandes shows e eventos do país. Com um público conhecido por cantar alto e se entregar às apresentações, a capital mineira deve receber uma performance marcada pela proximidade e pela conexão com a torcida.

“BH sempre entrega uma energia muito diferente. É uma cidade que respira música, que tem um público muito caloroso e que sabe curtir. Estou muito animado para viver esse encontro no Mineirinho e torcer pela nossa Seleção”, completa Hitmaker.

Além do show do artista, o evento contará com a apresentação do grupo Di Propósito, um dos principais nomes do pagode atual. A presença do grupo amplia a mistura de ritmos da Arena N1 BH e reforça a proposta de criar uma experiência completa para o público, reunindo a paixão pelo futebol, a força da música ao vivo e a atmosfera de celebração que acompanha os jogos da Seleção Brasileira.

SERVIÇO

Evento: Arena N1 BH
Data: 24 de junho (quarta-feira)
Horário: Abertura dos portões às 15h
Transmissão: Brasil x Escócia, ao vivo
Atrações: Hitmaker e Di Propósito
Local: Mineirinho (Avenida Antônio Abrahão Caram, 1000 – São José, Belo Horizonte – MG)

Rapunzel encanta o público de Contagem neste domingo

Inspirado em um dos mais famosos contos de fadas dos Irmãos Grimm, o musical “Rapunzel” chega ao público de Contagem no próximo domingo, 28 de junho, às 11h. A apresentação, que faz parte do programa Diversão em Cena, promovido pela Fundação ArcelorMittal e pela Belgo Arames, será no Parque Cataguás, no bairro Cinco. A entrada é gratuita e recomendada para crianças a partir de 3 anos. O espetáculo é acessível em libras.

O texto original, publicado em 1812, conta a história de uma jovem de longos cabelos da cor de ouro, aprisionada no alto de uma torre por uma bruxa vingativa. O ápice da história acontece quando um ladrão foragido encontra a torre de Rapunzel e a convence a fugir para conhecer o mundo. Teatro, música e 25 metros de trança ajudam a recontar o clássico com muita diversão e interação com a plateia.

O espetáculo é de autoria da Cyntilante Produções, premiada companhia teatral de Belo Horizonte. A proposta de apresentar os clássicos da literatura por meio de shows musicais nasceu a partir das intervenções teatrais que a companhia já realizava em eventos fechados, considerados grandes sucessos de público e crítica.

Com duração de 50 minutos, o espetáculo é viabilizado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Patrocínio: Fundação ArcelorMittal e Belgo Arames. Realização: Lima Produções Culturais e Governo de Minas Gerais.

Diversão em Cena

O programa Diversão em Cena foi criado em 2011 pela Fundação ArcelorMittal, em parceria com a Belgo Arames, para democratizar o acesso à cultura, por meio da oferta de apresentações de teatro gratuitas ou a preços populares. Ao todo, mais de 1 milhão de pessoas já assistiram às apresentações. Em 2026, serão 166 espetáculos em 29 municípios de cinco estados: Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Toda a programação é viabilizada por meio de recursos das Leis de Incentivo e em parceria com produtores culturais.

“Em um país tão diverso como o Brasil, acreditamos ser essencial valorizar espetáculos que aproximem as pessoas das expressões artísticas e promovam o diálogo entre diferentes tradições. Além do patrocínio, buscamos garantir que a pluralidade cultural que nos define, une e transforma continue viva, acessível e valorizada por todos”, afirma a diretora-executiva da Fundação ArcelorMittal, Camila Valverde.

“Mais do que ampliar o acesso à cultura, iniciativas como o Diversão em Cena ajudam a fortalecer vínculos, despertar a imaginação e criar experiências significativas para crianças e famílias. Acreditamos no poder transformador da arte como ferramenta de desenvolvimento social e de aproximação entre as pessoas”, conclui Clarisse Drummond, diretora de Gente, Cultura e Engajamento da Belgo Arames.

Serviço

O quê: “Rapunzel”

Duração: 50 minutos

Classificação recomendada: A partir de 3 anos

Quando: 28 de junho, domingo, às 11h

Onde: Parque Cataguás (rua Rio Comprido, 4.655, Cinco, Contagem – MG)

Apresentação gratuita e acessível em libras

David Luiz Valdez: memória, cultura e excelência profissional

Conhecido publicamente como David Faria, cujo nome completo é David Luiz Valdez de Faria construiu uma trajetória singular, marcada pela capacidade de transitar com excelência entre diferentes áreas do conhecimento e da atuação profissional. Advogado criminalista, gestor cultural, curador, comunicador, pesquisador, poliglota e empreendedor gastronômico, consolidou ao longo de décadas uma carreira pautada pela preservação da memória, pela valorização do patrimônio cultural e pela democratização do acesso à arte e à cultura.

Sua formação acadêmica reflete a amplitude de seus interesses intelectuais. É advogado criminalista, com pós-graduação em Criminologia realizada em parceria entre a Academia de Polícia Civil de Minas Gerais e a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), além de possuir doutorado pela Universidade de Buenos Aires (UBA). Complementando sua formação humanística, realizou estudos em Língua e Cultura Árabe pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Poliglota, comunica-se em árabe, francês, espanhol e guarani (aprendido no seio familiar materno), inglês e italiano, habilidade que ampliou sua atuação institucional e cultural em diferentes países e contextos, fortalecendo intercâmbios internacionais e promovendo a cultura brasileira em ambientes multiculturais.

Na área da comunicação, David Luiz Valdez de Faria também construiu uma relevante trajetória como articulista e colunista. Fez parte durante anos do Brazilian Times, jornal brasileiro de ampla circulação nos Estados Unidos, onde assinou a coluna “Light Up, by David Faria”. Em seus artigos, promoveu reflexões sobre cultura, identidade, empreendedorismo, memória, patrimônio e integração comunitária, contribuindo para o fortalecimento dos vínculos entre brasileiros residentes no exterior e suas raízes culturais.

Paralelamente, assinou a coluna “Saberes de David Faria”, publicada no jornal Espaço Horizonte. A denominação foi concebida pela própria editora e proprietária do periódico, Sandrinha Coelho, em reconhecimento à diversidade temática e ao conteúdo reflexivo de seus textos. Ao longo de sua participação no veículo, abordou assuntos relacionados à cultura, patrimônio, cidadania, história, comportamento e desenvolvimento humano, ampliando sua atuação como comunicador e difusor de conhecimento.

Sua atuação na gestão cultural é reconhecida por importantes instituições e personalidades do meio artístico. Atualmente exerce a vice-presidência do Instituto & Memorial Yara Tupynambá, dedicando-se à preservação, catalogação, gestão de acervos, desenvolvimento de exposições e fortalecimento da memória de uma das maiores artistas brasileiras, além de compor a diretoria de dois outros Institutos de preservação da arte e proteção do patrimônio histórico. Seu trabalho como curador e gestor cultural tem contribuído para a valorização do patrimônio artístico mineiro e nacional.

Entre seus projetos de maior relevância está a idealização e implantação da Pinacoteca de Itapecerica, iniciativa que representou um marco para a preservação da memória artística da região Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua atuação estendeu-se também a projetos de valorização patrimonial e artística em Três Marias e Belo Horizonte, fortalecendo espaços de difusão cultural e ampliando o acesso da população aos bens culturais.

Um dos aspectos mais significativos de sua trajetória é o compromisso permanente com a democratização do acesso à arte e à cultura. Ao longo dos anos, David Faria atuou diretamente na articulação de doações de parte de seu vasto acervo particular de arte e antiguidades, para instituições públicas, museus, memoriais e espaços comunitários, permitindo que obras antes restritas a coleções privadas passassem a integrar ambientes de visitação, pesquisa, formação e educação. Sua visão compreende a cultura como instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento social, aproximando diferentes públicos do patrimônio histórico e artístico brasileiro.

Seu trabalho também alcançou reconhecimento por meio de importantes distinções honoríficas. Em 2010, recebeu o título de Comendador durante as comemorações do Cinquentenário de Brasília, uma das primeiras homenagens de destaque em sua trajetória pública. Posteriormente, foi agraciado com o título de Comendador da Justiça, conferido pela Soberana Ordem da Justiça, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade. Mais tarde, recebeu o título de Comendador da Estrela da Independência, honraria concedida durante as celebrações da Independência do Brasil e vinculada às atividades da Câmara de Comércio Portuguesa, reafirmando o reconhecimento de sua atuação nos campos cultural, institucional e social, dentre outras inúmeras distinções.

Ao longo de sua trajetória, recebeu ainda referências elogiosas, votos de congratulação, moções de reconhecimento e homenagens promovidas por instituições públicas e privadas, entidades culturais, organismos comunitários e representantes da sociedade civil, em reconhecimento às suas contribuições para a preservação da memória, a valorização do patrimônio cultural e a promoção do acesso à arte e à cultura.

A relação com Portugal tornou-se igualmente um capítulo importante de sua trajetória. Diversos projetos culturais e institucionais dos quais participou receberam chancela da Embaixada de Portugal e do Consulado-Geral de Portugal, fortalecendo laços históricos e culturais entre os dois países e promovendo o intercâmbio de experiências ligadas à memória, ao patrimônio, às artes e à herança luso-brasileira.

Nos últimos anos, David Faria também alcançou destaque na gastronomia cultural, área na qual alia formação técnica, experiência profissional internacional, pesquisa histórica e valorização das tradições alimentares. Sua trajetória gastronômica foi enriquecida por experiências de formação e atuação em diferentes unidades da renomada Le Cordon Bleu, uma das mais respeitadas instituições de ensino culinário do mundo, L’Institute Pau Bocuse, além do aprimoramento junto ao consagrado chef francês Laurent Suaudeau, referência na formação de profissionais e na consolidação da alta gastronomia brasileira.

A combinação entre conhecimento técnico internacional e profundo interesse pela história e pela cultura permitiu a David desenvolver uma abordagem própria, na qual a gastronomia ultrapassa o campo da alimentação e transforma-se em instrumento de preservação da memória, valorização identitária e difusão cultural.

Seu mais recente projeto, o Menu Travessia, recebeu ampla aceitação do público e reconhecimento por sua proposta de unir história, identidade, ancestralidade e excelência gastronômica. Mais do que um menu, o projeto tornou-se uma experiência cultural que traduz, por meio dos sabores, os encontros entre povos, tradições e memórias que ajudaram a construir a identidade brasileira.

Esse reconhecimento ultrapassou fronteiras e culminou em um importante convite internacional. David Faria foi convidado a assumir a Diretoria Cultural da Brazilian Community Heritage Foundation, nos Estados Unidos, instituição dedicada à preservação da memória e da herança cultural das comunidades brasileiras no exterior e presidida por Edirson Paiva. A nomeação representa o reconhecimento de uma trajetória construída em torno da valorização da cultura, da preservação do patrimônio e da promoção da identidade brasileira além das fronteiras nacionais.

Ao observar sua trajetória como um todo, percebe-se um fio condutor que une diferentes campos de atuação: a preservação da memória, a valorização da identidade cultural e o compromisso com a formação cidadã. Seja nos tribunais, nos espaços culturais, nos projetos patrimoniais, nas páginas dos jornais, nas instituições de memória ou à mesa, David Luiz Valdez de Faria construiu uma carreira marcada pela coerência, pela dedicação ao interesse público e pela capacidade de transformar patrimônio, conhecimento e tradição em experiências significativas para a sociedade.

Sua história demonstra que cultura, educação, memória e cidadania não são caminhos paralelos, mas dimensões complementares de um mesmo propósito: contribuir para que o passado seja preservado, o presente seja valorizado e o futuro seja construído com mais consciência, identidade, acesso ao conhecimento e participação cultural.

Anderson Franco acompanha Seleção em Miami e celebra o esporte

O empreendedor Anderson Franco, fundador e CEO da Allp Fit, está em Miami para acompanhar de perto mais uma importante partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

Ao lado de amigos, empresários e convidados, Anderson Franco viverá a emoção de um dos maiores eventos esportivos do planeta, em um momento especial para o esporte brasileiro e também para a trajetória da Allp Fit, rede de academias que já se consolidou entre as maiores do país.

A partida representa mais um passo da Seleção Brasileira na busca pelo tão sonhado hexacampeonato mundial, objetivo que mobiliza milhões de brasileiros dentro e fora do País. Muito mais do que futebol, a Copa do Mundo é um evento capaz de unir pessoas de diferentes culturas, regiões e histórias em torno de uma mesma paixão.

Para Anderson Franco, acompanhar a Seleção Brasileira em um palco internacional como Miami é uma experiência que vai além do esporte. “É impossível não se emocionar ao ver brasileiros reunidos em torno de um mesmo sonho. O esporte tem essa capacidade extraordinária de conectar pessoas, inspirar gerações e criar memórias que ficam para a vida inteira. Estar aqui acompanhando a Seleção é uma experiência muito especial”.

A viagem acontece em um momento marcante da história da Allp Fit. Em apenas três anos, a rede alcançou 218 unidades comercializadas, expandiu sua presença para 21 estados brasileiros e já ocupa a posição de décima maior rede de academias do Brasil em número de unidades. “Quando olho para tudo o que construímos até aqui, sinto uma enorme gratidão a Deus, aos nossos alunos, franqueados, colaboradores e parceiros. Ver a Allp Fit crescer de forma tão consistente e hoje estar presente em praticamente todas as regiões do Brasil mostra que estamos no caminho certo.”

Além de acompanhar a partida da Seleção, Anderson Franco também participará de encontros e eventos que reúnem empresários, investidores, atletas e personalidades ligadas ao esporte e ao empreendedorismo. Entre os compromissos está a visita à Casa Ronaldo, espaço idealizado por Ronaldo Fenômeno durante a Copa do Mundo e que se tornou um dos pontos de encontro mais prestigiados do evento.

Enquanto o fundador acompanha a Seleção em Miami, a emoção da Copa também estará presente nas unidades Allp Fit espalhadas pelo Brasil. A rede promove ações especiais para alunos, encontros para troca de figurinhas e sorteios de camisas oficiais da Seleção Brasileira, fortalecendo o espírito de integração e pertencimento que faz parte da cultura da marca.

“A Allp Fit nasceu acreditando no poder transformador do esporte. Hoje, ver o Brasil inteiro vibrando junto pela Seleção reforça algo que sempre acreditamos: o esporte aproxima pessoas, conecta famílias e inspira sonhos. Estamos todos juntos, torcendo pelo Brasil e acreditando que o hexa pode chegar”, ressalta Anderson Franco, destacando que, “quando o Brasil entra em campo, todos vestem a mesma camisa. E é exatamente essa união que faz do esporte uma das maiores forças de transformação da sociedade.”

Expansão Com mais de 150 mil alunos nas academias físicas, mais de 200 mil usuários na plataforma Allp Fit Home e um plano de investimentos superior a R$ 2 bilhões até 2028, a Allp Fit segue acelerando sua expansão e consolidando sua missão de levar saúde, bem-estar e qualidade de vida para milhões de brasileiros.

Jogo Brasil e Escócia se enfrentam nesta quarta-feira (24), às 19h (de Brasília), no Estádio de Miami, pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.

Analfabetismo funcional afeta 29% dos brasileiros

Déficit de aprendizagem avança entre jovens e evidencia entraves à qualificação da força de trabalho

O Brasil convive com um entrave estrutural que vai além da escolarização formal e impacta diretamente sua capacidade de crescimento: o analfabetismo funcional. Dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) 2024 mostram que 29% da população entre 15 e 64 anos – quase três em cada 10 brasileiros – não domina plenamente habilidades básicas de leitura, escrita e matemática. O índice permanece inalterado desde 2018, evidenciando um quadro de estagnação.

Embora alfabetizados do ponto de vista formal, esses indivíduos apresentam dificuldade para interpretar textos de média complexidade, organizar informações e aplicar conhecimentos em situações cotidianas. O fenômeno revela uma dissociação entre acesso à educação e efetiva aprendizagem, com implicações diretas sobre o desempenho econômico do país.

A situação se agrava entre os mais jovens. Na faixa de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo funcional subiu de 14% para 16% no período, indicando perda de qualidade na formação recente. Mesmo entre aqueles que avançaram no sistema educacional, persistem lacunas: 17% dos egressos do ensino médio e 12% dos que chegaram ao ensino superior não atingem níveis adequados de proficiência.

Segundo Antonio Esteca, especialista em avaliação e regulação da educação superior, avaliador do Inep/MEC e CEO da Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, o dado reflete uma falha estrutural na formação educacional. “O país ampliou o acesso à escola, mas não garantiu aprendizagem consistente. O analfabetismo funcional expõe justamente essa fragilidade: a incapacidade de transformar escolaridade em competência”, afirma.

Pressão sobre a economia

A limitação na formação básica tem reflexos diretos na produtividade do trabalho, um dos principais vetores de crescimento econômico. Hoje, o trabalhador brasileiro gera, em média, US$ 22 por hora, patamar inferior ao observado em países latino-americanos como Chile e Argentina, onde a produtividade gira em torno de US$ 33. Em economias mais desenvolvidas, como a italiana, o indicador supera US$ 70 por hora.

Para Esteca, a defasagem educacional compromete a competitividade do país. “Sem domínio de leitura, interpretação e raciocínio lógico, há uma limitação objetiva na capacidade de execução, tomada de decisão e inovação dentro das empresas. Isso se traduz em menor eficiência econômica”, diz.

O impacto se torna ainda mais evidente em setores intensivos em conhecimento. Na área de tecnologia, por exemplo, o país enfrenta um déficit estimado em 1,5 milhão de profissionais. O problema tem origem na base educacional: segundo o PISA 2022, apenas 15% dos estudantes brasileiros do ensino médio são proficientes em leitura e 12% em matemática.

Exclusão digital e desigualdade

Em um ambiente cada vez mais digitalizado, o analfabetismo funcional amplia desigualdades. Mais de 90% dos indivíduos nessa condição apresentam baixo desempenho em habilidades digitais, o que dificulta o acesso a serviços, informações e oportunidades de trabalho. “A economia digital exige autonomia intelectual e capacidade de interpretação. Sem essas competências, o indivíduo não apenas perde oportunidades, mas também se torna mais vulnerável à desinformação e à exclusão”, avalia Esteca.

Desafio de longo prazoEspecialistas apontam que a reversão desse quadro depende de políticas públicas consistentes e de uma abordagem integrada entre educação básica, formação docente e qualificação continuada. O foco, segundo eles, precisa migrar do acesso para a aprendizagem efetiva. “O Brasil precisa alinhar sua estratégia educacional às demandas do século XXI. Isso passa por garantir que o aluno aprenda de fato, e não apenas avance nas etapas formais. Sem essa mudança, o país continuará enfrentando limitações estruturais ao seu desenvolvimento”, conclui Esteca.

Após título em Portugal, André Baran disputa BT400 de Marabá

Depois de conquistar o primeiro título da temporada no Sand Series de Portugal, o beach tennista André Baran volta às quadras a partir desta quarta-feira para a disputa do BT400 de Marabá, no Pará. Embalado pela campanha no Velho Continente, Baran chega confiante para repetir a boa performance.

Atual número 4 do mundo, Baran já está em solo paraense para a disputa do BT400 ao lado de seu parceiro, o italiano Michele Cappelletti. O torneio renderá mais de 400 pontos no ranking internacional aos campeões, além de distribuir uma premiação em dinheiro de 45 mil dólares. As finais da competição estão marcadas para sábado.

“A gente chega com muita confiança aqui em Marabá, certos de que podemos manter o nível que apresentamos em Portugal e brigar novamente pelo título. Sinto que recuperamos a nossa alegria em jogar, estamos mais entrosados e com certeza vamos entregar o nosso melhor nível para presentear o público paraense que sempre lota as arenas”, disse o atleta parceiro das marcas Havan, Acto, Loja BT, Heroes, Alto Giro, Da Colônia, Aquacoco, Sunrise Homes, Grupo Urca, Unifique, Club Med e Oakley.

Encerrada a disputa do BT400 de Marabá, André Baran terá pela frente o BT400 de Palmas, no Tocantins, a partir do dia 01/07.

Indústria digitaliza contratos e reduz burocracia

Uso de inteligência artificial amplia produtividade e pode cortar custos operacionais em até 30%, segundo estudos do setor

A digitalização de contratos e o uso crescente de inteligência artificial vêm redesenhando a dinâmica operacional das grandes indústrias brasileiras. O movimento reduz etapas burocráticas, amplia a previsibilidade jurídica e eleva os níveis de produtividade em um setor pressionado por custos e necessidade de competitividade global.

Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que mais de 70% das indústrias no país já utilizam ao menos uma tecnologia digital voltada ao processamento de dados. O avanço ocorre em paralelo à busca por maior eficiência operacional. Estudos da McKinsey & Company apontam que a automação de processos pode reduzir custos em até 30%, além de impactar diretamente a produtividade.

Nesse contexto, a gestão contratual desponta como um dos principais focos de transformação. Tradicionalmente marcada por fluxos manuais, revisões extensas e alto risco de inconsistências, a área passa a incorporar soluções baseadas em inteligência artificial capazes de automatizar análises, padronizar documentos e monitorar obrigações em tempo real.

“A integração entre contratos, compliance e dados operacionais permite maior controle sobre riscos e prazos, ao mesmo tempo em que reduz o retrabalho. A digitalização dos contratos elimina gargalos históricos das indústrias, principalmente aqueles relacionados à validação e ao acompanhamento de documentos. Isso se traduz em ganho direto de produtividade”, afirma Rafael Gontijo, CEO da Oppem, empresa que tem a missão de digitalizar e simplificar processos, aumentar produtividade e potencializar o futuro das indústrias.

Ainda para o especialista, a adoção dessas tecnologias não se limita à eficiência interna, mas impacta a estratégia das companhias. “Quando a empresa passa a ter visibilidade em tempo real de seus contratos, ela toma decisões mais rápidas e mais seguras. Isso muda a forma como o negócio se posiciona no mercado”, diz.

Outro ponto relevante é a mitigação de riscos regulatórios. Sistemas inteligentes conseguem identificar cláusulas sensíveis, inconsistências e prazos críticos, o que reduz a exposição a passivos jurídicos. Ao mesmo tempo, o armazenamento digital facilita auditorias e garante rastreabilidade das informações.

Rafael completa que o desafio atual não está mais na capacidade de integração e adaptação das empresas do que na tecnologia em si. “Recurso nós temos. A Oppem mesmo dispõe de tecnologias que facilitam isto. Mas não basta digitalizar documentos. É preciso estruturar processos e conectar dados para extrair valor real. A tecnologia é um meio para simplificar e potencializar o futuro das indústrias”.

No fim das contas, para o CEO da Oppem, o avanço dessas soluções indica uma mudança estrutural no setor industrial brasileiro. “Ao substituir processos fragmentados por sistemas integrados e inteligentes, as empresas ganham agilidade, reduzem custos e fortalecem sua posição competitiva. Em um cenário de transformação contínua, a digitalização deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para crescimento sustentável”, finaliza.

Falsas Memórias e o Reconhecimento de Pessoas: O Que Fazer Nesse Momento?

Falsas Memórias e Reconhecimento de Pessoas: Um Problema Mais Comum do Que Muitos Imaginam

Receber a notícia de que alguém foi reconhecido como autor de um crime pode causar desespero imediato. Muitas pessoas acreditam que, se uma vítima ou testemunha apontou determinado indivíduo como responsável por um fato criminoso, não há mais possibilidade de defesa. No entanto, a realidade do processo penal brasileiro demonstra justamente o contrário. Diversos estudos científicos, decisões judiciais e casos concretos revelam que o reconhecimento de pessoas está longe de ser uma prova infalível.

Nos últimos anos, o tema das falsas memórias ganhou enorme relevância no Direito Penal. A psicologia moderna passou a demonstrar que a memória humana não funciona como uma filmagem perfeita dos acontecimentos. Ao contrário, as lembranças podem ser influenciadas pelo tempo, pelo medo, pela sugestão de terceiros e até mesmo pela forma como uma investigação é conduzida.

Por essa razão, inúmeras condenações foram revistas após a constatação de que o reconhecimento realizado por vítimas ou testemunhas ocorreu de maneira equivocada. Em muitos casos, pessoas inocentes chegaram a ser presas e processadas exclusivamente porque alguém acreditou estar reconhecendo o autor do crime. Se você ou algum familiar está enfrentando uma investigação ou processo criminal baseado em reconhecimento pessoal ou fotográfico, é fundamental compreender seus direitos e saber quais medidas podem ser adotadas imediatamente.

O Que São Falsas Memórias?

As falsas memórias são recordações que uma pessoa acredita serem verdadeiras, mas que não correspondem exatamente ao que aconteceu na realidade. Diferentemente da mentira, a falsa memória não é criada de forma intencional. O indivíduo realmente acredita naquilo que está lembrando.

Isso ocorre porque a memória humana é um processo complexo de reconstrução. Cada vez que uma pessoa recorda um fato, ela pode acrescentar informações, preencher lacunas ou modificar detalhes sem perceber.

Imagine uma vítima de roubo que foi abordada durante poucos segundos por um criminoso em uma situação de extremo estresse. Dias ou semanas depois, ao ser questionada pela polícia, essa vítima pode não se lembrar claramente do rosto do autor. Se nesse momento for exposta a fotografias específicas ou receber informações indiretas sobre um suspeito, sua memória poderá ser influenciada.

Com o passar do tempo, essa nova informação pode se misturar à lembrança original, gerando uma convicção sincera, porém equivocada, de que determinada pessoa foi a responsável pelo crime. É justamente por esse motivo que os especialistas em psicologia do testemunho alertam para os riscos dos reconhecimentos realizados sem critérios rigorosos.

Por Que o Reconhecimento de Pessoas Pode Gerar Erros?

Muitas pessoas acreditam que reconhecer alguém seja uma tarefa simples. Entretanto, a ciência demonstra que diversos fatores podem comprometer a precisão desse procedimento.

O medo experimentado durante o crime é um dos principais elementos. Quando uma pessoa está sob forte estresse emocional, seu cérebro tende a concentrar atenção em aspectos específicos da situação, como uma arma de fogo, por exemplo, deixando de registrar adequadamente as características físicas do autor. Outro fator relevante é o tempo decorrido entre o crime e o reconhecimento. Quanto maior o intervalo, maior a possibilidade de distorções na memória.

Além disso, a forma como a polícia conduz a identificação também exerce enorme influência. Quando uma vítima visualiza apenas uma fotografia ou recebe a indicação indireta de quem seria o suspeito, aumenta significativamente o risco de erro. Por essa razão, o reconhecimento de pessoas exige cuidados especiais previstos pela legislação brasileira.

O Que Diz o Artigo 226 do Código de Processo Penal?

O artigo 226 do Código de Processo Penal estabelece regras específicas para o reconhecimento de pessoas. De acordo com a legislação, a pessoa que realizará o reconhecimento deve inicialmente descrever as características do suspeito. Em seguida, o indivíduo apontado deve ser colocado ao lado de outras pessoas com aparência semelhante, permitindo uma identificação mais segura e imparcial. A finalidade dessas exigências é evitar induções e reduzir a possibilidade de erros.

Embora durante muitos anos parte da jurisprudência tenha considerado essas regras como meras recomendações, os tribunais superiores passaram a adotar uma postura mais rigorosa diante dos avanços científicos relacionados às falsas memórias. Hoje existe um entendimento cada vez mais consolidado de que o descumprimento dessas formalidades pode comprometer seriamente a validade da prova produzida.

Fui Reconhecido Como Autor de Um Crime. O Que Fazer Agora?

Essa é uma das perguntas mais frequentes feitas por pessoas que procuram auxílio jurídico. O primeiro passo é manter a calma. Um reconhecimento não significa automaticamente condenação. A acusação precisa ser analisada dentro do conjunto probatório existente no processo.

É essencial buscar orientação jurídica especializada o mais rápido possível. Muitas vezes, os primeiros atos da investigação são decisivos para a construção da defesa. O advogado poderá verificar como o reconhecimento foi realizado, identificar possíveis irregularidades e avaliar se houve descumprimento das garantias previstas na legislação.

Também é importante preservar documentos, registros de localização, conversas, imagens e qualquer outro elemento que possa demonstrar a inocência da pessoa investigada. Quanto mais cedo a defesa técnica atuar, maiores serão as possibilidades de evitar prejuízos processuais futuros.

O Reconhecimento Fotográfico É Suficiente Para Condenar?

Essa questão gera inúmeras dúvidas.

Na prática, muitas investigações começam a partir da exibição de fotografias para vítimas ou testemunhas. Entretanto, os tribunais vêm demonstrando crescente preocupação com esse tipo de procedimento. Isso porque a apresentação isolada de fotografias pode influenciar diretamente a memória do reconhecedor. Em diversas situações, a pessoa passa a associar a imagem visualizada ao autor do crime, ainda que essa associação seja incorreta.

Por esse motivo, o reconhecimento fotográfico, quando realizado de forma inadequada, não deve ser considerado prova absoluta. A tendência atual da jurisprudência é exigir cautela redobrada na análise desses casos, especialmente quando não existem outras provas independentes capazes de confirmar a autoria.

Como a Defesa Pode Questionar Um Reconhecimento Equivocado?

Existem diversas estratégias jurídicas que podem ser utilizadas. Uma das primeiras medidas consiste na análise detalhada do procedimento de reconhecimento. O advogado verificará se houve observância das regras previstas no artigo 226 do Código de Processo Penal e se foram respeitados os direitos fundamentais do investigado.

Também é importante examinar as circunstâncias em que a vítima observou o suposto autor do crime. Questões como iluminação do local, distância, duração do contato visual e estado emocional da testemunha podem influenciar significativamente a confiabilidade da identificação.

Outro aspecto relevante é a existência de provas complementares. Quando o reconhecimento constitui o único elemento de acusação, a fragilidade da imputação tende a ser ainda maior. Em determinados casos, pode ser possível requerer diligências adicionais, produção de provas defensivas e até mesmo questionar judicialmente a validade do reconhecimento realizado.

O Entendimento Atual dos Tribunais Sobre Falsas Memórias

Nos últimos anos, os tribunais brasileiros passaram a demonstrar maior sensibilidade em relação aos riscos decorrentes das falsas memórias. As decisões mais recentes reconhecem que a memória humana está sujeita a falhas e que o reconhecimento de pessoas não pode ser tratado como uma prova infalível.

O Superior Tribunal de Justiça tem destacado a necessidade de observância rigorosa das formalidades legais e a importância da existência de elementos probatórios independentes para corroborar eventual identificação realizada por vítima ou testemunha. Essa evolução jurisprudencial representa um importante avanço na proteção dos direitos fundamentais e na prevenção de erros judiciais. Para a defesa criminal, esse cenário abre novas possibilidades de atuação em processos que envolvem reconhecimentos questionáveis.

Como Evitar Uma Condenação Baseada em Erro de Identificação

A melhor forma de enfrentar uma acusação baseada em reconhecimento equivocado é agir rapidamente. Muitas pessoas acreditam que conseguirão esclarecer a situação sozinhas, mas acabam prestando informações sem orientação adequada ou deixando de apresentar provas importantes em momento oportuno.

A atuação técnica desde o início da investigação permite identificar falhas procedimentais, reunir elementos favoráveis à defesa e construir uma estratégia consistente para demonstrar eventuais equívocos na identificação. Cada caso possui características próprias. Por isso, a análise individualizada é indispensável para definir quais medidas serão mais eficazes.

Quando Procurar um Advogado Criminalista?

A resposta é simples: imediatamente.

Se você recebeu intimação policial, foi chamado para prestar depoimento, soube que seu nome está sendo investigado ou foi reconhecido como suposto autor de um crime, a orientação jurídica especializada deve ser buscada sem demora.

Muitas vezes, uma intervenção rápida pode evitar prisões indevidas, denúncias injustas e danos significativos à vida pessoal e profissional do investigado. Além disso, a atuação preventiva permite preservar provas importantes e garantir que todos os direitos constitucionais sejam respeitados durante a investigação.

As falsas memórias representam um dos maiores desafios da justiça criminal contemporânea. Embora o reconhecimento de pessoas continue sendo um importante meio de prova, os avanços científicos demonstram que ele deve ser analisado com extrema cautela. Ser reconhecido por uma vítima ou testemunha não significa que a condenação seja inevitável. A legislação brasileira estabelece garantias específicas para proteger cidadãos contra erros de identificação e acusações injustas.

Quando existe a possibilidade de um reconhecimento equivocado, a atuação de um advogado criminalista torna-se fundamental para analisar a legalidade do procedimento, identificar eventuais irregularidades e assegurar o pleno exercício do direito de defesa. Se você ou algum familiar está enfrentando uma investigação ou processo criminal baseado em reconhecimento pessoal ou fotográfico, buscar orientação jurídica especializada o quanto antes pode fazer toda a diferença para a proteção de seus direitos e para a construção de uma defesa sólida e eficaz.

Fonte oficial para aprofundamento do tema: Superior Tribunal de Justiça (STJ), que possui julgados e notícias atualizadas sobre reconhecimento de pessoas, provas criminais e garantias processuais penais. Consulte o portal institucional do STJ para acompanhar a evolução da jurisprudência sobre o assunto.

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Especialista explica os riscos silenciosos dos anabolizantes

O uso de esteroides anabolizantes androgênicos avança em ritmo acelerado no Brasil e em outras regiões do mundo. Dr. Fernando, médico urologista com mais de três décadas de experiência, alerta para os riscos, que podem causar sequelas permanentes e aumentar em até 2,8 vezes o risco de morte, mesmo entre jovens aparentemente saudáveis e sem histórico.

A busca pelo corpo perfeito tem impulsionado o consumo de esteroides anabolizantes androgênicos (EAA) no Brasil a níveis preocupantes. Por trás da promessa de resultados rápidos e do corpo perfeito, há uma série de riscos ocultos que, em muitos casos, só se manifestam quando o problema já está quase irreversível.

Segundo levantamento recente citado pelo Portal Imirante, a comercialização legal dessas substâncias cresceu 700% entre 2018 e 2025, com alta adicional de 20% apenas no último ano. Este fenômeno coloca em xeque a segurança de milhares de pessoas que o utilizam sem a orientação adequada e sem acompanhamento profissional.

Os esteroides anabolizantes androgênicos são derivados sintéticos da testosterona, desenvolvidos originalmente para fins terapêuticos, como o tratamento de hipogonadismo e de condições que causam perda severa de massa muscular. O uso dessas substâncias com finalidade estética ou para melhora de desempenho esportivo foi proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 2023, por meio de resolução que veta a prescrição de terapias hormonais com EAA tanto para atletas profissionais quanto para amadores.

A norma foi construída sobre ampla base de evidências científicas que documentam os efeitos adversos do uso não terapêutico dessas substâncias. “Mesmo vetado, o consumo segue em alta, impulsionado pela facilidade de acesso ao mercado informal e pela disseminação de informações equivocadas em ambientes digitais”, diz Dr. Fernando Marsicano.

Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) indicam que cerca de 6,4% dos homens no Brasil já fizeram uso de anabolizantes, com taxas ainda mais elevadas entre frequentadores de academias. Levantamento da mesma entidade, publicado pelo Jornal da USP, apontou que um em cada 16 estudantes no país já utilizou essas substâncias, com crescimento de 67% entre alunos do ensino médio desde 1996.

A Associação Médica Brasileira (AMB) registrou crescimento de 45% nas vendas de anabolizantes industrializados entre 2019 e 2021, evidenciando que a expansão do mercado supera o alcance das regulações vigentes. Do ponto de vista cardiovascular, pesquisa publicada em 2024 no periódico Jama revelou que o uso de EAA aumenta em 2,8 vezes o risco de morte, com efeitos que incluem hipertrofia cardíaca, infarto agudo do miocárdio, aterosclerose, hipertensão arterial sistêmica e estado de hipercoagulabilidade com risco elevado de trombose.

“O papel do urologista neste cenário é o de prevenir, monitorar, acompanhar e tratar os impactos que o uso deles causa no sistema reprodutivo e hormonal masculino, reduzindo os danos durante e auxiliando na recuperação da saúde após a interrupção do ciclo. O acompanhamento urológico é indispensável para qualquer pessoa que já fez ou ainda faz uso dessas substâncias. Os danos ao sistema reprodutivo são, em muitos casos, silenciosos e progressivos”, afirma Dr. Fernando Marsicano. Entre as condições diretamente avaliadas pelo especialista estão infertilidade, disfunção erétil, atrofia testicular, ginecomastia e alterações prostáticas.

Dados citados pelo Estado de Minas em fevereiro de 2025 apontam que cerca de 15% dos jovens que praticam musculação intensiva com uso de anabolizantes já apresentam sinais de disfunção hormonal e infertilidade, com base em levantamento atribuído à Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). “Na grande maioria, a pessoa só percebe o impacto na fertilidade quando o quadro já está quase irreversível. O espermograma e os exames hormonais são ferramentas essenciais para mapear o real estado do sistema reprodutivo”, detalha o Dr. Fernando.

Para o especialista, “após a interrupção do uso, o organismo pode sofrer uma verdadeira pane hormonal, com queda acentuada da libido e disfunção erétil. O excesso de hormônios sintéticos pode ainda se converter em estrogênio, provocando ginecomastia, o crescimento das mamas em homens, condição que pode exigir acompanhamento clínico ou intervenção cirúrgica”.

O Dr. Fernando relata ainda que “em relação à próstata, níveis elevados de testosterona podem gerar hiperfunção prostática e sintomas urinários como jato fraco, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e aumento da frequência urinária. Embora não esteja comprovado que os anabolizantes causem câncer de próstata, homens com tumores pré-existentes não tratados adequadamente podem ter progressão acelerada da doença com o uso dessas substâncias, tornando o rastreio indispensável”.

Ele ressalta que, “quando o usuário decide interromper o ciclo, o acompanhamento urológico continua sendo fundamental para orientar na sua (TPC) de forma segura. Ele envolve a retirada gradual das substâncias utilizadas e o uso de medicamentos. Os medicamentos ajudarão o organismo a produzir naturalmente a testosterona, reduzindo riscos como o da abstinência hormonal”.

O médico finaliza dizendo que “o urologista é muitas vezes o primeiro especialista a identificar os sinais de que algo está errado no organismo de quem usa anabolizantes sem controle médico. Uma consulta pode fazer toda a diferença entre a recuperação e sequelas permanentes”.

Para mais informações, basta acessar o site e as redes sociais: Instagram:@dr.fernandomarsicano

Site: uroprostata.com.br

Rua dos Otoni, 881 – sl 704 – Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG, 30150-270

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Da Baixada Fluminense para o mundo: Elliã conquista espaço

Com talento, autenticidade e uma mensagem inspiradora, a cantora, compositora e dançarina de hip hop Elliã vem construindo sua trajetória artística e conquistando cada vez mais espaço no cenário musical brasileiro. Nascida e criada na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, a artista transforma suas vivências em canções que falam sobre amor, fé, superação e determinação.

Misturando influências da MPB com o Hip Hop, Elliã desenvolveu uma identidade musical própria, marcada por poesias profundas, melodias envolventes e batidas que buscam conectar e energizar o público. Seu lema, “De cabeça erguida e pé no chão”, traduz a essência de sua caminhada e o compromisso com sua arte.

Além da música, Elliã também se destaca pela sua atuação como dançarina, utilizando diferentes formas de expressão para transmitir mensagens positivas e inspiradoras. Seu trabalho tem ganhado visibilidade nas redes sociais, onde compartilha momentos de sua carreira, bastidores e reflexões sobre sua jornada artística.

Recentemente, um fato marcante chamou a atenção de seus seguidores e reforçou a força de sua trajetória. Em uma publicação nas redes sociais, a artista celebrou uma importante conquista pessoal e profissional, evidenciando que a perseverança e a dedicação continuam abrindo novos caminhos para sua carreira.

Com o slogan “Da BXD para o mundo”, Elliã segue ampliando horizontes e mostrando que a arte produzida na periferia possui potência, qualidade e capacidade de alcançar públicos cada vez maiores. Sua música é um convite para acreditar nos sonhos, enfrentar desafios e seguir em frente com coragem e propósito.

Enquanto prepara novos projetos e lançamentos, Elliã consolida seu nome como uma das vozes promissoras da nova cena independente, levando a força da Baixada Fluminense para diferentes palcos e plataformas digitais.