Ponte Salvador-Itaparica: obra deve começar em até 12 meses

O Governo da Bahia firmou um novo acordo contratual com a Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, responsável pela construção da ponte de 12,4 quilômetros sobre o mar, que será a maior da América Latina, conforme análises da empresa. O projeto está orçado em R$ 11 bilhões, dos quais R$ 200 milhões já foram investidos na sondagem da Baía de Todos-os-Santos, concluída em abril deste ano.

O anúncio foi feito na quarta-feira (4) pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, durante reunião virtual com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que participou ao lado do embaixador da República Popular da China no Brasil, Zhu Qingqiao. O consórcio responsável pelas obras conta com participação de empresas chinesas, que atuarão no fornecimento de tecnologia e na execução do projeto.

O novo acordo foi viabilizado após a homologação, em fevereiro, da proposta de conciliação pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA), que mediou o processo de solução consensual iniciado em agosto de 2024. O contrato reequilibrado prevê a elaboração do projeto executivo e a mobilização dos canteiros de obras em Salvador e Vera Cruz. De acordo com o cronograma, as obras devem ser iniciadas no prazo máximo de 12 meses.

Com 12,4 km de extensão, a ponte Salvador-Itaparica será a maior sobre lâmina d’água da América Latina, superando a ponte Rio-Niterói que possui uma extensão total maior, de 13,29 km, mas com apenas 8,83 km sobre a Baía de Guanabara. A concessão terá duração de 29 anos, sendo seis anos dedicados à construção.

Com 12,4 quilômetros de extensão, a Ponte Salvador-Itaparica é considerada a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina
Com 12,4 quilômetros de extensão, a Ponte Salvador-Itaparica será a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina quando for concluída. Imagem: Concessionária Ponte Salvador-Itaparica/Divulgação

Parceria público-privada com financiamento internacional

A obra será executada por meio de uma parceria público-privada (PPP). O Senado Federal aprovou a previsão de um empréstimo de até US$ 150 milhões, equivalente a cerca de R$ 800 milhões, para o fundo garantidor da obra. O investimento total está estimado em R$ 11 bilhões.

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O Sistema Viário Salvador-Ilha de Itaparica inclui a construção da ponte, além de novos acessos viários em Salvador e Vera Cruz. O projeto contempla cinco trechos: acessos viários em Salvador, ponte Salvador-Itaparica, chegada da ponte à Ilha de Itaparica, nova variante rodoviária na ilha e recuperação e ampliação de trecho da BA-001.

A sondagem na Baía de Todos-os-Santos foi concluída em abril de 2025, após 12 meses de execução. Durante o processo, foram contratadas mais de 20 empresas baianas, mobilizadas mais de 300 pessoas e investidos R$ 200 milhões. O levantamento técnico estabeleceu um marco no país, com profundidade recorde de 200 metros para coleta de material intacto no solo marinho.

Duas balsas de grande porte, com 75 metros de comprimento e área de convés de dois mil metros quadrado, contaram com perfuratrizes com sistema de compensação de ondas que permitiu o trabalho no mar mesmo em condições climáticas adversas.

Representantes das companhias participam dos trabalhos iniciais da construção da ponte gigante na Bahia
Representantes das companhias participam dos trabalhos iniciais da construção da ponte gigante na Bahia. Foto: Concessionária Ponte Salvador-Itaparica/Divulgação

Ponte vai ampliar turismo e atrair investimentos

O governo da Bahia estima que o projeto terá papel estratégico na construção de uma nova lógica econômica para a região. Segundo projeções, cerca de sete mil empregos diretos e indiretos deverão ser gerados durante as obras. A ponte e seu sistema viário deverão impactar aproximadamente 10 milhões de baianos em cerca de 250 municípios.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, ressaltou que a construção da ponte será um símbolo da integração econômica Brasil-China e deverá atrair investimentos no turismo e em diversos setores produtivos. “A construção da Ponte Salvador-Itaparica irá gerar, além de milhares de empregos, muitos investimentos no turismo da região. Esse será o maior símbolo físico da integração econômica Brasil-China”, afirmou.

Potencial logístico para a Bahia e o Nordeste

O projeto segue uma tendência nacional de modernização de contratos de concessão, respaldada por práticas do Tribunal de Contas da União e pela legislação federal. O reequilíbrio contratual foi necessário para adequar o projeto às mudanças macroeconômicas decorrentes da pandemia.

A expectativa é que a infraestrutura também gere efeitos positivos na produção agrícola e industrial da Bahia e do Nordeste. A nova ligação facilitará o escoamento de produtos do Recôncavo, Sul e Baixo Sul do estado, como celulose, frutas, pescados e derivados de cacau, além de dinamizar o transporte de cargas para o Porto de Salvador.

De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o reforço logístico deverá ampliar a competitividade da produção baiana e sua participação no comércio interestadual.

Mineira Carla Conti lança livro sobre liderança feminina

Em um mundo marcado por pressões profissionais, incertezas e a necessidade de resiliência, chega às livrarias “ Caminho de coragem ”, novo livro da escritora e pesquisadora Carla Conti . Uma obra que mistura autobiografia, reflexão filosófica e insights sobre liderança, nasceu das experiências da autora como peregrina em rotas como o Caminho de Santiago (Espanha/Portugal) e o Caminho de Cora Coralina (Goiás). Com linguagem fluida, o livro propõe uma metáfora entre as virtudes do peregrino — curiosidade, outraspecção, renúncia e ação — e as habilidades essenciais para líderes no século XXI.

“Estava tão sem paciência com as pessoas que antecipava a fala delas, não as ouvia, não defendeu em ninguém”, relata Carla em um trecho do livro, ao descrever o esgotamento que a levou a buscar as caminhadas como estratégia de autocuidado e ruptura para a mente. A saúde mental no ambiente corporativo é um dos eixos centrais da obra, que aborda temas como burnout e a importância de hobbies para o equilíbrio pessoal. “Sentia que aquele não era mais o meu lugar. Me deixei afetar por situações fora do meu alcance e, de repente, me vi incapaz de continuar”, confessa o autor, que já esteve no Campus de Inhumas da Universidade Estadual de Goiás por oito anos.

A obra será lançada no dia 15 de junho, na Feira do Livro de São Paulo, das 14h às 16h em sessão de autógrafos no estande do coletivo Escreva, Garota!. Nos dias 21 e 22, a autora estará na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no estande do mesmo coletivo. Dia 21, às 12h, Carla participa de uma roda de conversa mundo com o tema “Mulheres em movimento: histórias de viagens, liberdade e descobertas pelo”. E no dia 22, às 12h, debate o tema “Saúde mental: como reconhecer os sinais de um relacionamento abusivo”. Às 16h, marca no estar da Perguntar Editora e Editora Scotti para mais uma sessão de autógrafos.

Com um olhar sensível sobre as mulheres na liderança, Carla Conti defende que inspire outras profissionais e marque presença política são atos de coragem. “Liderança não se restringe ao trabalho: está em casa, na sala de aula, nos grupos sociais”, afirma. A obra também dialoga com o feminismo, destacando a luta por equidade e o combate às violências digitais — tema que a autora pesquisa no mestrado em Educação.

Escrito no pós-pandemia, “Caminho de coragem” reflete sobre a reestruturação das relações de trabalho e do luto coletivo, mas sem perder o tom esperançoso. “Coragem é respeitoseu tempo. Passos pequenos nos levam longe”, diz Carla, que se comprometeu em autores como Brene Brown (liderança) e Frédéric Gros (filosofia). A obra, publicada pela Editora Scotti — responsável também pelas versões em espanhol e italiano —, já rendeu ao autor o prêmio de Agente Cultural em Inhumas (GO), concedido via Política Nacional Aldir Blanc.

Sobre a autora

Carla Conti é doutora em Políticas Públicas (UFRJ) e pós-doutora em Gestão da Informação pela Universidade do Porto (Portugal). Professora de graduação e no mestrado em Educação, direitos humanos, gênero e tecnologias digitais. Natural de Passos (MG), vive em Inhumas (GO), onde se dedica à escrita de livros que têm desenvolvimento pessoal e crítica social. “Caminho de coragem” é seu primeiro trabalho com linguagem externa ao público corporativo, após anos publicando obras acadêmicas.

A modernidade de Eduardo Sued chega a BH no ano de seu centenário

A parir da próxima segunda-feira, dia 9, as obras de Eduardo Sued serão expostas na Galeria Errol Flynn. São 25 telas do pintor e professor carioca, que este ano celebra o seu centenário. A capital mineira foi a escolhida para a primeira exposição das comemorações dos 100 anos de Eduardo Sued, que faz aniversário no dia seguinte da abertura em Belo Horizonte. As obras ficarão expostas até o dia 27 de junho, nos seguintes dias e horários – segunda a sexta-feira das 10 às 18 h e sábado das 10 às 13h.

“A pintura sempre foi, para mim, um diálogo silencioso entre a forma e o mistério. Ver minhas obras ganharem espaço na Galeria Errol Flynn, neste momento simbólico dos meus cem anos, é como reencontrar antigas memórias sob nova luz — um sopro de eternidade em cada cor, em cada linha que insiste em respirar”, destaca Sued.

Eduardo Sued, é um pintor, professor, ilustrador e desenhista que faz parte da história da arte no Brasil. Em 1952, ele já apresentava suas obras na galeria Metro Beaux-Arts de Paris.  O artista tem participação em exposições em museus de relevo no Brasil e no exterior, além de participação em diversas bienais, inclusive na Bienal de Veneza, em 1985 e Porto Rico e Polônia, em 1970. O curador da exposição em Belo Horizonte, é ErrolFlynn Júnior.

O crítico de arte, Marcus de Lontra Costa, simplifica Sued: a pintura e as armadilha do olhar. É que pra ele, os quadros de Sued remetem a inúmeros momentos e verdades da chamada arte moderna, conectando, por exemplo, o colorismo esperançoso de Matisse às construções assimetricamente precisas de Mondrian. Costa ainda traz uma relação das pinturas com uma espécie de referência melancólica ao “fantasma” da pintura. “Aquele que não é visto, que se origina do reflexo do outro e se estrutura no imponente mistério das paisagens silenciosas e das naturezas mortas morandianas que Sued recria e transforma”.

Sobre a Galeria Errol Flynn:

Fundada em junho de 2000 pelo marchand Errol Flynn, a Errol Flynn Galeria de Arte surgiu com o propósito de divulgar e valorizar todas as vertentes da arte brasileira, do acadêmico ao contemporâneo, sempre priorizando a qualidade. Desde então, promove exposições de artistas nacionais e leilões com obras raras, além de publicar livros sobre arte. Após o falecimento de Errol Flynn em 2012, seus filhos, Errol Flynn Júnior e Leonardo Reis, assumiram a direção da galeria, que completa 25 anos de atuação no mercado em 2025.

Abertura:

Segunda-feira 9 de junho de 2025

19h30

 

Período:

Até 27 de Junho de 2025

Segunda a sextas-feiras das 10 às 18 h

Sábado das 10 às 13 h

 

Local:

Errol Flynn Galeria de Arte

Rua Curitiba, 1862 – Lourdes

(31) 3318 3830

Reginaldo Liberato lança “A Saída” neste sábado em BH

Amantes da literatura já podem marcar na agenda: Reginaldo Liberato lança seu mais novo romance, “A Saída”, neste sábado, 7 de junho. O evento, que promete ser um encontro aconchegante com o autor, acontece na charmosa Quixote Livraria e Café, localizada na Rua Fernandes Tourinho, 274, no bairro da Savassi.

O lançamento, promovido pela Editora Ramalhete, será realizado das 13h30 às 15h30, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer de perto a obra e conversar com Reginaldo Liberato sobre a inspiração e os bastidores de “A Saída”.

Não perca a chance de adquirir seu exemplar e mergulhar nas páginas deste novo romance.

Teste do Pezinho: médica tira todas as dúvidas

O exame é gratuito, obrigatório e pode identificar doenças graves e raras logo nos primeiros dias de vida do bebê

Realizado entre o 3º e o 5º dia de vida, o Teste do Pezinho é um exame essencial para garantir a saúde do recém-nascido. Gratuito e obrigatório pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ele permite identificar doenças silenciosas e graves antes mesmo do surgimento de sintomas.

“Esse exame é uma das principais ferramentas de prevenção em saúde pública. Muitas das doenças detectadas não apresentam sinais logo após o nascimento, mas, se não diagnosticadas e tratadas rapidamente, podem causar danos neurológicos, metabólicos e até levar à morte”, explica Andréa Kasmim Barcellos, médica da área de pediatria do AmorSaúde.

Como é feito o Teste do Pezinho?

Segundo Andréa, o procedimento é simples: algumas gotas de sangue são coletadas do calcanhar do bebê e aplicadas em um papel filtro. Esse material é analisado para identificar doenças metabólicas, genéticas e infecciosas. Entre as condições rastreadas na versão básica do exame estão:

  • Hipotireoidismo congênito;
  • Fenilcetonúria;
  • Deficiência de biotinidase;
  • Fibrose cística;
  • Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias;
  • Hiperplasia adrenal congênita;
  • Toxoplasmose congênita.

Em 2021, foi sancionada a Lei nº 14.154, que determina a ampliação progressiva do Teste do Pezinho para incluir até 50 doenças no painel básico. Embora a mudança ainda esteja em fase de implementação em grande parte do país, alguns estados, como Minas Gerais, já se destacam: por lá, o exame oferecido pelo SUS foi expandido e hoje rastreia até 60 doenças raras. Esse avanço coloca o estado em uma posição de referência nacional e fortalece o Brasil como um dos países mais avançados do mundo em triagem neonatal.

O que acontece após a coleta?

De acordo com a médica, após a realização do teste, é fundamental que os pais fiquem atentos a qualquer contato da unidade de saúde. Se alguma alteração for identificada, o bebê será chamado para uma nova coleta ou para exames complementares.

“Nem sempre uma alteração significa que o bebê tem a doença. Pode ser resultado de interferências na coleta ou em outras variáveis. O importante é garantir um acompanhamento imediato”, orienta a profissional. Quando confirmada, a condição é tratada com uma equipe especializada. Em muitos casos, mudanças simples na dieta, suplementação ou medicamentos contínuos são suficientes para garantir qualidade de vida ao bebê.

Teste básico e teste ampliado: qual a diferença?

Atualmente, o SUS oferece a versão básica do teste, que rastreia sete doenças. Já a versão ampliada, disponível em redes privadas e em algumas regiões do país, pode detectar dezenas de condições adicionais. De acordo com a Lei nº 14.154, a ampliação do Teste do Pezinho no SUS será feita de maneira progressiva, seguindo as seguintes etapas:

Etapa 1: manutenção das doenças já rastreadas:

  • Fenilcetonúria e outras hiperfenilalaninemias;
  • Hipotireoidismo congênito;
  • Doença falciforme e outras hemoglobinopatias;
  • Fibrose cística;
  • Hiperplasia adrenal congênita;
  • Deficiência de biotinidase;
  • Toxoplasmose congênita.

Etapa 2: inclusão de novas doenças metabólicas:

  • Galactosemias;
  • Aminoacidopatias;
  • Distúrbios do ciclo da ureia;
  • Distúrbios da betaoxidação dos ácidos graxos.

Etapa 3: doenças lisossômicas:

  • Ampliação para o rastreamento de diversas doenças lisossômicas, que afetam o metabolismo celular

Etapa 4: imunodeficiências primárias:

  • Inclusão do rastreamento de imunodeficiências primárias, que comprometem a defesa natural do organismo

Etapa 5: Atrofia muscular espinhal (AME):

  • Por fim, o teste passará a detectar a atrofia muscular espinhal, uma doença genética rara que pode causar fraqueza e atrofia muscular progressiva.

Mitos e verdades sobre o Teste do Pezinho

Apesar de sua importância, o Teste do Pezinho ainda é cercado por dúvidas. Confira os principais mitos e verdades sobre o exame:

Verdade: O teste é obrigatório por lei

Sim! Desde 1992, o exame é obrigatório no Brasil, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Não realizar o teste pode configurar negligência médica ou dos responsáveis.

Mito: Só precisa fazer se o bebê parecer doente

Errado! Muitas doenças rastreadas pelo teste são silenciosas e não apresentam sintomas logo após o nascimento. Quando os sinais aparecem, os danos já podem ser irreversíveis.

Mito: O exame dói muito e causa sofrimento

Não! A coleta é feita com uma pequena punção no calcanhar, que causa apenas um leve incômodo, rapidamente esquecido pelo bebê. O maior risco está em não realizar o exame.

Verdade: O teste pode salvar vidas

Sem dúvida! A detecção precoce permite iniciar tratamentos antes que a doença cause complicações graves, garantindo mais qualidade de vida e, muitas vezes, sobrevivência.

Mito: Se o resultado der alterado, significa que o bebê está doente

Não necessariamente. Um resultado alterado indica a necessidade de uma nova investigação.

Verdade: O Brasil é referência mundial no Teste do Pezinho

Sim! O país está entre os mais avançados do mundo na triagem neonatal e, desde 2021, a Lei nº 14.154 prevê a ampliação progressiva do exame, com a inclusão de novas doenças no painel básico.

“A triagem neonatal é um marco na prevenção de doenças graves e evita que milhares de crianças sofram com complicações que poderiam ser prevenidas”, reforça Andréa. Por isso, pais e responsáveis devem se informar, garantir a realização do exame dentro do prazo e acompanhar atentamente os resultados.

Como aproveitar as festas juninas para gerar renda extra

Especialista da Recovery reúne dicas e ideias criativas de produtos e serviços durante a temporada 

Comidas típicas, decoração artesanal, roupas caipiras e serviços de entretenimento movimentam a economia criativa durante o mês de junho. A temporada de festas juninas, que atualmente se estendem até o fim do mês de julho, é uma ótima oportunidade para empreender, mesmo sem experiência prévia. De marmitinhas com canjica, arroz doce e pamonha a kits de brincadeiras, bazares e figurinos personalizados, as possibilidades de ganhar dinheiro com baixo investimento são diversas – e valem a pena também fora das tradicionais quermesses.

De acordo com o Ministério do Turismo, em 2023, as festas juninas movimentaram aproximadamente R$ 6 bilhões e atraíram mais de 26,2 milhões de pessoas em todo o Brasil. Esse valor representa um aumento de 76% em relação ao ano anterior, quando foram gerados R$ 3,4 bilhões em retorno financeiro para os destinos nacionais.

“É uma das épocas mais democráticas para empreender. Com criatividade, planejamento e canais simples de venda, como redes sociais, WhatsApp e aplicativos de entrega, é possível ter um bom retorno mesmo começando do zero. Batalhar para um dinheiro extra para manter ou colocar as contas em dia, além de fazer uma reserva financeira, sempre vale a pena”, diz Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital (B2C) da Recovery.

Confira mais dicas para aproveitar as festividades para gerar renda extra.

  1. Quitutes que se vendem sozinhos

A estrela das festas juninas, sem dúvida, é a comida. Pratos como canjica, pamonha, cuscuz, arroz doce, bolos, doces de amendoim e vinho quente podem ser vendidos em kits prontos para consumo em casa ou entregues em eventos e quermesses. As possibilidades vão de marmitinhas individuais até combos para festas.

Além das barracas nos arraiás de bairro, o delivery também é um canal poderoso, pois mesmo quem não vai à festa quer apreciar o sabor típico da época. Vale investir na apresentação: uma embalagem decorada com bandeirinhas, por exemplo, conquista pela estética e ajuda a fidelizar o cliente. Dica extra: vídeos no YouTube e TikTok ensinam receitas e dão ideias de cardápios com boa margem de lucro, mesmo para quem está começando agora.

2. Decoração: o charme da festa

Balões de papel, bandeirinhas coloridas, chapéus de palha, lanternas e toalhas de chita criam o cenário perfeito para o arraiá. Quem tem habilidades manuais pode montar kits de enfeites e vendê-los para escolas, empresas e famílias que vão celebrar em casa. Materiais simples e baratos rendem boas combinações e ótimo retorno.

Tutoriais disponíveis nas redes mostram como criar desde fogueiras decorativas até cortinas de crepom, tudo com custo acessível. Ofereça kits personalizados e inclua instruções simples para montagem que, além de úteis, podem ser um diferencial competitivo.

3. Moda caipira: potencial de vendas

Vestido rodado, camisa xadrez, remendos e fitas coloridas fazem parte do visual tradicional da festa. Quem sabe costurar pode lucrar com roupas sob encomenda. Já quem prefere a customização pode comprar peças básicas e transformá-las com aplicações de tecidos, laços e rendas.

Crianças, adultos e até pets entram no clima, e isso amplia o público-alvo. Ideias simples e rápidas de executar garantem bons lucros com investimento baixo.

4. Música e diversão: serviços que viram renda

Também é possível cavar oportunidades para quem toca um instrumento típico, como sanfona, triângulo ou violão, basta montar um repertório animado e oferecer apresentações. Isso vale para quem trabalha com locução: narrar a quadrilha ou apresentar as atrações pode render cachês em festas de médio e grande porte.

Organizar brincadeiras tradicionais, como pescaria, correio elegante, jogo da argola e corrida de saco, também pode ser uma fonte de renda, especialmente em festas escolares ou de condomínio. Monte kits com tudo pronto e ofereça serviços completos de animação e entretenimento.

5. Organização e planejamento: o segredo para vender bem

Antes de sair produzindo, é essencial se planejar. Defina seu foco: será comida, roupa, enfeite ou serviço? Liste os materiais necessários, encontre bons fornecedores e pense na logística: como os produtos vão chegar ao cliente?

Se optar pelo delivery, avalie se é melhor fazer as entregas por conta própria ou contratar um serviço terceirizado. Para quem já tem experiência, a dica é aproveitar a data para fidelizar clientes: uma lembrancinha no pedido ou uma embalagem temática pode fazer toda a diferença.

Cozinha Show: Queijo e Cultura brilha no Festival de Queijo

De 12 a 14 de junho, Belo Horizonte recebe a sétima edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas, reunindo produtores, distribuidores, chefs e apreciadores do queijo, no Parque da Gameleira. A Cozinha Show Queijo e Cultura é um dos destaques da programação, que conta com shows, palestras e oficinas e espaço kids. Promovida pelo Centro de Referência do Queijo Artesanal e pelo Instituto de Hospitalidade e Artes Culinárias – INHAC, a Cozinha Show traz receitas feitas com queijos artesanais em aulas práticas de gastronomia, as quais os participantes cozinham junto com a chef Pâmela Corrêa. Conta também com a degustação de queijos comentada pelo especialista em queijos artesanais mineiros, Elmer de Almeida. As inscrições estão abertas e podem ser feitas gratuitamente no site festivalqam.com.br.

As oficinas acontecem no dia 13 de junho, sexta-feira, às 14h30; e no sábado, dia 14, às 13h. “Vamos mostrar na Cozinha Show como os queijos artesanais podem ser protagonistas de receitas criativas, acessíveis e, acima de tudo, cheias de sabor. Será um espaço de trocas, aprendizado e inovação com destaque também para produtos mineiros que estarão expostos na feira e serão utilizados nas receitas”, destacou a chef Pâmela Corrêa, do Centro de Referência do Queijo Artesanal.

Sucesso no ano passado, o mascote Qjim também é presença confirmada no evento. É a segunda vez que o Centro de Referência do Queijo Artesanal e o INHAC participam do Festival. “É uma oportunidade valiosa de reforçar nosso compromisso com a promoção da gastronomia mineira, a valorização dos produtores locais e a formação de novos profissionais que respeitam e perpetuam os modos de fazer o queijo artesanal que são Patrimônio Cultural da Humanidade. Eventos como esse fortalecem o queijo artesanal como um verdadeiro símbolo da mineiridade, conectando tradição, identidade e desenvolvimento regional”, destacou Sarah Rocha, diretora executiva do CRQA e do INHAC.

Mais sobre o Centro de Referência do Queijo e o INHAC

O espaço multiuso une tradição e inovação em uma Exposição Permanente sobre o Queijo Artesanal, loja colaborativa com produtos mineiros de excelência, a primeira biblioteca do estado dedicada à gastronomia, anfiteatro para eventos diversos, área de convivência e sala de aula com cozinha didática para atividades formativas em temas de cultura e gastronomia. Localizado no Espaço 356, no bairro Olhos d’Água, está aberto ao público para visitação gratuita, às quintas e sextas, das 14h às 18h, sábados, das 10h às 19h. Escolas e grupos que queiram aprender um pouco mais sobre o queijo artesanal podem agendar visitas guiadas gratuitas.

O CRQA compõe junto ao Instituto de Hospitalidade e Artes Culinárias – INHAC, escola social de gastronomia assinada pelo chef Leo Paixão, um centro cultural inédito no país que atua na promoção da cozinha mineira, dos queijos artesanais de Minas e na inserção produtiva de jovens por meio da gastronomia. O CRQA e o INHAC contam com patrocínio da Gerdau, Instituto Unimed-BH, Cemig, Anglo American, AngloGold Ashanti, Sicoob, Geosol, EPO e Espaço 356. A realização é do Ministério da Cultura e do Governo de Minas Gerais, por meio das leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura.

Para mais informações, acompanhe acesse @queijoecultura e @inhacbrasil.

 

Serviço

7º Festival do Queijo Artesanal de Minas

De 12 a 14 de junho de 2025

Local: Parque da Gameleira (Av. Amazonas, 6020, Gameleira).

Oficina Queijo e Cultura

Dia 13 de junho, às 14h30

Dia 14 de junho, às 13h

Informações e inscrições: https://festivalqam.com.br/

BH tem 4º banheiro autolimpante: funciona na Raul Soares

O 4º banheiro público autolimpante da cidade começa a funcionar nesta sexta-feira (6), na Praça Raul Soares. Iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, o novo equipamento deve atender mais de 500 usuários por dia, de maneira gratuita, das 6h às 22h.

Segundo a PBH, os outros três banheiros funcionam na Rua Tabaiares, próximo à Rua Sapucaí; na Praça da Estação e na Praça Rio Branco (Rodoviária), e já atenderam mais de  110 mil usuários desde fevereiro.

“São cerca de 500 usos diários em cada cabine, por vendedores autônomos, motoristas de aplicativos e demais públicos que circulam diariamente pelo centro da capital. Esse volume de utilização reforça que havia uma grande demanda por esse equipamento gratuito. A tendência, com o bom uso dessa solução, é ampliar a oferta para outros pontos da cidade”, destacou o secretário Municipal Adjunto de Política Urbana, Pedro Maciel.

Como funcionam

As instalações foram projetadas com tecnologias que promovem o uso eficiente de água e energia elétrica, resistência a vandalismo, além de atender a requisitos de acessibilidade para pessoas com deficiência.

De acordo com a prefeitura, cada banheiro conta com duas cabines, equipadas com vaso sanitário, pia, reservatório de sabonete líquido, papel higiênico e secador de mãos, com reposições diárias. A permanência limitada a 10 minutos por usuário.

O acionamento de todos os serviços – sabonete, água e secagem das mãos – é realizado por sensores de aproximação, evitando o contato físico e, consequentemente, a exposição a agentes microbiológicos. Também será veiculada uma mensagem de áudio com instruções sobre o uso adequado do banheiro.

As portas dos banheiros são equipadas com sinalizações claras para informar os usuários sobre o status do equipamento: “livre” (luz verde), “desligado” (luz vermelha), “ocupado” (luz amarela) e “limpeza” (luz azul).

A porta se fecha automaticamente após 10 segundos, mas pode ser aberta e fechada manualmente a qualquer momento. Além disso, há um sensor de emergência na parte interna da cabine que, ao ser acionado, permite a abertura automática da porta por 2 minutos.

Ainda de acordo com informações publicadas, o sistema de limpeza do banheiro é totalmente automatizado. Quando a cabine é desocupada, sensores de presença iniciam o processo de higienização, realizado por sprinklers (chuveiros hidráulicos) que aplicam água e produtos de limpeza no chão. Além do sistema de autolimpeza, todos os banheiros autolimpantes contam com uma equipe de apoio que realiza rondas periódicas para garantir a higiene e prestar orientações aos usuários.

Novos equipamentos

A Prefeitura de Belo Horizonte planeja instalar mais duas unidades neste ano, na Rua Rio de Janeiro, próximo à Praça Sete, e outra em localização a ser definida na área central do município.

Uma empresa contratada pela PBH é responsável pela locação, instalação, operação e manutenção dos banheiros públicos. O contrato tem vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado por até cinco anos.

Onça pintada Maya já está no recinto de visitação do Zoo de BH

Quem for ao Zoológico de BH, nesta semana, já poderá ver a nova moradora, a onça pintada Maya. Após passar por todos os exames necessários com êxito e estar bem adaptada ao novo ambiente, Maya já está no recinto de visitação.

Durante o período de quarentena, o felino foi acompanhado diariamente pelas equipes de veterinários e biólogos do Zoo com monitoramentos da saúde, além de questões comportamentais. Maya está saudável e apresentou uma boa adaptação ao novo ambiente, mostrando-se tranquila e também interativa aos estímulos. “A transferência da Maya para o recinto de visitação, após a quarentena de sucesso, será um presente aos belo-horizontinos, uma vez que junho é um mês com diversas comemorações ambientais importantes. Além disso, receber um animal considerado como um dos símbolos da fauna brasileira, representando a força, a beleza e a diversidade da natureza do nosso país, além de ser o maior felino das Américas e um dos maiores do mundo, ratifica a qualidade do nosso corpo técnico (biólogos, veterinários, zootecnista, cuidadores de animais) e a dedicação do nosso trabalho ao ponto de sermos reconhecidos nacionalmente e internacionalmente, integrando Programas de Conservação ex situ enquanto Jardim Zoológico de Belo Horizonte”, conta a bióloga e diretora da Zoobotânica de BH, Sandra Cunha.

Maya é uma espécie do Cerrado brasileiro e pertence ao Programa de Conservação ex situ de Onça-Pintada do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que, através do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Instituto e a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), possibilitou a vinda para o Zoológico de BH. A instituição é membro da Associação e signatária do Programa. Maya chegou na instituição em abril deste ano, vinda do Animália Park, em Cotia (SP). Ela nasceu em 3 de junho de 2024 e completou um ano nessa terça-feira (3). Segundo o presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, Gelson Leite, a vinda de Maya para a capital é prova concreta da grande capacidade técnica alcançada pelo Zoo de BH. “Só é possível receber animais desse porte e com essa importância para a conservação da biodiversidade tendo um local e uma equipe altamente qualificada. Temos que exaltar esses aspectos, pois o reconhecimento do trabalho desenvolvido se dá no dia a dia, quando vemos ações como a vinda da Maya ocorrerem de forma tranquila e eficiente”, explica o presidente da fundação.

Estado de conservação da espécie

A onça pintada aparece nas Listas Vermelhas de Espécies Ameaçadas de Extinção nas seguintes categorias: “Quase ameaçada” (IUCN, 2021-2) e “Vulnerável” (ICMBio, 2014), o que indica enfrenta risco de extinção em curto prazo no Brasil. O Brasil já perdeu quase 40% de sua vegetação original, sendo que mais da metade dessa perda pode ter ocorrido nos últimos 40 anos, quando se acelerou o desmatamento no Cerrado e na Amazônia. Essa é uma espécie que precisa de grandes remanescentes de vegetação natural para sua sobrevivência, portanto a perda populacional da espécie é muito mais acelerada do que a perda de áreas. Desta forma, a diminuição da subpopulação de onças-pintadas no Brasil, nos últimos 27 anos (três gerações), é estimada em cerca de 30%.

No que diz respeito a rotina, a onça pintada possui hábitos, principalmente, crepusculares e noturnos. Costuma descansar boa parte do dia perto de rios e lagoas, mas sem deixar de se movimentar. Ao entardecer, aumenta a atividade, deslocando em busca de presa. Nas primeiras horas da manhã, torna-se ainda mais ativa, já que esse período é propício à caça. Nada e mergulha com grande agilidade e é excelente escaladora e sobe em árvores com facilidade.

FIEMG lança guia com foco na indústria mineira

Evento reuniu autoridades, magistrados e líderes do setor; Eliza Novaes, presidente da Comissão Estadual de Direito Imobiliário da OAB/MG, destacou a importância do guia para a segurança jurídica e o desenvolvimento econômico de Minas Gerais

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) lançou a terceira edição do seu Guia Jurídico 2025, uma publicação que reúne as principais ações judiciais de interesse da indústria mineira e nacional em que a entidade atua de forma ativa e estratégica, com potencial para impactar positivamente os negócios. A cerimônia de lançamento aconteceu na terça-feira, 3 de junho, na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, e contou com a presença do presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, a presidente da Comissão Estadual de Direito Imobiliário da OAB/MG, Eliza Novaes, desembargadores, magistrados, diretores jurídicos das principais indústrias do estado, representantes de entidades de classe e presidentes de sindicatos.

O guia apresenta ações judiciais em que a FIEMG participa como parte, amicus curiae ou apoia os sindicatos associados, acompanhando de perto temas estratégicos para o setor industrial. Entre os destaques está a ação civil pública de repercussão nacional que resultou na suspensão da obrigação de empresas com 100 ou mais empregados publicarem relatórios de igualdade e transparência salarial em seus sites, medida considerada pela Federação como violadora de direitos fundamentais e da liberdade empresarial, atualmente em tramitação no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6).

Eliza Novaes, presidente da Comissão Estadual de Direito Imobiliário da OAB/MG, que esteve presente no evento, destacou a relevância do guia para o ambiente jurídico e empresarial. “O Guia Jurídico 2025 é uma ferramenta essencial para que o setor industrial esteja informado e preparado para os desafios legais que impactam diretamente o desenvolvimento econômico do estado. A atuação estratégica da FIEMG contribui para a segurança jurídica e para o crescimento sustentável da indústria mineira”, afirmou.