Elaine Cordeiro leva histórias de recomeço à Bienal

A escritora e psicanalista clínica Elaine Cordeiro terá presença na Bienal do Livro 2027, onde participa como autora de uma programação especial dedicada ao encontro com seus leitores. Elaine estará em uma sessão de autógrafos no Espaço de Autógrafos 2, levando ao público obras que têm como essência escolhas, autoconhecimento, superação e a capacidade humana de reconstruir a própria história.

Especialista em Neuropsicanálise, Programação Neurolinguística (PNL) e Hipnoterapia, Elaine encontrou na escrita uma maneira de transformar experiências marcadas por rupturas, perdas e recomeços em reflexões capazes de alcançar outras pessoas. Sua trajetória pessoal e profissional se encontra nas páginas de seus livros, nos quais aborda a possibilidade de ressignificar acontecimentos e construir novos caminhos.

Autora de “Minha Vida, Suas Escolhas” e “Da Antifragilidade da Lagarta ao Pleno Voo da Borboleta”, Elaine utiliza a metáfora da transformação para falar sobre processos que fazem parte da vida. Em sua escrita, a mudança não aparece apenas como consequência das adversidades, mas como oportunidade de amadurecimento, consciência e descoberta de novas possibilidades.

Sua participação na Bienal representa um momento importante dessa caminhada. Em uma tarde e noite de autógrafos, Elaine terá a oportunidade de estar próxima dos leitores, compartilhar experiências e apresentar pessoalmente uma produção literária profundamente conectada aos temas que também fazem parte de sua atuação como psicanalista.

Mais do que apresentar dois livros, Elaine Cordeiro chega à Bienal como uma escritora que fez dos próprios recomeços matéria-prima para sua escrita. Uma trajetória que convida o leitor a olhar para suas escolhas, compreender sua história e perceber que, algumas vezes, recomeçar pode significar também renascer.

Instagram: @elainecordeiropsi

“Nascer é uma Catástrofe” chega à Bienal do Livro

O escritor Vinicius Damasceno participa da Bienal do Livro de São Paulo 2026 com Nascer é uma Catástrofe, seu primeiro romance, uma obra de ficção contemporânea que transforma questões sociais em uma narrativa marcada por conflitos, escolhas e reflexões. Com 134 páginas, o livro acompanha Igor, um jovem nascido na favela e inserido desde a infância em uma realidade de escassez, abandono, violência e oportunidades limitadas. A partir de sua trajetória, Damasceno provoca uma questão que conduz a história: quanto do destino de uma pessoa é resultado de suas próprias escolhas e quanto começa a ser determinado pelas condições em que ela nasce?

Ao longo do romance, Igor atravessa perdas, afetos, conflitos e decisões difíceis até chegar ao cárcere, que assume um papel importante na narrativa. Mais do que consequência dos caminhos percorridos pelo personagem, a prisão se transforma em um espaço de revisão da própria história, no qual ele tenta compreender o que efetivamente escolheu e aquilo que lhe foi imposto pelas circunstâncias. A obra aborda pobreza, abandono, ausência de oportunidades, violência cotidiana e encarceramento sem transformar seus personagens em estatísticas. Ao colocar lado a lado culpa e contexto, responsabilidade e abandono, afeto e brutalidade, o autor evita respostas simples e estimula reflexões sobre empatia, responsabilidade social e as consequências de uma sociedade que frequentemente deixa parte da população à margem.

A inspiração para Nascer é uma Catástrofe também está relacionada à trajetória pessoal de Vinicius Damasceno. Segundo o autor, a ideia surgiu durante uma sessão de terapia, quando revisitou sentimentos, dúvidas, desilusões e inquietações acumuladas ao longo da vida. A construção da obra foi ainda atravessada por duas décadas de trabalho voluntário e pelo contato direto com realidades sociais muitas vezes ignoradas. Nascido em São Paulo, casado e pai de Clara e Benício, Vinicius construiu sua carreira profissional na área de tecnologia e atualmente atua como CIO, prestando consultoria e gestão por meio da Dunker IT. Fora do universo corporativo, participou de ações voluntárias levando alimentos a pessoas em situação de rua nas madrugadas do centro de São Paulo e realizando visitas a famílias da Vila Brasilândia.

Agora, sua participação na Bienal do Livro de São Paulo 2026 marca um novo capítulo dessa trajetória, desta vez como escritor. Ao apresentar Nascer é uma Catástrofe ao público da Bienal, Vinicius leva para um dos grandes encontros da literatura uma história que nasceu do encontro entre experiências, sentimentos e diferentes realidades sociais. Por meio de Igor, o autor convida o leitor a enxergar além de julgamentos imediatos e a refletir sobre desigualdade, identidade, pertencimento e sobre as circunstâncias que podem influenciar uma vida antes mesmo das primeiras escolhas.

Maria Gadú e outros artistas são destaques do Projeto Matriz 2026

Conceição do Mato Dentro se prepara para receber mais uma edição de um dos mais tradicionais encontros culturais de Minas Gerais. Entre os dias 3 e 6 de setembro, o Projeto Matriz celebra 37 anos com uma programação gratuita que reúne grandes nomes da música brasileira, artistas locais, espetáculos, oficinas e atividades voltadas para públicos de diferentes idades.

Os shows acontecem principalmente na Praça Magalhães Pinto, o Largo da Santana, que recebe Jorge Aragão, Maria Gadú, Paralamas do Sucesso, Chico Chico, Zé Ibarra, Chico Lobo, Júlia Guedes, Hamilton de Holanda, Paulinho Pedra Azul  e Cobra Coral cantando Clube da Esquina. A programação também ocupa outros espaços da cidade, como o Adro da Matriz, o Cine Teatro Professor João Lima, o Mercado Municipal, a Praça Bouganville e a Praça do Maranhão.

Ao longo de quase quatro décadas, o Projeto Matriz se consolidou como um espaço de encontro e celebração da cultura, aproximando moradores e visitantes. Nesta edição, além dos grandes shows, o público poderá acompanhar espetáculos de teatro e circo, apresentações de ballet, intervenções artísticas e oficinas.

“Chegar aos 37 anos é celebrar uma história construída coletivamente, com a cidade, os artistas e o público. O Projeto Matriz nasceu desse desejo de criar encontros e continua sendo um espaço aberto para a diversidade e para as diferentes expressões da nossa cultura”, afirma Betânia Guimarães, uma das idealizadoras do festival.

A noite de abertura será no Adro da Matriz, com o show de Paulinho Pedra Azul e Delegas Samba Clube, na quinta-feira. Já no Largo da Santana, Clara Catasús Marçal e convidados, Baile do Hamilton e Jorge Aragão são os destaques da noite de sexta. No sábado, sobem ao palco Júlia Guedes, Chico Chico e Maria Gadú. O encerramento, no domingo, reúne Chico Lobo, Zé Ibarra com o show AFIM, Cobra Coral cantando Clube da Esquina e Paralamas do Sucesso.

O festival também valoriza a produção cultural local e oferece atividades de formação e acessibilidade, com oficinas de Libras, construção de brinquedos, malabares e ações voltadas para pessoas idosas e para o público de crianças neurodivergentes. Durante todos os dias do evento, a Praça da Santana recebe ainda o Espaço do Artesão, a Feira Gastronômica,e o DJ M Castro.

O Projeto Matriz 2026 é viabilizado pela Lei Rouanet e conta com patrocínio da Anglo American e da Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro. O evento realizado pela M Lima Produções, tem apoio cultural da Cemig e da Bizz Internet.

Programação completa no Instagram @projetomatriz

Marcelo Serrado apresenta espetáculo “Terapia” em Belo Horizonte

Depois de conquistar o público com seu humor afiado e personagens marcantes na televisão e no teatro, Marcelo Serrado desembarca em Belo Horizonte com o espetáculo “Terapia”, uma comédia que transforma crises, neuroses e situações do cotidiano em uma experiência divertida e surpreendentemente íntima. As apresentações acontecem nos dias 5 e 6 de setembro, no Cine Theatro Brasil.

Com texto de Marcelo Serrado e Guilherme Rocha e direção de Fernando Ceylão, o espetáculo convida o público para uma sessão de análise nada convencional. Em cena, Serrado interpreta um homem que expõe suas angústias, medos, episódios de pânico, crises conjugais, viagens inusitadas e dilemas existenciais, conduzindo a narrativa com humor ácido, ironia e muito improviso.

Ao longo de 70 minutos, o ator estabelece uma relação direta com a plateia, alternando confissões, piadas afiadas e interações espontâneas que tornam cada apresentação única. Em meio às histórias tragicômicas, o público ainda é surpreendido por momentos inusitados, como uma sessão de hipnose ao vivo, reforçando o caráter imprevisível da montagem.

Sem recorrer ao melodrama, “Terapia” transforma momentos delicados da vida em humor, convidando o público a rir das próprias inseguranças e contradições. Com uma atuação intensa e marcada pelo improviso, Marcelo Serrado conduz uma reflexão leve sobre ansiedade, relações humanas e os desafios do cotidiano, mostrando que rir de si mesmo talvez seja, de fato, o melhor tipo de terapia.

Serviço
Espetáculo: Terapia
Data: 5 e 6 de setembro
Horários: sábado, às 21h, e domingo, às 19h
Local: Cine Theatro Brasil
Av. Amazonas, 315 – Centro / Praça Sete – Belo Horizonte – MG
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: a partir de R$70,00 (meia-entrada) e R$140,00 (inteira)
Disponíveis no siteEventim

Circuito Chefs Contra o Câncer reúne 37 endereços em BH e SP

Durante o mês de setembro, restaurantes, bares, cafeterias, confeitarias e casas de brunch de Belo Horizonte e São Paulo entram em uma rota gastronômica com propósito. Em sua segunda edição, o Circuito Chefs Contra o Câncer reúne 37 endereços e unidades participantes, que oferecem pratos criados ou selecionados para uma campanha em prol da CAPE – Casa de Acolhida Padre Eustáquio, entre os dias 1º e 30 de setembro.

A CAPE acolhe gratuitamente crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e outras doenças não infecciosas, junto de seus familiares, oferecendo hospedagem, alimentação, transporte para hospitais e acompanhamento multidisciplinar. Realizada durante o Setembro Dourado, mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, a campanha leva a causa para a mesa: ao consumir os pratos do circuito, o público contribui para a manutenção da instituição e ajuda a ampliar a conversa sobre a importância do diagnóstico precoce.

A lista deste ano reúne diferentes perfis de cozinha, passando pela gastronomia árabe, mineira, italiana, francesa, japonesa e mediterrânea, além de parrilla, boteco, pizzaria, sanduíches, confeitaria e brunch. Entre os pratos estão o Super Combo Alcici, do Alcici Cozinha Árabe; o Santa Causa, da Dona Lucinha; o Spaghetti à Carbonara, do Ninetto Trattoria; o Ravioli di Mozzarella di Bufala al Pomodoro e Basilico, do Gero Belo Horizonte; o Arroz de Costela, do Lagar Tragaluz; o Il Guerriero, do Balcão Savassi; a Batata Graffica, do Graffica Bar; a Pizza com Massa de Pão de Queijo, da Boca do Forno; a Fatia de Pistache com Chocolate, da Márcio Brito Confeitaria; e o Tartar de salmão, rabanete, avocado e vinagrete de gengibre, do Le Jardin, no Rosewood São Paulo.

A curadoria é assinada por Thiago Romano e João Eugênio, que buscaram construir um circuito representativo da cena gastronômica, e diverso, com casas de diferentes estilos e preços. “A gastronomia tem um potencial muito grande de mobilização porque ela faz parte da vida das pessoas. São estabelecimentos conhecidos, com trajetórias próprias e públicos diversos, e essa variedade é importante para que a causa atinja o máximo de pessoas”, explica Thiago Romano, curador do Circuito Chefs Contra o Câncer.

A primeira edição do Circuito foi realizada em 2025 e contou com 26 estabelecimentos participantes. Ao longo da ação, foram vendidos mais de 2 mil pratos solidários e arrecadados mais de R$ 42 mil. Em 2026, além do crescimento no número de integrantes, a iniciativa amplia sua presença e chega também a São Paulo.

Para Mônica Araújo, superintendente da CAPE, a iniciativa ajuda a aproximar o público do trabalho realizado pela instituição e mostra a importância do apoio contínuo às famílias. “A CAPE precisa de recursos durante todo o ano para manter uma estrutura que acolhe crianças e adolescentes em tratamento e seus familiares. Iniciativas como o Circuito ajudam a apresentar esse trabalho para um público cada vez maior e mostram que a solidariedade pode estar presente em diferentes momentos do dia a dia”, afirma.

Sorteio para os participantes

A ação também prevê uma mobilização especial para quem participar do circuito. Os clientes que consumirem um dos pratos participantes até 25 de setembro concorrerão a um par de ingressos para o Jantar de Gala Chefs Contra o Câncer, marcado para 29 de setembro, no Complexo CentoeQuatro, e a uma experiência no Hotel Mercure BH Savassi.

O sorteio será realizado no dia 27 de setembro, às 18h, ao vivo pelo perfil @chefscontraocancer no Instagram. O garçom ou garçonete responsável pelo atendimento do cliente contemplado com o jantar também receberá uma experiência no Hotel Mercure BH Savassi.

Jantar de gala encerra a programação

O mês de mobilização se encerra com o tradicional Jantar Chefs Contra o Câncer, que chega à 12ª edição no dia 29 de setembro, no Complexo CentoeQuatro, em Belo Horizonte. Neste ano, o evento terá uma edição inédita dedicada ao protagonismo feminino, com mulheres à frente da cozinha, da harmonização e da produção artística da experiência. A cozinha será assinada por Ana Gabi Costa, Dayse Paparoto, Flávia Quaresma, Mariana Correa, Saiko Izawa e Patrícia Soutto Mayor, com harmonização de Laura Fonseca. Já a direção artística do jantar, será assinada pela doBrasil Live Marketing.

O jantar tem convites limitados. Mais informações no perfil @chefscontraocancer no Instagram.

SERVIÇO:

Circuito Chefs Contra o Câncer

Data: Durante todo o mês de setembro (Setembro Dourado)

Local: Cafeterias, bares e restaurantes de BH
Mais informações: @chefscontraocancer / @capebh

Sorteio para quem participar do circuito até 25/9: 1 par de ingressos do Jantar de Gala e 1 experiência no Mercure BH Savassi

Participantes e pratos do Circuito Chefs Contra o Câncer 2026

Restaurantes:
Alcici Cozinha Árabe – Super Combo Alcici
Cozinha Beagá – Pastelzinho de Flauta
D’Artagnan Bistrô – Pastéis de Queijo Minas, Requeijão e Alho-Poró
Dal Grano – Agnoloti Plin
Dona Lucinha – Santa Causa
Farinharia Pizza & Co – Pizza de Abobrinha, Requeijão e Alho
Gero Belo Horizonte – Ravioli di Mozzarella di Bufala al Pomodoro e Basilico
Kanpai – Yakisoba de Filé Mignon
Lagar Tragaluz – Arroz de Costela
La Vera Pizza Gourmet – Ciaccia all’Uva

Le Jardin Rosewood São Paulo- Tartar de salmão, rabanete, avocado e vinagrete de gengibre

Minas Demais – Porco na Lata
Mitra Restaurante – Peixe do Dia na Brasa
Ninetto Trattoria – Spaghetti à Carbonara
Nino Cucina – Spaghetti alla Carbonara
Omilía Restaurante – Fettuccine Mineiro ao Mignon
OssO – Canelinha de Leitão
Pastus – Costela de Novilha Assada no Forno a Lenha
Taste-Vin – Quenelles de Poisson au Gratin
Trintaeum – Feijão, Angu e Couve
Casa Azeite – Nhoque de Banana da terra, creme de cebola tostada com castanhas

Bares e gastrobares:
Balcão Savassi – Il Guerriero | Toda Luta Precisa de Força
Bar da Lora Savassi – Bolinho de Costela de Porco e Jiló com Maionese de Jiló
Bebedouro Bar e Fogo e Bebedouro 356 – T-Bone Juntos
Delicatto Gastrobar – Salmão à Moda Delicatto
Esquina Santê – Risoto de Camarão
Fiado Santê – Bife à Parmegiana Lero-Lero
Graffica Bar – Batata Graffica
Leopoldo – Sanduíche de Carne Desfiada
Quinteiro Bar – Pernilito
Tatu Bola – Pizza Calabresa do Tatu Bola

Cafeterias, confeitarias e brunch:
Boca do Forno – Pizza com Massa de Pão de Queijo
Casa Carazolli – Croissant de Amêndoas
Dona Torta – Dona Torta Nozes Pequena
Fofíssimo Café – Fofíssimo Chocolate ao Leite
Márcio Brito Confeitaria – Fatia de Pistache com Chocolate
Uluru Café – Tilápia com Purê de Batata-Doce Roxa e Farofa de Castanhas

Aluno do Senac em Minas representará Brasil em competição mundial

O Senac em Minas, que integra o Sistema Fecomércio MG, estará presente na 48ª WorldSkills Competition, que será realizada em setembro, em Xangai, na China. O aluno Gabriel Moreira, de 18 anos, egresso do Senac em Juiz de Fora, foi selecionado para disputar uma modalidade inédita na competição, a de “Vendas no Varejo”. Ele representará o país na competição junto a um time de brasileiros de outras regiões, que vão disputar medalhas em ocupações técnicas do comércio, serviços e indústrias.

“Minas recebeu o convite do Departamento Nacional do Senac para representar o país. Isso mostra o reconhecimento ao nosso trabalho, ao investimento na preparação dos alunos”, resume o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato.

De Juiz de Fora para o mundo

Gabriel nasceu em Juiz de Fora e se mudou para Belo Horizonte apenas para se preparar para a competição. Quando recebeu a notícia que iria representar o Brasil quase não acreditou e teve que convencer seus pais que ir para China era uma boa ideia.

“Meus pais ficaram bastante orgulhosos, mas também receosos. Compreenderam que é uma oportunidade única”, comenta o jovem.

Durante o seu período no Senac em Juiz de Fora, o aluno cursou a Aprendizagem Profissional de Qualificação Profissional em Serviços de Vendas e já havia participado da Qualificação em Serviços de Supermercados. As experiências contribuíram para sua formação e para a identificação com a área de atendimento ao cliente.

Treinamento diário

Para se preparar para a competição, Gabriel tem adotado uma rotina de treinamentos, que se assemelha a de um atleta. De segunda a sexta-feira, participa de aulas teóricas e práticas, aulas de inglês e recebe apoio de diferentes profissionais, incluindo um psicólogo. Tudo isso em um centro de treinamento exclusivo para realização das atividades, que fica no Senac, em Belo Horizonte. Além das habilidades técnicas, aspectos como inteligência emocional e capacidade analítica estão sendo desenvolvidos ao longo da preparação de Gabriel para a competição.

“Nosso processo exige que as correções aconteçam com agilidade, e ele respondeu muito bem a isso. É muito estudioso, vai além do que é pedido. Não fica só no que é orientado, busca entender mais, se aprofundar. É um bom ouvinte e muito aplicado”, comenta Mônica de Paula, docente do Senac em Contagem e treinadora do Gabriel.

Competição internacional

A WorldSkills é a maior competição de educação profissional do mundo e reúne jovens profissionais de diversos países em disputas que avaliam habilidades técnicas e comportamentais. O evento também é uma vitrine global de talentos e tendências do mercado de trabalho.

“A 48ª WorldSkills reforça o propósito do Senac de transformar vidas por meio da educação profissional. Minas Gerais participa pela primeira vez na ocupação de Vendas no Varejo, representada pelo competidor Gabriel. A experiência amplia competências, promove intercâmbio e abre novas perspectivas profissionais.”, comenta Hedyane Guedes, Coordenadora Centro de Treinamento das Competições e Delegada Técnica das Competições no Senac em Minas.

Sobre a Fecomércio MG e o Senac em Minas

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, abrangendo mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade, há 87 anos

A Fecomércio MG também trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida de cidadãos e cidadãs e impulsionar a economia mineira.

O Senac em Minas atua conectado às tendências globais para oferecer educação profissional de qualidade, orientada pelas demandas do comércio de bens, serviços e turismo, além dos princípios de inovação, inclusão e sustentabilidade. Seu portfólio de cursos – livres, técnicos, graduação e MBA – é desenvolvido com base em pesquisas e contatos diretos com o mercado, permitindo itinerários formativos flexíveis. Com 42 unidades físicas e 15 móveis que reproduzem ambientes de aprendizagem, o Senac atende diversos segmentos, como saúde, gastronomia, tecnologia, gestão, moda e turismo, garantindo uma formação diferenciada e alinhada às necessidades do mundo do trabalho.

Mercado Central faz 97 anos com festa e shows

O Mercado Central de Belo Horizonte completa 97 anos no próximo dia 7 de setembro e vai transformar o entorno em uma grande festa gratuita, das 9h às 17h, com dois palcos, shows, gastronomia, atividades para crianças e distribuição de 6 mil brownies. A celebração também marca o início da contagem regressiva para o centenário do espaço, que será comemorado em 2029.

A programação ocupará a avenida Augusto de Lima e a rua Santa Catarina, no Centro da capital, com atrações musicais ao longo de todo o dia. A entrada é gratuita, mas os ingressos precisam ser retirados antecipadamente pela plataforma Ingresse.

No Palco Mercado Central, na avenida Augusto de Lima, a programação começa às 9h, com Tilulu. Às 10h, haverá cerimônia oficial de aniversário, seguida, às 10h30, pelo violonista Thiago Delegado, que interpreta os Afro-sambas, repertório ligado à parceria de Baden Powell e Vinicius de Moraes.

Ao meio-dia, Zaidan assume o palco. Às 13h, a banda mineira Transmissor apresenta uma homenagem ao Clube da Esquina. Depois, às 14h15, toca DJ Fausto, e, às 15h30, Podé e Maurinho, ex-vocalistas do TiaNastácia, encerram a sequência de shows antes do fim da festa, às 17h.

Na rua Santa Catarina, o Palco Beagá começa às 10h30 com DJ Zaidan. A Banda Oldschool toca clássicos do rock ao meio-dia, DJ Tilulu se apresenta às 13h30 e, às 14h30, A Firma leva samba e pagode ao público.

Festa também terá gastronomia e programação para famílias

Além da música, bares e restaurantes do próprio Mercado Central levarão parte da gastronomia do espaço para as ruas do entorno. A programação inclui atividades voltadas às crianças e às famílias, além do tradicional momento de parabéns. No lugar de uma distribuição convencional de bolo, a organização preparou 6 mil brownies, que serão entregues gratuitamente ao público.

As comemorações começam um dia antes, em 6 de setembro, com missa solene às 7h, na Capela Nossa Senhora de Fátima, dentro do Mercado. No feriado de 7 de setembro, as lojas funcionarão das 8h às 13h, enquanto a festa externa seguirá até as 17h.

Contagem regressiva para o centenário

O aniversário deste ano também inaugura simbolicamente a caminhada para os 100 anos do Mercado Central. “Chegar aos 97 anos com essa vitalidade é motivo de muito orgulho, mas também nos faz olhar para a frente. O centenário já começou para nós”, afirma o diretor-presidente do Mercado Central de Belo Horizonte, Geraldo Henrique Campos.

Segundo ele, os próximos três anos deverão ter outras ações ligadas ao centenário.

Fundado em 7 de setembro de 1929, ainda como Mercado Municipal, o espaço começou com cerca de uma centena de comerciantes em um terreno que anteriormente havia abrigado o campo do América Futebol Clube. Hoje, reúne mais de 400 lojas, recebe aproximadamente 1,3 milhão de visitantes por mês e ultrapassa 15 milhões de visitas por ano.

Ao longo de quase um século, deixou de ser apenas um centro de abastecimento e se consolidou como endereço de comércio, gastronomia, turismo, cultura e convivência em Belo Horizonte. Em julho deste ano, a Vale assumiu os naming rights do espaço, mas o nome Mercado Central de Belo Horizonte foi preservado.

Seminário continua comemorações no dia 8

A programação de aniversário segue na terça-feira, 8 de setembro, com o seminário “Mercado Central Rumo aos 100 anos: Tradição que inova e movimenta a economia”. O encontro será realizado das 9h30 às 18h, no auditório do Mercado Central, com participação gratuita mediante inscrição.

Representantes de mercados, especialistas e profissionais ligados ao varejo, turismo, patrimônio e desenvolvimento econômico vão discutir temas como gestão e governança, patrimônio histórico, acessibilidade, turismo de experiência e inovação. Entre os participantes previstos estão Aldo Bonametti, presidente do Mercadão de São Paulo; Wirley Reis Teko, representante do Mercado de Itapecerica; o consultor Diogo Reis; e Michele Arroyo, especialista em patrimônio histórico.

Serviço

Aniversário do Mercado Central – 97 anos
Quando: 7 de setembro, das 9h às 17h
Onde: entorno do Mercado Central, na avenida Augusto de Lima e rua Santa Catarina, Centro de BH
Endereço: avenida Augusto de Lima, 744
Entrada: gratuita, com retirada antecipada de ingresso pela Ingresse
Funcionamento das lojas no feriado: das 8h às 13h

Seminário “Mercado Central Rumo aos 100 anos”
Quando: 8 de setembro, das 9h30 às 18h
Onde: auditório do Mercado Central, 2º piso
Inscrições gratuitas

A taça e a tela: arte e vinho em perfeita harmonia

Diz o ditado italiano “anni, amore e bicchiere non contano mai”, não há como contabilizar ou mensurar o prazer de estar vivo, presente! E esse é o tom que a Confraria Viva, uma confraria de mulheres dinâmicas de Minas Gerais trouxe para seu aniversário de um ano de existência através de um jantar realizado dentro de uma galeria de arte.

Tempo e arte dão sentido aos passos de uma interessante degustação, com harmonizações impecáveis do início ao fim. Recepcionados pelo quadro no estilo “Hamlet” assinado pelo artista Diogo Duar, os convidados da confraria já seriam introduzidos à filosofia de “ser ou não ser eis a questão”. Essa filosofia nos apresenta como é importante valorizar os pequenos detalhes, pequenos momentos de cada experiência. E já na primeira taça de um refrescante vinho rosé com linda cor que ia de “pétala de rosa ao pêssego”, os sentidos foram convidados a estar aflorados… vividos e atentos.

“Ter repertório artístico é ter mais lentes para enxergar o mundo” assim Theo, anfitrião da J&J Art Gallery ia apresentando seu espaço. Nas paredes obras de Yara Tupinambá iam conquistando os olhares, trazendo ao mesmo tempo multiculturalismo e os conceitos da “Villa mineira” tão presentes nos seus quadros. Inclusive a escolha da Confraria pelo menu Origini, homenageava a Itália e o conceito de Villa italiana, que se evidência nos vinhos tão regionais e únicos. Isso casou como uma luva com os quadros de Yara. “Veja aí nesta obra, a boneca de argila do jequitinhonha, recordando um sonho onírico, com um vaso de flor e um bule em primeiro plano, objetos da casa de Yara, isso é pura conexão com o sentimento italiano de casa, caseiro, pertencimento” define Theo enquanto gira a taça de vinho rosé, refrescante, jovem, com acidez viva, fruto de uma curta maceração.

Aos poucos os convidados iam chegando, a sua maioria mulheres, uma vez que a confraria é feminina e pela primeira vez abria a porta para os “representantes de marte”. Estar em um ambiente mais feminino é se ater aos detalhes, únicos, sensoriais, pensados em meticulosa harmonia estética. Só para se ter ideia, Sibila Amaral, uma das organizadoras da Viva, escolheu como um pequeno brinde a ser dado aos convidados, uma “wine-cap” que trazia Davi de Michelangelo em sua composição artística. “Imagino em alguns dias alguém bebendo vinho e usando esse pequeno mimo como detalhe… espero que abra um sorriso” destaca Sibila.

Hoje o tempo compartilhado é considerado um verdadeiro luxo, estamos sempre olhando o relógio de 5 em 5 minutos, e a proposta da harmonização do vinho e arte pede uma desaceleração, pede estar com pessoas, pede uma mesa posta, pede uma conversa longa onde o próprio ritual do vinho trará prazer e aprendizado. John Locke dizia “o conhecimento nasce da experiência”. E a vivência da segunda taça servida trouxe essa experiência. Gilda um espumante extra brut de uvas malvasias trouxe os aromas da Lombardia ao salão da J&J Art Galery. As leves borbulhas finas e suas notas de maçã verde combinaram de forma intensa com o primeiro prato, um saboroso creme de fungui e notas de trufas, terroso, untuoso..elevando a soma dos sabores e aromas com sua acidez…

O chef Bruno Albergaria assina o menu, e brilhou do início ao fim. Este seu creme de fungui trufado trouxe até uma nota de pão tostado, que é presente na levedura que fermentou o espumante Gilda. O brinde das taças, batendo uma nas outras foi a forma de agradecer ao chef e sua equipe. “Um brinde é sempre um momento especial, olhamos nos olhos de quem nos olha, sorrimos e sentimos a presença uns dos outros, isso é muito único, isso é viver” detalha Cibele Faria, idealizadora do projeto Viva. Cibele inclusive descreve que o nome da confraria se deu pelo sentimento de “viver”, sentimento bom de dividir com amigas o prazer de estar juntas. “Viver é uma arte, como diz a música, é preciso estar atento, para degustar o prazer de estar vivo”.

E no decorrer da degustação a arte não passou despercebida, não era simples entretenimento, não era coadjuvante. “Quando alguém se engaja com a arte está exercitando suas emoções, dando forma à novas realidades” define Theo. A obra de Yara nas paredes, colorida, mineira, vivida, trouxe até mesmo emoção na degustação do terceiro vinho da noite. Bosco di Pietra um vinho da uva Friulana, vinda dos Alpes Julianos, das terras de argila de Marga, no norte da Itália. Este vinho expressa o retorno de uma família de imigrantes italianos a sua região de origem lá na Itália, após 160 anos no Brasil a família busca novamente sua origem e produz esse interessante vinho branco com notas de minerais, flor do campo como camomila e final de amêndoas. Na harmonia com o açafrão presente no risoto a milanesa abriu o bouquet, trazendo riqueza na “mordida da textura” de frutos do mar que acompanhava o risoto. “Eu gosto mais de arte histórica… folclórica, real, história dos povos, das pessoas, a arte me traz sentimentos de uma volta no tempo” destaca Raquel Fernandes, advogada presente na noite.

O que acontece quando encontramos a beleza? Você já se fez essa pergunta. No mundo das artes o encontro da beleza, traz conforto, prazer, segurança. E assim o “Rei dos vinhos e vinho dos reis” adentrou no salão. Barolo, fruto da uva nebiollo a uva das névoas do Piemonte. Frutas negras, nuances de geleia, notas de violeta, tabaco, couro…eram sentidas. O prato de Brasato marinado por dias pelo chef Albergaria harmonizou completamente com o vinho trazendo a essência do tanino firme que neutraliza a gordura, abrindo os detalhes do amadeirado do vinho. “Pensei nesta combinação por causa do carvalho usado no amadurecimento do vinho, os legumes do marinado iriam criar uma ponte entre prato e taça” destaca o chef com brilhantismo único.

Entre esculturas com forma cubista e artes italianas, as paredes de J&J apresentavam algumas peças de Comédia del Arte, Carnaval de Veneza…a Itália viva. Arlecchino traz seu olhar ágil e apaixonado. Colombina esperta e romântica em tons esverdeados de esmeralda… Pierô com seu ar misterioso, esconde algum segredo. As obras de Diogo Duar foram pano de fundo da degustação final. Marsala um vinho doce diretamente da Sicília, sul da Itália. Vinho dourado com reflexos âmbar e brilhantes notas de figo seco e caramelo traziam uma combinação “redonda” com o doce de Tiramisu. As próprias uvas da fabricação deste vinho, Grillo, Cataratto e Inzolia, traduzidas do grego trazem: abundância, riqueza e dourado de ouro. Adjetivos que podemos dar a obra de Duar e também a deliciosa noite que vivemos. “Achei interessante ouvir sobre a arte, os vinhos, os detalhes… É como uma visita guiada a um museu, um aprendizado, com leveza e propósito, isso é muito gostoso” destaca Aline Saldanha, uma das convivas da Confraria.

Um tenor cantou ao vivo. Fazendo ressoar suas notas potentes nas paredes. As taças eram agitadas, os aromas eram compreendidos. A música envolvia as almas e os sorrisos como na letra de “la notte parla dolcemente”.

Como se diz no teatro – O grande espetáculo está no simples, no detalhe invisível aos olhos, na delicadeza que envolve e encanta. E a atmosfera da confraria Viva, encanta!

Taças, tilintares, brindes, sorrisos, contemplação da arte… deram sentido aos passos desta jornada! Tim-tim… ou em bom italiano Auguri! Auguri!

Vinhos frescos para um inverno tropical

Muitas vezes pensamos no inverno com um olhar educado por filmes, TV, viagens… é um inverno rigoroso, nevado, bem frio… que traz a sensação de que o corpo pede calorias, pede pratos quentes e fortes. Pede vinhos encorpados, tanicos, robustos e muitas vezes amadeirados. Porém estamos no Brasil, talvez o maior país tropical do mundo. Temos invernos frescos, com leve decréscimo da temperatura que pede vinhos não tão encorpados.

Aproveitamos o Liber Day em Belo Horizonte – Minas Gerais para trazer uma seleção de vinhos coringas, que trazem a sutileza no seu rótulo, porém tem uma pegada de inverno tropical, na medida certa. O Liber Day é um dos maiores eventos de vinhos de Minas, reunindo produtores nacionais e internacionais, gastronomia e degustação de rótulos selecionados. São reunidos produtores de diversos países e territórios: Uruguai, Argentina, Chile, França, Espanha, Minas Gerais, Rio Grande do Sul… além de produtos regionais e artesanais como pães e queijos das Minas. Lado a lado no mesmo stand podemos comparar o corpo de um vinho Argentino e outro Uruguaio da mesma uva, fabricados com as mesmas técnicas porém que resultam em vinhos diferente…

“Lhes recomendo neste inverno brasileiro o Marselan Dardanelli um vinho sem passagem por madeira, que preserva o frescor da fruta viva. Traz menos corpo e mais fruta, na boca é bem macio, com taninos mais doces e boa acidez”. Destaca Eliana Dardanelli, produtora de vinhos de Canelones, Uruguai. “Quando eu imagino um brasileiro bebendo o meu vinho, eu penso em alguém que gosta de comer pratos leves, faz boas harmonizações e é explorador, de alguma maneira se intriga pela produção Uruguaia, um país tão pequeno de população e tão grande no mundo dos vinhos”. Complementa Eliana.

Já com outra proposta de inverno temos o vinho Semmilon da vinicola Gualtallary, de Mendoza, Argentina, um vinho branco com passagem de 7 meses no barril de carvalho que corrige sua acidez mais volátil. “No nariz ele quase não entrega nada, deixa para revelar suas notas em boca, é um vinho vivido, a essência da altitude, o frio noturno prolonga sua maturação, gerando assim a preservação da acidez natural, vibrante e encantador” destaca a enologa Macarena Gimenez. A presença do carbonato de cálcio e pedras cobertas de giz no terreno de altitude confere textura quase “mastigavel ao vinho”, isso entrega notas minerais muito interessantes para a harmonização com risoto leves de inverno.

Wagner Salomão, o famoso Cheff Salomão de Belo Horizonte. Diretor da Associação brasileira de sommeliers Minas, falou sobre esse vinho – “Gosto da acidez, acredito que ela ascende os temperos e sabores do prato, esse vinho branco neste inverno tropical harmoniza por exemplo com um risoto mineiro, você conhece? É um risoto regional que leva linguiça, bacon, couve, queijo canastra… e com uma taça de vinho semillon gera intenso movimento, parece que um aroma convida o outro, isso para mim é o inverno em Minas, tropical, fresco”. Resume…

“Risonha, alegre, perfumada e iluminada é a estação fria brasileira… sem lareira e com flores na sala” tal como no soneto do poeta João Carlos Bezerril, assim temos as características do próximo vinho de Ricard Zamora de Tarragona, Espanha. “É um vinho com corpo, com notas marcantes, que pede certo refresco a 16 graus para abrir mais seus aromas, traduz a essência da Espanha através da uva Garnatxa e Carinyena, e acredito que aqui no inverno brasileiro traria ótima harmonização com pratos de carnes que levem especiarias, o brasileiro adora uma pimenta do reino, uma noz moscada..”… destaca Ricard. A região do Priorat na Catalunha traz este vinho com notas minerais que são extraídas do solo de xisto. Isso resulta em ressaltar as notas e nuances sutis de cacau e especiarias, uma expressão mais terrosa. Um vinho expressivo. “Aparentemente os vinhedos mais antigos têm esse poder de extrair minerais do solo e resultar em vinhos com perfil mais de inverno”.

Talvez a grande novidade em termos de perfil de vinho de inverno tropical venha da Toscana, Itália através do vinho da uva Cillegiolo, vinho elaborado com uma uva nativa milenar daquela região que vem do nome Cillegia, cereja em italiano. “Notas de cereja fresca, como se você com uma cestinha estivesse colhendo cerejas, taninos macios e muito polidos” assim define Ary Buono. “É um vinho tinto que aceitaria até a harmonização com um peixe, uma peixada, frutos do mar brasileiro que também são consumidos no inverno tropical “.

“Longas são as noites no inverno tropical, vejo um amarelo acinzentado no ar, mas não sinto seu calor na minha pele…sinto o frescor na minha pele”… assim o poeta traz uma ideia imaginada de como é nosso inverno, noites frescas que pedem vinhos redondos, educados e até um pouco de acidez mais elevada. Você já elegeu seu vinho de inverno? Aproveite até o fim da estação, viva, a vida é hoje!

Cooxupé entra para o grupo das 50 maiores empresas do Brasil

Cooperativa mineira avança 43 posições em ranking nacional e reforça a força da cafeicultura, do cooperativismo e dos pequenos produtores na economia brasileira

Minas Gerais reafirma sua relevância no agronegócio brasileiro com mais um resultado expressivo. A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) alcançou a 50ª colocação no ranking “As 1.000 Maiores Empresas do Brasil”, publicado pela Veja, após registrar receita líquida de R$ 16,76 bilhões em 2025.

O desempenho representa um salto significativo. No levantamento anterior, a cooperativa ocupava a 93ª posição. Em apenas um ano, avançou 43 lugares, com crescimento de 58,8% na receita líquida em comparação com 2024.

Os números ajudam a dimensionar a importância econômica da instituição. Em 2025, a Cooxupé registrou patrimônio líquido de R$ 2,60 bilhões e resultado líquido de R$ 380,66 milhões, além de rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) de 14,6%.

A força que começa no campo

Por trás dos bilhões movimentados está uma história construída principalmente por produtores rurais. Fundada em 1932 e dedicada exclusivamente à cafeicultura desde 1957, a Cooxupé reúne atualmente mais de 22 mil cooperados e recebe cafés produzidos em mais de 370 municípios.

Sua atuação alcança importantes regiões produtoras, como Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana, em São Paulo. Um dos dados que mais chama atenção está na composição desse universo: em 2025, mini e pequenos produtores representavam 97,6% dos cooperados.

É justamente essa base que revela uma das dimensões do resultado alcançado. O crescimento da Cooxupé também traduz a capacidade do cooperativismo de reunir pequenos produtores, ampliar oportunidades de comercialização e conectar a produção das famílias rurais a mercados de grande escala.

Para o presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, a chegada ao grupo das 50 maiores empresas brasileiras é fruto de uma construção coletiva que envolve mais de 22 mil cooperados e mais de 3 mil colaboradores.

Estrutura para levar o café ao mundo

Para sustentar essa operação, a Cooxupé mantém 49 Núcleos, Unidades Avançadas e Postos de Atendimento, além de lojas, armazéns e um escritório de exportação em Santos, no litoral paulista.

Na logística, o Complexo Industrial e de Armazenagem Japy possui capacidade para armazenar 3 milhões de sacas de café. Com processos automatizados, a estrutura consegue realizar a expedição e o embarque de aproximadamente 22 mil sacas por dia, uvolume equivalente a cerca de 60 contêineres diariamente.

Mais do que uma posição em um ranking empresarial, o resultado evidencia a dimensão alcançada por uma cooperativa que nasceu em Minas e cresceu tendo o café como protagonista. Da pequena propriedade rural aos mercados internacionais, a trajetória da Cooxupé mostra como tradição, organização, tecnologia e cooperativismo podem transformar a produção agrícola em força econômica para Minas Gerais e para o Brasil.