Cooperativa mineira avança 43 posições em ranking nacional e reforça a força da cafeicultura, do cooperativismo e dos pequenos produtores na economia brasileira
Minas Gerais reafirma sua relevância no agronegócio brasileiro com mais um resultado expressivo. A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) alcançou a 50ª colocação no ranking “As 1.000 Maiores Empresas do Brasil”, publicado pela Veja, após registrar receita líquida de R$ 16,76 bilhões em 2025.
O desempenho representa um salto significativo. No levantamento anterior, a cooperativa ocupava a 93ª posição. Em apenas um ano, avançou 43 lugares, com crescimento de 58,8% na receita líquida em comparação com 2024.
Os números ajudam a dimensionar a importância econômica da instituição. Em 2025, a Cooxupé registrou patrimônio líquido de R$ 2,60 bilhões e resultado líquido de R$ 380,66 milhões, além de rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) de 14,6%.
A força que começa no campo
Por trás dos bilhões movimentados está uma história construída principalmente por produtores rurais. Fundada em 1932 e dedicada exclusivamente à cafeicultura desde 1957, a Cooxupé reúne atualmente mais de 22 mil cooperados e recebe cafés produzidos em mais de 370 municípios.
Sua atuação alcança importantes regiões produtoras, como Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana, em São Paulo. Um dos dados que mais chama atenção está na composição desse universo: em 2025, mini e pequenos produtores representavam 97,6% dos cooperados.

É justamente essa base que revela uma das dimensões do resultado alcançado. O crescimento da Cooxupé também traduz a capacidade do cooperativismo de reunir pequenos produtores, ampliar oportunidades de comercialização e conectar a produção das famílias rurais a mercados de grande escala.
Para o presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, a chegada ao grupo das 50 maiores empresas brasileiras é fruto de uma construção coletiva que envolve mais de 22 mil cooperados e mais de 3 mil colaboradores.
Estrutura para levar o café ao mundo
Para sustentar essa operação, a Cooxupé mantém 49 Núcleos, Unidades Avançadas e Postos de Atendimento, além de lojas, armazéns e um escritório de exportação em Santos, no litoral paulista.
Na logística, o Complexo Industrial e de Armazenagem Japy possui capacidade para armazenar 3 milhões de sacas de café. Com processos automatizados, a estrutura consegue realizar a expedição e o embarque de aproximadamente 22 mil sacas por dia, uvolume equivalente a cerca de 60 contêineres diariamente.
Mais do que uma posição em um ranking empresarial, o resultado evidencia a dimensão alcançada por uma cooperativa que nasceu em Minas e cresceu tendo o café como protagonista. Da pequena propriedade rural aos mercados internacionais, a trajetória da Cooxupé mostra como tradição, organização, tecnologia e cooperativismo podem transformar a produção agrícola em força econômica para Minas Gerais e para o Brasil.

