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sex, 01 março 24

Tudo é Jazz volta a Itabirito com programação musical

Festival integra as comemorações do mês da Consciência Negra

Itabirito vai receber a 21 ª edição do Festival Tudo é Jazz, considerado um dos maiores festivais de jazz do país e eleito entre os 10 melhores do mundo pelo selo de qualidade da prestigiada revista norte-americana Down Beat.

No período de 14 a 20 de novembro de 2023 serão realizados shows musicais na Praça do Centenário – que contará com tendas para dar mais conforto para o público em caso de chuva -, e cortejos pelas ruas da cidade, além de uma exposição como parte da agenda em comemoração do Dia da Consciência Negra. O festival Tudo é Jazz conta com a apresentação da Gerdau e a iniciativa comemorativa foi desenvolvida pela prefeitura de Itabirito. (PROGRAMAÇÃO COMPLETA ABAIXO).

Nesta edição, o Tudo é Jazz faz homenagem às cantoras Nina Simone e Elza Soares. Nina Simone foi uma pianista, cantora e compositora norte-americana. Além de uma das grandes vozes femininas do jazz, esteve comprometida com o ativismo pelos direitos civis dos negros do seu país. No Brasil, Elza Soares é considerada um dos maiores nomes da música popular brasileira. Já recebeu o título de “A Melhor Cantora do Universo” dado pela emissora BBC de Londres.

A EXPOSIÇÃO

A exposição intitulada “Nina Soares e Elza Simone” (nome em trocadilho) já está acontecendo no Centro Cultural Francisco Xavier, até o dia 20 de novembro de 2023, com entrada gratuita.

Coordenada por Ronaldo Fraga, é realizada em parceria com o projeto CURA – Circuito Urbano de Arte, um dos maiores festivais de arte pública do Brasil (em tamanho e relevância) e que deu origem ao primeiro e único mirante de arte urbana do mundo, localizado na Rua Sapucaí, no bairro Floresta, em Belo Horizonte.

Para a mostra, as curadoras Janaina Macruz, Juliana Flores e Priscila Amoni convidaram artistas que criaram dez obras exclusivas, trazendo suas pesquisas e referências artísticas para homenagear as divas da música Nina Simone e Elza Soares. São elas: Juliana de Oliveira (@julianismo_), Ana Elisa (@aepintar), Fenix (@fenixartivista), Karine Mageste (@karinemagestenunes) e o coletivo Minas de Minas Crew (@minasdeminascrew).

“O CURA recebeu com muita alegria o convite do Festival Tudo é Jazz para fazer a curadoria dos painéis em homenagem à Nina Simone e Elza Soares, as duas cantoras que inspiraram essa edição. Buscamos nessa curadoria trazer somente artistas mulheres de Minas Gerais, entre nomes da nova safra da pintura contemporânea e artistas consagrados do graffiti mineiro. Todas as cinco artistas criaram dois painéis, cada um homenageando uma cantora. Acreditamos que trazer a arte para a cenografia do festival vai provocar ainda mais impacto no público, garantindo um espetáculo não só sonoro, mas também visual”, comenta Priscila Amoni.

A direção-geral e curadoria do Festival é de Rud Carvalho e a direção artística fica por conta do estilista Ronaldo Fraga, que assina a identidade visual do festival e as cenografias da exposição e dos palcos.

O Tudo é Jazz é apresentado pela Gerdau, com patrocínio da Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Conta com o apoio da Prefeitura de Itabirito e a realização da ALCE— Associação Livre de Cultura e produção da New View e Governo de Minas Gerais — Governo Diferente, Estado Eficiente.

PROGRAMAÇÃO EM DETALHES:

  • Exposição “Nina Soares e Elza Simone”

Data: 14 de novembro à 20 de novembro de 2023

Local: Centro Cultural Francisco Xavier

  • SHOWS

Dia 17 de novembro de 2023 (sexta feira)

19h: Ezkiel e banda

20h30: Nath Rodrigues

22h: Tássia Reis – Tributo a Alcione

Local: Praça do Centenário

Dia 18 de novembro de 2023 (sábado)

17h: Cortejo: Unidos da Boa Viagem

Local: pelas ruas da cidade, saindo da Praça da Estação

19h: Mambojazz

20h: Happy Feet e Thais Moreira – Tributo a Nina Simone

21h30: Alma Thomas

Local: Praça do Centenário

Dia 19 de novembro de 2023 (sábado)

14h: Cortejo: Barroco Jazz + Encontro de Congados

Local: pelas ruas da cidade, saindo da Praça da Estação

15h: Alexandre Araújo

16h: Afro Jazz

Local: Praça do Centenário

CONHEÇA OS ARTISTAS

Ezkiel e banda: Cantor, compositor, letrista, dançarino, performer e modelo, Ezkiel exerce suas atividades com a marca de um jovem brasileiro contemporâneo, natural de Itabirito. Da canção, com o set típico de voz e violão, com o standard de banda, cordas, teclados e bateria, ao formato DJ e MC, Ezkiel mostra o motor da “Motown” com seus cavalos ainda na velocidade da luz.

Nath Rodrigues: É multi-instrumentista, cantora, compositora e investigadora das artes cênicas. A artista mineira dedica o seu trabalho à música brasileira instrumental, à canção e à pesquisa dos efeitos da música sobre o corpo-mente-espírito.

Cortejo Jazz Band: Inspirada na tradição de Dixieland do sul dos EUA, a Barroco Jazz Band foi criada em 2013 por músicos, na época estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto. A proposta procura dialogar entre o tradicional Jazz dos anos de 1900 e o jeitinho mineiro de ser. O percurso do animado, irreverente e alegre cortejo é recheado de boas e engraçadas histórias e de vários sabores musicais. No repertório, canções como “When The Saints Go Marching In”, “Royal Garden Blues”, Second-line”, “All Of Me”, “St. Louis Blues”, “Georgia On My Mind”, “Second Line” e “Minas Gerais”.

Tássia Reis: Com uma carreira em ascensão, uma das principais vozes femininas do rap brasileiro, Tássia Reis vem acumulando hits que expressam as dores e delícias da existência, sem clichê, com bom humor e muito pouca simpatia pelo status quo. O talento de Tássia, consegue engajar o público com sua narrativa embalada em jazz, rap, drill, funk e pop. Com sua capacidade de contar histórias e de se fazer ouvir acima de outras vozes, ela deixa seu recado, rude, suave e sensual.

Unidos da Boa Viagem: Fundado em 2017, o Bloco Carnavalesco Unidos da Boa Viagem nasceu com a missão de revitalizar o carnaval de rua em Itabirito, Minas Gerais. Desde sua criação, o bloco tem sido uma força motriz na celebração cultural da cidade, trazendo alegria, música e cores vibrantes para as ruas a cada carnaval. Sua ala de sopristas adiciona uma dimensão melódica única às suas performances. Esta ala, combinada com uma bateria de mais de 30 ritmistas, cria uma sonoridade que é ao mesmo tempo tradicional e inovadora. Musicalmente, o bloco se define como uma celebração da música brasileira. Suas marchinhas tradicionais são complementadas por ritmos como samba, samba-reggae, funk e grooves. Esta diversidade musical reflete a rica tapeçaria cultural de Itabirito e do Brasil como um todo.

Mambojazz: Compositores como Chucho Valdés, Horace Silver, Mílton Nascimento e Frank Emílio são carros-chefe no repertório do show do dia 14. Clássicos norte-americanos popularmente conhecidos no nosso imaginário jazzístico também são executados com uma roupagem latina, mesclando diversos ritmos cubanos, afro-cubanos e brasileiros e colocam todos para dançar. Compõem o grupo, a clarinetista Thamiris Cunha; o pianista, compositor e arranjador Bruno Malaguti; o baixista Felipe Jamaica; o baterista Marcos Tinti e o músico chileno, percussionista, multi-instrumentista, compositor, produtor e pesquisador da cultura popular afro-latina, Camilo Bernarle.

Alma Thomas: A nova-iorquina começou a carreira aos 7 anos, cantando profissionalmente numa igreja episcopal em New York, onde interpretou obras de Bach, Handel e Britten. Aos 18 anos foi aceita na Universidade de Massachussets para o programa de ópera. Mais tarde ingressou na Berklee College of Music onde foi aluna de Kudisan Kai, vocalista que trabalhou com Sting, Elton John e Anita Baker.

Casada com o pianista, compositor e arranjador brasileiro Pedro Milman, chegou ao Brasil em 2004. Logo depois, teve sua estreia fonográfica na compilação “GNT New Jazz” ao lado de artistas consagrados como Norah Jones, Diana Krall e David Sanborn. Também emplacou uma música na trilha sonora do filme “Se eu fosse você”, grande sucesso do diretor Daniel Filho. Seu primeiro CD, “Sub.entendido,” com a banda “Alma Thomas Sextet”, foi lançado no Japão (Argus Label) e aclamado pela crítica. Fluente no português, escreveu uma letra em parceria com o compositor carioca Bernardo Vilhena; a canção faz parte do repertório do seu outro CD, “Live Sessions One”, segundo disco da cantora.

Happy Feet e Thais Moreira – Tributo a Nina Simone:  Durante as décadas de 30, 40 e 50, o mundo dançava e curtia o jazz e a música popular americana. Era o que se ouvia nos bailes, nas rádios, nos filmes, nas vitrolas e nos bares. Nomes como Louis Armstrong, Frank Sinatra, Nat King Cole, Bing Crosby, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Duke Ellington e Louis Prima eram as grandes estrelas. Este é o estilo da banda mineira Happy Feet Jazz Band. Formada em 2008, a banda tem levado a energia e o clima da época a várias cidades brasileiras desde então. É composta por Thaís Moreira (vocal) Marcelo Costa (trompete e voz), Fred Natalino (piano), Yan Vasconcellos (contrabaixo) e Bo Hilbert (bateria). Com um repertório amplo, o grupo já se apresentou em diversas cidades brasileiras, nos mais importantes festivais de música.

Barroco Jazz + Encontro de Congados:  Inspirada na tradição Dixieland do sul dos Estados Unidos, a Barroco Jazz Band foi fundada em 2013 por músicos que eram estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto. A banda busca unir o jazz tradicional dos anos 1900 ao estilo característico de Minas Gerais. Seu desfile animado e alegre é repleto de histórias divertidas e engraçadas, acompanhado por uma variedade de sabores musicais.

Alexandre Araújo : Guitarrista, violonista e compositor mineiro é considerado um precursor do ritmo blues em Belo Horizonte. Sua carreira começou na década de 80, ao lado do inesquecível compositor Marco Antônio Araújo, com o qual participou de toda sua obra como guitarrista solo. Tem uma energia vigorosa e bom feeling como pede o velho e bom blues e faz a fusão com o progressivo de forma bem peculiar criando o ProgBlues. Em sua bagagem, traz um instrumento de rara beleza, o Sitar Indiano, mesclando estilos e culturas criando nuances em um bordado sonoro.

Afrojazz: Eduardo Santana sempre se questionava sobre a origem do jazz – melodia que movia sua paixão – e a resposta nunca era o suficiente.  Por isso, desenvolveu um detalhado estudo sobre a história do jazz e chegou até a África. De lá o ritmo se deslocou para outros continentes ganhando novas influências e interpretações. Para colocar em prática sua pesquisa, Eduardo resolveu montar, em 2012, uma banda com o mesmo nome que guiava seus estudos: Afrojazz. O grupo começou com Rafael Brito (sax tenor), Sidão Santos (baixo), Felipe Chernicharo (guitarra), Thiago Silva (bateria), Roque Miguel (percussão) e Eduardo no trompete e voz. Depois, Rodrigo Ferrera assumiu o baixo, Daniel Conceição a bateria e Oswaldo Lessa o sax.

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