7 mitos x verdades para você entender sobre proteção veicular

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Boa parte dos motoristas brasileiros saem de casa todos os dias colocando em risco seu veículo e, consequentemente, sua saúde financeira. Levantamentos apontam que apenas cerca de 30% da frota de carros, motos e caminhões que circulam no país possuem algum tipo de seguro ou proteção veicular. Isto significa que, a cada três veículos, apenas um está protegido.

Gradativamente, a proteção veicular vem mudando essa realidade, sobretudo pela chegada de novos associados, atraídos pelo valor acessível das mensalidades. A contratação do serviço cresceu nos últimos anos, e o setor deve seguir em alta com as novas regras estabelecidas pela Lei Complementar 213/2025 e pela Resolução CNSP nº 491, que regulamentam a proteção veicular.

Dentre as principais transformações estão a exigência de autorização para que as associações operem com proteção veicular, a manutenção de capital mínimo e de um fundo de reserva por parte dessas prestadoras para assegurar o pagamento de sinistros, um modelo de rateio transparente e um prazo de até 24 meses para total adaptação às novas regras.

As associações passarão a ter a supervisão direta da Superintendência de Seguros Privados (Susep), ligada ao Ministério da Fazenda, o que deve contribuir para aglutinar mais governança, transparência e novas normas de conduta ao serviço de proteção veicular.

Porém, ainda há dúvidas de muitos consumidores sobre o que é este serviço e as diferenças em relação ao seguro convencional. Para saná-las, levantamos sete mitos x verdades que costumam ser dúvidas para o público em geral, trazendo respostas que podem ajudar a entender o que é cada produto e qual a melhor opção para o seu veículo. Confira:

Proteção veicular não cobre perda total

MITO. A maioria das associações de proteção veicular oferece cobertura para perda total decorrente de eventos previstos no regulamento, como colisão, roubo, furto, incêndio ou fenômenos da natureza. Antes da contratação, é importante verificar quais situações estão efetivamente cobertas.

“Por ter um valor bem mais acessível do que o seguro, muitas pessoas ainda acreditam que a proteção veicular só cobre pequenos danos. Mas a verdade é que ela não perde em nada para nenhuma seguradora. O que o proprietário do veículo deve fazer é pesquisar qual associação oferece o serviço mais completo em caso de dano”, orienta Gustavo Rocha, diretor executivo da Mobili, uma das maiores associações do setor em Minas.

Proteção veicular cobre motorista culpado

VERDADE. Na maioria dos casos, sim. Se o acidente estiver dentro das coberturas contratadas e não houver nenhuma hipótese de exclusão prevista no regulamento — como dirigir sob efeito de álcool ou sem habilitação —, o fato de o associado ter sido o causador do acidente não impede, por si só, o direito à indenização.

Proteção veicular é ilegal

MITO. A proteção veicular é um modelo de proteção baseado no associativismo, diferente do seguro tradicional. Quando a associação atua em conformidade com a legislação aplicável e com seu regulamento, sua atividade é lícita. O consumidor deve sempre optar por entidades sérias, transparentes e bem estruturadas.

“A proteção veicular é uma atividade legal, e, mais do que isso, agora também é regulamentada. As associações estão sob a supervisão da Susep, ligada ao Ministério da Fazenda”, lembra Gustavo Rocha.

Proteção veicular só atende carros antigos e quitados

MITO. Veículos novos, seminovos, antigos, financiados e, em muitos casos, até veículos utilizados para trabalho podem ser aceitos. As regras de aceitação variam conforme a política de cada associação. “Mais uma vez, nossa recomendação é para que o consumidor analise cada modelo e escolha aquele que melhor atende às suas necessidades”, orienta o gestor.

Proteção veicular é mais barata que seguro

VERDADE. Em muitos casos, sim. Como o modelo de funcionamento é diferente do seguro tradicional, a proteção veicular frequentemente apresenta um custo menor, principalmente para veículos ou perfis que enfrentam preços elevados nas seguradoras. Ainda assim, a comparação deve considerar também as coberturas e os serviços oferecidos.

Proteção veicular não faz análise do condutor

VERDADE. Em geral, as associações não utilizam os mesmos critérios de perfil de risco adotados pelas seguradoras, como idade, sexo, estado civil ou histórico de sinistros. Isso amplia o acesso de muitos motoristas à proteção, embora cada associação tenha suas próprias regras de aceitação.

A cobertura da proteção veicular só vale para a cidade contratada

MITO. Grande parte das associações oferece cobertura em todo o território nacional. No entanto, é importante confirmar essa informação no regulamento, pois a abrangência pode variar entre as entidades.

É mais vantagem ter seguro do que ter proteção veicular

MITO. Não existe uma resposta única. A melhor opção depende do perfil do motorista, do veículo, das coberturas desejadas e do orçamento disponível. Para algumas pessoas, o seguro tradicional será mais adequado; para outras, a proteção veicular pode oferecer um excelente custo-benefício.

Não tem como saber se a proteção veicular é confiável

MITO. Existem diversos critérios que ajudam o consumidor a avaliar a credibilidade de uma associação. Vale pesquisar o tempo de atuação, reputação em plataformas de avaliação, índices de atendimento, transparência do regulamento, estrutura da empresa e a experiência de outros associados antes de tomar a decisão.

“Uma dica é verificar a credibilidade da empresa em sites como o Reclame Aqui, que ao menos servem de termômetro da imagem que os próprios consumidores constroem da empresa. Quanto mais informações a associação disponibiliza ao público, maiores são as chances de ela ter a credibilidade necessária para receber mais associados”, sugere Gustavo Rocha.

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