“Depois que Mariana Conheceu o Mar” convida o público a acompanhar a criação do espetáculo de Isabela Viana, inspirado em Mariana, Brumadinho e nas discussões sobre terras raras no Sul de Minas
O que acontece quando uma peça de teatro ainda está sendo construída, mas o assunto que ela aborda não pode esperar? É desse encontro entre urgência, memória e escuta coletiva que nasce Depois que Mariana Conheceu o Mar, novo trabalho da atriz e dramaturga Isabela Viana, com direção de Dani Silva e produção da Mió Cultural. O projeto realiza, no próximo dia 30 de maio, às 19h30, no Galpão das Artes, em Poços de Caldas, um ensaio aberto gratuito, convidando o público a acompanhar os primeiros movimentos cênicos da obra e participar ativamente do processo de criação.
A apresentação integra uma pesquisa teatral construída a partir da experiência vivida por Isabela durante seus quatro anos na cidade de Mariana (MG), local marcado pelo rompimento de uma barragem em 2015, considerado um dos maiores crimes ambientais da história do país. A dramaturgia também atravessa Brumadinho, atingida em 2019, e chega até Poços de Caldas e o Sul de Minas, região que atualmente vive discussões sobre mineração e exploração de terras raras no planalto vulcânico local.
Mais do que apresentar uma cena pronta, o ensaio aberto propõe uma experiência de troca. Ao final da apresentação, público, atriz e direção participam de uma conversa sobre os caminhos do espetáculo, refletindo sobre o que reverbera, o que falta, o que ainda precisa ganhar corpo, terra e voz.
“Construir esse trabalho de forma aberta também é uma escolha política. Estamos falando de temas que atravessam vidas reais, territórios reais e medos muito concretos para Minas Gerais hoje”, destaca a equipe criativa.
O espetáculo parte do monólogo já existente Mariana Conheceu o Mar, agora ampliado para uma encenação de aproximadamente 50 minutos. Em cena, uma figura materna carrega simbolicamente Minas Gerais no ventre e vive o luto de já ter perdido dois filhos para a lama: Bento Rodrigues, em 2015, e Brumadinho, em 2019. Diante do avanço da mineração em Poços de Caldas, ela se pergunta quantos outros ainda precisarão ser enterrados.
A criação mistura teatro físico, pesquisa documental, memória afetiva e imagem poética, além da trilha sonora do músico João Arruda, que conduz a cena entre delicadeza, devastação e espiritualidade.
O ensaio aberto também dialoga com discussões recentes realizadas em Poços de Caldas sobre mineração e impactos ambientais, especialmente após a marcha e a audiência pública ocorridas no último dia 08 de maio, na Zona Sul da cidade, ampliando o debate sobre os impactos da exploração mineral no território. O projeto integra o FEC 08/2025 Minas em Cena – Prot. 202525080074 – Execução 2026.
Depois da apresentação de maio, o projeto segue em desenvolvimento ao longo do ano, com novas ações previstas:
13 de agosto, às 19h30 — apresentação no IF Sul de Minas;
27 de agosto — apresentação na UNIFAL (horário a confirmar).
Prova terá 51 atletas de elite, troféus inéditos para assessorias e crews, e busca por recordes no percurso mais rápido do Brasil
São Paulo volta a receber um dos 10K mais rápidos do país no próximo dia 31 de maio. Com selo da World Athletics, percurso plano na Marginal Pinheiros e uma start list com alguns dos principais nomes do fundo brasileiro e africano, a SP10K chega à edição 2026 consolidada como uma das provas mais competitivas da modalidade na América Latina.
Depois de registrar em 2025 o melhor tempo de 10K realizado no Brasil na temporada — os 28min52s do queniano William Kibor — a prova retorna agora mirando performances ainda mais rápidas e uma disputa de alto nível tanto na elite quanto entre assessorias esportivas e crews de corrida.
Ao todo, a elite da SP10K contará com 51 atletas convidados, sendo 31 homens e 22 mulheres.
“Queremos consolidar a SP10K como referência técnica na distância. O percurso foi pensado para favorecer grandes marcas e estamos trazendo atletas que podem elevar o nível dos 10K no Brasil”, afirma Paulo Carelli, COO da Iguana Sports e diretor de prova.
Os tempos a serem batidos
Na edição de 2025, a SP10K registrou marcas expressivas. William Kibor venceu a prova masculina com 28min52s, estabelecendo o melhor tempo realizado em território brasileiro naquela temporada. No feminino, a queniana Viola Kosgei venceu com 33min14s.
Esses passam a ser os recordes da prova a serem perseguidos em 2026.
• Recorde masculino SP10K: William Kibor — 28min52s
• Recorde feminino SP10K: Viola Kosgei — 33min14s
Recordes brasileiros seguem como referência histórica
A edição 2026 também reforça o posicionamento da SP10K como palco para grandes marcas nacionais. O recorde brasileiro histórico masculino dos 10K pertence a Marilson Gomes dos Santos, com 27min48s obtidos em Udine, na Itália, em 2007. Já no feminino, Carmen de Oliveira correu 32min03s em Nova York, em 1994.
Recordes mundiais contextualizam o nível atual dos 10K
O crescimento técnico dos 10K no cenário internacional também ajuda a contextualizar o nível atual da distância.
Start list confirmada reúne alguns dos atletas mais rápidos do Brasil
A SP10K 2026 contará com uma elite formada por 51 atletas convidados, sendo 31 homens e 22 mulheres. Entre os confirmados estão alguns dos principais nomes brasileiros e internacionais da atualidade nos 10K.
Principais atletas confirmadas- Feminino
• Núbia de Oliveira Silva — 32min17s
• Viola Kosgei — 33min14s
• Glauciele de Oliveira Souza – 34min50s
• Larissa Marcelle Moreira Quintão – 35min01s
• Maria Aparecida Ferraz – 35min17s
Principais atletas confirmados- Masculino
• Johnatas de Oliveira Cruz – 28min29s
• William Kibor — 28min52s
• Gilmar Silvestre Lopes – 29min33s
• Wilson Mutua – 29min55s
• Glenison Gilbert de Carvalho – 30min55s
A expectativa da organização é de uma disputa em ritmo forte desde os primeiros quilômetros, tanto na elite masculina quanto feminina, reforçando o posicionamento da SP10K como uma das provas mais rápidas da América Latina.
Assessorias esportivas e crews terão disputa inédita
Além da elite profissional, a SP10K promoverá pela primeira vez uma competição paralela entre equipes de corrida da cidade.
A prova entregará os troféus de:
• Assessoria Esportiva Masculina Mais Rápida
• Assessoria Esportiva Feminina Mais Rápida
• Crew Masculina Mais Rápida
• Crew Feminina Mais Rápida
A classificação será definida pela soma dos tempos dos atletas de cada equipe, reforçando a proposta da SP10K de unir performance, comunidade e cultura da corrida.
Para participar do ranking, todos os atletas devem estar devidamente inscritos na SP10K e vinculados corretamente à equipe no momento da inscrição.
Últimas vagas disponíveis
As inscrições para a SP10K seguem abertas no site oficial da Iguana Sports. A prova acontece no dia 31 de maio, com largada na Marginal Pinheiros, em São Paulo.
Além da elite, o evento é voltado para corredores que buscam seu melhor tempo nos 10K em um percurso rápido, certificado e com padrão internacional. Clientes Nubank possuem 20% de desconto na inscrição.
O evento
Com largada na pista expressa da Marginal Pinheiros, a prova contará com percurso plano e rápido, certificado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e com selo da World Athletics, garantindo medição oficial, cronometragem eletrônica e regulamento alinhado aos padrões internacionais da modalidade.
Além da premiação, o evento contará com estrutura completa, incluindo pacers oficiais, estações musicais ao longo do percurso e programação especial na arena de chegada.
A Expo da prova será realizada nos dias 29, 30 e 31 de maio, no Shopping Market Place, com ativações e estandes de marcas esportivas.
Em um cenário de excesso de informações e uso intenso de telas, educadores apontam hábitos que podem melhorar a compreensão textual e o desempenho dos estudantesA capacidade de interpretar textos está entre as competências mais importantes para quem pretende ingressar no ensino superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Muito além da prova de Linguagens, a habilidade de compreender, analisar e relacionar informações é exigida em praticamente todas as áreas do exame, influenciando diretamente o desempenho dos candidatos.Desenvolver essa competência, no entanto, tem se tornado um desafio para muitos jovens. Resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) mostram que o Brasil ainda apresenta desempenho abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em leitura, reforçando a necessidade de estimular o contato com textos desde os primeiros anos da vida escolar.A realidade atual também traz novos obstáculos. Com o crescimento do consumo de conteúdos rápidos em redes sociais, vídeos curtos e múltiplas plataformas digitais, manter a atenção em leituras mais extensas exige cada vez mais disciplina. Estudos sobre hábitos de leitura indicam que a navegação constante entre diferentes conteúdos pode tornar a leitura mais fragmentada, dificultando a assimilação de informações complexas.De acordo com Renata Sarsur, professora e coordenadora da Área de Linguagens do Colégio Marista Dom Silvério, a interpretação de texto é uma competência que se desenvolve com prática e diversidade de leitura. “O estudante que mantém contato frequente com livros, notícias, artigos e outros gêneros textuais amplia seu repertório e aprende a estabelecer relações entre diferentes temas. Em um contexto de estímulos digitais constantes, reservar momentos para uma leitura mais atenta e reflexiva pode fazer diferença não apenas no desempenho no Enem, mas também na formação acadêmica e cidadã”, ressalta.Diante desse cenário, Renata Sarsur recomenda algumas práticas para aprimorar a compreensão textual e tornar a preparação para o Enem mais eficiente.1. Cultive o hábito da leitura diariamente
O contato frequente com diferentes tipos de texto amplia o vocabulário, fortalece a capacidade de argumentação e desenvolve a interpretação crítica.2. Diversifique os conteúdos lidos
Além de livros, é importante incluir reportagens, artigos, crônicas e textos de divulgação científica na rotina. Isso ajuda o estudante a se familiarizar com os gêneros mais comuns nas provas.3. Faça uma leitura ativa
Anotar ideias principais, destacar trechos relevantes e registrar dúvidas são estratégias que aumentam a concentração e favorecem a compreensão do conteúdo.4. Resolva questões de provas anteriores
A prática permite identificar padrões de cobrança, compreender o estilo das questões e desenvolver maior segurança para o dia do exame.5. Crie momentos livres de distrações digitais
Reservar períodos específicos para leitura, longe das notificações e interrupções constantes, contribui para o foco e para a absorção mais profunda das informações.Para Renata, a interpretação textual é uma habilidade construída gradualmente e que depende da constância dos hábitos de leitura. Quanto mais repertório o estudante acumula, maior é sua capacidade de compreender contextos, estabelecer conexões e construir respostas mais completas durante as avaliações.Crédito: divulgação
Catadores de materiais recicláveis estão entre os grupos mais vulneráveis da economia informal aos eventos climáticos extremos, porque dependem diretamente do espaço urbano, da mobilidade, da integridade dos galpões e da qualidade física dos recicláveis para garantir renda diária. A conclusão é de um monitoramento da WIEGO, organização internacional que representa trabalhadores informais em diferentes países. O estudo acompanha os impactos das mudanças climáticas sobre catadores em cidades como Belo Horizonte, Salvador, Manaus, Belém, Brasília e Florianópolis, além de municípios de outros países.
Na capital mineira, o levantamento registrou os efeitos das chuvas intensas na cooperativa Coopesol Leste, entre os dias 6 e 7 de março de 2026. Na ocasião, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) registrou 111,2 milímetros de chuva em poucas horas, o equivalente a 62% de todo o volume esperado para o mês. A água invadiu áreas de triagem e armazenamento da cooperativa, provocando infiltrações, interrupção das atividades e danos aos materiais recicláveis, principalmente papel e papelão. Só a Coopesol processa cerca de 60 toneladas de recicláveis por mês e gera uma receita média mensal de R$ 65 mil.
O monitoramento também identificou riscos elétricos, degradação estrutural do galpão, proliferação de vetores, dificuldade de coleta e perda de renda dos cooperados. Segundo a WIEGO, a infraestrutura atual da cooperativa não suporta eventos climáticos intensos e não há medidas estruturadas de adaptação climática implementadas no local.
Para debater possíveis soluções e parcerias entre o poder público e essa categoria, representantes de cooperativas de catadores de materiais recicláveis e organizações socioambientais se reúnem amanhã (quarta-feira, 27), na Prefeitura de em Belo Horizonte, com o intuito de pensarem juntos formas de financiamento para promover a resiliência climática no setor. O evento “Diálogos de Políticas Públicas: Catadores e Financiamento para Resiliência Climática”, acontece das 13h30 às 17h30, no Auditório 1, e é promovido pela organização internacional WIEGO, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, o Instituto Clima de Política e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).
Durante o evento, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte anunciará um Plano de Educação Ambiental Climática e a criação de um grupo técnico de trabalho com participação dos catadores. Outro grupo de trabalho será criado para acompanhar a implementação do Plano de Ação Climática (PLAC) do município, também com representação da categoria.
O encontro ocorre em um momento em que enchentes, alagamentos, chuvas intensas e ondas de calor vêm afetando diretamente cooperativas de reciclagem em diferentes regiões do país, comprometendo equipamentos, galpões, materiais recicláveis e a renda de milhares de catadores. As profundas desigualdades no acesso ao financiamento climático global agravam ainda mais a busca por soluções. De acordo com o relatório Climate Finance for the Urban Poor: An Analysis of Global Climate Funds, da Cities Alliance, apenas 3,5% dos recursos globais destinados ao financiamento climático nas últimas duas décadas — cerca de US$ 1,2 bilhão — chegaram a projetos voltados para assentamentos informais e populações urbanas vulneráveis, incluindo trabalhadores da economia informal.
Segundo Sonia Dias, especialista global em resíduos da WIEGO, incluir os catadores nas estratégias de adaptação climática deixou de ser uma escolha. “Os catadores estão entre os trabalhadores mais expostos aos impactos da crise climática. Eles enfrentam perdas constantes de infraestrutura e renda, ao mesmo tempo em que seguem desempenhando um papel essencial na reciclagem e na redução de emissões nas cidades. É impossível discutir adaptação climática sem incluir quem já atua diariamente na linha de frente da sustentabilidade urbana”, afirma.
O projeto de Monitoramento de Eventos Climáticos Extremos da WIEGO busca desenvolver um sistema permanente de acompanhamento da relação entre extremos climáticos, condições de trabalho e meios de subsistência de catadores de materiais recicláveis.
Nos últimos anos, o Brasil enfrentou um crescimento expressivo dos golpes financeiros praticados pela internet, especialmente fraudes envolvendo PIX, estelionato digital, lavagem de dinheiro e movimentações bancárias suspeitas. Em meio a esse cenário, uma prática passou a chamar atenção das autoridades policiais e do sistema financeiro: o uso de “contas laranja” para ocultar recursos provenientes de crimes. Em 2026, a legislação brasileira avançou de maneira significativa sobre o tema ao incluir expressamente no Código Penal o crime de cessão de conta bancária para circulação de valores ligados a atividades criminosas.
A mudança foi introduzida pela Lei nº 15.397/2026, que acrescentou o inciso VII ao artigo 171 do Código Penal, reforçando o combate às fraudes financeiras e à participação de terceiros em esquemas criminosos. A nova regra deixou claro que emprestar, vender ou permitir o uso da própria conta bancária para movimentação de dinheiro ilícito pode gerar responsabilização criminal, mesmo quando o titular da conta não participa diretamente da fraude principal.
Essa atualização legislativa possui enorme relevância prática porque muitas pessoas ainda acreditam que “apenas emprestar a conta” não configura crime. Na realidade, a cessão de contas bancárias tornou-se uma das principais ferramentas utilizadas por organizações criminosas para dificultar rastreamentos financeiros, aplicar golpes digitais e ocultar a origem ilícita de recursos. Por isso, compreender o funcionamento da nova lei é essencial tanto para advogados quanto para cidadãos comuns, empresas e usuários do sistema financeiro.
O Que Diz a Nova Lei Sobre Conta Laranja
A Lei nº 15.397/2026 incluiu no artigo 171 do Código Penal o seguinte dispositivo:
“VII – cede, gratuita ou onerosamente, conta bancária para que nela transitem recursos destinados ao financiamento de atividade criminosa ou que dela sejam fruto.” O artigo está inserido dentro do crime de estelionato, previsto no art. 171 do Código Penal, cuja redação principal estabelece:
“Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.” Com isso, a legislação passou a prever de maneira expressa a responsabilização de quem fornece conta bancária para movimentação de dinheiro ligado a práticas criminosas. A norma atinge tanto quem empresta a conta gratuitamente quanto quem recebe pagamento para disponibilizá-la.
Na prática, o legislador buscou combater um problema recorrente em investigações policiais. Muitos criminosos utilizavam contas em nome de terceiros para receber valores provenientes de golpes financeiros, dificultando a identificação dos verdadeiros autores. Em inúmeros casos, os titulares das contas alegavam desconhecimento ou afirmavam que apenas “emprestaram” a conta para outra pessoa movimentar dinheiro. A nova lei reduz significativamente esse espaço de defesa ao tipificar expressamente a conduta de cessão de conta bancária para fins ilícitos.
O Que é Uma Conta Laranja
O termo “conta laranja” é popularmente utilizado para definir contas bancárias registradas em nome de terceiros, mas utilizadas por criminosos para ocultar operações financeiras ilegais. Essas contas costumam ser usadas em crimes como estelionato, fraudes eletrônicas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, organizações criminosas e golpes envolvendo PIX. Na maioria das vezes, o titular da conta pode estar em uma de três situações. A primeira ocorre quando ele participa conscientemente do esquema criminoso. A segunda acontece quando ele aceita emprestar a conta em troca de dinheiro, sem conhecer completamente a dimensão do crime. Já a terceira envolve pessoas enganadas, que cedem dados bancários acreditando participar de atividades legítimas.
Independentemente da motivação, a movimentação de valores ilícitos em contas pessoais gera forte suspeita criminal e pode resultar em investigação policial, bloqueio de bens, quebra de sigilo bancário e responsabilização penal. O crescimento das fraudes digitais no Brasil aumentou drasticamente o uso dessas contas. Criminosos frequentemente recrutam pessoas em redes sociais com promessas de renda fácil, alegando necessidade de contas para “movimentações empresariais”, “serviços financeiros” ou “testes bancários”. Em muitos casos, o titular recebe pequena comissão sobre os valores movimentados, sem imaginar que está participando de esquema criminoso.
Por Que a Cessão de Conta Bancária se Tornou Tão Comum
O avanço do PIX e das transações instantâneas facilitou a circulação rápida de dinheiro entre diversas contas bancárias. Isso trouxe benefícios importantes para consumidores e empresas, mas também abriu espaço para novos modelos de fraude financeira. Criminosos passaram a utilizar contas de terceiros como etapa intermediária para dificultar rastreamentos policiais. Após aplicar golpes, os valores são rapidamente pulverizados entre várias contas, sacados em espécie ou convertidos em criptomoedas.
Além disso, muitos fraudadores evitam usar contas próprias para reduzir riscos de identificação. Dessa forma, recrutam terceiros para fornecer contas bancárias em troca de pagamentos rápidos. Em alguns casos, o recrutamento ocorre em aplicativos de mensagens, anúncios online e até falsas propostas de emprego. As autoridades perceberam que combater apenas o autor direto do golpe não era suficiente. Era necessário atingir também quem colaborava com a estrutura financeira da fraude. Foi justamente nesse contexto que surgiu a nova previsão legal.
A Pessoa Pode Ser Presa Apenas Por Emprestar a Conta?
Sim. A nova legislação deixa claro que a simples cessão da conta bancária para circulação de recursos ilícitos pode configurar crime. Isso significa que o indivíduo não precisa necessariamente aplicar o golpe diretamente. Basta disponibilizar a conta sabendo que ela será utilizada para movimentar dinheiro de origem criminosa.
A responsabilização dependerá da análise das provas do caso concreto, especialmente quanto ao dolo, ou seja, à consciência de que a conta seria utilizada para atividades ilícitas. Contudo, movimentações financeiras incompatíveis com a renda, recebimento de múltiplas transferências suspeitas e saques imediatos podem servir como indícios relevantes em investigações criminais. Além da esfera penal, o titular da conta também pode enfrentar consequências civis e administrativas. Bancos podem encerrar contas, incluir clientes em sistemas internos de prevenção à fraude e comunicar operações suspeitas aos órgãos de controle financeiro.
Qual é a Pena Prevista
Como a previsão foi inserida dentro do artigo 171 do Código Penal, aplica-se a pena do crime de estelionato:
• Reclusão de 1 a 5 anos
• Multa
Dependendo do contexto, a conduta também pode estar associada a outros crimes, como lavagem de dinheiro, associação criminosa ou organização criminosa, o que aumenta significativamente as consequências penais.
Em investigações mais complexas, o Ministério Público pode sustentar concurso de crimes, principalmente quando a conta é utilizada reiteradamente para ocultação de valores ilícitos.
O Papel dos Bancos e do COAF
O sistema financeiro brasileiro intensificou nos últimos anos os mecanismos de combate à fraude bancária e lavagem de dinheiro. Instituições financeiras possuem obrigação legal de monitorar movimentações suspeitas e comunicar operações atípicas aos órgãos competentes.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras, conhecido como COAF, exerce papel fundamental nesse monitoramento. Movimentações incompatíveis com o perfil econômico do cliente podem gerar comunicações automáticas e abertura de investigações.
Entre os principais sinais de alerta estão:
Recebimento de múltiplos PIX de desconhecidos em curto período.
Grande movimentação financeira incompatível com renda declarada.
Saques imediatos após recebimento dos valores.
Transferências sucessivas para diferentes contas.
Utilização da conta apenas como passagem de recursos.
Os bancos também têm utilizado inteligência artificial e sistemas automatizados para identificar possíveis contas laranja e interromper operações suspeitas.
Como Funciona a Investigação Criminal
As investigações geralmente começam após denúncias de vítimas de golpes financeiros. A partir do rastreamento bancário, a polícia identifica a conta destinatária dos valores e inicia o levantamento dos dados do titular.
Com autorização judicial, podem ocorrer medidas como:
Quebra de sigilo bancário.
Quebra de sigilo telemático.
Bloqueio de contas e valores.
Busca e apreensão.
Compartilhamento de informações financeiras.
O fato de a conta estar em nome do investigado gera forte elemento probatório inicial. Por isso, pessoas que cedem contas bancárias acabam frequentemente incluídas como investigadas em inquéritos policiais.
Existe Defesa Para Quem Foi Usado Sem Saber
Sim. Existem situações em que o titular da conta realmente desconhecia a finalidade criminosa da movimentação financeira. Nesses casos, a defesa criminal deverá demonstrar ausência de dolo e inexistência de participação consciente na fraude.
A análise depende de vários fatores, como:
Contexto da cessão da conta.
Histórico de movimentações financeiras.
Mensagens trocadas entre as partes.
Compatibilidade econômica das operações.
Grau de conhecimento do titular sobre os fatos.
Em algumas hipóteses, pessoas vulneráveis são utilizadas por criminosos sem plena compreensão do esquema, especialmente idosos, jovens ou indivíduos em dificuldades financeiras.
Ainda assim, cada caso exige análise técnica detalhada, pois a simples alegação de desconhecimento não impede automaticamente a responsabilização criminal.
O Crescimento dos Golpes Digitais no Brasil
O aumento da criminalidade virtual foi um dos principais fatores que motivaram a atualização legislativa. Golpes envolvendo PIX, falsas centrais bancárias, clonagem de aplicativos de mensagens e fraudes eletrônicas cresceram rapidamente nos últimos anos.
Segundo informações da Polícia Federal e do Banco Central do Brasil, organizações criminosas passaram a utilizar estruturas financeiras sofisticadas para ocultar a origem do dinheiro obtido ilegalmente.
O próprio Banco Central vem divulgando orientações constantes sobre segurança digital e prevenção contra fraudes bancárias, especialmente relacionadas ao PIX e engenharia social.
Além disso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também tem acompanhado o crescimento das ações judiciais envolvendo golpes financeiros e crimes cibernéticos.
Como Evitar Problemas Com a Justiça
Muitas pessoas acreditam que “emprestar a conta” é algo simples e sem consequências. No entanto, a nova legislação demonstra que essa prática pode gerar graves repercussões criminais.
Alguns cuidados são essenciais:
Nunca permita que terceiros utilizem sua conta bancária.
Não compartilhe senhas, tokens ou acessos bancários.
Desconfie de propostas de dinheiro fácil envolvendo movimentação financeira.
Evite receber valores de desconhecidos.
Comunique imediatamente movimentações suspeitas ao banco.
Mantenha controle sobre todas as operações realizadas em sua conta.
Também é importante alertar familiares, especialmente idosos e jovens, sobre os riscos de participação involuntária em esquemas financeiros fraudulentos.
A Nova Lei Deve Aumentar as Prisões?
Especialistas apontam que a tendência é de aumento das investigações e responsabilizações envolvendo contas laranja. Isso porque a nova previsão legal facilita o enquadramento jurídico de pessoas que participam da estrutura financeira dos golpes. Antes da alteração legislativa, muitas discussões giravam em torno da dificuldade de enquadramento específico da cessão de contas bancárias. Agora, existe previsão expressa no Código Penal, fortalecendo a atuação policial e ministerial.
Além disso, a integração entre bancos, COAF, Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público vem tornando o rastreamento financeiro cada vez mais eficiente. A inclusão da cessão de conta laranja no artigo 171 do Código Penal representa uma importante atualização da legislação brasileira diante da evolução dos crimes digitais e das fraudes financeiras modernas. A nova regra deixa claro que fornecer conta bancária para movimentação de dinheiro ilícito não é conduta neutra ou irrelevante, mas sim prática passível de responsabilização criminal.
Em um cenário marcado pelo crescimento dos golpes eletrônicos, PIX fraudulentos e organizações criminosas especializadas em fraudes financeiras, o combate às contas laranja tornou-se prioridade das autoridades brasileiras.
Por isso, qualquer pessoa deve ter extrema cautela ao permitir o uso de sua conta bancária por terceiros. O risco jurídico é elevado e pode resultar em investigação criminal, bloqueio de bens e até prisão.
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O Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado recebe de 29 a 31 de maio, o espetáculo “Death Lay – Na Vida Tem Jeito Pra Tudo”, de Antonio Hildebrando. Com apresentações na sexta-feira (29) e no sábado (30), às 20h e no domingo (31), às 19h. Na montagem, Anna encena a relação entre mãe e filha, atravessando sonhos e delírios entre a vida e a morte. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis antecipadamente pelo Sympla ou na bilheteira do teatro, duas horas antes das apresentações. A programação completa dos Teatros Municipais está disponível no Portal Belo Horizonte.
Após sofrer um atropelamento a caminho de sua própria festa de aniversário, Valéria Vieira, mãe da artista Anna Campos, passou a viver em estado vegetativo, sendo alimentada por uma sonda gastrointestinal. Desde então, Anna interrompeu os processos criativos no teatro e se afastou das turnês do grupo para se dedicar ao cuidado da mãe e dos filhos. Agora, a atriz retorna aos palcos com o primeiro trabalho solo.
No espetáculo, Anna busca um death layback perfeito — posição em que o corpo se projeta para trás, de cabeça para baixo, sustentado principalmente pelo encaixe das pernas no pole — enquanto a mãe dela se apresenta como uma presença ausente. Em cena, a artista contracena com um mastro de pole dance e uma boneca em tamanho real, criada pelo artista plástico Eduardo Félix, do grupo Pigmalião Escultura que Mexe, que reproduz as feições de Valéria. A montagem coloca em cena duas mulheres em suspensão entre a consciência e a inconsciência, entre a realidade e a ficção, entre a vida e a morte.
Serviço Espetáculo | Death Lay – Na Vida Tem Jeito Pra Tudo | Antonio Hildebrando
Duração: 50 min. | Classificação: 14 anos Data: 29, 30 e 31 de maio | sexta-feira e sábado, às 20h | domingo, 19h Ingressos: gratuito pelo Sympla ou na bilheteria do teatro (a partir de 2h antes do evento). Local: Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado (Rua Leonil Prata, 53 – Alípio de Melo).
Muito além das paisagens paradisíacas de Morro de São Paulo e Boipeba, o arquipélago de Cairu guarda um lado ainda pouco explorado por muitos viajantes: um dos conjuntos históricos e culturais mais ricos do litoral brasileiro. Entre igrejas erguidas há mais de quatro séculos, conventos coloniais, fortalezas militares e vilas preservadas pelo tempo, o destino baiano se consolida também como uma experiência de turismo histórico e cultural.
Formado por 26 ilhas, Cairu é considerado o único município-arquipélago do Brasil e reúne heranças da colonização portuguesa, tradições afro-indígenas e cenários que ajudam a contar capítulos importantes da formação histórica do país. Caminhar pelas ruas estreitas da sede histórica, observar casarões antigos e visitar construções erguidas entre os séculos XVII e XVIII é como percorrer um museu a céu aberto cercado pelo mar da Costa do Dendê.
A experiência histórica começa na Cidade Alta de Cairu, onde o visitante encontra ruas de pedra, ladeiras coloniais e construções religiosas que permanecem preservadas há séculos. Ali está a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, cuja construção começou em 1610 e que hoje é considerada um dos símbolos históricos mais importantes do arquipélago.
Memorial de Nossa Senhora do Rosário, dentro da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, reúne acervo raro de peças produzidas entre os séculos XVI e XIX. (Crédito: Prefeitura Municipal de Cairu)
Além da arquitetura colonial portuguesa, a igreja abriga o Memorial de Nossa Senhora do Rosário, um museu de arte sacra com peças produzidas entre os séculos XVI e XIX. Imagens religiosas esculpidas em barro, madeira e gesso ajudam a revelar a influência da fé católica na ocupação da região e oferecem ao visitante uma imersão na memória cultural do litoral baiano.
O entorno da igreja reforça a sensação de retorno ao passado. Casarões antigos, caminhos de pedra e o silêncio das ruas históricas criam uma atmosfera que contrasta com o ritmo acelerado dos grandes centros urbanos e aproxima visitantes de um Brasil colonial ainda vivo na paisagem.
Convento de Santo Antônio: um mirante natural do arquipélago
vista panorâmica da orla de Cairu onde está a Igreja e o Convento de Santo Antônio, em Boipeba. (Crédito: Marcos Sandes)
Outro ponto que atrai olhares de viajantes interessados em patrimônio histórico é a Igreja e Convento de Santo Antônio. Construído a partir de 1654 e tombado pelo IPHAN em 1941, o conjunto franciscano ocupa uma posição privilegiada na Cidade Alta e oferece vista panorâmica para o arquipélago. Parte das pedras utilizadas na construção teria sido transportada por embarcações entre as ilhas, revelando a complexidade logística da época colonial.
O conjunto preserva características marcantes da arquitetura franciscana portuguesa, com fachada sóbria, corredores internos, claustros, escadarias e detalhes em pedra trabalhada que atravessaram séculos. Em seu interior, o convento também abriga elementos artísticos e religiosos históricos, incluindo imagens sacras, altares e estruturas originais preservadas desde o período colonial.
Outro diferencial é a atmosfera silenciosa e contemplativa do espaço, cercado por ruas estreitas e antigas construções que ajudam a transportar visitantes para os primeiros séculos da colonização brasileira. A vista panorâmica do alto do convento se tornou um dos cenários mais emblemáticos da sede histórica de Cairu, unindo patrimônio histórico e paisagem natural em um mesmo lugar.
O local também ajuda a contar a influência da ordem franciscana na formação cultural e religiosa do litoral baiano, reforçando o papel de Cairu como um importante núcleo histórico do Brasil colonial.
Fortaleza do Morro de São Paulo ou Fortaleza de Tapirandu
Vista aérea da Fortaleza de Tapirandu em Morro de São Paulo, um dos mais importantes monumentos militares do Brasil. (Crédito Alexi Lemoni)
Já em Morro de São Paulo, o turismo histórico encontra o cenário marítimo na Fortaleza de Tapirandu, um dos mais importantes monumentos militares históricos do Brasil. Construída a partir de 1630 para proteger a costa contra invasões estrangeiras, a fortaleza preserva cerca de 678 metros de muralhas voltadas para o mar e oferece uma das vistas mais emblemáticas do arquipélago.
Percorrer os caminhos históricos da fortaleza, observar antigos canhões e acompanhar o pôr do sol entre muralhas centenárias se tornou uma experiência que conecta patrimônio, paisagem e memória histórica em um mesmo roteiro. Além das muralhas, o espaço abriga remanescentes de antigos sistemas defensivos, guaritas, canhões históricos e estruturas que ajudam a contar como funcionava a proteção do litoral brasileiro durante o período colonial.
Atualmente, a fortaleza também se tornou um dos principais pontos turísticos de Morro de São Paulo, reunindo patrimônio histórico e uma das vistas panorâmicas mais conhecidas do arquipélago. O local é especialmente procurado no fim da tarde, quando visitantes acompanham o pôr do sol sobre o mar a partir das muralhas centenárias.
Próximo à Fortaleza, ainda existem caminhos históricos e áreas que remetem à antiga ocupação colonial da ilha, criando um contraste entre o passado militar da região e o cenário paradisíaco que hoje atrai turistas de diferentes partes do mundo.
Um farol admirado por Dom Pedro II
Construído no século XIX, o Farol do Morro permanece como um dos símbolos históricos e visuais mais marcantes de Morro de São Paulo. Hoje associado ao turismo e ao pôr do sol, o local já teve papel essencial na orientação marítima da costa baiana. (Crédito Alexi Lemoni)
Outro ícone histórico de Morro de São Paulo é o Farol do Morro, construído em 1855 para auxiliar a navegação marítima na costa baiana. Localizado em uma das áreas mais altas da ilha, o farol se tornou um dos cartões-postais mais conhecidos do arquipélago e integra o cenário histórico formado pela Fortaleza de Tapirandu e pelas antigas rotas marítimas da região.
Além da importância para a navegação durante o período imperial, o local também oferece uma das vistas panorâmicas mais procuradas por visitantes, especialmente no fim da tarde, quando o pôr do sol transforma o mirante em um dos pontos imperdíveis de Morro de São Paulo.
O farol também carrega registros ligados à visita de Dom Pedro II à ilha, em 1859. Em anotações de seu diário, o imperador descreveu a estrutura como um farol “de primeira classe”, demonstrando admiração pela importância e pela modernidade do equipamento de navegação para a época.
O acesso ao farol acontece por caminhos cercados por vegetação e antigos percursos da vila, permitindo ao visitante uma experiência que mistura natureza, patrimônio histórico e contemplação da paisagem costeira do arquipélago.
Cairu: cultura, descobertas e memórias
Grupo Zambiapunga em desfile que retrata bem a cultura africana presente no estado da Bahia. A manifestação artística é considerada Patrimônio Cultural da Bahia e se espalhou pela Costa do Dendê. Fonte: livro Tinharé, Antônio Risério, 2003..
Mas o turismo cultural de Cairu vai além das construções coloniais. A identidade histórica do arquipélago também se revela nas tradições preservadas pelas comunidades locais. Festas religiosas, procissões marítimas, samba de roda, manifestações populares como a Chegança (dança e auto popular do folclore brasileiro) e os Congos de Cairu (manifestação cultural, folclórica e religiosa centenária, exclusiva do município-arquipélago), além da forte relação das vilas com a pesca artesanal e os saberes passados entre gerações, ajudam a manter viva a herança afro-indígena e portuguesa da região.
Em vilas históricas como Cairu e Boipeba, o ritmo desacelerado, as ruas de areia e a ausência de automóveis em diversos trechos tornam a experiência ainda mais autêntica para viajantes que buscam conexões culturais, história e vivências locais.
Além da gastronomia típica marcada por sabores do litoral baiano, pratos tradicionais como moquecas de peixe e polvo, lambreta ao molho, siri catado, arroz de polvo, ensopados preparados com leite de coco e azeite de dendê, além de cocadas e beijus artesanais, ajudam a reforçar a identidade cultural do arquipélago. O artesanato produzido por moradores das ilhas e os festejos populares completam a experiência cultural do destino.
Entre igrejas centenárias, fortalezas à beira-mar e ruas coloniais cercadas por natureza exuberante, Cairu revela ao turismo brasileiro um convite para desacelerar e descobrir um lado histórico da Bahia ainda pouco conhecido.
O arquipélago de Cairu reúne elementos raros no turismo brasileiro: patrimônio histórico preservado, cultura viva, tradições centenárias e natureza exuberante convivendo no mesmo território. Mais do que um destino de praia, a região oferece experiências conectadas à história, à cultura e à identidade do litoral baiano.
A valorização desse patrimônio faz parte das ações apoiadas pela ACEC – Associação Comercial e Empresarial de Cairu, entidade que atua no fortalecimento do turismo, do empreendedorismo local e do desenvolvimento econômico sustentável deste importante destino turístico brasileiro.
Como chegar ao arquipélago-município Cairu?
Chegar ao arquipélago baiano de Cairu é mais simples do que muitos imaginam. O acesso pode ser feito a partir de Salvador, com diferentes opções de trajeto que combinam transfer terrestre e marítimo, além de voos regionais e catamarãs regulares. Uma das formas é o traslado semi-terrestre, que une trecho de carro e travessias de lancha, com duração média de 3h a 4h. O mais rápido é o catamarã direto, saindo do Terminal Náutico da Bahia, que leva cerca de 2h30 a 3h, proporcionando uma chegada ao destino com a possibilidade de contemplar belas paisagens do litoral baiano.
Para quem parte de outras regiões do Brasil, o Aeroporto Internacional de Salvador concentra os principais acessos ao destino, tornando Cairu uma opção prática para quem deseja vivenciar praias paradisíacas, clima tropical e experiências autênticas em um dos cenários mais encantadores da Bahia.
Conhecido pela Feirinha Aproxima, o projeto Aproxima leva sua curadoria gastronômica e cultural para o clima das festas juninas na primeira edição do Arraiá Aproxima. O evento acontece em parceria com a Box Entretenimento, produtora por trás de projetos de destaque na capital, como Baile do Distrital (Carnaval), Festival Love Wine, Breve Festival e Baile do Birico, e será realizado no sábado, 30 de maio, das 10h às 22h, no estacionamento do Mercado Distrital do Cruzeiro. Com entrada gratuita e sem necessidade de retirada de ingressos, a festa abre oficialmente a temporada junina de 2026 em Belo Horizonte. Evento sujeito à lotação.
A proposta é reunir, em um mesmo dia, música, comida mineira, brincadeiras de quermesse e espaços de convivência inspirados nos arraiais tradicionais. A festa reforça a presença do Aproxima no calendário junino da cidade, com programação voltada para famílias, crianças e público adulto.
“A festa junina tem uma força muito grande porque reúne as pessoas em torno da comida, da música e das tradições populares. Isso conversa diretamente com o que o Aproxima sempre buscou fazer. A ideia foi criar um arraial com essa atmosfera, somando a curadoria gastronômica e a estrutura que já fazem parte do projeto”, afirma o fundador do Aproxima, o chef Eduardo Maya.
A gastronomia terá papel central no Arraiá Aproxima. Seguindo uma característica já presente nas feirinhas, a seleção será dedicada à cozinha mineira, desta vez com foco nos sabores típicos das festas juninas, como quitandas, doces, preparos à base de milho e outras receitas associadas ao período.
A programação musical acompanha os diferentes momentos do dia. A abertura será às 10h, com DJ, seguida por apresentação do Músico Pai, às 11h. Às 12h30, o Grupo Classe A leva samba e pagode para o horário do almoço, em clima de roda e encontro. À tarde, a Orquestra Mineira de Viola Caipira, que tem atuação ligada à valorização da viola e das tradições populares mineiras, se apresenta às 15h. Na sequência, às 17h30, o Zé da Guiomar, grupo mineiro com mais de duas décadas de trajetória, traz seu repertório de samba, bossa nova e choro, combinando composições próprias e clássicos brasileiros. O encerramento será às 20h, com Lucas & Vitor, dupla sertaneja formada por irmãos mineiros que circulam pela cena de eventos e casas de Belo Horizonte, com repertório que mistura sucessos atuais e referências do sertanejo romântico. DJs comandam os intervalos entre os shows ao longo de toda a programação.
Além dos shows, o Arraiá Aproxima terá brincadeiras inspiradas nas quermesses tradicionais e atrações voltadas para crianças. O evento também contará com espaço kids gratuito, com monitores, e áreas de convivência com mesas e cadeiras distribuídas pelo espaço. A estrutura foi pensada para que o público permaneça no local durante todo o dia, acompanhando as diferentes atividades da programação em um ambiente aberto e voltado à convivência.
O evento terá entrada gratuita, sem necessidade de retirada de ingressos, e também será pet friendly.
SERVIÇO:
Arraiá Aproxima
Local: Estacionamento do Mercado Distrital do Cruzeiro – R. Ouro Fino, 452 Data: Sábado, 30 de maio Horário: 10h às 22h Entrada gratuita. Evento sujeito à lotação
Instagram: @projetoaproxima
Experiência combina música, comida e ambiente ao ar livre, com vista panorâmica para a capital mineira
Referência em gastronomia, música e experiências ao ar livre, o Bebedouro 356 comemora o primeiro aniversário na próxima quinta-feira, 21 de maio, com uma grande celebração no rooftop do Espaço 356, no Olhos D’Água, em Belo Horizonte.
Na programação, a casa celebra o aniversário unindo churrasco premium na brasa e cardápio especial, além de open chope por a partir de R$ 89,90 ou open wine por a partir de R$ 99,90. O público também poderá acompanhar apresentações artísticas ao vivo, com um repertório que mistura jazz, blues e pop rock internacional.
Diogo Manfredini, fundador do Bebedouro, comemora a trajetória da casa em BH. “Celebrar o primeiro ano do Bebedouro 356 é muito especial porque representa a consolidação de um sonho. Queríamos criar um espaço onde as pessoas se sentissem acolhidas, como em uma grande confraternização entre amigos e família, com boa música, churrasco de qualidade e experiências memoráveis. Ver o rooftop se tornar um dos lugares mais queridos de BH demonstra que conseguimos construir essa conexão com o público”, destaca.
Segundo Diogo, a proposta da casa é comemorar a data com uma experiência completa, que mistura música, alta gastronomia e a vista para a capital mineira. O evento está sujeito à lotação e o open bar será encerrado às 22h30. As reservas podem ser feitas diretamente no rooftop ou por meio dos canais oficiais do Bebedouro 356, por meio deste link: https://api.whatsapp.com/send/?phone=3131919397&text&type=phone_number&app_absent=0&utm_source=ig.
Bebedouro Bar e Fogo
Criado por D. Maria Ângela – avó de Diogo Manfredini, no final dos anos 70, em Curitiba, o Bebedouro nasceu no centro histórico da capital paranaense, bem em frente ao bebedouro do Largo da Ordem, local onde tropeiros e fazendeiros costumavam dar de beber a seus cavalos, daí o nome do estabelecimento.
A casa era famosa na cena cultural curitibana por ser ponto de encontro e apresentação de grandes artistas. Isso porque estava ao lado do icônico Teatro Guaíra, um dos maiores complexos de arte e cultura da América Latina. “Muitos músicos que lá se apresentavam, terminavam a noite no bar da minha avó, o que fez com que ele marcasse toda uma geração”, conta Manfredini. Nomes como Elis Regina, os músicos do Ray Charles e Djavan passaram pelo local. O compositor e intérprete de Oceano, inclusive, foi cantor fixo da casa por uma temporada.
O estabelecimento fechou em 1983, mas anos depois, após o falecimento de D. Maria Ângela, Diogo e os pais decidiram abrir outro bar em Curitiba. Novos negócios foram surgindo até que em 2022, já morando em BH, Manfredini fez uma homenagem à avó, resgatando sua história, para abrir uma unidade do Bebedouro, às margens da Lagoa da Pampulha. “O Bebedouro em BH também veio com a missão de oferecer o que a minha família mais gosta de fazer e comer, o autêntico churrasco brasileiro”.
Cada unidade do Bebedouro, 356 e Pampulha, tem 1500m², cerca de 50 funcionários e capacidade para receber até 600 pessoas. Juntas acumulam um volume mensal de aproximadamente de 25 mil clientes. A grandeza dos espaços, aliás, é fundamental para o DNA do negócio. “Minha ideia é proporcionar um ambiente que remeta ao aconchego de uma grande casa para que famílias e amigos possam fazer confraternizações, festas e aniversários. Nesse sentido, privilegio lugares amplos, abertos”, conta, acrescentando que o seu desejo foi sempre ter um bar com a energia das grandes festas, tais como as organizadas por sua família, todas com muito churrasco, muita gente, fartura de comida e bebida.
Eficiência energética, missão crítica e boas práticas aplicadas ao desempenho operacional em edificações são temas na pauta do workshop de comissionamento que acontecerá em Belo Horizonte. O evento contará com palestrantes convidados da Rede D´Or e Banco do Brasil!
No dia 28 de maio, acontecerá a 11ª edição, o evento itinerante, Workshop de Comissionamento de Edificações, que abordará o tema “Desempenho e Confiabilidade”. Promovido pelo DNCE ABRAVA – Departamento Nacional de Comissionamento de Edificações da ABRAVA edição Minas Gerais. O evento está com as inscrições abertas, é gratuito, possui vagas limitadas e acontecerá no Edifício Amadeus, em Belo Horizonte (MG).
O encontro reunirá profissionais das áreas da climatização e refrigeração, engenharia, construção, facilities managers, operação e manutenção predial para troca de conhecimentos, avanços, desafios e aplicações do comissionamento em empreendimentos de diferentes perfis.
A realização da 11ª edição do workshop tem como objetivo ampliar o debate sobre a importância do comissionamento como processo essencial para assegurar que sistemas e edificações atendam aos requisitos de desempenho, eficiência operacional, segurança e confiabilidade ao longo de sua vida útil. O comissionamento é um processo que pode ser aplicado tanto a novos empreendimentos quanto a unidades e sistemas existentes em processo de expansão, modernização ou ajuste (retrocomissionamento).
Para Fábio Neves, presidente do DNCE “Chegar à 11 edição do workshop de comissionamento, confirma nossa missão ao disseminar à profissionais dos setores convidados troca de conhecimento técnico, estimular boas práticas de engenharia e ampliar a conscientização sobre a importância do comissionamento para o desempenho, segurança e confiabilidade das edificações modernas”.
Desempenho e Confiabilidade como prioridade no comissionamento de edificações
Com uma programação multidisciplinar composta por 13 palestras, o workshop reunirá especialistas, convidados e representantes de empresas do setor para discutir desempenho, confiabilidade e eficiência operacional das edificações. As apresentações técnicas e estudos de caso abordarão aplicações práticas do comissionamento em diferentes segmentos e ambientes críticos, conduzidas por profissionais que atuam diretamente em projetos de missão crítica, hospitais, data centers, indústria farmacêutica e eficiência energética.
Entre os destaques da programação estão as palestras da b2dc, que abordará operações em data centers e ambientes de missão crítica; do Banco do Brasil, trazendo experiências relacionadas ao comissionamento em infraestrutura crítica; e da Rede D’Or, com uma apresentação voltada aos desafios do comissionamento hospitalar em sistemas AVACR.
O encontro contará ainda com palestras técnicas sobre fundamentos do comissionamento, testes funcionais, eficiência energética, qualidade e desempenho de sistemas, controle de umidade, ventilação em edifícios altos, calibração, qualificação e gestão aplicada às edificações, além de soluções voltadas à confiabilidade operacional e à performance dos empreendimentos.
O encerramento do Workshop contará com um painel de debates reunindo os palestrantes e especialistas convidados para discutir tendências, desafios e oportunidades relacionados ao comissionamento de edificações e sistemas, além dos impactos do processo na eficiência operacional e na confiabilidade dos empreendimentos modernos, sob o comando de Marcos Neves, do DNCE ABRAVA.
O 11º Workshop de Comissionamento de Edificações conta com o apoio de diversas entidades locais e nacionais, além das empresas patrocinadoras. A programação completa pode ser conferida no 11º Workshop de Comissionamento de Edificações – ABRAVA
Serviço
11º Workshop de Comissionamento de Edificações – DNCE ABRAVA
Tema: Desempenho e Confiabilidade
Data: 28 de maio de 2026
Horário: das 8h às 18h10
Local: Edifício Amadeus – Belo Horizonte (MG)