Chuca é requisito obrigatório para momento íntimo?

A chuca, também conhecida como “ducha higiênica” ou enema, é a lavagem com a introdução de pequena quantidade de água dentro do reto e do ânus. Um dos objetivos é evitar que fezes saiam durante a relação. Para realizar o procedimento, são usados cerca de 150 ml de água.

Será que todo mundo precisa fazer lavagem intestinal, popularmente conhecida como “chuca”, toda vez que for fazer sexo anal, para garantir que nada saia errado (leia-se: que a pessoa não “suje” seu parceiro)?

Não quero dar spoilers, mas já vou adiantando que a resposta aqui é não, não é obrigatório utilizar esse recurso. Chuca é uma escolha pessoal que tem a ver com como a pessoa se sente em relação ao sexo anal. Se ela está tranquila e confortável em não utilizar, ótimo! Se for ficar muito encanada, faça! Mas mesmo para quem é adepto, usar com parcimônia é importante e a gente já explica o porquê.

Prevenindo acidentes de percurso

Vamos ao básico: se você conhece bem o ritmo do seu intestino, se ele tem um funcionamento regular e se você segue uma dieta rica em fibras e água, possivelmente, consegue saber se existe ou não risco de algum acidente de percurso antes de começar o ato sexual.

A penetração costuma acontecer no canal anal, que tem cerca de 3 cm, e no reto, que pode ter até 15cm. Já as fezes ficam, em geral, armazenadas mais “acima” no trato intestinal, na região do sigmoide, a última parte do intestino grosso antes do reto.

Quando as fezes migram do sigmoide ao reto, a pessoa sente sua presença e sabe que está na hora de ir ao banheiro. Isso acontece com todos nós! Deu aquela vontade, é sinal de que as fezes estão lá! Em teoria, depois de evacuar, o caminho está desimpedido. Dessa forma, é possível prever a situação antes do sexo e, nesses casos, a chuca pode ser dispensável.

Cuidado com riscos

Quem costuma fazer a lavagem intestinal usa o chuveirinho ou a ducha íntima. Ambos exigem alguns cuidados. Se a água entrar com muita pressão ou em muita quantidade, ela pode atingir a região do sigmoide e “puxar” para baixo as fezes que estariam em repouso nessa região, e que não incomodariam ninguém no momento do sexo.

Quando feita com muita frequência ou em excesso, o amor de luxo pode remover a lubrificação natural do intestino (que facilita o processo habitual da evacuação), além de provocar alterações na flora intestinal (o que pode causar dor, diarreia e desconforto). Ainda pode haver aumento do risco de pequenas fissuras no ânus e nas paredes intestinais, que aumentam o risco de infecções no momento do sexo.

Receita da chuca perfeita

Por isso, o ideal é que mesmo quem faz a lavagem intestinal, tenha um uso mais eventual desse recurso. Veja abaixo a receita para uma chuca perfeita:

1- Use pequena quantidade de água (200-300ml)

2- Evite as duchas íntimas de locais públicos (podem trazer risco de infecções)

3- Não use água quente para não se queimar

4- Modere na pressão da água

5- Não faça muitas vezes seguidas em um curto intervalo de tempo

Chuca de última hora

Vamos supor que você está fora de casa e, de repente, no meio de uma balada, surge uma oportunidade inadiável de sexo. E, vamos imaginar também que você não fez chuca antes de sair, e que está inseguro quanto ao seu “status intestinal”. Sempre bom lembrar que em viagens ou em dias em que a gente está muito fora da nossa rotina, a dieta e o ritmo intestinal podem ficar imprevisíveis.

Pois saiba que existem recursos fáceis de serem encontrados nas farmácias e na internet que podem salvar seu “date”.  Vamos conhecer:

1- Enema: um tubinho, comprado em farmácia, que tem glicerina e outras substâncias que limpam o reto e desequilibram menos a flora intestinal.

2- ChuKa: é um bico anatômico que se encaixa na garrafinha de água ou na mangueirinha do chuveiro.

3- InM: dispositivo com reservatório e um bico anatômico que você pode usar com água da torneira ou garrafinha de água.

4- Seringa plástica: com soro fisiológico e um pouco de vaselina para facilitar a introdução na pontinha do ânus.

Bom lembrar que todos esses recursos são descartáveis, e que você não deve compartilhar para evitar o risco de infecções.

Dicas finais

Para terminar, fazendo chuca ou não, é sempre uma boa ideia tomar um banho caprichado para fazer a higiene adequada do corpo e da região externa do ânus antes do sexo.

E nunca é demais lembrar que o uso de camisinha pode proteger contra as ISTs (infeções sexualmente transmissíveis) e, além disso, se rolar algum incidente, é só retirar a camisinha e ficar tranquilo.

E, se mesmo com todos esses cuidados, acontecer algo que não estava previsto no momento do sexo anal, é relaxar, encarar com naturalidade, tomar um bom banho e aproveitar o momento a dois, sem constrangimentos.

* Jairo Bouer é médico psiquiatra, comunicador.

 

Alcione celebra 50 anos de carreira com show em Belo Horizonte

Ao completar 50 anos de uma vitoriosa trajetória, Alcione preparou uma série de eventos comemorativos com o propósito, exclusivo, de celebrar esse antológico meio século de dedicação e amor à Música.  Além das turnês, pelo Brasil e exterior que são um revival da carreira, a artista gravou um audiovisual, com seus principais hits.

Celebrando meio século de dedicação e amor à música, Alcione sobe aos palcos do Arena Hall, no dia 10 de novembro, em Belo Horizonte, para uma apresentação especial, produzida pela Box. Bold Xperiences. O show, que já passou por diversos lugares do Brasil e do mundo, promete relembrar grandes hits da carreira da intérprete maranhense.

Segundo Guilherme Rabelo, um dos sócios da Box, é inegável a contribuição da cantora para a história da música nacional. “Difícil um brasileiro que ainda não tenha sido atravessado pela força da voz de Alcione. Algumas músicas viraram uma espécie de hino do samba, é uma das maiores intérpretes do brasil e vai ser uma honra trazer essa celebração tão significativa na carreira dela para BH”, comenta.

O show faz parte de uma série de comemorações ao marco. Além das turnês pelo Brasil e pelo exterior, os cinquenta anos de carreira de Alcione foram celebrados no cinema com o lançamento do longa-metragem “O Samba é Primo do Jazz”, um resumo biográfico apresentado em diversos festivais de cinema.

Além disso, a artista gravou um marcante registro audiovisual, com seus principais hits, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No espetáculo, a Marrom conta com as participações especiais da Banda do Sol e de integrantes da Orquestra Maré do Amanhã, além de bailarinos da Cia Marcelo Chocolate e Sheila Aquino; e da Companhia Cenarte Dimensões.

O espetáculo intitulado “Marrom, o Musical” contando (e cantando) a trajetória da intérprete, é outra das celebrações. Idealizado por Jô Santana, escrito e dirigido por Miguel Falabella, a peça já passou por palcos de SP, Rio, São Luís, Belém e João Pessoa, sempre celebrada pelas plateias e crítica especializada.  Uma criteriosa seleção de novos talentos entre cantores, bailarinos e atores foi realizada. Seleção que começou, como não poderia deixar de ser, pelos artistas maranhenses.

Os reconhecimentos nesse tempo de estrada são muitos. Em sua galeria de troféus, com mais de 350 peças (prêmios e honrarias que vão desde os títulos de Cidadã Benemérita até comendas como a Ordem do Rio Branco e a do Mérito Timbiras – esta última concedida pelo Estado do Maranhão), constam medalhas relevantes como a Tiradentes e Pedro Ernesto (concedidas pela ALERJ).

Premiações relativas à MPB abarrotam suas estantes como, por exemplo, os 21 troféus arrebatados nas 29 edições do Prêmio da Música Brasileira. Outros títulos edificantes foram os de “Madrinha do Corpo de Bombeiros do RJ” e de “Melhor Cantora Popular”, concedido pela Academia Brasileira de Letras.

 

Alcione, que durante a pandemia lançou um álbum de inéditas chamado “Tijolo por Tijolo”,   comenta sobre a satisfação em receber esse reconhecimento: “São flores em vida, jamais imaginei receber tamanho carinho… E vindo de tantas instituições,  pessoas tão diferentes e por todos os cantos  do planeta”.

 

SERVIÇO:

Alcione – 50 anos

10 de novembro

Abertura da casa às 20h

Arena Hall (Av. Nossa Sra. do Carmo, 230 – Savassi)

Belo Horizonte – MG

 

Ingressos:  https://bileto.sympla.com.br/event/86300/

Mais informações: https://www.instagram.com/bebox.cc/

Margareth Reali lança “Imortais” com Jaques Morelenbaum

A cantora, compositora e produtora artística Margareth Reali, conhecida por sua trajetória como intérprete dos grandes compositores do Clube da Esquina, lança seu mais novo single “Imortais”, canção autoral, composta com apenas 16 anos.

Durante a pandemia, a cantora trabalhou o seu caderno de canções compostas durante a adolescência, que ela denomina “memórias do futuro” e dele estão saindo algumas que integrarão o EP que leva seu nome “Imortais” fala de um amor que foi perdido na juventude, mas alguns trechos da letra foram atualizados, incorporando experiências transformadoras que a cantora passou nos últimos anos.

A faixa foi gravada em 2022, no Studio71, em Belo Horizonte, sob a produção musical e arranjo do pianista Christiano Caldas e de contar com a participação dos músicos Lincoln Cheib, na bateria, Eneias Xavier, no baixo, Matheus Barbosa, na guitarra e ainda com os vocais de Vinícius Motta e Jaiminho Silva.

Neste ano, a cantora convidou Jaques Morelenbaum para participar da produção, colocando a sonoridade mágica do cello em contraponto à instrumentação predominantemente eletrônica, que flerta com o Pop futurista, o Dream Pop e o Indie Pop.

O lançamento é realizado pela SELIM, selo musical do empresário Alexandre Ktenas, que tem parceria com ADA/Warner Music e conta com grandes artistas em seu portfólio, como Banda Eva e o cantor e compositor Chico Chico.

 “A interpretação de Margareth Reali em IMORTAIS remete a recursos e inflexões vocais da cantora Lana Del Rey, que tem sido referência de originalidade na atual cena pop mundial. Excelente influência e referência para Margareth, que ainda que flertando com a interpretação de Lana, consegue imprimir sua própria carga dramática à canção em questão”. Keco Brandão- músico e produtor musical.

SOBRE MARGARETH REALI

Com uma trajetória de 33 anos no meio musical, Margareth Reali despontou na carreira de intérprete popular em 1996, após ser descoberta pelo saudoso diretor e produtor musical Fernando Faro. Desde os 14 anos já cantava, estudou canto lírico e chegou a participar de óperas e concertos eruditos. Seu primeiro CD “Onde o céu azul é mais azul” (1998) contou com arranjos de grandes músicos como Cristóvão Bastos, Amilson Godoy, Sérgio Dias (Mutantes) e Natan Marques. Em 1999, estrelou o programa Ensaio, da TV Cultura, onde foi apresentada como “uma das vozes mais bonitas do Brasil”. De 2002 a 2008, realizou turnês pelo país com o show “Portal de Minas”. Paralelamente atuou em outros projetos especiais, entre eles o especial “90 anos de Vinicius”, onde teve a honra de dividir o palco com Toquinho. Também passou um período na Europa, apresentando-se em Paris e na Holanda. Em 2007, lançou o segundo álbum “Um trem para o sonho – As canções de Nivaldo Ornelas” e posteriormente idealizou os projetos “Divas” e “Vintage”, nos quais performou canções dos anos 50 e 60, contando com a participação de Arrigo Barnabé em uma das apresentações feitas pelo Brasil. A partir de 2010, passou a se dedicar ao universo da produção e tornou-se reconhecida por investir na volta aos palcos do grupo Som Imaginário, do maestro Wagner Tiso, além de promover artistas como Eumir Deodato e Romero Lubambo.

Sua paixão pelo canto a fez voltar aos estúdios em 2020, com o lançamento do single “I Say a Little Prayer”, uma versão bossa-nova do sucesso de Aretha Franklin, gravada a convite do conceituado produtor musical Torcuato Mariano. Agora, Margareth Reali trabalha no lançamento dos singles de seu EP homônimo, que transitará entre a música brasileira atual e o pop, incluindo canções autorais.

Os singles já lançados são Sentinela, de Milton Nascimento e Fernando Brant, Bodas, de Chico Amaral (letrista do Skank).

Singles:

Sentinela https://ada.lnk.to/Sentinela

Bodas   http://ADA.lnk.to/Bodas

Imortais – Disponível em todas as plataformas digitais.

Acesse: https://ada.lnk.to/Imortais

www.margarethreali.com.br

Designer mineira marca presença na mostra Morar Mais

A mineira Juliana Lana, designer especializada em ambientes comerciais e com grande reconhecimento na área fitness, marca presença este ano no evento “Morar Mais” com uma impressionante criação: a loja Casa + Art Décor. Seu projeto busca proporcionar uma experiência imersiva que celebra a brasilidade por meio de uma rica interplay de formas e texturas distintas. O conceito inovador desse espaço destaca a biofilia, incorporando a natureza de maneira proeminente. 

Espécies vegetais tipicamente brasileiras foram selecionadas com cuidado, trazendo à tona a essência da biodiversidade nacional. A combinação harmoniosa de linho, sisal, madeiras e painéis compostos por pedras naturais confere elegância intrínseca e estética contemporânea ao ambiente. Essa fusão não apenas homenageia o design autêntico do Brasil, mas também se integra à natureza, ecoando a essência de nossa cultura.

Uma peça que chama a atenção é a escultura de uma baleia, inspirada na obra “Vidas Secas”, esculpida em madeira pelo talentoso artista Marcos Sertania. Essa escolha não apenas remete à literatura nacional, mas também contribui para a atmosfera única do ambiente.

Juliana não é apenas uma Designer, mas também uma ativista apaixonada. Sua crença na inclusão se manifesta no ambiente que criou, que é completamente pet-friendly. Esse é um reflexo do compromisso de Juliana em promover a diversidade e a acessibilidade em todas as suas formas. A criação de Juliana Lana na Morar Mais não é apenas uma exposição de Design, mas uma celebração da autenticidade brasileira, unindo arte, natureza e cultura em um espaço envolvente e inspirador.

 

Juliana Lana, mineira natural de Belo Horizonte, é  designer de ambientes comerciais e ocupa o cargo de CEO na empresa “Casa e Art Cortinas”. Como empresária teve a loja ressaltada pelo recebimento de um prêmio de inovação concedido pelo CDL BH.

 

Seu olhar aguçado para oportunidades únicas a levou a explorar o contexto das academias, onde encontrou uma fonte intrigante para sua inspiração profissional e se tornou uma figura de referência nesse âmbito em seu estado.

Ela demonstra um profundo compromisso com a inovação, o aprimoramento contínuo e a adaptação de seus projetos para atender às demandas variadas daqueles que têm necessidades especiais. Sua trajetória e contribuições continuam a inspirar e influenciar positivamente o campo do design de ambientes comerciais.

Foto de Marcus Santiago

Contatos:

55 31 98878-8825.

@julianalanadesigner.

Jasmin Godoy celebra álbum “Show Me The Way”

Uma jornada musical que se estende por mais de oito anos de composição e um ano de produção finalmente encontra os palcos. A cantora, compositora e instrumentista Jasmin Godoy, de origens norte-mineira e holandesa, apresenta o aguardado lançamento do álbum “Show Me The Way”, levando o repertório recém-lançado para os palcos pela primeira vez. Essa noite musical acontece em 11/09, a partir das 20h, no Theatro Brasil Vallourec.

O espetáculo de lançamento foi meticulosamente planejado para proporcionar uma experiência sonora e visual única para o público. Jasmin Godoy, conhecida por sua habilidade em fundir diferentes estilos musicais, utiliza recursos especiais que desempenham um papel crucial na criação da atmosfera do álbum. “Show me the Way” mergulha nas raízes da música mineira e se aventura por gêneros como jazz, indie progressivo e folk alternativo.

O lançamento marca o álbum de estreia de Jasmin Godoy no cenário musical. Gravado em colaboração com Leo Marques, do estúdio Ilha do Corvo, que tem experiência na produção musical de renomados artistas como Moons, Transmissor, Bernardo Bauer e Bala Desejo, o disco já está disponível em todas as plataformas digitais. A jornada musical do álbum abrange narrativas da vida de Jasmin Godoy, desde seus dias em Roterdã, na Holanda, até suas raízes profundamente estabelecidas no sertão de Minas Gerais. O resultado é um álbum que narra vulnerabilidades com uma delicadeza sutil, inspirando os ouvintes a explorar novos caminhos com a coragem e a força da criatividade e da sabedoria da voz de Jasmin Godoy.

Assista ao clipe “Honestly”:

A experiência sonora desse lançamento promete guiar o público por diversas histórias relacionadas ao Caminho de Santiago, que inspirou boa parte dessa jornada. Jasmin canta as rotas para dentro de si mesma, em busca de autodescoberta e espiritualidade. É uma viagem que explora o ato de caminhar, o mergulho nas águas profundas e cristalinas de Minas Gerais e os ventos misteriosos da Europa. Com sua voz doce e poderosa, seus violões e a viola caipira, Jasmin Godoy contará essas histórias de forma autêntica no palco.

O lançamento de “Show Me The Way” será uma celebração completa, com um palco repleto de talentos e uma banda composta por músicos que acompanharam Jasmin Godoy em sua jornada musical. Beto Lopes, Cyrano Almeida e Lucas de Mello são alguns dos artistas que estarão presentes. Além disso, o show contará com participações especiais de Bernardo Bauer, Edssada, André Oliva d’A Outra Banda da Lua, Gabriela Viegas, Nath Rodrigues e Silas Prado.

Os ingressos para o show de lançamento de “Show Me The Way” estão disponíveis na plataforma Eventim, a partir de R$ 15.

SERVIÇO

Data: 11/09/2023

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec

Endereço: Av. Amazonas, 315 – Centro / Praça Sete – Belo Horizonte – MG

Horário: 20h

Abertura dos portões: 19h

Preço: R$ 15 (meia-entrada) / R$ 30 (inteira)

Link de ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/jasmin-godoy

Duração: 60 minutos

Classificação etária: Livre.

Foto capa: Caril

Cantora Ana Rodrigues lança carreira autoral com o single “Muda”

Com uma carreira de mais de 23 anos como intérprete, Ana Rodrigues lança, com o single “Muda”, sua carreira autoral, pelo selo Música aos Montes. Aos 42 anos de idade, mãe e na maturidade pessoal e profissional, a cantora lança seu single de estreia que abre caminhos para o lançamento de um álbum com previsão para novembro. O lançamento simboliza um processo de virada na vida da cantora.

A música foi gravada em parceria com o bandolinista, violonista e compositor Marcos Frederico, que produziu e gravou os instrumentos de harmonia. A parceria com o artista foi extremamente importante para essa nova fase. Segundo Ana Rodrigues, foi essa colaboração que a motivou a gravar suas músicas autorais.

Ao contrário de um dos possíveis sentidos do título da canção (calada, silenciada), o lançamento da cantora belo-horizontina é um grito de transformação, após uma separação dolorida. Alguns bichos, quando crescem, abandonam a carcaça, e é esse sentido de troca de pele que perpassa “Muda”. Em síntese, a composição retrata a força dessa mulher que pela música se expressa e se liberta do que limita sua existência.

Na biologia, o termo se refere ao momento em que alguns animais, como artrópodes e répteis, desprendem-se do seu exoesqueleto (estrutura quitinosa e rígida que protege o seu corpo). O uso do termo não foi por acaso, Ana Rodrigues também concilia a música com a profissão de bióloga. “Assim que eu me sinto: em expansão. Deixando a couraça pesada para trás e me abrindo para um novo tempo, o tempo da música, da poesia e do amor pela minha trajetória e a mulher que sou hoje.” diz a cantora.

Na arte, a cantora encontra essa capacidade de se transformar sempre que preciso, abanando couraças para trás. Na fase da separação, escreveu diversos poemas. Segundo ela, aos poucos, o processo de canalizar a dor em arte a salvou. “Nos destroços do naufrágio de mim, foi na música que me agarrei para não afundar”, escreve em um dos poemas, que inspiraram as composições do disco.

Mistura de referências e vivências

  O single, assim como o álbum, traz como bagagem as vivências, os contatos e as referências que acumulou ao longo da vida. “Muda” ressalta, assim, uma identidade híbrida. Em uma sonoridade dançante, a música mistura bandolim e guitarra baiana com elementos eletrônicos. Além disso, traz influências dos diversos artistas com quem trabalhou durante todo esse tempo, como os irmãos Beto e Wilson Lopes e participações especiais como a de Juarez Moreira, na gravação da segunda faixa do disco.

Carol Figueiredo, diretora executiva do selo Música aos Montes, define a longa experiência de Ana no meio musical como um grande diferencial. “Ela tem uma personalidade fortíssima, é uma mulher que faz e acontece, é super bem relacionada, o álbum vem estrelado, com composições em parceria com todos os contatos incríveis que coleciona da estrada”, comenta.

 

Em 2013, Ana criou o bloco de carnaval “Bem te Viu, Bem te Vê”, que no ano seguinte constituiu o grupo musical “Orquestra Bem te Viu”, com direção musical de Wilson Lopes, que dirigiu musicalmente Milton Nascimento por mais de 30 anos. Desde 2016, realiza com os irmãos apresentações interpretando clássicos do jazz. Em 2022, criou a banda Coisas da Rita, um trabalho em homenagem à cantora Rita Lee.

 

Filha de tecladista, sobrinha de baterista e produtor fonográfico, cresceu em meio à produção artística. É neta dos dois artistas que inauguraram a rádio novela em Minas Gerais, donos de um dos estúdios mais antigos de BH: o Estúdio Gênesis. Foi professora de forró, quando o gênero dominava Belo Horizonte, tirando desse período muitas referências que seguem até hoje atravessando seu trabalho.

 

Lançamento na maturidade

 

Em uma sociedade etarista, lançar uma carreira autoral na maturidade é um desafio. Hoje, progressivamente, é discutido como o envelhecer, principalmente da mulher, é encarado de forma negativa nos discursos, imagens e espaços sociais. O single vem, então, como um símbolo de resistência a essa estrutura e ao pensamento estagnante de que há momentos em que já é “tarde demais” fazer certas coisas.

 

Segundo a compositora, lançar um trabalho nessa fase da vida, ao contrário, tem uma potência, que advém principalmente do autoconhecimento. “Essa troca de pele está acontecendo, exatamente, porque estou sendo capaz de deixar para trás personagens que eu fui vestindo, ao longo da minha vida, para poder caber em espaços que eu acreditava que eram meus. E isso, eu acho que eu só estou conseguindo fazer agora, pela música, por ser a mulher que sou hoje” relata.

 

Sobre o Música aos Montes

 

Responsável pelo lançamento do single, o Música aos Montes é um selo musical localizado entre os mares de morros da cidade de Belo Horizonte-MG. Fundado por Carol Figueiredo em parceria com Dan Oliveira, o MaM participa ativamente na formação de artistas em que enxerga alto potencial. Segundo Ana, o MaM é mais que um selo, é “uma incubadora potente, porque está antenado nas tendências, na renovação da música e tem um trabalho de gestão de carreira e gestão das plataformas que é fundamental hoje para que um artista se consolide”.

 

O foco estilístico do MaM gira em torno dos gêneros Nova MPB, Jazz, Pop Rock e Pop Leve. De início como produtora musical, o projeto se destacou pela expertise da dupla de músicos mineiros que o lideram. A iniciativa hoje oferece um ecossistema fechado, oferecendo assistência da composição à divulgação, em parceria com a Sony e com a Symphonic Distribution.

 

Além da masterização e distribuição, o Música aos Montes também cria palcos itinerantes espalhados pela cidade para apresentações periódicas de seus artistas – divulgando novidades e disseminando cultura. Já foram realizadas apresentações no Santerê, no Bar do Museu Clube da Esquina e, ultimamente, no Vento Leste. Todo o trabalho do selo visa aquecer ainda mais o cenário musical de Belo Horizonte, impulsionando talentos mineiros a crescerem como profissionais

 

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Crédito Foto: JP Sofranz

Mário Penna realiza segunda edição da sua corrida em outubro

A 2a Corrida Mário Penna vem aí e já tem data marcada: dia 29 de outubro, às 8h, no Circuito Pampulha. Depois do sucesso do evento do ano passado, essa é uma oportunidade de se engajar em uma grande causa solidária, alertando a população sobre a prevenção do câncer e a importância da prática de exercícios físicos para a manutenção da saúde.

Além disso, os participantes inscritos contribuem diretamente para o tratamento dos pacientes da instituição. Toda a renda arrecadada no evento será 100% destinada para manter o Mário Penna como o maior atendimento oncológico da saúde pública.

Com percursos de 2 km para caminhada, 5 km e 10 km para corrida, a 2a edição da Corrida Mário Penna chega com o propósito de unir toda a família nessa causa do bem. A edição deste ano contará com uma novidade: a corrida Kids, que terá 100 metros, para diversão e participação de crianças com idades entre 4 e 12 anos.

Todos os atletas (incluindo as crianças) receberão, ao final do evento, uma medalha de
participação, e os três primeiros colocados no geral masculino e feminino nas corridas de 10 km e 5 km, receberão troféu e medalha especial.

As inscrições e o regulamento podem ser acessados através do site “2a CORRIDA MÁRIO
PENNA” (ticketsports.com.br), a partir do dia 28 de julho.

Programação:
07h – Abertura da Arena
7h50 – Alongamento
8h – Largada Corrida 10km, 5km, caminhada 2km e corrida kids 2km
9h30 – Início da premiação e sorteios

1o Lote – R$ 75,00 (28/07 até 07/09)
2o Lote – R$ 85,00 (08/09 até 28/09)
3o Lote – R$ 95,00 (29/09 até 28/10)
*Crianças pagam os mesmos valores
Corra e garanta já a sua inscrição, pois as vagas são limitadas!

Sobre o Instituto Mário Penna

O Instituto Mário Penna é referência em atendimento oncológico em Minas Gerais. Cerca de mil pacientes passam diariamente pela instituição, provenientes de mais de 500 municípios. Mensalmente, são realizados em torno de 25 mil procedimentos. Classificado pelo Ministério da Saúde como Centro de Assistência de Alta Complexidade Oncológica (CACON), no último ano, o Instituto Mário Penna realizou também 40.528 sessões de radioterapia, 37.224 mil sessões de quimioterapia, 32 transplantes de medula óssea e quase 13 mil cirurgias. Mais de 139 mil pacientes passam anualmente nas instalações da instituição, que sobrevive de doações e apoio de parceiros.

O Instituto Mário Penna tem uma história de 52 anos com uma trajetória impecável na busca incessante em salvar vidas e curar pacientes com câncer. Sua estrutura é composta pelo Hospital Luxemburgo, Casa de Apoio Beatriz Ferraz, Núcleo de Especialidades Oncológicas (NEO) e o Instituto de Ensino, Pesquisa e Inovação, além da nova unidade inaugurada no bairro Santa Efigênia, o Núcleo de Excelência em Saúde (NEXS).
Vale ressaltar que o Instituto Mário Penna se mantém graças às doações recebidas e ao apoio de seus parceiros, o que permite que a instituição continue cumprindo sua nobre missão de cuidar da saúde e bem-estar dos pacientes que precisam de tratamento do câncer.

O que vem por aí no Minas Fashion Week

O Minas Fashion Week vai acontecer em Outubro e  tem como objetivo  “influenciar pessoas”.

A campanha é para informar sobre  a importância da prevenção do  câncer de mama e de colo uterino, pensando nisso e incentivando a conscientização, o evento contará com a participação especial de algumas mulheres que já fizeram tratamento contra a doença.  O desfile é dirigido pela Stylist de Moda Aline Medlley e Leonardo Fonseca.

O evento conta com a produção de diversas marcas de roupas do Estado, bem como com o apoio de empresas do ramo da beleza (cabelo e maquiagem), além de outras marcas que também abraçaram a causa. Na ocasião, o MINAS FASHION WEEK também lançará a campanha “Doe um Lenço”  e arrecadação   Leite  que  será destinada ao Hospital da Baleia e a ONG AMIGOS DE MINAS, a moda em prol da saúde.

Informações:

Telefones: (31) 3586-7165 – (31) 3586-7164

E-mail:      [email protected]

Website: www.azuremodelsmg.com.br

Músico e compositor Silão lança o EP “Ramos Longos da Vida”

O cantor, compositor e instrumentista Silão retoma suas atividades musicais com o lançamento do EP “Ramos Longos da Vida”. O trabalho, como frisa o artista, é em homenagem à sua falecida esposa Morena (1954-2018) e aos filhos Amana e Pedro. O músico reflete sobre esse convívio ao comentar “De mãos dadas”, a primeira faixa do EP, dedicada à amada: “Embora ainda dolorido com sua perda, imprimi alento à canção. Nossa vida a dois, mesmo havendo algumas turbulências, sempre foi amorosa, profunda e bem-humorada”. Por isso, Silão explica, a levada de samba e soul numa mistura pop, honrando a dádiva da vida pra seguir adiante.

“Pomar”, uma bossa-pop, retrata o grande e generoso quintal da casa de fundos alugada onde a filha Amana nasceu há 40 anos. “Bananeiras, amoreira, pés de café, flores e até uma pequena horta naturaram seu percurso inicial”, comenta Silão. Para ele, Amana, Pedro e suas respectivas famílias são os ramos que se alongam vida adentro.

O blues-jazz “Noites e dias”, por sua vez, relembra as histórias malucas contadas ao filho Pedro, situações em que às vezes Morena precisava intervir, “quando gargalhávamos e o menino não pegava no sono”, conta. “A música narra também nossas conversas bacanas de hoje”, diz Silão.

Nas gravações de “Ramos Longos da Vida”, Silão cantou e fez todos os vocais, tocou violão e guitarra e cuidou dos arranjos, em parceria com o multi-instrumentista, produtor e arranjador Celson Ramos (1966-2022), amigo e colaborador a quem agradece e presta homenagem. Celson Ramos cuidou ainda da produção e executou diversos instrumentos, juntamente com os convidados especiais Breno Mendonça (sax em “Pomar”) e Osmar Souza (gaita em “Noites e dias”).

Cantar com os filhos e a esposa sempre foi um ato de prazer e também de criação para Silão, o que está refletido plenamente nas canções de “Ramos Longos da Vida”. Seu último lançamento fonográfico foi “Silão & Tribo Amorosa” (2022), que resgata e rearranja canções compostas basicamente por seus filhos quando crianças.

Em sua trajetória como compositor e cantor, além do álbum citado, Silão lançou o álbum “Olhos Acesos” (2018) e o EP “Te ver agora” (2020), todos disponíveis nas plataformas digitais.

Silão também escreve, usando o nome Silas Velozo. Possui três livros publicados de forma independente e escritos esparsos no Facebook. O último livro, “A Duração das Avelãs”, tecido em parceria com a irmã Vanessa V. Gomes, reúne memórias poéticas e bem-humoradas de sua família, parentes e amigos.

 “Ramos Longos da Vida” – EP de Silão, com as faixas “De mãos dadas”, “Pomar” e “Noites e dias”. Participações de Celson Ramos (vários instrumentos e produção em estúdio), Breno Mendonça (sax) e Osmar Souza (gaita). Produção executiva de Silão. Masterização de Chistiano Caldas. Disponível em todas as plataformas de música.