Dia da Imigração Japonesa é celebrado pelo Nuu Nikkei

No dia 18 de junho, o Brasil celebra o Dia da Imigração Japonesa , marcando os 116 anos da chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos, em 1908. Desde então, a cultura japonesa se entrelaçou profundamente com a identidade brasileira, se reafirmando principalmente na gastronomia. Em Curitiba, o restaurante Nuu Nikkei convida o público a mergulhar nessa herança por meio da fusão entre sabores do Japão e do Peru, tradição conhecida como culinária Nikkei.

A memória da mesa

A história da imigração japonesa é também uma história de resiliência, trabalho e adaptação cultural. Estima-se que mais de 2 milhões de descendentes de japoneses vivam hoje no Brasil, tornando o nosso país como a maior população japonesa fora do Japão. A gastronomia Nikkei nasce justamente desse encontro, fundindo técnicas orientais milenares com ingredientes latino-americanos.

“Comemorar esses dados é confiar nas contribuições da cultura japonesa para o Brasil e, ao mesmo tempo, celebrar a inovação que nasce do encontro entre povos. A culinária Nikkei é um reflexo disso, ela homenageia as raízes e abre espaço para a experimentação”, afirma o chef Carlos Alata, responsável pela cozinha do Nuu Nikkei.

Um cardápio que traduz encontros

No Nuu Nikkei, essa fusão ganha forma em pratos como o Unagui Kabayaki, com Enguia de água doce laqueada com teriyaki artesanal e finalizado com sal maldon; e o Niguiri Trufado que é selado e acompanha massagô e cebolinha; e os sashimis clássicos, com cortes deliciosos que variam de salmão, atum, polvo e peixe branco. O cardápio é uma verdadeira jornada sensorial, pensada para homenagear as tradições sem perder o olhar contemporâneo. “A cada prato, buscamos traduzir memórias e trajetórias. A cozinha Nikkei é afetiva, cheia de histórias. E isso é o que procuramos entregar: uma experiência que alimenta o corpo e a alma”, destaca Alata.

Sabores que contam histórias

Mais do que uma homenagem pontual, o Nuu Nikkei carrega, em sua essência, uma ancestralidade japonesa entrelaçada à e criatividade aos sabores latino-americanos. A casa celebra todos os dias o legado de quem cruzou o oceano e ajudou a transformar a gastronomia brasileira — mostrando que tradição e inovação podem, sim, dividir o mesmo prato. “Não é só sobre comida — é sobre pertencimento, trocas e reconhecimento. O Nikkei é mais do que uma culinária: é uma ponte entre o Brasil, o Japão e o Peru”, completa o chef.

Grupo Aruanda celebra folclore no Teatro Raul Machado

O Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado recebe nesta sexta-feira, dia 20, às 20h, o Grupo Folclórico Aruanda com o espetáculo “ Grupo Aruanda Dança o Brasil ”. A apresentação promove uma viagem pelas danças tradicionais de todas as regiões brasileiras. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados pelo Sympla ou na bilheteria do teatro, a partir de duas horas antes da apresentação. A programação completa dos Teatros Municipais está disponível no Portal Belo Horizonte .

O espetáculo “Grupo Aruanda Dança o Brasil” combina música, dança e figuras típicas para representar as diversas manifestações culturais do Brasil, explorando suas origens, influências e características regionais. Cada performance é marcada por uma narrativa envolvente e pela riqueza visual fornecida pelas figuras cuidadosamente elaboradas, o que resulta em um show vibrante e sonoro.

No campo da missão de manter as manifestações culturais pesquisadas, cada dança é acompanhada por trajes e adereços específicos, em uma constante troca de figurinos pelos dançarinos. A música ao vivo e as coreografias encantam o público, revelando toda a exuberância das tradições populares brasileiras. A apresentação é realizada com recursos do Edital da Lei Paulo Gustavo 2023.

SOBRE O GRUPO ARUANDA

Com mais de 60 anos dedicados à preservação e divulgação do folclore brasileiro, o Grupo Folclórico Aruanda se firmou como uma das mais importantes instituições culturais do país. Reconhecido internacionalmente, o grupo encanta plateias com apresentações que celebram a riqueza e a diversidade das manifestações populares brasileiras.

Ao longo de sua trajetória, o Aruanda reuniu um acervo expressivo, com cerca de 100 danças pesquisadas em todas as regiões do Brasil, mais de cinco toneladas de estatuetas e adereços, e mais de cinco mil espetáculos realizados no Brasil e no exterior. Seu trabalho, marcado pelo rigor artístico e pela valorização das tradições, já foi premiado nacional e internacionalmente e aclamado tanto pelo público quanto pela crítica. Esses números reforçam a importância do grupo como um verdadeiro embaixador da cultura mineira e brasileira, frequentemente convidado para representar o país em festivais de folclore ao redor do mundo.

SERVIÇO

Espetáculo “Grupo Aruanda Dança o Brasil” | Grupo Folclórico Aruanda

Duração : 60 minutos | Classificação : livre

Data : dia 20 de junho, sexta-feira, às 20h

INGRESSOS GRATUITOS : retirada pelo Sympla ou na bilheteria do teatro, a partir de duas horas antes da apresentação

Local : Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado (Rua Leonil Prata, s/n – Alípio de Melo)

Feriado de Corpus Christi impulsiona turismo em Minas

Minas Gerais segue se consolidando como um dos principais destinos nacionais para o turismo de lazer, e o feriado prolongado de Corpus Christi, nesta semana, reforçando essa tendência. A vocação mineira para o turismo religioso, aliada ao calendário favorável e à diversidade de opções de descanso e entretenimento, projeta uma alta na taxa de ocupação dos hotéis específicos ao turismo de lazer em várias regiões do estado. Prova disso, a AMIHLA (Associação Mineira de Hotéis de Lazer), anuncia que a ocupação média dos hotéis associados já está entre 82% e 84%, com a possibilidade de atingir até 91% nos próximos dias, à medida que se aproxima o feriado. Alguns empreendimentos já ultrapassaram os 90% de reservas confirmadas.

“A expectativa é positiva, principalmente para hotéis com foco em lazer familiar e experiências personalizadas. O feriado prolongado tem estimulado a procura de última hora e reforçou o apelo dos destinos mineiros, especialmente aqueles com programação temática e boa infraestrutura de descanso”, avalia Alexandre Santos, presidente da AMIHLA.

Ocupação em alta no feriado impulsionando turismo de lazer em Minas

A combinação entre a tradição religiosa e a oferta crescente de lazer qualificado tem consolidado Minas Gerais como uma opção estratégica para quem busca viagens curtas com estrutura de qualidade e atrativos culturais. Com o feriado de Corpus Christi, os destinos mineiros vêm registrando aumento na ocupação hoteleira, especialmente em cidades com forte apelo histórico e religioso, como Ouro Preto, São João del Rei e Congonhas, além de empreendimentos animados ao turismo de descanso e experiência. “Nosso estado reúne diversos atrativos religiosos e culturais, e ao mesmo tempo amplia a oferta de hospedagem com temáticas diferenciadas, infraestrutura de lazer e programação voltada para o público familiar”, afirma o presidente da Amihla.

Entre os hotéis destaques do período está o Parque do Avestruz Eco Resort, em Esmeraldas. “Acreditamos no turismo de experiência e investimos em programas criativos para as famílias. Para o Corpus Christi, nossa agenda temática e nossa estrutura de lazer têm sido determinantes na escolha do destino. A procura é forte e o ritmo de reservas segue constante”, explica Fabiana Silveira, CEO e sócia-proprietária do Parque do Avestruz.

Outro empreendimento com desempenho expressivo para o feriado é o Hotel Vale do Amanhecer, que já opera com ocupação próxima ao limite. “Restam apenas quatro apartamentos disponíveis. A demanda superou nossas expectativas”, afirma Flávia Alvarenga, diretora e sociedade do hotel. Ela ressalta ainda que a estrutura externa ao descanso, o contato com a natureza e o ambiente acolhedor têm sido diferenciais na escolha dos hóspedes.

Tendência de alta se mantém para as férias de julho

Com a proximidade do recesso escolar, o bom desempenho no feriado é visto pelo setor como um indicativo positivo para as férias de julho. A expectativa da AMIHLA é de que uma taxa de ocupação siga em alta, impulsionada por programas voltados ao lazer em família. No caso do Parque do Avestruz, a aposta é na experiência lúdica e temática. O resort preparou uma programação especial chamada “Férias Neon”, que inclui brincadeiras com tintas fluorescentes, balada kids com bebidas de frutas sem álcool, festa das cores e atividades que integram pais e filhos em momentos de descontração. “As famílias estão em busca de experiências memoráveis e divertidas. Nossa proposta é oferecer um ambiente vibrante, criativo e seguro, onde todos possam brincar juntos e criar boas lembranças”, destaca Fabiana.

Alexandre celebra o aquecimento do setor, pois com uma oferta cada vez mais diversificada, Minas reforça sua presença no turismo interno como um destino versátil, capaz de unir descanso, cultura e lazer para diferentes perfis de viajantes.

Reality “Sachê Chef” estreia dia 18/06 no Cine Belas Artes

A foodtech Sachê , que nasceu em Minas Gerais e vem conquistando o Brasil com sua proposta prática e saudável para o dia a dia, lança na próxima terça-feira, 18 de junho , seu mais novo projeto: o reality show culinário “Sachê Chef” , com exibição às 20h30 no YouTube .

Antes do episódio ir ao ar, o público poderá acompanhar, das 20h às 20h30 , a transmissão ao vivo do evento de lançamento , diretamente do Cine Belas Artes , em Belo Horizonte. A celebração será aberta ao público , mas os ingressos são gratuitos e extremamente limitados , sendo necessário retirá-los com antecedência por meio dos canais oficiais da marca.

Com um formato descontraído e inspirador, o “Sachê Chef” convida pessoas comuns a se tornarem chefs por uma noite. Cada participante prepara receitas criativas utilizando os famosos sachês numerados da marca (1 – básico, 2 – defumado, 3 – picante), e o vencedor de cada episódio recebe o cobiçado Broche Sachê Chef e um certificado oficial da foodtech.

BH como palco da comemoração

A escolha de Belo Horizonte como sede da estreia reforça as raízes da marca. O evento de lançamento reunirá familiares, amigos e parceiros do fundador , além de entusiastas e consumidores que apoiaram a trajetória do Sachê desde o início.

O reality marca uma virada na comunicação da empresa e comemora um feito notável: com apenas 6 meses de operação , a Sachê já se faz presente em frentes estratégicas do mercado:

  • Integra o catálogo doRappi Turbo, serviço de entregas rápidas;

  • Está no cardápio do Poke Sim, delivery de Poke do grupoRokkon, tradicional restaurante de comida japonesa da cidade;

  • Já distribuiu mais de8 mil amostrasgratuitas do produto, ajudando o público a conhecer essa nova forma de se alimentar sem ingredientes ultraprocessados;

  • Foi destaque comobrinde do mêsemdois dos maiores clubes de assinatura do Brasil.

Violência contra idoso: BH com 10 mil casos no semestre

Dados são do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e implicam em maus-tratos, exploração sexual e até tráfico de pessoas

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o final de 2026, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta. O último Censo, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em doze anos no Brasil. Já a população idosa com 60 anos ou mais chegou a 32,1 milhões de pessoas, 15,8% da população do país. O aumento é de 56% em relação a 2010, quando era de 20,5 milhões (10,8%).

Diante disso, surge um tema preocupante: a violência contra a terceira idade. Para o coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, Jorge Marcio de Souza Júnior, é essencial abordar essas questões no aspecto social, a fim de gerar conscientização e promover ações que inibam esses casos. “Essa é a proposta da campanha Junho Violeta, promover ações de prevenção e combate à violência contra os idosos”, avalia.

Segundo o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, a capital Belo Horizonte, nos cinco primeiros meses e início de junho de 2025, já registrou um total de 9.972 casos de violência (ou seja, qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima, como maus-tratos ou exploração sexual) contra pessoas idosas. Desses, apenas 1.127 resultaram em denúncias efetivadas — ou seja, registros realizados por usuários que procuraram a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos para formalizar uma denúncia. Já no estado de Minas Gerais, os números são ainda mais alarmantes: ao todo, foram registrados 54.246 casos de violência contra a terceira idade.

“Promover essa discussão e divulgar esses dados à população contribui para a redução desses casos de violência, pois gera um incômodo social e, consequentemente, potencializa a criação de políticas públicas mais eficazes no combate ao problema. Vale ressaltar, ainda, a importância de reforçar a ideia de que o cuidado com a pessoa idosa não é responsabilidade apenas dos órgãos competentes, mas de toda a sociedade, incluindo familiares e não familiares”, comenta Jorge.

O especialista aponta que as violências mais frequentes são: violência física, abuso psicológico, negligência, abandono, violência institucional (qualquer tipo de violação exercida dentro do ambiente institucional, público ou privado, inclusive por meio de ações omissas ou desatenciosas de funcionários), abuso financeiro, violência patrimonial, violência sexual e discriminação.

“Esse público é mais vulnerável, pois os idosos, em geral, não têm força ou meios para se defender sozinhos. Portanto, é essencial redobrar os cuidados e a atenção com esse grupo”, destaca.

Por fim, Jorge destaca que a ação de denunciar leva a intervenção imediata das autoridades para proteger a vítima e garantir a sua segurança, pois contribui na responsabilização dos agressores, promove justiça para as vítimas e ajuda a prevenir futuras ocorrências.

Existe uma legislação específica voltada à proteção dos direitos do idoso, e qualquer pessoa pode fazer denúncias. Os canais disponíveis são: Polícia Militar (190), Polícia Civil (197), Disque 100 (funciona todos os dias, 24 horas) e canais eletrônicos. Ademais, órgãos como o Ministério Público — em especial a Promotoria de Justiça com atribuição na área do Idoso — podem ser acionados para a defesa de direitos difusos e coletivos dessa população, quando violados.

Para saber mais, acesse: População idosa MDHC.

 

 

Araújo: Exames de gripe sobem 260% em maio; 40% positivos

Boletim InfoGripe da Fiocruz destaca Belo Horizonte em 2º lugar entre as capitais com risco de aumento de casos de SRA

A Drogaria Araujo observou crescimento de 260% na realização de exames  para Influenza A e COVID em maio. Nos 15 primeiros dias de junho, foi realizado a média total de exames esperados para o mês e a situação permanece crítica, com quase 40% dos exames positivos para Influenza A – vírus sazonal causador da gripe. Além do teste para Influenza A/B e COVID, a rede oferece exames para VSR (vírus sincicial respiratório) nas 350 lojas, distribuídas em 65 cidades mineiras.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou no mais recente Boletim InfoGripe, em 5 de junho, dados atualizados que reforçam que os casos de Influenza A e VSR seguem em crescimento no país. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até quatro anos têm sido impulsionados principalmente pelo VSR. Ao todo, 15 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Belo Horizonte está em 2º lugar, atrás apenas de Aracaju (Sergipe). Ainda segundo o boletim, nas quatro últimas semanas epidemiológicas a prevalência entre os casos positivos foi de 38,9% de Influenza A, 0,9% de Influenza B, 47,3% de VSR, 15,9% de rinovírus e 1,7% de COVID.

Exame rápido: a melhor escolha no início dos sintomas respiratórios

Com a chegada do inverno, os casos de doenças respiratórias aumentam e o diagnóstico precoce se torna fundamental para evitar complicações e sobrecarga nos serviços de saúde. Nesses casos, o exame rápido disponível em farmácias é a melhor opção logo nos primeiros dias de sintomas. Rápidos, acessíveis e confiáveis, esses exames identificam infecções em poucos minutos, a partir de amostras de secreção nasal ou saliva. Além de contribuírem para o início precoce do tratamento, evita idas desnecessárias aos prontos-socorros, que devem ser reservados para quadros mais graves.

De acordo com Gerente Técnica da Drogaria Araujo, Isabel Dias, o recomendado é realizar o exame a partir do segundo dia do surgimento dos sintomas gripais: “as manifestações iniciais das principais infecções respiratórias são muito parecidas – febre, cansaço, tosse, coriza, dor de cabeça, espirros e mal-estar. A Influenza, por exemplo, pode ser tratada com medicação e quanto antes iniciar o tratamento, menores os riscos de agravamento para pneumonia e de transmissão para grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.”

Farmácias como aliadas na saúde preventiva

Além da agilidade no diagnóstico, as farmácias oferecem um ambiente mais controlado e com menor exposição a outras doenças, diferentemente dos pronto-atendimentos hospitalares. Descobrir uma infecção respiratória no início aumenta as chances de um tratamento eficaz, reduz o tempo de recuperação e evita complicações. “Para se ter uma ideia, estudos mostram que o diagnóstico precoce da pneumonia pode reduzir em até 50% o risco de agravamentos. Por isso, além dos testes rápidos, também oferecemos vacinas para todas as idades como forma de prevenção”, destaca Isabel.

 

 

Zezé Motta comemora aniversário com show no CCBB BH

Zezé Motta percorreu uma trajetória inspiradora em suas quase seis décadas de carreira. Gravou discos, fez mais de 100 personagens na TV e no cinema. Já esteve nos mais importantes palcos do mundo, apresentou-se no Carnegie Hall de Nova York, no Olympia de Paris e na Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal. É uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), denunciando corajosamente casos de racismo.

Em comemoração à trajetória de uma das artistas mais aclamadas do país e que inspira gerações de mulheres negras na luta por espaço, expressão e oportunidades, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) traz para seu palco de Belo Horizonte, depois de uma temporada com lotação esgotada em todas as apresentações do CCBB Brasília, o primeiro monólogo da carreira de Zezé Motta: “Vou Fazer de Mim um Mundo”. A montagem estreia no dia 21 de junho e fica em cartaz até 14 de julho, no Teatro I do CCBB BH, de sábado a segunda, sempre às 20h. Os ingressos serão vendidos a R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada), a partir de 11/06 (quarta), no site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH. Todas as sessões contarão com acessibilidade em Libras e  no dia 5 de julho haverá bate-papo após o espetáculo.

O espetáculo é uma adaptação para teatro do livro da Dra. Maya Angelou, o best-seller “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola”, lançado em 1969 e que agora chega ao Brasil com dramaturgia e direção de Elissandro de Aquino.

A história, que se tornou um clássico, é a primeira das sete autobiografias que a autora publicou. Em ‘Pássaro’, Maya apresenta um tocante retrato da comunidade negra dos Estados Unidos durante a segregação dos anos 1930-1940. Nele, parece haver um grito silencioso desse pássaro aprisionado que a Dra. Maya Angelou vivenciou e que a tornou ainda mais forte. Como ela mesma cita: “O pássaro engaiolado canta com um trinado amedrontado sobre coisas desconhecidas, mas ainda desejadas…”. Angelou foi múltipla: poetisa, escritora, professora, roteirista, cantora, tradutora, atriz, militante, conviveu com Malcolm X, com James Baldwin, com o pastor Martin Luther King Jr. e se tornou um dos nomes mais reverenciados do século 20.

A peça valoriza a palavra oral, a palavra bem pronunciada a nos salvar de toda a loucura, tensão e extremismo da contemporaneidade. O cenário intimista, criado pelo artista plástico Claudio Partes, traz uma plantação de algodão, nuvens e um livro, de onde brotam as palavras poeticamente e impetuosamente recitadas por Zezé. A iluminação de Aurélio de Simoni, profissional que dispensa apresentações, cria uma atmosfera, pinçando memórias e afetos antigos. O figurino é de Margo Margot e apresenta Zezé com uma paleta amarela, contextualizada ao fim da peça, mas, também, alusão direta a Oxum, seu orixá.

A adaptação e a direção de Aquino abrem possibilidades para evocar a palavra, por vezes cadenciada como uma coreografia, por vezes como uma música, com notas espontâneas e improvisadas. Sempre, contudo, bendita. “Partimos para um projeto bastante intimista, corajoso e potente. A ideia é cruzar duas realidades – a princípio tão distantes – e encontrar um elo entre as experiências humanas que nos atravessam como se não houvesse fronteiras. O projeto se abre em camadas, alternando micro e macro, o que o torna interessante e, ao mesmo tempo, desafiador. Sabemos que ele toca feridas diferentes, pois ora apresenta congruências coletivas, ora invade a nossa casa e expõe as dores mais veladas”, alerta o diretor artístico.

Em cena, dois músicos, Mila Moura e Pedro Leal David, multiplicarão o palco tocando arranjos exclusivos forjados no blues e suas variações. A trilha, porém, não se limita à atmosfera dos anos 30/40 do Sul dos Estados Unidos. Ao contrário, ela se mescla e abrange um campo nacional ao trazer nossos contemporâneos Dorival Caymmi, Luiz Melodia, Luiz Gonzaga, Milton Nascimento, Johnny Alf, Dona Clementina e Seu Jorge.

Segundo Pedro Leal David, que assina a direção musical, “é a confluência de dois rios: Maya Angelou e Zezé Motta. Com suas carreiras atravessadas pela música é natural que se buscasse, em antigas gravações, pistas para esse processo de criação. As musicalidades de Maya e Zezé nos dão notícias distintas sobre como os ritmos, sons, tons da diáspora africana foram abrindo caminho ao longo do século XX, tanto nos Estados Unidos, como no Brasil. Nossa proposta foi deixar esses rios se encontrarem, trazendo o blues pro violão de nylon, como quem levasse Baden Powell para um passeio nas margens do Mississipi, ou como quem imaginasse os Tincoãs, numa manhã de domingo, com suas vozes e atabaques, num culto em uma igreja da Louisiana. A Zezé tropicalista (ouça ‘Prazer Zezé’, de 1972!) e a Maya do ‘Calypso’ nos dão a ousadia para esse experimento.”

Zezé, em “Vou Fazer de Mim um Mundo”, se aventura corajosamente num universo pouco habitual dessa atriz-cantora solar. Nesse espetáculo mais lunar, veremos uma Zezé introspectiva, política, denunciadora das mazelas sofridas por nossos antepassados e, sim, dolorida. Zezé pertence àquela categoria de atrizes que sentem profundamente cada palavra, que, quando ditas, estranhamente vão abrindo chagas ou cicatrizando feridas. Sabiamente o texto finaliza com alegria. Não uma alegria exaltada, do riso, mas uma alegria por ter ao que agradecer, por honrar os ancestrais, uma alegria por aprender com as gerações que é preciso continuar a trajetória sendo a mudança.

Depois de dez anos, ter o retorno de Zezé Motta ao teatro estrelando “Vou Fazer de Mim um Mundo”, seu primeiro monólogo, é uma forma de celebrar seu octogésimo ano com um acontecimento único e histórico.

 Circuito Liberdade    

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Serviço

Vou Fazer de Mim um Mundo

Temporada: De 21 de junho até 14 de julho – Sábado, domingo e segunda, às 20h

Local: Teatro I do CCBB Belo Horizonte – Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte – MG

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 60 minutos

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada), disponíveis a partir de 11/06 (quarta), no site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH.

Acessibilidade em Libras em todas as sessões

Bate-papo após o espetáculo: Dia 05 de julho (Sábado)

Ansiedade e insônia: perigos do consumo de energético

Na correria do dia a dia, os energéticos viraram aliados de quem precisa de mais disposição. Mas o que parece inofensivo pode esconder riscos sérios à saúde. Segundo a médica clínica e nutróloga Fernanda Vasconcelos, do Instituto Qualitté, o consumo frequente dessas bebidas pode causar alterações no sono, acelerar o coração, aumentar a pressão e até desencadear crises de ansiedade. “Muita gente usa essas bebidas para driblar o cansaço e acaba sobrecarregando o corpo”, explica.

Um dos casos recentes mais conhecidos foi o do ator Rafael Zulu, que passou quatro dias internado após um episódio de fibrilação atrial, desencadeado pelo uso excessivo de energético. O quadro, segundo especialistas, pode evoluir para trombose ou AVC.

O que há por trás da latinha

Os energéticos combinam cafeína, taurina e outros estimulantes que aceleram o metabolismo e reduzem a fadiga. A curto prazo, aumentam o foco e a disposição. Mas, com o uso frequente, sobrecarregam o sistema nervoso e o coração.

“O problema não é apenas a quantidade de cafeína, mas o contexto: sono irregular, alimentação ruim e uso contínuo geram um efeito cumulativo no organismo”, diz a nutróloga. Além disso, misturar energético com álcool pode ser ainda pior. Segundo a especialista, a combinação mascara os efeitos da embriaguez e aumenta o risco de intoxicação.

Quem deve evitar o consumo

De acordo com Dra. Fernanda, o uso regular de energético não é recomendado para:

  • Pessoas com hipertensão ou arritmias
  • Quem tem histórico de problemas cardíacos
  • Indivíduos com insônia ou ansiedade
  • Gestantes, adolescentes e pessoas sensíveis à cafeína
  • Quando a dose passa do limite

A recomendação geral de segurança é de até 400 mg de cafeína por dia, mas isso não significa que o consumo é seguro para todos. “Mesmo dentro do limite, o uso contínuo pode gerar taquicardia, alterações de humor, insônia e nervosismo”, alerta a especialista.

Como manter a energia de forma saudável

Em vez de recorrer ao energético para compensar hábitos ruins, Dra. Fernanda recomenda:

  • Ter uma rotina de sono regular
  • Alimentar-se de forma equilibrada, com fibras e proteínas
  • Evitar longos períodos em jejum
  • Manter a hidratação ao longo do dia

Brasileiros têm medo de assalto parado no semáforo

Imagine a cena: o motorista para o carro diante de um semáforo amarelo piscando — sinal de atenção. Ele cumpre sua obrigação como cidadão, respeitando as leis de trânsito. Mas, naquele instante, não é a multa que o preocupa. É o medo. Cercado por dezenas de veículos, ele se sente vulnerável, tenso, imaginando o pior.

Os pensamentos se atropelam: “Se eu for assaltado, entrego o carro — minha vida vem primeiro”; “E depois? Vai ser uma dor de cabeça acionar o seguro, negociar um carro novo…”; “Será que o valor do seguro cobre mesmo um veículo zero?”; “Não tem nenhum policial por perto… quem poderia me ajudar agora, com esse medo tomando conta de mim aqui dentro sozinho?”

Essa é a realidade silenciosa de muitos motoristas nas grandes cidades brasileiras: o trânsito que deveria ser apenas um desafio de mobilidade se transforma, também, em um espaço de insegurança. Realidade refletida nos dados levantados pela pesquisa nacional do Instituto Datafolha 2025, realizada de 1º a 3 de abril de 2025, com 3.054 entrevistados em todo o Brasil, distribuídos em 172 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Atenção aos números
Quatro em cada dez (39%) brasileiros têm muito medo de serem assaltados quando param com o carro no semáforo, 30% declaram ter um pouco de medo, 28% não têm medo e, 4% não costumam estar nessa situação.

O índice de muito medo se destaca entre as mulheres (46%, ante 31% entre os homens), entre os que têm 60 anos ou mais (49%, ante 24% entre os que têm 16 a 24 anos), entre os que possuem menor escolaridade (48%), entre os que têm renda familiar de até 2 salários mínimos (45%, ante 29% entre os que têm renda familiar mensal de mais de 10 salários mínimos), entre os que residem em regiões metropolitanas (47%, ante 34% entre os moradores do interior), e entre os moradores da região Nordeste (46%, ante 24% entre os moradores da região Sul). Enfim, independentemente de recortes de categorias, o que fica evidente é o medo instalado dentro do carro.

Vítima de sequestro
O estudo também revela que ser vítima de sequestro é sempre um motivo de preocupação de 23% dos brasileiros, para 3%, é frequente, para 13%, às vezes, para 16%, raramente, 44% nunca têm essa preocupação, e 1% não quiseram opinar. Se destacam entre os que sempre possuem a preocupação de ser vítima de sequestro: as mulheres (29%, ante 16% entre os homens), os mais velhos (30%), os menos escolarizados (30%), e entre quem tem renda familiar de até 2 salários mínimos (28%, ante 13% entre os que têm renda familiar mensal de mais de 10 salários mínimos).

Criminalidade em alta
A pesquisa mostra que 58% dos brasileiros, com 16 anos ou mais, avaliam que a criminalidade em sua cidade aumentou nos últimos doze meses. Já, 25% consideram que a criminalidade não mudou, 15% que diminuiu, e 2% não opinaram. A percepção de que a criminalidade em sua cidade aumentou é maior entre as mulheres do que os homens (62%, ante 52%), entre os moradores da região Sudeste (64%), entre os que moram no Estado de São Paulo (64%), entre os que residem em regiões metropolitanas (66%, ante 51% entre os que moram em cidade do interior).

Questionados sobre a percepção da criminalidade em seu bairro, 41% avaliam que aumentou nos últimos doze meses, para 38%, não houve mudanças, para 19%, diminuiu e 2% não opinaram. A percepção do aumento da criminalidade no bairro de moradia é maior entre os moradores da região Sudeste (46%), entre os moradores do Estado de São Paulo (46%), entre os que residem nas regiões metropolitanas (52%).

Venda Nova recebe 1º Festival do Pastel neste fim de semana

Com entrada gratuita, público vai pode conferir mais de 30 opções de pastéis na Feira Nova

Em sua primeira edição na região de Venda Nova, na capital mineira, o Festival do Pastel celebra uma das comidas de rua mais amadas pelo brasileiros. Com funcionamento nesta sexta-feira (20/6) de 16h às 22h, sábado (21/6), de 12h às 22h e, no domingo (22/6), das 10h às 20h, dezenas de barracas vão tomar conta da Feira Nova, localizada no estacionamento superior do Shopping Norte (avenida Vilarinho, 1300 – Parque São Pedro).

Com a programação do evento é gratuita, a produtora do Festival do Pastel, Raquel Bicalho, explica que a feira não é somente para gerar oportunidades de negócios para feirantes e empreendedores, mas também para celebrar este alimento que faz parte da vida de muitas pessoas.

“Se a gente for observar, o pastel evoca memórias de infância e de momentos felizes passados em feiras e mercados. É um alimento da nossa cultura popular brasileira, representando uma comida simples, ao mesmo tempo saborosa, que é apreciada por pessoas de todas as idades, e que pode ser recheada com ingredientes de diferentes regionalidades do nosso Brasil”, pontua a gestora de eventos.

A preços populares, Raquel Bicalho adianta que serão preparados mais de 30 tipos de sabores de pastéis. “Vamos ter pastéis de costelinha, torresmo, linguiça com queijo canastra, jiló, acarajé, frango, carne moída e vários outros. Também vamos ter deliciosas receitas também de festas juninas com caldos, canjica, milho verde, quentão e um divertido espaço kids para a criançada”, conclui.

Serviço
Evento: 1º Festival de Pastel de Venda Nova
Local: Feira Nova no Estacionamento do Shopping Norte (avenida Vilarinho, 1300 – Parque São Pedro).
Datas e Horários: Sexta-feira (20/06): 16h às 22h / Sábado (21/06): 12h às 22h / Domingo (22/06): 10h às 20h
Entrada: Gratuita