Fórum Mineiro de Audiovisual discute futuro do setor em BH

Na última quinta-feira (13/11), Belo Horizonte sediou um evento de grande importância para o fortalecimento do setor audiovisual de Minas Gerais. O Fórum Mineiro de Audiovisual e Novas Mídias realizou sua etapa presencial no Mercado Audiovisual Mineiro, reunindo mais de 70 profissionais de diferentes regiões do estado, além de representantes do poder público, instituições parceiras e especialistas reconhecidos no segmento. O objetivo central foi a elaboração de um Documento Norteador do setor, que pretende orientar a construção de políticas públicas e estratégias de desenvolvimento sustentáveis e inclusivas.

Aryanne Ribeiro, coordenadora do Fórum e conselheira de políticas culturais, abriu o evento com uma fala que reforçou a importância do momento. Ela destacou que “impacto é quando a escuta vira política”, ressaltando que o encontro simboliza a continuidade de um processo de participação que vem se construindo há anos, a partir de diálogos com  o audiovisual mineiro. “Hoje, com profissionais de várias regiões de Minas, esta sala reafirma nossa decisão coletiva de fortalecer o setor audiovisual, que é uma verdadeira potência criativa e econômica para o estado”, afirmou Aryanne.

Na abertura oficial, a secretária de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, reforçou a relevância do ecossistema audiovisual no contexto de valorização da cultura local. “O audiovisual é um setor vivo, que movimenta a criatividade, gera renda e fortalece tanto as pequenas produções cotidianas quanto as grandes obras que levam a cultura mineira ao Brasil e ao mundo. Valorizamos cada elo dessa cadeia, e entender que o mundo hoje é digital e audiovisual nos coloca na linha de frente de uma economia criativa da qual Minas precisa estar presente de forma estratégica”.

Em sua fala, Gustavo Mendicino, presidente da Empresa Mineira de Comunicação, destacou a sintonia do estado com os municípios e a potencialidade de Minas como polo do audiovisual. “Estamos num momento em que Minas Gerais está em voga. O fortalecimento do setor é prioridade, e nossa meta é estruturar mais as ações, com mais recursos, para que o audiovisual do estado possa alcançar níveis ainda mais altos, inclusive no cenário internacional”, afirmou Mendicino. Ele reforçou que o próximo passo é ampliar a política pública de maneira robusta que envolva todos os entes federativos para consolidar Minas como um polo criativo e inovador.

De acordo com a coordenadora da MAX, Nayara Bernardes, a realização do fórum foi fundamental para promover uma discussão mais assertiva sobre a elaboração de políticas públicas para o setor audiovisual. “Ter o fórum dentro da MAX foi essencial para contribuirmos diretamente na formulação dessas políticas, especialmente neste momento em que Minas Gerais precisa consolidar um plano estadual de audiovisual que dialogue com o setor, gere oportunidades de trabalho e fortaleça a nossa identidade cultural”.

Uma reflexão que vale destacar é do especialista em políticas públicas do setor audiovisual, Gabriel Portela, que ressaltou a necessidade de uma estrutura de governança moderna e integrada. “Para falar em fomento, temos que ter clareza do que queremos e de que a estrutura é capaz de dar conta desse crescimento. Minas tem o potencial de se consolidar como o terceiro maior polo audiovisual do Brasil, mas isso passa por uma governança eficiente e pelo alinhamento de estratégias”, explicou.

O evento também promoveu debates aprofundados sobre os principais desafios do setor, envolvendo painéis temáticos conduzidos por nomes de destaque, como Daniela Fernandes, que reforçou o protagonismo de Minas na construção de políticas públicas federais.

Aryanne Ribeiro reforçou que o documento elaborado não será uma iniciativa pontual, mas um instrumento vivo de planejamento que irá orientar ações futuras até sua versão final, prevista para 11 de dezembro, no Conselho de Política Cultural. “Queremos que esse documento seja uma ferramenta de Estado, que promova a democratização, a inovação e a sustentabilidade do audiovisual mineiro”, afirmou.

A sessão contou ainda com momentos de perguntas e debates, estimulando a participação do público, que pôde aprofundar os temas e contribuir com sugestões. Logo após, foi realizado um café de integração promovendo networking entre os participantes, seguido da leitura da síntese final do Documento Norteador.

Para a secretária de Cultura de Belo Horizonte, Eliane Parreiras, o aspecto mais relevante neste momento é reforçar o compromisso de criar um ambiente propício à geração contínua de trabalho e ao fortalecimento econômico do setor audiovisual. Ela destaca que Belo Horizonte sempre esteve envolvida na construção deste setor, articulando todas as áreas da prefeitura, com resultados positivos e um crescimento extraordinário. “Nosso objetivo é reafirmar esse compromisso, manter um diálogo permanente com o setor e avançar com mais um plano conjunto que fortaleça e desenvolva o audiovisual no estado, reforçando a nossa centralidade e responsabilidade nesta cadeia.”

Este encontro representa um avanço significativo na trajetória de fortalecimento do setor audiovisual mineiro, ao consolidar uma pauta de ações estratégicas que priorizam a descentralização, a inclusão social e a inovação tecnológica. As lideranças presentes reforçaram o papel do audiovisual como vetor de cultura, desenvolvimento regional e economia criativa. Com a continuidade do trabalho e o engajamento de todos os segmentos envolvidos, Minas avança na construção de uma política pública de longo prazo, capaz de projetar o estado como um verdadeiro polo cultural e econômico no cenário nacional e internacional.

Projeto FÓRUM MINEIRO AUDIOVISUAL E NOVAS MÍDIAS CA: 2024.2405.0023 FEC 05/2024 – Cultura da Paz realizado por Maria Elisabete Teofilo.

“Era uma vez… Jazz Concert” música, em uma experiência

O grupo Casaleão apresenta o espetáculo “Era uma vez… Jazz Concert”, uma produção que traz música em uma performance cheia de ritmo, emoção e criatividade. A apresentação acontece nos dias 22 e 23 de novembro (sábado e domingo), às 19h, no Teatro Francisco Nunes. O show propõe uma experiência musical sofisticada, onde a magia de trilhas sonoras inesquecíveis encontra a elegância e a irreverência do jazz. Os ingressos podem ser adquiridos através do Sympla.

Sobem ao palco para realizar as releituras de grandes clássicos do cinema de animação o pianista Ighor Bastos, a violoncelista Bruna Guimarães, o baterista Pablo Campos, o arranjador e multi-instrumentista Leonardo Clementine com sua guitarra e vários sopros, além da cantora Carolina Claret.

O show, com arranjos exclusivos de Leonardo Clementine e concepção de Carolina Claret, convida o público a redescobrir canções que marcaram gerações, com temas que remetem às savanas africanas, ao fundo do mar e às noites da Arábia.A proposta do “Era uma vez… Jazz Concert é criar uma atmosfera de encantamento e nostalgia, transportando o público para um universo de memórias sonoras que remetem à infância. “Não é um show voltado para crianças, mas sim para a criança interior que vive em cada adulto, apesar de crianças serem muito bem-vindas”, explica a produção. O desejo é de que o público saia maravilhado, revivendo a magia que essas trilhas sonoras sempre proporcionaram, com um toque especial do jazz.

O espetáculo “Era uma vez… Jazz Concert combina qualidade musical e nostalgia, convidando o público a mergulhar em um universo onde o som do jazz se encontra com a fantasia das histórias que marcaram gerações.

Créditos: Manu Andrade

Serviço:

O Espetáculo “Era uma vez… Jazz Concert” une música e nostalgia em uma experiência de encantamento para todas as idades neste sábado

 Data 22 e 23 de novembro (sábado e domingo)

 Horário: 19h

 Local: Teatro Francisco Nunes – Av. Afonso Pena, 1321, Belo Horizonte – Minas Gerais

Ingressos:  R$60,00 (inteira)e R$30,00 (meia-entrada)

Vendas : Sympla

Tiocapone se apresenta nesta quarta, dia 19, lançando seu álbum

O cantor, compositor e ativista sociocultural Tiocapone sobe ao palco para apresentar “O Lado Negro das Coisas”, um espetáculo que marca o lançamento de seu novo álbum. O show acontece no dia 19 de novembro de 2025, véspera do Dia da Consciência Negra, no Teatro da Cidade, em Belo Horizonte, e promete uma noite de celebração, memória e força coletiva.

O show será uma celebração da cultura preta, da resistência e da memória coletiva. Durante a apresentação, o artista abrirá espaço para perguntas e compartilhará as histórias, motivos e influências por trás da criação de cada faixa. Além do show, o público receberá press kits e poderá participar de uma noite de autógrafos e vivenciar um momento de confraternização, onde ideias, histórias e celebrações serão trocadas em meio à música, bebidas e aperitivos.

No dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, Tiocapone lança o videoclipe da faixa “Nada Muda”. O clipe é um retrato sonoro e visual da violência que ainda atinge o povo preto, mesclando dor, revolta e resistência. Com a força simbólica do som do chicote, a obra ressignifica a memória da escravidão em protesto e afirmação da luta negra.

Tiocapone lançou em 07 de novembro o aguardado álbum O Lado Negro das Coisas, uma obra potente que une arte, verdade e vivência. Com 13 faixas, o disco mistura rock, rap, funk, reggae e outras referências da cultura afro-brasileira para narrar a história de um homem preto que transforma dor, exclusão e preconceito em arte, orgulho e luta, em um novo gênero musical chamado “Rock de Preto”. O álbum também resgata a memória histórica do rock, criado e desenvolvido por mulheres e homens negros, mas frequentemente embranquecido e apropriado ao longo do tempo. Assim, Tiocapone reafirma a origem preta desse gênero e o reconstrói em diálogo com sua própria trajetória.

Cada música é uma memória viva com efeitos sonoros como tiros, sirenes, fósforos acesos, máquina de costura, entre outros, uma experiência sensorial, política e espiritual. Tudo pulsa com sentido: as batidas, as palavras, os samples e as pausas. Outra coisa interessante, todas as faixas terminam com os instrumentos silenciados e a voz de Tiocapone em evidência, demonstrando que a voz preta nunca se calará.  O Lado Negro das Coisas é um manifesto que honra o passado, denuncia o presente e aponta caminhos para um futuro mais justo.

SERVIÇO

SHOW: Tiocapone “O Lado Negro das Coisas”

LOCAL: Teatro da Cidade — Rua da Bahia, Nº 1341, Centro — Belo Horizonte/MG

 DATA: 19 de novembro de 2025 (quarta-feira)
ABERTURA DOS PORTÕES: 19h
INÍCIO DO SHOW: 20h

 CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: LIVRE

INGRESSOS: a partir de R$ 35,00
Disponíveis no sympla.com.br

  • Ingresso Meia-Social: mediante doação de 1kg de alimento não perecível.
  • Meia-entrada: válida para estudantes, pessoas com deficiência, idosos e jovens de baixa renda, conforme legislação vigente.

Editora Javali lança coleção Brasis, com 20 dramaturgias

A Editora Javali realiza, no dia 2 de dezembro, o lançamento presencial da coleção Brasis, no Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, das 17h às 19h30, com acessibilidade em Libras e distribuição gratuita de exemplares. Antes disso, em 30 de novembro, às 17h, haverá uma live no Instagram da editora (@editorajavali), reunindo autores e curadores para o lançamento online.

A coleção Brasis reúne 20 dramaturgias inéditas selecionadas por meio da Convocatória Brasis – Seleção Nacional de Dramaturgias Inéditas, que recebeu mais de 250 inscrições de todo o país. O número de textos publicados supera em cinco o previsto inicialmente, ampliando o escopo da proposta curatorial. As obras, representativas das cinco macrorregiões brasileiras, compõem um panorama múltiplo da escrita teatral contemporânea. Os textos estão distribuídos em três volumes — Brasis Vol. 1, 2 e 3 —, cada um com 224 páginas, disponíveis para compra no site da Editora Javali (www.editorajavali.com), ao preço de R$ 35,00 por volume.

A curadoria foi realizada pelos artistas e pesquisadores Assis Benevenuto, Anderson Feliciano, Soraya Martins e Marcos Coletta, que buscaram refletir na seleção a multiplicidade de vozes, estéticas e experiências que compõem o teatro brasileiro hoje. O conjunto dos textos revela um retrato vibrante, poético e político da escrita teatral contemporânea, onde emergem diferentes modos de narrar e imaginar o país.

De acordo com o editor e curador Assis Benevenuto, “a Convocatória Brasis é projeto desafiador. Ao convocar dramaturgos e dramaturgas a apresentarem suas obras inéditas, recebemos diversos textos que abordam de maneira profunda e plural os múltiplos aspectos das histórias, pulsões, estéticas, territorialidades e fronteiras do Brasil, formado por tantos Brasis. A dramaturgia contemporânea brasileira se destaca pela capacidade de abordar temas urgentes e estéticas inovadoras, criando espaços de visibilidade a histórias (ficcionais e/ou reais) que refletem os desafios culturais, estéticos e políticos que o passado, o presente e o futuro desses Brasis nos apresentam. O resultado que tivemos desse processo curatorial se deu a partir de muito diálogo e de possibilidades de combinações entre muitos textos que estava aptos à seleção final. Desejamos que as dramaturgias publicadas nesses livros tenham uma longa vida e possam encontrar muitos leitores e palcos por aí.”

Autores e textos selecionados

  • Bárbara Esmenia (SP) – Ainda não são ruínas
  • Paloma Franca Amorim (PA) – José: peça-manifesto
  • Adriano Moura (RJ) – Pretos não esperam Godot
  • Candice Didonet (RS), Felipe Costa Espíndola (PE) e Mika Costa (PE) – Dramaturgia telúrica: para lembrar
  • Igor Rangel (MG) – Temos uma mesa
  • Francis Madson (RO) – Voz de Cauxi: ópera de uma só voz
  • Quiercles Santana (PE) – A liturgia profana de Airam
  • Telma Fernandes (MG) – Papel Passado
  • Allan Jacinto Santana (GO) – Aqui é um bom lugar pra ser cachorro
  • Monalisa Silva (SP) – Miséria
  • Djaelton Quirino (PE)– O homem que seguiu o sol
  • Franciele Garcia (RS) – Quase tudo sobre amor
  • Andrezza Rodrigues (SP) – A vista
  • Fernando de Carvalho (DF) – Liquidação
  • leonardo crusoé (BA) – Enterrar Francisco ou quenturas
  • Raquel Castro de Souza (MG) – La chica que matou Almodóvar
  • Felipe Moratori (MG) – Valsa para quem fica
  • Daniela Beny (AL) – O chão que afunda debaixo dos pés
  • Paulo Salvetti (SP) – Salvation
  • Giovana de Salles (PR) – Meriene no Jantar

Curadoria

Assis Benevenuto – Doutor e mestre em Estudos Literários pela UFMG, com especialização em Artes do Livro pela Universidad Nacional de las Artes, de Buenos Aires. Dramaturgo, ator, diretor, editor e pesquisador das artes da cena, é cofundador e coordenador geral da Editora Javali e integrante do grupo Quatroloscinco – Teatro do Comum.

Anderson Feliciano – Mestre em Artes Cênicas pela UFOP. Dramaturgo, curador, performer e pesquisador da produção contemporânea de artistas negros, é codiretor de Terrestrial (EUA) e curador de festivais como Kurüche – Festival Internacional de Artes Escénicas Negras e Mapuches e Plataforma Nacional de Artes Negras. Autor de Pôr do Sol (Mazza Edições, 2024) e Tropeço (Editora Javali, 2020).

Marcos Coletta – Doutor e mestre em Artes da Cena pela UFMG. Ator, diretor e dramaturgo, é cofundador do Grupo Quatroloscinco – Teatro do Comum e coordenador do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro do Galpão Cine Horto, além de editor da Revista Subtexto.

Soraya Martins – Doutora em Literatura, Outras Artes e Mídias pela UFMG. Atriz, crítica e curadora independente, desenvolve pesquisas sobre teatralidades negras e curadorias antirracistas. Autora do livro Teatralidades-Aquilobamento (Javali, 2023) e curadora do Dona Ruth – Festival de Teatro Negro de São Paulo.

Com a publicação de Brasis, a Editora Javali reafirma seu compromisso em fortalecer uma comunidade de leitores e artistas, contribuindo para uma cartografia editorial mais diversa e plural da dramaturgia brasileira. Desde sua fundação, em 2015, a Javali se consolidou como uma das principais editoras dedicadas às artes da cena no país, publicando dramaturgias contemporâneas, traduções, memórias e teorias ligadas ao teatro.

Serviço

Lançamento Presencial:
02 de dezembro de 2025 – 17h às 19h30
Cine Santa Tereza – Rua Estrela do Sul, 89, Belo Horizonte/MG
Acessibilidade em Libras. Haverá distribuição gratuita de exemplares.

Lançamento Online:
30 de novembro de 2025 – 17h
Instagram da Editora Javali – @editorajavali
Com participação dos autores e curadores.

Os livros Brasis estão disponíveis no site da Editora Javali: www.editorajavali.com
Valor: R$ 35,00 por volume. Envios a partir do dia 25 de novembro

Hofbräuhaus BH comemora 10 anos a partir deste fim de semana

Um ano para ficar na história da Hofbräuhaus BH. 10 anos de solo mineiro. A única cervejaria alemã da América Latina veio para Minas, mais precisamente Belo Horizonte, após muitas negociações com os alemães. E aqui fazendo boas cervejas, boas comidas e sendo palco de boas prosas e boas músicas. A HB tem feito aqui uma bonita história. E nada melhor do que comemorar! Por isso, a partir desta quinta-feira, dia 20, a Hofbräuhaus BH, abre as portas para uma semana de festa, até dia 30 de novembro.

Mas especialmente nesta quinta-feira, dia 20, às 20h, a casa fará um Keg Tepping pra la de especial, comemorativo aos 10 anos da casa. Pela primeira os 3 sócios fundadores da HB BH Bruno Vinhas, Henrique e Francisco vão se reunir para dar a martelada no barril inaugural. A cerveja especial será a Mandarina Fest (uma Collab com Duckwalk), estilo session IPA com tangerina.

E para embalar a noite, show com Bronnco e Billy, a partir das 20h30.

E nos demais dias, preparem-se para várias surpresas, cervejas e muita comida boa para comemorar esses 10 anos!

A HB BH

A Hofbräuhaus BH, a primeira cervejaria da América Latina, veio para BH em 2015, em um modelo BrewPub, em que a fábrica é ligada ao restaurante e as cervejas servidas são “frescas”, saídas diretamente dos tanques. Hoje é uma das únicas cervejarias em que a cerveja é realmente fresca, e com um ciclo completamente fechado, onde ela só tem contato com o oxigênio no seu copo. Segundo o proprietário, Bruno Vinhas, cada detalhe, desde o projeto arquitetônico – desenvolvido pelo aclamado arquiteto Gustavo Penna – até a decoração, escolha dos móveis, lustres, equipamentos, mestre-cervejeiro, chef de cozinha, pratos e até as músicas passaram pelo crivo dos alemães para que os consumidores e clientes possam sentir sons, aromas e sabores como se estivessem realmente lá, na Alemanha. A arquitetura é toda inspirada na Hofbrauhaus Munchen, com os arcos as mesas compartilhas de madeira. A cervejaria veio toda de fora, é o mesmo equipamento que eles utilizam na Hofbrau Munchen, em menor escala.

2025, ano em que a cervejaria comemora 10 anos de existência, Bruno adianta muitas novidades para a casa. “Esse é um ano muito significativo para nós. São 10 anos de muito trabalho à frente dessa casa maravilhosa, e este ano faremos muitas mudanças, vamos trazer novidades, e uma delas é a contratação da nossa nova Chef de Cozinha, que vem com uma bagagem muito boa para a HB, quero que os clientes venham e tenham muito prazer em comer e ter toda a experiência, ”, fala Vinhas.

O novo cardápio é assinado pela chef Sabrina Banneit. Formada em Marketing, ela trabalhou a vida inteira no setor, trabalhou anos na AMBEV na parte de cervejarias artesanais ativando marcas e conceitos e largou tudo para poder seguir o sonho na cozinha. Se formou na Le Cordon Bleau, trabalhou em SP com renomados chefs, o que lhe garantiu experiência e habilidades que a levaram para Paris. Lá começou a trabalhar como cozinheira em um restaurante estrela Michelin até se tornar sous chef, quando decidiu voltar ao Brasil. Ela também é filha de família alemã, o que a torna mais intimista com a HB.

O cardápio da HB se divide em pratos tradicionais alemães, com um selo da HB para mostrar que é preparado como na matriz. As receitas se mantêm as mesmas, mas a apresentação foi modernizada. Os pretzels, por exemplo, são importados diretamente de Munique para manter o padrão de qualidade exigido. Já os autorais incluem opções muito bem elaborados e pensados, utilizando ingredientes frescos e todo o range de sabores técnicos para agradar o paladar do público local. O novo cardápio também possui opções de vinho, na verdade, espumantes, vinhos brancos e tintos, clericot e sangrias que harmonizam perfeitamente com os pratos.

 “Comandar a cozinha da HB de terça a domingo é reviver memórias afetivas de infância, é fazer o simples, mas muito bem-feito. A ideia é trazer um cardápio que te faça viajar até a Alemanha experimentando pratos como a Currywürst e o famoso Joelho de porco mas também brincar com novos sabores sem perder o “sotaque alemão”, como o pastel de pato com curry, galeto servido com várias texturas de milho e gel de ameixa. Eu espero que a nossa cozinha seja o motivo de tantas pessoas se sentarem à mesa e colecionarem bons momentos juntos”, fala Sabrina Banneit. O novo cardápio será lançado no dia 07 de maio.

Outras novidades

Todo este cuidado faz da Hofbräuhaus uma verdadeira casa alemã tradicional e com toda a alegria de Munique em plena capital mineira.

Este ano a cervejaria ainda fará uma série de ações em comemoração aos 10 anos, como a HB Experience (um menu degustação com visita à fábrica), HB Market (aos domingos a HB se transforma em um mercado europeu, com barraquinhas, venda de produtos típicos), também serão realizados alguns menus a 4 mãos durante o ano. Essas ações visam também tornar a HB reconhecida também pela sua qualidade gastronômica.

A Cerveja

Em Belo Horizonte, são produzidas quatro cervejas em larga escala: uma lager, do estilo Munich Helles; uma de trigo, do estilo Weissbier e também uma escura, do estilo Dunkel e a Hopfen que é uma cerveja especial e um pouco mais lupulada, talvez comparada a uma IPA. Além dessas, são fabricadas 12 sazonais (uma por mês) em menor litragem que são abertas em uma tradicional cerimônia chamada Keg Tapping, uma experiência única, super alemã e que só tem na HB, que pode ser traduzida como abertura do barril. Os ingredientes são 100% importados e a água passa por um processo de beneficiamento para que se iguale a água utilizada na fábrica de Munique. Isso faz com que a cerveja produzida no Brasil seja idêntica a produzida na Alemanha, apesar da distância.

“Aqui na HB BH temos hoje a capacidade de produzir 30 mil litros por mês e seguimos rigorosamente os padrões de produção da HB de Munique, segundo a Reinheitsgebot, mais conhecida como Lei de Pureza Alemã. Todo lote de cerveja passa por cinco análises laboratoriais de aferição de padronização do produto, que são enviados à matriz e chancelados para que possamos servir àquela cerveja aos consumidores”, especifica Carlos Henrique Faria de Vasconcelos, mestre cervejeiro da Hofbräuhaus BH.

Este ano, a HB conseguiu de Munique a autorização para vender as cervejas engarrafadas. Em breve estarão no mercado.

A vinda da Hofbräuhaus para o Brasil

A semente para a vinda da Hofbräu para Belo Horizonte começou a germinar em 2005, quando Bruno Vinhas fez uma viagem a Munique durante a Oktoberfest e conheceu a cervejaria. Ele ficou impressionado com a qualidade das comidas, cerveja e a grandiosidade da festa. Esse contato foi o gatilho para que ele pesquisasse mais sobre a casa e se apaixonasse pela história da HB. Em 2007 ele começou a planejar a abertura de um negócio cervejeiro e se lembrou da marca. “Vou dar um jeito de trazer a marca para o Brasil”, lembra Vinhas. Mas como, se ele não falava nada de alemão.  Ele então iniciou os contatos com a cervejaria alemã sem sucesso. Foram mais de 40 ligações! Até que ele conseguiu falar com Rudolph (Rudi) Seider, que é o presidente de franquias no mundo da HB. Sendo de BH, o objetivo de Bruno era trazer a marca para a capital mineira. De cara Rudolph falou com ele que seria necessário 60 milhões de euros para trazer a cervejaria. Bruno engoliu a informação, mas não desistiu. Fez um plano de negócios que ficou pronto em 2009 e apresentou à cervejaria para eles entenderem que a idéia dele era real. A conversa começou a fluir, mas sem grandes avanços. Bruno seguiu a vida, e em 2010 foi viajar com amigos para Europa. Lá ele recebe um email da cervejaria marcando uma reunião, com Rudi. Tratou de arrumar um terno, e seguiu seu plano em frente. Chegou para a reunião com a cara e a coragem de um menino de 22 anos e um sonho pela frente. Foi difícil, porque a imagem não passava a confiança que os alemães esperavam. O projeto de Vinhas era abrir uma fábrica da cervejaria no Brasil, mas Rudi fez a contraproposta de um BrewPub, que significava ter a fábrica ligada a um restaurante. Era um conceito novo na época e a única unidade tinha sido inaugurada em Las Vegas (EUA). A negociação foi além e o executivo propôs que a unidade brasileira fosse uma master franquia, já prevendo uma expansão da marca no Brasil.

As negociações deram certo e em 2013 o contrato foi fechado e a HB finalmente viria para o Brasil. As obras começaram em 2014 e a HB abriu as portas na capital mineira em novembro de 2015.

Novos negócios

 A Hofbräuhaus BH abriu em dezembro de 2024 o processo de seleção e análise de propostas para abertura de franquias da casa ou entrada de fundos de investimento. A ideia inicial é abrir para interessados dentro do território brasileiro. Hoje, existem filiais da Hofbräu nos Estados Unidos, China, Austrália, Emirados Árabes, Rússia e Alemanha, mas a unidade brasileira é a única master franqueadora que existe e a única unidade da América Latina.

O processo está em desenvolvimento e toda candidatura a franquia ou possível investidor passará pela análise e aprovação da matriz alemã, que verifica detalhadamente cada pormenor do negócio para que saia exatamente nos padrões da Hofbräu. “Trazer a HB para o Brasil levou alguns anos de negociação para chegarmos ao modelo ideal e, ainda hoje, cada aspecto de funcionamento da casa e da fabricação das cervejas segue os critérios da matriz para que seja uma réplica quase exata da original. É assim em todo o mundo, com algumas pequenas diferenças de acordo com as peculiaridades locais”, destaca Bruno Vinhas. A casa de BH, por exemplo, apesar de sua importância estratégica é a menor de todas, com capacidade para apenas 350 pessoas sentadas. A maioria dos projetos comporta mais de mil lugares.

 Importância Cultural e Atualidade

A Hofbräuhaus é um dos principais polos turísticos do mundo, atraindo milhões de visitantes anualmente. Com um fluxo diário de clientes impressionante, o salão está sempre movimentado, sendo um dos locais mais animados de Munique. Na HB de Belo Horizonte, estimamos um fluxo de 50 mil pessoas/ano. A famosa Hofbräu Original e a Hofbräu Oktoberfestbier, é referência de qualidade no mundo inteiro. A Hofbräu München não é apenas uma cervejaria, mas um verdadeiro patrimônio cultural da Alemanha, preservando tradições e influenciando o mundo da cerveja há mais de 400 anos! E pensar que somos a única na América Latina.

HB De Munique e sua história – Curiosidades

A Hofbräu München é uma das cervejarias mais icônicas da Alemanha e do mundo, com uma história profundamente ligada à cultura cervejeira da Baviera e à cidade de Munique. Fundada em 1589 pelo Duque Guilherme V da Baviera, a Hofbräu foi criada para fornecer cerveja de alta qualidade à corte bávara, garantindo que a família real e seus convidados tivessem acesso à melhor cerveja disponível.

Figuras Importantes e Momentos Históricos

  1. Duque Guilherme V (1548–1626) – O Fundador
    • Insatisfeito com a qualidade da cerveja em Munique, ele decidiu criar sua própria cervejaria para abastecer a corte.
    • Trouxe mestres cervejeiros de Einbeck (famosa por sua cerveja estilo Bock) para aprimorar a produção.
  2. Maximiliano I (1573–1651) – Expansão da Cervejaria
    • Filho de Guilherme V, Maximiliano I percebeu que a Hofbräu poderia se tornar um símbolo da Baviera e começou a expandir sua produção.
    • Criou a Hofbräu Dunkel, um dos estilos de cerveja escura mais tradicionais da Alemanha.
  3. A Oktoberfest e a Hofbräu (1810)
    • A Hofbräu está diretamente ligada à origem da Oktoberfest.
    • A primeira Oktoberfest aconteceu em 1810 para celebrar o casamento do Príncipe Ludwig da Baviera (futuro Rei Ludwig I) com Therese da Saxônia-Hildburghausen.
    • O evento foi um sucesso e se tornou uma tradição anual, na qual a Hofbräu sempre teve um papel fundamental.
  4. Ludwig I (1786–1868) – O Rei da Cerveja
    • Ele não só ajudou a fortalecer a tradição da Oktoberfest, mas também incentivou a popularização da cerveja bávara dentro e fora da Alemanha.
  5. Atraindo Figuras Históricas e Celebridades
    • A Hofbräuhaus München, o salão icônico da cervejaria, sempre foi ponto de encontro de grandes personalidades. Entre seus frequentadores estavam Wolfgang Amadeus Mozart, que apreciava a cerveja local enquanto compunha, além de membros da realeza, incluindo o Rei da Inglaterra.
    • Ao longo dos séculos, inúmeros artistas, escritores e celebridades passaram pela Hofbräuhaus, consolidando seu status como um dos principais pontos de encontro culturais do mundo.
  6. Reconstrução Pós-Segunda Guerra Mundial
    • A Hofbräuhaus sofreu danos severos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial.
    • Foi reconstruída na década de 1950, mantendo a estrutura histórica e a tradição cervejeira intactas.

Hofbräuhaus BH

Av. do Contorno, 7613 – Lourdes, BH-MG

Telefone: 31-3327-7613

@hofbrauhausbh

www.hofbraubh.com.br

Diana Brito: De Itapevi ao Reconhecimento Internacional

Por Luciana Morais.

Diana Brito vive nesta semana um dos momentos mais marcantes da sua trajetória profissional. Ela está no Panamá para participar da cerimônia do Prêmio LAQI (Latin American Quality Institute), uma das maiores honrarias da América Latina, destinada a empresas e profissionais que se destacam pela qualidade, excelência, inovação e impacto social.
Na quinta-feira, ela irá subir ao palco para receber oficialmente o troféu.

Esse reconhecimento coloca o nome da Sorriclin – e o da própria Diana Brito – em um novo patamar de referência internacional. Não é apenas um prêmio: é a validação de uma ascensão construída com muito esforço, estudo, renúncias e dedicação diária ao ser humano.

A jornada da Diana não começou em grandes eventos internacionais. Ela começou em Itapevi, dentro de uma clínica que ela sonhou, estruturou e conduziu com ética, visão e amor. Sua ascensão se explica pela constância, pelo atendimento humano, pela técnica apurada e pela seriedade com que sempre conduziu cada etapa do seu trabalho.

Hoje, essa trajetória atravessa fronteiras.

Para Diana, esse reconhecimento vai além da odontologia.
Representa gestão, liderança, cuidado humano, responsabilidade e impacto real na vida das pessoas. Por isso, o momento de quinta-feira não será apenas uma cerimônia — será a confirmação de toda uma história construída com propósito.

A ascensão dela não é fruto de acaso. É fruto de excelência, esforço e fé. Ver o nome da Diana ao lado de grandes referências da América Latina mostra o quanto ela já transformou vidas e o quanto ainda irá transformar.

Neste capítulo tão especial, fica evidente:
o mundo está reconhecendo aquilo que Itapevi já sabia — a Diana nasceu para ir além.

E a entrega do prêmio na quinta-feira será apenas mais um marco de uma trajetória que ainda tem muito a crescer.

Juventude Marista em Defesa da Casa Comum

Encontro nacional em Belém reúne estudantes de todo o país para ações e reflexões rumo à COP30

O coração da Amazônia também será o centro de um movimento nacional em defesa do planeta. Em novembro de 2025, o Colégio Marista Nazaré, em Belém (PA), sediará a Conferência Nacional do Observatório Marista do Clima, encontro que reúne estudantes e educadores de todos os colégios maristas do Brasil e também marca a preparação da rede para a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Mais do que estar presente em um evento global, os participantes assumem o papel de protagonistas de uma educação pautada pela consciência ecológica e o compromisso com o futuro. Desta forma, o Marista Brasil enviará representantes de todas as suas unidades à COP30: serão cerca de 300 participantes, entre 190 estudantes e 112 educadores, vindos de 81 colégios que atendem o Ensino Fundamental Anos Finais e o Ensino Médio, além de uma delegação do Chile.

A mobilização em torno da COP30 nasce do Observatório Marista do Clima, projeto que articula ações pedagógicas, pesquisas e iniciativas locais de sustentabilidade em toda a rede. “A educação precisa formar para uma consciência solidária e justa, na qual todos se sintam parte de uma travessia comum e que busca uma nova forma de existir”, explica o Irmão Paulo Soares, um dos idealizadores do projeto e gerente de Identidade, Missão e Vocação do Marista Brasil.

Educação climática que transforma realidades Entre as iniciativas que integram essa jornada está a Simulação Marista da COP, que transforma a sala de aula em uma conferência das nações, com estudantes representando países e propondo soluções para desafios ambientais reais. O exercício promove interdisciplinaridade, pensamento crítico e senso de cooperação global, competências essenciais para uma geração que vai herdar e reconstruir o planeta.

As ações climáticas também se multiplicam nas escolas: de projetos de reaproveitamento da água da chuva e de redução do consumo de energia a campanhas de lixo zero e hortas comunitárias, cada projeto nasce da realidade local e traduz o espírito marista de unir fé, conhecimento e compromisso social.

Em Belo Horizonte, os colégios Marista Dom Silvério e Padre Eustaquio desenvolveram atividades ao longo do ano para apresentaram durante o evento. No Colégio Marista Dom Silvério, alunos voluntários realizaram uma ação de arborização urbana, plantando espécies nativas como ipês e sibipuranas no entorno da escola, na Avenida Nossa Senhora do Carmo. A iniciativa também envolveu a distribuição de panfletos à comunidade, orientando sobre o serviço gratuito de plantio de árvores oferecido pela Prefeitura de Belo Horizonte. A ação reforça a importância da arborização como estratégia para melhorar a qualidade do ar, amenizar temperaturas e tornar as cidades mais resilientes às mudanças climáticas — especialmente em um momento em que pesquisas apontam níveis de poluição do ar acima dos padrões recomendados pela OMS.

No Colégio Marista Padre Eustáquio, a preocupação ambiental segue em destaque por meio de iniciativas voltadas à gestão de resíduos. O Projeto Coleta Seletiva, desenvolvido em parceria com a ASMARE (Associação dos Catadores de Papelão e Material Reaproveitável), promove a reciclagem de papéis e plásticos dentro da instituição, contribuindo para reduzir o impacto ambiental em uma cidade que ainda enfrenta desafios na reciclagem. Paralelamente, estudantes do 7º ano criaram um projeto de compostagem, transformando resíduos orgânicos em adubo e incentivando práticas sustentáveis tanto no colégio quanto nos lares das famílias. Essas ações buscam fortalecer a consciência ambiental e o protagonismo estudantil na construção de uma cultura de cuidado com a “casa comum”.

Com o Brasil sediando a COP30 e a Campanha da Fraternidade de 2025 dedicada à Ecologia Integral, o Marista Brasil reafirma sua missão de educar para transformar. A Conferência Nacional no Marista Nazaré será o ponto de encontro entre fé, ciência e juventude, um marco de esperança e de ação em defesa da Casa Comum.

Sobre o Marista Brasil O Marista Brasil é uma rede de colégios e escolas presente em 20 estados brasileiros, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 96 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação.

Saiba mais em: maristabrasil.org/ Crédito: Divulgação

Confraria VIVA realiza 3ª edição inspirada na Argentina em BH

A Confraria VIVA, projeto idealizado por Cibele Faria para mulheres apaixonadas por vinhos e boas conversas, realiza no dia 26 de novembro de 2025, às 19h30, sua terceira edição. O encontro será no Café com Flores, localizado na Rua Rio de Janeiro, 2076, no bairro Lourdes, em Belo Horizonte.

Exclusivo para mulheres, o evento tem como propósito celebrar a vida, promover conexões autênticas e proporcionar momentos de troca em um ambiente leve, elegante e acolhedor.

Após homenagear Itália e Portugal nas duas primeiras edições, a Confraria VIVA traz agora a Argentina como fonte de inspiração. Toda a atmosfera da noite dos rótulos selecionados à gastronomia e trilha sonora será dedicada ao país hermano.

O menu especial, criado pela chef Rachel Grieco, promete uma verdadeira imersão portenha, com três entradas, prato principal e sobremesa. Entre os destaques, estão o tradicional choripán, as famosas empanadas argentinas e o clássico bife ancho na parrilla.

A harmonização dos pratos ficará a cargo do premiado sommelier Gustavo Giacchero de Pádua, que selecionou cinco rótulos especiais para compor a experiência enogastronômica da noite. Para esta edição, o evento conta ainda com a parceria da Wine Trader – Marketplace de Vinhos Premium, fortalecendo ainda mais a proposta de oferecer exclusividade e qualidade às participantes.

Realizada a cada dois meses, a Confraria VIVA reúne até 40 mulheres em locais selecionados e preparados para oferecer uma experiência diferenciada. Mais do que um evento, o projeto tem se consolidado como um movimento que conecta mulheres independentes, bem-sucedidas e apaixonadas por viver intensamente sempre acompanhadas de uma boa taça de vinho e de conversas inspiradoras.

Informações e inscrições: (31) 9 9261-4780 – Sibila

Policial militar reformado vira réu por feminicídio

Crime aconteceu em outubro deste ano no bairro Carlos Prates, região Noroeste de Belo Horizonte

A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia contra um policial militar reformado acusado de matar uma garota de programa no bairro Carlos Prates, região Noroeste de Belo Horizonte. O crime foi registrado em outubro deste ano. A decisão é da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri Sumariante da Comarca da Capital. Agora, o réu tem 10 dias para responder a denúncia.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o policial era cliente habitual da vítima e mantinha relação de possessividade e controle sobre ela, no intuito de começar um relacionamento de afeto.

“O denunciado tinha, portanto, comportamento insistente e controlador, não aceitando o distanciamento tentado pela vítima, que não desejava nada além de manter relação profissional com este”, argumentou a denúncia.

Na tarde do dia 16/10, a vítima estava em seu local de trabalho, exercendo atividade de acompanhante em apartamento, quando iniciou um novo atendimento com o acusado.

Ao entrar no quarto, o homem passou a discutir com a mulher, sacou uma arma de fogo e atirou contra o rosto dela. Ele foi localizado em frente ao prédio onde ocorreu o crime. O policial reformado chegou a resistir à abordagem, mas foi detido e preso.

O réu responde por feminicídio mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe.

Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG

Bolsa Família chega a mais de 1,3 milhão de beneficiários

Valor médio do benefício no estado é de R$ 670,61. Investimento do Governo do Brasil para atender os 853 municípios mineiros supera R$ 929,8 milhões

Um total de 1.393.379 famílias em todos os 853 municípios de Minas Gerais estão contempladas em novembro com o Bolsa Família. Para isso, o investimento do Governo do Brasil no estado supera R$ 929,8 milhões. O valor garante um benefício médio de R$ 670,61. O cronograma de pagamentos tem início nesta sexta, 14 de novembro, e segue até o dia 28, de acordo com o final do Número de Identificação Social – NIS (confira abaixo).

PRIMEIRA INFÂNCIA — No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, o total de 654 mil crianças de zero a seis anos recebe o Benefício Primeira Infância em Minas Gerais. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento para assegurar esse repasse no estado é de R$ 90,9 milhões.

COMPLEMENTARES — O Bolsa Família prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 1 milhão de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 42 mil gestantes e 29,81 mil nutrizes no estado. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 50,9 milhões.

BENEFICIÁRIOS — Belo Horizonte é o município com maior número de beneficiários em Minas Gerais neste mês, com 118,8 mil famílias atendidas. Na sequência das cidades com maior número de famílias atendidas estão Contagem (39,3 mil), Betim (29,9 mil), Ribeirão das Neves (27,6 mil) e Uberlândia (27,4 mil).

VALOR MÉDIO — Já Tocos do Moji é o município mineiro com maior valor médio de benefício: R$ 818,62. Em seguida aparecem Espírito Santo do Dourado (R$ 742,33), Bom Sucesso (R$ 728,02), Santana do Manhuaçu (R$ 723,47) e Durande (R$ 719,55).

NACIONAL — O programa de transferência de renda do Governo do Brasil contempla neste mês 18,65 milhões de famílias (48,59 milhões de pessoas). O valor médio de repasse é de R$ 683,28, a partir de um investimento de R$ 12,69 bilhões.

PRIMEIRA INFÂNCIA – Mais de 8,23 milhões de crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância neste mês. O adicional de R$ 150 é repassado a cada integrante do núcleo familiar dos beneficiários nessa faixa etária, a partir de um investimento de R$ 1,16 bilhão.

ADICIONAIS – Outros três benefícios, todos de R$ 50 adicionais, chegam a 575,3 mil gestantes, 382,3 mil nutrizes e 14,3 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos em novembro. O valor somado para saldar todos esses benefícios é de R$ 707,92 milhões.

ESPECÍFICOS — Neste mês, o Bolsa Família alcança, em seu grupo prioritário e específico, 243,99 mil famílias com pessoas indígenas, 285,59 mil com quilombolas, 394,82 mil com catadores de material reciclável, 257,84 mil com pessoas em situação de rua, 37 mil com pessoas em risco social ou violação de direitos e 672,98 mil com pessoas em situação de risco alimentar.

PERFIL — Como costuma ocorrer no Bolsa Família, a maioria dos responsáveis familiares é formada por mulheres: 83,91%, o que corresponde a 15,65 milhões de titulares. Do total de 48,59 milhões de pessoas integrantes das famílias beneficiárias em novembro, 28,48 milhões são do sexo feminino — o equivalente a 58,61%. Pessoas de cor preta/parda representam a predominância entre os beneficiários e somam 35,69 milhões (73,44%).

PROTEÇÃO — Outra criação da nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe 50% do valor. Esse parâmetro atinge, em novembro, 2,42 milhões de famílias, queda de 6,21% em comparação com outubro.

UNIFICADO – Em 708 municípios de nove estados, o pagamento do Bolsa Família em novembro será feito integralmente nesta sexta-feira (14), primeiro dia do cronograma. São cidades e regiões incluídas nas ações de enfrentamento a desastres, como enchentes, tornados, inundações e períodos longos de seca e estiagem. A iniciativa vai beneficiar 1,05 milhão de famílias. Na lista estão 497 municípios do Rio Grande do Sul, 147 do Rio Grande do Norte, 22 do Acre, além de 11 do Paraná, 9 de Sergipe, sete de São Paulo, seis de Roraima e do Piauí, e três do Amazonas.

REGIÕES — No recorte por regiões, o Nordeste reúne o maior número de contemplados em novembro. São 8,74 milhões de beneficiários, a partir de um investimento de R$ 5,92 bilhões. Na sequência aparece a região Sudeste (5,25 milhões de famílias e R$ 3,53 bilhões em repasses), seguida por Norte (2,42 milhões de famílias e R$ 1,73 bilhão), Sul (1,24 milhão de beneficiários e R$ 831,65 milhões) e Centro-Oeste (975 mil famílias e R$ 668,92 milhões).

ESTADOS — Na divisão por unidades federativas, o maior número de contemplados em novembro está na Bahia. São 2,31 milhões de famílias beneficiárias no estado, a partir de um aporte de R$ 1,54 bilhão. São Paulo aparece na sequência, com 2,16 milhões de contemplados. Em outros seis estados há mais de um milhão de integrantes do programa: Pernambuco (1,46 milhão), Rio de Janeiro (1,42 milhão), Minas Gerais (1,39 milhão), Ceará (1,34 milhão), Pará (1,25 milhão) e Maranhão (1,15 milhão).

VALOR MÉDIO NOS ESTADOS — Roraima é o estado com maior valor médio de repasse para os beneficiários em novembro: R$ 748,18. Amazonas (R$ 736,32), Acre (R$ 731,45), Amapá (R$ 729,52), Pará (R$ 709,62) e Maranhão (R$ 705,36) completam a lista das seis maiores médias e formam o grupo das únicas Unidades da Federação com valor médio acima de R$ 700.

VALOR MÉDIO NOS MUNICÍPIOS — Quando o recorte leva em conta os 5.570 municípios brasileiros, o maior valor médio está em Uiramutã, município de 13,7 mil habitantes em Roraima, com 2.275 famílias atendidas pelo programa em novembro e benefício médio de R$ 1.032,16. Na sequência aparecem Campinápolis (MT), com R$ 919,20; Santa Rosa do Purus (AC), com R$ 912,58, e Normandia (RR), com R$ 896,42.

Foto: Roberta Aline / MDS