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sex, 01 março 24

Neguinho da Beija-Flor grava samba do mineiro Pirulito da Vila

“Vai Ter Carnaval” é destaque no repertório para a folia de 2024

“Vai Ter Carnaval”, composição do mineiro Pirulito da Vila, é uma das apostas do sambista carioca Neguinho da Beija-Flor para este Carnaval de 2024.  A gravação, lançada pela Gaveta Produções, já está disponível nas plataformas Spotify e Youtube.

O samba foi composto por Pirulito da Vila para comemorar a volta do Carnaval após a pandemia. “Fiz a música durante a pandemia, quando anunciaram que não haveria carnaval. Originalmente, ela se chamava ‘Não Vai Ter Carnaval’”, conta o compositor. Segundo ele, a canção refletia a situação que se instalava, quando a maioria das atividades em grande parte do mundo foram interrompidas. Com a retomada das atividades, Pirulito foi estimulado a criar um novo conteúdo para a música, mais coerente com a situação atual.

“O pessoal da Escola de Samba Triunfo Barroco me contou que a música original (“Não Vai Ter Carnaval”) foi um alento para seus integrantes, que se identificaram muito com ela. Eles me perguntaram, então, se eu poderia fazer uma nova letra, anunciando a boa nova. Assim surgiu “Vai Ter Carnaval”.

Algum tempo depois, em conversa com Alexandre Silva Costa, o “Li”, presidente da Escola de Samba Cidade Jardim, da qual Pirulito é integrante, ele comentou sobre o seu desejo de mostrar a música para Neguinho da Beija-Flor. Coincidentemente, Li tinha o contato do cantor carioca. “Eu mandei a música pelo ‘zap’ para o Neguinho e 20 minutos depois ele me respondeu, dizendo que gostou, achou o samba muito bonito e que queria conversar comigo”, relata o compositor.

Como a base estava pronta e gravada, Neguinho da Beija-Flor incluiu na instrumentação apenas um violão de sete cordas, além de sua voz, para a versão disponibilizada nas plataformas musicais. “O neguinho nem mexeu nos arranjos, criados por Milton Manhães, só adicionou o violão de sete cordas”, conta Pirulito. A gravação produzida por Manhães, contou com os seguintes músicos: Alceu Maia (banjo, cavaco, violão, arranjo), Binho (percussão), Paulo Santana, Debora Cruz, Marley Raça, Renata Santana, Adauto Basto, Iracema Monteiro (vocais), Odilon Ribeiro (violão de sete cordas) e Tatá Batera (bateria).

Sentindo-se realizado com este feliz encontro, Pirulito deixou público um agradecimento nas redes sociais: “Primeiramente a Deus, minha família e a todos que acreditaram no nosso trabalho, que é feito com muita garra, humildade, muita luta, dedicação e respeito, confiando sempre e acreditando que os sonhos são possíveis. Viva o samba de Minas Gerais, o samba de um compositor de Itabirito que vai atravessando fronteiras”.   

Nascido em Itabirito (MG), Pirulito da Vila, nome artístico de Gilmar Steferson de Jesus, é compositor da G.R.E.S. (Grêmio Recreativo Escola de Samba) Cidade Jardim e tem uma ligação muito grande com essas agremiações: o seu primeiro contato com a música aconteceu aos sete anos na extinta escola de samba Em Cima da Hora, em sua cidade natal.

Aos 19 anos, Pirulito se juntou à banda Senegal, passando a morar temporariamente em Uberlândia (MG). Ao retornar à sua cidade, ele se integrou ao Mistura Brasileira, gravando com o grupo algumas músicas de sua autoria.  O compositor marcou presença também no disco do cantor itabiritense Serginho Barbosa, com a canção “Bolero”, carro- chefe do CD. Pirulito da Vila tem importante passagem pelo grupo Cachaça com Arnica: em 2011, lançaram um CD com quatro músicas suas; depois, em 2015, Pirulito gravou seu primeiro CD solo, “Tudo Começa em Samba”, com a participação do grupo. Ele lançou ainda o CD “Tá nas mãos de Deus”, gravado no Rio de Janeiro, com produção de Milton Manhães, direção artística de Maquinho Sathan, arranjos e regência de Alceu Maia e produção executiva de Gilson Fernandes.

O compositor já foi gravado por Marquinho Sathan, Marina Gomes, Cachaça com Arnica, Grupo Tradicionalmente, Thelmo Lins, Serginho Barbosa, Mistura Brasileira, Mila Paz, Grupo Nossa Roda, entre outros. Já cantou ao lado de Arlindo Cruz, Beth Carvalho e Almir Guineto no tradicional espaço de samba Beco do Rato, no Rio de Janeiro.

Cantor e compositor, Neguinho da Beija-Flor Marcondes é intérprete oficial da escola de Nilópolis e principal voz nos desfiles da Sapucaí, além de ser autor de clássicos que passaram na avenida e sambas que embalam gerações como “Malandro é Malandro e Mané é Mané”, “O Campeão (Domingo eu vou ao Maracanã”, “Deusa da Passarela”, entre outros.

Assista:

 

 

Fotos, crédito Tatiane Pereira

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