NEO Estech leva inteligência operacional à Superminas 2026

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Desperdícios de energia, falhas operacionais e manutenção reativa podem representar um potencial de recuperação financeira equivalente a 0,60% a 0,75% do faturamento dos supermercados, segundo estimativas do NEO Estech, empresa especializada em inteligência operacional para o varejo alimentar. De acordo com cálculos da companhia, em um setor no qual as margens líquidas costumam variar entre 2% e 3%, a redução dessas ineficiências pode representar uma expansão de até 35% na margem operacional. É com foco na relação entre tecnologia, eficiência e rentabilidade que a empresa participa da Superminas Food Show 2026, realizada entre os dias 27 e 29 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG).
Promovido pela Associação Mineira de Supermercados (AMIS), o evento reúne supermercadistas, atacadistas, fornecedores e especialistas para discutir tendências, inovação e oportunidades de negócios. Durante a programação, o NEO Estech apresentará seu posicionamento como Sistema Operacional de Ativos, conceito desenvolvido para integrar informações de refrigeração, energia, manutenção e utilidades em uma única camada de inteligência operacional. A empresa atende mais de 55% do varejo brasileiros, incluindo grandes marcas como Carrefour e Assaí.
A proposta é permitir que redes supermercadistas avancem do monitoramento isolado de equipamentos para uma gestão capaz de identificar prioridades, antecipar falhas e orientar decisões que impactam diretamente os resultados financeiros. Segundo dados institucionais da própria empresa, atualmente sua tecnologia está presente em operações que representam mais de 52% do varejo alimentar brasileiro, monitorando mais de 55 mil equipamentos por meio de mais de 300 mil sensores ativos.
“Os supermercados operam com margens muito apertadas, e isso significa que pequenas ineficiências podem comprometer uma parcela importante do resultado. Quando conseguimos identificar desperdícios de energia, evitar falhas de refrigeração e reduzir intervenções emergenciais, estamos atuando diretamente sobre a rentabilidade do negócio. Nosso objetivo na Superminas é mostrar que a gestão dos ativos precisa ser tratada como uma decisão estratégica, e não apenas operacional”, afirma Sami Diba, CEO do NEO Estech.
Tecnologia para transformar dados em resultado
A presença na Superminas acontece em um momento de evolução do posicionamento da companhia, que recentemente passou a apresentar sua solução como um Sistema Operacional de Ativos. A mudança reflete a ampliação de uma proposta originalmente concentrada no monitoramento de equipamentos para uma abordagem que conecta diferentes áreas da operação supermercadista.
Na prática, a plataforma integra dados de sistemas já existentes nas lojas, permitindo acompanhar o desempenho dos ativos e identificar situações que exigem intervenção. A arquitetura aberta possibilita a conexão com equipamentos de diferentes fabricantes, sem a necessidade de grandes mudanças na infraestrutura instalada.
Segundo Diba, um dos principais desafios enfrentados pelas redes está justamente na dificuldade de transformar o grande volume de informações geradas pelos equipamentos em decisões efetivas. “Hoje, muitos supermercados já possuem sistemas de monitoramento, sensores e indicadores de desempenho. O problema é que essas informações frequentemente permanecem fragmentadas, dificultando a identificação do que realmente precisa ser resolvido. Não basta saber que um equipamento apresentou uma anomalia. É necessário compreender o impacto daquela ocorrência, estabelecer prioridades e agir antes que ela se transforme em prejuízo”, explica.
O executivo destaca que a inteligência operacional ganha relevância especialmente em redes com múltiplas unidades, nas quais a administração simultânea de equipamentos, consumo energético e equipes de manutenção exige uma visão integrada do negócio. A refrigeração, por exemplo, representa uma estrutura crítica para a conservação de alimentos e a continuidade das operações. Falhas nesses sistemas podem provocar perdas de mercadorias, necessidade de manutenção emergencial e aumento dos custos operacionais. Da mesma forma, equipamentos funcionando fora dos parâmetros ideais podem consumir energia desnecessariamente, comprometendo a eficiência das lojas.
Minas Gerais no centro das discussões sobre eficiência
A escolha da Superminas como espaço para apresentar essa abordagem está relacionada à importância do mercado mineiro para o varejo alimentar brasileiro. O evento funciona como um ponto de encontro entre redes regionais, fornecedores e empresas de tecnologia, reunindo diferentes perfis de operação e oportunidades de negócios.
Para o NEO Estech, a participação representa uma oportunidade de ampliar o diálogo com supermercadistas de Minas Gerais e demonstrar como a integração entre tecnologia e gestão operacional pode contribuir para enfrentar desafios comuns ao setor, independentemente do porte das redes.
“O varejo mineiro reúne operações com características bastante diversas, desde redes regionais até grandes grupos supermercadistas. Apesar das diferenças de escala, os desafios relacionados ao custo de energia, à conservação de produtos e à eficiência da manutenção são compartilhados. Queremos mostrar que existe uma oportunidade concreta de melhorar resultados utilizando de maneira mais inteligente a infraestrutura que as empresas já possuem”, conclui Diba.

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