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Funarte investe R$ 1,5 milhão para presença de artistas

Presidenta da Funarte, Maria Marighella vai estar presente no evento que é o maior festival internacional de cenografia

O Governo Federal, o Ministério da Cultura, a Fundação Nacional de Artes – Funarte e a associação Grafias da Cena Brasil são os realizadores da Representação Brasileira na 15ª Quadrienal de Praga (PQ’23), na capital da República Tcheca, de 8 a 18 de junho. A Funarte investiu R$ 1,5 milhão para a participação do Brasil no festival, que é considerado o maior evento mundial na área do desenho da cena e da performance. A presidenta da Funarte, Maria Marighella, estará presente na PQ’23.

O Brasil tem um histórico premiado de participações na PQ. Entre outros prêmios, o país já recebeu três medalhas de ouro e duas Trigas de Ouro, premiação máxima, nos anos de 1995 e 2011. O festival é realizado desde 1967, a cada quatro anos.

Na PQ’23, o Brasil estará representado por dezenas de artistas de todos os estados do país. A Representação Brasileira é conduzida pelo movimento PQBrasil e é organizada pela associação Grafias da Cena Brasil, composta por equipes curatoriais criadas para a participação nas principais seções do festival: as exposições competitivas Mostra dos Países e Regiões, que apresenta criações de profissionais das grafias da cena de cada país e região; a Mostra dos Estudantes, com conjuntos de trabalhos de estudantes e o apoio de escolas e universidades; e a exposição Fragmentos II: a magia da escala, organizada pela curadoria internacional da PQ’23.

Além dessas três mostras, cerca de 30 brasileiros foram selecionados pela curadoria internacional para compor a programação do evento em outras diversas partes do festival, como PQ Performance, PQ Espaço da Performance, PQ Studio e PQ Talks.

A Representação Brasileira conta também com o apoio do Instituto Guimarães Rosa, da Embaixada do Brasil em Praga, do Ministério das Relações Exteriores e da plataforma teiabr.

Encruzilhadas: acreditamos nas esquinas

O corpo curatorial da Mostra dos Países e Regiões leva para o festival a  exposição Encruzilhadas: acreditamos nas esquinas, uma instalação imersiva e interativa com a sonoridade das cenas brasileiras, composta por sete esculturas sonoras criadas colaborativamente por artistas de todos os estados do país, chamadas de “oferendas sonoras”. Outras três oferendas criadas pela curadoria, em parceria com dois artistas selecionados, ocupam ainda a rua e integram-se às oferendas sonoras, expandindo o espaço expositivo brasileiro.

“O Brasil leva para a Mostra Países e Regiões um projeto curatorial inspirado nas encruzilhadas, espaço tão importante nas cosmogonias de nossas religiões afro-brasileiras, que nos ensinam que a encruzilhada é um lugar de invenção de mundo, de instauração de possibilidades ainda não imaginadas. Cada obra foi pensada como uma espécie de oferenda, não aos deuses e sim às pessoas, oferendas sonoras que nos convidam a fabular outros mundos possíveis”, destaca a presidenta da Funarte, Maria Marighella.

Buscando alcançar a pluralidade das cenas do país, a curadoria realizou um levantamento das obras cênicas apresentadas entre 2019 e 2022, em todos os estados do Brasil. O levantamento foi feito pela plataforma teiabr e, a partir dele, a curadoria, percebendo a riqueza das sonoridades das cenas estudadas e a escuta como rara, tanto no mundo quanto em seu próprio trabalho coletivo, optou por essa linguagem para apresentar o Brasil à PQ’23.

A curadoria selecionou, então, um artista da sonoridade da cena de cada estado do país para trabalhar coletivamente. Em dois estados, formaram-se duplas, em um total de 29 artistas. Organizados em sete grupos de quatro a cinco artistas, trabalharam de modo on-line durante cerca de um mês para a criação das sete oferendas sonoras. Durante o mês de abril, partes das criações e elementos de cada oferenda gestada chegaram em São Paulo e ganharam corpo, com a colaboração de alguns artistas e técnicos, que realizaram, junto com membros da curadoria, a pré-montagem da exposição que será apresentada em Praga.

Artistas convidados

Álvaro RosaCosta (RS) + Anderson Leite (PE) + Anne Louise Sanfoneira (RR) + Augusto Krebs (MT) + Ayrton Pessoa Bob (CE) + Barulhista (MG) + Bianca Turner (SP) + Diego Vattos (PA) + Diogo Vanelli (DF) + Dori Sant’Ana (ES) + Écio Rogério da Cunha (AC) + Eliberto Barroncas (AM) + Panamby (MA) + Érico Ferry (PI) + Eugênio Lima (SP) + Hedra Rockenbach (SC) + Heitor Oliveira (TO) + Jo Mistinguett (PR) + Jones Barsou (AP) + Kaline Barroso (RR) + KevinMelo (PB) + Luciano Salvador Bahia (BA) + Marcelo Marques (GO) + Marcio Marciano (PB) + Miran Abs (AL) + Reginaldo Borges (MS) + Rinaldo Santos (RO) + Toni Gregório (RN) + Zahy Tentehar (RJ) + Zuzu (SE)

Fragmentos II: a magia da escala

Já para o núcleo Fragmentos II, o corpo curatorial brasileiro realizou uma chamada aberta, que recebeu a inscrição de 14 projetos de diversas cidades brasileiras e de pessoas brasileiras que vivem no exterior. Em processo apurado e coletivo, a curadoria brasileira de Fragmentos II escolheu o fragmento Aquarium, da artista Elisa Rossin.

Quadrienal de Praga

A Quadrienal de Praga foi criada em 1967 para fomentar e difundir trabalhos de arquitetos, cenógrafos, figurinistas, iluminadores, sonoplastas, designers e artistas visuais que se dediquem ao espetáculo contemporâneo. O evento se estabeleceu como o maior e mais importante da área, reunindo na capital da República Tcheca milhares de profissionais, estudantes e espectadores de várias partes do mundo. A ideia da Quadrienal surgiu nos bastidores da Bienal de São Paulo, depois do sucesso que a representação da então Tchecoslováquia conquistou no evento brasileiro. A ex-Tchecoslováquia emergiu então como um lugar para troca de conhecimentos e experiências relacionadas às artes da cenografia e indumentária.

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