Nossa Roda e Orisamba celebram 60 anos da Casa Pai Jacob

No dia 19 de setembro, sábado, a Vila Senhor dos Passos na Lagoinha, em BH, vai receber uma grande festa para comemorar os 60 anos de atuação da Casa Pai Jacob do Oriente (CCPJO). Fundada em 1966 por Joaquim Camilo e Maria das Dores de Moura (Mãe Mariinha) mais do que um terreiro de Umbanda, é um alicerce comunitário onde espiritualidade, cultura e resistência se encontram. A casa funciona como um abrigo para celebrações, projetos sociais e ações que enaltecem as tradições de matriz africana na capital mineira.

O evento, que tem entrada gratuita e é aberto ao público, vai oferecer uma feira de gastronomia, apresentação de congado, Tributo a CCPJO, além de shows com o Grupo Nossa Roda e convidados, e o Bloco Orisamba.

Segundo Pai Ricardo de Moura, à frente da CCPJO desde 2005, essa data tem uma representatividade muito importante. “Esses 60 anos representam não só a resistência do povo preto, do povo de terreiro, do povo afro-periférico, mas também a força e a resistência que trouxemos ocupando territórios, enfrentando as dificuldades quando ocupando lugares e buscando visibilidade. São seis décadas resistindo e continuando os planos de nossos antepassados”.

“Aqui na CCPJO procuramos sempre por um mundo melhor, investir na capacidade dos seres humanos aplicando saberes e buscando a legitimação e o espaço ao território, o que significa também buscar nossos direitos. A casa alcançou uma importância de fazer parte da comunidade, de ser a comunidade. É muito importante ter essa identidade, esse pertencimento”, explica.

Segundo o diretor, a CCPJO funciona hoje como “uma peça importante na legitimação da identidade, da luta, dos saberes e fazeres do povo afro periférico. Hoje assumimos não só o protagonismo, mas trazemos para nós a obrigação de atuar de forma para melhorar a cidade, combater todos os tipos de racismo, as formas de discriminação e de fazer uma formação para que a cidade possa se compreender também negra, de matriz africana, afro periférica, se reconhecendo a partir do que come, veste, dança, bebe, celebra”, comenta.

Nova fachada com assinatura de Jorge dos Anjos _________________
Um dos presentes recebidos nesses 60 anos da CCPJO é a nova fachada da Casa que materializa a força e a beleza da ancestralidade afro-periférica com um conjunto escultural composto por 32 peças de ferro criadas pelo artista plástico Jorge dos Anjos, filho do terreiro. Realizada por meio do projeto “Cangira III – Natureza e Arte, Presença e Sobrevivência” em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a obra transforma o portal do terreiro em um marco de afirmação cultural, conectando o rigor e a simbologia do trabalho em ferro de Jorge dos Anjos à resistência sagrada, à memória e à história de seis décadas do terreiro na Lagoinha.

Jorge dos Anjos é responsável, entre outros, pelo “Portal da Memória”, inaugurado em 2007 na Lagoa da Pampulha, dedicado à Iemanjá, além do Monumento Zumbi Liberdade e Resistência – 300 anos, instalado na Avenida Brasil.

Programação ____________________________________
As comemorações começam a partir das 9h com um grande café da manhã comunitário. Depois, às 10h, tem a apresentação da Guarda São Jorge de Nossa Senhora do Rosário. A partir das 11h, começa o Tributo CCPJO – um dos momentos mais profundos, bonitos e marcantes da celebração de 60 anos: um grande Xirê na rua, com dança de roda saudando os Orixás e Guias cultuados na Casa. “É uma reverência sagrada à ancestralidade que fundou, protege e guia a nossa caminhada ao longo dessas seis décadas, a tradução da nossa forma de comemorar: com união, respeito, axé e celebração da vida”, conta Pai Ricardo. Estarão presentes todos os médiuns (filhos e filhas da casa), pais e mães de santo, amigos e coirmãos.

A festa continua a partir das 14h com o show do Grupo Nossa Roda – um dos nomes tradicionais do samba de raiz na capital mineira, liderado por Juninho Baú. Surgido em 2010 a partir de uma roda de samba no bairro São Paulo, o grupo se consolidou e ganhou espaço próprio, o Barracão Nossa Roda, um dos principais redutos do samba da capital. O show vai contar com as participações especiais de Aline Calixto, Arielle, Adrielle Assis, Laura Souza, Talita Sanha, Fran Januário e Dona Eliza.

Encerrando o dia de comemorações, às 18h30, é a vez do Bloco Orisamba – nascido dentro da CCPJO, que há 11 anos desfila pelo bairro Lagoinha levando a arte, a música e a cultura dos povos de matriz afro periféricos para a avenida.

Durante todo o dia, uma Vila Gastronômica será parte importante da celebração, trazendo para o centro da festa o sabor, a identidade e a energia da comunidade. O espaço foi pensado para valorizar diretamente os moradores da Vila Senhor dos Passos, que oferecem pratos e bebidas preparados por quem vivencia o território no dia a dia. Para isso, vai oferecer opções como pastel, acarajé, torresmo empanado, batata frita, chopp, cachorro-quente, doces, drinks, espetinho, macarrão na chapa, entre outros.

História _________________________________________
Em 1966, Joaquim Camilo e Maria das Dores de Moura estabeleceram em BH a Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente, inspirados pelas tradições bantu preservadas de suas origens em Domingos do Prata e Oliveira/MG. O barracão oferecia sessões espirituais que exigiam que empilhassem os móveis para liberar espaço, e o altar, simples e improvisado, era montado com tijolos, madeira e latas de óleo. Joaquim Camilo incorporava o preto velho Pai Jacob do Oriente — entidade que daria nome à casa. Junto a Maria das Dores, oferecia passes, orientações espirituais e receitas de remédios à base de ervas e plantas, ajudando uma comunidade carente de recursos públicos essenciais. Em 16 de setembro do mesmo ano, a CCPJO foi registrada oficialmente, consolidando sua presença na comunidade e fortalecendo sua missão de preservar e disseminar as tradições afro-brasileiras.

Resistência na Ditadura: Nos anos 1970/1980, o terreiro teve que registrar suas sessões em delegacias de polícia e no DOPS para continuar existindo e realizando seus rituais

Serviço ________________________________
60 anos da Casa Pai Jacob do Oriente (CCPJO)
Data:
 19 de setembro, sábado
Horário: a partir das 9h
Local: Rua Fagundes Varela, 99, Lagoinha
Entrada gratuita
Programação:

  • ⁠⁠9h: Café da Manhã
  • ⁠⁠10h: Guarda São Jorge de Nossa Senhora do Rosário
  • ⁠⁠11h: Tributo CCPJO
  • ⁠⁠14h às 18h: Samba Nossa Roda e convidados
  • ⁠⁠18h30: Bloco Afro-Periférico Orisamba

Maria Homem fala sobre liderança em tempos de transformação

Como liderar em um mundo marcado por mudanças profundas nas relações humanas, no trabalho, na tecnologia, na política e na saúde mental? Essa é uma das questões que estarão no centro da palestra “Procura-se uma nova liderança para um novo tempo”, apresentada pela psicanalista e escritora Maria Homem, no dia 25 de setembro (sexta-feira), às 20h, no Teatro SESIMINAS, em Belo Horizonte. Os ingressos estão sendo vendidos através do SYMPLA.

Em um cenário marcado por transformações aceleradas e por uma espécie de “policrise contemporânea”, modelos tradicionais de autoridade e liderança passam a ser questionados diante da complexidade das relações e dos desafios do presente. É a partir desse contexto que Maria Homem propõe uma reflexão sobre novas formas de conduzir relações, decisões e modos de convivência.

Para a psicanalista, o momento exige uma ampliação do olhar sobre o indivíduo, o outro e o mundo compartilhado. É o que ela chama de uma “lupa da alma”: uma perspectiva capaz de aprofundar a compreensão sobre comportamentos, vínculos e escolhas que ajudam a definir a sociedade que está sendo construída.

Ao longo dos 80 minutos de palestra, Maria Homem aborda questões como vulnerabilidade, polarização, comunicação horizontal, inteligência coletiva, convivência, saúde mental e pensamento sistêmico. A proposta é deslocar a ideia de liderança de uma posição exclusivamente relacionada a cargos, hierarquias ou relações de poder para uma perspectiva de responsabilidade ética diante da vida coletiva.

“Todos somos liderança”, propõe Maria Homem.

A afirmação amplia o conceito tradicional de liderança para além dos espaços corporativos ou institucionais. Cada pessoa, por meio de suas escolhas, comportamentos e relações, influencia ambientes e participa da construção de formas de convivência.

Nesse sentido, a palestra não pretende oferecer fórmulas prontas para os desafios contemporâneos. O convite é para uma reflexão mais profunda sobre o papel de cada indivíduo diante das transformações do mundo e sobre qual humanidade, quais relações e qual futuro estão sendo construídos a partir das escolhas do presente.

Sobre Maria Homem

Psicanalista e escritora, Maria Homem é conhecida por sua atuação na reflexão sobre comportamento, relações humanas e questões contemporâneas. A partir da psicanálise, desenvolve discussões que aproximam temas individuais e coletivos, explorando questões relacionadas à vida em sociedade e às transformações culturais do nosso tempo.

Informação sobre meia-entrada: por se tratar de evento empresarial/treinamento, não se aplica a legislação de meia-entrada ou gratuidade destinada a eventos culturais e de entretenimento.

Serviço

Procura-se uma nova liderança para um novo tempo – com Maria Homem

Data: 25 de setembro de 2026 (sexta-feira)
Horário: 20h
Duração: 80 minutos
Classificação etária: livre
Local: Centro Cultural SESIMINAS – Teatro SESIMINAS
Endereço: Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia – Belo Horizonte/MG
Ingressos:Sympla

Curso gratuito de costura oferece capacitação em Mateus Leme

O Projeto Cultura e Transformação chega a sua 5ª edição e leva para moradores de Mateus Leme/MG um curso técnico de costura 100% gratuito que será realizado a partir de 30 de setembro no Centro Comunitário Parque da Serra (Rua Idalina Moreira de Jesus, 1065. – Bairro Parque da Serra) e CRAS 1 (Rua Angelina Conceição de Jesus, 141 – Santa Clara).

A pré-inscrição pode ser feitas até 23 de setembro presencialmente nos locais do curso ou por meio do formulário online: https://forms.gle/DoqnNtTQxTWNEWCq6.

Uma seleção será feita de acordo com a análise de perfil e a disponibilidade de vagas para selecionar as candidatas. O curso é aberto ao púbico, mas direcionado principalmente para as mulheres.

O programa é patrocinado pela ArcelorMittal, a partir da Lei Estadual de Incentivo à Cultura com apoio da Prefeitura Municipal de Mateus Leme e realizado pela pela ALCE – Associação Livre de Cultura e Esporte.

O objetivo do projeto é fornecer uma capacitação contribuindo para a geração de renda e possibilitando que as pessoas continuem trabalhando com as peças criadas e comercializadas por elas. Ao todo, 40 pessoas serão selecionadas, sendo 20 vagas para o CRAS 1 e 20 para o Parque da Serra.

O projeto conta com a parceria do estilista Ronaldo Fraga, que realiza uma oficina com os alunos sobre como criar e desenvolver uma marca própria. Ele também participa da criação do nome e da identidade visual da marca desenvolvida pelos alunos durante o curso.

Uma oficina completa, com máquinas e todos os equipamentos utilizados durante o curso é montada e, ao final, essa estrutura é doada às alunas, para que possam continuar utilizando os equipamentos e materiais, dando continuidade ao trabalho desenvolvido durante o projeto.

Ao final da capacitação, um desfile de moda será realizado para apresentar as peças criadas por cada uma das alunas.

Sobre as aulas

O curso será dividido por módulos nas duas unidades. O primeiro vai englobar uma palestra sobre empreendedorismo feminino; oficina de paleta de cores; aulas de costura com máquina reta e modelagem básica, além da escolha dos modelos das peças a serem produzidas, com curadoria e oficina do estilista Ronaldo Fraga.

No Módulo 2, as alunas terão uma oficina de manutenção de máquinas de costura e a definição das três peças principais que serão desenvolvidas e comercializadas como produtos. Além disso, no Parque da Serra, serão trabalhados o manuseio e a costura com as máquinas overlock e galoneira, enquanto no CRAS 1 terão continuidade as aulas de modelagem e costura com máquina reta.

No Módulo 3, as alunas vão focar em modelagem e corte completos voltados para as três peças finais, precificação, apresentação dos produtos para vendas virtuais, definição de embalagens, além da finalização e produção das peças pelas alunas, com supervisão das professoras.

A produção final será no Módulo 4, com acompanhamento e aperfeiçoamento da produção, e diagnóstico dos resultados individuais das participantes.

Para terminar, o 5º Módulo 5vai conter aulas sobre formalização da mão de obra e possibilidades de comércio formal, consultoria contábil e jurídica gratuita, formatura e desfile das alunas.

No Parque da Serra as aulas acontecem às segundas e quartas e no CRAS às terças e quintas, até setembro de 2027.

 Sobre o projeto
O Cultura e Transformação busca promover a economia local e familiar, a capacitação de mão de obra, a geração de renda e a valorização da cultura e dos saberes tradicionais por meio de cursos de capacitação e ações de divulgação da cultura regional. A meta é que, ao final do curso, os participantes tenham novas oportunidades de trabalho e geração de renda, contribuindo para sua autonomia e independência financeira.

O projeto itinerante nasceu em 2022 e já contribuiu para a profissionalização de mais de 150 participantes em cinco municípios: Mariana, Campo Formoso, Miguel Burnier, Ouro Branco e Jacobina.

Serviço

Cultura e Transformação 2026 – Mateus Leme/MG
Cursos de Costura, Modelagem e Manutenção de Máquinas

Locais: Centro Comunitário Parque da Serra (Rua Idalina Moreira de Jesus, 1065. – Bairro Parque da Serra) e Cras 1 (Rua Angelina Conceição de Jesus, 141 – Santa
Clara)

Pré-inscrição: até 23 de setembro
Locais: presencialmente nos locais do curso ou por meio do formulário online: https://forms.gle/DoqnNtTQxTWNEWCq6
Início do curso: 30 de setembro

Festival da Vida recebe Chama Chuva em Martinho Campos

No dia 26 de setembro, sábado, o Circuito Festival da Vida chega a Martinho Campos/MG, com atrações gratuitas para toda família, levando teatro, feira gastronômica e de artesanato, além de apresentações de artistas locais e do grupo de forró Chama Chuva.

Apresentado pela Fundação ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com apoio da Prefeitura Municipal de Martinho Campos e da secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Martinho Campos, o evento é realizado pela M.M Produção Cultural & Turismo Ltda e a produção da New View Entretenimento e Comunicação.

Itinerante e gratuito, o Festival celebra a cultura local em várias cidades mineiras, destacando artistas e produtores da própria região em áreas como música, teatro, dança, artesanato e gastronomia, estimulando a economia criativa e impulsionando talentos locais.

Artistas de Martinho Campos, Dores do Indaiá e cidades da região como Bom Despacho, Abaeté e Quartel Geral participaram do edital que selecionou atrações das áreas da música, teatro, dança, folclore, fotografia, artesanato e gastronomia para essa edição do Circuito Festival da Vida.

Em Martinho Campos vai apresentar, por exemplo, o espetáculo infantil “Um show de palhaçaria” com Godofredo e Cia; o Cortejo Folia Rosa Branca; “O Despertar do Maracá” – espetáculo de dança; e shows com Gláucia Neto – tocando música popular e erudita brasileira, Banda Instrumental Lira Santa Cecilia e a Banda Popular Ana Silva – com o melhor da MPB, pop, pagode, funk, pop rock e axé. Os artistas selecionados pelo edital serão premiados no palco do evento, que terá o show do grupo Chama Chuva como encerramento.

Uma das bandas mais emblemáticas do forró no Brasil, Chama Chuva é reconhecida por sua autenticidade, energia contagiante e respeito às raízes do gênero. Formada por Mozão Muniz (vocal e violão), Gladson Costa (zabumba) e Reebs Carneiro (acordeom e rabeca), em 2026 está em turnê com o show “Chama que vira forró” unindo canções autorais e releituras, respeitando sua tradição e inovação em suas apresentações. A banda conquista e cativa o público por manter viva a essência do forró tradicional, sem abrir mão de criar e incorporar elementos modernos ao seu repertório.

SERVIÇO
CIRCUITO FESTIVAL DA VIDA – MARTINHO CAMPOS 2026
Data: 26 de setembro
Horário: A partir de 15h
Local: Espaço Cultural – Área de Lazer
Programação:
15h: Abertura
15h30: Espetáculo “Um show de palhaçaria” com Godofredo e Cia
16h40: Cortejo Folia Rosa Branca
17h20: “O Despertar do Maracá” – dança
18h: Show com Gláucia Neto
18h50: Show com Banda Instrumental Lira Santa Cecília
19h40: Show com Banda Popular Ana Silva
20h30: Premiação
21h: Chama Chuva
Apresentado pela Fundação ArcelorMittal, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com apoio da Prefeitura Municipal de Martinho Campos e da secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Martinho Campos, o evento é realizado pela M.M Produção Cultural & Turismo Ltda e a produção da New View Entretenimento e Comunicação.

Mais informações: @festivaldavidaoficial

Maria Rita apresenta “Redescobrir Vol. 2” em BH

Espetáculo revisita repertório ligado à trajetória de Elis Regina e reúne novas leituras de clássicos da música brasileira

Maria Rita apresenta nesta sexta-feira (18), às 21h30, no Arena Hall, em Belo Horizonte, o espetáculo Redescobrir Vol. 2. A montagem dá continuidade ao projeto apresentado pela cantora em 2012, mas parte de um novo momento pessoal e artístico, com canções diferentes das apresentadas na primeira versão e obras que marcaram a trajetória de Elis Regina, sua mãe.

O espetáculo reúne músicas de diferentes períodos da música brasileira, com obras de compositores como Milton Nascimento, Belchior, João Bosco, Aldir Blanc, Cartola, Gilberto Gil, Rita Lee e Baden Powell. Entre as canções apresentadas estão Como Nossos Pais, Corcovado, O Bêbado e a Equilibrista, Maria Maria e Lança Perfume.

Além disso, novas leituras para essas obras, com novos arranjos e interpretações fazem parte da proposta do show. Como na primeira versão do projeto, a relação com Elis Regina permanece como uma referência central, mas as músicas são apresentadas a partir da perspectiva de Maria Rita em outra fase da vida e da carreira. A direção artística é da própria cantora, com cenário assinado por Batman Zavareze.

A turnê de Redescobrir Vol. 2 começou em março, em Porto Alegre, e segue em circulação pelo país até dezembro. Depois de passar por Campinas e São Paulo, o espetáculo chega a Belo Horizonte e ainda passará por cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Salvador.

Serviço – Maria Rita – Redescobrir Vol. 2

Data: 18 de setembro de 2026 (sexta-feira)

Horário: 21h30 | Abertura dos portões: 19h30

Local: Arena Hall – Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro, Belo Horizonte/MG

Ingressos: site oficial

Décio Gomes celebra 65 anos com espetáculo musical

Há fases da vida em que o tempo deixa de ser contado apenas pelos anos e passa a ser medido pelas histórias vividas, pelos sonhos preservados e pela coragem de realizá-los. É desse lugar que nasce Caminhos do Tempo, espetáculo do fisioterapeuta, compositor e músico Décio Gomes de Oliveira que realizará seu sonho e apresentará as músicas compostas ao longo da vida no Centro Cultural Unimed BH Minas no dia 24 de setembro (quinta-feira) às 20h, os ingressos podem ser adquiridos através do Sympla.

Mais do que um show, Caminhos do Tempo é um convite para celebrar a maturidade como um tempo de plenitude, criatividade e novos começos. O espetáculo reúne canções autorais compostas entre 1983 e 2026 — muitas delas apresentadas ao público pela primeira vez — e integra momentos inspirados no método Cinco Caminhos para a Consciência Plena, desenvolvido por Décio ao longo de sua trajetória como fisioterapeuta.

Mineiro de essência, encontrou inspiração nas montanhas, nas paisagens, nas pessoas e na riqueza cultural de Minas Gerais. Suas composições dialogam com a sensibilidade dos grandes nomes da música mineira, especialmente do movimento Clube da Esquina, traduzindo em canções temas como, o tempo, os encontros, a natureza, o amadurecimento e a busca de sentido para a vida.

“Essas músicas nasceram em diferentes momentos da minha caminhada e permaneceram guardadas durante muitos anos. Hoje percebo que elas também amadureceram comigo. Chegar aos 65 anos podendo compartilhá-las é uma forma de celebrar a vida, as pessoas que encontrei pelo caminho e a certeza de que sempre existe tempo para realizar um sonho”; afirmou o músico.

A direção artística é assinada por Ernani Maletta, com direção musical de Thiago Nunes. No palco, Décio interpreta voz, violão, violão de 12 cordas e viola caipira, acompanhado pelos músicos Bruno Velloso (baixo), Felipe Continentino (bateria), Luadson Constâncio (teclados), Serginho Silva (percussão) e Thiago Nunes (violão e guitarras).

  Música e saúde interligadas na vida e nos palcos:

Natural de Formiga (MG), Décio pertence a uma geração que aprendeu a transformar experiências em aprendizado. Ainda na década de 1990, viajou à China em busca dos conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa, aprofundando uma trajetória profissional dedicada ao cuidado integral da saúde. Paralelamente, manteve viva outra paixão: a música.

Com mais de quatro décadas de atuação clínica, mestre em Ciências da Saúde e fundador da clínica CinSis, Décio leva ao palco uma síntese de sua história pessoal e profissional. Sua proposta é mostrar que saúde, arte e autoconhecimento caminham juntos e que nunca é tarde para dar voz aos sonhos que nos acompanham por toda a vida.

Voltado especialmente para quem acredita que envelhecer é continuar descobrindo novos caminhos, Caminhos do Tempo convida o público a viver uma noite de música, emoção e inspiração — uma celebração da vitalidade, da memória e da beleza de seguir criando, aprendendo e se reinventando em todas as etapas da vida.

 

Serviço

Décio Gomes – Caminhos do Tempo – Celebrando a Vida com Música e Movimento

Data: 24 de setembro de 2026 (quinta-feira)

Horário: 20h

Local: Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas

Endereço: Rua da Bahia, 2.244 – Lourdes – Belo Horizonte

Ingressos:

  • Inteira: R$ 60,00

  • Meia-entrada: R$ 30,00

  • Ingresso solidário: R$ 40,00 (mediante doação de 1 kg de alimento não perecível)

Classificação: Livre

Vendas: Sympla e bilheteria do teatro.

Informações: (31) 3516-1360

Soul Circus Park une blues, rock e tecnologia em BH

Evento acontece em 3 de outubro e marca o encontro do projeto Praça Criativa com o BH Soul Blues Festival; programação terá shows de Audergang, Alexandre da Mata, It’s Only Rolling Stones, Lu Mattos e participações de nomes do blues mineiro

Belo Horizonte recebe, no dia 3 de outubro, uma programação gratuita que reúne música, arte, cultura, tecnologia e consciência ambiental no Parque Municipal. Das 14h às 22h, o Soul Circus Park promove o encontro entre o projeto sociocultural Praça Criativa e o BH Soul Blues Festival, em uma edição que leva à capital mineira uma experiência inspirada na atmosfera do histórico Rock and Roll Circus, realizado pelos Rolling Stones em 1968. Os ingressos gratuitos já podem ser retirados na Sympla.

Com produção da Krie+ Produções Kriativas e You Rock, patrocínio da Squadra Digital e realização do Ministério da Cultura e Governo do Brasil, o Soul Circus Park propõe ocupar o espaço público com diferentes manifestações artísticas e experiências que aproximam cultura e inovação.

“Realizar o Soul Circus Park em Belo Horizonte é uma oportunidade de reunir diferentes linguagens e públicos em torno da música e da cultura. O BH Soul Blues Festival nasceu justamente com esse propósito de ampliar o espaço do soul e do blues na cidade e criar conexões entre artistas, músicos e público. Agora, ao se unir ao Praça Criativa, o festival ganha uma nova dimensão, ocupando um dos espaços mais simbólicos de Belo Horizonte com uma programação gratuita e acessível. É uma celebração da música, da cidade e da potência da cultura como instrumento de encontro e transformação”, afirma Fred Barros, produtor do BH Soul Blues Festival.

Entre os destaques da programação musical estão Audergang, Alexandre da Mata, It’s Only Rolling Stones e Lu Mattos, além de participações de outros artistas da cena do blues mineiro. O evento também terá a presença do DJ Montana, com um repertório voltado à música de qualidade.

A realização em Belo Horizonte também aproxima duas trajetórias ligadas à difusão da cultura e da música na cidade. Criado em 2012 pelo músico Auder Jr., o BH Soul Blues Festival nasceu com a proposta de ampliar o espaço dedicado ao soul e ao blues em Minas Gerais. Ao longo de suas 19 edições, o festival promoveu o intercâmbio entre músicos mineiros, artistas de outros estados e nomes internacionais, contribuindo para a profissionalização da cena local e para a projeção de Belo Horizonte como destino cultural e turístico.

Já o Praça Criativa, desenvolvido e executado pela Krie+, percorre o Brasil desde 2017. Em sua 21ª edição, o projeto já percorreu mais de 50 mil quilômetros e, segundo a organização, alcançou aproximadamente 60 mil famílias em situação de vulnerabilidade, levando atividades culturais e serviços a cidades do interior do país.

Tecnologia como experiência cultural

Um dos espaços de destaque do Soul Circus Park será a Tenda Tecnológica, voltada a crianças a partir de 8 anos. A atividade utiliza conteúdo em 3D com a temática do mundo mágico do circo, buscando estimular a curiosidade e apresentar novas possibilidades de aprendizagem por meio da tecnologia.

A proposta integra a dimensão cultural do projeto a experiências de inovação e educação, ampliando a programação para além dos shows e criando possibilidades de participação para diferentes públicos.

Evento com compromisso ambiental

A preocupação ambiental também faz parte da concepção do Praça Criativa. O projeto é classificado pela organização como um “Evento Verde”, com a proposta de neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa e reinvestir os recursos em fazendas de reflorestamento.

Assim, a chegada do Soul Circus Park a Belo Horizonte reúne, em um mesmo espaço, música, memória, tecnologia, experiências culturais e ações relacionadas à sustentabilidade.

SERVIÇO – Soul Circus Park

3 de outubro, de 14h às 22h

Parque Municipal de Belo Horizonte

Ingressos gratuitos na Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/soul-circus-park/3563012

Patrocínio: Squadra Digital

Produção: Krie+ Produções Kriativas e You Rock

Realização: Ministério da Cultura / Governo do Brasil – União e Reconstrução

Pixel Festival reúne público em BH e mira 2027

O Pixel – Festival de Games e Arte Digital reuniu mais de 1.500 gamers em Belo Horizonte, no Instituto Educacional Manoel Pinheiro (IEMP), para um dia de atividades gratuitas ligadas a games, tecnologia, cosplay, robótica e arte digital. Em sua terceira edição, o evento integrou a programação de aquecimento para o Nerd Experience 2027, que será realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro, no Expominas. A programação contou com experiências de realidade virtual, competições, encontros com convidados e o Concurso de Cosplay, cuja seletiva Gran Master classificou um participante para a final que será realizada durante o Nerd Experience 2027.

Serviço:

Nerd Experience 2027
Local: Expominas – Av. Amazonas, 6.200 – Gameleira – Belo Horizonte (MG)
Data: 27 fev e 28 fev – 2027
Horário: 10h às 18h
Ingressos: https://bit.ly/4vaPGXt
Mais informações: @nerdexperience

Nem toda laranja é igual: saiba qual combina melhor

Quando se fala em laranja, é comum pensar imediatamente no tradicional suco do café da manhã. Mas a fruta, que faz parte da rotina de muitos brasileiros, pode render muito mais na cozinha. Laranja-pera, lima, baía e seleta, por exemplo, apresentam diferenças de sabor, doçura, acidez, quantidade de suco e até facilidade de consumo, características que podem determinar o melhor uso de cada uma nas receitas. Para ajudar a explorar todo o potencial da fruta, Cláudia Mulero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, explica as particularidades das principais variedades e dá dicas de combinações.

“A laranja é um ingrediente extremamente versátil. Dependendo da variedade, pode trazer mais doçura, acidez ou aroma para a receita. Saber identificar essas características ajuda a escolher a fruta mais adequada para cada preparo”, explica a nutricionista da Água Doce.

Laranja-pera: a coringa da cozinha

Uma das variedades mais consumidas no Brasil, a laranja-pera tem sabor equilibrado e boa quantidade de suco. Por isso, é uma das mais versáteis, pois funciona bem em sucos, vitaminas, molhos, marinadas e sobremesas. Na gastronomia, seu toque cítrico pode ajudar a equilibrar preparações mais gordurosas e combinar especialmente com carnes brancas, como frango e peixe.

Laranja-baía: para comer com os olhos

Facilmente reconhecida pelo “umbigo” na parte inferior, a laranja-baía costuma ser doce, suculenta e não apresentar sementes. Por isso, é uma boa opção para preparações em que os gomos da fruta ficam aparentes, como saladas, sobremesas, tortas, bolos e decorações de pratos. “Ela é interessante quando queremos que a laranja seja também parte da apresentação da receita”, comenta Claudia.

Laranja-lima: doçura e delicadeza

Com baixa acidez e sabor mais suave e adocicado, a laranja-lima pode agradar especialmente quem prefere frutas menos ácidas. É uma boa alternativa para sucos, vitaminas, saladas de frutas, geleias e sobremesas delicadas. Também pode ser combinada com outras frutas para criar bebidas naturalmente doces.

Laranja-seleta: equilíbrio para doces e bebidas

Com características intermediárias de doçura e acidez, a seleta pode ser utilizada tanto em sucos quanto em receitas doces. É uma opção interessante para bolos, caldas, geleias e bebidas, especialmente quando se busca um sabor cítrico presente, mas sem excesso de acidez.

Laranja-azeda: para quem gosta de intensidade

Mais ácida e amarga, essa variedade não costuma ser a escolha para o consumo in natura, mas pode ganhar espaço em geleias, compotas e doces. A casca também pode ser utilizada para aromatizar receitas, desde que seja higienizada adequadamente e que a parte branca, responsável pelo sabor mais amargo, seja retirada quando a receita pedir.

Quem deseja preparar diferentes receitas, um dos segredos para aproveitar melhor a laranja está justamente em uma parte que normalmente vai para o lixo, ou seja, a casca. A parte colorida da casca concentra óleos essenciais responsáveis pelo aroma característico da fruta e pode ser utilizada para finalizar bolos, sobremesas, caldas, molhos e até bebidas. “O ideal é utilizar apenas a parte externa e colorida da casca, evitando o excesso da parte branca, que é mais amarga. A higienização também é fundamental, principalmente quando a casca será utilizada diretamente na preparação”, orienta a nutricionista.

A laranja também pode ser uma aliada na criação de bebidas. Além do suco tradicional, pode ser combinada com outras frutas, ervas e especiarias. Alecrim, hortelã, gengibre e canela, por exemplo, podem criar diferentes perfis aromáticos. Em preparações salgadas, o suco pode aparecer em molhos e marinadas, enquanto os gomos podem trazer contraste para saladas. Já nas sobremesas, a fruta combina com chocolate, baunilha, canela e outras frutas cítricas. Para Claudia, o segredo está em equilibrar os sabores. “A acidez da laranja pode quebrar a intensidade de ingredientes mais gordurosos ou muito doces. Por isso, ela funciona tão bem tanto em pratos salgados quanto em sobremesas”, orienta.

Além disso, a versatilidade da laranja vem acompanhada de benefícios nutricionais. A fruta é fonte de vitamina C, nutriente que contribui para o funcionamento adequado do sistema imunológico e para a proteção das células contra os danos causados pelos radicais livres. Também fornece fibras, folato, potássio e outros compostos bioativos. Para aproveitar melhor as fibras, a recomendação é priorizar o consumo da fruta inteira. “Ao comer a laranja, além do suco, consumimos a polpa e as fibras presentes na fruta. Já no suco, dependendo da forma de preparo, parte dessas fibras pode ser reduzida. Por isso, variar a forma de consumo é uma boa estratégia”, afirma Claudia.

No fim das contas, escolher a laranja certa pode ser tão importante quanto escolher os demais ingredientes de uma receita. “Seja mais doce, ácida, aromática ou suculenta, cada variedade pode desempenhar um papel diferente à mesa e transformar uma fruta cotidiana em protagonista de pratos, sobremesas e bebidas”, finaliza.

 

Sons de Minas leva música e diálogos ao interior

A música produzida no interior de Minas Gerais ganha novos espaços de circulação com o projeto Sons de Minas protagonizado pelos artistas negros e norte-mineiros Kari, nome artístico adotado por Karen Nascimento, e M_cas. A iniciativa promove apresentações musicais gratuitas em Montes Claros, Serro e Grão Mogol, fortalecendo a circulação cultural e ampliando o acesso do público à produção artística mineira.

O projeto propõe um show musical intimista, tendo voz e violão como principais elementos sonoros, acompanhados por instrumentos como berimbau, pandeiro e tambor. O repertório reúne composições autorais e canções da música popular brasileira de domínio público, destacando a história da diáspora negra. Os ritmos tradicionais da congada mineira também ocupam lugar central no espetáculo, reforçando a conexão com as raízes afro-brasileiras e criando uma multietnia-musical de várias escutas.

A circulação conecta o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha, promovendo encontros entre artistas, públicos e diferentes contextos culturais. Além das apresentações, o projeto prevê oficina de elaboração de projetos culturais, contribuindo para a formação de artistas e agentes culturais, e contará com registro audiovisual das experiências da circulação.

A primeira apresentação acontece em 18 de setembro, em Montes Claros, no Museu Regional do Norte de Minas. No dia 25 de setembro, o projeto chega ao Serro, com apresentação no Museu Regional Casa Otoni, dentro da programação Primavera dos Museus. Já em 10 de outubro, a circulação chega a Grão Mogol, durante a Feira Gastronômica e Arte no Centro Histórico.

Para Kari, a circulação representa uma oportunidade de levar música e ancestralidade a diferentes públicos e, ao mesmo tempo, fortalecer a produção cultural realizada no interior.

“O Sons de Minas parte do desejo de fazer a música circular, mas também de criar diálogos. O interior de Minas possui uma produção artística muito rica e diversa, e ampliar esses encontros é uma forma de fortalecer a cena cultural e fazer com que diferentes públicos tenham acesso a essa produção”, destaca Kari.

Cantora, compositora e produtora cultural, Kari transita pela MPB, ritmos afro- brasileiros e forró. Premiada pelo edital Raízes de Minas, já lançou singles autorais e foi finalista em festivais. Com o Sons de Minas, amplia sua atuação artística e promove, ao lado de M_cas, uma experiência musical que valoriza a produção negra e norte-mineira.

O projeto também é fruto das políticas públicas de cultura, contando com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, e do Fundo Estadual de Cultura (FEC), da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), que possibilitaram a realização de diferentes etapas do projeto.

SERVIÇO

Sons de Minas
Artistas: Kari e M_cas
Formato: show musical intimista e gratuito
18/09 – MONTES CLAROS
Museu Regional do Norte de Minas

25/09 – SERRO
Museu Casa Otoni (Serro)
Programação Primavera dos Museus

10/10 – GRÃO MOGOL
Feira Gastronômica e Arte no Centro Histórico
Entrada gratuita

Siga Kari:
www.instagram.com/karennascimentomusica