Olympikus encerra jornada 50 anos, 50 corridas

Após percorrer 18 estados e acompanhar mais de 300 mil participantes, a marca compartilha o que aprendeu e o que podemos esperar do futuro da corrida brasileira 

Estar próxima da comunidade corredora sempre foi parte da estratégia da Olympikus. Seja no desenvolvimento de produtos, na criação de eventos ou conteúdos, a marca brasileira vem consolidando nos últimos anos uma forma de atuar baseada em escuta, presença e cocriação com quem faz a corrida acontecer todos os dias. Foi dessa lógica que nasceu o projeto “50 anos, 50 corridas”, iniciativa pensada como uma forma de celebrar o aniversário da marca ao lado de quem ajudou a construir sua trajetória: os corredores brasileiros. Agora, depois de um ano rodando o país, essa travessia ganha um novo capítulo na forma de um documentário repleto de registros emocionantes, histórias e personagens que fizeram parte da jornada. Produzido pela Na Buena Onda e narrado pelo comunicador pernambucano Caio Braz, o documentário foi ao ar no canal da Olympikus no YouTube no dia 03/07.

Ao longo de um ano, a Olympikus percorreu as cinco regiões do país, passando por 18 estados e 29 cidades, e acompanhou de perto mais de 300 mil corredores em provas de rua de todas as distâncias, trilhas e treinos que, juntos, somaram 2.300 quilômetros percorridos. Foram corridas em rua, estrada, trilha, praia, mata e montanha — teve prova dentro de mercado público, no meio de um sambódromo e até em ilhas. O que começou como uma celebração acabou se tornando também uma das maiores operações de escuta já realizadas pela marca; e é justamente esse material, coletado prova após prova, que ganha corpo no documentário. Mais do que apenas patrocinar eventos, a Olympikus passou um ano observando comportamentos, ouvindo corredores, acompanhando organizadores e convivendo com comunidades locais. E saiu da jornada com uma conclusão clara: não existe uma corrida brasileira. Existem várias.

Créd. Guilherme Leporace – Na Buena Onda

“Quando desenhamos o projeto, partimos de uma percepção que já aparecia na pesquisa Por Dentro do Corre: o brasileiro não corre de um único jeito. O que descobrimos ao longo dessa jornada é que essa diversidade é ainda maior do que imaginávamos. Existem diferentes motivações, diferentes culturas e diferentes formas de se relacionar com o esporte convivendo ao mesmo tempo. Acreditamos que mergulhar nessa pluralidade e reconhecê-la de verdade é o primeiro passo para fortalecer a cultura da corrida no país e criar iniciativas que façam cada vez mais pessoas se sentirem parte desse movimento”, afirma Bianca Dallegrave, diretora-executiva de Marketing da Olympikus.

Se durante décadas boa parte das conversas sobre corrida esteve concentrada no eixo Rio-São Paulo, o projeto e o documentário mostram um cenário muito mais amplo. Em Roraima, a prova Tepequém Up levou os corredores ao ponto mais ao norte do país, com uma subida tão íngreme que virou um dos momentos mais marcantes da jornada. Em Santarém, no Pará, a corrida cresce impulsionada por grupos locais que transformam a prática em eventos comunitários, além de ser diretamente influenciada pelo clima — o calor é tão intenso que a corrida precisa acontecer à noite. Em Salvador, comunidades utilizam o esporte como ferramenta de ocupação de território e fortalecimento de identidade, e a Maratona Salvador, ao lado do grupo de corrida SBN Running, revelou como o espírito festivo da cidade atravessa também a corrida.

No Rio Grande do Sul, crews reúnem milhares de pessoas em encontros que misturam atividade física, cultura e pertencimento, enquanto no Centro-Oeste a forte presença de provas em meio à natureza reforçou a busca por aventura e conexão com a paisagem. E em todas as cidades turísticas, a corrida se conecta à experiência de explorar paisagens e destinos.

Em comum, todas essas iniciativas demonstram que a cultura da corrida brasileira está se desenvolvendo de forma descentralizada. “Uma das maiores lições foi perceber que inovação nem sempre nasce nos grandes centros. Muitas das conversas mais interessantes sobre corrida, comunidade e experiência estavam acontecendo em cidades que tradicionalmente não aparecem no radar do mercado. Quando você se dispõe a olhar para o Brasil inteiro, percebe que existem muitos pólos criativos ajudando a construir o futuro do esporte”, afirma Bianca.

Créd. Fractal – Na Buena Onda

Créd. Fractal – Na Buena Onda

Outro aprendizado importante veio da convivência com corredores de perfis muito diferentes. Ao longo das 50 corridas, a marca encontrou atletas em busca de índices e recordes, corredores iniciantes participando da primeira prova, grupos que usam a corrida como ferramenta de saúde mental, comunidades construídas em torno de amizade e pertencimento e praticantes que enxergam as provas como uma forma de conhecer novos lugares. Foram registradas histórias de superação como a de Paulo César Silva Oliveira, que correu em Roraima para honrar a memória do filho que perdeu; a de Jeferson Dias e Tais Damásio, que atravessaram a Chapada Diamantina em uma ultramaratona; a de Luana Correa, corredora que cruzou a linha de chegada da Maratona de Porto Alegre na última colocação, sem nunca cogitar desistir; e de Marcio Rosa, que percorreu sozinho 100 quilômetros na Volta ao Lago, em Brasília. A coexistência dessas motivações já aparecia nos dados da pesquisa Por Dentro do Corre, mas ganhou profundidade quando observada na prática.

Para Bianca, “A corrida continua sendo um espaço de performance e superação. Mas ela também se tornou um espaço de socialização, autocuidado, turismo, identidade e comunidade. O que vimos é que essas narrativas não competem entre si. Elas coexistem. Muitas vezes a mesma pessoa transita entre todas elas ao longo da sua jornada.” Essa multiplicidade levou a Olympikus a estruturar o projeto em quatro territórios comportamentais — Para Se Desafiar, Para Se Divertir, Para Se Engajar e Para Correr com os Olhos — uma forma de organizar diferentes relações com o esporte sem reduzir a complexidade do corredor brasileiro.

Créd. Guilherme Leporace – Na Buena Onda

O minidocumentário “Brasil, País do Corre”

Produzido pela Na Buena Onda e narrado pelo comunicador pernambucano Caio Braz, o documentário “Brasil, País do Corre” é o desfecho natural dessa jornada: acompanha a travessia da Olympikus pelas cinco regiões do país, registrando provas, treinos, comunidades e personagens que ajudam a contar as múltiplas formas de correr que existem no Brasil.

Aperte o play:

Agora, o projeto passa a funcionar como um novo ponto de partida. “Os 50 anos foram uma celebração da nossa história, mas também um exercício de escuta para construir o futuro. O maior legado dessa jornada é a certeza de que relevância não se constrói apenas falando com os corredores. Ela se constrói correndo junto com eles. Quanto mais a gente conhece as diferentes formas de correr que existem no Brasil, mais preparados estamos para criar produtos, experiências e histórias que façam sentido para quem está nas ruas todos os dias”, conclui Bianca.

Para assistir ao minidocumentário e ficar por dentro das novidades e dos novos corres da Olympikus, siga @olympikus nas redes sociais.

Lenine apresenta show inédito em Belo Horizonte

Após o sucesso de crítica e a forte recepção do público, que abraçou o álbum e o filme nas plataformas digitais, Lenine leva aos palcos a estreia de “EITA”, transformando essa potência em experiência ao vivo. Lançado em novembro do ano passado, o trabalho ganha dimensão cênica e reafirma a autonomia criativa do artista e seu vínculo visceral com o Nordeste, território afetivo e estético que atravessa cada canção. No palco, “EITA” expande o conceito do álbum e traduz em cena o encontro entre som, luz e poesia.

Em Belo Horizonte o show inédito acontece no dia 25 de julho, no grande teatro do Minascentro (antigo BeFly Minascentro). Os ingressos podem ser adquiridos na plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro.

Junto de sua banda, o cantor e compositor apresenta as 11 faixas do novo audiovisual, que cruzam tradição e contemporaneidade, e incorpora ao repertório sucessos que marcaram sua trajetória. O espetáculo percorre a força percussiva das raízes nordestinas, a sofisticação harmônica do violão polifônico e a pulsação urbana que consagrou Lenine como uma das vozes mais inventivas da música brasileira.

Entre o espanto e o encantamento que a própria palavra sugere, Lenine entrega um show que sintetiza sua caminhada artística: híbrido, inventivo e profundamente brasileiro. “EITA” não é apenas um espetáculo, mas a materialização de uma mente criativa em pleno domínio de sua arte, agora compartilhada ao vivo com o público.

SERVIÇOS:

Lenine – Tour Lançamento “Eita”
Data do show: 25 de julho (sábado)
Abertura da casa: 20h | Show: 21h
Local do show: Grande Teatro Minascentro
Endereço: Av. Augusto de Lima, 785 – Centro, Belo Horizonte /MG
Classificação etária: 18 anos. Menores de 18 anos, somente poderão entrar acompanhados dos pais.
Ingressos:
Setor 1 – R$175,00 (meia-entrada) / R$200,00 (ingresso social) / R$350,00 (inteira)
Setor 2 – R$145,00 (meia-entrada) / R$170,00 (ingresso social) / R$290,00 (inteira)
Setor Superior – R$100,00 (meia-entrada) / R$120,00 (ingresso social) / R$200,00 (inteira)
Compras de ingressos: Plataforma Sympla e Bilheteria (Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Savassi) terça a sábado, das 12h às 15h e das 16h às 20h
Link: https://bileto.sympla.com.br/event/118349/d/374911

Valenet patrocina Festival de Inverno de Ouro Preto

O Festival de Inverno de Ouro Preto, um dos principais encontros culturais de Minas Gerais, terá patrocínio da Valenet em 2026. A participação da empresa mineira de telecomunicações reforça a presença da iniciativa privada em uma agenda que movimenta a cidade durante julho, mês de alta temporada turística e de comemoração dos 315 anos de Ouro Preto.

A edição deste ano reúne programação unificada entre a Prefeitura de Ouro Preto, a Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). As atividades ocupam diferentes espaços da cidade ao longo dos 31 dias do mês, com ações artísticas, formativas e culturais voltadas a moradores, visitantes, artistas, estudantes, pesquisadores e profissionais ligados à economia criativa.

Investimento na identidade mineira

Para a Valenet, o apoio ao Festival também fortalece uma relação simbólica com Ouro Preto. A cidade, além de ocupar lugar central na memória cultural e histórica de Minas Gerais, é o município onde nasceu Michele Reis, sócia-fundadora da companhia.

“Somos uma empresa nascida em Minas Gerais e acreditamos que investir em cultura é investir nas pessoas, na educação, no turismo e na geração de oportunidades. O Festival de Inverno de Ouro Preto representa a força da identidade mineira e mostra como a arte pode conectar comunidades, preservar histórias e transformar realidades. Fazer parte dessa iniciativa está alinhado ao propósito da Valenet de contribuir para o desenvolvimento das regiões onde atuamos”, afirma Michele Reis, sócia-fundadora da Valenet.

O patrocínio se soma a uma estratégia de presença territorial da empresa em Minas Gerais, com apoio a projetos que aproximam conectividade, cultura e desenvolvimento local. Em cidades históricas como Ouro Preto, eventos culturais de grande circulação ajudam a dinamizar o turismo, movimentar o comércio, gerar renda e ampliar oportunidades para artistas, produtores e empreendedores criativos. O investimento dá continuidade à atuação da empresa no município, que também patrocinou o Natal de Luz de Ouro Preto em 2025, reforçando seu compromisso com a valorização do patrimônio, das tradições locais e das experiências culturais que impactam positivamente a comunidade e a economia da região.

O festival

Criado em 1967, a partir de uma iniciativa de professores da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Festival de Inverno de Ouro Preto consolidou-se como espaço de iniciação, experimentação, pesquisa artística e formação cultural. Após a retomada em 2004, como Fórum das Artes, o evento passou a integrar, a partir de 2005, uma parceria entre a Prefeitura de Ouro Preto, a Prefeitura de Mariana e a UFOP, formato mantido até a interrupção provocada pela pandemia.

Em 2026, o tema oficial do Festival é “Annamélia de Ouro Preto e Ouro Preto de Annamélia”, em homenagem a Anna Amélia Lopes de Oliveira, conhecida artisticamente como Annamélia. Nascida em Nova Lima, ela se mudou para Ouro Preto em 1965 e teve papel relevante no desenvolvimento das artes visuais em Minas Gerais. Foi uma das fundadoras da FAOP e ajudou a criar os cursos que deram origem à Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade, em 1969, contribuindo para consolidar a formação artística na cidade.

A programação da UFOP integra o Festival de Inverno Universitário 2026, que traz o tema “O sol na cabeça”, inspirado em verso da canção “O Trem Azul”, do Clube da Esquina, em homenagem a Lô Borges. O FIU 2026 reúne mais de 35 atrações gratuitas, entre shows, espetáculos de dança, oficinas, mesas de debate e projetos culturais, com atividades em Ouro Preto, Mariana e João Monlevade até setembro.

Tecnologia e cultura para transformar territórios

Além do Festival de Inverno, a Valenet também patrocina, em 2026, o projeto Clássicos do Cinema, iniciativa itinerante que leva sessões gratuitas de obras do cinema nacional e internacional a praças e espaços públicos de cidades mineiras. O projeto já passou por Ipatinga e Governador Valadares e, até o fim do ano, percorrerá outras três cidades do estado, ampliando o acesso à cultura e ao entretenimento para diferentes comunidades. A proposta amplia o acesso da população à programação cultural e cria experiências abertas para diferentes públicos.

Com o apoio ao Festival de Inverno de Ouro Preto e ao Clássicos do Cinema, a Valenet amplia sua atuação em iniciativas culturais no estado e reforça a presença em projetos que valorizam a convivência em espaços públicos e o desenvolvimento das comunidades mineiras.

Para Hélio Dias, gerente de Marketing da Valenet, a atuação da companhia deve dialogar com as comunidades para além da infraestrutura tecnológica. “Nossa atuação vai além da infraestrutura e da tecnologia. Conectar faz parte do nosso jeitim, e isso significa aproximar pessoas, valorizar o patrimônio cultural e incentivar iniciativas que geram pertencimento e desenvolvimento. O Festival de Inverno de Ouro Preto traduz esses valores e fortalece a relação da marca com a cultura e com a história de Minas Gerais”, destaca.

O patrocínio ao evento também reforça os investimentos realizados pela empresa em Ouro Preto nos últimos anos. Em 2025, a Valenet destinou recursos para a implantação do Valenet Ponto 5G, solução de internet fixa sem fio baseada na tecnologia FWA (Fixed Wireless Access), desenvolvida para ampliar a conectividade no Centro Histórico sem a necessidade de intervenções que comprometam a arquitetura da cidade. A iniciativa alia inovação e preservação, levando internet de alta performance para moradores e empreendedores locais de forma compatível com as características de um dos principais locais culturais do país.

SERVIÇO: 

VALENET

Instagram: @valenet_oficial

Site: www.valenet.com.br

Toada Mineira celebra a essência de Minas Gerais

Minas Gerais ganha uma nova homenagem musical no próximo dia 16 de julho de 2026, com o lançamento do single “Toada Mineira” em todas as plataformas digitais. A obra é um tributo à identidade cultural, às paisagens, à espiritualidade e ao povo mineiro, traduzindo em música a essência de um dos estados mais emblemáticos do Brasil.

Com uma sonoridade delicada e envolvente, a canção une a tradição da viola caipira à elegância do piano, criando uma atmosfera que remete às montanhas, às cidades históricas, aos sabores e às memórias afetivas que fazem parte do imaginário mineiro. O resultado é uma composição que emociona ao retratar, de forma poética, o modo de viver e sentir de Minas Gerais.

O lançamento de “Toada Mineira”, em 16 de julho de 2026, ocorre em uma das datas mais simbólicas do calendário mineiro: o Dia de Minas Gerais. A celebração remete à fundação de Mariana, em 1696, primeira vila e antiga capital do estado, reconhecida como marco inicial da formação histórica de Minas. Oficializada pela Lei nº 561 de 1979, a data homenageia a trajetória cultural, social e identitária do estado, reunindo memória e pertencimento em torno de suas origens. Nesse cenário, o single surge como uma homenagem que ecoa esse imaginário coletivo, traduzindo em música a essência mineira em suas paisagens, afetos e permanências.

A interpretação de “Toada Mineira” reúne artistas que equilibram técnica, sensibilidade e profundo respeito pelas raízes culturais brasileiras. Karina Souza empresta sua identidade vocal marcante à obra, enquanto Ricardo Petracca assume os vocais, a viola caipira, o baixo elétrico e a produção musical. Já Marcos Souza conduz as harmonias ao piano, contribuindo para a construção da atmosfera lírica que caracteriza a faixa.

Assinada pelos compositores Ricardo Petracca e Marcos Souza, a música apresenta um verdadeiro percurso geográfico e emocional por Minas Gerais. Os versos percorrem cidades históricas como São João del-Rei e Tiradentes, além de referências a localidades como Juvelínia e Camanducaia, evocando imagens do café coado, das tardes tranquilas, das montanhas e das igrejas que marcam a paisagem mineira.

Os artistas que dão vida à canção possuem trajetórias consolidadas na música brasileira. Marcos Souza é compositor, pianista, produtor cultural e especialista em trilhas sonoras para cinema e audiovisual, com participação em mais de 30 filmes e séries. Diretor executivo do Festival Musimagem Brasil e presidente da Musimagem Brasil, acumula experiência em importantes instituições culturais do país, como Funarte, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e Orquestra Petrobras.

A intérprete Karina Souza destaca-se pela forte presença cênica e pela atuação na interseção entre música, teatro e performance. Com trabalhos autorais lançados e apresentações em importantes palcos brasileiros, como Sesc Pompeia, Sesc Ipiranga e Sesc Palladium, a artista vem construindo uma trajetória marcada pela expressividade vocal e profundidade interpretativa.

Já Ricardo Petracca é compositor, arranjador, instrumentista, pesquisador e professor universitário. Doutor pela UNIRIO e autor de obras de referência sobre composição musical, atua na pesquisa e criação musical unindo tradição, inovação e diálogo entre diferentes culturas. Como artista, transita entre a música erudita e popular, destacando-se também por trabalhos realizados ao lado da Orquestra Ouro Preto e diversos projetos autorais.

Filhos do compositor mineiro Chico Mário e sobrinhos de Henfil e Betinho, os artistas Marcos e Karina Souza carregam uma herança cultural e humanista profundamente ligada à história de Minas Gerais e do Brasil.

Já Ricardo Petracca neto do mineiro Ezequiel Mendonça é uma das figuras lembradas na construção simbólica da canção, com trajetória marcada por sua atuação em diferentes contextos e pelo reconhecimento público em localidades onde viveu. Seu legado permanece registrado inclusive na toponímia urbana, com uma rua em Bauru (SP) que leva seu nome, evidenciando a relevância de sua passagem e contribuição. A referência se conecta ao verso “Ê Minas, vê se espalhas o ouro que é tua gente”, reforçando a ideia central da obra de que o verdadeiro patrimônio mineiro está nas pessoas e em suas histórias.

Mais do que uma celebração territorial, a canção propõe uma reflexão sobre os valores que constituem a verdadeira riqueza do estado. Em contraponto ao ouro que marcou a história colonial mineira, a letra destaca a generosidade, a hospitalidade e a humanidade de seu povo. A mensagem ganha força nos versos finais: “Ê Minas vê se espalhas / O ouro que é tua gente”, sintetizando a essência da obra.

Para os artistas, “Toada Mineira” representa uma manifestação de amor à cultura mineira e uma forma de preservar, por meio da música, tradições, memórias e sentimentos que atravessam gerações.

Serviço:

Lançamento do Single “Toada Mineira” celebra a essência, a fé e a riqueza humana de Minas Gerais

Data: 16 de julho de 2026

Disponível em: Spotify, Apple Music, Deezer, YouTube Music e demais plataformas digitais.

Orquestra Ouro Preto reúne Cheib e Mauro Rodrigues

Concerto reúne dois dos mais importantes músicos mineiros em apresentação única no dia 12 de julho, no Sesc Palladium

Há encontros que atravessam o tempo sem perder a força. Parcerias que permanecem latentes, amadurecem em silêncio e, quando retomadas, revelam novas camadas de significado. É desse lugar que nasce o concerto que reúne o baterista Lincoln Cheib e o compositor, saxofonista e flautista Mauro Rodrigues ao lado da Orquestra Ouro Preto, no próximo dia 12 de julho, às 11h, no Grande Teatro do Sesc Palladium, dentro da série Alma Mineira.

Mais do que uma apresentação, o espetáculo marca o reencontro artístico de dois músicos que compartilham uma história fundamental para a música instrumental brasileira. A parceria teve início nos anos 1980 e ganhou registro definitivo em 1989 com o lançamento do vinil Lua, gravado pelo grupo Edição Brasileira. Com repertório majoritariamente composto por Mauro Rodrigues, o disco tornou-se uma referência da produção independente nacional, em uma época em que lançar um álbum fora das grandes gravadoras ainda era um gesto de ousadia. O trabalho circulou pelo país e levou o grupo a importantes palcos, incluindo uma participação no Free Jazz Festival.

Nas décadas seguintes, os caminhos dos dois artistas seguiram trajetórias distintas, mas igualmente marcantes. Lincoln Cheib consolidou-se como um dos bateristas mais respeitados do país, integrando por décadas a banda de Milton Nascimento e desenvolvendo projetos autorais ao lado de músicos como Nelson Faria e Nico Assunção. Mauro Rodrigues construiu uma sólida carreira como professor da Escola de Música da UFMG, ao mesmo tempo em que desenvolveu uma produção criativa singular em projetos como Suíte para os Orixás, Misturada Orquestra e Cru, Cozido e Repartido, registrando uma obra que transita entre a música popular, a criação contemporânea e as matrizes afro-brasileiras.

Embora tenham mantido o contato e realizado colaborações esporádicas ao longo dos anos, é agora que a parceria ganha um novo capítulo. O concerto com a Orquestra Ouro Preto simboliza uma retomada artística alimentada por décadas de experiências, descobertas e amadurecimento musical. “O tempo ampliou nossa escuta e nossa compreensão da música”, afirma Mauro Rodrigues. “Reencontrar Lincoln neste momento, ao lado da Orquestra Ouro Preto, é revisitar nossa história, mas também olhar para frente, para aquilo que ainda podemos construir juntos.”

O programa reúne composições históricas presentes no álbum Lua, como a faixa-título e Amarelinha, além de obras mais recentes do compositor, entre elas Urgência e Paciência, Cânon, Alegria e Recolhimento e Ócio e Trabalho. O repertório inclui ainda Darcy e Los Turcos, assinada por Mauro Rodrigues em parceria com Lincoln Cheib, e uma atração especial: a execução de Esta é uma Eterna Noite, composição inédita de Hermeto Pascoal cuja história está intimamente ligada ao lançamento do disco de 1989 e será compartilhada com o público durante a apresentação.

Para o maestro Rodrigo Toffolo, a série Alma Mineira encontra neste encontro um de seus retratos mais representativos. “A música produzida em Minas Gerais sempre foi marcada pelo diálogo entre tradição e inovação, pela convivência entre diferentes linguagens e gerações. Mauro e Lincoln representam essa riqueza criativa de forma exemplar. São artistas que ajudaram a construir parte importante da nossa identidade musical.”

Ao unir a sonoridade singular da Orquestra Ouro Preto à inventividade de dois músicos fundamentais da cena instrumental brasileira, o concerto promete uma experiência que celebra memória, amizade e criação. Um encontro entre passado e presente, onde a música se transforma em testemunho vivo de uma trajetória compartilhada.

Domingos Clássicos

A série Domingos Clássicos é uma das iniciativas mais tradicionais do Sesc em Minas e da Orquestra Ouro Preto e tem como proposta aproximar o público da música de concerto por meio de apresentações matinais que unem excelência artística, repertórios diversificados e uma atmosfera acolhedora. Realizada um domingo por mês no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, a série cria um espaço de encontro entre a música clássica e diferentes expressões da cultura brasileira, promovendo diálogos entre gêneros, gerações e linguagens artísticas. Ao longo de sua trajetória, o projeto consolidou-se como uma importante referência na programação cultural da capital mineira, formando plateias e ampliando o acesso à música de qualidade.

 Serviço

Orquestra Ouro Preto convida Lincoln Cheib e Mauro Rodrigues e na série Alma Mineira

Data: 12 de julho, domingo
Horário: 11 horas
Local: Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, Belo Horizonte)
Ingressos: a preços populares no Sympla e na bilheteria do teatro
Informações: www.orquestraouropreto.com.br

Mineiro vence prêmio de Compositor do Ano em Cannes

Rodrigo Volponi, que até seis meses atrás atuava na  área de marketing digital, venceu prêmios nos EUA e Espanha e é indicado na categoria “Melhor Música”, no Ardelio Festival, na Noruega

Mineiro coloca a música cinematográfica independente brasileira nos holofotes do mundo. No último dia 27 de junho, Rodrigo Volponi conquistou duas vitórias no prestigiado Cannes World Film Festival, na França. Ele venceu nas categorias “Melhor Compositor do Ano” e “Melhor Canção Original”. A dupla consagração em Cannes soma-se a um currículo que, em tempo recorde, já acumulou troféus nos Estados Unidos e na Espanha.

O triunfo no tapete vermelho europeu coroa uma ascensão meteórica de Rodrigo no cenário do film scoring (composição de música para filmes). Há apenas seis meses, ele deixou a carreira sólida e bem-sucedida de 15 anos no marketing digital para se dedicar à uma paixão de duas décadas: a música.

“Ir a Cannes não foi apenas sobre receber prêmios, mas ocupar o espaço onde as grandes decisões criativas do cinema são tomadas. Tive contatos com quem realmente quer fazer a diferença no mundo através da arte”, declara o compositor, que agora se prepara para ir ao Ardelio Festival, em Oslo (Noruega), em dezembro.

Em Cannes, entre 7.800 projetos inscritos, apenas 1.000 foram selecionados para a etapa seguinte. Depois de sucessivas avaliações, centenas de concorrentes foram nomeados nas diferentes categorias. Ao final do rigoroso processo, Rodrigo conquistou o prêmio, em uma das mais concorridas premiações internacionais do segmento.

A peça central da consagração em Cannes é a composição “Warao of Waters”. Criada em fevereiro de 2026 – apenas 60 dias após Rodrigo Volponi iniciar os estudos profissionais na área de música -, a obra é um mergulho profundo em camadas vocais inspiradas em referências culturais indígenas, elevadas por uma estética cinematográfica épica.

O sucesso de Rodrigo não é fruto do acaso, mas de uma simbiose entre sensibilidade artística e domínio tecnológico. A longa bagagem como estrategista digital permitiu uma transição técnica quase instantânea para os complexos softwares de composição orquestral e bibliotecas de sons virtuais.

“O marketing digital me deu a fluência necessária para manipular qualquer software com agilidade. Na composição para filmes, essa habilidade técnica é o que permite que a criatividade flua sem barreiras. Eu não precisei aprender a usar a ferramenta; precisei apenas aprender a traduzir minha visão musical através dela”, explica.

Rodrigo despertou interesse pela música aos 10 anos, quando insistiu com o pai que lhe desse um violão. Com o instrumento musical, aprendeu a tocar de maneira autodidata pela internet e, depois de dominar a tablatura, passou a se interessar e tocar também música erudita.

Foi no Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte, que o sonho de exercer atividade musical se concretizou.  Aos 15 anos, ele venceu a competição para integrar a Orquestra de Violões, projeto criado pela então vice-diretora da escola, Berenice Horta,  irmã do músico Toninho Horta.  “O padrinho da orquestra era o Toninho, que considero também meu professor, junto a Juarez Moreira, Rogério Leonel Geraldo Alvarenga”, conta, lembrando que o projeto rendeu um CD.

Na orquestra ele tocou até os 18 anos, quando descobriu o marketing digital, deixando a música adormecida. Paralelamente, concluiu a graduação de psicologia. Como consultor de marketing, atendeu a apresentadora Ana Maria Braga, no Rio de Janeiro, e o escritor Paulo Coelho, na sua casa em Genebra.

Recentemente, veio à tona o desejo de voltar à música. “Sempre fui apaixonado por filmes. Entre novembro e dezembro do ano passado, comprei um curso de um compositor de Los Angeles (EUA). Daí passei a criar  músicas para filmes. Uma delas, a vencedora em Cannes, a “Warao of the Waters”, conta Rodrigo.

Sobre Rodrigo:

Nascido em Governador Valadares, ele veio com a família, aos 6 anos, para Belo Horizonte, onde permaneceu até a vida adulta.  Ele cursou, também, mestrado na Inglaterra em ciberpsicologia (estudo do comportamento humano diante das novas tecnologias). O trabalho dele foi compreender a motivação das pessoas que compram pela internet.

Conquistas de Rodrigo Volponi

“Melhor Compositor do Ano” e “Melhor Canção Original” no Cannes World Film Festival (França)

“Canção Original” no Hollywood International Indie Film & Screenplay Awards (EUA)

“Composição Musical / Trilha Sonora de Filme com menos de 6 minutos” no Ethos Film Festival (EUA)

¨Música sem vídeo” no Hell Chess Festival (Espanha)

Indicado na categoria “Melhor Música” no Ardelio Festival (Noruega)

7º Arraiá CircoLar agita Contagem com entrada gratuita

7º Arraiá CircoLar acontece no dia 12 de julho, em Contagem, com entrada gratuita

A tradicional Festa de São João vai ganhar um tempero circense. É que o Instituto Cultural CircoLar (ICC), pela sétima vez consecutiva, resolveu misturar circo com festa julina. O resultado dessa receita poderá ser aproveitado pelo público no dia 12 de julho (domingo), a partir das 10h, na Travessa C5, 521, Eldorado, em Contagem (MG). A entrada para o 7º Arraiá CircoLar é gratuita. Mais detalhes: @institutoculturalcircolar.

“O Arraiá CircoLar é uma das nossas produções anuais que não podem faltar no calendário de Contagem. É um momento de celebrar com a equipe, com os alunos e também com a comunidade”, garante Kênia Silva, produtora do Instituto Cultural CircoLar. Ela adianta ainda que a festança será animada pela cantora Ciça Machado e também pelo Palhaço Ó, que vai alegrar o evento com brincadeiras para todas as idades.

Além de comidas típicas, brincadeiras, quadrilha e decoração, que vão transportar o público para uma legítima festa na roça, o 7º Arraiá CircoLar contará com a terceira edição do Circo Aberto, projeto social do ICC que proporciona aulas gratuitas de circo para crianças e adolescentes periféricos, abrindo espaço para que pessoas da cidade e de regiões próximas tenham contato com o circo. Os alunos vão mostrar os resultados dessa imersão e vivência durante a festa julina.

“Acho interessantes pensar nessa interseção (de circo e quadrilha) e em formas de trazer elementos do forró e do circo de uma maneira divertida, seja para quem está fazendo ou vendo a apresentação. Também somos encorajados a apresentar em dupla, um diferencial em relação à apresentação de final de ano, e testarmos novos aparelhos, o que torna essa experiência ainda mais especial”, conta Igor Luís, que é aluno do ICC há 8 anos. Ele é um dos alunos mais antigos da instituição e, claro, estará presente na festa julina do CircoLar.

Segundo Vinicius Guedes, professor do Circo Aberto, a apresentação dos alunos será um momento ímpar, que vai despertar ainda mais o interesse da comunidade pela arte circense. “A gente tem trabalhado com as crianças desde fevereiro e tem sido muito prazeroso compartilhar e aprender com essa turminha. Estamos preparando uma apresentação linda pra todo mundo ver, garanto que vão gostar”, aponta ele.

O 7º Arraiá CircoLar, que é realizado pelo o Instituto Cultural CircoLar (ICC), faz parte das ações do projeto Manutenção e Programação Cultural do Instituto CircoLar Cultural (ID: 475324), fomentado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, executado pela Fundação Nacional de Artes, entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Governo do Brasil. O evento conta ainda com o apoio dos alunos, dos professores, dos parceiros da vizinhança, do Fábio’s Bar e de todos os profissionais que integram o ICC.

Arraiá CircoLar 2026

Dia: 12 de julho de 2026 (domingo) – a partir das 10h

Local: Travessa C5, 521, no bairro Eldorado, em Contagem (MG)

Classificação: Livre

Mais detalhes: @institutoculturalcircolar.

FOTO DOUGLAS MAGNO/DIVULGAÇÃO

Grupo Alchymist lança programação especial de férias

As férias de julho ganharam uma programação especial nos empreendimentos do Grupo Alchymist, que preparou experiências para toda a família em Fortaleza, Cumbuco e Jericoacoara. Com atrações voltadas para toda familia, novidades gastronômicas e opções de lazer em cenários paradisíacos, os espaços prometem ser um dos principais destinos da temporada.

No Alchymist Prehistoric Park, no Cumbuco, a diversão começa logo na chegada. Todos os dias, os visitantes serão recepcionados por personagens temáticos na abertura do parque, das 9h30 às 10h, e novamente no encerramento das atividades, das 16h às 16h30, proporcionando momentos de interação, fotos e muita diversão para as crianças.

A programação de férias também se estende à Lagoa Encantada, onde uma equipe de recreação preparou atividades ao longo do dia, incluindo pintura facial, oficinas de pintura, oficinas de pirata, hidro dance e diversas brincadeiras para garantir entretenimento para toda a família.

Em Fortaleza, o recém-inaugurado Alchymist Prehistoric Garden segue como uma das grandes novidades da capital. O empreendimento oferece um rodízio temático de pizzas, massas e risotos em um ambiente totalmente inspirado no universo dos dinossauros, unindo gastronomia, entretenimento e uma ambientação imersiva que encanta crianças e adultos.

Já em Jericoacoara, o tradicional Alchymist Rooftop Garden apresenta uma programação especial para quem deseja apreciar o pôr do sol em um dos destinos mais visitados do Brasil. O espaço estreia um novo cardápio de petiscos e reforça sua programação de happy hour, combinando boa gastronomia, música e uma vista privilegiada para tornar as férias ainda mais especiais.

Segundo o Grupo Alchymist, a proposta é oferecer experiências completas que unem lazer, gastronomia e entretenimento para diferentes públicos, consolidando os empreendimentos como referências em turismo e diversão no Ceará durante a alta temporada.

IP Minas pesquisa satisfação em Ribeirão das Neves

A IP Minas, concessionária responsável pela gestão, modernização e manutenção da rede de iluminação pública de Ribeirão das Neves, iniciou uma pesquisa de opinião pública para ouvir os moradores do município. O objetivo principal é mensurar o nível de satisfação da população em relação aos serviços prestados e identificar pontos de melhoria.

A coleta de dados será realizada de forma mista, incluindo abordagens via WhatsApp e por ligações telefônicas. Para a segurança e tranquilidade dos munícipes, a empresa esclarece que os pesquisadores se identificarão logo no início do contato e farão uma pergunta de corte inicial para confirmar que o entrevistado reside atualmente na cidade.

A pesquisa foi estruturada para ser rápida e dinâmica, exigindo menos de 5 minutos do morador. O questionário é objetivo e composto por apenas 08 perguntas principais de avaliação, além da validação residencial inicial. Durante a abordagem, os cidadãos serão convidados a avaliar temas essenciais do dia a dia, como a qualidade da iluminação de ruas e espaços públicos (incluindo praças e pistas de caminhada), a rapidez no reparos de lâmpadas apagadas e a sensação de segurança que o serviço proporciona para circular à noite.

A meta é alcançar 900 respondentes válidos ao longo dos próximos meses. A participação de cada morador é fundamental para que a concessionária consiga direcionar os investimentos com precisão e manter o alto padrão de qualidade na prestação dos serviços em toda a cidade.

Festival Cidade Inclusiva divulga programação completa

Festival acontece nos dias 10 e 11 de julho, no Centro Cultural Valério Dias Duarte, reunindo dança, música, teatro, oficinas e atrações protagonizadas por pessoas com deficiência

A arte como instrumento de inclusão e transformação social ganha espaço em Jaboticatubas nos dias 10 e 11 de julho. O Centro Cultural Valério Dias Duarte será palco da segunda edição do Cidade Inclusiva, festival gratuito que une programação artística acessível, protagonismo de pessoas com deficiência e melhorias permanentes de acessibilidade que permanecerão como legado para a cidade. O projeto conta com o patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e realização da Cultura Criativa.

Assim como aconteceu na edição de Caratinga, além da programação artística, o Cidade Inclusiva deixará um conjunto de melhorias permanentes no Centro Cultural Valério Dias Duarte, ampliando as condições de acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. As intervenções incluem projeto de sinalização acessível, fornecimento e instalação de piso tátil e mapa tátil, sinalização para degraus de escadas, sanitários, bebedouros, ambientes e identificação de espaços com atendimento em Libras.

O projeto também prevê a criação de um espaço reservado no teatro para pessoas usuárias de cadeira de rodas, instalação de barras de apoio nos sanitários, adequação do acionamento das descargas, instalação de cabides e porta-objetos acessíveis, substituição das torneiras por modelos acessíveis e implantação de alarmes de emergência. As melhorias permanecerão no equipamento cultural após o encerramento do festival, ampliando a autonomia, a segurança e o conforto dos usuários.

A abertura do festival, na sexta-feira (10), será marcada pela exposição do artista plástico jaboticatubense Ronaldo Cupertino da Silva. Ex-músico, Ronaldo ficou tetraplégico após um acidente em um riacho e reinventou sua relação com a arte. Hoje, pinta utilizando a boca, transformando desafios em obras que inspiram pela sensibilidade e pela força de sua história. Na sequência, o público acompanha o espetáculo de dança “Entre Ellas”, do grupo Kinesis, protagonizado por uma bailarina cadeirante e inspirado na história real de Fernanda Maciel, que também reconstruiu sua trajetória artística após uma lesão medular.

No sábado (11), a programação começa às 13h e reúne apresentações artísticas, oficinas e atividades inclusivas. Entre os destaques estão a apresentação musical da APAE Ribeirão das Neves, a contação de histórias com Samuel Vitor (escritor, artista plástico, palestrante e influenciador digital autista de 11 anos), o dueto musical entre Gabriel Cheib, jovem cantor com síndrome de Down, e seu pai Rafael Cheib, além do grupo Forró Cabra Cega, formado integralmente por músicos com deficiência visual. A programação inclui ainda oficinas de Libras, TEAtrar – Teatro Inclusivo, oficinas gastronômicas Mini Chefs, espaço multissensorial de acolhimento para crianças atípicas e, encerrando o festival, apresentações do grupo Samba de Senzala com Quilombo do Açude e da cantora Jane Sabino e banda.

“O Cidade Inclusiva nasceu para mostrar que acessibilidade não é um complemento da programação cultural, mas parte essencial dela. Em Jaboticatubas, reunimos artistas, educadores e profissionais que transformam suas vivências em arte e fazem da inclusão uma experiência compartilhada por todos. E, além das apresentações, deixamos um legado permanente para que o Centro Cultural esteja cada vez mais preparado para receber todos os públicos”, afirma Fred Torres, diretor da Cultura Criativa e proponente do projeto.

O projeto conta com um grupo de trabalho em acessibilidade formado por profissionais com deficiência e especialistas em cultura inclusiva. Antes de cada edição são realizadas visitas técnicas que identificam oportunidades de melhorias estruturais nos equipamentos culturais, garantindo que o impacto do projeto permaneça mesmo após o encerramento do festival.

“Mais do que eliminar barreiras físicas, queremos contribuir para transformar a maneira como as pessoas enxergam a cultura: um direito que deve estar ao alcance de todos”, completa Fred Torres.

Cemig:
A Cemig segue ampliando o incentivo ao setor cultural de Minas Gerais, patrocinando diferentes expressões artísticas em todas as regiões do estado. Democratizar, descentralizar e ampliar o acesso às práticas culturais é um compromisso da companhia com a arte mineira. Ao incentivar a cultura, a Cemig fortalece a tradição, a memória e as raízes, sem deixar de ter a inovação e a tecnologia como aliadas. Estar ao lado da cultura de Minas Gerais é contribuir para a valorização da identidade, para o desenvolvimento do estado, para a movimentação da economia criativa e para a geração de emprego e renda.

SERVIÇO: Cidade Inclusiva – Jaboticatubas
Data: 10 e 11 de julho de 2026
Local: Centro Cultural Valério Dias Duarte
Entrada gratuita

Sexta-feira (10/07)

18h – Abertura do festival com a exposição do artista plástico jaboticatubense Ronaldo Cupertino da Silva
20h – Espetáculo de dança “Entre Ellas”, com o grupo Kinesis

Sábado (11/07)

13h – Apresentação musical da APAE Ribeirão das Neves
13h às 18h – Espaço multissensorial de acolhimento para crianças atípicas
13h45 – Contação de histórias com Samuel Vitor
14h30 às 15h30 – Oficina Mini Chefs: O Mistério do Bolo de Chocolate
14h30 – Dueto Musical Pai e Filho com Gabriel Cheib e Rafael Cheib
15h30 às 16h15 – Oficina TEAtrar – Teatro Inclusivo
16h15 – Oficina de Libras
17h – Show com o grupo Forró Cabra Cega
17h às 18h – Oficina Mini Chefs: Cozinhando, Explorando e Criando uma Pizza Divertida
18h – Samba de Senzala com Quilombo do Açude
19h – Show de encerramento com Jane Sabino e banda

Mais informações:
Site: cidadeinclusiva.art.br
Instagram: @cidade_inclusiva