1ª loja da Disney em BH entra na reta final de obras no Belvedere

A espera dos fãs de produtos Disney em Belo Horizonte está quase no fim.  Isso porque a Terzo Engenharia, construtora responsável pela obra, entregará nos próximos dias as chaves da Dream Store: a primeira loja temática com produtos licenciados da marca Disney em Minas Gerais. A loja entra agora na fase final de montagem e prepara sua inauguração no Botânico Shopping, centro de compras de luxo recém-inaugurado no bairro Belvedere, na região Centro-Sul da capital mineira.

Com um investimento de mais de R$ 5 milhões, a DreamStore promete encantar o público belo-horizontino com a diversidade de produtos com mais de 15 mil itens, entre licenciados da Disney, Warner, Universal e outras grandes marcas, além de produtos exclusivos e coleções especiais desenvolvidos pela própria Dream Store. São itens para crianças e adultos e para todos os bolsos que vão desde souvenirs, canecas, bichos de pelúcia, brinquedos, itens de beleza, vestuário até objetos de decoração e joias.

O projeto da loja, assinado pela arquiteta Ana Calabuig, foi conduzido pela Terzo Engenharia sob a supervisão dos engenheiros Renato Dutra e Alexandre Ribeiro, que também foram responsáveis pela construção do Botânico Shopping. A fachada, com 320 m², foi revestida com ACM e vidro temperado. O interior, projetado com 700 m², recebeu diferentes tipos de piso, incluindo vinílicos, grama sintética, cerâmica e deck de madeira.

A iluminação recebeu mais de 400 luminárias, e a estrutura interna do mezanino recebeu 5 toneladas de aço. A paleta de cores em rosa, azul, verde e preto, foi complementada por tijolinhos rústicos e um painel de lantejoulas. Para a segurança do local, foi instalado um sistema equipado com antenas antifurto, câmeras e um gravador digital. A experiência sonora foi planejada com um amplificador multiroom para quatro zonas e 18 caixas de som.

Foram cinco meses de obras e tudo foi feito com muita tecnologia e estrutura necessárias para receber uma megaloja Disney.  “Estamos satisfeitos em contribuir com esse projeto inovador para a cidade, que traz uma experiência para toda a família, crianças e adultos. É uma honra para Terzo fazer parte da construção da primeira loja Disney de Minas Gerais”, comenta Renato Dutra, sócio da Terzo Engenharia.

A Dream Store Belo Horizonte será a 11ª unidade da rede no país. Ela ocupa um espaço de 700 metros quadrados no Botânico Shopping, com entrada pela Avenida Celso Porfírio Machado, no coração do bairro. O projeto, aprovado oficialmente pelo escritório da Disney Brasil, trará seções separadas por personagens, área baby, brinquedos gigantes como um dinossauro de mais de três metros, brinquedos pedagógicos e uma cafeteria em frente ao deck com receitas especiais e sabores de milkshakes exclusivos. A unidade mineira também contará com produtos exclusivos, com direito a várias trocas de coleções ao longo do ano, cobrindo os principais lançamentos do cinema e séries de TV.

16º Cinefantasy anuncia a programação filmes

A 16ª edição do Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico acontece de 2 a 14 de setembro e apresenta  uma seleção de 110 filmes de 27 países, organizados em 30 sessões, que acontecem no CCSP (Centro Cultural São Paulo), e com um recorte da programação online, para todo Brasil, através da plataforma DarkFlix.

A programação reúne longas e curtas-metragem, em sua maioria inéditos no Brasil, indicados a prêmios como o Goya e o Oscar, e exibidos em alguns dos mais prestigiados festivais do mundo, incluindo Rotterdam, Sitges, PÖFF, Annecy, Gotemburgo, Fantasia e Bellaria.

Os filmes que integram a Mostra Competitiva de Longas e de Curtas-Metragens trazem temas que convidam o público a explorar os limites do imaginário, revelando como o fantástico se insere nas narrativas do cotidiano — seja pela força da ficção científica, a tensão do horror ou a delicadeza da fantasia.

Para o diretor do festival, Eduardo Santana, “o festival se transforma em mais do que uma vitrine de filmes — torna-se um portal para outros mundos, espelhos distorcidos da nossa realidade e laboratórios para experimentar o impossível. O Cinefantasy, em sua 16ª edição, é exatamente isso: um território onde monstros, heróis, sonhos e pesadelos se encontram para provocar, encantar e inquietar. Mais do que exibir filmes, o Cinefantasy reafirma seu papel como espaço de celebração da diversidade e da potência criativa do cinema fantástico”.

Sessão de Abertura

A sessão de abertura acontece em 2 de setembro, às 19h, no CCSP, com a première latino-americana de Warden, do brasileiro Marcus Alqueres, que estará presente na sessão. Com roteiro de Jeff Juhasz, a produção canadense traz no elenco nomes como Giovanni de Lorenzi, Alli Willow, Antonio Saboia e Bukassa Kabengele. O filme acompanha a jornada de um jovem com poderes misteriosos que decide salvar sua cidade, afetando profundamente todos ao seu redor — de jornalistas a políticos. Filmado em locações reais em São Paulo, Warden propõe um olhar brasileiro sobre o surgimento do primeiro super-herói do mundo. A entrada é gratuita e a retirada dos ingressos acontecem com 1 hora antes do início da sessão.

Programação

Na programação de longas, o  festival apresenta em première mundial o brasileiro Quando o Sangue Flui, de Cainã De Paulo e Pedro Valle, que mistura vampirismo e antropofagia e conta com Alessandra Alves, Aramis Trindade,  Marina Lessa Trindade e Kauã Rodriguez. Ainda entre os brasileiros merecem destaque Consequências Paralelas dirigido por Gabriel França e CD Vallada, com Camila Morgado no elenco,  a obra retrata a trajetória de  Max que descobre uma máquina do tempo com consequências fatais;  e Ogiva: O Mundo Não é Mais Nosso, de Cadu Rosenfeld, ficção pós-apocalíptica com Sara Antunes e Fernando Caruso.

Longas internacionais inéditos também fazem sua estreia no festival como  o equatoriano Alucina, dirigido por Javier Cutrona, que estará presente na sessão, o filme acompanha Camila, uma jovem com amnésia que se refugia em um mundo imaginário sueco Que Você Viva, de Malin Dahl, drama de horror sobre amor e decadência,  o porto-riquenho Era Uma Vez no Caribe, de Ray Figueroa, traz uma coreografia cinematográfica que homenageia o legado de Akira Kurosawa e Sergio Leone; o americano Hippo, de Mark H. Rapaport, uma tragicomédia sobre dois meio-irmãos em conflito;  o marroquino Hotel da Paz,  de Belmejdoub Jamal, que traz eventos paranormais após a descoberta de um objeto misterioso;  o italiano Mycelia, de Alessandra Stefani, romance entre um caçador e uma criatura da floresta; o francês Venha o Teu Reino, de Mathias Averty, sobre um artista que se perde nas trilhas do ocultismo contemporâneo.

Ainda entre os internacionais completam a programação, o  australiano Anoitecer – Uma Investigação Paranormal , de Myles Mcewen e Ripley Stevens, ambientado nos anos 1980, onde dois investigadores enfrentam uma força que distorce a realidade; o holandês Heresia  de Didier Konings, sobre uma jovem dividida entre fé e forças sombrias;  o belga Não Estamos Sozinhos , de Bruno Tracq, um thriller de vingança que se transforma em horror psicológico;  o argentino Ninguém Vai Ouvir Você Gritar,  de Mariano Cattaneo, suspense ambientado durante a Copa de 1990; o americano Sun, de Dominic Lahiff, um mergulho sombrio na mente de um dançarino; o japonês Transcendendo Dimensões, de Toshiaki Toyoda, onde feitiçaria, espiritualidade e ficção científica se encontram; e  o mexicano Um Conto de Pescadores,  de Edgar Nito Arreche, baseado em lendas locais.

Já entre os Curtas Metragens o Cinefantasy apresenta obras premiadas, a maioria inédita no circuito comercial, que se desdobram nas categorias temáticas: Afrofantástico, AI Fantástica, Animação Fantástica, Brasil Fantástico, Diretoras Fantásticas, España Fantástica, Estudantes, Fantasia Fantástica, Ficção Científica, França Fantástica, Horror e Queer Fantástico.

Entre os destaques, está o curta americano As Bestas, do diretor Michael Granberry, que integrou a equipe de Pinóquio de Guillermo del Toro, e que fez uma homenagem a um dos pioneiros da stop motion, Ladislas Starevich. O filme foi recentemente premiado no Festival de Annecy, onde conquistou o Prêmio do Júri.

Os Curtas nacionais trazem produções com grandes nomes do cinema nacional, como:  Como Chorar Sem Derreter,  protagonizado por Betty Faria, Umbilina e  sua Grande Rival,  de Marlom Meirelles, que traz Marcélia Cartaxo e Zezita Matos no elenco, Até o Caroço,  de Thomas Canton, com Erom Cordeiro,  Sem Fantasia de Pedro Murad, com  Eduardo Moscovis e Marly Monteiro Klien, Encanto Quebrado, de Luan Filippo, com Gilda Nomacce, Bergamota, de Hsu Chien, com Marcio Rosário, entre outros.

A Cerimônia de Encerramento será realizada no dia 14 de setembro, às 18h, no CCSP, com a entrega do Troféu José Mojica Marins aos vencedores de cada categoria. Neste ano, o festival conta com um júri composto por 40 profissionais, entre brasileiros e estrangeiros. Entre eles, estão o diretor Daniel Bandeira, do filme Propriedade; a diretora de animação Rosana Urbes, vencedora do prêmio Prix Alexeïeff-Parker na 49ª edição do Festival de Annecy com o filme Safo (2025); e a produtora canadense Frysha Boilard Ares.

O 16º CINEFANTASY é uma realização da Fly Cow Produções por meio da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Apoio do Centro Cultural São Paulo, Spcine, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa e Prefeitura de São Paulo, Darkflix, DOT, Ctav, Naymove, Black Mandala.

O CINEFANTASY é membro-fundador do FANTLATAM – Alianza Latinoamerica de Festivales de Cine Fantástico e Forum dos Festivais.

Mais informações e programação completa no site: www.cinefantasy.com.br

Serviço

16º Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico

De 02 a 14 de setembro

Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000

Entrada Gratuita

Online: www.darkflix.com.br

 

Nas redes sociais:

Site: cinefantasy.com.br

Instagram: @cinefantasyfestival

X : @CineFantasy) · X

Youtub: https://www.youtube.com/@CINEFANTASY

16º CInefantasy – Programação

2 de setembro (terça-feira)

19h00 – ABERTURA 16º CINEFANTASY e exibição de WARDEN

3 de setembro (quarta-feira)

15h00 – CURTAS: AFROFANTÁSTICO
17h00 – SUN
19h00 – ERA UMA VEZ NO CARIBE

4 de setembro (quinta-feira)

15h00 – CURTAS: QUEER FANTÁSTICO
18h00 – MYCELIA
20h00 – HOTEL DA PAZ

5 de setembro (sexta-feira)

15h00 – CURTAS: FRANÇA FANTÁSTICA
18h00 – UM CONTO DE PESCADOR
20h00 – HIPPO

6 de setembro (sábado)

15h00 – CURTAS: HORROR
18h00 – CONSEQUÊNCIAS PARALELAS
20h00 – NINGUÉM VAI OUVIR VOCÊ GRITAR

7 de setembro (domingo)

15h00 – CURTAS: ANIMAÇÃO FANTÁSTICA
17h30 – HERESIA
19h00 – QUANDO O SANGUE FLUI

9 de setembro (terça-feira)

15h00 – CURTAS: FANTASIA
18h00 – CURTAS: ESTUDANTES
20h00 – VENH O TEU REINO

10 de setembro (quarta-feira)

15h00 – CURTAS: AI FANTÁSTICO
18h00 – ANOITECER – UMA INVESTIGAÇÃO PARANORMAL
20h00 – NÃO ESTAMOS SOZINHOS

11 de setembro (quinta-feira)

15h00 – CURTAS: FICÇÃO CIENTÍFICA
18h00 – TRANSCENDENDO DIMENSÕES
20h00 – QUE VOCÊ VIVA

12 de setembro (sexta-feira)

15h00 – CURTAS: DIRETORAS FANTÁSTICAS
18h00 – CURTAS: ESPANHA FANTÁSTICA
20h00 – CONSEQUÊNCIAS PARALELAS

13 de setembro (sábado)

15h00 – CURTAS: BRASIL FANTÁSTICO
18h00 – OGIVA
20h00 – ALUCINA

14 de setembro (domingo)

18h00 – CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO

Virada Cultural de BH celebra 10 anos com público histórico

A 10ª edição da Virada Cultural de Belo Horizonte, que aconteceu nos dias 23 e 24 de agosto, consolidou-se como um marco na história do evento e reafirmou seu papel como um dos maiores festivais urbanos do país. Com o tema “Vem Virar BH”, a campanha se tornou um verdadeiro convite para uma conexão e interação com a cidade. E o público atendeu ao chamado: foram mais de 450 mil pessoas participando de mais de 24 horas ininterruptas de programação gratuita.

Com uma expressiva participação de público e um crescimento notável, a edição deste ano reforça a fala do prefeito Álvaro Damião: “a maior Virada de todos os tempos”. Em comparação com a edição anterior, o evento registrou um crescimento de 43% na presença de público e 70% no número de atrações. Foram 391 atividades artísticas distribuídas em 26 espaços diferentes. Mais de 1.500 artistas locais representaram diversas linguagens, que transformaram a região em um momento contagiante de shows, intervenções, performances, encontros populares e manifestações culturais. Todas essas ações contaram com a parceria de 50 órgãos e instituições artísticas e culturais, entre elas a Funarte, o Mira, Sesc Tupinambás, Mirante Acaiaca, Feira da Afonso Pena e o cura.art, que realizou intervenções a céu aberto na Praça Raul Soares.

A programação da Virada Cultural 2025 foi uma construção coletiva que envolveu o público, os artistas e produtores culturais locais. Como resultado, a população ocupou o hipercentro da cidade de forma responsável e harmônica, respeitando a diversidade e abraçando a grande festa cultural que o evento propõe.

Com investimento direto total de cerca de R$ 5 milhões, o evento gerou um impacto econômico abrangente, impulsionando a economia local e a cadeia produtiva da cultura. A estimativa é da geração de mais de 100 mil empregos diretos e indiretos. A produção do evento envolveu a contratação de mais de 100 fornecedores de serviços essenciais como som, iluminação, comunicação e logística, entre outros, demonstrando o grande volume de negócios gerados.

Realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto João Ayres, a Virada contou também com a Parceria Cultural do Sistema Fecomércio, por meio do Sesc em Minas. Teve ainda o patrocínio cultural da AngloGold Ashanti, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da Xeque Mate. O Viradão Gastronômico foi uma correalização do Sebrae Minas.

PBH Integrada

A preparação da cidade para receber a maratona de espetáculos mais uma vez foi um fator decisivo para o sucesso da Virada Cultural. As ações de segurança, fiscalização, saúde, trânsito e limpeza urbana foram planejadas previamente e de forma integrada. A Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção divulgou o balanço das ações integradas. O Posto de Comando do COP-BH reuniu 17 instituições e garantiu monitoramento em tempo real. Foram registradas 14 ocorrências. Os casos envolveram principalmente atendimentos de saúde, como crises convulsivas, intoxicações alcoólicas e lesões corporais leves, além de ocorrências relacionadas a comércio informal e funcionamento irregular de estabelecimentos. A maior parte das situações aconteceu na madrugada, com 71% dos registros, concentrados na Avenida dos Andradas e na Praça Rui Barbosa. Todas foram solucionadas de forma integrada, sem impacto significativo para o público.

A BHTRANS e a Sumob atuaram com 80 agentes nos dois dias da Virada Cultural. Foram realizadas mais de 100 intervenções e desvios no trânsito para garantir a mobilidade e segurança dos participantes do evento. No transporte coletivo foram realizadas 51 viagens de reforço que atenderam o público dos eventos na Área Central.

A Guarda Municipal atuou com um efetivo de 500 agentes e 50 viaturas, sendo 25 pessoas abordadas, 71 orientações preventivas, 222 informações para os cidadãos e apenas 2 ocorrências, com 2 pessoas detidas.

Viradão Gastronômico

A gastronomia foi mais uma vez um dos destaques do evento. O Viradão Gastronômico, correalizado pelo Sebrae, reuniu 25 bares e restaurantes do hipercentro, oferecendo pratos a preços acessíveis, com valor máximo de R$ 20 (vinte reais). O projeto reforçou o título de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Unesco. O Viradão Gastronômico mobilizou mais de 35 mil pessoas, gerando movimentação econômica para os empreendimentos e reforçando nossa identidade cultural.

Projetos sociais e sustentáveis

Ações sociais também estiveram presentes nesta edição. O The Street Store promoveu uma grande ação de doação de roupas a céu aberto, fortalecendo a recuperação da autoestima de pessoas em situação de vulnerabilidade. Já o projeto Feijão de Ouro ofereceu 120 pratos de feijão tropeiro, um momento de partilha e afeto da culinária mineira, em uma performance gastronômica que envolveu artistas e comunidade.

Na área da sustentabilidade, a Virada contou com a Exposição da SLU, com uma homenagem aos garis e, especialmente, a Laudemir Fernandes, assassinado recentemente enquanto trabalhava. Já o ReciclaBelô, projeto idealizado pelos catadores de materiais recicláveis, em parceria com a SLU, instalou tendas no hipercentro e mobilizou 133 catadores, entre membros de cooperativas, associações e autônomos; mais de 3 toneladas de materiais recicláveis foram coletados nas 24 horas de evento – uma média de 25,7 kg por catador.

Outro destaque foi a participação do Grupo de Voluntários do Greenpeace em Belo Horizonte, que trouxe a iniciativa “Arte e Sustentabilidade: Virada Cultural”. A ação reuniu oficinas criativas. Além da experiência artística, os participantes puderam contribuir para a “Árvore de Mensagens” e acessar conteúdos de conscientização ambiental e sustentável.

As práticas de promoção da saúde e do bem-estar também estiveram presentes com a corrida Afro Velozes, reforçando a valorização da cultura negra e o incentivo ao esporte. Já a implantação de uma mini floresta, resultado da parceria entre SMMA e SMC, prevê o plantio de mudas para criar ilhas de biodiversidade em áreas pouco vegetadas.

Outras ações sustentáveis terão continuidade após o evento. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizará o inventário de gases de efeito estufa (GEE), mapeando o impacto ambiental da Virada. Também está prevista a doação de lonas para reciclagem, reforçando o compromisso com a reutilização de materiais. Além disso, a Biofábrica de Predadores Naturais da Prefeitura de Belo Horizonte apresentou o projeto “Insetos Benéficos: a vida de joaninhas e crisopídeos”, que alia a criação desses insetos para o controle biológico de pragas.

Atrações para todos os públicos

O Palco Sesc Praça da Estação sediou alguns dos momentos mais marcantes da Virada, com apresentações de Fat Family, Israel & Rodolffo, Akatu com Djonga, Sidoka, Olodum e o encontro histórico de Carlinhos Brown com a Orquestra Ouro Preto. O espetáculo de Video Mapping na fachada do Museu de Artes e Ofícios, criado em residência artística em homenagem aos 10 anos da Virada, também encantou o público. O evento manteve as já tradicionais descida de rolimã, na Av. Assis Chateaubriand, com o Amigos do Rolimã BH, e a Gaymada, da Companhia de Teatro Toda Deseo, que reforçaram a diversidade e a alegria que caracterizam a Virada.

No Parque Municipal, seis espaços receberam diferentes atrações, como o Festejo do Tambor Mineiro e a cerimônia do IPHAN/MinC, em que os saberes do Rosário foram celebrados como patrimônio cultural, com a primeira cerimônia de certificação. Também o Festejo do Tambor Mineiro integrou a programação da Virada, no Parque Municipal. Com a participação de 15 guardas, o Congado foi celebrado com apresentações de artistas como Sérgio Pererê, Bloco Oficina Tambolelê, Bloco Tambor Mineiro, Beth Leivas e Dé Lucas, além de Bruno Messias, Bloco Saúde e o Bloco dos Inconfidentes (RJ). O anfitrião, Maurício Tizumba, recebeu como convidada especial a cantora baiana, Virgínia Rodrigues.

O hipercentro também se consolidou como ponto de encontro das famílias e recebeu atividades em parceria com o Sesc, além do Palco Viaduto Xeque Mate. A edição marcou ainda a volta de grandes eventos na Praça da Estação e como ponto de encontro, a retomada do Palco Guaicurus e a consolidação do Espaço Samba na Praça Fuad Noman, somados às cenas de forró e reggae que animaram o público em diferentes horários.

Outro ponto alto foi o BH + Feliz, que ocupou a Rua Sapucaí com atividades artísticas, educativas e de lazer voltadas para toda a família, ampliando a ocupação afetiva do espaço urbano e garantindo uma programação diversificada. O BH + Feliz também trouxe todas as Regionais para o Hipercentro de BH.

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Pesquisa com o público

De acordo com a pesquisa realizada pela Fundação Municipal de Cultura em parceria com o Observatório do Turismo de Belo Horizonte, a avaliação geral da Virada Cultural 2025 foi de 8,8 em uma escala de 0 a 10. A qualidade das apresentações foi avaliada em 9,0, a organização em 8,7 e a sensação de segurança em 8,0. Entre os entrevistados, 38% participaram pela primeira vez, reafirmando a importância da pluralidade da programação cultural. O índice de recomendação (NPS) mostrou que 74,3% recomendariam o evento a amigos e familiares. Quanto à origem, 58% do público era de Minas Gerais, 10% da Bahia, 7% do Rio de Janeiro, 7% de São Paulo e 18% de outros estados e países, incluindo visitantes da Alemanha. O público assistiu em média a 6,9 atrações por pessoa, com gasto médio individual de R$ 116,01 em alimentação, transporte e produtos.

Sobre a Virada Cultural

A Virada Cultural de Belo Horizonte convida o público a vivenciar o hipercentro de Belo Horizonte em uma imersão de 24 horas ininterruptas de programação cultural gratuita. O evento já está consolidado na agenda da cidade e valoriza a produção artística local, principalmente por meio do Chamamento Público e eventos parceiros diversos, além de atrações nacionais que enriquecem a programação. Em 2025, chegou à 10ª edição com um legado histórico. Desde que foi criada, em 2013, a Virada Cultural de BH envolveu mais de 18 mil artistas e profissionais da cultura, alcançou quase 8,5 milhões de pessoas e apresentou cerca de 3.300 atrações, somando 240 horas de programação gratuita.

Sobre o Instituto João Ayres

Fundado em 2006 em Belo Horizonte, o Instituto João Ayres é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), pelo Governo Federal. Desde sua fundação, apoia projetos, grupos e movimentos que valorizam a diversidade cultural, bem como o desenvolvimento de linguagens e manifestações artísticas que promovam a sustentabilidade e a igualdade de gênero. A instituição oferece suporte a projetos culturais, desde a criação, elaboração, formatação, captação, até sua realização e difusão. Viabilizou patrocínios de importantes empresas para iniciativas nas áreas de música, teatro, circo, dança, audiovisual, artes visuais, literatura, culturas tradicionais e populares. Ao longo de sua trajetória, realizou diversos eventos culturais, entre exposições, lançamentos de livros e festivais de rua, entre eles a Virada Cultural 2023 e 2024, o Carnaval de Belo Horizonte, BH Jazz & Blues, Circuito Minas Musical, Minas das Artes Gerais, Do Barroco à Transparência, Viaduto das Artes e Noturno nos Museus.

Agosto Branco: prevenção do câncer de pulmão com rastreio

Médicos e estudantes se reúnem no IONCM-MG para discutir atual cenário para conscientização e possíveis tratamentos da doença

Tosse persistente, dor no peito e falta de ar são sintomas comuns de várias doenças, especialmente durante o inverno, quando a circulação de vírus em ambientes fechados é maior. No entanto, esses sinais também podem indicar um problema mais grave — o câncer de pulmão, sobretudo em fumantes e pessoas com mais de 50 anos. Como acontece com muitos tipos de câncer, os sintomas costumam surgir apenas em estágios mais avançados da doença. Para chamar a atenção da população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, a comunidade médica promove campanhas e ações de conscientização no chamado Agosto Branco.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA, 2023), o câncer de pulmão ocupa a terceira posição entre os mais frequentes em homens, com 18.020 novos casos ao ano, e a quarta entre as mulheres, com 14.540 novos registros ao ano no Brasil.
A pneumologista do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais (HUCM-MG), Dra. Renata Baldow, conta que o tabagismo é responsável por mais de 80% dos casos de câncer de pulmão e faz um alerta: “Parar de fumar é fundamental para reduzir os riscos à saúde e melhorar a qualidade de vida, independentemente do tempo que se fumou. É vital também conscientizar sobre os perigos dos cigarros eletrônicos, que têm atraído sobretudo crianças e jovens. Ele libera substâncias cancerígenas e tóxicas, representando riscos significativos à saúde” afirma a especialista.
Além do tabagismo, outros fatores de risco para o câncer de pulmão incluem a exposição a poluentes ambientais, predisposição genética e histórico familiar. Nessas situações, o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de cura. “O câncer de pulmão, embora bastante letal, quando identificado em fases iniciais pode ter tratamento curativo. No entanto, no Brasil, a maioria dos casos ainda é descoberta em estágio avançado”, explica a Coordenadora da Cirurgia Torácica do HUCM-MG e do Instituto de Oncologia Ciências Médicas (IONCM-MG), Dra. Alyne Vilhena.
Estudos mostram que o uso da tomografia pode contribuir para identificar a doença mais cedo e, consequentemente, reduzir a mortalidade. Um trabalho brasileiro, publicado este ano na Revista Brasileira de Oncologia Clínica, apontou que a adoção de protocolos de rastreamento no país seria viável.
De acordo com a pesquisa, sem estratégias de diagnóstico precoce, mais de 70% dos casos acabam sendo detectados em fases avançadas, o que impacta tanto na sobrevida dos pacientes quanto nos custos do tratamento. Atualmente, recomenda-se que o rastreamento seja considerado, em linhas gerais, para pessoas entre 50 e 80 anos, fumantes ou ex-fumantes com histórico recente de tabagismo.
Instituto de Oncologia Ciências Médicas no Agosto Branco
No dia 26, acontecerá o Simpósio Agosto Branco IONCM-MG, com um ciclo de palestras sobre abordagens clínicas na cessação do tabagismo, cigarros eletrônicos, rastreamento para o câncer de pulmão, opções e indicações de tratamento oncológico. O recém-inaugurado anfiteatro do IONCM-MG receberá o corpo clínico do Hospital Universitário Ciências Médicas, a equipe multidisciplinar do Instituto de Oncologia e acadêmicos do último ano do curso de medicina da FCM-MG. O link para inscrição poderá ser feito pela Sympla.Além do Simpósio, os alunos da graduação de medicina e participantes de ligas acadêmicas da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG) estão visitando o Instituto de Oncologia Ciências Médicas de Minas Gerais (IONCM-MG) para levar informação aos pacientes e seus acompanhantes sobre os malefícios dos cigarros de tabaco e eletrônicos, entre outros dispositivos usados para fumar.

Governo compra sete itens de produtores afetados pelos EUA

Açaí, uva, água de coco, mel, manga, pescados e castanhas integram a lista. Medida já está valendo e não tem data para terminar

O Governo Federal vai comprar açaí, uva, água de coco, mel, manga, pescados e castanhas diretamente de produtores afetados pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos. Adquiridos sem necessidade de licitação, os itens serão usados na merenda escolar de instituições públicas de ensino, hospitais, restaurantes universitários e para as Forças Armadas. A medida já está valendo e não tem data para terminar.

A ação vai contemplar agricultores familiares e empresas que deixaram de exportar para os Estados Unidos em função das tarifas impostas pelo governo norte-americano. Os alimentos serão comprados com o orçamento já disponível nos programas de alimentação escolar (PNAE), de aquisição de alimentos (PAA) e de compras institucionais. A lista dos alimentos foi publicada no Diário Oficial da União na Portaria nº 12, divulgada conjuntamente pelos ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar (MDA).

“O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos de alimentação escolar. Isto é, ter na alimentação escolar açaí e frutas como manga e uva, além de mel e tilápia. Esses produtos serão absorvidos no programa de alimentação escolar. E, também, nos programas de compras nos restaurantes destinados às Forças Armadas e hospitais públicos federais, estaduais e municipais, restaurantes universitários e institutos federais que possam adquirir também esses alimentos para os seus restaurantes”, explicou o ministro Paulo Teixeira (MDA).

“Nós já temos um potente programa de compras públicas. Os preços levam em consideração uma remuneração adequada ao produtor”, afirmou o ministro Paulo Teixeira (MDA). O governo age principalmente para evitar a perda desses produtos perecíveis, já que não há solução imediata no mercado internacional.

CARNE BOVINA E CAFÉ – A carne bovina e o café, que também foram taxados pelo governo norte-americano, ficaram de fora da lista num primeiro instante. Segundo Teixeira, esses produtos têm maior facilidade de diversificação de mercados e maior durabilidade. “O café, hoje, tem um mercado grande no mundo inteiro. Há falta de café e há outros mercados que querem o café brasileiro. A carne igualmente, porque tem outros mercados e pode ser congelada. São produtos com validade maior”.

VENDA DIRETA – Para a venda direta, os produtores e empresas devem apresentar documentação comprovando que foram afetados pelo tarifaço. Eles devem procurar, por exemplo, governos de estados, prefeituras, instituições federais de ensino ou hospitais federais, além da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

BRASIL SOBERANO – As compras governamentais compõem uma das vertentes do Plano Brasil Soberano, apresentado pelo Governo Federal para proteger exportadores, preservar empregos, incentivar investimentos em setores estratégicos e assegurar a continuidade do desenvolvimento econômico. O plano é composto por ações separadas em três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo.

As medidas direcionam R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, além de ampliar as linhas de financiamento às exportações; prorrogar a suspensão de tributos para empresas exportadoras; aumentar o percentual de restituição de tributos federais e facilitar a compra de gêneros alimentícios por órgãos públicos.

Diabetes aumenta o risco de infarto? A resposta é sim!

Doença silenciosa pode afetar nervos e mascarar sintomas de infarto e AVC; 80% dos diabéticos tipo 2 morrem por causas cardiovasculares

O diabetes tipo 2, que atinge mais de 16 milhões de brasileiros segundo o Atlas Mundial de Diabetes 2025, é um dos principais fatores por trás do aumento de infartos e AVCs em pessoas cada vez mais jovens. A doença, silenciosa e muitas vezes assintomática, acelera o processo de obstrução das artérias e pode mascarar sinais típicos de problemas cardiovasculares.

“É comum o paciente só descobrir o diabetes após sofrer um infarto ou AVC. Em vez da dor no peito clássica, muitos sentem apenas cansaço, suor ou náusea, o que atrasa o diagnóstico”, explica o endocrinologista Marcio Krakauer, cofundador da health tech G7med.

Dados da International Diabetes Federation mostram que até 80% das mortes de pessoas com diabetes tipo 2 estão ligadas a causas cardiovasculares. O risco aumenta quando há associação com hipertensão, colesterol alto e obesidade.

Para reduzir esses riscos, a recomendação é simples: controle da glicemia, exames regulares, hábitos saudáveis e, quando indicado, uso de medicamentos que protegem não apenas contra o excesso de açúcar no sangue, mas também contra infartos e AVCs.

“Hoje já existem terapias eficazes nesse sentido, mas ainda precisamos ampliar o acesso, principalmente na rede pública, e aumentar a conscientização da população”, reforça Krakauer.

O alerta se estende aos jovens, que têm sido diagnosticados com diabetes cada vez mais cedo devido ao sedentarismo, má alimentação e excesso de peso. “Estamos diante de uma geração que pode ter infartos antes dos 40 anos. É preciso mudar esse cenário com urgência”, conclui o especialista.

Sobre Marcio Krakauer
Médico endocrinologista, fundador e presidente da ADIABC; cofundador e diretor médico executivo da health tech G7med.

Thiaguinho e Belo em BH: 80% dos ingressos vendidos

Evento que apresenta os dois shows completos acontece no dia 11 de outubro, na área externa do Mineirinho

Os mineiros que curtem pagode podem se preparar para viver uma experiência única e inesquecível. O gênero que embala corações e une gerações terá um encontro histórico em Belo Horizonte. Thiaguinho e Belo, dois dos maiores nomes do samba e do pagode, se apresentarão no dia 11 de outubro, sábado, às 16h, na área externa do Mineirinho (Av. Antônio Abrahão Caram, 1000, Pampulha, BH, MG), prometendo transformar a cidade no palco de uma celebração inesquecível da música brasileira.

Faltando mais de 45 dias para o evento, as vendas de ingressos já ultrapassaram 80% dos lugares. E quem quiser garantir a presença deve se adiantar, pois a procura está cada vez mais intensa e a virada de lote acontece nesta terça-feira, 26/08. Para não perder o encontro do ano, basta acessar a plataforma www.centraldoseventos.com.br e adquirir a entrada.

A escolha do local do evento não poderia ser melhor: a área externa do Mineirinho, ao lado da Lagoa da Pampulha, um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte. A festa terá setor único, garantindo que todos possam celebrar juntos, curtindo os dois shows em uma atmosfera de igualdade e energia coletiva. Sem divisões de espaço, as vozes se unirão em coro para relembrar os maiores sucessos desses dois gigantes do nosso pagode.

Thiaguinho, um dos artistas mais carismáticos e inovadores da música brasileira, promete um show cheio de energia e emoção. Com uma carreira recheada de sucessos como “Ainda Bem”, “Ousadia & Alegria” e o projeto “Tardezinha”, ele se consolidou como uma das maiores referências do pagode no Brasil. Prepare-se para cantar e dançar ao som de sua apresentação inesquecível.

Belo, com sua voz inconfundível e seus clássicos do pagode romântico, também promete tocar fundo nos corações dos fãs. Desde seus tempos no grupo Soweto, com sucessos como “Farol das Estrelas”, até sua carreira solo com hits como “Tua Boca” e “Eternamente”, o cantor tem uma conexão única com o público, e em Belo Horizonte não será diferente.

Lilás: a cor da resistência feminina

Chega de vermelho. Se até 2006 a questão da violência doméstica era tratada como uma questão privada, a Lei Maria da Penha trouxe à tona a compreensão do que se trata de violação de direitos humanos. Chega de dor e de sangue. O raio de sol se libertou e se encantou pela cor lilás, como canta Djavan.

Foram muitos avanços e hoje a Lei Maria da Penha é considerada uma das três legislações mais avançadas do mundo pela ONU, rompendo o silêncio institucional e cultural que banaliza a violência contra mulher no Brasil. Agosto para a mulher brasileira passou a não ser o mês do desgosto. O vermelho não é mais só a cor de sangue.

O lilás representa esperança. Sinal de que há muitas vitórias sobre os trovões da violência. E de fato, um mês lilás reverbera não apenas a questão da violência em face da mulher, mas é uma das principais agendas no calendário dos três poderes, como também se elegeu pela importância do tema, um espaço de 31 dias para a valorização da vida. Do vermelho ao lilás temos muito para celebrar. Muito céu azul.

Os discursos negativistas, claro, desconstroem e sempre apontam para baixa efetividade na fiscalização das medidas protetivas, revitimização em delegacias, tribunais e dificuldades de acesso à rede de apoio ou morosidade judicial. Longe disso, mas as estatísticas consolidam efetividade e menos morte.

Um mês inteiro dedicado a mulher é um espaço brutal para conter qualquer silêncio sobre os temas ácidos que rondam a violência contra mulher, rompendo com o ciclo da vergonha, silêncio e medo; uma trilogia que persegue a mulher. Através de campanhas, debates e dados públicos, o lilás encolhe a violência com ternura. Agosto lilás é um presente pela efetividade da visibilidade social e dá oportunidade para conectar, através de diversas alianças, serviços políticos e a própria justiça. Lilás engajou virtudes, esforços e aportou publicidade à violência que mata, dilacera, adoece e aflige a mulher.

Temos agora a costura de um tecido social lilás, costurado com milhares de vozes femininas. São vozes de superação, somadas à muitas outras que trazem luz e esperança para a mulher brasileira. O lilás lembra que a resistência pode ser suave e paciente. Chega de gritos. A mulher brasileira está sendo retrofitada no calendário e repousa na esperança do lilás, esperança erguida em vitórias consistentes: maior número de mortes, agressões diminuídas, milhares de medidas protetivas deferidas em caráter de urgência e redução da impunidade.

Lilás veste a coragem e a existência de cada mulher, para não ser mais o mês do desgosto; mas um mês que crava sobre a violência, a resistência mais efetiva, mais consistente, paciente e delicada, arrimada na esperança e vida. Amanhã será outro dia. Lua sai. Ventania.

Maria Inês Vasconcelos , advogada e escritora

 

O lar virou extensão do mundo: o conforto é essencial

Durante a pandemia, muitos foram obrigados a adaptar suas casas em espaços multifuncionais. O quarto virou escritório, a sala tornou-se academia e a cozinha passou a funcionar como restaurante. Em 2020, adaptar o lar na tentativa de reproduzir experiências, antes restritas ao mundo externo, tornou-se uma necessidade cotidiana. Com o isolamento social, o convívio também mudou. Celebrações que antes reuniam pessoas em festas passaram a acontecer por meio de telas, em encontros virtuais. Essa complexa relação com o espaço e convívio, se apresentou de uma maneira muito repentina e instalou-se na vida do ser humano.

Segundo o relatório do Globo Gente, o isolamento social causado pela Covid-19 provocou transformações significativas e uma nova realidade para o mundo inteiro, impactando diversos segmentos e mercados. Com isso, um novo perfil comportamental surgiu voltado para a valorizar mais a qualidade de vida domiciliar, seja com a família, amigos ou sozinho. Atualmente, as pessoas têm se mostrado mais dispostas a realizar reformas, adquirir artigos para a casa e se reunir com amigos e família.

A ideia de que “a casa é mais que um lar” se tornou mais forte e estável. Hoje, de volta à rotina, uma residência funcional não suporta apenas quarto, sala, cozinha e banheiro. A sensação de bem-estar e acolhimento se encontra em novos cômodos e espaços, como os que sentimos em hotéis, resorts e pousadas. Esse movimento é também reflexo de uma busca por qualidade de vida. A hotelaria sempre soube que a experiência do hóspede não se resume à estrutura física, mas a detalhes que despertam emoções: o cheiro, a textura dos tecidos, a música ambiente e a recepção atenciosa. Transportar esses elementos para dentro de casa é trazer para o cotidiano aquilo que antes parecia reservado a momentos esporádicos.

Antes da pandemia, os momentos simples como reunir amigos para um jantar, assistir a um filme, fazer exercício físico com a família, era algo quase desvalorizado. No período pós-pandemia, essas atividades ganharam novo valor, justamente por poderem ser realizadas dentro de casa. Por isso, investir em elementos que trazem a atmosfera da hotelaria, aromas agradáveis, iluminação planejada, móveis confortáveis e até pequenos detalhes como toalhas bem dispostas ou um café servido com capricho, tornou-se um gesto de cuidado com o outro e consigo mesmo.

No entanto, a estética da hospitalidade não se trata de transformar a casa em um cenário artificial, tornou-se um recurso emocional, quase terapêutico, de reencontro com o prazer de viver e conviver. Uma poltrona reclinada próxima à janela, uma varanda que traz o lazer ao ar livre, a área gourmet que remete aos almoços de fim de semana em família e amigos. A casa assume um novo papel. O lar não é mais um espaço privado, é um espaço múltiplo. Hoje, ela se tornou um lugar de encontro de pessoas e compartilhamento de sentimentos. A casa, antes funcional, agora é cenário de afetos, hobbies e paixões.

Lívea Esteves, arquiteta

Tarcísio passa por ablação de nódulo na tireoide; entenda

 

Tarcísio de Freitas passou por uma radioablação por ultrassonografia de tireoide em agosto, na cidade capital paulista

Após a descoberta de um nódulo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, passou por uma radioablação de tireoide guiada por ultrassonografia no início de agosto. O procedimento foi realizado no Hospital Israelita Albert Einstein, no Morumbi, zona sul da capital. O nódulo havia sido identificado cerca de 20 dias antes, durante exames de rotina, seguido de biópsia. Como o resultado confirmou que a alteração era benigna, os médicos optaram pela ablação, um procedimento que consegue destruir o nódulo sem cortes ou cirurgia..

Trata-se de uma técnica minimamente invasiva, com rápida recuperação, que permitiu que o governador recebesse alta no mesmo dia. A radioablação da tireoide consiste na introdução de uma agulha fina na glândula, guiada em tempo real por ultrassom. A ponta da agulha emite ondas de radiofrequência que aquece e destroem o nódulo, preservando o restante da tireoide.

O médico ultrassonografista intervencionista e especialista em biópsias e procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, Bruno Farnese, destaca que essa tecnologia já está disponível em Belo Horizonte (MG). “Na maioria dos casos, os nódulos de tireoide não provocam sintomas. Em algumas situações, podem causar desconforto no pescoço, dificuldade para engolir alguns alimentos e incômodo estético quando há um crescimento exagerado chamado Bócio. Quando se manifestam, podem causar desde tosse persistente, sensação de aperto no pescoço, falta de ar até mesmo a dificuldade para engolir. Ao perceber qualquer um desses sinais, é fundamental procurar um especialista para avaliação”, explica.

Quando a ablação é indicada?

Segundo o Dr. Bruno, a ablação é recomendada para nódulos benignos que causam desconforto estético ou sintomas compressivos. Em alguns casos selecionados, determinados tipos de câncer de tireoide, quando diagnosticados precocemente, também podem ser tratados com a técnica, evitando cirurgias mais extensas.

“É um procedimento de curta duração, sem cortes e não deixa cicatrizes, realizado com sedação para conforto (dormindo). O paciente tem alta no mesmo dia e pode retomar suas atividades habituais em 1 a 3 dias. Além disso, como a glândula não é retirada, não há necessidade de reposição hormonal, como normalmente ocorre após a cirurgia de retirada da tireoide”, completa.Governador Tarcísio passa por ablação de nódulo na tireoide; entenda o procedimento

Tarcísio de Freitas passou por uma radioablação por ultrassonografia de tireoide em agosto, na cidade capital paulista

Após a descoberta de um nódulo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, passou por uma radioablação de tireoide guiada por ultrassonografia no início de agosto. O procedimento foi realizado no Hospital Israelita Albert Einstein, no Morumbi, zona sul da capital. O nódulo havia sido identificado cerca de 20 dias antes, durante exames de rotina, seguido de biópsia. Como o resultado confirmou que a alteração era benigna, os médicos optaram pela ablação, um procedimento que consegue destruir o nódulo sem cortes ou cirurgia..

Trata-se de uma técnica minimamente invasiva, com rápida recuperação, que permitiu que o governador recebesse alta no mesmo dia. A radioablação da tireoide consiste na introdução de uma agulha fina na glândula, guiada em tempo real por ultrassom. A ponta da agulha emite ondas de radiofrequência que aquece e destroem o nódulo, preservando o restante da tireoide.

O médico ultrassonografista intervencionista e especialista em biópsias e procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, Bruno Farnese, destaca que essa tecnologia já está disponível em Belo Horizonte (MG). “Na maioria dos casos, os nódulos de tireoide não provocam sintomas. Em algumas situações, podem causar desconforto no pescoço, dificuldade para engolir alguns alimentos e incômodo estético quando há um crescimento exagerado chamado Bócio. Quando se manifestam, podem causar desde tosse persistente, sensação de aperto no pescoço, falta de ar até mesmo a dificuldade para engolir. Ao perceber qualquer um desses sinais, é fundamental procurar um especialista para avaliação”, explica.

Quando a ablação é indicada?

Segundo o Dr. Bruno, a ablação é recomendada para nódulos benignos que causam desconforto estético ou sintomas compressivos. Em alguns casos selecionados, determinados tipos de câncer de tireoide, quando diagnosticados precocemente, também podem ser tratados com a técnica, evitando cirurgias mais extensas.

“É um procedimento de curta duração, sem cortes e não deixa cicatrizes, realizado com sedação para conforto (dormindo). O paciente tem alta no mesmo dia e pode retomar suas atividades habituais em 1 a 3 dias. Além disso, como a glândula não é retirada, não há necessidade de reposição hormonal, como normalmente ocorre após a cirurgia de retirada da tireoide”, completa.