JUNTA 2025 ocupa a Funarte MG em sua 13ª edição

O evento, que é ponto de encontro para artistas, colecionadores e amantes da arte, ocupará a Funarte, nos dias 4, 5, 11 e 12 de outubro, com feira de arte e praça de alimentação.

A JUNTA – Feira de Arte Contemporânea chega à sua 13ª edição em 2025 com a proposta de ser um contraponto à lógica tradicional do mercado de artes. O evento será realizado nos dias 4, 5, 11 e 12 de outubro, transformando a Funarte MG, em Belo Horizonte, em uma grande galeria de arte, com entrada gratuita.

Desde sua criação em 2016, a JUNTA se consolidou como uma das principais plataformas de exibição e comercialização de arte contemporânea em Minas Gerais, reunindo centenas de artistas locais, nacionais e internacionais ao longo de suas 12 edições. Democrática e acessível, a feira aposta em formatos inovadores para aproximar o público das artes visuais e fomentar o hábito do colecionismo a preços mais acessíveis.

“A JUNTA nasceu como alternativa para artistas independentes que não acessam o circuito tradicional. A cada edição, reforçamos esse compromisso de abrir espaço, valorizar a diversidade e formar novos públicos para a arte contemporânea”, destaca Comum, idealizador e curador do projeto.

Em 2025, o público poderá conhecer e adquirir obras de mais de 60 artistas, selecionados por uma curadoria que reúne Comum e Thiago Alvim – idealizadores do projeto –, além da curadora convidada Juliana Flores, e do curador assistente Filipe Thales Bernardo. A expografia dinâmica, marca registrada da JUNTA, garante um espaço fluido, onde as obras mudam de lugar e de destaque ao longo dos dias conforme são comercializadas, criando uma experiência sempre em movimento.

Artistas participantes

Neste ano participam do JUNTA, os artistas: Ada Medeiros, Alisson Damasceno, Ani Ganzala, Antônio Cigania, Arado, Augusto Herreria, Bárbara Elizei, Roberto Bellini, Caio Ronin, Carolina Brandhuber, Ciana Brandão, Clara Salles, Comum, Cristina Rovesse, Dario Velasco, Dek Suave, Dri Santana, Elisa Carareto, Fernanda Campos, Fernanda Gontijo, Fernanda Luz, Flaiê, Gabre, Gabriella Sales, Gus Rocha, Gute Brandão, Iago Marques, João Ifadare, Julia Jabur, Julianismo, Kdu dos Anjos, Keko, Leíner Hoki, Lina Ferreira, Livia Limp, Lucas Köeff, Maíra Nascimento, Manu Dib, Marcel Diogo, Marcus Deusdedit, Mariana Marinato, Marta Neves, Massuelen Cristina, Mel la del barrio, Natália Costa, Noemi Assumpção, Pafyeze, Paulo Nazareth, Pé de Pavão, Renato Negrão, Rimon Guimarães, Shima, Surto Real, Sylvia Amélia, Tatyana Müller Soares, Thalita Amorim, Thiago Alvim, Tiago Aguiar, Tiffany Castro, Ulisses Carvalho, Vanessa Santos, Washington da Selva, Will e Yanaki Herrera.

“A gente conseguiu uma quantidade grande de pessoas que nunca passaram pela história da Junta, o que tem sido um pouco difícil considerando o território belo-horizontino. Por isso, a gente tem expandido os convites para outros estados do Brasil, e nesta edição teremos artistas de cidades como Brasília, Curitiba, São Paulo, além de artistas de BH que estarão pela primeira vez na Junta”, destaca Thiago Alvim, um dos idealizadores e curador do projeto.

Para Juliana Flores, curadora convidada da edição e que acompanha a feira desde a primeira edição, a JUNTA é fundamental para a saúde do mercado da arte contemporânea mineira. Isso por revelar talentos que normalmente não estão em exposição de grandes galerias e museus, em um universo da grande produção artística do estado, sempre trazendo a arte urbana em seu DNA.

“A gente tem desde artistas consagrados a novos nomes, com diferentes linguagens representadas. É uma produção que conta muito do nosso tempo. Pensar em arte contemporânea é isso, e são artistas que estão traduzindo muito bem esse momento que a gente está vivendo, com todas as perspectivas, momento político ou em relação ao meio ambiente. É uma seleção de artistas com perspectivas tão diversas e que juntos mostram esse conjunto forte da arte contemporânea, especialmente a mineira”, destaca Juliana Flores.

A programação também inclui a tradicional praça de alimentação, na área externa da Funarte, que contará com opções gastronômicas para quem quiser curtir o dia na feira.

A importância da educação financeira desde a infância

Você se lembra quando começou a aprender sobre o valor do dinheiro? Para muitos de nós, esse aprendizado veio tarde — às vezes, só depois de enfrentar as consequências de decisões financeiras mal planejadas. Mas e se fosse diferente? E se, desde pequenos, fôssemos incentivados a lidar com o dinheiro de forma consciente, responsável e com propósito?

É com esse olhar que o Sicoob desenvolveu a Coleção Financinhas e o Programa Financinhas nas Escolas. Iniciativas que têm transformado a forma como crianças e educadores enxergam o papel da educação financeira na formação de cidadãos mais preparados para os desafios da vida.
Aprender cedo faz toda a diferença
A infância é a fase ideal para introduzir conceitos fundamentais de convivência, responsabilidade e escolhas. Quando falamos de educação financeira, o objetivo não é ensinar a acumular dinheiro, mas a entender o valor que ele tem na realização de sonhos e objetivos, na construção de um futuro e no cuidado com o presente. Desde cedo, as crianças se deparam com situações em que precisam fazer escolhas: guardar ou gastar? Dividir ou consumir sozinha? Aceitar um presente agora ou esperar por algo melhor depois? Ao trabalhar essas questões com linguagem acessível e contexto próximo à realidade infantil, é possível desenvolver não apenas habilidades financeiras, mas também socioemocionais.
A Coleção Financinhas: aprendizados que encantam
Composta por histórias lúdicas, ilustradas e protagonizadas por personagens infantis, a Coleção Financinhas foi criada para aproximar o universo financeiro da linguagem das crianças. Cada livro e animação aborda temas como planejamento, consumo consciente, solidariedade, paciência e o valor do trabalho — sempre com enredos envolventes e mensagens educativas. Ao invés de fórmulas ou planilhas, os livros convidam os pequenos leitores a refletirem sobre o dia a dia: o lanche dividido com os amigos, o cofrinho que cresce com esforço, o presente escolhido com carinho, a ajuda ao próximo… São lições que marcam e constroem valores.
Financinhas nas Escolas: educação que se transforma em parceria
Para ampliar o alcance desse conteúdo e fortalecer o papel da escola como espaço de transformação social, o Sicoob criou o Programa Financinhas nas Escolas. A iniciativa leva atividades pedagógicas baseadas nos livros e animações da coleção para dentro das salas de aula, envolvendo educadores, alunos e até mesmo as famílias.
Por meio de mediações de leituras, rodas de conversa, jogos e outras dinâmicas interativas, o programa permite que as crianças aprendam na prática conceitos que farão diferença ao longo de toda a vida. E o melhor: de forma divertida, inclusiva, adaptada à faixa etária e em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Um investimento para a vida toda
Educar financeiramente desde a infância é um dos caminhos mais eficazes para promover autonomia, cidadania e justiça social. É também uma forma de contribuir para uma sociedade mais consciente, menos endividada e mais solidária. Com a Coleção Financinhas e o Programa Financinhas nas Escolas, o Sicoob reafirma seu compromisso com a formação de uma nova geração que entende que dinheiro é ferramenta — e não um fim em si mesmo. Uma geração que aprende, desde cedo, a fazer escolhas que combinam propósito, cooperação e futuro.
Para conhecer todas as soluções em Educação Financeira do Sicoob, acesse: sicoob.com.br/cidadaniafinanceira.

Impactos socioeconômicos da adoção da Tarifa Zero

Cada R$ 1 investido na Tarifa Zero tem potencial de retorno de R$ 3,89; 1º turno da votação do PL da Tarifa Zero ocorre nesta sexta-feira, 3 de outubro, na Câmara Municipal

Na véspera do 1º turno da votação do PL da Tarifa Zero (PL 60/2025), a UFMG apresenta um estudo inédito sobre os impactos da implementação da Tarifa Zero no transporte público de Belo Horizonte. Os dados apontam que os gastos com transporte público na cidade correspondem a uma parte considerável da renda familiar, cerca de 19% das famílias de baixa renda. O peso desse gasto compromete a capacidade das famílias de consumir outros bens e serviços, além de restringir sua mobilidade para acessar direitos básicos, como saúde, educação e trabalho. Os efeitos dessa liberação podem ser observados no comércio e serviços locais, favorecendo a geração de empregos e a ampliação da renda municipal.

Acesso o estudo completo aqui.

O levantamento mostra, ainda, que cada R$ 1 investido na Tarifa Zero tem potencial de retorno de R$ 3,89 em gastos e dinamização da economia local, sobretudo no comércio e serviços. Em algumas faixas de renda, como a de até meio salário mínimo, o efeito é ainda maior: cada real investido gera mais de R$ 14 de benefício. “A gratuidade no transporte público não só reduz desigualdades sociais e libera orçamento das famílias, como também estimula a atividade econômica, amplia a mobilidade e melhora a qualidade de vida em Belo Horizonte”.

O estudo também destaca os recortes sociais. Entre a população negra, por exemplo, 22% vivem em famílias com renda de até dois salários mínimos, contra apenas 13% da população branca. Esse grupo, junto às mulheres, é o mais impactado pelo peso das tarifas no orçamento, reforçando o potencial redistributivo da política de Tarifa Zero.

Com 88% de seus gastos em mobilidade concentrados no modal ônibus, Belo Horizonte é uma das capitais brasileiras mais dependentes desse tipo de transporte. Para os autores, isso torna a proposta ainda mais significativa: além de reduzir desigualdades e ampliar o acesso à cidade, a medida pode gerar empregos e aquecer a renda municipal ao fortalecer a demanda agregada.

Caso o PL seja aprovado, Belo Horizonte será a primeira cidade brasileira com mais de meio milhão de habitantes e a primeira capital a instituir a tarifa zero permanente no transporte público. Para passar para a próxima fase, o PL da Tarifa Zero precisa de pelo menos 28 votos favoráveis, dos 41 vereadores, no 1º turno que acontece nesta sexta-feira (03/10).

No Brasil, 138 municípios já adotaram a tarifa zero todos os dias do ano, nos quais aproximadamente 7 milhões de pessoas não pagam mais passagens de ônibus. O que essas cidades têm em comum? Todas têm menos de 500 mil habitantes. Há ainda programas parciais em algumas capitais: em São Paulo e Brasília, por exemplo, o transporte é gratuito aos domingos.

PL da Tarifa Zero

Batizado de  PL da Tarifa Zero, ou PL do Busão 0800 (PL 60/2025), o texto já avançou pelas comissões de Legislação e Justiça, de Transporte e Mobilidade Urbana, de Administração Pública e Segurança Pública e de Orçamento e Finanças Públicas. O projeto também é o que conta com maior número de assinaturas na Câmara, ressaltando sua relevância para a sociedade.

O PL do Busão 0800 é assinado em co-autoria pelos seguintes vereadores: Iza Lourença (PSOL), Juhlia Santos (PSOL), Pedro Patrus (PT), Cida Falabella (PSOL), Pedro Rousseff (PT), Luiza Dulci (PT), Bruno Pedralva (PT), Edmar Branco (PC do B), Wagner Ferreira (PV), Helton Júnior (PSD), Janaína Cardoso (União Brasil), Osvaldo Lopes (Republicanos), Michelly Siqueira (PRD), Wanderley Porto (PRD), Diego Sanches (Solidariedade), Rudson Paixão (Solidariedade), Leonardo Ângelo (Cidadania), Cleiton Xavier (MDB), Irlan Melo (Republicanos), Arruda (Republicanos), Neném da Farmácia (Mobiliza) e Tileléo (PP).

O amplo espectro político dos vereadores que assinam a proposta chama a atenção. Para Iza Lourença (PSOL), isso “mostra o apelo popular da Tarifa Zero, que não se restringe à esquerda, mas é um projeto que interessa a toda a cidade”. Para Wagner Ferreira (PV), que é membro da mesa diretora da Câmara de Vereadores, “o PL da Tarifa Zero é a proposta mais consistente em tramitação na casa hoje”. Michelly Siqueira (PRD), aponta a importância da gratuidade do transporte para o deslocamento de mães de crianças atípicas, enquanto Bruno Pedralva, do PT, nota como o acesso ao SUS é prejudicado pelo alto preço do transporte na capital: “BH tem mais de 600 mil pessoas na fila de consultas especializadas do SUS, e a taxa de ausência a essas consultas é de 40%”, relembra o vereador, que é médico do sistema de saúde da capital. Wanderley Porto (PRD), nota como a tarifa zero pode beneficiar o comércio da cidade, já que cidades com a política assistiram ao crescimento significativo das vendas no setor.

O novo modelo de financiamento para o transporte público para BH

Hoje, a tarifa de ônibus, paga pelos passageiros, financia apenas 26% do custo total do sistema de BH. A prefeitura subsidia o serviço com cerca de R$  698 milhões anualmente, o que corresponde a 41% do custo total, um valor que cresce a cada ano sob pressão das concessionárias. Em entrevista recente, o prefeito Álvaro Damião afirmou que o valor do subsídio para financiar o sistema de ônibus da capital no próximo ano subirá para R$800 milhões. Soma-se ainda a receita referente ao vale transporte (R$ 544 milhões, 32%) e do passe livre estudantil (R$ 12 milhões, 1%).

O PL da Tarifa Zero propõe uma contribuição tributária: todas as empresas com 10 ou mais funcionários começariam pagando, em média, R$ 185 mensais por empregado, com desconto de 9 taxas por empresa. E, esses empregados, assim como toda a população da capital, não pagariam pelo transporte. Negócios com até nove colaboradores ficariam isentos da contribuição. O dinheiro vai para um fundo de transporte, com maior transparência na gestão.

Esse modelo de financiamento, em que as empresas contribuem com um valor fixo por funcionário, com desconto para as pequenas empresas, existe na França desde 1971, sendo responsável por estruturar um dos melhores sistemas de transporte público do mundo. Quando se elogia a qualidade do metrô de Paris, é importante lembrar que é essa forma de financiamento, com uma fonte estável de recursos que não disputa com outras demandas públicas, que torna aquilo possível.

O modelo permite também que as cidades implementem Tarifa Zero mantendo a boa qualidade, já que não deixam de ter a contribuição das empresas. Na França, a cidade de Montpellier implantou a tarifa zero para residentes em dezembro de 2023. Em seu primeiro ano, o número de viagens por transporte público saltou de uma média de 84  milhões para 110  milhões, um aumento de 30% no uso, sem pressionar a infraestrutura já fornecida.

Com o novo modelo em BH, as empresas de ônibus manteriam a gestão operacional — agora remunerada por quilômetro rodado em vez de passagem vendida — assegurando uma receita anual estimada em R$  2  bilhões, trezentos milhões a mais do que a receita atual, ao passo que a prefeitura deixaria de bancar os atuais R$  698 milhões.

“Quando o contrato muda para pagamento por km rodado, não há mais incentivo para restringir horários ou reduzir linhas em áreas periféricas. As empresas são estimuladas a ampliar a oferta, sobretudo à noite, o que dinamiza o comércio e a vida noturna”, explica Andrés.

Ele exemplifica com o caso dos bares de BH: “Hoje, muitos bares precisam encerrar seu atendimento mais cedo porque os funcionários e clientes não encontram ônibus para voltar para casa. Com linhas circulando em horários estendidos, esses estabelecimentos podem prolongar o horário de funcionamento, ganhando em movimento e faturamento”. Há casos concretos no país de crescimento do comércio: em Caucaia (CE) o aumento foi de 30%, e em São Caetano do Sul (SP), chegou a 40%.

O Projeto de Lei recebeu o endosso de especialistas em mobilidade urbana como Rodrigo Tortoriello (ex-secretário de Transportes de Porto Alegre), Sérgio Avelleda (Consultor em mobilidade, coordenador do Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável do Insper e ex-secretário de Mobilidade e Transportes de São Paulo) e Clarisse Linke (diretora executiva do ITDP).

 

Belo Horizonte se transforma na capital dos espetáculos musicais

A companhia segue em cartaz de 11 a 19/10, com dez adaptações inspiradas nos contos de fadas da literatura e ainda criações com dramaturgia autoral

Na tradicional “semana do saco cheio”, Belo Horizonte se torna palco dos musicais da Cyntilante Produções que traz uma programação especial para a criançada, com dez espetáculos – desde adaptações de contos de fada famosos, escritos por autores como Hans Christian Andersen e Irmãos Grimm, até criações com dramaturgia própria. A abertura oficial acontece com dois clássicos “Cinderela”, no dia 11/10, sábado, e “Os Saltimbancos”, no dia 12/10, domingo, sempre às 16h, no Pátio Savassi. Ainda no dia 12.10, domingo, no Teatro Francisco Nunes, tem também “João e Maria – Opereja”, ópera dedicada ao público infanto-juvenil que transporta o clássico conto dos irmãos que se perdem na floresta para a paisagem do sertão. O restante da programação segue até 19/10, domingo, no Pátio Savassi, com um clássico por dia. Crianças até 2 anos não pagam. Mais informações sobre ingressos: www.cyntilante.com.br

O diretor artístico da Cyntilante Produções, Fernando Bustamante, conta que a programação do mês das crianças traz parte do repertório da companhia aos belo-horizontinos, com montagens baseadas nos contos de fadas até espetáculos com dramaturgia própria que discutem temas contemporâneos para a criançada. Apaixonado pelos musicais, o produtor e diretor artístico da Cyntilante Produções que, desde 2005, se destaca na cena mineira por grandes produções no gênero, comenta sobre o poder da linguagem de encantar pessoas de 0 a 100: “são envolventes, a trilha, os figurinos, cenários, projeções, atores cantando e dançando, ao vivo. É um grande show que emociona crianças e adultos. Um programa gostoso para se fazer em família”, afirma.

Espetáculos da Abertura

 O clássico “CINDERELA”, que abre a temporada de musicais, no Pátio Savassi, no dia 11/10, sábado, traz Livre adaptação do conhecido conto do escritor francês Charles Perrault (1697). A peça conta a história da jovem Cinderela, obrigada pela madrasta a vestir andrajos e forçada a trabalhar de empregada. Durante a trama, a fada madrinha lhe dá um lindo vestido de presente, para que ela possa ir ao baile, mas a moça precisa estar de volta até a meia-noite.

Já “OS SALTIMBANCOS”, previsto para o dia 12/10, domingo, chega com muita cantoria e sapateado. A versão mineira do clássico de Chico Buarque – assistida por mais de 200.000 pessoas, em mais de 1.000 apresentações – é vencedora dos prêmios de melhor Espetáculo e melhor atuação no 1º Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora. Já no dia

No mesmo dia 12/10, domingo, porém no Teatro Francisco Nunes, “JOÃO E MARIA – OPEREJA”, traz musical inspirado na ópera “Hänsel und Gretel” do compositor alemão Engelbert Humperdinck. A peça em forma de ópera é uma releitura inédita e abrasileirada da história imortalizada pelos Irmãos Grimm. Ao invés de um bosque europeu, a trama se passa no sertão brasileiro, onde João e Maria se perdem ao colher pequi para o jantar. Nesse cenário, figuras do folclore nacional ganham protagonismo: a bruxa é representada pelo temido Papa-Figo; a fada do Orvalho se transforma na Comadre Fulozinha; enquanto o Saci-Pererê, os cangaceiros e os bacuraus completam o imaginário que povoa a caatinga. A tradicional casa de doces, por sua vez, é substituída por delícias brasileiras, como tapioca, pé de moleque, bolo de rolo, cocada e doce de leite.

Programação

Após o fim de semana de abertura, a agenda no Pátio Savassi segue a todo vapor. No dia 13/10, segunda-feira, tem “MOANA”. Na trama, uma jovem corajosa parte em missão pelo mar para salvar seu povo. Durante a jornada, conhece o poderoso semideus Maui, que a guia para se tornar uma mestra em encontrar caminhos. Juntos, navegam pelo oceano em uma viagem incrível, cheia de aventuras.

No dia 14/10, terça-feira, o público tem encontro marcado com “BRANCA DE NEVE”. Publicado pelos Grimm entre 1812 e 1822, o conto narra a história de uma rainha má e bela que resolve, por inveja e vaidade, mandar matar sua enteada. Já no dia 15/10, quarta-feira, é a vez do clássico “ALADIM” – adaptação de um dos contos mais famosos da coletânea árabe “As Mil e Uma Noites” -, aborda a saga de um jovem que descobre a lâmpada mágica de um gênio poderoso que lhe concede três desejos. “Um dos pontos altos do espetáculo é a trilha sonora, bem envolvente, com canções conhecidas do grande público”, adianta Fernando Bustamante.

No dia 16/10, quinta-feira, o público se reencontra com “PETER PAN”: o conhecido personagem criado pelo inglês J. M. Barrie (1911), que se recusa a crescer e se lança numa vida de aventuras mágicas. E no dia 17/10, sexta-feira, tem “A PEQUENA SEREIA”. Famoso clássico de Andersen, adaptado pela Cyntilante Produções, narra a história de Ariel, uma sereia encantada por conhecer o mundo dos humanos.

O espetáculo musical “ENCONTRO COM AS PRINCESAS”, com dramaturgia da Cyntilante Produções, reúne, no dia 18/10, sábado, as heroínas dos contos de fadas, como A Bela, Cinderela, Branca de Neve, Tiana e A Pequena Sereia. Na trama, elas ajudam um príncipe encantado a encontrar sua princesa desaparecida.  E no domingo, 19/10, para encerrar tem o espetáculo “RAINHA DA NEVE”. Adaptação do clássico do dinamarquês Hans Christian Andersen, publicado em 1844, o espetáculo emociona por sua beleza e história que gira em torno de duas irmãs na luta entre o bem e o mal para quebrar o feitiço do inverno eterno.

Os ingressos estão à venda a partir de R$30, no site  www.cyntilante.com.br. Crianças até 2 anos não pagam.

“Pausa para o devir” e convida o público a experimentar

A partir das instalações da artista Stela Barbieri, a mostra explora a pausa como uma fonte de experiências e de imaginação

Pausar para refletir, mas também para reinventar caminhos. Esse é o convite da Fundação Torino e da Casa Fiat de Cultura por meio da exposição “Pausa para o devir”, que fica em cartaz entre 7 de outubro e 7 de dezembro de 2025. Com curadoria de Marconi Drummond, a mostra reúne instalações de diferentes formas e materialidades criadas pela artista visual, educadora e contadora de histórias Stela Barbieri, que dialogam com produções coletivas da comunidade escolar da Fundação Torino. A proposta é oferecer uma experiência imersiva em que arte e educação se entrelaçam em um gesto de coparticipação entre a artista, os alunos e o público. A exposição terá sua abertura marcada por um bate-papo entre a artista Stela Barbieri e o curador Marconi Drummond, com mediação do jornalista Rogério Tavares, no dia 7 de outubro, às 19h30, na Casa Fiat de Cultura. Toda a programação é gratuita.

Elaboradas a partir de materiais como bambu, sementes e cabaças, as instalações convidam o visitante a entrar, permanecer e viver o tempo da pausa, seja para descansar ou conversar. Definida por Stela Barbieri como uma “obra-oficina”, a exposição cria ambientes de desaceleração, que despertam o devaneio, a atenção e a introspecção. “Pausa para o devir é um convite para estar presente e religar o que já foi com o que está por vir, no balanço dos corpos entre a terra e o céu. Uma proposta de encontro consigo e o mundo, entre a arte e a educação”, reflete a artista.

Na galeria da Casa Fiat de Cultura, grandes casulos de bambu e cabaças acolhem cadeiras de balanço que convidam à pausa. Combinando elementos táteis, sensoriais e sonoros, eles ativam a imaginação e a reflexão por meio de narrativas, músicas, histórias tradicionais e composições autorais entrelaçadas a sons da natureza, vozes e canções. Há também os casulos que podem ser colocados na cabeça, preparados com sementes e cascas que convidam os visitantes a experimentar novas sonoridades a partir do próprio movimento.

No núcleo videográfico, é possível conhecer o processo das oficinas realizadas com estudantes de diferentes idades da Fundação Torino, que resultaram em desenhos, monotipias e objetos escultóricos. A exposição é, também, uma obra-oficina: um território fértil em que cada pessoa é chamada a criar. Entre as propostas participativas, está o Perguntatório, uma instalação tipográfica em que cada visitante pode lançar suas perguntas ao futuro. Outro dispositivo em formato de lousa convida a desenhar e fabular pausas e seus possíveis desdobramentos. Para o curador da mostra, Marconi Drummond, “mais do que interrupção, a pausa aqui é potência: usina de experiências compartilhadas e exercício de imaginação em tempos de aceleração. Pausa como “direito ao sossego”, como nos lembra a artista Stela Barbieri”.

O título Pausa para o devir reflete a proposta central da exposição. A pausa é entendida como um momento de atenção e de respiro em meio à pressa do cotidiano, enquanto o devir remete ao movimento e à transformação. Entre esses dois conceitos, a mostra cria um espaço no qual o público é convidado a experimentar outras formas de relação com o tempo e com a própria sensibilidade. O presidente da Casa Fiat de Cultura, Massimo Cavallo, completa: “a exposição é, portanto, um convite a entrar nos casulos de imaginação que se abrem na Casa Fiat de Cultura, a experimentar outras formas de estar presente”.

A exposição “Pausa para o devir na Casa Fiat de Cultura” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, da Fundação Torino e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o patrocínio da Stellantis, da Fiat, copatrocínio da Stellantis Financiamentos, do Banco Stellantis, do Banco Safra e da Sada. A mostra tem apoio institucional do Circuito Liberdade, além do apoio do Governo de Minas e do Programa Amigos da Casa.

A escola como ateliê

“Pausa para o devir na Casa Fiat de Cultura” celebra os 50 da Fundação Torino. Ao lado das obras de Stela Barbieri, a exposição destaca a produção coletiva dos alunos da Fundação Torino, que participaram ativamente da exposição com criações gráficas, objetos e experimentações visuais. Esse gesto reforça a vocação da escola como espaço de invenção e aprendizado contínuo, em sintonia com a proposta da mostra, que celebra a arte como prática compartilhada.

“Ao completar 50 anos, a Fundação Torino convida todos a fazer uma pausa — não como interrupção, mas como gesto de presença. A exposição Pausa, que trazemos para a cidade como presente coletivo, traduz com profundidade esse momento da nossa história: um tempo de escuta, contemplação e reinvenção. Celebramos meio século de tradição e inovação propondo uma reflexão sobre o tempo, sobre a beleza do agora e sobre os futuros que desejamos construir, com consciência, sensibilidade e esperança”, afirma Márcia Naves, diretora da Fundação Torino.

Divinas Conversas

Com uma edição especial na Casa Fiat de Cultura, o Divinas Conversas, um ciclo de encontros promovido pela Fundação Torino, marca a abertura da exposição “Pausa para o devir”. O encontro reúne a artista Stela Barbieri e o curador Marconi Drummond, com mediação do jornalista Rogério Tavares, para compartilhar reflexões sobre o processo de criação da mostra. A conversa percorre obras, experiências e entrelaçamentos de linguagens — visual, musical, corporal e verbal — entendidos como formas poéticas de inventar atmosferas de pausa em tempos de aceleração.

O Divinas Conversas será realizado no dia 7 de outubro, às 19h30, na Casa Fiat de Cultura. Os interessados podem se inscrever gratuitamente pela Sympla.

Sobre a artista, Stela Barbieri

Stela Barbieri é uma artista que atua em muitos campos: nas artes visuais, na educação, na literatura e no encontro das áreas do conhecimento. Como propositora de experiências e processos de interação entre arte e educação, inventa espaços que convidam à coparticipação. Em suas ações, os limites entre a imagem, a escrita, as histórias, as linguagens da arte e da educação são percorridos, investigados e subvertidos. Seu universo é híbrido de códigos verbais, visuais, inventivos e cognitivos. Para isso, Stela – em sua produção artística e em sua atuação em processos de aprendizagens – construiu conexões vigorosas entre arte e educação.

Com essa abordagem, foi curadora do educativo da Bienal de SP por seis anos (três bienais, e duas mostras especiais), diretora da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake (2002-14), foi conselheira da Fundação Calouste Gulbekian, em Portugal, criadora de currículos e assessora de artes de escolas de referência em São Paulo e outras cidades no Brasil. Stela é autora de livros de educação, arte e literatura, trabalho que se desdobra também na arte de contar histórias. Recentemente lançou o disco Canoa, com suas composições. Dirige o binåh espaço de arte, um ateliê vivo, com cursos, palestras, formações e assessorias.

Sobre o curador, Marconi Drummond

Marconi Drummond é artista visual, curador independente, designer gráfico e gestor cultural. Mestre e doutor em Artes Visuais pela UFMG (2011 e 2024), atuou como curador do Museu de Arte da Pampulha (2006-2010), onde concebeu o programa expositivo, coordenou três edições da residência Bolsa Pampulha e assinou projetos editoriais. Como curador independente realizou exposições em instituições como o Centro Cultural Minas Tênis Clube, Sesc Palladium, Casa Fiat de Cultura, Museu de Artes e Ofícios, Biblioteca Pública Estadual, Palácio das Artes e Centro Cultural Fiesp. Entre seus projetos destacam-se “CRIA: Experiências de Invenção”, “Cartografia Imaginária: a cidade e suas escritas”, “Lorenzato: Simples Singular” e mostras dedicadas a artistas como Adriana Varejão, Cao Guimarães, Regina Silveira, Paulo Bruscky e Jac Leirner. Foi superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 2013-2014) e diretor da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade (FAOP/Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais).

Fundação Torino

Há 50 anos reconhecida pela consolidada tradição científica e humanística, a Fundação Torino atua como Escola Internacional, da Educação Infantil ao Ensino Médio e oferece duplo diploma a seus alunos, a fim de capacitá-los a ingressar nas mais conceituadas universidades do Brasil, da União Europeia e da América.

As ações educacionais da Fundação Torino, que é regulamentada pelos governos brasileiro e italiano, promovem várias conexões entre temas como literatura, música, arte, esportes, tecnologia, entre outros.

Em 2016, a Fundação Torino inaugurou seu Centro Cultural, que abriga a biblioteca Dante Alighieri, que reúne títulos em vários idiomas; um auditório que oferece programação variada de palestras; além de uma moderna galeria dedicada a exposições fotográficas. Toda a programação do Centro Cultural da Fundação Torino é gratuita.

Casa Fiat de Cultura 

A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em Braille e atendimento em libras. Mais de 100 mostras, de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 19 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 4,5 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 700 mil participaram de suas atividades educativas.

SERVIÇO  
Exposição “Pausa para o devir na Casa Fiat de Cultura”
Período expositivo: 7 de outubro a 7 de dezembro de 2025
Visitação presencial: terça-feira a sexta-feira das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h (exceto segundas-feiras)
Tour virtual no site: www.casafiatdecultura.com.br

Divinas Conversas | Bate-papo de abertura da exposição
7 de outubro, às 19h30, na Casa Fiat de Cultura
Inscreva-se gratuitamente pela Sympla: bit.ly/DivinasConversasPausa

Toda programação da Casa Fiat de Cultura é gratuita

Casa Fiat de Cultura  
Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG
Circuito Liberdade

Horário de Funcionamento
Terça-feira a sexta-feira, das 10h às 21h
Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h

Informações 
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Voluntários se unem para revitalizar os canteiros

A ação acontece no sábado, dia 04, e é coordenada pelo Instituto Unimed-BH, braço social da Unimed-BH

Os espaços públicos têm uma importante função nas cidades porque promovem a socialização e ajudam a melhorar a qualidade de vida da população. As praças são lugares onde crianças, adultos e idosos convivem harmoniosamente, brincam e praticam atividade física. Por isso, o cuidado com os espaços públicos é um ato de cidadania. Pensando nisso, no sábado, dia 04 de outubro, a partir das 9h, voluntários da Unimed-BH vão se reunir para promover a revitalização dos canteiros da Praça Floriano Peixoto, uma das principais praças da região Centro-Sul da capital e do canteiro frontal do 1° Batalhão da PMMG. A ação é coordenada pelo Instituto Unimed-BH, que já adota a praça, por meio do programa Adore Uma Praça da Prefeitura de Belo Horizonte. 

 

Segundo a diretora-presidente do Instituto Unimed-BH, Mercês Fróes, essa é a terceira edição da “Ação de Revitalização de Canteiros na Praça Floriano Peixoto”, no bairro Santa Efigênia. “Essa atividade integra o calendário de atividades do Instituto Unimed-BH, unindo duas frentes: Voluntariado e Adoção de Espaços Públicos.  Para esta ação, o Instituto vai reunir voluntários, entre médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH, além de replantar mais de 5 mil mudas de plantas”, afirma Mercês.

Vale destacar que a Unimed-BH adota a praça Floriano Peixoto há mais de 15 anos, já que o espaço fica em frente a um dos seus principais hospitais, o Hospital Unimed-Unidade Contorno. “A Praça Floriano Peixoto é uma extensão da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH. Neste espaço promovemos o Circuito Mude1Hábito na Praça, com atividades físicas gratuitas para a população, realizamos também atividades socioculturais, shows e teatros, que são acessíveis e de graça para a população. Por isso, cuidamos tão bem desse espaço e engajamos nossos colaboradores e cooperados a cuidarem também”, declara a diretora-presidente.

Este ano, a ação também incluirá o canteiro frontal do 1º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), reconhecido como uma extensão da Praça Floriano Peixoto. Essa iniciativa representa um gesto de valorização e fortalecimento da parceria com a Polícia Militar, que ocupa um prédio histórico no local, contribuindo significativamente para o cenário urbano e cultural da praça.

A programação da ação de revitalização inclui limpeza, preparação da terra e plantio de mudas nos espaços adotados pela instituição. O objetivo é estimular o cuidado com áreas de convivência utilizadas para atividades físicas, culturais e de lazer. As atividades começam com a recepção dos voluntários e entrega de kits, seguida de orientações gerais e distribuição das equipes para os canteiros. A revitalização será realizada das 9h às 11h30.

Serviço:
3ª edição: Plantio de mudas – Praça Floriano Peixoto e 1º Batalhão da PMMG

Data e horário: 04/10, sábado, das 9h às 12h

Local: Praça Floriano Peixoto e Canteiro do Batalhão PMMG

Programação da ação:

 

  • 09h às 9h30 – Recepção dos voluntários, entrega de camisetas, assinatura do termo de voluntariado e kit lanche;
  • 09h30 às 10h – Apresentação da equipe Recreio das Flores, contextualização e orientações gerais;
  • 10h às 11h30 – Revitalização dos canteiros da Praça Floriano Peixoto e do 1° Batalhão da PMMG;
  • 11h30 às 12h – Encerramento com agradecimento e foto final com todos os voluntários.

IV Simpósio Brasileiro de Transplante Cardíaco, em BH

Entre 03 e 04/10, evento nacional deve reunir 150 especialistas, com destaque para histórias inspiradoras de pacientes na programação

Nos dias 03 e 04 de outubro de 2025, Belo Horizonte será palco do IV Simpósio Brasileiro de Transplante Cardíaco, um dos mais relevantes encontros científicos da área no país. O evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater os avanços no tratamento da insuficiência cardíaca e no transplante cardíaco, com atividades como workshops multiprofissionais, master classes, imersões em cardiointensivismo e sessões hands-on.

Além da programação científica de alto nível, o simpósio dará voz e visibilidade a pacientes que são verdadeiros exemplos de superação e sucesso dos transplantes cardíacos no Brasil. Entre os convidados, está a Dra. Claudia, que soma 23 anos vivendo com dois corações transplantados – foram dez anos com o primeiro e já são 13 com o segundo. Ao longo desse período, ela construiu uma sólida carreira acadêmica, concluindo mestrado e doutorado e ingressando como servidora no Hospital das Clínicas da UFMG. Sua trajetória simboliza o impacto transformador da doação de órgãos.

Outro destaque é um paciente que vive há 37 anos com um coração transplantado, um dos casos de maior longevidade no país. O evento também homenageará a primeira mulher brasileira submetida a um transplante de coração, que viveu 17 anos após a cirurgia, além de relembrar nomes históricos como o do Dr. Figueroa, pioneiro em cirurgias de alta complexidade no Brasil.

De acordo com o presidente do simpósio, Dr. Renato Bráulio, cirurgião cardiovascular, o encontro busca integrar os centros transplantadores de todo o Brasil, promovendo discussões científicas e emocionais sobre um tema que une tecnologia, ciência e solidariedade humana. “O transplante cardíaco só é possível porque famílias, em um momento de dor profunda, autorizam o maior gesto de generosidade: a doação de órgãos. Esse simpósio é também uma celebração à vida e ao legado desses pacientes e profissionais”, destaca o Dr. Renato.

O evento espera reunir mais de 150 participantes, entre médicos cardiologistas, cirurgiões cardiovasculares, intensivistas, equipe multiprofissional e estudantes.

Hospital Felício Rocho é referência na história de transplantes no Brasil

Pioneiro e também uma das referências nacionais na área, o Felício Rocho está entre as instituições que participam do encontro, cujo estande trará uma linha do tempo com os principais cases de sucesso de pacientes transplantados no hospital. Sua unidade especializada foi responsável pelo primeiro transplante de coração em mulher brasileira, em 1986. Desde 2001, passou o Felício Rocho passou a ser reconhecido como a instituição que mais realiza transplantes em Minas Gerais, com operações de coração, fígado, rim, pâncreas e medula óssea. A unidade possui uma equipe altamente especializada e uma abordagem multidisciplinar para garantir o sucesso dos procedimentos e a qualidade de vida dos pacientes.

Serviço

📍 Local: Mercure Lourdes – Belo Horizonte/MG

📅 Data: 3 e 4 de outubro de 2025 – das 07h45 às 18h15.

🔗 Informações: [email protected]

| (81) 98743-6081

A cozinha que vai para o quintal

A área externa da casa ganhou um novo significado. Antes, usada apenas como área de serviço ou para churrascos de fim de semana, hoje ganha um novo olhar. O que era considerado um espaço secundário da casa, passa por um ressignificado.

Um levantamento expressivo da Grand View Research, aponta que o mercado global de cozinhas ao ar livre gerou uma receita de US$19.642,6 milhões em 2021 e deve atingir US$40.318,3 milhões até 2030. Esse aumento mostra que a casa passou a ser vista como lugar de experiências internas e externas. Nessa mesma temática, o Relatório de Tendências de Vida ao Ar Livre 2023 da Fixr, assinala que a transição coesa de espaços internos para espaços externos é uma tendência muito procurada, seguida por cozinhas ao ar livre (52%).

É importante ressaltar que, não basta apenas instalar equipamentos modernos na casa, é preciso reinventar a experiência do cozinhar, comer ao ar livre e se reunir com família e amigos. Para experiências mais completas, a criatividade pode ser usada ao instalar iluminações, móveis multifuncionais, mesas, piscinas e outros itens indispensáveis para um espaço harmonioso e completo.

Ainda de acordo com o Relatório de Tendências de Vida ao Ar Livre 2023 da Fixr, outros aspectos populares para áreas externas é a privacidade (44%), relaxamento de estilo “luxo” (35%), jardins/cozinha de plantas (17%). Estes dados mostram que as pessoas buscam uma área além da cozinha, mas também um ponto de descanso, sem precisar sair de casa.

A busca por esse mercado mostra que a área externa da casa ganhou um novo conceito. O quintal virou um ambiente que reúne sabor, diversão, descanso e encontros.

Lívea Esteves, arquiteta

Festival Cine.Ema bate recorde com mais de 494 filmes

Com exceção do Amapá, todos os estados brasileiros tiveram representantes, o que reforça a abrangência nacional do festival.

O 11º Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo (Cine.Ema) consolidou-se como um dos principais espaços de difusão do audiovisual independente no Brasil ao receber 494 filmes inscritos, vindos de 25 estados e do Distrito Federal. As produções somam mais de 104 horas de exibição, evidenciando a potência da criação cinematográfica brasileira em torno de temas ambientais, sociais e culturais.

São Paulo lidera em número de inscritos com 92 filmes, dois foram selecionados: “Minha câmera é minha flecha”, documentário de Natália Tupi, que aborda a história de Richard Wera Mirim, um jovem Comunicador Indígena do Povo Guarani Mbya, da Terra Indígena Jaraguá. O filme mostra a câmera como uma flecha, uma ferramenta de comunicação poderosa na luta e resistência indígena. O outro concorrente foi selecionado para a mostra Cine.Eminha, “Passa a bola”, dirigido por Guilherme Herrera Falchi, é uma ficção que aborda a vida de Mira e Renata, irmãs que vivem em pé de guerra. Apaixonada por futebol, Mira quer jogar com um trio de meninos na nova rua, porém enfrenta resistência pelo fato de ser uma garota.

Rio de Janeiro, inscreveu 50 filmes e dois estão concorrendo, “Reciclos”, é uma ficção que traz uma metrópole futurista da América Latina, com filas de catadores de latinhas empobrecidos que se reúnem todos os dias em terminais eletrônicos de reciclagem que pesam e pagam na hora. Outra ficção direto do Rio, “O incrível mundo de Tan Tan”, de Danilo Calegari Manzella, traz a vida de Arthur, um menino de 10 anos que consegue viajar dentro do seu túnel de brinquedo para um mundo diferente. Uma aventura que fala sobre amizade, ciúmes, consumismo e uso excessivo da tecnologia.

Entre os destaques o estado de Pernambuco, enviou 26 filmes, e concorre com quatro filmes, de ficção, documentário e experimental, que vão desde o mergulho na identidade das baianas do Maracatu, diferenças culturais até extraterrestres.

O filme “Feme In The Machine” mostra uma perspectiva cativante sobre a realidade das costureiras de Toritama narrada por Feme, uma extraterrestre que é invocada por uma bruxa na beira do Rio Capibaribe para prazer uma profecia. A história explora a relação complexa das costureiras e suas máquinas, revelando as nuances de uma cultura que prioriza o trabalho em detrimento da realização pessoal.

A diretora Valderiza Pereira que também é costureira na cidade conhecida como a capital do jeans, buscou inspiração na vivência diária com as costureiras. “Quando uma dor existe e não existe remédio para ela, a gente cria uma profecia para buscar a cura, através da invocação nas matas, à beira do Rio Capibaribe que é um rio altamente poluído pelas indústrias. Feme In The Machine nasce através da tragédia, mas também da vontade de trazer palavras de conforto, sobre a nossa identidade, sobre você continuar a ser você mesmo”, explicou.

Outra produção selecionada para o Festival Cine.Ema do estado de Pernambuco é “Sertão 2138”, do diretor Deuilton Junior. O filme que já ganhou premiações por outros festivais no Brasil,  inspirado por ficções científicas, seu gênero preferido desde criança. Criou uma terra distópica, onde uma cientista recebe uma misteriosa missão que interrompe seus planos.

“É um gênero que gosto muito e busco inovar nos filmes, fui em busca de um lugar diferente, novo e o Sertão foi o local que encontrei para me inspirar, também dando destaque para o protagonismo negro, com a atriz Clau Barros”, destacou Deuilton Junior.

O Espírito Santo, estado anfitrião do Festival Cine.Ema contou com 29 envios, e dois filmes selecionados, entre eles, o documentário “Nascida com a manhã”, do diretor João Giry, que conta a história de Lúcia uma mulher que traz luz para a vida de todos em sua família. Há mais de 40 anos ela cuida do filho mais novo José Leandro, que é PCD Neurodivergente, uma criança no corpo de um adulto. A história é real, e a personagem é sua avó.

“É a história da minha avó, uma guerreira, o pilar mais forte da minha família e isso me inspira muito, é como se ela fosse uma guia espiritual minha. A produção é intimista, comecei de longe observando, montava a câmera e deixava lá gravando, sem nenhuma interferência no dia-a-dia dela e do meu tio”, contou o diretor João Giry.

Os filmes do Festival também estão disponíveis gratuitamente no site cineema.com.br e o público pode votar nos seus filmes favoritos para ganhar prêmios. A programação fica online até dia 13 de outubro. O 11º Festival Cine.Ema conta com o patrocínio do Grupo Águia Branca e da Suzano, além do apoio da Reserva Ambiental Águia Branca, da Unimed Sul Capixaba, da Prefeitura de Aracruz e da TVE Espírito Santo. É uma realização da Caju Produções e do Ministério da Cultura – Governo Federal, por meio da Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais.

Ranking de envio por estados

São Paulo – 92

Rio de Janeiro – 50

Minas Gerais – 49

Paraíba – 34

Espírito Santo – 29

Pernambuco – 26

Bahia – 22

Rio Grande do Sul – 22

Ceará – 20

Rio Grande do Norte – 19

Goiás – 17

Santa Catarina – 16

Distrito Federal – 14

Mato Grosso – 13

Pará – 11

Paraná – 10

Alagoas – 9

Maranhão – 9

Piauí – 7

Mato Grosso do Sul – 6

Acre – 5

Sergipe – 5

Amazonas – 4

Rondônia – 2

Tocantins – 2

Roraima – 1

Amapá – 0

Seminário do Crea-MG debate formação profissional

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) realiza, no dia 15 de outubro, em Belo Horizonte, o Seminário “Conexões que Transformam”, iniciativa que vai discutir estratégias para enfrentar a escassez de profissionais qualificados nas áreas de engenharia, agronomia e geociências e ampliar a cooperação entre universidades e empresas.
O encontro, que será realizado das 8h às 17h, na sede do Conselho, reúne representantes de instituições de ensino de todo o estado, setor produtivo e sociedade civil. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link.
De 2015 a 2023, o número de universitários matriculados em faculdades da área de engenharia recuou 25%, de pouco mais de 1 milhão para 763 mil, segundo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). De cada 100 ingressantes, apenas 35 se formam e somente 40% dos egressos solicitam registro nos Conselhos Regionais de Engenharia para atuar na sua área de formação.
Para o presidente do Crea-MG, engenheiro civil e de segurança do trabalho Marcos Torres Gervásio, o evento é uma oportunidade de aproximar setores que compartilham desafios comuns.
“O país enfrenta um cenário preocupante de escassez de profissionais nas áreas tecnológicas, o que impacta diretamente o desenvolvimento econômico e social. Ao promovermos esse encontro, queremos construir soluções conjuntas, aproximando universidades, empresas e a sociedade para fortalecer a formação e valorizar ainda mais o papel da Engenharia e da Agronomia”, afirma Marcos Torres Gervásio.
Atividades
A programação inclui mesa-redonda, painéis, palestras e atividades de networking, com foco na formação acadêmica, na inserção profissional e na integração entre diferentes setores. Outro destaque é o espaço Encontro Universidade–Empresa para Networking, que será realizado no hall do auditório S1. A atividade prevê a apresentação de portfólios de instituições de ensino superior, além de rodadas de diálogo com empresários sobre demandas do mercado e possibilidades de convênios, estágios e cooperação técnica.
O seminário é uma iniciativa do Colégio Estadual de Empresas do Crea-MG (CEM-MG) e do Colégio Estadual de Instituições de Ensino Regionais (CIER-MG), com emissão de certificado para os participantes.
Serviço
 
1º Seminário Temático CEM-CIER- Conexões que transformam
Data: 15 de outubro de 2025
Horário: 8h às 17h
Local: Sede do Crea-MG – Auditório do S1 – Av. Álvares Cabral, 1600 – Santo Agostinho, Belo Horizonte – MG
Inscrições gratuitas: Sympla – https://bit.ly/seminarioconexoesquetransformam