REALIZA BRASIL 2026 leva música e meditação a BH e Contagem

A turnê internacional Realiza Brasil 2026 chega a Minas Gerais com uma proposta que une música, dança e meditação Sahaja Yoga em apresentações gratuitas. O projeto acontece entre janeiro e fevereiro e percorre 24 cidades brasileiras, reunindo artistas de diferentes países e culturas.

Em Belo Horizonte, o evento será realizado no dia 31 de janeiro, às 19h, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil, localizado na Praça Sete. Já em Contagem, a apresentação acontece no dia 1º de fevereiro, no Parque Cataguás (antigo Parque Fernão Dias).

Criada em 1970 pela líder espiritual indiana Shri Mataji Nirmala Devi, a Sahaja Yoga é um método de meditação simples e acessível, voltado ao equilíbrio emocional, ao bem-estar e à harmonia interior. Durante o espetáculo, o público será convidado a experimentar a prática, de forma totalmente gratuita.

O espetáculo contará com a participação de artistas internacionais e brasileiros, como Gianni Rossi (Itália), compositor e multi-instrumentista reconhecido pelo domínio do Brac, instrumento tradicional dos Bálcãs; Nandini Kirchbaumer (Áustria), dançarina de estilos clássicos indianos; Sophia (Qixian) Wu (China), instrumentista de Guzheng, cítara chinesa de 21 cordas; e Victor Vertunni (Itália), cantor, compositor, ator e professor. Representando Belo Horizonte, participam Marcos Rossard, músico, pesquisador e percussionista, e Pollyana Rodrigues, cantora, compositora e multi-instrumentista.

Além das apresentações artísticas, o evento propõe uma experiência sensorial e coletiva, reforçando o propósito da Sahaja Yoga de promover a transformação do ser humano e a construção de uma cultura de paz, vivenciada hoje por milhares de pessoas em todo o mundo.

Belo Horizonte
31 de janeiro de 2026 – 19 horas
Teatro de Câmara – Cine Theatro Brasil
Av. Amazonas, 315 – Centro

Contagem
1º de fevereiro de 2026
Parque Cataguás (antigo Parque Fernão Dias)

Entrada gratuita

Mais informações: www.sahajayoga.org.br

Regras do código Stake no Brasil: o que diz os Termos e Condições

A chegada da Stake ao mercado brasileiro representou uma mudança significativa na dinâmica das apostas esportivas nacionais, especialmente pela sua forte associação com criptomoedas e parcerias de peso no cenário global, como no UFC e na Fórmula 1. A plataforma atraiu rapidamente milhares de usuários interessados em uma experiência mais moderna e desburocratizada. No entanto, como em qualquer grande operadora, os bônus de boas-vindas e os códigos promocionais, embora extremamente atrativos à primeira vista, carregam consigo uma série de regras específicas que muitas vezes passam despercebidas pelo apostador casual. Entender essas nuances é a diferença entre conseguir sacar um lucro real ou ver o saldo de bônus expirar sem nunca virar dinheiro de verdade. Para facilitar o acesso e ter acesso de forma mais direta aposte com o código da Stake, e aproveite as oportunidades que a casa pode te oferecer.

O desafio do Rollover e a matemática da conversão

A restrição mais comum e, ao mesmo tempo, a mais mal compreendida é o famoso rollover. Nos termos da Stake, assim como em outras casas, o dinheiro do bônus não é dinheiro livre; ele é um crédito de aposta. Para transformá-lo em saldo sacável, o usuário precisa apostar o valor recebido (e muitas vezes o valor do depósito somado) um determinado número de vezes. O que os termos escondem nas entrelinhas é a dificuldade matemática desse processo. Um rollover alto exige que o apostador exponha seu capital ao risco repetidamente. Se a exigência for girar o saldo trinta vezes, por exemplo, o usuário precisa ter uma consistência de acertos muito acima da média para chegar ao final do processo com saldo positivo. Não é impossível, mas é uma maratona, não uma corrida de cem metros.

Além do volume de apostas, existe a barreira das odds mínimas. Os Termos e Condições especificam claramente que nem toda aposta conta para o cumprimento desse rollover. Apostar em grandes favoritos, com odds de 1.10 ou 1.20, geralmente não contribui nem um centavo para a liberação do bônus. A casa obriga o jogador a arriscar em cotações mais altas, geralmente acima de 1.70 ou 1.90, onde a probabilidade de erro é estatisticamente maior. Essa é uma “pegadinha” clássica: o apostador vê o saldo crescer com apostas seguras, mas quando tenta sacar, descobre que seu progresso no bônus ainda está no zero porque suas escolhas não atendiam aos critérios de elegibilidade de cotação mínima definidos no regulamento.

Prazos de validade e restrições de mercado

Outro ponto crucial escondido no texto denso dos regulamentos é o prazo de validade. O bônus não é eterno. A partir do momento em que o código é ativado e o crédito cai na conta, um relógio invisível começa a contar. Dependendo da promoção vigente, esse prazo pode ser de sete, trinta ou sessenta dias. Se o apostador não cumprir todos os requisitos de rollover dentro desse período, todo o valor do bônus e, cruelmente, todos os lucros obtidos a partir dele são removidos da conta. Isso força o usuário a apostar com pressa, muitas vezes fugindo de sua gestão de banca ideal e tomando decisões impulsivas apenas para “bater a meta” antes que o tempo acabe, o que geralmente resulta em perda total.

Também existem restrições severas quanto aos tipos de mercados permitidos. Muitas vezes, os Termos e Condições da Stake proíbem que apostas em mercados de Handicap Asiático ou linhas de gols (Over/Under) contem para o rollover, ou então que elas contribuam com uma porcentagem menor. Em alguns casos, apostas contraditórias no mesmo evento (como apostar no Time A e no Time B para garantir o retorno) são consideradas abuso de bônus. As ferramentas de monitoramento da plataforma são sofisticadas e detectam esses padrões rapidamente. A consequência para quem tenta burlar essa regra não é apenas o cancelamento do bônus, mas muitas vezes o banimento da conta e o confisco do saldo depositado, sob a acusação de fraude ou abuso promocional.

A política de verificação e saques

Por fim, é preciso estar atento às restrições de saque atreladas à verificação de identidade, o processo conhecido como KYC (Know Your Customer). Mesmo que você cumpra todo o rollover e transforme seu bônus em uma fortuna, o dinheiro não sairá da plataforma se a sua conta não estiver devidamente verificada. A Stake, por operar com criptomoedas e moedas fiduciárias, possui protocolos rígidos de segurança. Divergências simples, como um CPF cadastrado diferente do titular da conta bancária de destino ou endereços que não batem com o comprovante de residência, são motivos suficientes para travar o saque. Os termos deixam claro que a casa tem o direito de segurar os fundos até que a identidade seja provada de forma irrefutável, um processo que pode ser burocrático e testar a paciência do apostador ansioso.

Navegar pelos Termos e Condições da Stake exige atenção e frieza. O código promocional é uma ferramenta excelente para aumentar a banca inicial e permitir apostas maiores, mas ele deve ser encarado com estratégia profissional. Ler as regras, entender os limites de tempo, cotação de mercado e preparar a documentação de verificação com antecedência são passos obrigatórios. Quem joga conforme as regras do contrato tem grandes chances de lucrar; quem ignora as letras miúdas acaba, invariavelmente, financiando os prêmios dos apostadores mais atentos.

 

Fui acusado injustamente: o que devo fazer?

Ser acusado injustamente de um crime é uma das experiências mais angustiantes que alguém pode enfrentar. O impacto não é apenas jurídico, mas também emocional, social e profissional. Medo, insegurança, vergonha e sensação de impotência são sentimentos comuns nesse momento. No entanto, é fundamental compreender que uma acusação não equivale a uma condenação e que o ordenamento jurídico brasileiro assegura mecanismos eficazes de defesa para proteger o cidadão contra erros, abusos e injustiças.

Você entenderá o que fazer ao ser acusado injustamente, quais são seus direitos, quais erros devem ser evitados e como a atuação estratégica de um advogado criminalista pode ser decisiva para restabelecer sua liberdade, honra e tranquilidade.

O que significa ser acusado injustamente?

Uma acusação injusta ocorre quando uma pessoa é apontada como autora ou partícipe de um crime que não cometeu, seja por erro de identificação, denúncias falsas, interpretações equivocadas dos fatos ou até mesmo por abuso de autoridade. Esse tipo de situação pode surgir tanto na fase de investigação policial quanto já no curso de um processo criminal.

É importante destacar que, no Brasil, vigora o princípio da presunção de inocência, segundo o qual ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Assim, a simples existência de uma investigação ou denúncia não retira seus direitos nem autoriza tratamentos arbitrários.

Quais são as causas mais comuns de acusações injustas?

As acusações injustas podem ter diversas origens. Entre as mais frequentes, destacam-se:

  • Denúncias falsas, motivadas por vingança, disputas familiares, conflitos profissionais ou interesses financeiros;
  • Erros de reconhecimento, especialmente em crimes patrimoniais ou situações de flagrante mal conduzidas;
  • Provas mal interpretadas, como mensagens fora de contexto, imagens incompletas ou testemunhos contraditórios;
  • Excesso ou abuso de autoridade, quando há violação de direitos fundamentais durante a investigação;
  • Pressão social ou midiática, que leva à formação prematura de juízos de culpa. Compreender a origem da acusação é essencial para definir a melhor estratégia de defesa.

Fui acusado injustamente: quais são meus direitos?

Ao ser acusado injustamente, o cidadão continua plenamente amparado pela Constituição Federal e pelas leis penais e processuais. Entre os principais direitos, destacam-se:

  • Direito ao silêncio, sem que isso seja interpretado como confissão;
  • Direito à ampla defesa e ao contraditório, com utilização de todos os meios legais para provar a inocência;
  • Direito a direito a defesa técnica;
  • Direito à dignidade e à integridade moral, vedado qualquer tratamento humilhante ou degradante;
  • Direito de não produzir prova contra si mesmo.

O respeito a esses direitos é indispensável para que o processo penal seja legítimo e justo.

O que fazer imediatamente após uma acusação injusta?

Diante de uma acusação injusta, algumas providências devem ser adotadas com rapidez e cautela:

Mantenha a calma e evite atitudes impulsivas

Reações emocionais exacerbadas podem gerar prejuízos irreversíveis. Discussões, ameaças ou tentativas de “resolver por conta própria” a situação costumam agravar o problema.

Não preste esclarecimentos sem orientação jurídica

Muitas pessoas acreditam que explicar os fatos espontaneamente resolverá tudo. No entanto, declarações mal formuladas podem ser distorcidas e usadas contra o próprio acusado. O ideal é falar somente na presença de um advogado.

Reúna provas desde o início

Mensagens, e-mails, registros de localização, comprovantes, imagens, testemunhas e qualquer elemento que comprove sua versão dos fatos devem ser preservados. A produção de prova defensiva é essencial em casos de acusação injusta.

A importância de um advogado criminalista desde o início

Um dos maiores erros de quem é acusado injustamente é subestimar a gravidade da situação. Mesmo que a acusação pareça absurda, o processo penal possui dinâmica própria e exige atuação técnica especializada.

Um advogado criminalista experiente irá:

  • Analisar a legalidade da investigação;
  • Identificar nulidades e abusos;
  • Atuar para evitar prisões desnecessárias;
  • Construir uma defesa técnica sólida;
  • Requerer o arquivamento do inquérito quando cabível;
  • Atuar estrategicamente em audiências e manifestações processuais.

A defesa bem estruturada desde o início aumenta significativamente as chances de absolvição ou de encerramento precoce do caso.

Acusação injusta pode gerar indenização?

Sim. Dependendo do caso, a acusação injusta pode gerar responsabilização civil daquele que causou o dano. Denúncias falsas, imputações levianas e exposições indevidas podem ensejar indenização por danos morais e materiais.

Além disso, se houver abuso de autoridade por parte de agentes públicos, também é possível a responsabilização do Estado, sem prejuízo da responsabilização individual do agente.

Como funciona a defesa em casos de denúncia falsa?

Nos casos de denúncia falsa, a estratégia defensiva envolve dois eixos principais:

  1. Demonstrar a inexistência do crime ou da autoria, por meio da fragilidade das provas acusatórias;
  2. Evidenciar a má-fé do acusador, quando houver indícios de que a imputação foi feita de forma consciente e dolosa.

Em determinadas situações, após o reconhecimento da inocência, pode-se avaliar a adoção de medidas criminais e cíveis contra o denunciante.

Fui acusado injustamente e estou respondendo a processo: e agora?

Se a acusação já evoluiu para um processo criminal, a atuação defensiva torna-se ainda mais técnica. Cada fase do processo exige manifestações específicas, produção de provas, oitiva de testemunhas e análise criteriosa dos atos praticados pela acusação.

É nesse contexto que a experiência e o preparo do advogado fazem diferença real no resultado do caso, garantindo que a verdade dos fatos prevaleça.

Por que contar com um escritório especializado em defesa criminal?

A defesa criminal não admite improvisos. Escritórios especializados, com atuação estratégica e personalizada, conseguem enxergar detalhes que passam despercebidos em análises superficiais.

O acompanhamento próximo do cliente, a linguagem clara, a atuação combativa e o respeito absoluto à legalidade são pilares indispensáveis para enfrentar acusações injustas com segurança.

Acusação injusta exige reação técnica e estratégica

Ser acusado injustamente é uma situação extremamente séria, que não pode ser ignorada ou tratada com descaso. Embora o impacto inicial seja assustador, o sistema jurídico brasileiro oferece instrumentos eficazes para proteger o inocente.

A orientação jurídica adequada, aliada à produção de provas e à atuação estratégica desde o início, é o caminho mais seguro para preservar seus direitos, sua liberdade e sua reputação.

Se você ou alguém próximo enfrenta uma acusação injusta, buscar ajuda especializada o quanto antes não é apenas recomendável, é essencial. Cada decisão tomada sem orientação pode gerar consequências irreversíveis.

O Gabriel Nogueira Advocacia atua de forma estratégica na defesa criminal, com atendimento humanizado, análise minuciosa do caso e absoluto respeito aos princípios da legalidade, da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana.

📞 Entre em contato com o Gabriel Nogueira Advocacia e agende uma análise do seu caso. Telefone: (31) 98327-8116

 

Interior de Minas atrai investidores e vive ciclo imobiliário

João Monlevade registra valorização de até 8% ao ano e demanda crescente por novos projetos

O interior de Minas Gerais vem ganhando espaço no radar de investidores imobiliários. O movimento acompanha a descentralização econômica do país e o avanço de polos industriais regionais.

De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os lançamentos residenciais cresceram 12,5% no terceiro trimestre de 2025, e cidades médias têm puxado parte dessa expansão.

João Monlevade, a 110 km de Belo Horizonte, tornou-se um dos mercados mais consistentes do estado. O município, que concentra indústrias de metalurgia e siderurgia, registra aumento contínuo na oferta de empregos e na chegada de novos profissionais.

“O crescimento da base industrial tem ampliado a demanda por moradia e tornado o mercado local mais atrativo para quem investe”, afirma Pedro Ivo Vasconcelos, diretor da Emcorp.

Estimativas da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG) apontam valorização anual entre 6% e 8% nos imóveis da cidade. Para unidades adquiridas na planta, o potencial de aumento chega a 20% ou 30% até a conclusão das obras, faixa que chama atenção de compradores que buscam retorno seguro e previsível.

De olho nesse cenário, a Emcorp lançou o Village Garden Residencial, empreendimento que integra localização estratégica, tipologias compactas e ticket de entrada acessível, elementos que favorecem o investidor.

As unidades possuem entre 50 e 68 m², 2 quartos e até 2 vagas de garagem. “O projeto foi pensado para atender tanto moradores quanto quem busca renda com aluguel e valorização”, destaca Vasconcelos.

Com 78% de obra executada e entrega prevista para março de 2026, o Village Garden confirma o apetite do mercado local por empreendimentos de rápida absorção.

Projeto Esporte na Cidade leva esporte ao interior de MG

Iniciativa oferta aulas gratuitas de iniciação esportiva nos municípios de Conceição do Pará, Contagem, Jaíba e Taquaraçu de Minas

Tradicional em Minas Gerais, o Projeto Esporte na Cidade chega ao décimo quarto ano de realização levando esporte, educação e inclusão social para o interior do estado. Entre outros municípios, Conceição do Pará, Contagem, Jaíba e Taquaraçu de Minas recebem atividades da iniciativa. Ao todo, nas quatro localidades são beneficiados 280 crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos de idade.

São ofertadas, gratuitamente, aulas de basquete, futsal, handebol, vôlei e judô. Os alunos inscritos recebem, gratuitamente, kit de uniformes contendo camisa, short, meião, calçado e quimono, a depender da modalidade praticada. Além das atividades esportivas, o projeto oferece palestras e oficinas sobre temas transversais, que ajudam na formação cidadã do beneficiário.

O Projeto Esporte na Cidade é realizado pela De Peito Aberto, por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, com o patrocínio de grandes empresas como Livelo, D’Granel, CNH, Auren e Jaguar.

Para Wenceslau Madeira, diretor presidente da De Peito Aberto, o Esporte na Cidade é mais que um projeto consolidado em Minas Gerais.

“São 14 anos de história em terras mineiras, dezenas de municípios atendidos. Porém, o Esporte na Cidade é muito mais que números. É um projeto inovador, que leva esporte, educação, e qualidade de vida para centenas de crianças e adolescentes de Minas Gerais. Espero que possamos seguir por mais vários e vários anos”, comentou Madeira.

Confira os locais de realização das atividades

Conceição do Pará – 50 alunos – Basquete, Futsal, Handebol e Vôlei
– Ginásio Poliesportivo José Maria de Lacerda
– Complexo Esportivo Diolino Hilariano
Contagem – 80 alunos – Basquete, Futsal, Handebol, Vôlei e Judô
– Escola Municipal Lígia Magalhães;
– Escola Municipal Heitor Villa Lobos;
Jaíba – 80 alunos – Basquete, Futsal, Handebol, Vôlei
– Ginásio Poliesportivo Izael Nunes Pereira;
Taquaraçu de Minas – 70 alunos – Basquete, Futsal, Handebol e Vôlei
– Quadra Poliesportiva Geralda Ferreira Bacelete.

Foto: Divulgação/De Peito Aberto

Carnaval impulsiona vendas e reforça economia de BH

O Carnaval de rua de Belo Horizonte chega a 2026 consolidado como um dos principais motores da economia urbana no início do ano. A expansão da festa, que hoje se estende por janeiro e fevereiro, amplia o fluxo de pessoas na cidade, atrai turistas e estimula o consumo em diversos setores do comércio, serviços e turismo. O resultado é um ambiente de negócios mais dinâmico e resiliente, mesmo diante dos desafios econômicos do país.
Levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG mostra que 65,8% dos empresários do comércio varejista avaliam o impacto do Carnaval como positivo para seus negócios. Entre os principais fatores estão o aumento do movimento nos estabelecimentos, citado por 47,6%, e a maior presença de turistas e moradores circulando pela cidade, apontada por 45,4%.
A economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, avalia que o Carnaval deixou de ser apenas um evento cultural e passou a ocupar papel estratégico no calendário econômico da capital mineira. “O Carnaval de Belo Horizonte gera um efeito em cadeia. Ele aumenta o fluxo de pessoas, fortalece o comércio local, estimula serviços e cria oportunidades de renda em um período que, historicamente, era mais fraco para muitos setores”, afirma.
A pesquisa indica que 62,3% das empresas varejistas pretendem funcionar durante o período carnavalesco, número superior ao registrado no ano anterior. Entre essas, 67,4% planejam abrir todos os dias, com destaque para farmácias, supermercados, padarias e distribuidoras de bebidas, segmentos diretamente beneficiados pelo aumento da circulação urbana.
As expectativas de vendas também são positivas. Quase metade dos empresários acredita que irá faturar o mesmo que no Carnaval passado, enquanto 42,8% esperam crescimento nas vendas. Mais da metade dos estabelecimentos já está com os estoques preparados para atender à demanda do período, sinalizando planejamento e confiança no desempenho do mercado
Segundo Fernanda Gonçalves, esse comportamento revela maturidade do comércio belo-horizontino. “Os empresários aprenderam a trabalhar o Carnaval como uma data estratégica. Há planejamento de estoque, adaptação de horários, investimentos em atendimento e ações promocionais. Isso mostra a capacidade de resposta do comércio e sua resiliência diante das oportunidades”, destaca.
O estudo também aponta que 42,3% dos lojistas esperam maior movimento ao longo de todo o período do Carnaval, enquanto outros identificam picos no pré-Carnaval e nos ensaios dos blocos. O Pix aparece como a principal forma de pagamento esperada, seguido do cartão de crédito à vista e parcelado, reforçando a digitalização das transações no varejo.
Para a economista, os números confirmam que o Carnaval vai além da festa. “Quando bem-organizado, o evento contribui para manter o consumidor na cidade, atrai visitantes de outras regiões e fortalece a imagem de Belo Horizonte como destino turístico. Isso se traduz em faturamento, emprego temporário e maior arrecadação”, afirma Fernanda Gonçalves.
A Fecomércio MG avalia que o desempenho esperado para o Carnaval de 2026 reforça a importância de políticas públicas voltadas à organização, segurança e infraestrutura do evento. Ao mesmo tempo, evidencia a capacidade do comércio local de se adaptar e transformar grandes eventos culturais em oportunidades concretas de crescimento econômico para a capital e sua região metropolitana.

Corrida Mano Down na Pampulha celebra inclusão com Então Brilha

Com participação do bloco Então Brilha, evento une esporte, inclusão e música

Para iniciar as comemorações do mês de conscientização da síndrome de Down (T21), o Instituto Mano Down promove a 3ª Corrida de Rua e ressaca de carnaval. Com a atração confirmada do Bloco “Então Brilha”, o evento será realizado no dia 22 de fevereiro, a partir das 07h, na Praça da Pampulha – R. Versília, s/n – Pampulha, Belo Horizonte. As inscrições estão disponíveis através da plataforma de corrida TBH.

Mais de 1 mil pessoas já garantiram a participação na terceira edição da corrida de rua do Mano Down, que contará com 4 modalidades de competição: Corrida 10Km, Corrida 5Km, caminhada 3Km e caminhada Kids.

São esperados mais de 2,5 mil participantes no evento, entre corredores profissionais, clubes de corrida esportiva, outras instituições sociais, educandos (pessoas com síndrome de Down e outras deficiências), famílias atendidas pelo Instituto, e pessoas que apoiam a causa da inclusão.

A Corrida é promovida pelo Mano Down, que atende a mais de 1,4 mil pessoas com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais. A terceira edição está sendo viabilizada pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte e conta com o apoio da AngloGold Ashanti. “Apoiar iniciativas como a Corrida Mano Down, por meio do Instituto AngloGold Ashanti, reforça o nosso compromisso com a inclusão e o respeito às diferenças. O esporte promove integração, autoestima e oportunidades, além de criar espaços de convivência que celebram a diversidade e o potencial de cada pessoa”, afirma o vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da AngloGold Ashanti, Othon Maia, que também preside o Conselho Deliberativo do Instituto.

ESPORTE PARA INCLUSÃO

 

Segundo Leonardo Gontijo, presidente e fundador do Mano Down, a Corrida de rua é uma das ações promovidas pela instituição para fomentar a integração e a socialização por meio do esporte. “A autonomia e o desenvolvimento de pessoas com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais perpassa pela ocupação dos espaços comuns da sociedade e as atividades esportivas e culturais, são ferramentas importantes para esse processo de inclusão”, explica.

Ainda segundo Leonardo Gontijo, o evento vai abrir o mês de conscientização da síndrome de Down que este ano tem como tema mundial “Amizade, Acolhimento, Inclusão… Xô Solidão”. “O tema da campanha para o dia da síndrome de Down, que foi traduzido no Brasil por especialistas, instituições e autodefensores, fala exatamente da invisibilidade social e exclusão que afeta essas pessoas. E trás uma necessidade de reflexão e ação para que possamos acolher e incluir, de forma que elas se sintam participantes e efetivamente pertencentes na sociedade. Ainda temos muito a avançar nessas questões. Por isso a importância de promovermos eventos como esse, que estimulam a convivência com a diversidade, que mostram a potencialidade das pessoas com T21”, enfatiza.

ATRAÇÕES PARA TODA A FAMÍLIA

A arena do evento será aberta ao público, com acesso gratuito, e contará com diversas atrações culturais, esportivas e de lazer para todas as idades. Entre os destaques estão a ressaca de carnaval com o bloco Então Brilha, o show de Dudu do Cavaco com a Banda Comarca 5.2, além de um espaço kids e áreas voltadas à saúde e ao bem-estar. O público também poderá visitar o Shopping da Inclusão, participar de ações promocionais de empresas parceiras e acompanhar a premiação dos corredores, do primeiro ao terceiro lugar, nas categorias feminina e masculina, além de outras atividades ao longo do dia.

SERVIÇOS

3ª Corrida Mano Down

  • Data: 22 de fevereiro de 2026
  • Horário: a partir de 07h
  • Local: Praça da Pampulha – R. Versília, s/n – Pampulha, Belo Horizonte.
  • VALOR DA INSCRIÇÃO:

2º Lote – R$90,00 até 06/02/2026

3º Lote – R$100,00 até 21/02/2026 (Ou enquanto houver vagas)

APOIO PARA PROGRAMAS SOCIAIS 

Todo o valor arrecadado com as vendas dos kits de corrida será revertido para os programas sociais do Mano Down. Além disso, durante a entrega dos kits e no dia da Corrida, a instituição vai promover uma ação para arrecadar itens que serão destinados para o seu bazar solidário.

Sobre o Instituto Mano Down

O Instituto Mano Down é uma organização sem fins lucrativos referência nacional na promoção da inclusão e do desenvolvimento de pessoas com síndrome de Down e outras deficiências intelectuais. Reconhecido três vezes entre as 100 Melhores ONGs do Brasil (2021, 2023 e 2024), o Instituto completa 15 anos de atuação, atendendo cerca de 1.400 famílias e impactando milhares de pessoas em diferentes fases da vida. Fundado por Leonardo Gontijo, a partir de sua relação com o irmão Eduardo, o Dudu do Cavaco, o Mano Down nasceu com o propósito de dar voz, autonomia e oportunidades a quem historicamente foi excluído.

Com um trabalho integrado e inovador, o Instituto desenvolve ações que vão do acolhimento familiar à inclusão no mercado de trabalho, passando por educação inclusiva, terapias especializadas, atividades culturais e esportivas e envelhecimento saudável. Seu ecossistema de inclusão e inovação social promove a convivência entre pessoas com e sem deficiência, criando oportunidades reais e sustentáveis. Até 2030, a expectativa é ampliar o atendimento direto para 2 mil famílias, fortalecendo seu impacto social em todo o país.

Chef Leo Paixão é atração do primeiro Robata Fest no Okinaki

Na quinta-feira, 5 de fevereiro, a cena gastronômica de Belo Horizonte terá um encontro imperdível. O Okinaki, referência em comida de rua asiática na capital mineira, dos chefs Guilherme Furtado e Gabriella Guimarães, realiza a primeira edição do Robata Fest – evento em que o público poderá vivenciar a versão japonesa do “espetinho”, elevada a um novo patamar de sabor e técnica, ideal para acompanhar com cerveja ou um bom sakê.

Para inaugurar o projeto, os anfitriões Guilherme Furtado e Gabriella Guimarães recebem o chef Leo Paixão (Grupo Glouton) de Belo Horizonte. Conhecido por mesclar técnicas da gastronomia francesa com os sabores de Minas Gerais, Leo Paixão assume a grelha ao lado dos chefs do Okinaki para apresentar criações exclusivas. “A proposta é criar um evento que convide chefe locais a cozinhar conosco no Okinaki, em um ambiente mais casual”, pontua Guilherme Furtado.

A partir das 18h, a casa se transforma no palco de uma experiência na brasa. O menu contará com quatro robatas exclusivas do evento, preparadas na brasa e finalizadas ao vivo, diante dos clientes, pelos chefs da casa em parceria com o convidado. Guilherme Furtado e Gabriela Guimarães vão preparar rebatas de medalhão de kimchi com queijo coalho e tsukune – almôndega de frango com molho agridoce. Durante o horário de funcionamento, o cardápio regular do Okinaki também estará disponível.

O que é robata?

Robata (abreviação de robatayaki) é uma técnica culinária japonesa milenar, que pode ser traduzida livremente como “cozinhar na brasa”. Diferente do churrasco ocidental tradicional, a robata consiste em grelhar lentamente, sobre carvão de alta qualidade, pequenos espetinhos de carnes, frutos do mar ou vegetais. O resultado é um alimento suculento com um sabor defumado característico.

Okinaki

O Okinaki (@okinakibh) se consolidou em Belo Horizonte como um ponto de referência para os amantes da comida de rua asiática. Com uma atmosfera descontraída e acolhedora, o restaurante é conhecido por seus raméns e pratos que dialogam com a cultura de diversos países do continente asiático, incluindo China, Japão, Tailândia e Coreia. Curiosamente, “Okinaki” significa “grande árvore” em japonês – e o nome tem uma história especial.

Quando os chefs alugaram o imóvel na esquina da Avenida Álvares Cabral com a Rua Santa Catarina, em Belo Horizonte, perceberam um imponente fícus enraizado em uma das laterais. A copa frondosa da árvore se projeta para o outro lado, “abraçando” toda a área do bar na calçada. Para o casal de chefs, esse detalhe tornou o local ainda mais especial, transmitindo uma sensação de acolhimento que eles descrevem como um verdadeiro abraço.

Gui Furtado abraçou o sonho de Gabriella Guimarães, que se especializou em culinária asiática na Espanha. Em Barcelona, ela trabalhou com Carme Ruscalleda, renomada chef de cozinha catalã que incorpora influências asiáticas em seus pratos.

No Okinaki, a cozinha celebra a cultura japonesa, mas também absorve inspirações de outros países asiáticos, como China, Coreia, Taiwan, Vietnã e Tailândia. Os pratos não são cópias exatas das receitas tradicionais; os chefs gostam de reinventar cada criação, adicionando toques únicos e autorais. A proposta do restaurante mostra que comida de rua pode ser sofisticada: feita com ingredientes de qualidade, sabores complexos e apresentação de encher os olhos.

SERVIÇO

Robata Fest com chef Leo Paixão

Menu especial de robatas (espetinhos japoneses) assinados pelos chefs da casa e pelo convidado

Data: 5 de fevereiro (quinta-feira)

Horário: A partir das 18h

Local: Okinaki – Av. Álvares Cabral, 1303 – Lourdes, Belo Horizonte/MG

Mais informações: instagram.com/okinakibh

Volmir Cordeiro leva a BH reflexões sobre corpo e espaço público

Belo Horizonte recebe, entre os dias 26 e 28 de janeiro, um dos nomes mais relevantes da dança contemporânea brasileira e europeia. É a primeira vez que o bailarino e coreógrafo Volmir Cordeiro, radicado em Paris, compartilha seus conhecimentos com o público da capital mineira. Ele integra a programação da 16a edição do Verão Arte Contemporânea com a Oficina de Dança “Compartilhando práticas abertas: 3 ou 4 exercícios para estremecer junto”, e o bate-papo aberto ao público no dia 27 de janeiro, terça-feira, às 19 horas, no no CRDança Belo Horizonte – Teatro Marília (Avenida Professor Alfredo Balena, nº 586, no bairro Santa Efigênia). A entrada é gratuita com classificação 18 anos.

Reconhecido internacionalmente por criações que investigam corpos marginalizados, gestos cotidianos e a ocupação poética do espaço urbano, Volmir Cordeiro desenvolve uma pesquisa singular. Seus trabalhos circulam por festivais e instituições de referência na Europa e no Brasil, consolidando uma trajetória que articula criação artística, pensamento crítico e formação.

Em Belo Horizonte, o artista realiza um encontro direto com estudantes, profissionais da dança, artistas de diferentes áreas e público interessado, compartilhando métodos de criação e reflexões que atravessam temas centrais do nosso tempo: identidade, visibilidade, exclusão, presença e resistência. “Volmir Cordeiro traz para este encontro seus princípios de criação: a expressividade do rosto e do olhar, a urgência de existir para o outro, a potência que nasce dessa relação e a profusão de palavras e imaginários,” explica Ione de Medeiros, idealizadora e curadora artística do Verão Arte Contemporânea e co-fundadora do GOM Grupo Oficcina Multimédia.

Para além da Oficina, Volmir realiza um bate papo gratuito e aberto a interessados no dia 27/01, terça-feira, às 19h, amplia essa experiência formativa alinhada à democratização do acesso à cultura ao abrir espaço para diálogo com o público, abordando sua trajetória entre Brasil e França, os bastidores de suas obras e o papel da dança contemporânea na leitura crítica das cidades e das relações sociais.

16º VAC – Verão Arte Contemporânea

O evento que teve início no último dia 17 e que segue até o dia 31 de janeiro de 2026, Belo Horizonte sedia a 16ª edição do Verão Arte Contemporânea (VAC). Com entrada gratuita e duração de 15 dias, o festival oferece atividades em teatro, dança, música, artes visuais, cinema e literatura, o Verão Arte Contemporânea oferece oficinas presenciais, feira de livros, exposições e mostras de filmes. Idealizado pelo Grupo Oficcina Multimédia (GOM) – coletivo teatral com 48 anos de trajetória ininterrupta, sob a direção artística de Ione de Medeiros e com produção de Jonnatha Horta Fortes e Henrique Torres Mourão, o VAC 2026 reafirma sua posição como um território de pensamento e resistência cultural.

“O VAC busca refletir os tempos em que vivemos, abrindo espaço para o estímulo à reflexão e criatividade”, destaca Ione de Medeiros, diretora artística do festival, lembrando que o foco do evento sempre esteve em incentivar experimentações artísticas locais e projetar Belo Horizonte como polo cultural.

Ela acrescenta: “Nesta edição, reafirmamos a importância do incentivo à formação a partir do fomento à aquisição de novos conhecimentos por meio de pesquisas e vivências diversificadas. Queremos que o contato direto entre professores, artistas e o público possibilite uma verdadeira oportunidade de descoberta e troca de experiências”.

Viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Edital n.º 11/2024, número ID 4453 –, o projeto conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais/Governo de Minas Gerais, e é realizado por meio do Sistema Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. O VAC conta também com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e do Instituto Odeon. A atividade integra o Terça da Dança e o Circuito Municipal de Cultura. O projeto tem, ainda, o apoio do PROGRAMA FUNARTE ABERTA 2025 – OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS DA FUNARTE.

Serviço

16.º VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA – VAC 2026

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EVENTO GRATUITO
Data: 17 a 31 de janeiro de 2026
Locais: Funarte MG, Teatro Marília, Cine Humberto Mauro, CRDança Belo Horizonte, Cine Santa Tereza e Instituto Pedro Moraleida
Entrada: Gratuita (com retirada de bilhetes para cinema e inscrições prévias para oficinas)
Informações e Inscrições: Link e Link

Bate-papo aberto ao público com Volmir Cordeiro
Data: 27 de janeiro, terça-feira
Horário: 19 horas
Local: CRDançaBH – Teatro Marília (Avenida Professor Alfredo Balena, nº 586, no bairro Santa Efigênia)
Classificação: 18 anos

Entrada: gratuita (sujeita à lotação)

Autor mineiro radicado em Berlim lança livro com sátira social

Já pensou em viajar ao lado de uma mulher azul, um adolescente imortal e dois gêmeos xifópagos? Em Macadâmia, o improvável torna-se real para o leitor: neste romance de estreia, Lucas Paio mistura fantasia, sátira e personagens memoráveis em uma road trip por um universo fantástico que revela situações bizarras a cada curva.

Pablo Pablo leva uma vida monótona na burocrática Cinzália, onde é locutor de um carro de som amarelo e sonha em virar radialista famoso. Depois de uma rejeição atrás da outra e prestes a ser despejado do apartamento onde mora com a amiga Maria Celeste, uma ex-celebridade-mirim de espírito rebelde e pele azul, o protagonista se afunda cada vez mais em frustrações. Igualmente cansada da estagnação da cidade, a garota propõe uma fuga ousada: cruzar a estrada rumo a um reino vibrante e transformar essa jornada em um programa de rádio.

Eles partem na companhia de Alcebíades, imortal de 500 anos preso na puberdade, e de Cléo e Radamés, casal de gêmeos siameses fisicamente unidos na bacia. No caminho, o grupo atravessa desde lagartos gigantes de estimação a uma seita onde todos se comportam como cães, passando por segredos sinistros envolvendo circos, uma civilização perdida e o poder oculto da flunfa (mais conhecida como sujeirinha de umbigo). A cada capítulo, essa odisseia entrelaça elementos que parecem aleatórios à primeira vista, mas mostram a construção de um mundo tão coeso quanto absurdo.

Se a vida lhe dá vômito de pássaro, chame de Água Roxa:
esse era o meu novo lema, e eu não tinha andado quatro horas debaixo de sol para dar meia-volta agora.
(Macadâmia, p. 103)

Por meio de linguagem coloquial, afiada e divertida, o livro é narrado em primeira pessoa por Pablo Pablo, que encara tudo com ironia. Lucas Paio equilibra nonsense e humor inteligente com críticas sociais sobre burocracia, autoritarismo, fanatismo religioso, política e obsessão pela fama. A obra também aborda temas como amizade, relacionamentos, liberdade e a busca por propósito no meio do caos; além da importância de ser autêntico, mesmo diante da rotina e das responsabilidades.

Macadâmia é uma ficção especulativa sobre encontrar o próprio lugar numa realidade que raramente faz sentido. O ritmo ágil de road trip e os protagonistas únicos, cada um com seus dilemas, vão encantar quem gosta de enredos cheios de imaginação. O lançamento promete agradar principalmente fãs de O Guia do Mochileiro das Galáxias — ou qualquer leitor que já quis botar o pé na estrada sem olhar para trás.

Ficha Técnica:
Título: Macadâmia
Autor: Lucas Paio
Edição: 1ª | Dezembro de 2025
ISBN: 978-65-5278-483-4
Idade recomendada: +18 (contém linguagem imprópria para menores de idade)
Páginas: 444
Preço: R$ 65,50 (livro físico) e R$ 9,90 (e-book Kindle)
Onde encontrar: Amazon (livro físico) e Amazon (e-book Kindle)

Sobre o autor: Lucas Paio é mineiro de Belo Horizonte e mora em Berlim. Seu primeiro conto, Mirela, ganhou o concurso literário da revista Piauí (2007). Já teve contos selecionados para as revistas Alcateia, Faísca e antologias de microcontos das editoras Pangeia e Persona. Em 2024, recebeu menção honrosa no primeiro concurso de contos infantis da Usina de Textos com A Menina Que Comia Música, baseado no curta-metragem que escreveu e dirigiu em 2013. Realizou outros curtas que foram selecionados por festivais no Brasil, EUA e Europa, como Sólido Líquido Gasoso (vencedor de Melhor Vídeo do Ano em 2010 pelo Festival do Minuto), a animação Nightmare on Cork Street (vencedora do Festival do Minuto em 2014 na categoria “terror”) e a sequência Revenge of the Corks (2016). Macadâmia é seu primeiro romance.

Instagram: @lucaspaio 

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