Marcos Braccini lança “Nas Marés” pelo selo Klave

O cantor e compositor Marcos Braccini lança o álbum Nas Marés pelo selo Klave. O trabalho apresenta 11 faixas, sendo 9 composições autorais, e marca um novo capítulo em uma trajetória iniciada há mais de duas décadas, consolidando uma pesquisa artística situada entre música e palavra.

Concebido ao longo de diferentes períodos da vida do artista – com primeiras apresentações ao vivo em 2019, gravação em 2021 e turnê de pré-lançamento em 2025 -, Nas Marés chega ao público após um processo longo de maturação.

O título foi definido ao fim do processo e também nomeia a faixa que encerra o disco, composta em parceria com Antonio Gomes Neto há cerca de 20 anos. A canção sintetiza a ideia de movimento e transformação que atravessa o repertório. O mar e as marés surgem como imagem de percurso, conexão entre territórios e ação do tempo, organizando o disco como uma coleção de retratos forjados em encontros e deslocamentos.

Nas Marés dá continuidade à linguagem apresentada nos álbuns Noturno (2014) e Wiara (2015), mantendo o diálogo entre cultura popular e universo erudito, tradição e contemporaneidade, poesia e canção. O repertório articula composições próprias com regravações que estabelecem pontes geracionais, como Evangelho (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) e Tempo de Desenredo (Sidney Porto e Antonio Gomes Neto).

A unidade do projeto está centrada na canção e na relação entre melodia, letra e arranjos. A direção musical e os arranjos são assinados por Rafael Martini em todas as faixas. O disco foi gravado integralmente ao vivo, com os músicos tocando simultaneamente em salas separadas, no estúdio New Doors Vintage Keys, em Belo Horizonte, durante a pandemia. A formação inclui piano, baixo elétrico, violão, vozes, violoncelo, flauta, trombone, clarineta, sanfona, bateria e outros elementos.

O álbum reúne participações de diferentes gerações. José Miguel Wisnik interpreta a faixa Itinerário, ao lado da cantora Ilessi. A poeta Brisa Marques participa com a recitação do poema Vidência em Evangelho e assina letras em duas canções do disco. Antonio Gomes Neto divide os vocais em Tempo de Desenredo, reafirmando uma colaboração que atravessa a trajetória de Braccini. O repertório inclui ainda parcerias com Jhê, Thiago Amud e outros colaboradores presentes ao longo dos 25 anos de carreira do músico.

A capa do álbum apresenta uma fotografia da artista francesa Muriel Gani, cuja imagem remete a um marco simbólico, concreto e ao mesmo tempo sujeito à ação do tempo. O design é assinado por Daniel Cavalcanti, responsável pela identidade visual dos trabalhos anteriores de Marcos Braccini. As imagens de Muriel Gani também compõem o vídeo cenário dos shows e o material audiovisual do projeto.

Nas Marés será acompanhado pelo lançamento de 11 videoclipes, um para cada faixa, ao longo do próximo ano. Três já foram apresentados como singles desde outubro de 2025: Evangelho, Itinerário e Abstract Pearl. Com direção de Humberto Mundim, Marcos Braccini e Henrique Bocelli, os vídeos registram o processo de gravação em estúdio e documentam o encontro dos músicos durante a pandemia.

O projeto prevê ainda shows de lançamento com o grupo completo em 2026, edição do disco em formato físico e o lançamento de uma faixa bônus já finalizada. Nas Marés se apresenta como mais um marco dentro de um percurso artístico construído ao longo de 25 anos.

Serviço:

Marcos Braccini
Lançamento do disco “Nas Marés”
Selo Klave
Data: 16 de março de 2026, segunda-feira
Horário: às 00:00hs
Local: Internet Plataforma digitais, canais @klavestudio no Youtube e Instagram

MC Lullu lança a música “Atentado Nuclear”

MC Lullu lança “Atentado Nuclear”, uma faixa 100% autoral que une funk, pop experimental e música eletrônica para tensionar prazer, política e poder. Mais do que um lançamento musical, o novo trabalho se apresenta como um manifesto sonoro em que a sensualidade explícita deixa de ser estética e passa a funcionar como linguagem de enfrentamento.

Com batidas que sustentam tensão constante e versos carregados de provocação, “Atentado Nuclear” coloca o corpo feminino no centro da narrativa. Não como objeto, mas como força ativa, indomável e insurgente. Na música, o prazer não é suavizado nem domesticado: ele invade, ocupa e implode estruturas de controle. A anarquia aqui não se limita ao choque; ela seduz, infiltra e desestabiliza hierarquias.

“Eu já escrevi essa música com a intenção de falar das minhas ideologias políticas. A gente está vivendo um ano político, e o funk vem sendo usado pela extrema direita como bode expiatório para ganhar voto, para fazer populismo. ‘Atentado Nuclear’ surge desse desejo de falar sobre esses assuntos a partir de narrativas que não são tão comuns no funk, mas que existem”, afirma MC Lullu.

O lançamento dialoga diretamente com o contexto social e político atual e reforça o funk como território legítimo de discurso crítico. Em “Atentado Nuclear”, o prazer se torna político, o tesão assume caráter insurgente e o caos passa a ser entendido como criação.

Pop experimental, funk e subversão
Cantora, compositora e produtora musical, MC Lullu atua no território do pop experimental, desenvolvendo uma sonoridade híbrida que mistura funk brasileiro, música eletrônica e referências underground. Sua obra se destaca pela coerência entre som, imagem e discurso, explorando timbres distorcidos, contrastes estéticos e narrativas visuais marcantes.

Com uma identidade artística ousada e contemporânea, a artista utiliza a música como ferramenta de subversão, transitando entre o sensual, o provocador e o conceitual. Seus trabalhos dialogam com a cultura digital e com novas formas de experimentar a música brasileira.

O reconhecimento do público veio inicialmente com as faixas “Automotivo Novinho Depressivo” e “Automotivo ASRM da Lullu”, que viralizaram no TikTok. Desde então, MC Lullu ampliou seu alcance com lançamentos como “Me Papa que é POP”, parceria com DJ Brunin Xm, além de colaborações com artistas como Deize Tigrona, MC Marcelly e DJ Chernobyl.

Alcance e consolidação
A força do trabalho de MC Lullu também se reflete nos números das plataformas digitais. A artista soma atualmente 7,5 milhões de ouvintes e 59,6 milhões de streams, com presença expressiva em playlists — são mais de 1,1 milhão de inclusões e 1,8 milhão de adições ao longo da carreira. O alcance ultrapassa fronteiras e se concentra principalmente no Brasil, seguido por Estados Unidos, México, Índia e Alemanha, evidenciando a circulação internacional de sua sonoridade.

Em 2025, os dados indicam crescimento consistente: houve aumento de 51% no número de ouvintes, além de 12% a mais em salvamentos e 14% de crescimento na base de seguidores, reforçando o momento de consolidação artística e expansão de público.

“Atentado Nuclear” chega após o lançamento do álbum “Alternativo Afeto”, trabalho em que MC Lullu ampliou suas temáticas ao unir o funk automotivo a outros gêneros musicais, incorporando também o romance, o afeto familiar e a valorização de suas raízes culturais.

Macacos reafirma título de capital do teatro de bonecos

2ª Mostra Internacional de Teatro de Bonecos será realizada de 11 a 15 de março, no vilarejo, com programação gratuita todos os dias

No período de 11 a 15 de março, o distrito de Macacos, também conhecido como São Sebastião das Águas Claras, pertencente à cidade de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), vai se tornar a capital nacional do Teatro de Bonecos. Isso porque estará em cartaz no vilarejo a “2ª Mostra Internacional de Teatro de Bonecos – Macacos 2026”.

Ao todo, serão 25 apresentações com entradas gratuitas, de artistas brasileiros, da Argentina e Portugal, que foram escolhidos por Catin Nardi, diretor do Teatro Navegante de Marionetes, idealizador da mostra, em suas andanças e espetáculos pelo Brasil e ao redor do mundo.

Eles irão chegar ao distrito, expor sua arte para quem quiser ver neste festival, que começa no dia 11 de março, com intervenções e performances nas ruas de Macacos, dos Bonecos Famintos, de Mauro de Carvalho, do Pigmalião Escultura que Mexe, e Catin, a qualquer hora.

Aparecem, puxam as “cortinas” do espetáculo um pouco antes da abertura oficial, às 19h, da Mostra Internacional, que será realizada no restaurante e bar Planeta Macacos. “Haverá apresentação à beira da piscina, com entrada liberada, sem necessidade de consumo”, ressalva o idealizador Catin Nardi. Até porque a ideia do festival é democratizar o acesso a esta arte milenar, direcionada a todos os públicos – de crianças a adultos –, com programação cultural para toda a família. O evento de abertura contará com a apresentação do grupo Mamulengo Presepada, do mestre Chico Simões, de Olhos D’Água (Goiás), com ventríloquo, mamulengo e mágicas para o show “Misericórdia da Paixão”.

No dia 12/02, quinta-feira, tem mais espetáculo, o do “Que Bicho Será?”, do Teatro Navegante, no adro da igreja do distrito, às 19h. “É uma reestruturação dos bonecos que participaram da minissérie ‘Hoje é Dia de Maria’, da Rede Globo”, diz Catin Nardi. Foi ele quem fez os bonecos que contracenaram com a pequena Maria, em 2005, na obra de Luiz Fernando Carvalho. Nesse mesmo dia, haverá também a performance “Peixes de Luz”, de Mauro de Carvalho, Catin e alunos, no Centrinho, às 19h45; e “Lampião e Maria Bonita”, do grupo Mosaico cultural de Porto Alegre (Rio grande do Sul), com bonecos de luva, às 20h, no Restaurante Planeta Macacos. (confira a programação completa abaixo).

Há mais o que se ver, divertir, inteirar-se desta arte dos bonecos, dos grandes aos pequenos. Aos da Cia Tangerina Tabatta Iori, de Vilhena (Rondônia), que em miniaturas irão se apresentar na bandeja, em uma jornada itinerante, de ir aonde o público está. Outros, em que as pessoas vão os ver de longe, o Elefanteatro, de Pigmalião; o Blononeco, do Teatro Navegante, e o Dragão Chinês, estes dois últimos desfilarão pelas ruas de Macacos, do Centrinho até o Largo de 25 de Março.

“O boneco do Dragão será construído com balões durante oficina, com o argentino Victor Ávalos”, informa Catin Nardi. O que mais vai se destacar na Mostra? A resposta é tudo. Ele cita o espetáculo intimista dos portugueses – “Memorabilia”, do grupo Alma D’ Arame, com multimédia, performance, manipulação sobre caixas. Fala do “Kasperl e a Cerveja do Papa”, do Trip Teatro, de Rio do Sul (Santa Catarina), com seus bonecos de luvas tradicionais da Alemanha; do show de marionetes “Sr Geraldo”, do Pigmaleão. Empolga-se com “Tomate Puro Tomate”, do argentino Victor Ávalos, e seus bonecos de balão e com a participação de Abraão Gouveia de Juiz de fora.

Catin lembra que “A Menina e a Onça”, do Mosaico Cultural, de Porto Alegre (Rio Grande do Sul), será apresentado na escola municipal de Macacos, com fantoches. No meio disto tudo haverá oficinas, debates, e shows musicais. Não falta nada neste município dos bonecos. “Aqui tem a maior concentração de bonequeiros, somos 7, de Leandro Bibi Marra ao do grupo Armatrux e ao Navegante. Macacos é a capital nacional do teatro de bonecos”, diz Catin Nardi, marionetista, argentino que mora no Brasil há 36 anos, licenciado em artes, graduado em Artes Cênicas pela Universidade de Ouro Preto, que promove a Mostra Internacional de Bonecos desde 2007.

Doze delas em Mariana e agora, em sua segunda edição, em Macacos. Ele espera receber este ano de 3 mil a 4 mil expectadores. Já foram tantos nestas 13 edições, com artistas de várias partes do país e do mundo.

Serviço

2ª Mostra Internacional de Teatro de Bonecos – Macacos 2026

De 11 a 15 de março, em Macacos, distrito de Nova Lima

Serão 25 apresentações

Entrada gratuita, aberto a todos os públicos (sem restrição de idade)

Para mais informações e inscrições para as oficinas: 31 9687-3296

Programação

De 5 a 10 de março, das 14h às 17h: oficinas de construção de bonecos com materiais diversos (bambu, madeira, papelão etc.) para performances de rua, com grupo do Teatro Navegante, no ateliê Catin Nardi

De 10 a 14 de março, das 14h às 17h: oficina para construção de dragão gigante com balões para desfile em Macacos, com o argentino Victor Ábalos, no ateliê Catin Nardin e no sítio Solar Paraíso

De 10 a 15 de março, das 14h às 17h, exposição de marionetes do Teatro Navegantes, no ateliê Catin Nardi

11 de março           

A qualquer momento: intervenções e performances de rua com bonecos divertidos e os “Bonecos Famintos”, de Mauro de Carvalho e Catin Nardin, em diversos locais de Macacos

19h, cerimônia de abertura da 2ª Mostra Internacional de Teatro de Bonecos, no Restaurante Planeta Macacos (entrada gratuita, sem necessidade de consumação)

19h30, “Misericórdia da Paixão”, Mamulengo Presepada (ventríloquo, mamulengo e mágicas), grupo de Olhos D’ Água (Goiás), no Restaurante Planeta Macacos (sem necessidade de consumação mínima)

12 de março

19h, “Que Bicho Será?” (marionetes), do Teatro Navegantes, no adro da igreja

19h45, Performance “Peixes de Luz” (bonecos de vime), de Mauro Carvalho, Catin Nardi e alunos, no Centrinho

20h, “Lampião e Maria Bonita” (bonecos de luva), Mosaico Cultural, de Rio do Sul (Santa Catarina), no Planeta Macacos

13 de março

14h, “A Menina e a Onça” (fantoches), Mosaico Cultural, de Porto Alegre (Rio Grande do Sul), na Escola Municipal

18h30, “Que Bico Será?” (marionetes), do Teatro Navegantes, no adro da igreja

19h, performance itinerante “Tangerina Clown Show”, da Cia Tangerina e Tabatta Iori, de Vilhena (Rondônia), com bonecos na bandeja, no Centrinho

19h45, “Kasperl e a Cerveja do Papa”, o Trip Teatro (bonecos de luva, tradicionais da Alemanha), de Rio do Sul (Santa Catarina), no adro da igreja

20h30, “Tomate Puro Tomate” (palhaço, bonecos de balão), Victor Ávalos, de Buenos Aires (Argentina), no adro da igreja

21h30, “Vito Live ACT – Show Musical” (música e bonecos), Vito, de Macacos, no adro da igreja

14 de março

10h, “O Velho Lobo do Mar”, Trip Teatro (mamulengos), de Porto Alegre (Rio Grande do Sul), no adro da igreja

11h, debate sobre burocracia, projetos, editais e continuidades no ateliê Catin Nardi

15h, “Lampião e Maria Bonita”, Mosaico Cultural (bonecos de luva), de Rio do Sul  (Santa Catarina), no adro da igreja

16h, Elefanteatro, Pigmalião (boneco gigante de rua), de Belo Horizonte (MG), no Centrinho

17h, “Kasperl e a Cerveja do Papa”, Trip Teatro (bonecos de luva, tradicionais da Alemanha), de Rio do Sul (Santa Catarina), no adro da igreja

18h, “Sr Geraldo”, Pigmalião, (marionetes), de Belo Horizonte (MG), no adro da igreja

19h, desfile Bloconeco de Catin, Banda Navegante e Dragão Chinês acompanhados dos grupos participantes (bonecos gigantes e anões gigantes), do Centrinho até o Largo de 25 de Março – Café Aquarela

20h, queima dos “Bonecos Famintos”, pirotecnia com segurança de brigada, no Largo de 25 de Março

20h30, “Memorabília”, Alma D´arame (projeção de imagens, manipulação de objetos e música), de Montemor o Novo (Portugal), no Largo de 25 de Março (estacionamento)

21h30, show de música e bonecos, Trio Folk News, de Macacos (MG), no Largo de 25 de Março

22h30, performance “Tangerina Clown Show”, Cia Tangerina Tabatta Iori, de Vilhena (Rondônia), na Slunn Tabacaria

Dia 15 de março

10h30, “A Menina e a Onça”, Mosaico Cultural (fantoches), de Porto Alegre (Rio Grande do Sul), no adro da igreja

14h, “As Aventuras de Tulu”, Teatro de Marionetes Abraão Gouveia, de Juiz de Fora (MG), no adro da Igreja

16h, espetáculo “Tangerina Clown Show” (bonecos de bandeja), Cia Tangerina Tabatta Iori, de Vilhena (Rondônia), no Ateliê Catin Nardi

17h, Gilberto Todt e Gaita, no Ateliê Catin Nardi

Batuke do Pretinho volta a BH com Xande de Pilares

Em 2026, a mais famosa roda de samba carioca leva uma nova edição para Belo Horizonte, no dia 12/04 no Mercado de Santa Tereza, e outras duas no Rio de Janeiro, nos dias 30/04 e 17/05 no Vivo Rio. Em BH, o convidado mais que especial do “Batuke do Pretinho” é Xande de Pilares, ex-vocalista do Grupo Revelação e vencedor do Grammy Latino 2024 pelo álbum “Xande Canta Caetano”, além da abertura com a banda Ô Sorte, que aquecer a roda com o melhor do samba e da música brasileira.

A pré-venda começa nesta segunda-feira, 02 de março, às 16h, para clientes do Banco do Brasil, com valor de R$75,00 (meia) e a venda geral nesta quinta-feira, 05 de março, às 17h.

Criado em 2021 pelo multi-instrumentista, intérprete, compositor e renomado produtor Pretinho da Serrinha — vencedor do Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode nos anos de 2018, 2023 e 2024 como produtor musical — o evento tem feito multidões dançar, desde sua estreia na praia de Copacabana, onde chegou a reunir 120 mil pessoas. Ao longo dos anos, o samba recebeu convidados ilustres como Caetano Veloso, Marisa Monte, Martinho da Vila, Milton Nascimento, Péricles, Seu Jorge, Maria Rita, Zeca Pagodinho, atraindo ao Jockey cerca de 3 mil pessoas a cada quinta-feira no verão de 2024.

Em 2025, além de se apresentar na Varanda do Vivo Rio, no Rio de Janeiro, o “Batuke do Pretinho” viajou para São Paulo, na Varanda Estaiada, e Belo Horizonte, no Mercado de Santa Tereza, apresentando a criatividade, potência musical e diversão da festa, que promete manter o alto nível de suas parcerias em cima do palco.

“Para o povo do samba, para quem gosta de samba — porque quem não gosta, bom sujeito não é —  queria dizer que eu conto muito com a presença de todo mundo esse ano. O samba precisa dessa energia e dessa força, o jogo nunca está ganho, a gente tá sempre subindo mais um degrauzinho, então queria convocar todo mundo e dizer que vai ser da melhor qualidade. Eu tô muito ansioso para essa temporada, tenho certeza que vai ser muito, muito, muito boa”, comenta Pretinho.

Criado em Madureira, no berço de uma das escolas mais tradicionais do samba carioca, Pretinho cresceu cercado por música, se tornando mestre de bateria do Império Serrano com apenas 10 anos de idade. De 2012 a 2014, recebeu cinco indicações ao Grammy Latino, sendo vencedor de três delas como produtor musical ao lado de Maria Rita, Martinho da Vila e Xande de Pilares. Até hoje, segue construindo uma carreira sólida que atravessa gêneros e o coração do Brasil.

Autor de hits como “Burguesinha”, “Feliz Alegre e Forte”, “Felicidade” e “Mina do Condomínio”, acumula uma extensa e valiosa lista de parcerias ao longo de sua jornada, colaborando com alguns dos maiores artistas do Brasil, como Caetano Veloso, Seu Jorge, Lulu Santos, Marisa Monte, Marcelo D2 e Xande de Pilares — sendo, inclusive, produtor de “Xande Canta Caetano”, álbum lançado em 2023 que lhe rendeu uma das premiações do Grammy.

Seu trabalho e sua contribuição para a música brasileira fortalecem toda a história do nosso país que está contida no samba e em todas as suas vertentes, reverberando em nossa cultura como um todo ao longo de toda sua trajetória.

Serviços: Batuque do Pretinho

Data: 12 de abril (domingo)

Local: Mercado de Santa Tereza

Endereço: Rua São Gotardo, 273 – Santa Tereza – Belo Horizonte – MG

Convidado: Xande de Pilares

Abertura dos portões: 14h

Ingressos:

As vendas de ingressos serão feitas pela Ticket 360. Para o público geral começam em 05/03, com 10% de desconto para clientes do Banco do Brasil. Já a partir de 02/03, os clientes do Banco do Brasil terão acesso antecipado às vendas, com exclusividade e 25% de desconto, para shows no RJ e BH.

Ingresso Solidário: valor promocional válido mediante doação de 1kg de alimento não perecível (exceto fubá e sal) na portaria no dia do evento. Todos podem utilizar.

MEIA-ENTRADA: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário.

Classificação etária: 18 anos

Realização: Ímpar Shows, Uns Produções e Secreto

Margareth Reali revisita o clássico “Caxangá”

Lançamento digital em 13 de março abre a turnê 2026 em Belo Horizonte e reúne Jaques Morelenbaum e músicos que integraram a trajetória de Milton Nascimento

O novo lançamento da cantora Margareth Reali, “Caxangá” (Milton Nascimento e Fernando Brant), acontecerá no dia 13 de março em todas as plataformas digitais. A faixa é fruto do amadurecimento do espetáculo Milagre dos Peixes, que esteve em cartaz entre 2023 e 2024. A série de shows retorna agora, em 2026, como uma celebração contínua da obra de Milton Nascimento, transcendendo a temporalidade dos 50 anos dos LPs originais.

O single conta com a participação especial de Jaques Morelenbaum no violoncelo e traz a assinatura do multi-instrumentista Beto Lopes no arranjo, guitarra e vocais. A sonoridade busca equilibrar a tradição orgânica e acústica com incursões eletrônicas, contando com músicos que integraram as equipes de Milton Nascimento, como Lincoln Cheib (bateria), Enéias Xavier (contrabaixo) e Christiano Caldas (teclados, mixagem e masterização). Nos vocais, as notas originalmente criadas por Bituca são interpretadas por Beto e Tatta Spalla, que também toca o violão folk mineiro.

Na interpretação de Margareth, a canção ganha vigor especial no trecho “Queima”, evocando um grito de libertação em memória ao período da ditadura militar em que a obra foi composta. Com distribuição pela Quae, o single busca conectar o DNA do cancioneiro clássico de Milton Nascimento às novas gerações de ouvintes.

A nova turnê tem início em Belo Horizonte, nos dias 27 e 28 de março, no Teatro Feluma, marcando a nova etapa do projeto e reafirmando o diálogo vivo com a obra de Milton Nascimento.

Sobre a artista

Com mais de três décadas de trajetória, Margareth Reali iniciou sua formação no canto lírico, com atuação em óperas, antes de ser lançada na MPB, em 1996, por Fernando Faro. Sua estreia fonográfica aconteceu em 1998, com o álbum Onde o céu azul é mais azul, consolidando-se como uma das vozes mais expressivas do país — com passagens marcantes pelo programa Ensaio e turnês nacionais e internacionais, incluindo apresentações em Paris e na Holanda.

Ao longo da carreira, colaborou com nomes fundamentais da música brasileira, como Toquinho, Arrigo Barnabé, Francis Hime e Nivaldo Ornelas. Após um período dedicado à produção musical — no qual teve papel importante no retorno do grupo Som Imaginário —, retomou sua carreira como intérprete em 2020.

Atualmente, Margareth dedica-se à preservação e difusão do legado de Milton Nascimento e do Clube da Esquina. Seu projeto mais recente, em homenagem ao álbum Milagre dos Peixes, vem circulando pelo Brasil com grande aclamação da crítica e prevê o lançamento de um single em 2026, com participação especial de Jaques Morelenbaum.

Acesse: https://link.quae.com.br/MargarethReali_Caxanga


Outras canções do espetáculo que fazem sucesso.

Trecho da canção   “Milagre dos Peixes” –   de Milton Nascimento e Fernando Brant / gravado no teatro do SESC Rio Preto 

Bodas – de Milton Nascimento e Ruy Guerra  / gravado no teatro do SESC Araraquara 

Depoimento de Nelson Ângelo sobre a interpretação de “Sacramento”, sua parceria com Milton Nascimento, que está no repertório do show “Milagre dos peixes” 

Sarau Substantivo Mulher chega à 10ª edição em BH

Idealizado pela cantora e compositora mineira Irene Bertachini e produzido por Bella Godinho, o evento chega à décima edição, no mês da mulher, com quatro shows gratuitos com participações de Dona Eliza, Ana Cristina (Ana C), Brisa Marques, Iaiá Drumond, Sol Bueno, Tamara Franklin, Teffy Angel e Camila Menezes

 

No mês internacional de luta pelos direitos da mulher, acontece a 10ª edição do Sarau Substantivo Mulher – evento que valoriza a produção autoral de compositoras e cantoras que se destacam na cena belo-horizontina. A programação prevista para o dia 7/03, sábado, no Teatro Raul Belém Machado, abre, às 17h, com apresentação de duas canções de Irene Bertachini e Deh Muss, seguida de quatro shows com as cantautoras Dona Eliza e Iaiá Drumond, Ana Cristina (Ana C) e Brisa Marques, Sol Bueno e Camila Menezes, Tamara Franklin e Teffy Angel. As artistas serão acompanhadas pelas instrumentistas Letícia Leal (viola) e Analu Baga (percussão). Ao final, o evento oferece um palco aberto para que outras artistas presentes também possam mostrar seu trabalho. A retirada de ingresso é gratuita pela plataforma Sympla ou na bilheteria, uma hora antes do evento.

Com curadoria de Irene Bertachini e Deh Muss, o projeto Sarau Substantivo Mulher (0549/2024) é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Mais informações no Instagram @sarausubstantivomulher e @irenebertachini.

“Quando colocamos a palavra ‘substantivo’ ao lado de ‘mulher’ reforçamos a importância de exigirmos nosso espaço. Ainda somos invisibilizadas. Precisamos celebrar a nossa musicalidade e resistir nesse contexto onde impera o patriarcado”, contextualiza a idealizadora do projeto e uma das curadoras, a cantautora Irene Bertachini. A cantora Deh Muss, que também está na curadoria do evento, destaca: “ainda vivemos em uma sociedade extremamente sexista e machista que sempre relega as mulheres ao anonimato na música ou apenas ao lugar de intérprete, não de pensadoras e criadoras de sua arte e expressão”, diz.

Esta décima edição comemorativa será feita num novo formato, com mais compositoras no palco. Irene Bertachini conta que o público poderá conhecer diferentes musicalidades da composição feminina que pulsam na cidade: “a viola caipira, capoeira, o samba, o hip hop e o erudito, mas também presenciar, no palco, o encontro entre gerações: veteranas e novos talentos da cena autoral. A cada show, uma artista convida outra cantautora para subir ao palco”, diz.

Programação

Após abertura, no dia 7/03, sábado, com canções das cantoras e curadoras do projeto, Irene Bertachini e Deh Muss, a programação segue com o primeiro show, de Sol Bueno. Vencedora do Prêmio da Música Popular de Minas Gerais, como melhor trabalho de música regional, em 2020, a cantora e compositora mineira expressa e abraça, em seu canto e composições, sonoridades tradicionais e contemporâneas que dialogam com suas raízes. No repertório do show, traz canções autorais, de trabalhos já lançados, como canções do novo álbum “Da Avó de vó”, previsto para este ano.

Durante a apresentação, Sol Bueno convida para subir ao palco a multi-instrumentista, compositora, arranjadora, maestrina de corais e produtora musical, em BH/MG, Camila Menezes, que conquistou, com suas composições, 9 premiações em festivais pelo Brasil. A artista também integra projetos relevantes da cena belo-horizontina como as bandas Dolores 602 e Tutu com Tacacá, além de já ter acompanhado artistas como Marina Machado, Celinha Braga e Patrícia Ahmaral. Em 2021, iniciou sua carreira solo com a viola caipira, com gravação de 2 álbuns e 1 EP e turnês por Minas Gerais e São Paulo, e também por Portugal, Espanha, Itália e Argentina. Atualmente, prepara seu 3º álbum solo dedicado à viola.

O segundo show é com a cantora e escritora Ana C (conhecida também como Ana Cristina). Itabirana radicada em Belo Horizonte, Ana C se lança como cantora profissional em 1986, no evento “Semana Elis”, do radialista Tutti Maravilha, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Dona de voz cristalina e interpretação versátil, se destacou rapidamente em estilos como bossa nova, jazz e outros que mesclavam a cultura pop emergente dos anos 90. Como compositora, também se dedicou a trabalhos autorais, com vertentes inclusive na composição infantil. Gravou o primeiro disco, “Outras Esquinas”, em 1995, e, de lá para cá, foram mais sete álbuns lançados. O mais recente é “Entrecordas” de 2025. Na apresentação, vai cantar canções autorais, entre elas, uma em parceria com o músico Kristoff Silva, pautada por sentimentos e humores femininos.

Para subir ao palco, Ana Cristina convida a artista multidisciplinar Brisa Marques. Graduada em teatro e jornalismo, Brisa concentra seus trabalhos na escrita, sendo co-autora de canções, dramaturgias e performances. Tem dois livros lançados: “Entre as veias de fato” e “corpo-concreto” e mais de 60 músicas gravadas. Atuou na Rede Minas como produtora e apresentadora. Na Rádio Inconfidência foi produtora, apresentadora e diretora artística. Atualmente é Analista Cultural Regional, na Funarte MG.

No terceiro show do Sarau, é a vez da cantora, compositora e preparadora vocal, Iaiá Drumond, com trajetória desde 1995, na música popular e música de concerto. Formada em Música, com habilitação em Canto, pela UEMG, é cantora efetiva do Coral Lírico de MG.. Como cantora e compositora, já participou de diversas produções, álbuns e eventos na cidade como Salve o Compositor, FAN, IMUNE, Mostra Negras Autoras, Sonora; de Óperas como La Traviata, Carmen, Norma, Carmina Burana.  No show, Iaiá Drumond canta canções inéditas e canções do álbum “Γαία”, de 2021, e o álbum “Acende o Candeeiro”, de 2025, – criado em parceria com o grupo Arco Musical referenciando a cultura popular, a capoeira e a sua junção com arranjos contemporâneos e líricos.

Durante o show, Iaiá convida a sambista Dona Eliza (Ana Eliza de Souza). Aos 72 anos, a compositora e intérprete é reconhecida como uma das poucas representantes femininas da Velha Guarda do Samba de Belo Horizonte. Natural de Águas Formosas, Norte de Minas, filha de lavrador e professora, a artista cresceu enfrentando preconceito e resistência para viver da música. Em 2017, lançou seu primeiro álbum, “Diploma da Vida”, reunindo 12 composições próprias. Hoje, com 50 anos de carreira, é uma das vozes femininas da Velha Guarda do Samba de Belo Horizonte, reunindo mais de 700 composições registradas.

E para encerrar a noite, o quarto show será conduzido por Tamara Franklin – cantora, compositora, intérprete e arte educadora, natural de Ribeirão das Neves (RMBH), desde a infância vive a cultura Hip Hop. Com 20 anos de caminhada na música e no RAP, sua trajetória premiada é uma ode à resistência poética e à reinvenção estética das epistemologias negras na diáspora. Em 2015, Tamara lança “Anônima”, primeiro álbum solo de uma mulher do RAP mineiro. Com carreira marcada pela coerência política e pela ousadia estética, a artista é hoje uma das expoentes mais relevantes da música negra contemporânea no Brasil. No “Sarau”, Tamara conduz o público a uma experiência sonora e performática, intitulada “Víbora”. Acompanhada por uma DJ, a cantora revela múltiplas dimensões da mulher preta contemporânea, que transitam por diferentes vertentes do RAP — do Boom Bap ao Trap, passando pelo Drill e pelo Jersey — e se deixa atravessar por influências da música jamaicana, dos Afrobeats e do Neo Soul, criando uma atmosfera sonora rica, pulsante e em constante movimento.

Tamara convida, para dividir a cena, a artista plural Teffy Angel. Vinda do Aglomerado da Serra (BH/MG), a cantora e compositora traz vários singles como “Swing Envolvente”, “É Só Você”, “Ladra” e seu primeiro álbum, “Gata Preta” – lançado em 2022. Atua também como comunicadora popular, DJ e produtora musical fazendo misturas de diferentes ritmos com foco na cultura periférica favelada. Já tocou em eventos como Baile Do Popô, Original Sundays, Baile Room, Bud-X, Carnaval de BH, Formaturas, Eventos corporativos e atualmente é Dj residente do Baile da Kingdom.

Sobre o Sarau

O Sarau Substantivo Mulher surge, em 2020, em contexto de isolamento social, fortalecendo a atuação e a diversidade de mulheres no campo composicional brasileiro. Ao contrário da proposta de grandes shows, Irene Bertachini comenta que, desde as primeiras edições, a ideia é valorizar a proximidade com o público. “O ‘Sarau Substantivo Mulher’ traz apresentações sempre em formato mais intimista, com voz, violão e percussão, destacando a canção crua, como ela é concebida, sem arranjos de uma banda. Quando a pandemia acabou e começamos a fazer em formato presencial, passamos a abrir espaço para que outras vozes presentes também pudessem cantar e se fazer ouvidas”, conta.

SERVIÇO

SARAU SUBSTANTIVO MULHER (10ª edição)

7/03, sábado – 17h

Local: Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado       

(Rua Leonil Prata 53 – Alípio de Melo)

SHOW 1 – Sol Bueno convida Camila Menezes

SHOW 2 – Ana C convida Brisa Marques

SHOW 3 – Iaiá Drumond convida Dona Eliza

SHOW 4 – Tamara Franklin convida Teffy Angel

Acompanhadas por

Letícia Leal (viola) e Analu Braga (percussão)

Retirada gratuita de ingresso no Sympla

+Info.: @sarausubstantivomulher

Festival de teatro transforma Araçuaí em palco cultural

Evento, que será de 27 a 29 de março, terá programação intensa e gratuita 

O Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, será palco de arte e celebração cultural. A cidade de Araçuaí vai se transformar na capital das artes cênicas. Vem aí o VIII Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua de Araçuaí (FESTA). Serão três dias de encontros, debates e trocas de experiências voltadas ao fortalecimento do teatro no interior de Minas Gerais. O evento, que será realizado de 27 a 29 de março, contará com uma programação intensa e a participação de vários artistas e grupos. As apresentações gratuitas acontecem em diversos pontos da cidade.

Nesta oitava edição, o FESTA celebra os 30 anos da Companhia de Teatro Ícaros do Vale, cuja trajetória foi marcada pela resistência, criação artística e compromisso com a cultura do Vale do Jequitinhonha. O festival também presta homenagem à mestra araçuaiense Maria Lira Marques, uma das grandes referências da cerâmica e da arte popular da região.

“Inspirado na célebre frase de Amir Haddad: Só o teatro salva, o FESTA reafirma a arte teatral como uma potente ferramenta de desenvolvimento pessoal, social e cultural. Mais do que entretenimento, o teatro se apresenta como agente de reflexão e transformação, capaz de provocar mudanças profundas na vida das pessoas e no tecido social”, ressalta o produtor e idealizador do evento, o ator Luciano Silveira.

O coordenador explica que o festival tem o papel relevante de democratizar o acesso à cena contemporânea, valorizar artistas locais e promover o encontro entre diferentes linguagens, saberes e públicos. “O FESTA não apenas ocupa palcos e ruas, mas amplia horizontes, fortalece vínculos comunitários e reafirma o direito à arte como experiência essencial”, salienta.

Atrações

Na abertura, na sexta-feira, 27, Dia Nacional do Teatro, será a vez do espetáculo “E a palhaça negra o que é? Preciso falar” da Aluá Cia e Produtora Cultural de Manaus (AM). A apresentação será no Instituto Sociocultural Bruta Flor, às 8h. Na peça Lola (interpretada por Daniely Lima), desenha um mapa de territórios, histórias remendadas e resistência, afirmando o local de fala da mulher negra no picadeiro.

Já às 10h haverá apresentação do espetáculo “Saga: Uma história do povo preto” da Preqaria Cia. de Teatro de Sete Lagoas (MG) no Centro Cultural Luz da Lua. A peça retrata a história do povo negro, desde a invasão portuguesa ao Brasil até os dias atuais, abordando o racismo estrutural terá a peça “Eu sou o vento” da Preqaria Cia. de Teatro de Sete Lagoas (MG) no Centro Cultural Luz da Lua. No espetáculo, Jon Fosse, Prêmio Nobel de Literatura de 2023, convida a todos para uma meditação sobre a existência, a solidão e a delicada complexidade das relações.

Às 15h30 será realizada a palestra “Ícaros do Vale – Mire e Veja – 30 anos de pertencimento” no Instituto Bruta Flor. O tema será abordado pelas professoras e especialistas em teatro Anna Esteves e Niuxa Drago, do Rio de Janeiro (RJ).

Na sequência, às 17h, a atriz, diretora, dramaturga e professora de teatro Cida Falabella ministrará a palestra “Teatro feminista e autobiografia em cena” no Instituto Bruta Flor.

Depois, às 20h, haverá a abertura oficial do festival com a participação do ator, diretor, dramaturgo e professor do Teatro Universitário da UFMG (TU-UFMG), Fernando Limoeiro, no Centro Cultural Luz da Lua. Já, às 20h30, tem o espetáculo “Curra(L)” da Ícaros do Vale, companhia de teatro de Araçuaí, idealizadora e realizadora do FESTA, no Centro Cultural Luz da Lua.

No sábado, 28, às 10h, tem o espetáculo “Sebastião” do Coletivo Território Sirius de Salvador (BA) no Centro Cultural Luz da Lua. Trata-se da história de um nordestino chamado Sebastião (interpretado pelo ator Fábio Vidal), que se vê envolvido em uma trama de perseguição depois que participa do saque de um avião que caiu com R$5,6 milhões.

Às 16h será o momento do espetáculo “Outono” no Centro Cultural Luz da Lua. A peça gira em torno da trajetória de uma mulher de cabelos brancos que se constrói a partir de memórias, fragmentos de vida e vozes femininas que atravessam o tempo.

Depois, às 18h, tem o espetáculo “Gisberta – Basta um nome para lembrarmos de um ódio” da Cara Dupla Coletivo de Teatro de João Pessoa (PB) no Instituto Bruta Flor. A atriz Letícia Rodrigues traz à vida a história de Gisberta Salce Júnior, vítima de transfobia em 2006, na cidade do Porto, em Portugal.

Às 20h30 acontece a apresentação da peça “Chico Rei” da Companhia Pé de Pano de Matozinhos (MG) no Centro Cultural Luz da Lua. Inspirado livremente na obra do escritor matozinhense Agripa Vasconcelos, o espetáculo apresenta elementos da narrativa sobre a aparição de Nossa Senhora do Rosário aos escravizados, além da captura do Rei Galanga, que viria a ser conhecido como Chico Rei.

No domingo, 29, às 10h tem o espetáculo “Tucumã & Buriti – As Brocadas do Tarumã” do Grupo Jurubebas de Manaus (AM) no Centro Cultural Luz da Lua. É a história de duas irmãs que nasceram grudadas pelo umbigo, crias de comunidade ribeirinha, do Amazonas.

Em seguida, às 16h, tem o espetáculo “Cadê Dulcinéia?” da Cia Imediata de Teatro e o Payaso Chungo Malungo – Venezuela   Sorocaba (SP) na Praça José Antônio Tanure (antigo fórum). A peça foi inspirada na história de Dom Quixote de La Mancha do escritor Miguel de Cervantes, pegando a essência e o surreal que nela acontece.

Depois, às 18h, terá a peça “Eu sou o vento” da Preqaria Cia. de Teatro de Sete Lagoas (MG) no Centro Cultural Luz da Lua. No espetáculo, Jon Fosse, Prêmio Nobel de Literatura de 2023, convida a todos para uma meditação sobre a existência, a solidão e a delicada complexidade das relações

Às 20h30 tem o espetáculo “Seu Bomfim” do Coletivo Território Sirius de Salvador (BA) no Cultural Luz da Lua. Com atuação, texto e direção de Fábio Vidal e codireção de Meran Vargens, a peça foca em um contador de histórias chamado Seu Bomfim, um velho e errante homem do sertão.

Confira a programação completa no Instagram @festa.aracuai

Endereços dos espaços das apresentações:

Centro Cultural Luz da Lua – Rua Dom Serafim, 426 – Centro

Instituto Sociocultural Bruta Flor – Rua Benjamim Constant, 114 – Bairro Esplanada

Praça José Antônio Tanure – Centro – (antigo fórum)

Feira Sacode Congo abre inscrições para 20 artistas negros

Artistas das áreas de dança, música, teatro, performance, artesanato, moda e culinária poderão se inscrever no chamamento até 10/3

Em celebração à cultura afro-brasileira, o SACODE CONGO – 1ª Feira Preta Multicultural de BH – promove um espaço de exposição e comercialização de artes negras, no dia 21 de março, no Mercado da Lagoinha. Para compor a programação, estão abertas, até 10/3, as inscrições para artistas negros e negras de Belo Horizonte e Região Metropolitana com trajetórias na dança, performance, teatro, música, sarau e poesia, além de manifestações manuais como artesanato, moda e culinária. Os selecionados serão homenageados durante o evento, receberão ajuda de custo de R$ 700 e poderão comercializar suas obras. Para ler as condições e se inscrever, acesse o formulário: bit.ly/seinscrevaSacodeCONGO. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo Instagram www.instagram.com/sacodecongo.

Inserindo-se em um contexto de valorização da cultura afro-brasileira e decolonial, a feira SACODE CONGO pretende reunir diversas pessoas artistas de Belo Horizonte e da Região Metropolitana, como processo de resistência do povo preto e celebração da cultura africana e suas origens no Brasil.

O Reino do Congo, de origem bantu, e o Reinado/Congado, em Minas Gerais e, especificamente, em Belo Horizonte, movimentam diversas manifestações culturais hoje no Brasil e impulsionam este projeto.

Para Stan Albano, idealizador do projeto, em uma sociedade estruturalmente racista, a alegria constitui um dos principais símbolos negros de resistência. “Esperamos, com esse projeto, celebrar e festejar as diversas manifestações culturais e populares de referência afrodescendente”, afirma.

As inscrições estarão abertas até 10 de março de 2026.

Serão selecionadas até 20 pessoas artistas empreendedoras negras da cidade de Belo Horizonte, por meio de chamamento, sendo cinco artistas com manifestações corporais (dança, performance, teatro); cinco artistas com manifestações orais (música, sarau, poesia); e dez artistas com manifestações manuais (artesanato, moda, culinária).

Quem pode se inscrever

Podem se inscrever pessoas artistas autodeclaradas negras (pretas ou pardas), maiores de 18 anos na data da inscrição, residentes em Belo Horizonte e Região Metropolitana, que possuam MEI ou pessoa jurídica com CNPJ ativo vinculado à própria pessoa inscrita, apto à emissão de nota fiscal. A inscrição deverá ser realizada pela própria pessoa interessada, não sendo permitida inscrição por meio de representação.

Cada pessoa artista selecionada receberá ajuda de custo no valor de R$ 700,00 (setecentos reais), mediante apresentação de Nota Fiscal própria. Cada artista selecionado deverá estar presente no dia e horário do evento e realizar uma apresentação individual de até 10 minutos. O conteúdo da apresentação deverá ser autoral ou devidamente autorizado, sendo de inteira responsabilidade da pessoa artista participante. O não comparecimento implicará desclassificação.

Curadoria artística e resultado

A curadoria artística será realizada pela organização da Feira Sacode Congo, considerando o alinhamento artístico, estético e conceitual com os objetivos e a proposta do projeto, além da qualidade e consistência das propostas apresentadas. A seleção também considerará artistas em diferentes momentos de carreira, promovendo diversidade de experiências e linguagens e observando critérios afirmativos de inclusão e representatividade, como pessoas LGBTQIAPN+ e em situação de vulnerabilidade socioeconômica.O resultado será publicado no Instagram  (www.instagram.com/sacodecongo).

Sobre o Sacode Congo

Organizada por Stan Albano, chef de cozinha e multiartista, e pela produtora cultural e dançarina Suellen Sampaio, ambos artistas negros de Belo Horizonte com ampla experiência em projetos culturais, a 1ª edição do Sacode Congo nasce como espaço de celebração de diversas manifestações artísticas: culinária, dança, teatro, música, performance e artesanato, e terá como referência artistas empreendedores pretos da cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

O projeto Sacode Congo: 1ª Feira Preta Multicultural de BH é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

Serviço

Inscrições para artistas negros na SACODE CONGO: 1ª Feira Preta Multicultural de BH
Inscrições: até 10 de março de 2026

Para ler as condições e se inscrever acesse o formulário: https://bit.ly/seinscrevaSacodeCONGO.

Para mais informações: [email protected] ou www.instagram.com/sacodecongo.

SACODE CONGO: 1ª Feira Preta Multicultural de BH
Data do evento: 21 de março de 2026
Horário: 13h às 18h
Local: CRESAN Mercado da Lagoinha – Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte
Entrada gratuita | Classificação livre

Claudia Leitte traz turnê Intemporal a BH em março

“Intemporal”, a nova turnê de Claudia Leitte, chega a Belo Horizonte com uma proposta intimista e envolvente, onde sucessos de sua carreira e clássicos da música brasileira ganham novas releituras em formato acústico.

O espetáculo será apresentado no BeFly Minascentro, no dia 14 de março de 2026 e os ingressos poderão ser adquiridos pelo site www.sympla.com.br ou na bilheteria do BeFly Hall que é a nova bilheteria oficial do BeFly Minascentro.

A turnê marca uma fase especial na trajetória da cantora, que escolheu olhar para dentro e compartilhar esse momento com o público. No repertório, hits como “Bola de Sabão”, “Pensando em Você”, “Eu Fico” e “Pássaros”, além de versões de músicas como “Sozinho”, de Caetano Veloso, “Prefixo de Verão”, da Banda Mel, e “Deslizes”, de Fagner.

Gravado originalmente ao vivo em 2024, o projeto deu origem ao álbum especial disponível no Globoplay, com participações de artistas como Manu Bahtidão, Léo Santana, Marcus & Belutti e Tom Kray. Agora, ele ganha o país em forma de turnê, com apresentação já confirmada em Belo Horizonte.

Com mais de duas décadas de carreira, Claudia Leitte é uma das vozes femininas mais marcantes do pop brasileiro. Revelada nacionalmente no início dos anos 2000 como vocalista da banda Babado Novo, ela logo conquistou o país com seu carisma, presença de palco e potência vocal, transformando músicas como “Amor Perfeito”, “Coração com Buraquinhos” e “Safado, Cachorro, Sem Vergonha” em hinos do axé pop.

Em carreira solo desde 2008, Claudia se consolidou como artista versátil e inovadora, levando sua música para além do Carnaval e flertando com gêneros como o pop, reggae, eletrônico e romântico. Dona de prêmios nacionais e internacionais, entre eles vários troféus no Prêmio Multishow e no Troféu Imprensa, ela também é presença constante em programas de TV, realities musicais e projetos sociais.

A artista já dividiu palco com nomes como Jennifer Lopez, Pitbull, Ricky Martin e Carlinhos Brown, representando a música brasileira em eventos de destaque mundial, como a Copa do Mundo FIFA 2014. Agora, com “Intemporal”, Claudia convida o público para uma experiência mais próxima, madura e emocional, revisitando sua trajetória com novos olhares e muita verdade.

 

SERVIÇO:

CLAUDIA LEITTE – TURNÊ INTEMPORAL

Data: 14 de Março (sábado)

Abertura da casa: 20h Show: 21h

Local: BeFly Minascentro

Endereço: Av. Augusto de Lima, 785 – Centro, Belo Horizonte – MG

Classificação etária: 18 anos. Menores de 18 anos somente poderão entrar acompanhados de um responsável legal – pai, mãe ou guardião legal, mediante apresentação de documento de identificação.

Ingressos

∙ Setor I: a partir de R$ 130,00 (meia) / R$ 150,00 (Social)

∙ Setor II: a partir de R$ 100,00 (meia) / R$ 120,00 (Social)

∙ Setor Superior: a partir de R$ 70,00 (meia) / R$ 90,00 (Social)

*Ingresso Social: válido mediante a doação de 1kg de alimento não perecível na entrada do evento. Caso não seja apresentado, será necessário pagar a diferença para o ingresso inteiro.

Compra de Ingresso: www.sympla.com.br e Bilheteria oficial do BeFly Minascentro sediada no BeFly Hall, – Av. Nossa Senhora do Carmo,230 – Savassi BH/MG – De terça a sábado das 12H às 15H ou de 16H às 20H.

WhatsApp BeFly Hall – (31) 98105-2735

Mais informações: (31) 97222-2424

Realização: Ímpar Shows

Consumidor valoriza cada vez mais o planejamento financeiro

Pesquisa Orçamento Doméstico Belo Horizonte, realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026, mostra que 86,6% dos consumidores planejam os gastos para o ano só que mais da metade, 50,8%, não conseguem manter o proposto.

Conforme a pesquisa, que ouviu 400 pessoas de todas as regiões da capital, 44,8% admitem que planejam seus gastos e seguem parcialmente e outros 35,8% seguem o orçamento rigidamente. Para 13,5%, não há planejamento dos gastos, sendo que 6% até planejam o orçamento, mas não consegue seguir com ele.

Para a maioria, 60% dos entrevistados, eles conseguem planejar o orçamento e ainda sobra algum dinheiro, enquanto 25,6% conseguem pagar as contas em dia, mas não veem sobrar dinheiro.

Entre aqueles que contam com uma sobra de dinheiro no mês, 39,3% destinam o recurso para a poupança e 35,8% aplicam em atividades de lazer. Para um percentual de 13,3%, o valor que sobra vai para as compras. Para 23,5%, a realidade é que não sobra recurso financeiro no mês.

A pesquisa indica que, quando o orçamento não consegue cobrir os compromissos financeiros, 27% dos consumidores optam por cortar algum item de consumo considerado supérfluo; 21% garantem que nunca passaram por essa situação.

As três despesas correntes que mais pesam no orçamento de cada entrevistado foram: energia elétrica, água e alimentação/supermercado. O cartão de crédito lidera as dívidas com 90,9% apontando os compromissos assumidos na modalidade de pagamento, sendo que 100% dos entrevistados estão com compromissos financeiros a vencer.

Segundo a pesquisa, os grupos de produtos e serviços mais consumidos, são: alimentação (70,8%) e roupas, calçados e acessórios (33,5%). A forma de pagamento mais utilizada é o cartão de crédito (44,5%), sendo que 55,3% costumam dividir a conta em parcelas e 32,3% pagam de uma única vez.

Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, destaca que embora os dados demonstrem que o consumidor belo-horizontino esteja cada vez mais consciente da importância do planejamento financeiro, há uma dificuldade concreta em transformar esse planejamento em execução efetiva ao longo do ano.

“O fato de mais da metade não conseguir cumprir integralmente o orçamento revela um descompasso entre renda e despesas, especialmente diante do peso de gastos essenciais como energia elétrica, água e alimentação, que comprometem boa parte da renda familiar que, consequentemente, afetam o poder de compras de outros itens e, em alguns casos, afetam também a capacidade de pagamento de alguns compromissos financeiros.

Além disso, o uso expressivo do cartão de crédito, muitas vezes parcelado, indica uma estratégia de alongamento de prazos para equilibrar o fluxo de caixa mensal, mas que pode ampliar o comprometimento da renda nos meses seguintes, afetando o consumo e o acesso ao crédito”, descreve Martins.