Pós em História da África e Diáspora abre inscrições

Venha conhecer a história dos povos africanos antes do século XIX: Uidá, Alladá, Daomé, Popo, Ndongo, Matamba e muitos outros reinos e sociedades que marcaram a política, a economia e a cultura do mundo atlântico — e que ajudam a compreender a formação do Brasil.

Estão abertas as matrículas para a pós-graduação História da África e Diáspora: Século VII a XVIII – PUC Minas (online ao vivo).

O curso oferece:
✔ abordagem historiográfica atualizada
✔ perspectiva decolonial sobre África e diáspora
✔ reflexão sobre cultura, religiosidades e resistências africanas
✔ desenvolvimento de ações e práticas pedagógicas antirracistas
✔ formação para pesquisa, ensino e produção cultural

Uma especialização pensada para quem gosta de História da África e dos africanos no Brasil, além de professores de todas as áreas do conhecimento, pesquisadores, educadores e produtores culturais.

Início: abril de 2026
Modalidade: aulas ao vivo + atividades no Canvas

Clique no link e garanta sua inscrição:

https://vemprapuc.pucminas.br/historia-da-africa-e-diaspora-seculo-vii-a-xviii-online

Compartilhe com colegas e venha construir uma formação crítica, comprometida e transformadora.

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Morro de São Paulo reúne gigantes do turismo nacional

A contagem regressiva já começou: entre os dias 6 e 10 de abril, Morro de São Paulo será palco da segunda edição do Workshop Visite Morro, iniciativa da Associação Comercial e Empresarial de Cairu – ACEC que reúne alguns dos principais nomes da cadeia de turismo do país.

Com o mote “O turismo brasileiro vai olhar para Morro de São Paulo”, o encontro reforça a estratégia de posicionar o destino baiano como um dos mais estruturados e competitivos do Brasil, conectando o trade local aos grandes emissores de turistas nacionais.

A poucos dias do evento, a lista de participantes confirma o peso da iniciativa: operadoras, OTAs, plataformas de tecnologia, hoteleiros e formadores de opinião já garantiram presença, criando um ambiente altamente qualificado para geração de negócios e networking.

Entre os players confirmados que comercializam o destino estão Abreu, Azul Viagens, Bancorbrás Turismo, BestBuy Travel, BWT Operadora, Cativa Operadora, CVC, Europlus, EZ Link, FRT Operadora, Hotelbeds, Itaparica Tour Receptivo, Montreal, Orinter, RDC Férias, Trend Viagens, Tourmed, Visual Turismo, Soul Traveler e Zarpo.

Na frente de tecnologia e distribuição, empresas como Expedia, Decolar, My Hotel e IO participam com conteúdos estratégicos e debates sobre inovação e vendas no turismo.

“Mais do que um encontro pontual, o Workshop Visite Morro faz parte de uma estratégia de longo prazo para ampliar a presença do destino no mercado nacional. A proposta é clara: mostrar que Morro de São Paulo não é apenas um destino paradisíaco, mas um destino organizado, estratégico e preparado para crescer”, afirma Daniel Karrer, coordenador do evento e vice-presidente da ACEC.

Programação estratégica e foco em resultados

Durante cinco dias, o evento promove uma programação que integra negócios, capacitação e experiências no destino. Entre os destaques estão:

  • Rodadas de negócios e encontros de networking qualificado

  • Painéis sobre tendências e inovação no turismo

  • Capacitações e treinamentos sobre distribuição e vendas online

  • Visitas técnicas e experiências em hotelaria, gastronomia e atrativos locais

  • Debates sobre tecnologia aplicada ao turismo

A programação inclui ainda ações de capacitação conduzidas pela Omnibees, por meio da Omnibees Academy, além do apoio do SEBRAE nas rodadas de negócios, fortalecendo a qualificação do trade local.

Farol de Morro de São Paulo cartões-postais do destino baiano que recebe, entre 6 e 10 de abril de 2026, a segunda edição do Workshop Visite Morro. O evento reúne profissionais do trade turístico para promover networking, negócios e fortalecer o posicionamento do destino no turismo nacional. (Divulgação)

Estratégia de posicionamento nacional

Mais do que reunir o setor, o Workshop Visite Morro 2026 consolida um movimento estruturado de promoção do destino, ampliando sua visibilidade e competitividade no cenário nacional. A proposta é apresentar Morro de São Paulo de forma organizada, profissional e alinhada às novas demandas do mercado turístico.

O evento é realizado pela ACEC, com apoio institucional da Secretaria de Turismo de Cairu e da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, e conta com a participação de autoridades e lideranças do setor.

Churrasco On Fire, de Fernando e Sorocaba, agita Belo Horizonte

O Churrasco On Fire, maior evento gastronômico e musical do Brasil, desembarcou em Belo Horizonte no último sábado, 28 de março, reunindo o público no Parque de Exposições da Gameleira para uma experiência completa. Criado pela dupla Fernando e Sorocaba, o projeto levou à capital mineira seu formato consagrado, que combina open churrasco premium, música e ativações imersivas, consolidando-se como o verdadeiro “parque do churrasco” e uma das principais referências de entretenimento ao vivo no país.

Com mais de 4 toneladas de proteínas preparadas ao longo do evento, o open churras foi um dos grandes destaques da tarde. O público teve acesso a uma variedade de cortes e preparos, incluindo picanha, ancho, chorizo, brisket, costela fogo de chão, cortes suínos, pork belly, peixes, steaks, além de acompanhamentos como massas, legumes grelhados, milho cremoso e sobremesas na brasa. Toda a operação foi conduzida pelo Team On Fire, formado por cerca de 250 mestres churrasqueiros, que garantiram qualidade, sabor e uma experiência única em cada estação.

“O Churrasco On Fire é assim: evolui a cada edição. Em 2026, nosso open churrasco ganhou proporções ainda maiores e aquilo que já era bom se tornou surpreendente”, conta Fernando. Essa é a segunda vez que trazemos o Churrasco On Fire para BH e só temos a agradecer pela recepção calorosa. Até a próxima, se Deus quiser”, complementa Sorocaba.

No centro da estrutura está a Máquina do Churrasco, carreta gourmet criada exclusivamente para o projeto. O espaço concentra parte importante da operação gastronômica e se tornou um dos símbolos do evento, reunindo diferentes estações de preparo, cortes especiais e interação direta com o público.

Entre os destaques está o hambúrguer Maturatta, preparado com carne 100% bovina e sem conservantes artificiais. O produto integra a linha premium da marca, hoje líder de vendas no segmento no Brasil. No Churrasco On Fire, os hambúrgueres são preparados no segundo andar da máquina do churrasco e entregues ao público por um escorregador, elemento que se tornou uma das marcas do festival.

O show de Fernando e Sorocaba teve mais de três horas de duração. Com um formato itinerante e interativo, a dupla se apresentou em diferentes pontos do espaço, aproximando-se do público e criando uma experiência única. A apresentação começou a mais de 10 metros de altura e contou com ativações especiais.

O público vibrou com o delivery de churrasco por drones, uma das marcas registradas do evento. Outra ação marcante foi a aparição surpresa do Sorocaba no palco da Ford, para cantar na carroceria de uma picape no meio do público, reforçando a proposta de proximidade e interação que é marca registrada do festival. Já o Fernando preparou ao vivo o seu conhecido arroz carreteiro, integrando a culinária ao show.

O Churrasco On Fire conta com parcerias de grandes marcas como Ford, Maturatta, Frimesa, Baly, Irriga Brasil, Santa Massa e Artmill. O projeto tem direção criativa de Sorocaba e da Camaleão Cenografia, direção executiva da Ross Produções e produção musical assinada por Fernando.

Com estrutura grandiosa, experiências imersivas e um formato inovador, o Churrasco On Fire em Belo Horizonte reforçou o sucesso do projeto, consolidando-se como um dos principais eventos de entretenimento do país ao unir gastronomia de alto nível, música e tecnologia em um só lugar.

Os próximos eventos já têm datas confirmadas: 11 de abril em Araçatuba (SP), 25 de abril em Cianorte (PR), 9 de maio em Mogi Mirim (SP), 16 de maio em Blumenau (SC), 23 de maio em Londrina (PR) e 30 de maio em Foz do Iguaçu (PR). Encerrando a programação do primeiro semestre, o projeto também passa por Cascavel (PR), no dia 13 de junho, e Goiânia (GO), no dia 27 de junho. A agenda completa de 2026, além da venda de ingressos e outras informações, está disponível em churrascoonfire.com.br.

Especialização fast-food: dilema da pós digital

Por:  Telson Pires*

Em pleno século XXI, enquanto a hiperconectividade nos aproxima do conhecimento por meio das telas de computadores e celulares, a pós-graduação lato sensu (ou especialização) — antes símbolo de diferenciação e refinamento profissional — vive um dilema: ser ofertada como produto acessível ou preservar sua credibilidade.

A proliferação de cursos digitais a preços irrisórios transformou o que deveria ser uma experiência formativa em uma espécie de “fast-food educacional”. É comum encontrar ofertas de especialização por incríveis R$ 29,90 mensais, com conclusão em até dois meses e expedição de certificado em 48 horas.

É fácil matricular-se em um curso virtual com poucos cliques. Mas o que realmente se aprende nessas formações rápidas e baratas? O risco é evidente: multiplicam-se títulos, mas não competências; multiplicam-se pós-graduados, mas não profissionais preparados para o mercado de trabalho. O prestígio das instituições sérias — que investem em corpo docente qualificado, metodologia e infraestrutura — é colocado à prova.

Importante destacar que o mercado tem atribuído pouco valor aos certificados emitidos por instituições sem tradição acadêmica. A pós-graduação deve ser instrumento de um compromisso com a sociedade, que precisa de especialistas capazes de pensar, refletir e transformar a realidade.

O Brasil precisa debater o verdadeiro valor das especializações. O barato, quando se trata de conhecimento, pode sair muito caro — não apenas para o aluno que busca um título, mas, sobretudo, para o país, que necessita de profissionais preparados para enfrentar e transformar os desafios da contemporaneidade.

Uma pós-graduação deve proporcionar uma experiência de aprendizado profundo, que favoreça o desenvolvimento de potencialidades profissionais e humanas.

A pergunta que fica é simples e essencial: o Brasil quer certificados de pós-graduação expedidos em massa ou profissionais realmente prontos para os desafios do mundo moderno?

* Telson Pires – cientista político, educador e advogado. Doutor em Direito (UFF), mestre em Direito (UGF) e vice-reitor na Unisignorelli.

Mac Júlia lança álbum “Segue o Baile”

Uma das artistas de maior destaque na cena do funk e do rap atual, Mac Júlia presenteia os fãs com um projeto diferente, mas que faz todo sentido dentro de sua trajetória. O álbum “Segue o Baile”, que chega às plataformas nesta sexta-feira (27) via ONErpm, mergulha na pulsação do miami bass e do funk, trazendo a estética da música de BH e o brilho no olho de quem seguirá dançando, não importa o que aconteça. A direção artística de FBC surge como um encontro natural nesse caminho: foi no álbum do artista “BAILE” (2021) que Mac Júlia assinou uma de suas participações mais marcantes, na faixa “Se Tá Solteira”. Mais do que colaboradores, os dois compartilham uma amizade que atravessa o estúdio e ganha nova força neste trabalho. A produção de Pepito completa o núcleo criativo do disco, que foi formado na Xeque Mate Estúdios.

“Movimento, resiliência, prosperidade. Esse álbum carrega a energia de quem já passou por muita coisa e mesmo depois de muita luta, continua de pé, criando, celebrando e ocupando o espaço. É sobre cair, levantar, se arrumar e continuar vivendo sem deixar a peteca cair, sem deixar que as dificuldades parem esse movimento. O álbum transmite a ideia de que a vida continua, a música continua e a cultura da periferia nunca para”, explica Mac Júlia.

“Segue o Baile” nasce profundamente conectado a uma cena muito específica: a dos bailes de Belo Horizonte, onde o funk mineiro e o miami bass se encontram e dialogam com a música contemporânea. Pensado a partir dessa atmosfera, o álbum propõe a traduzir a identidade sonora de forma direta, mirando também o público que reconhece na pista um espaço de encontro e memória. “O álbum conecta o funk de Belo Horizonte atual com a sonoridade clássica do miami bass dos anos 90. Então se cria essa ponte entre as duas fases dessa cultura, que é uma cultura de pista. O fato de ter sido feito também por Pepito e FBC, dois artistas mineiros, reforça a conexão entre o funk de BH, o miami bass, o hip hop e a nova geração da música urbana brasileira”, comenta Mac Júlia.

Foi a partir de duas faixas de Mac Júlia que a ideia de “Segue o Baile” começou a se desenhar com mais clareza. “A ideia começou a ganhar forma quando eu comecei a trabalhar com Pepito, já nos primeiros meses dentro da Xeque Mate Estúdios. A gente construiu “Beijo na Boca”, que é uma parceria com o falecido MC Pelé. E também “Ajoelhou” com a participação especial de MC Maneirinho, um ícone do funk. Com o passar do tempo a gente percebeu que esse tipo de música deixava as pessoas muito encantadas. Todo mundo só falava disso e sobre a gente possivelmente construir um trabalho. Até que FBC ouviu as músicas e ficou muito interessado em conduzir um álbum”. A artista destaca o porquê de Pepito ser o produtor ideal para “Segue o Baile”: “Eu já tinha essa conexão com o Pepito. Ele é um cara muito versátil, então depois dos dois singles e do convite do FBC, eu tive certeza de que o Pepito era o beatmaker mais apropriado pela variação, pela disposição, pelo interesse dele. Acima de tudo, nada mais bonito do que trabalhar com quem está 100% interessado junto com você”.

Parceiros de longa data, FBC e Mac Júlia construíram “Se Tá Solteira”, uma das músicas mais tocadas nos bailes e nas pistas não só de BH, como de todo o Brasil. “É muito especial pra mim poder dividir estúdio com uma das maiores vozes urbanas brasileiras, que é o Fabricio FBC. Além disso, eu tenho um carinho muito grande por ele, que é padrinho do meu filho, é meu compadre, é uma pessoa que somou demais na minha carreira, principalmente com o projeto “Baile” e “Se Tá Solteira”, desde o ano de 2021. Ele contribuiu em todos os momentos, desde o conceito, a produção, a composição. O direcionamento completo do álbum é feito pelo FBC”, explica a artista.

O artista teve a liberdade inclusive de selecionar a dedo as participações no projeto, que são de Maghaiver, Amabbi, Pluglip, Link do Zapp, MC Morena, Vini Joe e Davi Horta: “No final o resultado não poderia ser diferente. Ficou incrível, são novas conexões que eu fiz, feats que realmente somaram e colocaram as músicas em outro patamar. São amigos nesses feats, mas tudo foi muito pensado para que encaixasse no miami bass, na pegada de baile com funk de BH”, comenta.

A construção do projeto foi feita em conjunto, dia após dia, dando sentido ao conceito e à estética que queria ser passada. “Nós construímos o álbum juntos e exatamente na ordem que está a tracklist. Enquanto o Pepito fazia o beat, eu escrevia a letra. Tive dias intensos de estudo com FBC, lendo livros e dicionários. Então foi uma construção fiel, uma construção em freestyle, uma construção ao vivo”, afirma Mac Júlia.

“Segue o Baile” já está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.

Sobre Mac Júlia: Natural de Betim, Minas Gerais, Mac Júlia é uma das vozes mais potentes e versáteis da nova geração do funk, rap e trap nacional. Iniciou sua trajetória nas batalhas de rima e rapidamente conquistou o Brasil com o megahit “Sofá, Breja e Netflix”, que ultrapassa a marca de 100 milhões de streams. Conhecida como a “Dona Onça”, sua identidade musical funde a crueza do rap de mensagem com a ginga do funk mineiro e do miami bass. Em 2021, consolidou-se no mainstream ao participar do hit viral “Se Tá Solteira”, ao lado de FBC e VHOOR.

Cantora, compositora e empreendedora, Mac Júlia é uma artista que transforma suas vivências em arte, criando um movimento que une música, moda e resistência cultural. Com mais de 3,5 milhões de ouvintes no Spotify, ela mistura o rap e o funk de BH com tudo que pulsa sua vivência real. Cria de Betim (MG), Mac transforma música em autoestima, liberdade e ousadia para cada verso. Seus hits como “Se Tá Solteira” e “Faixa rosa” viraram hinos nas pistas, nos fluxos e nas redes sociais.

Hoje, ela se destaca não só no funk, mas também com novos sucessos no sertanejo e no forró, mostrando que é possível ser versátil sendo uma musicista brasileira. Mac Júlia canta o que vive, representa quem ela é — e encanta por onde passa.

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Sobre Pepito: Um dos produtores mais estratégicos da atual cena de Belo Horizonte, Pepito é o arquiteto por trás de graves potentes e sonoridades que unem o urbano ao popular. Com um olhar apurado para hits, ele assina produções de destaque como **”Rap Bom”** (parceria entre FBC e Djonga) e foi o colaborador central do álbum **”E Disseram Que Não Sei Amar”**, da MC Morena, onde explorou influências que vão do Volt Mix ao House. Sua assinatura é sinônimo de modernidade e impacto sonoro nas pistas.

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Minas Trend 35 deve movimentar R$ 33 milhões

A 35ª edição do Minas Trend que levará ao BH Shopping, entre os dias 14 e 16 de abril, os lançamentos da coleção Primavera/Verão, corrobora o bom momento do setor produtivo em Minas Gerais: levantamento econômico mais recente do setor revela que o setor registrou 8.497 empresas, responsáveis pela geração de mais de 117 mil empregos diretos, totalizando um Valor Bruto da Produção (VBPI) de R$ 17,9 milhões. Minas Gerais permanece em posição de destaque. Responde por 12,4% das empresas de moda do Brasil e por 10,9% dos empregos da indústria nacional.

Com mais de 100 marcas participantes, o Minas Trend, que tem como slogan “A Casa da Indústria da Moda” e o tema Ecos, vai ao encontro do saldo positivo na indústria do vestuário e acessórios, moda, têxtil, couro e calçados e joalheria. A projeção é de uma movimentação financeira e de negócios de R$ 33 milhões nesta edição.

“Trazendo uma arrecadação para o estado de aproximadamente R$46 milhões, apenas com ICMS, a  indústria tem se mostrado forte, resiliente, em busca de  soluções internas para mitigar cenários desafiadores. Contudo, precisamos de políticas públicas eficazes que possam tornar o modelo industrial sustentável e atrativo para novos negócios”, avalia o presidente do Sindijoias, Murilo de Paula Graciano. Para ele, a falta de mão de obra qualificada, a dificuldade na retenção do trabalhador em seus postos, a concorrência desleal com os produtos importados e os amparos sociais oferecidos pelo governo são pontos importantes a serem considerados nesse contexto.

Outro dado fundamental é que, de acordo com o Relatório do Sindimalhas – Radar do Emprego – Indústria Têxtil, estudo do Observatório da Indústria de Minas Gerais, da FIEMG, de março deste ano, o setor de fabricação de produtos têxteis iniciou 2026 com geração líquida de empregos formais no Brasil e em Minas Gerais.

Vagas – Em janeiro, o país registrou saldo positivo de 3.340 vagas, resultado de 13.020 admissões e 9.680 desligamentos. Em Minas, o saldo foi de 338 postos de trabalho, decorrente de 1.239 admissões e 901 desligamentos. Entre 2020 e 2026, o saldo de empregos analisado para o mês de janeiro manteve-se favorável no Brasil em todo o período. Essa retomada da geração de empregos, conforme o estudo feito pela Gerência de Economia da FIEMG, continuou no início deste ano.

“De modo geral, tanto o Brasil quanto o estado registraram saldos positivos de emprego em janeiro de 2026 na indústria de transformação.  Porém, a redução no volume de postos gerados em relação a janeiro de 2025 deve ser interpretada como um movimento esperado dentro do ciclo econômico, refletindo uma transição de um período de crescimento mais acelerado para um ritmo mais estável, dinâmica que também se observa no setor têxtil. Minas Gerais se destaca ao ampliar sua participação no saldo de empregos do setor têxtil nacional, passando de 8,7% em janeiro de 2025 para 10,1% em janeiro de 2026”, observa a  economista da FIEMG,  Luíza de Mello Teixeira.

Para ela,  os dados de janeiro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, indicam aumento na participação do estado na geração de empregos do setor têxtil nacional. “Esse resultado sugere que, mesmo em um cenário mais desafiador, o desempenho mineiro tem se mostrado relativamente mais dinâmico que a média do país. Indicam que a atividade têxtil segue contribuindo de forma consistente para a geração de empregos industriais em Minas Gerais, reforçando sua relevância para a economia estadual”, reitera.

Mercado –  Nos três dias de evento, a expectativa é que um público de 5 mil pessoas visite o Minas Trend, conhecendo as tendências em bolsas e calçados, joias e bijuterias, vestuário e moda kids, infantil, baby e teen. Segundo Murilo Graciano, presidente do Sindijoias, as empresas querem trazer o que há de melhor, novas coleções, afirmações do que já é tendência, sempre na expectativa de novos negócios.

“As empresas expositoras sempre acreditaram no Minas Trend como uma das principais referências para este mercado, ambiente que apresentam novos compradores buscando lançamentos, as tendências e novos fornecedores. Esse salão de negócios, em sua 35ª edição, reafirma a importância no cenário da moda nacional e internacional, elevando Minas Gerais a um dos principais players do segmento da moda”, resume.

O segmento de bijuterias e acessórios leva para essa edição produtos inteiramente conectados com o natural, apostando cada vez mais nas pedras preciosas naturais que, aliás, são insumos encontrados em nosso estado. Aposta também em coleções feitas à mão, mostrando a paixão do artesão sendo materializada.

O Minas Trend é uma realização da FIEMG, por iniciativa da Câmara da Indústria de Insumos e Transformação do Vestuário, Calçados e Acessórios, em parceria com o SENAI, SESI, IEL e Básico Aroma. Apoio máster do Sebrae Minas e apoio da Gellak.

SERVIÇO

35ª edição do Minas Trend
Data: 14 a 16 de abril de 2026
Horário: 10h às 20h
Local: BH Shopping – Piso Ouro Preto (BR-356, 3049, Belvedere – Belo Horizonte – MG)

Periferia lança álbum com jovens de Belo Horizonte

O Laboratório de Música da Periferia nasceu com o objetivo de ser um projeto de experimentação e formação musical em Belo Horizonte, um espaço para valorizar e fortalecer os jovens talentos da música das periferias da cidade. Em 2025, o projeto selecionou oito artistas oriundos de oito regionais da cidade, depois de uma seleção, para participar de um processo imersivo e colaborativo de criação. O resultado é o álbum homônimo “Laboratório de Música da Periferia – Vol. 1”, que chega em todas as plataformas digitais via ONErpm no dia 27 de março (sexta-feira).

“O projeto se destaca pelo caráter inovador de revelar, fortalecer e difundir a produção musical jovem e periférica, promovendo trocas, colaboração e qualificação artística em um modelo de residência criativa”, diz Hênrique Cardoso produtor e idealizador do projeto nascido e criado no Morro das Pedras.

Durante o segundo semestre de 2025, os/as participantes do Laboratório de Música da Periferia vivenciaram encontros regulares de composição, produção musical, gravação de bases instrumentais, criação de guias, gravação de vozes, edição, mixagem e masterização, sempre acompanhados por profissionais reconhecidos do mercado musical. O processo resultou na produção de um álbum coletivo com 9 faixas. Participam do álbum Akin Zahin, DaVisão, Elaisa de Souza, Imane Rane, Lamartine, Lótus, Miuk e Nanda Cardoso.

Hênrique conta que o processo seletivo ocorreu por meio de inscrição online, com análise de perfil, experiências e interesse artístico, reafirmando o compromisso do projeto com a diversidade de gênero, raça e território. “Além disso a participação foi totalmente gratuita e os participantes receberam formação imersiva em composição, produção e gravação musical, Acompanhamento artístico e técnico especializado, certificado de participação, bem como cachê artístico para apoio a despesas de transporte”, explica, enfatizando o papel de valorização do projeto junto aos artistas.

“Temos muito orgulho de fazer parte desse projeto, que vai além da cultura ao impulsionar transformação social e revelar novos talentos. Com essa iniciativa, ampliamos o acesso e valorizamos vozes autênticas das periferias de Belo Horizonte”, afirma Iasmine Amazonas, Head Global de Marketing Institucional da ONErpm.

A coordenadora do projeto na ONErpm, Vitória Toledo, explica como foi o primeiro contato com o Laboratório de Música da Periferia e o que a instigou a trazer o projeto à ONErpm: “O que mais me encantou foi a autenticidade e a completude do projeto. Quando vi, já estava muito redondo e visava incluir os jovens artistas à diversas etapas da produção de um álbum. Também me encantou por ser um trabalho coletivo com o resultado materializado em um disco completo e um show de lançamento. Para nós também é uma oportunidade incrível de conhecer novos talentos, principalmente da música mineira, porque a cena vai se renovando a cada geração. O resultado final ficou muito bonito e genuíno, dada a diversidade de gêneros e estilos musicais dos artistas participantes”.

O Laboratório de Música da Periferia também realizou um show de lançamento no dia 26 de março, às 20h. A apresentação contou com os/as jovens participantes acompanhados por uma banda base, executando ao vivo as nove faixas do álbum, além da participação de artistas convidados ligados ao projeto.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte com patrocínio da Alctel. “Laboratório de Música da Periferia – Vol. 1” já está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.

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Foto: Iago Viana

Serviço – Show de Lançamento – Laboratório de Música da Periferia vol. 1

Local: Quadra da Escola de Samba Cidade Jardim

Endereço: Rua do Mercado, 47 – Conjunto Santa Maria – Belo Horizonte/MG

Data: dia 26 de março de 2026

Ingressos: Entrada gratuita com retirada pelo Sympla (LINK DO INGRESSO)

Instagram: @laboratoriodemusicadaperiferia

 

FAIXAS

1. SEM AR – Akin Zahin, DaVisao, lótus, Miuk – Black Music

“Sem Ar” é uma faixa de black music marcada por melodias envolventes e um refrão contagiante que gruda na cabeça. A música narra a intensidade de uma relação cheia de desejo, idas e vindas e sentimentos confusos, aquele amor que tira o fôlego, mas nunca se resolve. Com clima sensual e emotivo, a faixa mistura vulnerabilidade e provocação em versos sobre paixão, jogo afetivo e conexão física. Ideal para quem curte R&B contemporâneo e músicas sobre amores intensos e indecisos

2. ÁGUA – Gugu de Souza, Miuk, Nanda Cardoso – Ijexá

Enfeitiçados pelo som dos atabaques no ritmo africano, ijexa, os compositores tiveram a ideia de trazer à tona o tema água e sua importância no atual cenário mundial. Essa música carrega a beleza, fluidez, mas também traz os desafios e perigos que envolvem o tema água. Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”.

3. DESEJO DA FLOR – Imane Rane – MPB

Um ponto de vista único. Essa faixa vem acompanhada de um arranjo leve e muito bem pensado para que a história desse encontro diário ficasse ainda mais bela dada a visão sutil de uma flor. Interpretação impecável de Imani Ranne, que narra e interpreta com maestria essa obra de arte. Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

4. PINGOS NO OLHAR – Elaisa de Souza, Imane Rane – Samba

Ah, o que seria da vida sem um bom samba pra curar nossas dores? Gugu de Souza, Elaisa de Souza, Lucas Cappuccino e Imani Ranne nos presentearam com a composição de mais um samba à moda antiga, cheio de balanço e com aquela melodia que gruda na mente e dá vontade de sair cantarolando. Aprecie sem moderação! Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

5. LEGAL – DaVisao, lótus, Miuk, Henrique Cardoso –  Black Music

Lótus, Hênrique Cardoso, Miuk e Davisão se juntaram nessa explosão de energia que a música preta proporciona no cenário mundial. Com todo molho e tempero possível, nos deram esse presente que é a música, Legal! Dance, balance e cante com o laboratório de música da periferia!

6. DEIXA PASSAR – lótus, Nanda Cardoso – Reggae

Lótus com toda sua versatilidade vem cada vez mais nos surpreendendo e ganhando espaço no cenário musical, nessa faixa chega muito bem acompanhada por Nada Cardoso, dona de uma voz de arrepiar e de um talento incrível. Para nós fica um lindo presente junto de uma linda mensagem que é essencial para nós ouvintes: a importância de deixar passar. Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

7. INCOLOR – Imane Rane, Lamartine – MPB

A sensibilidade de dois artistas mineiros em falar de um amor que se desfez trás toda magia e criatividade e competência que podemos atribuir a Lamartine e Imani Ranne. Incolor é uma faixa de base africana com o ritimo Congo gravada pelos próprios intérpretes com ajuda de um dos maiores percussionistas de Belo Horizonte, Gilson Junio. Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

8. ESPERANÇA – Lamartine – Instrumental

Deixe no estúdio um violão e alguns instrumentos de percussão e veja o que Lamartine é capaz de fazer. Esse instrumental foi pensado e executado por esse grande artista que deixa por meio de texturas, camadas e sonoridades, esperança em forma de música. Sinta a vibe! Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

9. CHEGA – Akin Zahin, DaVisao – R&B

Chega de histórias tristes! Akin entrega todo seu potencial vocal em parceria com o rapper Davisão e juntos definem dar um fim em uma relação tóxica. É hora de virar a página e seguir em frente! Parte do projeto “Laboratório de Música da Periferia”

SOBRE OS ARTISTAS

Akin Zahin

Artista 360° de Belo Horizonte, nascido na favela do Marimbondo e eleito Mister Trans Brasil. Entre R&B, funk e hip-hop, constrói uma sonoridade atravessada por vivências periféricas, negras e originárias, trazendo autoestima, desejo e resistência como linguagem. Integrante da The Loyal Kik House of Cabal, amplia representatividade na cena ballroom e na cultura LGBTQIA+. Em 2022, lançou seus primeiros trabalhos, “Mafioso” e “Open”, iniciando uma trajetória marcada por presença de palco, autenticidade e conexão profunda com o público.

DaVisao

Construiu seu percurso no rap desde a adolescência, com influências do hip-hop nacional e internacional, passando pelas batalhas de freestyle e pela produção independente. Sua trajetória artística se consolida a partir de 2017, quando intensifica sua participação em batalhas e processos autônomos de criação. Desde 2024, soma 13 lançamentos nas plataformas digitais, entre eles Ching Ching, Freestyle Session e Várias Histórias. Em 2025, lançou o álbum colaborativo From the Bay to BH. Atualmente, integra o projeto colaborativo do Laboratório de Música da Periferia

lótus

Artista multilinguagens, produtora cultural e arte-educadora radicada em Belo Horizonte, pesquisa interseções entre teatro, performance, literatura e música, articulando criação artística e afrofuturismo. Atuou em performances na cidade, produziu o programa de rádio FREE The Punanys com foco na cultura soundsystem e no protagonismo feminino e LGBTQIA+, lançou o single Flow Fêmea Ferina e é lead singer dos projetos Ferinas Groove e Partedoalto

Miuk

Miuk é multi-artista não-binária, nascida e criada no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. A formação artística atravessa dança, música, canto, teatro e circo, com passagem por projetos como Criança Esperança e Seu Vizinho. Integra a cena ballroom da cidade, onde é reconhecide por sua house como Princess. Atua também em iniciativas de formação cultural para jovens das periferias e está em processo de desenvolvimento do primeiro trabalho musical autoral, com faixas já lançadas.

Imane Rane

Imane Rane é rapper, beatmaker e produtor musical de 22 anos, natural de Belo Horizonte. Constrói seu percurso no rap desde a adolescência e iniciou seus lançamentos em 2019, ampliando sua identidade sonora na cena da cidade. Em 2021, lançou o EP Gana, marco importante em sua trajetória artística. Desde então, tem desenvolvido projetos autorais como De Manhã, Ritmo de Expansão e Saudade, Medo e Minha Voz de Cantor (2025). Também atua em colaborações com artistas da cidade e na produção musical independente. Entre seus trabalhos estão trilhas para os filmes Guerreiros de Fé e Amor é um rio de águas escuras.

Elaisa de Souza (NOVO)

Elaisa de Souza transita entre teatro, música e produção cultural, articulando formação acadêmica e prática de cena. É formada em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais, com pesquisa em Gestão Cultural na Universidad de Huelva. Atua em projetos que conectam teatro negro, memória, canto e performance, participando de montagens e festivais no Brasil e no exterior. Atualmente, aprofunda seus estudos em canto e performance e integra o Laboratório de Música da Periferia na construção coletiva de um álbum desenvolvido por artistas de Belo Horizonte.

Nanda Cardoso

Nanda Cardoso que é Cantora e compositora natural de Goiânia, radicada em Belo Horizonte, é formada em canto pelo Cicalt e desenvolve estudos em percussão e teatro. Lançou recentemente o single Mulher Guerreira, composição sobre força e empoderamento feminino, e segue desenvolvendo novas obras autorais.

Lamartine (NOVO)

Lamartine é multi-instrumentista, compositor, arranjador e cantor. A construção sonora atravessa influências do sagrado afro-brasileiro, do jazz instrumental, do neo soul e do R&B, articulando técnica, sensibilidade e identidade própria. No Laboratório de Música da Periferia, integra a construção coletiva do álbum desta edição, somando arranjo, composição e presença artística ao processo.

Henrique Cardoso (NOVO)

Idealizador do projeto “Laboratório de Música da Periferia”, artista do Morro das Pedras, em Belo Horizonte/MG, é cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor musical e cultural. Artesão de berimbau, treinel pela ACESA e professor de Capoeira Angola e percussão nos projetos Programa Fica Vivo e Creche Recanto do Menor. É fundador do coletivo Kalakunde, que atua na comunidade do Morro das Pedras com ações voltadas à capoeira angola, à agroecologia e à confecção de instrumentos musicais. Formado em captação de áudio e mixagem pelo Estúdio Escola Gunga, desenvolve trabalhos que integram arte, educação e ancestralidade.

Gugu de Souza

Sua paixão pela música despertou muito cedo, e já aos 8 anos de idade participava tocando alguns instrumentos de percussão nos tradicionais blocos caricatos em BH. Não importando com estilo e o ritmo musical, passeou por vários estilos musicais como, rock, gospel e MPB, mas foi no samba e no pagode que sua identidade ficou mais forte. Integrou e liderou o grupo Nascidos do Samba por quase 18 anos, gravando três CDS, no qual 90% das composições são de sua autoria. Teve uma passagem de dois anos no grupo Os “Neguinhos”, onde teve cinco músicas gravadas no seu primeiro álbum.

Eduardinho dos Teclados se apresenta na Grande BH

Show, que terá também o cantor Diogo Gusmão, cantora Brisa Star e BG, será no dia 4 de abril no Rooftop do Avião; Os portões abrem às 17h

O Rooftop do Shopping do Avião será palco do Piseiro do Avião, neste sábado, 04 de abril, e que promete uma noite animada e comandada pelo Eduardinho dos Teclados, fenômeno das redes sociais e que tem conquistado fãs por todo o país. O evento, na Avenida Babita Camargos, 1275, na Cidade Industrial, em Contagem, começa a partir das 17h.

Natural do Nordeste, Eduardinho, conhecido por releituras de grandes hits do piseiro, arrocha e também do forró eletrônico, com improviso e interação, preparou um repertório especial para animar o público. O artista, que é cego, ganhou fama nas redes sociais com versões de músicas como “Tome Forró” e “Chorei na Vaquejada”. O Piseiro do Avião também contará com a presença do cantor Diogo Gusmão, cantora Brisa Star e  DJ BG.

Promoção

Para entrar no clima do arrocha e piseiro, quem for ao evento de chapéu de cowboy participará da promoção rodada dupla de chopp, das 17h às 18h.

Ingressos

Os ingressos estão disponíveis no site da Central dos Eventos (https://centraldoseventos.com.br/piseiro-do-aviao-com-eduardinho-dos-teclados–0404).

 

Mimulus volta ao Sesc Palladium com sessão única

“CHÃO” estreou no teatro, em janeiro, durante a 51ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, após a primeira apresentação no galpão da companhia, em novembro. Com sessões esgotadas, o espetáculo retorna ao palco, oferecendo nova oportunidade a quem não conseguiu assistir ou deseja revê-lo. O momento é especialmente oportuno para os amantes da dança, já que a sessão acontece às vésperas do Dia Internacional da Dança, celebrado em 29 de abril — uma ocasião que valoriza essa modalidade artística e reconhece o trabalho dos profissionais que transformam o movimento em experiência. A obra propõe uma vivência sensorial que revela, com sensibilidade, as marcas deixadas pelos caminhos percorridos ao longo da vida — entre escolhas e imposições.

Inspirado no conceito das “linhas do desejo”, que define trajetos espontaneamente criados pelas pessoas ao desafiar percursos preestabelecidos, a obra constrói uma poética do movimento a partir de um chão em constante transformação. Entre rotas inventadas e passagens reais, “CHÃO” questiona como lidamos com nossos próprios percursos: quais caminhos subvertemos, a quais nos submetemos e de que maneira nossos desejos deixam marcas nos espaços que atravessamos.

Com direção de Jomar Mesquita e Rodrigo de Castro, o espetáculo reafirma a identidade artística da companhia ao transitar com originalidade entre as danças de salão e a dança contemporânea. Em cena, oito intérpretes conduzem o público por uma experiência corporal marcada pela escuta, pelo encontro e pela conexão entre os corpos.

A realização é da Associação Cultural Mimulus e produção da Amora Produções Artísticas. Reconhecida por sua trajetória consolidada, a Mimulus é referência no cenário da dança e se destaca por investir continuamente na qualidade e na força de suas criações, proporcionando ao público experiências únicas.

Sobre a Mimulus Cia. de Dança

Fundada em 1992 por Jomar Mesquita, a Mimulus surgiu a partir de um grupo formado por alunos da Mimulus Escola de Dança, com o propósito de experimentar novas possibilidades coreográficas além dos padrões tradicionais das danças de salão. Ao longo dos anos, o trabalho amadureceu, consolidando-se como companhia profissional e passando, a partir de 2000, a ser gerida pela Associação Cultural Mimulus.

Com mais de 30 anos de trajetória, a Mimulus é hoje referência internacional na criação de montagens baseadas nas danças a dois, reconhecida por críticos e pesquisadores como precursora de uma linguagem própria e inovadora. Ao romper limites formais, a companhia construiu um território artístico singular, situado na fronteira entre a dança de salão e a dança contemporânea. Seus espetáculos já circularam por mais de 80 cidades brasileiras, inclusive em turnês internacionais por países como Estados Unidos, Canadá, França, Holanda, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Finlândia, Portugal, Itália, Argentina, Venezuela, Chile, entre outros.

A Mimulus já ocupou palcos e festivais de prestígio mundial, como o Jacob’s Pillow Dance Festival (EUA), Maison de la Danse de Lyon (França), Joyce Theatre (Nova York, EUA), Madrid en Danza (Espanha), Biennale de la Danse de Lyon (França), Festival de Avignon e Festival de Cannes (França), além do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Teatro Alfa, em São Paulo.

Em “CHÃO”, a companhia reafirma sua vocação para a pesquisa, a experimentação e o encontro sensível entre corpos — um gesto artístico potente em tempos de tantas distâncias físicas e simbólicas.

Duração: 65 minutos | Classificação: 10 anos

SERVIÇO

Local: Grande Teatro Sesc Palladium

Data/horário: 10 de abril (sexta-feira), às 21h

 Venda de ingressos: Bilheteria do Sesc Palladium e no site Sympla

Link de vendas de ingressos:

https://bileto.sympla.com.br/event/117664/d/372075/s/2492513

VALOR DO INGRESSO:

Inteira: R$70,00

Meia: R$35,00

Páscoa 2026: 64% pretendem comprar em BH

A Páscoa de 2026 deve levar o consumidor às compras em Belo Horizonte, mas com um comportamento mais cauteloso e seletivo. Pesquisa realizada pelo Núcleo Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG mostra que 64,1% dos consumidores pretendem presentear na data, confirmando a força do período para o comércio. Ao mesmo tempo, o cenário revela um consumidor atento ao orçamento, guiado por preço e oportunidade. O dado mais expressivo reforça uma tradição: 98,1% dos consumidores que vão presentear devem comprar chocolates.
O destaque segue com os ovos de Páscoa industrializados, citados por 53,8%, seguidos pelos chocolates em geral, com 34,4%. Para a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, o resultado mostra resiliência do consumo, mesmo diante de restrições financeiras. “A Páscoa mantém seu apelo emocional e simbólico, o que sustenta a intenção de compra. Mas o consumidor está mais racional, comparando preços e priorizando opções que cabem no orçamento”, afirma.
O levantamento aponta que 72,8% pretendem gastar o mesmo valor ou menos que no ano passado. A estratégia predominante é comprar menos e pagar menos. Quase metade dos consumidores, 49,8%, deve optar por poucos produtos de menor valor. Gabriela Martins reforça a mudança de comportamento. “O consumidor está mais estratégico. Ele não deixa de comprar, mas ajusta o volume e o tipo de produto. Isso exige do varejo ações mais precisas, principalmente em preço e promoção”, explica.
Nesse cenário, o preço se consolida como fator decisivo. Promoções (42,6%) e preços reduzidos (28,0%) são os principais atrativos para levar o consumidor às lojas. O impacto é direto na escolha dos canais de compra: supermercados e hipermercados lideram com 50,3%, seguidos pelos shoppings (28,6%). Outro ponto relevante está no tíquete médio. A maior parte dos consumidores pretende gastar entre R$100 e R$300, indicando uma Páscoa de consumo moderado, com foco em equilíbrio financeiro. Para a economista, o cenário traz um alerta e uma oportunidade. “O comércio que conseguir alinhar preço competitivo, visibilidade e boas condições de pagamento terá vantagem.
As formas de pagamento acompanham esse comportamento. Cartão de débito e crédito à vista lideram, ambos com 26,4%, seguidos pelo Pix, com 23%. O dado reforça a preferência por evitar parcelamentos longos. Além do consumo, a data também movimenta outros setores. Cerca de 15,7% dos consumidores pretendem viajar, principalmente para visitar familiares, o que amplia o impacto econômico do período.
Mesmo com restrições, a Páscoa de 2026 confirma seu papel estratégico para o comércio. O consumo acontece, mas será decidido no detalhe: preço, promoção e percepção de valor.