Festival Pá na Pedra 2026 tem Djonga e entrada grátis

Maior evento da Região Metropolitana de Belo Horizonte tem programação extensa no dia 9 de maio (sábado)

No dia 9 de maio de 2026, a Esplanada Ribeirão será o epicentro da cultura urbana mineira. O Festival Pá na Pedra, realizado anualmente pelo Instituto Cultural Semifusa, chega à sua nova edição consolidando-se como o maior evento de artes integradas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com entrada franca, o festival reafirma seu papel na democratização cultural ao trazer o rapper Djonga como atração principal.

O Espetáculo Principal: Djonga

Referência absoluta no rap nacional, Djonga apresenta a turnê de seu oitavo álbum, “Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!”. O show transcende a música, configurando-se como um ritual de afirmação da arte preta e periférica. Com uma estrutura dramatúrgica que inclui atos, coral, seção de metais e a presença cênica do ator Haroldo (representando Exu) e da performer Iara Fernandes (referência Vogue), a apresentação promete um clímax de crítica social e potência coletiva.

Diversidade no Palco: O Line-up 2026

Além do headliner, o festival aposta em uma curadoria que abraça a diversidade sonora brasileira:

  • Guilherme Barros (Ribeirão das Neves): Representando a prata da casa, o artista traz uma proposta autoral sensível que une influências do indie rock (Jeff Buckley) ao Clube da Esquina.

  • Roça Nova (Zona da Mata/MG): Criadores do estilo “Caipigroove”, a banda funde música caipira, ritmos afro-latinos e rock psicodélico, trazendo a estética do campo para a modernidade urbana.

  • Entalpia (São Paulo/SP): Banda independente que explora as texturas da soul music e das brasilidades, utilizando a metáfora da termodinâmica para descrever sua “variação de energia” musical.

  • Alessandra Crispin (Juiz de Fora/MG): Celebrando 10 anos de carreira, a cantora apresenta o projeto “Buteco da Crispin”, exaltando o samba e a MPB como ferramentas de resistência e memória.

  • Paolo Ravley (São Luís/MA): Nome em ascensão no pop contemporâneo, Ravley mescla MPB e música eletrônica com estética performática, trazendo a bagagem de turnês internacionais e premiações da Funarte.

  • Dj Capone (Ribeirão das Neves): O Dj da casa é quem comanda as pick-ups do evento.

Cultura, Esporte e Lazer

O Festival Pá na Pedra vai além dos shows. O público poderá desfrutar de uma programação de artes integradas que inclui artes visuais, gastronomia e audiovisual. Fiel à sua tradição, o evento também contará com campeonatos de skate, slackline e atividades recreativas, mantendo o foco no fomento à economia local e na valorização de talentos independentes.

 

SERVIÇO

Festival Pá na Pedra 2026

Data: 9 de maio de 2026 (Sábado)

Horário: A partir das 16h

Local: Esplanada Ribeirão – Ribeirão das Neves, MG

Entrada: Gratuita (Retirada de ingressos pelo Sympla)

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Realização: Instituto Cultural Semifusa

Fred Izak e George Israel apresentam “Lírico” em BH

No próximo dia 10 de abril, sexta-feira, a Casa Palma abre suas portas para um encontro musical de peso: o cantor e compositor Fred Izak recebe o lendário George Israel para a apresentação do espetáculo “Lírico”. A partir das 20h, o público terá a oportunidade de vivenciar uma experiência imersiva que funde rock, pop e um vasto repertório literário em uma performance marcada pela intensidade cênica.

O show é baseado no terceiro álbum de Fred Izak, artista que soma mais de 130 mil seguidores nas redes sociais e é conhecido por letras que provocam reflexão e deboche sobre o comportamento humano. No palco, Fred costura suas composições autorais — como “Antítese”, “Vaidoso” e “Avareza” — com referências que vão de Rimbaud a Leminski, de Clarice Lispector a Santo Agostinho. O repertório ainda abre espaço para releituras viscerais de clássicos da música brasileira, visitando obras de Cazuza, Raul Seixas, Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto.

A noite ganha um brilho histórico com a participação de George Israel. Membro fundador do Kid Abelha e um dos saxofonistas mais icônicos do Brasil, George traz na bagagem uma trajetória vitoriosa que ajudou a moldar o pop rock nacional desde os anos 80. Além de hits inesquecíveis com sua banda de origem, ele carrega o legado de ser um dos principais parceiros de composição de Cazuza, coautor de hinos como “Brasil” e “Solidão Que Nada”.

A parceria entre Fred e George não é de hoje; os artistas já dividiram o palco em ocasiões anteriores, como na Festa da Boa Esperança, consolidando uma afinidade criativa que agora se renova na Casa Palma. “Lírico” promete ser mais do que um simples show: é um convite à sensibilidade e à crítica social, unindo música e palavra em uma celebração aos excessos e contradições do nosso tempo.

 Serviço:

Evento: Show Fred Izak convida George Israel – Espetáculo “Lírico”

Data: 10 de abril (Sexta-feira)

Horário: 20h

Local: Casa Palma – Rua Monte Alegre, 225 – Serra

Informações: Instagram @fredizak ou (31) 991658310

Exposição no Maletta destaca cotidiano em fotos

O programa de capacitação Foto & Tal: Oficina de Narrativa Fotográfica apresenta parte dos trabalhos produzidos por seus participantes em uma exposição gratuita para a população de Belo Horizonte. A abertura será no dia 9 de abril, a partir das 19 horas, no Restaurante Feijão, localizado no tradicional Edifício Maletta, no centro da cidade, e o público terá a oportunidade de conhecer diferentes olhares sobre a cidade e o cotidiano de seus moradores.

A mostra reúne imagens produzidas durante quatro oficinas do programa, realizadas em centros culturais no Barreiro, Padre Eustáquio, Urca e Venda Nova. “São realidades diferentes, com percepções únicas. Os trabalhos apresentam BH sob o olhar do próprio morador que traz a identidade e as reflexões dos territórios”, ressalta Mônica Veiga, coordenadora geral do projeto.

Realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, por meio do Edital Multilinguagens – Fundo Municipal de Cultura / 2024, o programa promoveu oficinas gratuitas de capacitação em narrativa fotográfica, oferecendo 100 vagas para a população da cidade. “Ao longo dos últimos meses, testemunhamos como a fotografia vai muito além da técnica, se revelando uma poderosa ferramenta de expressão pessoal, construção de identidade e transformação social. Todos os trabalhos passaram por uma curadoria. O público escolheu os trabalhos que farão parte da exposição no Malleta”, destaca Mônica. Para conhecer todas as fotos que concorreram, basta acessar o perfil @fotoetalartevisual no Instagram.

De acordo com Dalila Pires, proponente e produtora da iniciativa, a proposta do projeto é incentivar os participantes a refletirem sobre os lugares que habitam e suas relações com esses espaços. “Mais do que um espaço físico, o bairro, a rua ou a casa onde se vive são carregados de significados, afetos e memórias. Ao registrar os cenários do cotidiano, cada participante passa a refletir sobre a relação entre identidade e lugar”, afirma.

Fernanda Abdallah, sócia do Feijão, explica que a galeria cria um espaço democrático, onde artistas locais tivessem espaço e fosse algo fácil, sem complicações. “Depois de quase três anos e 20 exposições temos muito orgulho desse projeto! Aproximar a arte do dia a dia é a nossa missão”, finaliza.

SERVIÇO

Exposição Foto & Tal – Oficina de Narrativa Fotográfica

Período: 9 de abril até 11 de maio

Local Restaurante Feijão, segundo andar do Edifício Maletta, avenida Augusto de Lima, Centro de Belo Horizonte

Entrada gratuita

Gio Lisboa leva humor em família ao Cine Brasil

O comediante Gio Lisboa apresenta o espetáculo “Gio da Família Brasileira” no Grande Theatro Unimed BH (Cine Theatro Brasil), no dia 12 de abril (domingo), às 19h. A montagem propõe uma experiência que combina humor, música e interação para resgatar o clima dos tradicionais domingos em família diante da televisão. Com linguagem acessível e uma abordagem nostálgica, o show convida o público a revisitar memórias afetivas a partir de situações do cotidiano, tratadas com leveza, identificação e irreverência. Os ingressos podem ser adquiridos através do site Eventim.

A apresentação aposta em um formato dinâmico, estruturado como um verdadeiro “programa ao vivo”. Ao longo do espetáculo, diferentes quadros conduzem a narrativa, enquanto histórias bem-humoradas ganham trilha sonora com a participação do guitarrista Gabriel Pinho. A interação com a plateia também é um dos destaques, tornando cada sessão única e aproximando ainda mais o artista do público.

Ao explorar situações familiares universais e costumes brasileiros, Gio Lisboa cria um ambiente de identificação imediata, reunindo diferentes gerações — pais, filhos, avós e amigos — em uma experiência coletiva marcada pelo riso. A proposta reforça o humor como ponto de encontro e conexão entre as pessoas.

Mais do que um show de stand-up, “Gio da Família Brasileira” se apresenta como um convite para viver, ao vivo, a comédia que por anos esteve presente na rotina das famílias brasileiras, agora transportada para o palco com uma linguagem contemporânea e interativa.

Sobre Gio Lisboa

Considerado um dos principais nomes da nova geração da comédia nacional, Gio Lisboa ganhou projeção com vídeos virais nas redes sociais e rapidamente consolidou sua carreira nos palcos de todo o país. Natural da região Sul, o humorista acumula milhões de seguidores e centenas de apresentações, destacando-se pelo estilo espontâneo, ritmo ágil e forte interação com o público.

Seu trabalho combina stand-up, improviso e elementos musicais, transformando situações cotidianas em narrativas envolventes. No espetáculo “Gio da Família Brasileira”, o artista reafirma sua versatilidade ao integrar humor e música em uma experiência dinâmica e próxima do público.

Serviço:

Gio Lisboa apresenta espetáculo que celebra o humor em família com música e interação no Cine Theatro Brasil

Data: 12 de abril de 2026 (domingo).

Horário: 19h

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec

Endereço: Av. Amazonas, 315 – Centro, Belo Horizonte

Ingressos: PLATEIA 1 Inteira R$110,00 | Meia R$55,00 | Promocional Solidário Trazendo 1Kg. de alimento não perecível R$85,00

PLATEIA 2 Inteira R$90,00 | Meia R$45,00 | Promocional Solidário Trazendo 1Kg. de alimento não perecível R$70,00

Luiz Caldas faz show voz e violão em BH

Belo Horizonte se prepara para receber um dos grandes nomes da música brasileira em um espetáculo especial e intimista. No dia 11 de abril (sábado) , às 20h, Luiz Caldas sobe ao palco do Teatro Sesc Palladium com a turnê “Voz e Violão”, revelando ao público sua essência artística em um formato enxuto e envolvente. Os ingressos podem ser adquiridos através do Sympla.

Reconhecido como o “Pai da Axé Music”, Luiz Caldas construiu uma trajetória marcada pela inovação e pela fusão de ritmos brasileiros. Com mais de cinco décadas de carreira, o artista convida o público a um passeio por canções que atravessam gerações, agora em uma apresentação que privilegia a proximidade, a sensibilidade e a conexão direta com a plateia.

No palco, apenas voz, violão e histórias. O formato intimista proporciona uma atmosfera única, transformando o show em um verdadeiro encontro entre artista e público, onde memórias, emoções e sucessos ganham ainda mais destaque.

A apresentação acontece em um momento simbólico da carreira de Luiz Caldas. Em 2026, o artista celebra os 40 anos do lançamento de Magia, álbum que deu origem à Axé Music e marcou definitivamente a história da música popular brasileira. O show em Belo Horizonte será, portanto, também uma homenagem a esse legado, revisitando clássicos e reafirmando sua contribuição à cultura nacional.

Uma noite imperdível para os fãs e amantes da música brasileira, reunindo energia, nostalgia e a autenticidade de um dos artistas mais influentes do país, no coração da capital mineira.

Serviço
LUIZ CALDAS LEVA TURNÊ INTIMISTA “VOZ E VIOLÃO” A BELO HORIZONTE EM APRESENTAÇÃO ESPECIAL NO SESC PALLADIUM

Data: 11 de abril de 2026 (sábado)

Horário: 20h
Local: Grande Teatro Sesc Palladium
Ingressos no Sympla.

Warner lança trailer e pôster de Supergirl

Um dos filmes mais aguardados do ano, Supergirl acaba de ter seu trailer e pôster oficiais revelado pela Warner Bros. Pictures. Com Milly Alcock (A Casa do Dragão) no papel da protagonista e Jason Momoa (Um Filme Minecraft) dando vida ao anti-herói Lobo, o longa será o segundo da nova fase da DC Studios e chega aos cinemas brasileiros em 25 de junho.

Rebeldia e aventura se encontram sob o olhar do diretor Craig Gillespie, para contar a história de Kara Zor-El/Supergirl (Alcock), uma jovem cuja vida foi devastada pela perda de seu planeta, Krypton. Agora, aos 23 anos, Kara terá que lidar com o seu passado ao mesmo tempo que inicia uma jornada interestelar em busca de justiça e vingança.

O filme se baseia no aclamado quadrinho “Supergirl: Mulher do Amanhã” (Panini), assinado por Tom King e a quadrinista brasileira Bilquis Evely. A HQ foi indicada na categoria de Melhor Série Limitada no Eisner Awards, premiação conhecida como o “Oscar dos quadrinhos”.

Supergirl estreia no Brasil em 25 de junho, também em versões acessíveis e em IMAX.

Sobre o filme

Supergirl, o novo longa-metragem da DC Studios a chegar às telonas com distribuição da Warner Bros. Pictures, vai estar em exibição nos cinemas do mundo todo nas férias de junho e julho de 2026, estrelado por Milly Alcock no duplo papel de Supergirl e Kara Zor-El. Craig Gillespie dirige o filme a partir do roteiro de Ana Nogueira.

Quando um adversário tão inesperado quanto implacável parece muito próximo de ganhar a batalha, Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl, não sem muita relutância, faz uma parceria improvável em uma épica jornada interestelar de vingança e justiça.

Coestrelam Supergirl, ao lado de Milly Alcock, Matthias Schoenaerts, Eve Ridley, David Krumholtz, Emily Beecham e Jason Momoa.

Os líderes do DC Studios, Peter Safran e James Gunn, assinam a produção de Supergirl, baseado em personagens da DC criados por Jerry Siegel e Joe Shuster. O filme tem produção executiva de Nigel Gostelow, Chantal Nong Vo e Lars P. Winther. A equipe de produção criativa do cineasta Craig Gillespie atrás das câmeras inclui o diretor de fotografia Rob Hardy; o designer de produção Neil Lamont; a editora Tatiana S. Riegel; a figurinista Anna B. Sheppard; o supervisor de efeitos visuais Geoffrey Baumann; e a trilha sonora foi composta por Ramin Djawadi.

DC Studios apresenta uma produção da Troll Court Entertainment, The Safran Company, um filme de Craig Gillespie, Supergirl estreia nas salas de cinema e IMAX® em todo o mundo a partir de 25 de junho de 2026, com distribuição da Warner Bros. Pictures.

Feluma lança pedra do Teatro Jota Dangelo em BH

No dia 23 de março, aconteceu o lançamento oficial da Pedra Fundamental do Teatro Jota Dangelo, novo equipamento cultural de Belo Horizonte que passará a integrar, no segundo semestre de 2026, o Instituto Cultural Ciências Médicas de Minas Gerais (ICCM-MG). O evento, realizado no Teatro Feluma, contou com uma breve apresentação do novo espetáculo do ICCM-MG, “Angelim, professor de humor”, que estreia em 24 de abril, e reuniu representantes da classe artística mineira, além do homenageado da noite, Dr. José Geraldo Dangelo (Jota Dangelo).
A nova unidade, que será construída na Avenida dos Andradas, ao lado dos campi II e III da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), abrigará, além do teatro, o Centro de Lazer e Cultura Ciências Médicas. O terreno para esse espaço tem aproximadamente 2700 m², contará com quadras esportivas, academia e churrascaria, destinadas a alunos e colaboradores do Sistema Feluma. O projeto do edifício é assinado pelo arquiteto mineiro Guilherme Moretzsohn.
Durante o evento, o presidente da Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), mantenedora dos Institutos Ciências Médicas, Dr. Wagner Eduardo Ferreira, destacou que, assim como o Teatro Feluma, o Teatro Jota Dangelo também não cobrará aluguel de artistas ou manifestações culturais mineiras. O lançamento do novo teatro é visto com seriedade pelo presidente: “Está na nossa missão, está escrito lá: ensino, ciência, saúde, pesquisa, lazer, arte, cultura. Então é missão da gente [aqui na Feluma] fazer arte e cultura também. Isso faz parte da ciência, sendo assim, nada mais é do que a obrigação da gente”.
Representando o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de Minas Gerais (SATED), a Sra. Magdalena Rodrigues agradeceu à Feluma pela criação de mais um espaço cultural: “A gente agradece muito. O teatro está renascendo dentro da Faculdade Ciências Médicas, e um outro espaço sendo aberto para ser o nosso lugar de trabalho. Muitíssimo obrigada”.
Também esteve presente o representante do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (SINPARC), o Sr. Cássio Pinheiro, que reforçou o agradecimento: “Nós só temos a agradecer à Feluma, nós do SINPARC, nós da classe artística, por mais esse presente para Belo Horizonte”.
Para o neurocirurgião, escritor, dramaturgo, diretor teatral, professor da FCM-MG e curador de Arte e Cultura da Feluma, Dr. Jair Raso, o anúncio do novo teatro foi uma surpresa: “Agora temos essa grande missão, homenageando um grande nome do teatro brasileiro, que é Jota Dangelo. Eu costumo dizer que, aqui na Feluma, a gente tem de tomar muito cuidado com os nossos sonhos, porque aqui se faz realidade. Muitíssimo obrigado por essa homenagem para a classe artística”.
O encerramento da cerimônia contou com a apresentação de “Angelim, professor de humor”, obra escrita e dirigida pelo curador do Teatro Jota Dangelo, Dr. Jair Raso, e estrelada por Carlos Nunes, Carolina Cândido e Diego Krisp.
Sobre Jota Dangelo
Nascido em São João del-Rei, em 1931, Jota Dangelo formou-se em Medicina pela UFMG. Foi presidente da Confederação Nacional de Teatro Amador (Confenata); secretário de Estado de Cultura entre 1985 e 1986; presidente da Belotur de 1989 a 1992; e o 7º ocupante da cadeira nº 26 da Academia Mineira de Letras (AML). Ao longo de sua trajetória, foi agraciado com a Medalha Santos Dumont, a Medalha do Mérito Legislativo Estadual de Minas Gerais, a Medalha Tiradentes e a Medalha da Inconfidência.

Patrimar alcança 2º lugar no ranking INTEC em MG

Companhia também sobe posição no ranking da região sudeste e registra quase 1 milhão de m² edificados em 2025
O Grupo Patrimar – construtora e incorporadora mineira que atua em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e em São Paulo – avançou posição importante em Minas Gerais no ranking da INTEC Brasil, um dos principais levantamentos do setor da construção civil no país e que classifica as construtoras com base na metragem construída e validada ao longo do ano.
No atual levantamento, a companhia alcançou o 2º lugar no ranking de Minas Gerais, subindo uma posição em relação ao ano anterior. Ao todo, em 2025, a Companhia registrou 972.925,43 m² de área em construção validada, reforçando sua presença e ritmo de construção no estado.
No recorte regional sudeste do ranking, o Grupo também apresentou evolução, passando da 16ª posição em 2025 para o 15º lugar em 2026.
“Esse avanço no ranking reforça a consistência da nossa operação e a capacidade de execução dos nossos projetos. O resultado reflete o volume de obras em andamento e o compromisso da Companhia com qualidade, eficiência e entrega dos projetos imobiliários”, afirma Lucas Couto, Diretor Executivo do Grupo Patrimar.
O ranking da INTEC considera o volume de metros quadrados ativo, métrica que reflete a capacidade operacional e a execução de obras das empresas do setor — diferente de outros levantamentos do mercado que utilizam indicadores financeiros, como o Valor Geral de Vendas (VGV).
“Temos um orgulho enorme de estarmos bem colocados nesse ranking. Esse é um dos principais indicadores do setor de construção civil no Brasil, reunindo empresas responsáveis por grande parte das obras em execução no país, com base em dados técnicos auditados de área construída”, conclui Lucas Couto.
Sobre o Grupo Patrimar
Com mais de 60 anos de história, o Grupo Patrimar é referência nacional no setor de construção e incorporação de imóveis. Presente em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a Companhia atua em segmentos diversificados: a Patrimar Engenharia foca em empreendimentos de alto padrão, enquanto a Construtora Novolar é atende aos segmentos econômico e média renda.
A inovação e a tecnologia são pilares fundamentais do Grupo, que busca continuamente aprimorar a eficiência, sustentabilidade e segurança em seus projetos e processos corporativos.
O Grupo Patrimar é reconhecido pelo selo Great Place to Work como uma das melhores empresas para se trabalhar em Minas Gerais. A Companhia também é premiada nacional e internacionalmente, com honrarias como o Prêmio Master Imobiliário e o Americas Property Awards, reforçando seu compromisso com a excelência no mercado imobiliário.

Resort Le Canton celebra 40 anos com novidades

Empreendimento na Região Serrana do Rio de Janeiro completa quatro décadas como grande case de sucesso da hotelaria fluminense

O Le Canton, um dos mais tradicionais resorts da Região Serrana do Rio de Janeiro, completa 40 anos e convida os hóspedes a participarem dessa comemoração histórica. Ao longo de um ano inteiro, o empreendimento realizará uma grande campanha comemorativa que marca suas quatro décadas de trajetória com diversas ações especiais. A iniciativa inclui uma logomarca comemorativa exclusiva, itens colecionáveis disponíveis na lojinha do resort, convidados que atuarão como embaixadores da marca compartilhando suas experiências no destino e uma programação que revisita alguns dos atrativos mais marcantes e queridos pelos hóspedes ao longo da história do hotel. A proposta é transformar o aniversário em um momento de encontro com o público que ajudou a construir o sucesso do resort, reforçando sua conexão com diferentes gerações de visitantes.

Em dezembro de 1986, a cidade de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, ganhava mais um meio de hospedagem: o Hotel Village Le Canton. Mas ele era diferente dos outros. Afinal, pela primeira vez – não apenas na região, mas no Brasil – surgia um empreendimento com arquitetura e decoração únicas, inspiradas nos charmosos campos suíços. A ideia partiu do empresário João Uchôa Cavalcanti Netto, que, naquela época, viajava com frequência para o país europeu e, em paralelo, havia comprado um sítio no interior nos arredores da capital fluminense. Quatro décadas depois, marco que o resort passa a comemorar neste ano, a pequena propriedade se transformou em um amplo complexo hoteleiro, composto atualmente por três hotéis, dois milhões de m² de área construída e um total de 287 apartamentos.

Emoldurado pelas belezas naturais da Serra dos Órgãos – João Uchôa via ali semelhanças com a paisagem de vilarejos da Suíça –, o Le Canton foi pensado para receber famílias, principalmente do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais, oferecendo atividades voltadas para adultos e crianças. No início, contava com 36 quartos, gastronomia suíça e atrativos de lazer, sempre com destaque para recreação com atividades ao ar livre, aproveitando a natureza do entorno do hotel. Organizava, ainda, uma colônia de férias que se tornou sucesso absoluto entre as crianças devido à sua originalidade e interação com a natureza que cerca o hotel. A colônia de férias começou antes da inauguração do hotel, em 1985, e se estendeu sem periodicidade até 2013.

Em 2011, o empreendimento dava os primeiros passos rumo a uma grande expansão com a inauguração do Hotel Fazenda Suíça Le Canton, que tem estrutura própria e é mais reservado. O local possui 34 quartos, piscina climatizada e quadras esportivas, entre elas a de beach tennis. A maior atração, no entanto, é a fazendinha, com criação de cavalos, cabras, ovelhas, gado, galinhas, coelhos, porcos e aves aquáticas. A interação com alguns animais é permitida, assim como passeio de pônei, tornando a experiência de hospedagem ainda mais especial.

Um ano depois, o hotel decidiu expandir sua já então ampla oferta de atrativos, dando início à produção de queijos artesanais na Fazenda. Desde então, tendo o mestre queijeiro Jhonny Silveira no comando, já foram mais de 10 prêmios conquistados em campeonatos nacionais e internacionais. Atualmente, o Le Canton produz 11 tipos. Entre eles, Raclette Le Canton, Vaccino Romano, Tempéré e Canton Noir.

A chegada de Mônica Paixão

Em dezembro de 2015, Mônica Paixão foi convidada a assumir a direção geral do hotel, cargou ocupou até outubro de 2023, quando foi promovida a CEO – tornando-se, assim, a primeira mulher a ocupar esse posto na história do resort. Desde o início de sua gestão, o Le Canton passou por enormes transformações. A primeira grande mudança foi a transferência do escritório comercial de Teresópolis para o Rio de Janeiro.

“Quando comecei, éramos nove pessoas no escritório comercial. Hoje, somos 30. Também praticamente dupliquei o número de quartos desde que assumi. Antes eram 157 e, atualmente, são quase 300”, diz a CEO.

Em seguida, em 2017, veio a inauguração do Hotel Magique, com 51 apartamentos. Hoje, trata-se de um diferenciado espaço de lazer que inclui a Pista Mont Blanc – a primeira pista para boia canadense coberta da América Latina – e o Parc Magique. Este nada é, mais nada menos, que o único parque de diversões coberto funcionando dentro de um resort em todo o Brasil. O espaço abriga duas salas de realidade virtual de última geração com mais de 90 jogos eletrônicos e 15 brinquedos. Entre as atrações estão barco viking infantil, um simulador de montanha-russa e a Just Jump, cama elástica gigante, com 120 metros quadrados.

Em 2018, foi a vez de expandir as possibilidades de recreação com a inauguração do Canton Ville, a ampla área de lazer do hotel, que hoje abriga o bike park (pista radical para bicicleta e skate), lago para pescaria, um pequeno campo de golf e quadras poliesportivas para a prática de vôlei de praia, futebol, futevôlei e tênis. Tem ainda parquinho, uma tenda multiuso para diversas atividades, como apresentações de peças infantis e aulas de circo, e o Pet Pak, espaço de convivência para os hóspedes e seus pets, inaugurado em 2021.

O ano de 2018 também marcou a chegada de um completo Spa, que leva a marca L’Occitane, disponível em hotéis de posicionamento premium em países como França, Espanha e Tailândia. Trata-se do primeiro da grife francesa na Região Serrana do Rio de Janeiro e oferece amplo menu de tratamentos. O complexo inclui também saunas seca e a vapor, piscina coberta e aquecida com jatos relaxantes e academia TechnoGym.

Na mesma época, o Le Canton ganhou uma moderna recepção com 450 metros quadrados e uma arena multifuncional para até 1.500 pessoas, onde hoje são realizados grandes eventos e shows de artistas renomados. Lulu Santos, Titãs, Zé Ramalho, Mumuzinho, Ferrugem, Roupa Nova, Nando Reis, Maiara & Maraisa, entre outros, já se apresentaram no local.

Seguindo com as inovações, em 2019, veio a reforma do Lugano, o restaurante principal do hotel. A modernização trouxe o novo conceito “Cook Show”, no qual a equipe de cozinheiros prepara na hora e na frente dos clientes deliciosos pratos. Entre 2019 e 2023, o local passou por outras duas mudanças, incluindo a ampliação da varanda, sempre com o objetivo de oferecer mais conforto aos hóspedes. Atualmente, o espaço tem capacidade para abrigar até 500 pessoas.

Incansável, a equipe do Le Canton seguiu melhorando a infraestrutura do hotel e apresentando novidades ano após ano.

Em 2021, o resort inovou e lançou seu primeiro rótulo artesanal de cerveja, produzido em Teresópolis, no entorno do hotel. A bebida segue uma receita clássica de Pilsner Alemã/Tcheca e apresenta um amargor maior do que o padrão, com aroma que remete aos grãos e flores dos lúpulos alemães utilizados em sua fabricação. Dois anos depois, foram lançados mais três rótulos – Red Ale, Session Ipa e India Pale Ale –, assinados pelo mestre cervejeiro Matheus Falcão.

O ano seguinte registrou a chegada de uma nova pista coberta para boias canadenses na Pista Mont Blanc, localizada no Hotel Magique. A atração, vinda da Bélgica, tem 800 metros quadrados e revestimento sintético próprio para prática de esportes de neve, importado da Romênia. Trata-se da única pista coberta no Brasil com esse material. Além disso, com a expansão do parque aquático, os hóspedes passaram a contar com mais uma piscina com capacidade para até 200 pessoas.

No início de 2023, o resort ganhou um sushi bar – o primeiro do hotel – com melhor da culinária japonesa. O menu está a cargo da chef Nanci Kawahito, que é representante da Nagoya Sushi School no Rio de Janeiro e uma das professoras da sede da instituição na cidade.

No mesmo ano, o Le Canton ganhou mais uma piscina, com 230 metros de comprimento e capacidade para até 200 pessoas. Além disso, o Bar Léman, próximo à piscina central, foi ampliado e saltou de 55 para 103 lugares. Também lançou o mobile checkout, ferramenta que viabiliza ao hóspede mais conforto e agilidade ao realizar o seu checkout. Para coroar um 2023 repleto de novidades, o Le Canton finalizou o ano inaugurando um moderno bike park – pista radical para skate e bicicleta.

Já em 2024, o hotel finalizou as obras de infraestrutura iniciadas em 2023, que incluíram inauguração de 26 novos apartamentos no Village (totalizando 287), ampliação do restaurante Lugano e do estacionamento, que passou a ter mais 40 vagas.

Em 2025, os hóspedes ganharam uma área de coworking, pensada para os que trabalham em home office ou que, eventualmente, precisam resolver alguma questão de trabalho e podem fazê-lo à distância. Composto de uma sala individual e outra compartilhada, com quatro lugares, o coworking funciona numa charmosa edificação em formato de torre.

Para 2026, está prevista a inauguração de um parque aquático indoor com capacidade para até 370 pessoas.

Prêmios e recordes

Com uma gestão reconhecida no trade turístico, a CEO Mônica Paixão comemora recordes mensais sucessivos de faturamento e muitas premiações obtidas nos últimos anos. Ela mesma conquistou o Prêmio Nacional do Turismo 2023 na categoria Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte. A premiação foi a constatação não somente do excelente trabalho que vem desenvolvendo no resort, como um mérito por sua trajetória de sucesso na hotelaria carioca.

Sob a gestão de Mônica Paixão, o Le Canton conquistou, em 2022, o primeiro lugar nas categorias Empreendedorismo e Selo Verde do prêmio TOP Hotel. A tradicional premiação, realizada pela ABIH-RJ e HotéisRIO, reconhece boas práticas e os cases de sucesso da hotelaria fluminense em diferentes áreas.

Outro prêmio importante é o Travellers’ Choice, da TripAdvisor. Nos últimos anos, os hotéis Fazenda Suíça e Village têm figurado entre os 10% melhores do mundo na opinião dos viajantes. Além disso, em 2022, a Fazenda Suíça foi considerada pelos usuários da plataforma como uma das melhores hospedagens da América do Sul para família. O hotel ficou na 14ª posição entre 25 estabelecimentos.

Em 2024, pelo décimo ano consecutivo, o Le Canton foi coroado com o reconhecimento máximo entre as premiações que a RCI, líder global em intercâmbio de férias: o RCI Gold Crown. A premiação é concedida aos empreendimentos afiliados que cumprem os mais altos padrões de qualidade definidos pela empresa nos quesitos: check-in e check-out, hospitalidade, limpeza, manutenção do empreendimento e manutenção da unidade.

No mesmo ano, o Le Canton obteve o prêmio internacional My Hotel Awards na categoria Hotel com melhor operação digitalizada. A premiação consagra empreendimentos hoteleiros da América Latina que se destacam em inovação, serviço e performance.

Recordes, novidades, expansão… Não faltam palavras associadas ao sucesso quando se trata do Le Canton, o resort mais incrível da Região Serrana do Rio de Janeiro. Em 40 anos, tradição, história e legado caminham juntos, transformando o que começou com um singelo desejo de acolhimento num verdadeiro lar para toda a família.

Despejo em Angueretá ameaça trabalho de famílias

Quem passa pela rodovia MG-420 no distrito de Angueretá, em Curvelo, certamente já se acostumou a ver as barracas que vendem frutas do Cerrado, conservas, bebidas e outros produtos locais. Além de garantir sustento a mais de uma dezena de famílias, as barracas têm grande valor cultural e simbólico.

É do trabalho nelas que vieram conquistas como a construção de uma casa, a compra de um carro e até a possibilidade da irmã mais nova fazer faculdade em Sete Lagoas. E o simbolismo é ainda maior. Para os trabalhadores da beira da estrada, as barracas representam legado familiar e histórias de décadas que nunca serão esquecidas.

“É uma vida. Cada barraqueiro tem uma história pra contar e a história de cada um é mais bonita que a outra”, conta Irismei Pinto, que mantém uma barraca em frente à própria casa, junto com sua irmã Alexandra e sua mãe Geralda, desde 1997.

Da esquerda para a direita: Irismei, Alexandra, Cauã e Geralda

Mas a continuidade desse trabalho está ameaçada: no início de fevereiro, o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-MG), junto com a Polícia Militar, notificou diversos barraqueiros para que eles abandonassem seus pontos comerciais em até 30 dias. O poder público aponta que, de acordo com o Decreto Estadual nº 43.932, de 21 de dezembro de 2004, não é permitida a ocupação dos terrenos localizados a até 15 metros da estrada.

A notificação causou surpresa, revolta e apreensão entre os trabalhadores de Angueretá. Muitos trabalham nas barracas há mais de 30 anos e nunca tiveram nenhum problema antes.

“Chegaram intimando, com a polícia e tudo”, comenta Guilherme Carmo, que desde 2006 trabalha exatamente do outro lado da rodovia da barraca da família de Irismei. “Foi um susto para nós. Mediram do meio do asfalto até o muro, disseram que o muro está no lugar certo, mas que a barraca tem que ser demolida. E nós ficamos sem saber o que fazer”, completa Irismei.

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Prazo de desocupação é incerto

Passado pouco mais de um mês desde a notificação, não houve nova ação do DER-MG ou da Polícia Militar, e os trabalhadores seguem com suas barracas à beira da rodovia. Um grupo de barraqueiros, representado pelo advogado Bruno Carvalho, levou à sede do DER-MG em Abaeté um recurso administrativo. No documento, eles solicitam que sejam suspendidos os efeitos da notificação e que um novo prazo seja estipulado apenas após a decisão final sobre o caso.

Ainda pedem que seja realizado um estudo técnico e socioeconômico sobre a atividade exercida pela comunidade local e que haja abertura de diálogo institucional entre DER-MG, Município de Curvelo e representantes da comunidade. Também, que sejam preservados o direito ao trabalho, à subsistência das famílias e à segurança viária. E que, caso não seja possível a manutenção das barracas, que seja garantido reassentamento digno ou local alternativo próximo, viável economicamente.

Bruno Carvalho lembra que a Constituição Federal assegura a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e o direito ao trabalho e à subsistência. “A retirada sumária das barracas, sem política pública alternativa, representa verdadeira supressão do direito ao trabalho, lançando famílias inteiras à miserabilidade, o que é vedado pelo ordenamento constitucional. O poder de polícia administrativa não pode ser exercido de forma cega, desproporcional ou desumana”, destaca o advogado.

Até o momento, não houve qualquer resposta oficial do Poder Público ao recurso administrativo apresentado.

O que vendem os barraqueiros

Algumas barracas, como a de Guilherme, são sazonais. Ele mantém as vendas de dezembro até meados de abril, quando há mais frutas e mais clientes. No resto do ano, trabalha em carvoarias da região. Outras, como a da família de Irismei, Alexandra e Geralda ficam abertas o ano inteiro.

As frutas do Cerrado, com destaque para o pequi e para o articum (ou araticum), são catadas na região pelos próprios vendedores e expostas nas barracas. O bambu também é colhido por lá, e passa por um processamento artesanal antes de ser colocado em conserva e vendido em potes de vidro.

Há quem venda cachaça, mel, pimenta, entre outros produtos. Tudo vem da própria região e movimenta a economia de Angueretá. “Quando minha mãe não faz [algum produto], igual a cachaça, tem um vizinho nosso ali que faz, e nós pegamos dele. Tudo é caseiro mesmo, artesanal mesmo. Movimenta a economia de quase toda a comunidade aqui nossa”, afirma Guilherme.

Para a família de Irismei, Alexandra e Geralda, as frutas vendidas nas barracas são tão importantes que são chamadas como se fossem metais preciosos. O articum é tratado com o diamante do Cerrado e o pequi como o ouro local.

“Se não tiver mais as barracas aqui, a fruta vai se perder no meio do mato. Os fazendeiros já tão acabando com as frutas para plantar banana, para plantar eucalipto. A gente já tem que andar muito mais para poder colher”, diz Alexandra Pinto. “Costumo dizer que nós, mineiros, somos ricos. Somos privilegiados. Só que, na maioria das vezes, os poderosos vêm e destroem. Nós temos muita riqueza em Minas Gerais. Temos o diamante e o ouro. O articum e o pequi. E o povo tá desmatando. Tá desmatando nosso ouro”, completa.

Geralda com o ouro do Cerrado

Legado familiar

Um fio condutor na história de todos os barraqueiros são as relações familiares que construíram os comércios e que foram forjadas e moldadas em meio às décadas de trabalho na beira da MG-420. Todos falam com os olhos marejados sobre o passado e sobre pessoas que já se foram e que ajudaram a construir essa história.

Márcia Gonçalves, mantém uma barraca em frente à sua casa. Ela lembra de sua mãe, que sempre a acompanhou na jornada de trabalho na barraca, e do pai, que começou a vender frutas do Cerrado na BR-040 depois que se aposentou. “Hoje mesmo me deu saudade demais dela. Fez quatro anos agora, no dia 18 de fevereiro, que Deus levou ela. Tudo o que eu mexo aqui, eu lembro dela. Porque ela tava pronta para me ajudar o tempo todo. Desde que eu tenho 12 anos de idade, que a gente vem mexendo na barraca. Quer seja junto com ela, ou com meu pai. Então, foi um legado que eles deixaram para nós, né? Ensinaram nós a trabalhar”, conta.

Márcia e sua conserva de broto de bambu

O assunto também emociona Irismei, Alexandra e Geralda. A matriarca lembra que seu marido, Israel, comprou o terreno em Angueretá por engano, achando que era em Pompéu. Desde que se estabeleceram lá, a venda de frutas na beira da rodovia uniu a família e possibilitou o sustento de todos. “Nossa, lembro do meu velhinho sentado ali junto comigo. A gente ficava ali os dois, eu de lá e ele de cá. O dia todo a gente só ficava junto nós dois aqui. Nós dois sempre trabalhamos juntos, sabe?”, comenta Geralda.

Já Guilherme lembra do irmão que começou com a barraca e, quando cita a irmã mais nova, é perceptível um brilho no olhar. “A barraca foi muito importante, até a minha irmã agora está na faculdade. Ajudou ela. Se não fosse a barraca, não tinha jeito dela estudar, que é muito caro. Se a gente tem um carro hoje, foi com a barraca também”, afirma.

Rompimento da barragem afetou comércio

As mesmas famílias que veem hoje seu sustento ameaçado por conta da possibilidade do fim das barracas, já foram prejudicadas antes. A comunidade de Angueretá se localiza nas proximidades do Rio Paraopeba, que em 2019 foi atingido pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.

Desde então, é proibido o uso do rio para banho, pesca e irrigação. Angueretá, que antes era um grande ponto turístico para pescadores da região de Belo Horizonte e de outras localidades mineiras, viu o movimento de pessoas cair drasticamente. E isso afetou diretamente os comerciantes, entre eles os barraqueiros.

“Depois que a barragem estourou, eu perdi muitas vendas. O rio era nosso sustento. Antigamente vinham os pescadores e compravam na minha mão”, lembra Márcia Gonçalves.

“Na época que liberava a piracema, a gente vendia muito. Os pescadores vinham, pescavam e na hora de ir embora levavam um tanto de fruta embora para Belo Horizonte. Hoje eles devem ir para outro lugar. Já não tem mais o rio aqui”, completa Guilherme, com pesar. O barraqueiro, que foi criado nadando no Paraopeba, não gosta nem mais de chegar perto do rio desde o desastre-crime.

Guilherme e sua barraca às margens da rodovia

Câmara de Curvelo debate mudança na lei para resguardar trabalhadores

Motivado pela notificação do DER aos barraqueiros, o vereador Danilo Santos Xavier Guimarães (PSD) apresentou em 19 de fevereiro um Projeto de Lei municipal para mudar as normas do uso e ocupação do solo em Curvelo. Com o Projeto de Lei Complementar nº 5/2026, Danilo busca reduzir o limite de proibição de edificações para 5 metros em rodovias situadas em área urbana, desde que observadas algumas condições.

O projeto está tramitando e, neste momento, é avaliado pelas Comissões Permanentes da Câmara Municipal de Curvelo. Enquanto isso, os trabalhadores de Angueretá seguem vivendo a insegurança em relação ao futuro de suas barracas e esperam uma resposta rápida e efetiva, que garanta a manutenção das suas atividades comerciais.

Projetos comunitários podem impulsionar comércio em Angueretá

O Acordo Judicial de Reparação dos danos coletivos e difusos causados pelo desastre-crime da Vale prevê o investimento de R$3 bilhões em projetos de demandas das comunidades atingidas e em linhas de crédito e microcrédito. Em Angueretá, uma consulta popular organizada pela Comissão de Pessoas Atingidas junto ao Instituto Guaicuy, elencou projetos prioritários. Eles têm relação direta com o comércio local e podem ser úteis para fortalecer e melhorar as atividades profissionais dos barraqueiros da MG-420.

Um projeto levantado é o da criação de uma cooperativa hortifrutigranjeira e de uma fábrica de doces. Outro é o da criação de um galpão local que sirva tanto para feira livre, quanto para escoamento de produção e para fábrica de móveis. Ambos os projetos foram divulgados no Almanaque de Projetos Comunitários de Curvelo e Pompéu, produzido pelo Guaicuy em conjunto com as pessoas atingidas.

Alexandra carregando articuns para sua barraca

Mensagem dos barraqueiros ao DER-MG

“Aqui nós estamos trabalhando. Acho que o governo não deveria poder tirar a gente daqui porque estamos trabalhando” – Alexandra Pinto

“Que eles possam olhar pra nós, ver nossa situação, ver que dependemos da barraca. Nós estamos aqui lutando. Assim como eles lutam para ganhar o pão do dia a dia deles, nós também estamos aqui. Não é fácil, mas que eles possam ter um pouquinho de compaixão” – Irismei Pinto

“Se tirar, pra nós vai ser um prejuízo muito grande, uma perda muito grande, porque a gente tira nosso sustento daqui” – Geralda Pinto

“Pedir a eles para olhar para nós com olhos de misericórdia, para não tirar nossa barraca, porque é nosso ganha-pão. Porque desde meus 10 anos de idade eu mexo com isso. Eu mexi, meu pai, minha mãe. É o legado que eles deixaram para nós. Nós estamos trabalhando e eu não tenho outra renda” – Márcia Gonçalves

“O que estamos atrapalhando aqui? Acha uma solução mais fácil para nós, sem precisar nos tirar daqui. Aqui é uma renda boa demais pra nós” – Guilherme Carmo

A MG-420

A MG-420 é uma rodovia estadual que liga a BR-040 à cidade de Pompéu e ao centro-oeste de Minas Gerais. Na zona urbana de Angueretá, distrito do município de Curvelo, há pouco mais de dez barracas de comércio localizadas à margem da estrada, em ambos os lados.

O que diz o Decreto?

O Decreto Estadual nº 43.932, de 21 de dezembro de 2004, trata do Regulamento do Uso ou Ocupação da Faixa de Domínio e Área Adjacente das Rodovias (RFDR) e da respectiva Taxa de Licenciamento para Uso ou Ocupação da Faixa de Domínio das Rodovias (TFDR).

No Capítulo 1, diz-se que:

Art. 2º O controle do uso ou ocupação da faixa de domínio e da área adjacente das rodovias visa garantir a segurança do trânsito rodoviário, a preservação do meio ambiente e do patrimônio público.

Art. 3º Para efeitos deste Regulamento, entende-se por:

I – faixa de domínio a área de terras onde se acham implantadas a pista e demais estruturas de uma rodovia, cuja largura é definida pelo DER/MG;

II – área adjacente a faixa de terra non aedificandi ao longo da faixa de domínio da rodovia, com largura de 15 (quinze) metros contados do término da faixa de domínio e que não seja interrompida por qualquer acidente natural ou artificial como rio, lago, via férrea, marginal, avenida, rua ou assemelhados;

III – uso ou ocupação de faixa de domínio e de área adjacente de uma rodovia a utilização, temporária ou permanente, por instalações de serviços públicos ou particulares dos mencionados terrenos, podendo ser:

  1. a) longitudinal, quando for paralela ao eixo da rodovia;
  2. b) transversal ou travessia, quando for oblíqua ao eixo da rodovia, podendo ser aérea ou subterrânea.

O decreto ainda traz dois incisos no Artigo 5º, Capítulo 2, que explicam como a faixa pode ser utilizada:

  • 2º O uso ou a ocupação de faixa de domínio ou de área adjacente deverá ser precedido de pedido formalizado e apresentação de projeto, de acordo com o estabelecido em Recomendação Técnica específica do DER/MG.
  • 3º O efetivo uso ou a ocupação de faixa de domínio e de área adjacente se dará após o pagamento, pelo licenciado, da taxa a que se refere o Capítulo VIII, e a assinatura de Termo de Compromisso e Responsabilidade por Uso/Ocupação de Faixa de Domínio e de Área Adjacente.

Imagens de Daniela Paoliello/Guaicuy