Mamute Bar celebra sua essência no Comida di Buteco

Por Luciana Morais

O Mamute Bar nasceu há cerca de dez anos, em um momento de reinvenção na vida da proprietária e de seu marido, Breno. O que começou como uma alternativa ao desemprego se transformou em um espaço com identidade própria, marcado pela comida de verdade e pelo acolhimento, características que hoje definem a essência do bar.

A participação no Comida di Buteco veio de forma espontânea, por meio da indicação de uma cliente que acompanhava de perto a rotina da casa. Mais do que um convite, o reconhecimento reforçou a autenticidade do trabalho desenvolvido. Desde então, o festival passou a ser um marco na trajetória do Mamute, funcionando como vitrine e também como estímulo constante à criatividade.

Neste ano, o bar apresenta o prato “Prova procê vê, criatura”: um canudo de pastel recheado com rabada, requeijão de raspa e maionese de agrião. A criação revisita o clássico mineiro “rabada com agrião”, trazendo uma releitura que equilibra tradição e inovação, com contraste de texturas e um visual que chama atenção sem perder o sabor afetivo.

Mais do que uma competição, o Comida di Buteco representa a valorização da cultura de boteco e do pequeno empreendedor. Para o Mamute Bar, participar do festival é um selo de excelência e a confirmação de que sua cozinha, simples, criativa e feita com alma, conquistou espaço no cenário gastronômico de Belo Horizonte.

PoiZé leva tradição e afeto ao Comida di Buteco

Por Luciana Morais

À frente do PoiZé, Luiz Fernando, conhecido como Zé Carneiro, carrega mais de 30 anos de experiência no ramo da alimentação. Nascido em São João del-Rei e criado em Belo Horizonte, ele transformou o desejo de receber bem em realidade ao criar um bar sem frescura, onde boa comida, cerveja gelada e conversa leve são protagonistas. A proposta sempre foi simples: fazer o básico com alma e encher o coração das pessoas.

A entrada no Comida di Buteco aconteceu por indicação de um colega de profissão, abrindo as portas para uma experiência que Zé define como transformadora. Em seu segundo ano no festival, ele ainda se considera “filhote”, mas já sente de perto o impacto positivo: visibilidade, casa cheia e uma rotina completamente diferente durante o período do concurso. De frequentador dos bares participantes, ele passou a anfitrião, vivendo agora o outro lado dessa grande celebração da cultura de boteco.

Para esta edição, o desafio do ingrediente obrigatório, a verdura, inspirou a criação do “Porco Escaldado Popeye”. O prato nasceu após muitos testes e trocas entre a equipe, liderada pela chef Vera Lessa, com colaboração da chef Ingrid. A receita resgata memórias afetivas da infância, inspirada nos momentos simples em família ao redor da mesa, quando um escaldado de fubá podia alimentar e reunir todos. O resultado é um prato que aquece, acolhe e traduz a essência do boteco: sabor com história.

Mais do que uma competição, o Comida di Buteco representa um resgate cultural em Belo Horizonte. O festival valoriza os bares raiz, movimenta a cidade e leva o público a explorar novos lugares, mantendo viva a tradição do “butequeiro” mineiro. Nos bastidores, momentos intensos marcam a experiência, desde a energia das caravanas até a corrida contra o tempo quando algum ingrediente está prestes a acabar.

Para Zé Carneiro, a participação do PoiZé no festival se resume em três palavras: gratidão, orgulho e trabalho, pilares que traduzem não só o momento atual do bar, mas também sua trajetória construída com dedicação e verdade.

Caloi agita o Ultra Brou Canastra

Marca disponibilizará para tetes diversos modelos de sua linha de mountain bike para experiências práticas em um dos cenários mais desafiadores do esporte

Bicicletas Cannondale também poderão ser testadas pelos ciclistas participantes

A Caloi está confirmada na Ultra Brou Canastra 2026, evento que acontece entre os dias 28 de abril e 3 de maio na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Reconhecida por reunir desafio, natureza e espírito de comunidade, o evento é considerado um dos maiores momentos de confraternização do mountain bike no Brasil.A base da prova, na Pousada Vale do Céu, está inserida em uma área natural extremamente preservada, com cachoeiras e paisagens marcantes. O acampamento é montado em meio à natureza, com estrutura pensada para o conforto dos participantes. Durante a Ultra, a Caloi promoverá test rides exclusivos com alguns de seus principais modelos, além de bikes da marca Cannondale, proporcionando aos participantes a oportunidade de testar, na prática, diferentes configurações e tecnologias em um cenário real de alta exigência.Entre os destaques da Caloi estarão disponíveis aos ciclistas a Elite Carbon FS Racing, além das e-bikes E-Vibe Peak e E-Vibe Peak Carbon, que combinam potência e desempenho para encarar percursos desafiadores. Já pela Cannondale, os participantes poderão experimentar os modelos Scalpel 2, Scalpel 3 e Scalpel 4, bikes reconhecidas por serem leves e entregarem performance em provas de cross-country. A Moterra 2, voltada para quem busca versatilidade e assistência elétrica em trilhas técnicas, é outro modelo da Cannondale que estará disponível para o público pedalar e conhecer melhor.A Ultra Brou Canastra oferece diferentes experiências para os ciclistas, desde quem busca performance e competição em alto nível até aqueles que preferem explorar o percurso com mais leveza, aproveitando a paisagem, a convivência e a atmosfera única do evento. A dinâmica da prova inclui um prólogo inicial, que define os grupos para as etapas seguintes, garantindo equilíbrio técnico entre os atletas.Além das disputas, o evento proporciona uma imersão completa na Serra da Canastra, local de grande hospitalidade mineira, gastronomia típica e uma estrutura pensada para oferecer conforto e uma experiência memorável ao longo de quase uma semana.Para mais informações sobre o evento, acesse:  https://brouaventuras.com.br/desafio/canastra2026oficial/Sobre a CaloiA Caloi é uma marca brasileira de bicicletas com mais de 128 anos de atuação em diversos segmentos, desde produtos infantis até performance. Presente em todas as regiões do Brasil, a empresa distribui seus produtos por diferentes canais, de bike shops a grandes redes de varejo. A Caloi faz parte da Pon Holdings, grupo holandês líder mundial do mercado de bicicletas que a cada dia transforma mais a forma de pedalar das pessoas. A Pon Holdings é dona de mais de 20 marcas globais de bicicletas, marcas icônicas como Cannondale, Schwinn, Mongoose, Focus, Santa Cruz, Gazelle, Cervélo, entre outras. Conheça mais sobre a Caloi acessando www.caloi.com.

Menopausa e desinformação serão tema de encontro virtual

A médica ginecologista Dra. Roberta Brando participará, no dia 07 de maio, às 20h, de uma transmissão ao vivo no Instagram ao lado da advogada criminalista e Procuradora do Estado de Minas Gerais, Jerusa Drummond. para discutir os impactos da menopausa na vida das mulheres. Com o título “Menopausa não é frescura: quando o desconhecimento vira violência”, o encontro propõe ampliar o debate público sobre um tema ainda cercado por desinformação e estigmas. Para acompanhar, basta acessar o Instagram da especialista.

A iniciativa parte da constatação de que sintomas comuns desse período, como alterações de humor, insônia e mudanças hormonais, seguem sendo frequentemente desconsiderados ou minimizados. Segundo a médica, o desconhecimento, sobretudo por parte dos homens, contribui para conflitos nos relacionamentos e pode agravar situações de desrespeito. Em casos mais extremos, essa incompreensão pode evoluir para agressões verbais e até físicas.

“A proposta da live é tratar o tema de forma direta, com base na medicina e no direito, evidenciando que a menopausa não deve ser tratada como exagero ou fragilidade emocional. O que muitas mulheres enfrentam, destaca a especialista, são sintomas reais, que exigem acolhimento e acompanhamento adequado. A negligência diante desse quadro não apenas compromete a saúde, mas também reforça práticas de violência que não podem ser normalizadas”, salienta a médica.

Ao reunir perspectivas complementares, o encontro busca informar e provocar reflexão. A mensagem central é clara e justifica que menopausa não é motivo para desrespeito. “A expectativa é alcançar tanto mulheres quanto aqueles que convivem com elas, ampliando o entendimento sobre o tema e incentivando relações mais conscientes e respeitosas”, completa Dra. Roberta.

Marista Brasil lança podcast sobre segurança digital

A partir da disseminação de tecnologias acessíveis, o uso de telas e de recursos digitais se tornou comum entre os mais jovens. Segundo dados divulgados pela pesquisa TIC Kids Online Brasil, em 2025, 92% da população brasileira de 9 a 17 anos era usuária de internet, representando cerca de 24 milhões de crianças e adolescentes. Nesse contexto, o Marista Brasil desenvolveu o podcast “Papo Marista”, com o intuito de promover um espaço de reflexão e orientação sobre o acesso seguro a ambientes digitais. O projeto será contemplado com seis episódios no total, publicados quinzenalmente em duplas, e estará disponível ao público gratuitamente no perfil do podcast no Spotify e no YouTube dos Colégios Maristas. Os dois episódios de estreia foram lançados no dia 16 de abril e os lançamentos subsequentes estão previstos para 30 de abril e 14 de maio. 

Com a presença de especialistas, os programas abordarão temas atuais que impactam diretamente o desenvolvimento integral infantojuvenil, como adultização infantil, segurança e riscos no uso de telas, cyberbullying e o ECA Digital. Para essa primeira temporada, o projeto contou com o envolvimento de atores relevantes no cuidado e proteção de jovens no ambiente digital. Isso incluiu o apoio e experiência da SaferNet, associação referência em segurança na internet, e o Centro Marista de Defesa da Infância, com atuação focada na contribuição marista para as políticas públicas para a garantia de direitos de crianças e adolescentes no Brasil.

Segundo Olavo Chicoski, coordenador da área de Cuidado Integral do Marista Brasil, o podcast busca estabelecer um canal de comunicação e formação com famílias sobre temas necessários para a educação e cuidado integral dos estudantes maristas. “Ninguém cuida e educa sozinho. Essa responsabilidade é compartilhada. Por isso, compreender as grandes temáticas que afetam esse processo é fundamental, especialmente algo tão importante como o cuidado com crianças e adolescentes no ambiente digital. Famílias, escola, sociedade e o Estado têm papéis diferentes e complementares nessa missão compartilhada”, afirma.

Como uma estratégia educativa, o “Papo Marista” coloca em evidência a Campanha Conexão Segura, promovida pelo Marista Brasil. Com o lema “A segurança online começa com atitudes offline”, a campanha busca promover uma cultura de uso responsável da internet e desenvolver atividades que envolvem a cidadania e a segurança digital junto à comunidade estudantil. Assim, por meio de conteúdos confiáveis e de relevância, o podcast terá como foco amplificar a reflexão sobre temas de impacto, apoiando famílias na criação de uma rede de cuidado sólida e baseada na compreensão dos desafios contemporâneos. 

“É importante lembrarmos que nenhuma família recebe um manual de como educar e cuidar. Vamos aprendendo ao longo da jornada. Nesse sentido, a escola tem muito a contribuir com o papel de pais e responsáveis, a partir de conhecimentos estruturados e boas práticas que podem ser compartilhadas. Dessa forma, nos fortalecemos como rede de cuidado, sempre com o foco no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes para que consigam se preparar para a vida adulta vivenciando uma infância e juventude segura, protegida e feliz.”, complementa Chicoski.

Sobre o Marista Brasil
O Marista Brasil é uma rede de colégios e escolas sociais presente em 20 estados brasileiros, atendendo cerca de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org/.

Dalmoni Lydijusse estreia exposição em São Paulo

Mostra, em cartaz até 05 de maio na Galeria Arte Aplicada, aparece na agenda da Revista DASartes, uma das principais publicações especializadas do país

A artista visual mineira Dalmoni Lydijusse, nascida em Poços de Caldas (MG), apresenta em São Paulo (SP) sua primeira exposição individual na capital paulista. Intitulada “Para Encontrar Minha Pele”, a mostra ocupa a Galeria Arte Aplicada e segue aberta ao público até 05 de maio. A exposição também ganhou espaço na agenda da Revista DASartes, uma das principais publicações especializadas do país.

Com curadoria de Esther Cervini, a mostra reúne pinturas que partem da memória afetiva do jardim doméstico da artista para investigar identidade, pertencimento e os múltiplos tons da pele. “A obra desenha a paisagem emocional da artista, numa jornada que transfere às muitas nuances de cores da pele, inventadas, imaginadas, realísticas e sonhadas, a capacidade de nos transportar para os outros presentes em nós”, afirma a curadora.

Dalmoni conta que sua trajetória na arte foi atravessada por silenciamentos e adiamentos criativos. O impulso para esta nova fase surgiu após se ver em uma fotografia em preto e branco e perceber nuances de sua pele que, até então, não reconhecia plenamente em si. A partir dessa experiência, passou a revisitar questões ligadas à identidade e aos impactos dos padrões eurocêntricos ainda presentes na sociedade brasileira. “Um certo tipo de conflito que me silenciava e me mantinha postergando minha voz, em estado de iminência por assim dizer, esteve presente em mim por anos…”, comenta.

Desse processo nasceu a série Para Encontrar Minha Pele, iniciada em 2024. As obras exploram infinitas variações cromáticas inspiradas em pétalas de orquídeas, entre pinceladas densas e campos de cor que transitam entre figuração e abstração. Mais do que representar um tema, as pinturas transformam o ato criativo em gesto de reconexão consigo mesma e de afirmação estética.

“Desse processo, surge o desejo de produzir infinitas variações de cores de pele, entre pinceladas e massas de tinta numa pintura expressa a partir da observação de pétalas de orquídeas, numa escala ficcional. A série se desdobra em pinturas como atos de construção, de encontro com a cor de cores de pele, e de outras formas de desafiar e propor o espaço pictórico. A representação se expande e se abstrai, resultando formas e cores que aprofundam o assunto como um processo de articulação da linguagem visual, em que o ato criativo ganha potência sem se tornar ilustração do assunto”, acrescenta.

Trajetória Para Dalmoni, estar na agenda da revista DASartes é um marco importante na carreira, por ser um  dos principais veículos de notícias do universo da arte no país, a Revista DASartes traz um lugar de crítica, agenda e curadoria para os artistas, tornando-se uma das referências mais fortes no setor.

Era 1986, quando deixou Poços de Caldas (MG) para estudar em São Paulo desejando sonhar como imaginar esse caminho de se formar artista. Quarenta anos depois, Dalmoni celebra chegar à galeria e relembra o tempo de evitação da própria arte. Na abertura da exposição, cercada por pessoas que acompanharam sua trajetória desde então, a artista reconhece que o percurso até aqui foi também um processo de maturação. Para ela, mais do que atraso, houve um tempo necessário de germinação – de estudo, silêncio, dúvidas e elaboração interna – até que sua produção encontrasse a força e a urgência que agora chegam ao público na exposição Para Encontrar Minha Pele. O momento, segundo a artista, representa o florescimento de uma caminhada construída com entrega, conflitos, memória e persistência.

“Poder participar disso é mais do que uma honra. Estar nessa galeria é ocupar um lugar de luz, de possibilidades. Durante muitos anos, dando aulas, aprendi demais com meus alunos e via neles uma espontaneidade que também me alimentava, enquanto eu mesma adiava meus próprios processos. Em algum momento entendi que não dava mais para me atrasar e que precisava assumir esse estado de iminência criativa, esse desejo de fazer sem saber exatamente onde ele vai dar. Ser acolhida pela galeria me trouxe alegria, mas também a pergunta inevitável: e agora? Como seguir pesquisando, criando e me transformando sem me repetir? O que nasce do trabalho eu nunca sei antes, e talvez seja justamente isso que mais me move. Também sinto que nada disso aconteceu tarde demais – talvez eu tenha precisado de todo esse tempo para germinar e chegar até aqui”, completa.

Para Poços de Caldas, cidade natal da artista, a exposição marca um momento importante: o reconhecimento de uma trajetória autoral que agora alcança um dos principais circuitos de arte do país.

Sobre a galeria Arte Aplicada

A Arte Aplicada é uma importante galeria de São Paulo, fundada em 1971 por Sabina de Libman. Consagrados artistas do panorama artístico do Brasil foram apresentados em importantes exposições realizadas, destacam-se, Emanoel Araújo, em 1976; Guto Lacaz, em 1978; Antônio Gomide, em 1979; Prof. Bardi em única exposição realizada no Brasil em 1979, e a seguir, Bruno Giorgi, Palatnik, Bez Batti, Marcelo Grassmann. Volpi, Ianelli, Aldir e Weissman, em mostras realizadas pela Arte Aplicada e apresentadas no MASP, no Museu de Arte de Brasília e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

A partir dos anos 2.000 Felícia Leirner e Giselda Leirner, Angelo Milani, Edla Van Steen, Angelo Milani, Juares Matter, Marco Rey, Mario Tagnini, Nelson Screnci, Sonia Ebling, Dan Fialdini, Leon Ferrari dentre vários outros. A galeria conta com um vasto acervo que inclui desenhos, pinturas, relevos, gravuras, esculturas e fotografias.

Serviço Exposição: Para Encontrar Minha Pele Artista: Dalmoni Lydijusse Local: Galeria Arte Aplicada Visitação: até 05 de maio das 11h às 16h Entrada gratuita

Projeto em BH prepara jovens para o primeiro emprego

Com o crescimento da contratação de jovens, o Instituto de Formação de Líderes investe em liderança e conexão com o mercado para adolescentes de comunidades vulneráveis

No primeiro semestre de 2025 o Brasil registrou um saldo positivo de 69.878 jovens contratados por meio da aprendizagem profissional. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o número representa um crescimento de 18,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 58.919 admissões.

Em Belo Horizonte, capital mineira, o Instituto de Formação de Líderes (IFL) tem atuado fortemente no desenvolvimento de jovens que se preparam para conseguir o primeiro emprego. Por meio do Fórum Líderes do Futuro, o instituto trabalha o desenvolvimento pessoal de jovens de comunidades de baixa renda, mostrando que melhorar de vida é possível e que essa transformação depende de cada um.

“Palestras com empreendedores que vieram de realidades semelhantes, workshops práticos e materiais de formação compõem uma experiência que abre horizontes e desperta o protagonismo”, afirma Eduardo Reuter, presidente do IFL BH.

O público-alvo são jovens de 15 a 18 anos provenientes de comunidades de baixa renda de Belo Horizonte e região metropolitana. Esses jovens são recrutados por meio de parcerias com projetos sociais e instituições que já atuam nessas comunidades. “A faixa etária é estratégica: a exposição desde cedo a princípios de liderança, responsabilidade pessoal e empreendedorismo têm impacto duradouro na trajetória de vida desses indivíduos”, detalha Eduardo Reuter.

Em duas edições, o Fórum Líderes do Futuro impactou mais de 500 jovens de comunidades de baixa renda de BH e região metropolitana, envolvendo 13 projetos sociais parceiros, mais de 1.600 livros doados e centenas de acessos a cursos profissionalizantes.

A jovem Ana Vitória participou do Líderes do Futuro. Para ela, não foi só mais um evento, foi um momento que mudou a forma como pensa hoje. “A experiência me fez entender que não preciso esperar o momento perfeito. Posso começar agora, com o que eu tenho. Hoje, me sinto mais focada, intencional e com mais coragem para construir minha própria trajetória”.

Para 2026, a meta é reunir 400 jovens e encaminhar ao menos 40 deles a oportunidades concretas de emprego ou estágio nos 90 dias seguintes ao fórum. “Neste ano o instituto dá mais um passo concreto nessa direção: a criação de um banco de dados dos participantes, disponibilizado à rede de patrocinadores e associados do IFL-BH, conectando esses jovens a oportunidades reais no mercado de trabalho”, relata Eduardo Reuter.

A participação no Fórum Líderes do Futuro se dá por meio das instituições e projetos sociais parceiros do IFL-BH. Os jovens são indicados pelas organizações com as quais o Instituto mantém parceria, tais como associações comunitárias e projetos sociais atuantes em Belo Horizonte e região metropolitana.

De acordo com o, na visão do IFL-BH, os jovens de comunidades vulneráveis enfrentam um duplo desafio ao buscar o primeiro emprego. O primeiro é estrutural: falta de acesso a redes de contato, a referências profissionais e aos meios financeiros para investir em qualificação. O segundo é de mentalidade: um sistema educacional que frequentemente condena o mercado e o empreendedorismo, combinado com narrativas que reforçam uma postura passiva diante das próprias circunstâncias.

“O IFL-BH acredita que superar esses dois obstáculos exige mais do que qualificação técnica. É necessário oferecer ao jovem modelos de referência com quem ele se identifique, ferramentas práticas de desenvolvimento pessoal e acesso direto a uma rede que o enxergue como talento, e não como beneficiário”, finaliza.

Circo leva arte e diversão às escolas do Sul de Minas

Em um cenário de desigualdade no acesso à cultura, em que grande parte das programações artísticas ainda se concentra nos grandes centros urbanos, um projeto aposta no caminho inverso: levar o circo até onde ele quase nunca chega, o interior profundo e, mais especificamente, a escola pública. É com essa proposta que a turnê “Semana do Circo” percorre cidades do Sul de Minas Gerais em abril, promovendo apresentações gratuitas do espetáculo “O Show de Mostacho e Peperina”, da Cia. Circônicos, dentro de escolas estaduais.

A circulação acontece em municípios com menos de 50 mil habitantes, com apresentações confirmadas no dia 22 de abril em Botelhos (EE Afonso Romão de Siqueira), no dia 24 de abril em Andradas (EE Dr. Alcides Mosconi), e entre os dias 27 e 30 de abril na Escola Estadual Mendes de Oliveira em Congonhal. Mais do que uma apresentação artística, o projeto propõe uma mudança de perspectiva: transformar o ambiente escolar, muitas vezes marcado por rigidez e repetição, em um espaço de criação, escuta e experiência sensível.

O circo como linguagem pedagógica
Ao levar o circo para dentro da escola, a “Semana do Circo” ativa dimensões fundamentais do processo educativo que nem sempre cabem no currículo tradicional: o corpo, o improviso, o erro, o riso e a coletividade.

A linguagem circense, historicamente construída na rua e na relação direta com o público, rompe a lógica da passividade. Aqui, estudantes não apenas assistem – eles reagem, participam, interferem. O espetáculo acontece com eles, e não apenas diante deles. Essa interação direta contribui para o desenvolvimento da atenção, da escuta, da confiança e da imaginação. Ao mesmo tempo, legitima outras formas de conhecimento e expressão que passam pelo corpo e pela experiência, e não apenas pela palavra escrita.

Um espetáculo que nasce da rua
“O Show de Mostacho e Peperina” é resultado de um processo criativo construído em espaços públicos, a partir do contato direto com diferentes públicos. Cada número, ritmo e escolha cênica foi testado e refinado diante de plateias reais, muitas vezes distraídas, em movimento, exigindo dos artistas uma escuta ativa e uma capacidade constante de adaptação. 

Em cena, dois artistas argentinos conduzem uma narrativa cômica e poética: Mostacho, um malabarista entusiasmado que acredita comandar o melhor circo do mundo, e Peperina, uma acrobata que, com humor e espontaneidade, revela as falhas do espetáculo. O jogo entre expectativa e improviso constrói situações inesperadas que envolvem diretamente o público.

A montagem reúne técnicas como malabarismo, acrobacia, mágica com bola de contato e bambolê, criando uma linguagem acessível para todas as idades, com forte apelo junto ao público infantil.

Descentralizar é também educar
Ao escolher escolas públicas como espaço de apresentação, o projeto reforça o papel da cultura como direito básico e componente essencial da formação cidadã. Em regiões onde o acesso a equipamentos culturais é limitado, a chegada de um espetáculo ao vivo pode representar o primeiro contato de muitos estudantes com as artes.

A iniciativa dialoga diretamente com políticas de descentralização cultural, ao priorizar territórios historicamente menos atendidos e ao reconhecer o ambiente escolar como espaço estratégico para a formação de público.

Além disso, o formato leve e itinerante do espetáculo permite que qualquer espaço, uma quadra, um pátio, um corredor, se transforme em picadeiro. Essa adaptabilidade não é apenas uma solução técnica, mas uma afirmação estética: o circo acontece onde há gente disposta a olhar, rir e participar.

Arte acessível e inclusiva
A “Semana do Circo” também incorpora medidas de acessibilidade, como a presença de intérprete de Libras e a escolha de espaços com condições de acesso físico, ampliando o alcance das apresentações e garantindo que mais pessoas possam vivenciar a experiência. 

Uma trajetória de estrada e encontro
Fundada por artistas argentinos com trajetória pela América Latina, a Cia. Circônicos carrega em sua prática a tradição do circo de rua: uma arte construída no encontro, na improvisação e na troca com o público. Desde sua criação, a companhia já levou espetáculos e ações formativas a milhares de pessoas, consolidando uma atuação voltada à democratização do acesso à cultura e à valorização das linguagens populares.

Com a “Semana do Circo”, esse percurso ganha novos contornos ao se infiltrar no cotidiano escolar, um gesto simples, mas potente: abrir espaço para que o inesperado aconteça. Porque, quando o circo entra na escola, não é apenas o espaço que se transforma. É também a forma de aprender, de se relacionar e de imaginar o mundo.

A equipe do projeto reúne os artistas Daiana Aranda e Ibrian Azzi, com técnico de som Gui Guerreiro, acessibilidade em Libras com Nat Grechi e assessoria de imprensa com Jéssica Balbino; a iniciativa é realizada com recursos do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais, com realização da Cia Circônicos, Economia Criativa, Governo de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais

SERVIÇO
Semana do Circo – Turnê Sul de Minas
22/04 – Botelhos | EE Afonso Romão de Siqueira
24/04 – Andradas | EE Dr. Alcides Mosconi
27 a 30/04 – Congonhal | Escola Estadual Mendes de Oliveira
Entrada: gratuita
Classificação: livre

Uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres: o que muda com a nova lei

A proteção às vítimas de violência doméstica tem sido cada vez mais fortalecida no Brasil por meio de atualizações legislativas e medidas práticas que buscam reduzir riscos e evitar a reincidência de crimes. Nesse contexto, o uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres ganha destaque como uma ferramenta relevante de monitoramento e prevenção. A recente mudança na legislação trouxe maior rigor e imediatismo na aplicação dessa medida, o que desperta dúvidas importantes sobre seu funcionamento, seus impactos e suas consequências jurídicas.

Ao longo deste conteúdo, você encontrará uma explicação clara e detalhada sobre o que é a tornozeleira eletrônica, como ela funciona, o que diz a nova lei sancionada e quais são os reflexos práticos para acusados de violência contra a mulher. A proposta é apresentar informações acessíveis, mas juridicamente fundamentadas, respeitando os limites legais e sem substituir a orientação de um profissional especializado.

O que é a tornozeleira eletrônica e como funciona

A tornozeleira eletrônica é um dispositivo de monitoramento utilizado pelo sistema de justiça para acompanhar, em tempo real, a localização de uma pessoa submetida a determinadas medidas judiciais. Trata-se de um equipamento fixado ao tornozelo do indivíduo, que transmite sinais para uma central de monitoramento, permitindo que autoridades acompanhem seus deslocamentos e verifiquem o cumprimento de restrições impostas.

Esse tipo de tecnologia é amplamente utilizado no Brasil em diversas situações, como no cumprimento de pena em regime semiaberto, prisão domiciliar e, mais recentemente, como medida protetiva em casos de violência doméstica. No contexto da Lei Maria da Penha, a tornozeleira eletrônica passou a ser vista como um instrumento eficaz para garantir o distanciamento entre agressor e vítima, especialmente em casos em que há risco concreto de reiteração da conduta.

O funcionamento da tornozeleira é baseado em sistemas de geolocalização, geralmente por GPS. A partir disso, é possível estabelecer áreas de exclusão, que são regiões onde o monitorado não pode entrar, como a residência da vítima, seu local de trabalho ou outros espaços frequentados por ela. Caso o agressor viole essas restrições, o sistema emite um alerta imediato às autoridades competentes, permitindo uma resposta rápida.

Além disso, em alguns casos, a vítima também pode receber um dispositivo de alerta que a avisa caso o agressor se aproxime além do limite permitido. Essa dupla proteção busca aumentar a segurança e reduzir a sensação de vulnerabilidade que muitas vítimas enfrentam após registrar uma denúncia.

O que diz a nova lei sancionada sobre a tornozeleira eletrônica

A nova legislação reforça o uso da tornozeleira eletrônica como medida prioritária e imediata em casos de violência contra a mulher, especialmente quando há concessão de medidas protetivas de urgência. Essa mudança representa um avanço importante na efetividade da proteção judicial, pois reduz o tempo entre a decisão judicial e a implementação do monitoramento.

Antes da alteração legislativa, embora a tornozeleira já pudesse ser utilizada, sua aplicação dependia de uma série de fatores práticos e, em alguns casos, enfrentava demora na execução. Com a nova diretriz, busca-se garantir maior celeridade e eficiência, tornando o uso do dispositivo uma resposta quase imediata diante da constatação de risco à integridade da vítima.

A legislação também fortalece a atuação do juiz ao permitir a imposição do monitoramento eletrônico como medida cautelar, independentemente de outras formas de restrição, como a prisão preventiva. Isso significa que, mesmo sem a decretação de prisão, o agressor pode ser submetido ao uso da tornozeleira como forma de controle e prevenção.

Outro ponto relevante é a integração dessa medida com as demais previstas na Lei Maria da Penha, como o afastamento do lar, a proibição de contato com a vítima e a restrição de frequentar determinados lugares. A tornozeleira eletrônica passa, então, a funcionar como um mecanismo que assegura o cumprimento dessas determinações, aumentando a efetividade das decisões judiciais.

É importante destacar que a aplicação dessa medida deve respeitar os princípios legais, como a proporcionalidade e a necessidade. Ou seja, o juiz deve avaliar cada caso concreto para determinar se o uso da tornozeleira é adequado, considerando o risco apresentado pelo agressor e a situação da vítima.

Qual o impacto da nova lei para acusados de agressão a mulheres

A nova lei traz impactos significativos para pessoas acusadas de violência doméstica, especialmente no que diz respeito ao controle de seus movimentos e à fiscalização do cumprimento de medidas judiciais. O uso da tornozeleira eletrônica implica uma restrição relevante à liberdade de locomoção, ainda que não se trate de prisão.

Na prática, o agressor passa a ser monitorado constantemente, o que exige o cumprimento rigoroso das determinações impostas pela Justiça. Qualquer tentativa de violação, como aproximar-se da vítima ou remover o dispositivo, pode resultar em consequências mais graves, incluindo a decretação de prisão preventiva.

Esse cenário reforça o caráter preventivo da medida, mas também evidencia a importância do devido processo legal. O acusado tem direito à ampla defesa e ao contraditório, sendo essencial que todas as decisões sejam fundamentadas e proporcionais à gravidade do caso.

Além disso, o uso da tornozeleira pode impactar a rotina do monitorado, especialmente em relação ao trabalho, deslocamento e convivência social. Por isso, o juiz pode estabelecer condições específicas, como horários permitidos para circulação ou locais autorizados, buscando equilibrar a proteção da vítima com os direitos do acusado.

Outro aspecto relevante é o efeito psicológico da medida. O monitoramento constante pode funcionar como um fator de contenção, reduzindo a probabilidade de novas agressões. Ao mesmo tempo, reforça a seriedade das consequências legais associadas à violência doméstica, contribuindo para a conscientização e prevenção.

Vale lembrar que o descumprimento de medidas protetivas é considerado crime, conforme previsto no Código Penal, o que pode agravar ainda mais a situação jurídica do agressor. Nesse sentido, a tornozeleira eletrônica atua não apenas como um instrumento de vigilância, mas também como um elemento dissuasório.

O avanço no uso da tornozeleira eletrônica em casos de violência contra a mulher representa um passo importante na busca por maior proteção e efetividade das medidas judiciais. A tecnologia, quando aliada a uma legislação clara e bem aplicada, pode contribuir significativamente para reduzir riscos e preservar vidas.

No entanto, é fundamental compreender que cada caso possui suas particularidades e deve ser analisado individualmente pelas autoridades competentes. A aplicação de medidas como o monitoramento eletrônico deve sempre respeitar os direitos fundamentais e os princípios legais que regem o sistema de justiça.

Se você está envolvido em uma situação relacionada a esse tema, seja como vítima ou acusado, é altamente recomendável buscar orientação jurídica especializada. Um profissional qualificado poderá analisar o caso concreto, esclarecer dúvidas e indicar os caminhos legais mais adequados.

Por fim, é importante destacar que este conteúdo tem caráter informativo e não substitui o aconselhamento jurídico profissional. A legislação está em constante evolução, e o acompanhamento de um especialista é essencial para garantir a correta interpretação e aplicação das normas.

A informação é uma ferramenta poderosa, especialmente quando se trata de direitos e deveres no âmbito penal e processual penal. Compreender como funciona o uso da tornozeleira eletrônica e as mudanças trazidas pela nova lei é um passo importante para promover justiça, segurança e respeito às garantias legais.

Se você está enfrentando uma situação delicada ou precisa de orientação jurídica confiável, não espere o problema crescer. Para conhecer mais sobre a atuação, áreas atendidas e formas de atendimento, acesse o site oficial: Acessar site Gabriel Nogueira Advocacia

Aracaju se destaca na transformação digital no Brasil

Aracaju segue consolidando seu protagonismo no cenário nacional de inovação pública ao ser destaque no evento da Comunidade de Transformação Digital da RIL Brasil, realizado na última quarta-feira, 15. Com o tema “Cidade Farol: como impulsionar a transformação digital no seu município de forma transversal?”, o encontro reuniu lideranças de diversas cidades brasileiras interessadas em modernizar a gestão pública e aprimorar a prestação de serviços à população.

A capital sergipana foi convidada a compartilhar sua experiência por meio da palestra da presidente do Comitê Municipal de Transformação Digital, Alana Vasconcelos. O encontro também contou com a participação do diretor de Inovação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de Aracaju, Jorge Brandão, além de outros membros do Comitê de Transformação Digital, destacando as ações da prefeitura e reforçando o caráter colaborativo da iniciativa. Desde já agradecemos pelo espaço e atenção.

Durante a apresentação, foram detalhados os avanços e estratégias adotadas pelo município na gestão da prefeita Emília Corrêa, que vem sendo reconhecido como exemplo de integração entre tecnologia, gestão e políticas públicas. Para Alana, a condução desse processo também passa pela valorização da diversidade nos espaços de liderança. “Fortalecer a presença feminina em posições estratégicas contribui para uma gestão mais inovadora, plural e conectada com as necessidades da população”, destacou.

Um dos principais diferenciais de Aracaju é a criação do Comitê Municipal de Transformação Digital, estrutura que reúne representantes de diferentes secretarias para atuar de forma coordenada e estratégica. Esse modelo tem permitido que a transformação digital deixe de ser uma iniciativa isolada e passe a integrar, de forma transversal, toda a administração pública.

A partir dessa articulação, a Prefeitura de Aracaju estruturou uma estratégia alinhada às prioridades da gestão, com foco na melhoria dos serviços públicos, no aumento da eficiência administrativa e no uso inteligente de dados e tecnologias. Os resultados já refletem uma gestão mais ágil, integrada e orientada às reais necessidades da população.

A participação de Aracaju no Programa Governos na Era da IA, da RIL Brasil, reforça o compromisso da gestão municipal com a inovação e a modernização do setor público. A cidade tem se posicionado como um verdadeiro laboratório de boas práticas, contribuindo ativamente para o desenvolvimento de soluções que podem ser replicadas em outros municípios do país.

Ao compartilhar seus aprendizados e desafios, Aracaju se consolida como uma “cidade farol” na transformação digital, inspirando outras gestões a adotarem modelos mais eficientes, colaborativos e centrados no cidadão. A iniciativa evidencia que investir em tecnologia e integração institucional é um caminho estratégico para construir cidades mais inteligentes e preparadas para o futuro.