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sáb, 17 janeiro 26

Terapia Car-T Cell revoluciona tratamento da Leucemia

Tecnologia inovadora, que utiliza as próprias células do paciente para combater a doença, está entre os avanços mais promissores da oncologia

A Leucemia Linfoblástica Aguda do tipo B (LLA-B) é uma doença agressiva, e afeta principalmente crianças e adultos jovens. Para os pacientes que apresentam recidiva ou resistência aos tratamentos convencionais, a imunoterapia com Car-T Cell surge como uma alternativa inovadora e altamente eficaz. A terapia, que já é considerada um marco na oncologia, consiste na reprogramação dos linfócitos T do paciente para reconhecer e destruir as suas células cancerígenas.

O médico hematologista Guilherme Muzzi explica que a abordagem funciona a partir da coleta do linfócito T do paciente, que é modificado em laboratório para expressar um receptor de antígeno quimérico (CAR) na sua superfície. Isso permite que esse linfócito modificado (Car-T Cell) identifique e ataque as células doentes de forma específica. “Após a sua fabricação, o Car-T cell é reintroduzido na corrente sanguínea do paciente, promovendo um ataque direto contra as células malignas”, destaca.

Estudos clínicos demonstram que o Car-T Cell pode levar à remissão completa da LLA-B em uma proporção significativa de pacientes que não responderam a outros tratamentos. A terapia tem demonstrado bons resultados também em pacientes com linfoma não Hodgkin e mieloma múltiplo.
“A terapia com Car-T Cell representa uma revolução no tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda do tipo B. Estamos falando de uma estratégia altamente personalizada e promissora, que oferece esperança para pacientes que antes tinham poucas opções terapêuticas. O avanço dessa tecnologia no Brasil pode transformar o prognóstico de muitas pessoas, e reforça a importância do investimento em pesquisa e infraestrutura para tratamentos inovadores”, ressalta o especialista em Terapia com Car-T Cell.

O tratamento, no entanto, exige acompanhamento médico rigoroso, uma vez que pode causar efeitos colaterais como a síndrome de liberação de citocinas e a neurotoxicidade. “Por isso, o Car-T Cell está sendo aplicado em centros especializados e com protocolos de segurança avançados” , finaliza Guilherme Muzzi.

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