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Sérgio Pererê celebra Milton Nascimento

Espetáculo “Canto Negro para Milton Nascimento” será apresentado no dia 24 de fevereiro, sábado, no Espaço Cênico Yoshifumi Yagi / Teatro Raul Belém Machado, com participações de Nath Rodrigues e Thamires Cunha; os ingressos são gratuitos

Não é segredo que Sérgio Pererê tem em Milton Nascimento umas de suas grandes referências musicais. Mais que isso, Bituca guarda importância singular na trilha sonora biográfica do multiartista mineiro. Homenageá-lo, então, foi algo natural para Pererê, que em 2021, durante o período de isolamento social da pandemia da Covid-19, realizou o espetáculo “Canto Negro para Milton Nascimento”, gravado em quatro dias, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, com banda e dez convidados, e transmitido pelo YouTube.

Agora, Sérgio Pererê mostra ao público de Belo Horizonte, pela primeira vez, o show que ressalta a africanidade da obra de Bituca e será lançado como disco, em breve, nas plataformas digitais. Com participações das cantoras e instrumentistas Nath Rodrigues e Thamires Cunha, a apresentação acontece no dia 24 de fevereiro, sábado, às 20h, no Espaço Cênico Yoshifumi Yagi / Teatro Raul Belém Machado. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados pela Sympla.

Pererê apresenta, ainda, um ensaio aberto do show, no Centro Cultural Vila Santa Rita, no dia anterior, 23 de fevereiro, sexta-feira, às 19h. Para esta apresentação, a entrada é aberta ao público, sem necessidade de retirada prévia de ingressos.

Segundo o multiartista mineiro, o show “Canto Negro para Milton Nascimento” surgiu, à época da pandemia, da vontade de levar paz aos corações dos internautas naquele momento difícil da história e de sua incessante reverência por Bituca. “Acredito que Milton Nascimento deve ser sempre homenageado. Por mais que tenha nascido no Rio, é um dos maiores cantores mineiros de todos os tempos. É um ouro de Minas”, afirma. “Milton faz parte da minha vida há muito tempo. Da minha vida pessoal e também da minha família. E, claro, da minha carreira. Tive a oportunidade de cantar com ele no Lincoln Center, em Nova Iorque, em 2006. Nesse mesmo ano, fiz a peça ‘Bituca – O Vendedor de Sonhos’, que apresentamos no Rio de Janeiro’, e Milton foi assistir. Foram momentos emocionantes, que só aumentaram sua importância para mim”, completa Pererê, que gravou uma versão de “Promessas do Sol” em seu mais recente álbum, “História do Mundo” (2023).

O músico ressalta que a ideia, agora, é trazer para os palcos – com a plateia cheia – “um show que existe, mas que não foi mostrado”. “Fiz algumas coisas neste formato, por conta da pandemia, gravadas com teatro vazio e transmitidas pela internet. São materiais que acabaram não circulando de verdade e que, por isso, não criamos intimidade no palco. Fazer este lançamento agora é importante para mim, para os músicos e, principalmente, para o público”, afirma, destacando os músicos que o acompanham no palco. “Estou com a mesma banda que gravou o show de 2021, formada por Acauã Ranne, na guitarra; André Siqueira, nas flautas e pífanos; Camila Rocha, nos contrabaixos acústico e elétrico; Débora Costa, nas percussões; e Richard Neves, nos teclados. Neste show de agora, Daniel Guedes também soma nas percussões, junto com a Débora”.

Uma diferença entre os shows é o número de participações, uma vez que no espetáculo gravado foram quatro dias de apresentações e dez convidados: Azulla, Tamara Franklin, Tom Nascimento, Raphael Salles, Nath Rodrigues, Jéssica Gaspar, Gui Ventura, Douglas Din, Robert Frank e Ohana. “Para este show, foi necessário reduzir as participações. A princípio, convidei novamente a Nath Rodrigues, que é uma artista que acompanho desde o início, quando ainda se definia como instrumentista e, já há algum tempo, também se coloca de forma muito sensível como cantora e compositora. Ela vai cantar ‘Caxangá’ e tocar violino em outra música, que ainda é surpresa”, conta Pererê. “Depois, veio a Thamires Cunha, uma artista supertalentosa que conheci há pouco tempo, clarinetista e que canta muito bem. Minha ideia foi convidá-la para outra participação ‘dois em um’. Cantará ‘Canoa Canoa’ e tocará clarinete em outra canção, que também deixo como surpresa”.

 

Como o título aponta, “Canto Negro para Milton Nascimento” traz um repertório que enfoca a relação das canções de Bituca com a África – destacadas pelos novos arranjos da banda e pelas nuances vocais de Pererê. “As músicas que compõem o show trazem essa africanidade da obra de Milton Nascimento. Ressaltam determinadas células rítmicas, revelam um caráter especial desse canto negro”, afirma Pererê. Na lista, entram canções como “Pai Grande”, “Cravo e Canela”, “Bola de Gude, Bola de Meia”, “Maria Maria”, “Morro Velho”, “Cio da Terra”, “Canção do Sal”, “San Vicente” e “Travessia”. “O resultado do show gravado foi tão rico que pareceu destinado a ser ressignificado e reapresentado no futuro. Por isso, este show de agora e o lançamento das faixas como disco nas plataformas digitais, que deve acontecer em breve”, finaliza Pererê.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

Sobre Sérgio Pererê

Sérgio Pererê é cantor, compositor, multi-instrumentista, ator e diretor musical. Seu trabalho é reconhecido pelo diálogo que estabelece entre a tradição e a experimentação, pela profusão de sonoridades – com destaque para referências afro-latinas –, e pelo timbre peculiar de sua voz. Sua poesia entrelaça temas cotidianos a enunciados metafísicos e elementos do sagrado de matriz africana, como o culto à ancestralidade e aos orixás. Fez apresentações em várias regiões do Brasil e em países como Canadá, Áustria, Espanha, Moçambique, China e Argentina. Sérgio Pererê considera-se amadrinhado pelas raízes banto de Minas.

SÉRGIO PERERÊ APRESENTA “CANTO NEGRO PARA MILTON NASCIMENTO”

O quê. Show de lançamento

Quando. Sábado, 24 de fevereiro, às 20h

Onde. Espaço Cênico Yoshifumi Yagi / Teatro Raul Belém Machado

(Rua Jauá, 80 – Alípio de Melo)

Quanto. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados pela Sympla

O quê. Ensaio aberto

Quando. Sexta-feira, 23 de fevereiro, às 19h

Onde. Centro Cultural Vila Santa Rita

(Rua Ana Rafael dos Santos, 149 – Vila Santa Rita)

Quanto. Aberto ao público, sem retirada de ingressos

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