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seg, 22 abril 24

Inhotim estreia a sua programação pública com “O que é…?”

A PARTIR DA PERGUNTA "O QUE É UMA PEDRA?", CONVIDADOS PROPÕEM VISITAS, AÇÕES, FALAS E CONDUZEM O PÚBLICO A UMA NOVA EXPERIÊNCIA NO MUSEU

O Inhotim estreia a sua programação pública com o programa “O que é…?”, que propõe uma integração das áreas de Arte, Educação, Música e Botânica, por meio de encontros em torno de perguntas e provocações suscitadas pelos acervos. A primeira edição tem início com a pergunta “O que é uma pedra?” e conta com o poeta e artista Ricardo Aleixo, o curador botânico do Inhotim Juliano Borin, a bióloga Fabíola Fonseca e o artista Matheus Rocha Pitta como convidados. Serão três momentos ao longo do dia – às 11h, 14h e 16h – em que o público é instigado a refletir sobre este interrogante a partir de diferentes linguagens e participar de ações, falas públicas e visitas temáticas no Instituto. As vagas são limitadas e as inscrições são feitas no local, por ordem de chegada.

“O projeto parte sempre de uma pergunta poética como mote para experimentarmos o Inhotim de forma integral e transdisciplinar. Pensar a pedra, o rio, os sonhos é também uma forma de valorizar diferentes formas de vida, de conhecer e de criar. Queremos com o projeto propor a convivência e o diálogo como condição fundamental para a construção coletiva do conhecimento, na potente intersecção entre arte e natureza”, diz Gleyce Kelly Heitor – Diretora de Educação do Inhotim

Serão, ao todo, seis encontros, tendo como mote urgências contemporâneas, tais como: O que é uma planta? O que é um rio? O que é um sonho? O que é transmutar?, entre outros. O programa “O que é…?” é patrocinado pela Vale e o Itaú, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

“O QUE É UMA PEDRA?” – PROGRAMAÇÃO

Domingo, 24 de março

11h – Visita com Juliano Borin e Fabíola Fonseca

A programação tem início com uma visita especial que reunirá Juliano Borin, curador botânico do Inhotim, e a bióloga Fabíola Fonseca para uma caminhada pela área central do Instituto, onde o convite para o público é deslocar o olhar para além das plantas e perceber as pedras dos jardins. Quem tem amizade com as pedras? Quais seres fazem dela sua morada? Há inúmeras formas de vidas criativas que passamos a conhecer quando decidimos olhar para as pedras.

Local: Saída da Recepção

Horário: 11h

Duração: 1h30

Público: 25 vagas (inscrições no local)

Juliano Borin: Engenheiro agrônomo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, mestre em Ciências Florestais pela Universidade de Bangor e doutorando em Paisagismo pela ESALQ – Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de fitotecnia, conservação de plantas, educação ambiental, cultivo orgânico, agricultura familiar e manejo agroflorestal no domínio da Mata Atlântica. Trabalhou The Eden Project em Cornwall (Inglaterra) e no projeto Symbiosis, no Sul da Bahia. Desde julho de 2019, é o Curador Botânico de Inhotim.

Fabíola Fonseca: Bióloga com mestrado em ensino pela UFG, doutorado em Educação (UFU/ Harvard), pós-doutorado em artes pela UFC e em educação para sustentabilidade pela Unicamp; coordena o perfil de instagram @liquenprojeto, no qual propõe cursos e conteúdos para pensarmos em novos modos de habitar o mundo e de prestar atenção. Tem se dedicado às pesquisas na interface entre biologia, arte e filosofia, tendo como cenário as mudanças climáticas e atua como consultora de projetos nessa interface.

14h – Pedras de toque ou: 21 tentativas de desaprender o que é pedra, Cena Dendorí de Ricardo Aleixo

Uma grande reforma realizada na casa onde vive desde os nove anos de idade forneceu ao poeta, músico, compositor, artista visual e performador Ricardo Aleixo os elementos que estruturam este seu novo trabalho no campo da intermídia – ou da “cena Dendorí”, termo que ele cunhou e colocou em circulação no ano passado na 35ª Bienal de São Paulo. Convidado a tentar responder em público a pergunta “O que é uma pedra?”, Aleixo juntou aos registros em áudio e vídeo da reforma da casa, poemas de sua autoria escritos em diferentes épocas e textos especialmente escritos para compor uma obra que rastreia e examina, num só gesto conceitual e criativo, a fisicalidade do significante pedra e seus múltiplos significados na arte e na cultura.

Local: Igrejinha

Horário: 14h

Duração: 1h30

Público: 40 vagas (ordem de chegada)

Ricardo Aleixo: Artista intermídia e pesquisador de Literaturas, outras artes e mídias, Ricardo Aleixo recebeu da UFMG, em 2021, o título de Notório Saber, equivalente ao grau de doutor. Tem 20 livros publicados. Suas obras mesclam poesia, prosa ficcional, filosofia, etnopoética, antropologia, história, música, radioarte, artes visuais, vídeo, dança, teatro, performance e estudos urbanos. Participa da mostra permanente Rua da Língua (Museu da Língua Portuguesa/SP). É professor visitante no Instituto de Letras da UFBA, em Salvador. Conquistou, em 2023, os prêmios Mestras e Mestres das Artes e Alceu Amoroso Lima – Poesia e Liberdade, outorgados, respectivamente, pela Funarte e por Universidade Candido Mendes/Centro Alceu Amoroso Lima Para a Liberdade, e foi finalista do Prêmio Oceanos, com o livro Diário da encruza (LIRA/Segundo Selo).

16h – Sopa de pedra, de Matheus Rocha Pitta

O artista parte da história da sopa de pedra para propor uma situação artística em que o público toma contato com suas esculturas e, ao mesmo tempo, compartilha uma refeição. Cria-se um ambiente de comida e conversa, em que o Matheus Rocha Pitta conta a história da sopa de pedra e abre espaço de diálogo com as pessoas participantes.

Matheus Rocha Pitta: As esculturas, fotografias e filmes de Matheus Rocha Pitta (n. 1980, Tiradentes) desvendam gestos, rituais e narrativas esquecidas que lançam uma nova luz sobre questões contemporâneas, tais como as ameaças das mudanças climáticas, a história colonial brasileira ou regimes de signos opressivos. Explorando o vínculo de posse, linguagem e movimento, um repertório de gestos é disponibilizado, implicando o público em questões éticas de longo alcance. Seu trabalho foi exibido nas Bienais de São Paulo (2010), Taipei (2014) e Cuenca (2018); Fondazione Morra-Greco, Nápoles (2013), Castello di Rivoli, Torino (2017), e Kunstverein em Hamburgo (2020), entre outros. Vive e trabalha em Berlim.

SERVIÇO:

HORÁRIOS DE VISITAÇÃO

De quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.

ENTRADA

Inteira: R$ 50,00 | Meia-entrada*: R$ 25,00.

*Veja as regras de meia-entrada no site: www.inhotim.org.br/visite/ingressos/

 

ENTRADA GRATUITA

Inhotim Gratuito: acesse o guia especial sobre a gratuidade no Inhotim.

Quarta Gratuita Inhotim: todas as quartas-feiras são gratuitas;

Domingo Gratuito Inhotim B3: último domingo do mês é gratuito; moradores e moradoras de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim; Amigos do Inhotim; Crianças de 0 a 5 anos.

 

LOCALIZAÇÃO

O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP. Também é possível chegar ao Inhotim pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na entrada para o Retiro do Chalé.

 

https://www.inhotim.org.br/

 

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