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ter, 23 julho 24

Filarmônica e Grupo Corpo juntos de novo

De 4 a 6 de julho, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais e o Grupo Corpo sobem ao palco novamente para apresentar o balé Estância, do compositor argentino Alberto Ginastera, cuja estreia no Brasil aconteceu em agosto de 2023, com as duas companhias mineiras, na celebração dos 15 anos da Filarmônica. Sob a batuta do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, o espetáculo tem coreografia de Rodrigo Pederneiras e direção artística de Paulo Pederneiras, com solo do barítono Vinicius Atique. O balé foi uma encomenda da Filarmônica de Los Angeles ao Grupo Corpo, que o estreou em julho de 2023, no Hollywood Bowl, Estados Unidos, com a regência do maestro Gustavo Dudamel. No mês passado, o espetáculo foi apresentado em São Paulo, com a Osesp, e agora retorna ao palco da Sala Minas Gerais com a Filarmônica de Minas Gerais. Além da estreia de Estância em 2023, a Filarmônica e o Grupo Corpo já estiveram juntos na gravação da trilha do balé Dança Sinfônica, criada por Marco Antônio Guimarães para as comemorações dos 40 anos do grupo, em 2015. A obra Dança Sinfônica, que integra o álbum gravado com a Orquestra, está no programa. A novidade para 2024 é a obra Danzón nº 2, de Arturo Márquez, que será executada somente pela Orquestra. Ingressos à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir do dia 13 de junho, às 10h (site) e às 12h (bilheteria).

Para o maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, “a união de duas das mais relevantes instituições culturais do Brasil produziu uma resposta incrível no ano passado. Tal sucesso nos fez pensar em abrir nossas agendas para, mais uma vez, oferecer ao público mineiro a oportunidade de ver o Grupo Corpo e a Filarmônica trabalhando juntos. Será um grande prazer receber na Sala Minas Gerais este maravilhoso grupo de dança, num repertório que mostra toda a potencialidade, técnica e artística, de maneira inigualável. Convido a todos a já adquirirem seus ingressos.”

“Fizemos, no ano passado, a estreia brasileira de Estância com a Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência de Fábio Mechetti. Estar mais uma vez na Sala Minas Gerais, uma das melhores salas de concerto da América Latina, ao lado desta orquestra excepcional, é uma grande alegria”, ressalta Paulo Pederneiras, diretor artístico do Grupo Corpo.

Rodrigo Pederneiras, que morou na Argentina em sua juventude, tem grande proximidade com a música de Ginastera. “É uma peça muito conhecida, principalmente na Argentina. Sempre gostei muito dela”. Como acontece em todas as criações, ele é guiado pela música. “Embora a peça seja narrativa, o balé não segue a linha figurativa. Temos toda a companhia dançando, com cenas de tutti, e, também, solos, pas-de-deux e grupos menores”, conta o coreógrafo. O lirismo e os sons da terra e da natureza, encerrando com o malambo, vigorosa dança típica dos pampas, marcam as quatro cenas do balé.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Repertório

Dança Sinfônica, de Marco Antônio Guimarães (Belo Horizonte, Brasil, 1948)

Dança Sinfônica estreou na temporada de 2015, a que comemorou a passagem dos 40 anos de existência do Grupo Corpo, quando o diretor artístico Paulo Pederneiras propôs uma celebração da memória da companhia. A encomenda da trilha foi feita a Marco Antônio Guimarães – cinco vezes colaborador do Corpo na criação de balés históricos como 21 e Bach –, e o resultado pinçava e trançava trechos memoráveis de trabalhos anteriores. Sobre essa teia, Rodrigo Pederneiras recombinou e recriou seu singular vocabulário coreográfico aclamado mundo afora. A música foi gravada, com suntuosa roupagem sinfônica, pela Filarmônica de Minas Gerais, com regência de Fabio Mechetti, e participação do Uakti; citações, combinações e transmutações das trilhas que fizeram a história do Grupo Corpo são traduzidas em cena nos gestos – frequentemente reconhecíveis e ao mesmo tempo renovados ­ – dos bailarinos, com os rapazes vestidos de preto e as moças, de collants vermelho-vinho e rosa pálido. A memória entrelaçada ganhou uma alta voltagem emocional e inclui o extenso e primoroso pas-de-deux em espiral, reputado por seu criador entre os melhores a que deu vida até hoje. Neste segundo encontro do Grupo Corpo com a Filarmônica de Minas Gerais, sete trechos de Dança Sinfônica serão apresentados na Sala Minas Gerais.

Dánzon 2, de Arturo Márquez (Álamos, México, 1950)

Na década de 1990, Arturo Márquez embarca em uma viagem à cidade mexicana de Veracruz acompanhado pelo pintor Andrés Fonseca e pela dançarina Irene Martínez. Os amigos, dois apaixonados por girar pelos salões, introduzem Márquez à música de baile, principalmente ao danzón – o ritmo tem seu berço em Cuba, mas é parte importante do folclore de Veracruz. De lá pra cá, o compositor escreveu oito danzones, tendo o segundo deles se tornado um clássico moderno da música orquestral latino-americana. Sobre a obra, Márquez disse: “Estava fascinado, e comecei a entender que a leveza aparente do danzón é apenas um cartão de visitas para um tipo de música cheia de sensualidade e seriedade, um gênero que as pessoas mais antigas do México seguem dançando com um toque de nostalgia, como uma fuga eufórica em direção a seu próprio mundo emocional. (…) O Danzon nº 2 é um tributo ao ambiente que sustenta o gênero. Ele se esforça para chegar o mais perto possível da dança, de suas melodias nostálgicas, de seu ritmo selvagem”.

Estância, de Alberto Ginastera (Buenos Aires, Argentina, 1916 – Genebra, Suíça, 1983)

Pela primeira vez em sua história, o Grupo Corpo atendeu a uma encomenda, que veio da Los Angeles Philharmonic, através de seu regente titular e diretor artístico, Gustavo Dudamel. Em 18 de julho de 2023, a companhia estreou a coreografia de Rodrigo Pederneiras para Estância, de Alberto Ginastera (1916-1983), no Hollywood Bowl, dançando pela primeira vez com orquestra ao vivo e no palco. A première brasileira foi com a Filarmônica de Minas Gerais sob a batuta de Fabio Mechetti.

Guiado, como sempre, pela música, Rodrigo Pederneiras engendrou uma coreografia que alterna conjuntos, grupos menores e pas-de-deux, transformando em desafio bem-sucedido a limitação de espaço no palco pela presença da orquestra. Os figurinos evocam as cores da terra e as formas emblemáticas da cultura dos Pampas, como os ponchos.

O argentino Alberto Ginastera compôs a música para balé Estância em 1941, a pedido de Lincoln Kirstein para seu Ballet Caravan – mas a companhia se dissolveu antes da montagem do espetáculo. Argumento, cenas e a textura da obra derivam do poema Martin Fierro, de José Hernandez, escrito em 1870 no embalo do nacionalismo encarnado na figura do “gaúcho” e em repúdio à degradação da vida rural provocada pelas mudanças políticas. O poema aborda com ênfase a luta pela manutenção da cultura gaúcha, usando um estilo ao mesmo tempo bem-humorado e combativo. A coreografia de Pederneiras faz referências pontuais aos bailados da região, mas passa longe do figurativo e do narrativo que inspirou a história, a de um rapaz que se prova merecedor do afeto da jovem camponesa – e o empenho do moço para provar suas habilidades como cavaleiro e dançarino. O enredo original do balé já não segue o poema de Fierro, mas segue a vida do gaúcho ao longo de um único dia. Para Ginastera, esse arco – as 24 horas –, com suas transformações sociais e naturais, como que une homem e paisagem; a atmosfera transita entre alegria e melancolia, tranquilidade e euforia.

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais reafirma, a cada concerto, a sua vocação pela excelência artística e vigorosa programação, que a tornou referência no Brasil e no mundo desde a sua fundação, em 2008. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosas menções e prêmios, possui 13 álbuns gravados e teve uma indicação ao Grammy Latino 2020. Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, sua sede em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário nacional e internacional da música orquestral.

A Orquestra também mantém uma programação gratuita e de formação de público, em Belo Horizonte e outras cidades do estado, confirmando regularmente a sua missão de democratizar o acesso à música de concerto. A Sala Minas Gerais é referência internacional pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concerto da América Latina. Juntas, Sala e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional.

Fabio Mechetti, diretor artístico e regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais

Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde a sua fundação, em 2008, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve quatorze anos à frente da Sinfônica de Jacksonville, foi regente titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane e conduz regularmente inúmeras orquestras. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela realizou concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Conduziu as principais orquestras brasileiras e também em países da Europa, Ásia, Oceania e das Américas. Em 2014, tornou-se o primeiro brasileiro a ser Diretor Musical de uma orquestra asiática, com a Filarmônica da Malásia. Mechetti venceu o Concurso de Regência Nicolai Malko e é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Grupo Corpo

Mineiros, brasileiros, fazendo uma dança sem fronteiras. Criado em 1975, em Belo Horizonte, o Grupo Corpo é uma companhia onde o Brasil inteiro, com toda a sua diversidade cultural, se reconhece. Num mundo onde a velocidade com que as informações se espalham está produzindo uma paisagem cada vez mais homogênea, o Grupo Corpo se destaca por haver desenvolvido uma assinatura própria. Existem três razões básicas para que a companhia ocupe um lugar singular na arte contemporânea. Primeira: Rodrigo Pederneiras, seu coreógrafo residente, tornou-se um dos poucos criadores capazes de fazer o balé clássico contaminar-se com as danças populares e, a partir dessa mistura, dar nascimento a um corpo capaz de expandir os limites do rigor técnico. Segunda: a sabedoria com que Paulo Pederneiras transforma coreografia em obra de dança. Além de dirigir a companhia, assina a iluminação e os cenários que grifam o acabamento cênico de cada produção com um tipo de qualidade que não cessa de inaugurar novas referências. E terceira: um elenco muito afinado, formado por estrelas de luz própria, onde a precisão do conjunto brota de uma sintonia fina entre todos os bailarinos. Quando se vê o Grupo Corpo dançando, é como se as questões do trânsito entre a natureza e a cultura estivessem sendo bem respondidas. São os diversos Brasis, o passado e o futuro, o erudito e o popular, a herança estrangeira e a cor local, o urbano e o suburbano, tudo ao mesmo tempo sendo resolvido como arte. Arte brasileira. Arte do mundo.

Paulo Pederneiras, diretor artístico do Grupo Corpo

Paulo Pederneiras é fundador, diretor geral e artístico do Grupo Corpo. Desde 1975 à frente do grupo, imprimiu qualidades técnicas, estéticas e um estilo que fizeram do Grupo Corpo uma marca, hoje reconhecida e consumida por países dos cinco continentes. Participou ativamente na definição de todos os detalhes de cada produção, assinou os projetos de iluminação de todas as coreografias e a cenografia de muitas delas. Criou projetos museográficos para importantes exposições como Artes indígenas e Arqueologia, integrante da Mostra do Redescobrimento, por ocasião do aniversário de 500 anos do descobrimento do Brasil, Imagem e Identidade, com o acervo do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e O Tesouro dos Mapas, exposição de cartografia que percorreu as quatro mais importantes capitais brasileiras. Assinou ainda a criação da instalação artística Borboletas do Rosa, em comemoração aos 50 anos de publicação do livro Grande Sertão Veredas,de Guimarães Rosa, e da instalação Memorial da Imigração Japonesa, em BH.

Rodrigo Pederneiras, coreógrafo do Grupo Corpo

Coreógrafo do Grupo Corpo desde 1978, Rodrigo Pederneiras tem seu trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. Ao lado de um grupo de criação e interpretação bastante coeso e afinado, desenvolveu sua própria linguagem, hoje característica do Grupo Corpo. Sua criatividade, sua precisão e seu rigor, aliados à excelência técnica da companhia, foram fundamentais na construção de uma vigorosa imagem da dança brasileira na cena internacional. Além de seu trabalho junto ao Grupo Corpo, criou coreografias para diversas companhias de dança, entre elas o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet do Teatro Guaíra, Balé da Cidade de São Paulo, Companhia de Dança de Minas Gerais, Companhia da Deutsche Oper Berlin (Alemanha), Gulbenkian (Portugal), Les Ballets Jazz de Montréal (Canadá), Stadttheater Saint Gallen (Suíça), Opéra du Rhin (França) e José Limón Dance Company (Estados Unidos).

Vinicius Atique, barítono

Com participações em montagens elogiadas pela crítica, Vinícius Atique vem ganhando destaque na cena lírica nacional. Recentemente, cantou o papel de Stárek em Jenufa de Janácek, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e protagonizou o ciclo de canções Winterreise, de Schubert, no Theatro Municipal de São Paulo. Também foi Fígaro em O barbeiro de Sevilha; Silvio em Pagliacci; e Don Giovanni na obra homônima. Como solista, já cantou o Messias de Haendel; a Theresienmesse de Haydn; o Oratório de Natal de J. S. Bach; o Requiem de Mozart; El Pessebre de Casals, dentre outras obras sinfônicas. Atique foi aluno da mezzo-soprano Dolora Zajick e, na Universidade de Montréal, do barítono Mark Pedrotti.

Filarmônica e Grupo Corpo em concerto

De 4 a 6 de julho – quinta a sábado, às 20h30

Sala Minas Gerais

Belo Horizonte – MG

INGRESSOS:

Plateia central, Balcão Principal, Balcões laterais e Mezanino: R$ 280 (inteira) e R$ 140 (meia)

Terraço: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)

Balcão Palco e Coro: R$ 39,60 (inteira)

Ingressos à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir do dia 13 de junho.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix

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