Artista mineira Yasmin Umbelino faz mergulho apocalíptico em álbum de estreia, “Antares”

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Uma exploração sobre o que nos aguarda no fim do universo é o que move “Antares”, álbum de estreia da multi artista mineira Yasmin Umbelino. Mesclando sua experiência como atriz com um ousado mergulho musical e poético, ela propõe faixas onde inspirações do indie e do pop, do rock e da música brasileira guiam canções climáticas com um pé no passado e outro no futuro. O lançamento é do selo MUSA LAB – Laboratório de Ideias Musicais, fundado por Umbelino e o produtor musical Thiago Guedes para dar maior visibilidade a artistas em quem acreditam.

 

Ouça “Antares”: https://tratore.ffm.to/antares

Assista ao clipe “Tele a pele”: https://youtu.be/O6FXAYFgLXc

“Antares” assume suas contradições e constrói sobre elas. A duração curta para um disco – abaixo dos 17 minutos – não impede que Yasmin veja o trabalho com a mesma complexidade de um álbum completo que vai além, inclusive, das suas canções. O disco chega acompanhado de um livro digital homônimo, disponível para leitura e download no site oficial (http://www.yasminumbelino.com/). Escrito ao mesmo tempo que as canções, o desdobramento literário de “Antares” deu vazão à verve de dramaturgia poética do trabalho, reunindo ainda as poesias e letras das músicas.

Assista ao clipe “Plexos”: https://youtu.be/3-f902M8x2c

“Eu poderia ter chamado de EP, mas isso iria contra a ideia que tenho de um disco. O ‘Antares’, mesmo pequeno, conta uma história com início, meio e fim (que, para a experiência completa, deve acompanhar a leitura do livro que está no site). Outra ideia que dialoga com o conceito futurista e com minha reflexão sobre as relações contemporâneas, foi a ideia de um ‘disco podcast’. Queria jogar de forma irônica com a ideia da escuta rápida. Hoje, tudo é rápido. A tendência é que, cada vez mais, os sons passem a ser desconexos e curtos. Mas e quando as informações são complexas? E quando há uma história muito maior envolvida? Como agimos? Em 16:50 o ‘Antares’ narra minhas angústias, mas não só isso. Ele está todo amarrado aos clipes, às artes e ao livro. Ele funciona sozinho? Sim. Mas há muitas outras camadas”, resume Umbelino.

 

“Antares” nasceu de uma necessidade em dialogar com conceitos sobre o caos pós-moderno por meio de metáforas. Por isso, a estrela que nomeia o disco ganha conotações de uma “Pasárgada pessoal” para a artista – um lugar onde tudo é possível, tão real quanto imaginária. O álbum se desenrola ao longo de seis faixas – sendo duas delas audiopoemas acompanhados de uma sonoridade retrofuturista com pegadas de rock progressivo -, onde Yasmin narra esse desbravar de universos inteiros, apenas para encontrar a si própria.

Além de reunir em um só trabalho as muitas vertentes de seu trabalho musical, poético e teatral, Yasmin Umbelino descobriu com “Antares” uma outra potência: a de dar forma visual à sua visão artística. Foi assim que a artista acabou cuidando pessoalmente de cada uma das artes que envolvem o disco, seus clipes e singles lançados. Usando técnicas de colagem, ela traduziu em imagens o conceito presente tanto nos textos de “Antares” quanto nos seus sons. O resultado foi uma série de autorretratos trabalhados com imagens e texturas que dialogam com as sensações que Umbelino queria provocar com a obra.

“‘Antares’ é um não-lugar. Rota e ponto de fuga. É pra onde ir quando não há mais espaço nem ar para respirar fundo, quando há o sufoco na poeira dos dias. Mais que uma estrela distante, é um delírio. O disco é uma mistura poética analógica e digital que busca em narrativas sonoras a construção de uma visão sobre o fim do mundo”, resume a artista.

 

O álbum está disponível nas principais plataformas e seus clipes, no canal de YouTube de Yasmin Umbelino.

 

Crédito: Jonathan Fidelis

 

Ficha técnica

Produção musical , arranjos, mix e master: Thiago Guedes

Conceito: Yasmin Umbelino

Synths, drum machine, guitarras : Thiago Guedes

Voz e violino: Yasmin Umbelino

Bateria (faixas Paetês e Antares): Gih Guerci

Baixo (faixa Plexos): Ronilson Silva

Gravado em: MUSA LAB – Laboratório de Ideias Musicais

entre setembro de 2020 a novembro de 2021.

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