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qui, 29 fevereiro 24

Redução do desemprego das famílias belo-horizontinas em novembro

Os dados analisados são da Confederação Nacional do Comércio (CNC) para Belo Horizonte.

A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias, analisada pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, mostra que o indicador apresentou um aumento de 1,0 ponto, chegando a 98,4 em novembro. A confiança do consumidor da capital segue no nível de insatisfação, porém próxima dos 100 pontos.

Olhar Econômico, por Stefan D’Amato – Economista-Chefe da Fecomércio MG

O Índice de Consumo das Famílias está próximo do nível de satisfação, atingindo 98,4 pontos em novembro, após alcançar o pico, deste ano (agosto), correspondente a 99,6. O índice permaneceu em queda por quatro meses, voltando a se recuperar na última medição, com um aumento de 1 ponto. Destaca-se que o índice para famílias com mais de 10 salários-mínimos permanece em alta, atingindo o patamar de satisfação pelo terceiro mês consecutivo (119,9 pontos em novembro). Em contrapartida, as famílias com renda até 10 salários-mínimos não conseguem ultrapassar os 96,8 pontos de agosto, enfrentando desafios de consumo devido a fatores como a recomposição da renda disponível e o cenário de endividamento.

No que diz respeito ao emprego, 37,7% das famílias se sentem mais seguras em relação ao ano anterior, o menor índice do ano. A percepção de insegurança no emprego está relacionada a incertezas econômicas repassadas aos empresários, gerando instabilidade para os colaboradores. Reformas estruturantes são apontadas como medidas para melhorar o ambiente de negócios. É positivo notar um aumento de 2,9 pontos percentuais em comparação com novembro de 2022.

Destaca-se também a redução do desemprego entre as famílias belo-horizontinas, atingindo a melhor marca desde janeiro de 2014, com 5,2%. O nível de insegurança em relação ao emprego atual é o mais baixo do ano, alcançando 13,2%. O responsável pelo domicílio mantém uma visão otimista sobre a melhoria profissional nos próximos 6 meses, atingindo 65,9%, sendo o quarto maior valor no ano. A segurança nessa perspectiva é mais acentuada em famílias com mais de 10 salários-mínimos (161,1 pontos) em comparação com aquelas de menor poder aquisitivo (133,8 pontos).

Quanto à renda familiar, 33,9% afirmam que está melhor, mantendo-se constante em relação ao mês anterior. No entanto, observa-se um aumento gradual da percepção de famílias que consideram a renda pior do que no ano passado, alcançando 24,2% neste mês.

No tocante ao acesso ao crédito, 44,3% das famílias enfrentam dificuldades, retomando a segunda maior proporção do ano. O acesso mais fácil é o menor observado no ano, com 27,5% das famílias. A redução da taxa Selic impactou diretamente o crédito, resultando em 46,6% das famílias comprando menos em outubro e destinando uma parte significativa da renda ao pagamento de juros.

A perspectiva de consumo igual ao ano passado é compartilhada por 47,6% das famílias, representando a segunda maior proporção do ano, ficando atrás apenas do mês anterior. A combinação de efeitos na renda, expectativas de melhoria e dificuldades no acesso ao crédito dificulta a aquisição de produtos duráveis, sendo que 74,3% das famílias afirmam não ser o momento ideal, mesmo com a injeção de renda do 13º salário no segundo semestre.

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