IA redefine os profissionais mais valorizados

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Ana Lanuci Chaves representa um tipo de profissional cada vez mais necessário: aquele capaz de traduzir estratégia em execução, alinhar áreas diferentes e transformar objetivos de negócio em resultados concretos. Foto: Divulgação

O profissional mais disputado pelo mercado de trabalho nos próximos anos não será apenas o mais técnico ou o mais familiarizado com inteligência artificial. O perfil que ganha valor estratégico combina capacidade analítica, domínio tecnológico, visão de negócios, liderança, resiliência e habilidade de conectar pessoas.

O Fórum Econômico Mundial destaca, no relatório Future of Jobs 2025, que pensamento analítico, resiliência, liderança e influência social estão entre as competências mais valorizadas pelas empresas. O avanço da inteligência artificial e da automação não reduz a importância das habilidades humanas. Ao contrário, amplia a demanda por profissionais capazes de interpretar cenários, definir prioridades e conduzir equipes.

Para quem busca inspiração em um exemplo prático, vale conhecer a trajetória da carioca Ana Lanuci Chaves. Com mais de 17 anos de experiência em desenvolvimento de negócios, tecnologia, marketing, operações digitais, produtos, contratos e liderança de equipes multifuncionais, ela construiu uma carreira marcada pela capacidade de transformar estratégia em execução e aproximar áreas diferentes em torno de objetivos comuns.

Sua formação em jornalismo contribuiu para o desenvolvimento de competências que se tornaram diferenciais ao longo da carreira: escuta, comunicação objetiva, organização de informações e capacidade de traduzir temas complexos para públicos distintos.

Na American Express, Ana coordenou atividades de compras, vendas, importação e exportação em seis lojas. O trabalho contribuiu para um aumento de 25% no lucro corporativo anual por meio do alinhamento estratégico das operações de câmbio. A experiência reforçou sua capacidade de conectar diferentes áreas do negócio para gerar resultados.

No Kumon Brasil, como gerente regional de desenvolvimento de negócios, acompanhou mais de 90 unidades franqueadas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Também liderou a implantação do departamento de Língua Inglesa em uma das maiores unidades da rede e alcançou crescimento médio de 12% nas matrículas regionais por campanha.

Na Sistematech Informática, atuou durante dez anos na gestão de projetos e contratos, liderando a implantação de soluções de TI para grandes contas corporativas e órgãos governamentais. Entre os resultados de maior impacto está a coordenação de um projeto de digitalização com mais de 4 milhões de documentos, que reduziu os custos de armazenamento em 80% e o tempo de recuperação de informações de uma semana para dez minutos.

Essa trajetória ilustra uma mudança observada no mercado. Se antes a gestão de projetos estava concentrada em cronogramas, escopo e orçamento, hoje as organizações buscam profissionais capazes de conectar estratégia e execução, antecipar riscos, alinhar stakeholders e transformar iniciativas complexas em valor para o negócio.

Mercado busca profissionais com visão de negócios e capacidade de integração

O Project Management Institute (PMI), no relatório Pulse of the Profession 2025, afirma que a visão de negócios transforma profissionais de projetos em criadores estratégicos de valor. A entidade estima que o mundo poderá precisar de até 30 milhões de novos profissionais da área até 2035, impulsionados pela transformação digital e pela crescente complexidade das operações.

A trajetória de Ana ilustra esse perfil profissional. Certificada PMP pelo PMI e DPO pela EXIN, Ana reúne experiência em gestão de backlog, relacionamento com stakeholders, coordenação de equipes multifuncionais, gestão de contratos, compliance operacional e melhoria contínua. Atualmente, cursa pós-graduação em Automação de Processos com IA, com foco em tecnologias voltadas ao desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial.

Na Octa Labs, atua como gerente sênior de desenvolvimento de negócios e Product Owner, função que exige interação constante entre áreas de negócio, parceiros tecnológicos e equipes operacionais. O trabalho envolve definição de prioridades, coordenação de fornecedores, acompanhamento de indicadores e apoio a estratégias de go-to-market.

Na era da IA, a tecnologia amplia produtividade, acelera processos e apoia análises. Ainda assim, continua dependente de profissionais capazes de exercer julgamento, interpretar contextos, liderar pessoas e tomar decisões. Essas competências permanecem centrais para o sucesso das organizações.

A trajetória de Ana Lanuci Chaves reúne justamente os atributos que ganham relevância nesse cenário: visão de negócios, domínio tecnológico, liderança, capacidade de articulação e experiência na condução de projetos complexos. Em um ambiente corporativo marcado por mudanças aceleradas, profissionais com esse perfil ocupam um papel estratégico na conexão entre tecnologia, negócios e pessoas.

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