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Bancários e sociedade sofrem com mudanças tecnológicas

Para a advogada Dra. Maria Inês Vasconcelos essa situação gera um impacto social significativo e o conceito de sustentabilidade empresarial .O fechamento de agências bancárias provoca um desequilíbrio enorme nas relações de consumo e de trabalho, inclusive para steakeholders”

As mudanças tecnológicas têm sido cada vez mais evidentes na sociedade, e no setor bancário, essas transformações estão gerando preocupações tanto para os trabalhadores quanto para a população. O crescimento dos bancos digitais e o fechamento de agências físicas têm impactado diretamente o sistema social, resultando na precarização do trabalho, sobrecarga de funcionários e dificuldades no atendimento, especialmente para idosos.

Segundo o Sindicato dos Bancários, a Caixa Econômica Federal confirmou o fechamento de 128 agências físicas, assegurando que as funções serão mantidas. No entanto, para o Sindicato “o impacto dessas mudanças vai além da estrutura bancária. A Caixa desempenha um papel essencial na articulação de políticas sociais, e a desativação de unidades físicas compromete o atendimento a grupos mais vulneráveis”. De acordo com o Portal de Notícias G1, dos 29 milhões de idosos brasileiros, apenas 5 milhões estão conectados à internet, o que gera desafios significativos no acesso aos serviços bancários digitais.

Para a advogada Dra. Maria Inês Vasconcelos essa situação gera um impacto social significativo. “O fechamento de agências bancárias provoca um desequilíbrio enorme nas relações de consumo e de trabalho, precarizando o atendimento aos clientes, especialmente os idosos, sobrecarregando os funcionários, que passam a desempenhar o trabalho de dois ou três colegas”, afirma.

Maria Inês diz ainda que, “o local de trabalho é um dos mais impactados, de forma positiva e negativa, gerando efeitos para os stakeholders/sócios, acionistas, investidores, consumidores, clientes e funcionários de banco que estão sofrendo brutalmente a incidência da atividade econômica; agora moldada pela tecnologia”, explica. Ela ainda pontua sobre “a falta de justiça social evidente nesse contexto, uma vez que o equilíbrio entre o crescimento do setor financeiro e a proteção dos trabalhadores está comprometido”.

Para especialistas, “a precarização do trabalho é uma realidade crescente com as transformações tecnológicas. O fechamento de agências, impulsionado pelo avanço digital, tem levado a demissões em massa”. Apenas nos nove primeiros dias de 2025, o Banco PAN demitiu mais de 100 trabalhadores, especialmente consultores e gerentes de conta que atuavam na área de crédito consignado.

Para finalizar, Dra. Maria Inês Vasconcelos faz um alerta para essa nova realidade no ambiente de trabalho dos bancários. “O fim da ‘cadeira’ é preocupante. Atualmente, os gerentes carregam apenas um tablet e um celular, vendendo produtos bancários e atendendo clientes sem um local fixo de trabalho. O motivo: eles foram deslocados para fora das agências; e o objetivo principal é reduzir custos operacionais”.

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