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dom, 18 janeiro 26

A nova onda digital: por que todo mundo está virando desenho

Por Gleyber Rodrigues – Especialista em Marketing de Autoridade e Tecnologia

Nos últimos dias, uma nova forma de expressão visual tomou conta da internet: pessoas comuns e celebridades transformando suas fotos em desenhos, mangás, pinturas digitais ou capas de filmes estilizados. O que antes parecia exclusivo de artistas digitais agora está acessível a qualquer pessoa com um smartphone.

Essa febre não é apenas uma moda. É um reflexo de algo maior: o desejo humano de se ver de forma diferente, criativa, poderosa. Em um mundo onde a atenção é o bem mais escasso, transformar sua imagem em arte é uma forma de se destacar no feed — e isso é puro marketing visual.

A tecnologia por trás da magia

A mágica acontece graças à IA generativa, uma tecnologia que aprendeu a criar imagens novas a partir de comandos de texto ou fotos.

Esses modelos, como o DALL·E (da OpenAI), Midjourney ou Stable Diffusion, são treinados com bilhões de imagens e estilos artísticos. Quando você envia uma foto, a IA não apenas “edita”, ela recria você em outra linguagem visual — como se um artista estivesse interpretando sua essência naquele estilo.

Hoje, plataformas como o próprio ChatGPT com recurso de imagem, permitem que qualquer pessoa acesse esse poder criativo com facilidade, tornando a experiência intuitiva e acessível.

Como profissional de marketing, vejo aqui uma virada de chave: o conteúdo visual está se tornando cada vez mais customizado e emocionalmente conectado com o público.

Por que isso viralizou tanto?

Existem motivos estratégicos e emocionais por trás dessa explosão:

Autoexpressão: As pessoas querem se ver de maneira única.
Nostalgia: Estética de anime, quadrinhos, desenhos animados… tudo isso nos conecta com boas memórias.
Facilidade de uso: Com poucos cliques, você tem algo digno de uma galeria.
Alto potencial de compartilhamento: Perfeito para quem quer likes, comentários e conversas.
Em termos de engajamento digital, essas imagens quebram padrões visuais e prendem o olhar. É o famoso “Parar o Scroll”, uma das maiores armas do marketing de atenção.

Curiosidades que você não sabia

Artistas e designers estão utilizando IA para criar rascunhos rápidos de projetos, poupando horas de trabalho.
Escolas têm integrado essas ferramentas em atividades educativas para despertar a criatividade das crianças.
Celebridades como Neymar, Billie Eilish e até influenciadores regionais já surfaram nessa onda.
Startups estão criando negócios em torno disso: quadros físicos, avatares animados, cartões personalizados e até NFTs.
O que vemos aqui é um novo tipo de economia criativa — mais rápida, acessível e escalável.

Como criar a própria arte em minutos?

Você pode entrar nessa tendência agora mesmo. Siga esse passo a passo:

Escolha uma foto com boa iluminação e o rosto visível.
Acesse uma plataforma com IA generativa de imagem. Exemplos: ChatGPT com imagem, Lensa, Remini, PicsArt etc.
Selecione o estilo desejado: Cartoon? Anime? Pintura digital? HQ?
Gere, edite se quiser e compartilhe nas redes sociais.
Dica extra: use isso como avatar, foto de perfil, capa de vídeo, ou para compor um storytelling visual. É uma ferramenta poderosa para quem quer marcar presença no digital.

E o futuro? Isso vai acabar ou só está começando?

Estamos apenas no começo. Essa tendência aponta para algo muito maior:

Moda, games, filmes e publicidade vão incorporar avatares e identidades digitais.
O avanço dos metaversos e realidade aumentada vai exigir representações visuais mais criativas e personalizadas.
Eventos, brindes, experiências de marca poderão ser criados com base em imagens personalizadas por IA.
Profissionais e marcas vão usar isso como branding emocional.
Quem entender essa tendência agora, vai surfar na frente e se destacar num mercado cada vez mais visual, dinâmico e competitivo.

Conclusão: a arte do presente é digital

A arte sempre foi sobre contar histórias. Hoje, com a inteligência artificial, essa arte é colaborativa: você dá o rosto, a tecnologia dá o estilo. Isso abre possibilidades incríveis — seja para se divertir, se destacar, ou construir uma marca pessoal mais forte.

Como estrategista de Marketing e Tecnologia, acredito que esse tipo de inovação não é apenas estética, é uma ferramenta poderosa de posicionamento, identidade e conexão com o público.

 

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