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dom, 25 janeiro 26

Campanha de Popularização do Teatro 2026, para você assistir

Após a virada do ano, um dos primeiros pensamentos do belo-horizontino já é tradição: quantas peças assistir durante a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. A partir da próxima quinta-feira, 8 de janeiro, tem início a 51ª edição do evento, que segue até 8 de fevereiro de 2026, transformando Belo Horizonte em um grande palco para o teatro e a dança.

Durante todo o período da campanha, a capital mineira será tomada por dezenas de espetáculos, com apresentações espalhadas por diversos espaços culturais e preços acessíveis ao público. Pensando nisso, a Cenário Minas preparou uma seleção especial de peças em cartaz para você se programar e aproveitar o melhor da cena cultural mineira.

👉 Esta postagem será atualizada semanalmente, com novas estreias, destaques da programação e informações sobre os espetáculos em exibição.

A programação completa, assim como a venda de ingressos promocionais, no valor de R$ 25, já estão disponíveis no site oficial da campanha: vaaoteatromg.

Realizada pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc-MG), a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança é uma das mais tradicionais do país e tem como missão democratizar o acesso às artes cênicas, levando espetáculos de qualidade a preços populares para diferentes públicos.

De acordo com a organização, a edição de 2026 chega com um foco renovado na experiência presencial, reforçando a importância do encontro entre artistas e plateia.

“A proposta da edição é reforçar que a vida e a arte acontecem ao vivo, no contato direto, na experiência compartilhada do teatro”, destaca o Sinparc.

Anualmente, a campanha movimenta milhares de espectadores e artistas, unindo tradição, inovação e tecnologia, e reafirmando Belo Horizonte como um dos principais polos culturais do Brasil.

“PRONCOVÔ”

“Proncovô” é um espetáculo poético musical que reúne música e teatro, celebrando a arte do caminhar, uma homenagem ao artista mambembe, ao andarilho e à vocação nômade do artista, que parte sempre em busca de seu público. Protagonizada por Laura de Castro e Zé Motta, a montagem com direção e dramaturgia de Eduardo Moreira e direção musical de Sérgio Pererê, traz os atores-músicos para a cena como trovadores populares e contemporâneos, tocando, cantando e recitando textos e poemas costurados em uma dramaturgia que festeja a cultura brincante brasileira.

Agraciado recentemente em duas categorias do Prêmio Cenym de Teatro, a principal premiação dedicada às artes cênicas no país, o espetáculo recebeu os prêmios de Melhor Trilha Sonora e Melhor Qualidade Artística. Com composições autorais que se juntam a canções populares, o espetáculo convida o público para uma experiência em que a emoção do encontro fala mais alto.

A trilha sonora do espetáculo foi inclusive transformada em álbum e está disponível no YouTube. O disco tem direção geral de Laura de Castro e Zé Motta e conta com as participações especiais de Eduardo Moreira, Sérgio Pererê, Elisa de Sena, Mestre Negoativo e Everton Coroné.

Ao longo dos últimos 3 anos , Proncovô circulou por mais de 30 cidades de diversos estados das regiões norte, nordeste e sudeste brasileiros, como Pará, Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em novembro de 2024, o espetáculo foi apresentado nos festivais Comfama (Medellin) e Artes de la Calle (Santa Fe de Antioquia), ambos na Colômbia. O espetáculo foi um dos agraciados pela 2ª edição do Projeto de Internacionalização da cultura fluminense, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. A montagem também saiu como vencedora de duas categorias do Prêmio Cenym de Teatro 2025: Melhor Trilha Sonora e Melhor Qualidade Artística.

Os verões em Belo Horizonte sempre foram marcados pela Campanha de Popularização, e tenho lembrança das enormes filas que se formavam para a compra de ingressos. Pude assistir a centenas de peças, durante minha infância e adolescência, além de rir e chorar com os artistas da cidade. E agora, poder apresentar meu espetáculo, PRONCOVÔ, na Campanha, é motivo de honra e orgulho pra mim. Estar na minha cidade, ao lado de outros artistas, ocupando os espaços culturais, é incrível. Será a primeira vez que vou me apresentar no teatro Marília, local onde sempre frequentei como espectadora, e isso também muito me anima”, destaca Laura de Castro.

Sobre o espetáculo

A força do encontro ao longo da caminhada é uma metáfora do próprio processo do espetáculo, que marca a reaproximação artística de Eduardo Moreira e Laura de Castro, que viveram uma experiência teatral juntos anos atrás. “É um encontro artístico e afetivo. A Laura trabalhou comigo em Minas Gerais quando tinha quase 12 anos de idade. Quando ela me convidou para fazer a direção de um show dela com Zé, topei na hora porque deslumbrei a possibilidade de trabalhar o jogo e a relação da música com o teatro e, somado isso, tendo a liberdade de abordar um assunto que sempre me interessa muito que é o caminhar, o lugar do andarilho, do nômade, aquele que está sempre locomovendo-se em busca de alguma coisa”, conta Moreira.

“Acredito que a assinatura do Eduardo está bem impressa na peça, a leveza, a poesia, a comicidade, o movimento. E, ao mesmo tempo, ele nos dá liberdade e nos incentiva a colocarmos nossa marca”, acrescenta Laura.

A perspectiva de transmutar, estar sempre partindo e chegando é uma característica imanente a todo o artista. Para tecer a dramaturgia, Eduardo Moreira se inspirou nos livros “A História do Caminhar”, de Rebecca Solnit, e “Caminhar, Uma Filosofia”, de Fréderic Gros. O roteiro final faz uma colagem com escritos e poemas de diversos autores como Antônio Machado, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Fernando Pessoa, incluindo também composições musicais dos artistas-cantores, misturadas com clássicos da música popular, criando um caleidoscópio de sensações.

“Existe o encontro e um embate do encontro de uma forma ancestral de arte dita pela juventude dos seus intérpretes. Encontros da tradição com o contemporâneo, o erudito e o popular, a música e o teatro, o lírico e o épico, tudo isso numa linguagem que sempre busca a comunicação direta com o público”, garante o diretor.

Sérgio Pererê, diretor musical do espetáculo, foi de extrema importância para a costura entre música e cena. Trazendo sua grande experiência como multiartista e seu vasto conhecimento cênico, Pererê provocou os artistas a borrarem a divisão entre som e texto, e a trazerem texturas e timbres diferentes. “Foi um desafio maravilhoso aprender novos instrumentos. Pererê trouxe essa provocação, para que experimentássemos outras sonoridades harmônicas e percussivas, e nós entramos de cabeça”, comenta Zé.

Espetáculo “PRONCOVÔ”, com Laura de Castro e Zé Motta – 51ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança

Datas: 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro – sexta, sábado e domingo

Local: Teatro Marília – Avenida Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia – Belo Horizonte

Horários: dia 30, às 20h, dia 31, às 16h e às 20h e dia 01/02, às 19h.

Ingressos: R$25, pelo site 

Classificação: livre

Duração: 50 min.

Saulo Laranjeira

Como poucos no Brasil é representante da linha humorística, vindo de um legado legítimo de grandes nomes do humor brasileiro, como Chico Anysio, Arnold Rodrigues e Ronald Golias. Clássico contador de causos, na linha de Lima Duarte e Rolando Boldrin. “João Plenário” é destaque de audiência do programa “A Praça é Nossa do SBT” há mais de 20 anos. Em 2018, integra as séries de comédia “Treme Treme” e “Xilindró” no canal Multishow. Na Rede Globo foi convidado para integrar o elenco de “Velho Chico”, interpretando o Prefeito Raimundo, novela das 21h, e “Filhos da Pátria”, minissérie de Bruno Mazzeo. Em Minas Gerais é idealizador e apresentador do Programa Arrumação, em temporada comemorativa de 30 anos, e colunista da rádio CBN BH.

Considerado um dos grandes humoristas do país, Saulo Laranjeira, apresenta o espetáculo “A Arte do Humor de Saulo Laranjeira” – Com destaque para seu personagem mais cativante na televisão brasileira o “Deputado João Plenário, na 51° Campanha de Popularização do Teatro e Dança de Minas Gerais. Os dias de espetáculo serão 23 e 29 de janeiro as 20h no Grande Teatro do Sesc Palladium. Os ingressos podem ser adquiridos através do portal Vá ao teatro ou nos postos do Sinparc.

“A Arte do Humor” é um formato diferenciado que provoca risos de maneira espontânea durante toda apresentação, em um estilo peculiar de fazer humor. Intercalada o exímio contador de causos, de Saulo Laranjeira, com as famosas narrativas do chamado stand up comedy contemporâneo. Além de histórias engraçadas também com outros personagens verdadeiramente cômicos de Saulo Laranjeira, dentre eles, o Maestro Sábia, o Caipira Geraldinho, e Benzedeira Véia Messina, e Kelé Metaleiro.

Grande Teatro Sesc Palladium Data:  23 de janeiro(sexta-feira)

Horário:  20h

Data:  29 de janeiro(quinta-feira)

Horário:  20h

Classificação: 12 anos

Ingressos: Valor ingresso nos Postos da Campanha (valor único): R$25 Valor

*Serão vendidos na bilheteria apenas os ingressos excedentes dos postos da campanha com uma hora antes do horário de início do espetáculo

Compre pelo site.

“CHÃO”

A Mimulus Cia. de Dança apresenta ao público mineiro “CHÃO”, seu novo espetáculo que faz sua estreia em teatro na 51ª Campanha de Popularização do Teatro e Dança, após ter sido apresentado pela primeira vez em novembro, no galpão da companhia. A apresentação será no dia 24 de janeiro, às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A obra propõe uma reflexão sensível e profunda sobre os caminhos que escolhemos ou que nos são impostos ao longo da vida. O espetáculo é pensado para todos, com acessibilidade, inclusão, audiodescrição e intérprete de Libras, promovendo participação, cuidado e igualdade.

Inspirado no conceito das “linhas do desejo”, que define trajetos espontaneamente criados pelas pessoas ao desafiarem percursos preestabelecidos, o espetáculo constrói uma poética do movimento a partir de um chão em constante transformação. Entre rotas inventadas e passagens reais, “CHÃO” questiona como lidamos com nossos próprios percursos: quais caminhos subvertemos, a quais nos submetemos e de que maneira nossos desejos deixam marcas nos espaços que atravessamos.

Com direção de Jomar Mesquita e Rodrigo de Castro, o espetáculo reafirma a identidade artística da companhia ao transitar com originalidade entre as danças de salão e a dança contemporânea. Em cena, oito intérpretes conduzem o público por uma experiência corporal marcada pela escuta, pelo encontro e pela conexão entre os corpos.

A realização é da Associação Cultural Mimulus; produção da Amora Produções Artísticas e integra a programação de um dos mais importantes projetos de difusão das artes cênicas do país, que há mais de cinco décadas democratiza o acesso à cultura em Minas Gerais.

Mimulus Cia. de Dança

Fundada em 1992 por Jomar Mesquita, a Mimulus surgiu a partir de um grupo formado por alunos da Mimulus Escola de Dança, com o propósito de experimentar novas possibilidades coreográficas além dos padrões tradicionais das danças de salão. Ao longo dos anos, o trabalho amadureceu, consolidando-se como companhia profissional e passando a ser gerido, a partir de 2000, pela Associação Cultural Mimulus.

Com mais de 30 anos de trajetória, a Mimulus é hoje referência internacional na criação de espetáculos baseados nas danças a dois, reconhecida por críticos e pesquisadores como precursora de uma linguagem própria e inovadora. Ao assumir processos de contaminação estética e romper limites formais, a companhia construiu um território artístico singular, situado na fronteira entre a dança de salão e a dança contemporânea. Seus espetáculos já circularam por mais de 80 cidades brasileiras, em todos os estados do país, além de extensas turnês internacionais por países como Estados Unidos, Canadá, França, Holanda, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Finlândia, Portugal, Itália, Argentina, Venezuela, Chile, entre outros.

A Mimulus já ocupou palcos e festivais de prestígio mundial, como o Jacob’s Pillow Dance Festival (EUA), Maison de la Danse de Lyon (França), Joyce Theatre (Nova York, EUA), Madrid en Danza (Espanha), Biennale de la Danse de Lyon (França), Festival de Avignon e Festival de Cannes (França), além do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Teatro Alfa, em São Paulo.

Em “CHÃO”, a companhia reafirma sua vocação para a pesquisa, a experimentação e o encontro sensível entre corpos — um gesto artístico potente em tempos de tantas distâncias físicas e simbólicas.

Duração: 60 minutos

SERVIÇO

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes

(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro)

Data/horário: 24 de janeiro (sábado), às 21h

Velocidade – Grupo Quatroloscinco

“Velocidade”, décima montagem do Grupo Quatroloscinco, traz ao público a seguinte provocação: e se fosse possível desacelerar o tempo? Esta peça-livro-sonho busca refletir sobre a nossa relação conflituosa com o tempo e a velocidade das coisas, dos acontecimentos, da vida. Em um mundo cada vez mais utilitarista, consumista e hiperconectado, onde distâncias, durações, memórias e relações se reduzem e se virtualizam, “Velocidade” se apresenta como um manifesto contra a pressa e a urgência.

Repetindo a parceria com o diretor e cineasta Ricardo Alves Jr., o Quatroloscinco volta a investigar o atravessamento das linguagens do teatro e do cinema, desta vez a partir da sonoridade. A dramaturgia aposta na construção poética de situações inacabadas que abordam o ‘olhar para o tempo’ de diferentes maneiras, e que surgem e desaparecem como num sonho ou fluxo de pensamento. A encenação abre espaço para o onírico em potente diálogo narrativo com a iluminação. O jogo coletivo dos atores enfatiza a coralidade dos corpos que compõem paisagens em movimento e variações de ritmo, andamento, pausa e aceleração. Desse modo, o público é convidado a vivenciar outra relação com o tempo.

Como subverter o tempo e a duração das coisas a partir da arte? “Velocidade”, novo espetáculo do Grupo Quatroloscinco, convida o espectador a repensar a relação com o tempo na vida contemporânea. A peça se estrutura como as partes de um livro: capa, prefácio, dedicatória, sete capítulos e verso da capa. Situações diversas e sobrepostas abordam a percepção humana do tempo a partir de relações familiares e de trabalho, rotina de vida, memórias de infância, sonhos recuperados e a incerteza do futuro. Dramaturgia e encenação constroem uma peça-livro-sonho que afirma o teatro como uma máquina de desacelerar o tempo.

SERVIÇO
Velocidade
23/1/2026, sexta às 20h
Ingressos: R$25,00 nos postos, site e aplicativo do Sinparc
https://www.vaaoteatromg.com.br
Classificação: 14 anos
Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas
Rua da Bahia 2244 – Lourdes
Vendas: Sympla ou bilheteria do teatro
Bilheteria: (031) 3516.1360

Os Saltimbancos

Jumento, cachorro, galinha e gata decidem ir à cidade para serem músicos. Um musical clássico de Chico Buarque com muita cantoria e sapateado, vencedor dos prêmios de melhor Espetáculo e melhor atuação no 1º Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora.

A montagem mineira do musical infantil “Os Saltimbancos” foi vista por mais de 200.000 pessoas e está há 24 anos em cartaz com mais de 1.000 apresentações.

Poucas obras infantis se mantiveram tão presentes quanto o texto de Luiz Enriquez Bacalov e Sérgio Bardotti, adaptado por Chico Buarque. O esmero característico do compositor, que garante um texto claro e divertido, e as encantadoras canções, que continuam ensinando mais do que a maior parte da produção atual dirigida às crianças, fazem da montagem um espetáculo altamente recomendado.

“OS SALTIMBANCOS” foi montado pela primeira vez em 1977. Em 1981, Os Trapalhões lançaram sua versão cinematográfica, “Os Saltimbancos Trapalhões”, com Lucinha Lins no elenco e participações de Ivan Lins, Miúcha e Bebel Gilberto. O espetáculo ainda teve uma montagem histórica na casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro (RJ), com artistas como Nara Leão.

A montagem mineira conquistou os prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Atuação no 1º Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora. Teve duas indicações ao prêmio Bonsucesso em 2000 (Melhor trilha Sonora e Melhor ator coadjuvante). A trilha sonora, adaptada por Leri Faria, e as coreografias de sapateado, realizadas pelo coreógrafo Eurico Justino, continuam sendo o maior atrativo da montagem.  Ambas conquistaram público e crítica, pois souberam adaptar as aventuras desta irreverente trupe aos moldes nacionais.

O espetáculo teve apresentações marcantes em vários estados brasileiros, com destaque para Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Tocantins e Amazonas.

Na peça, descontentes com a vida no campo, um jumento, um cachorro, uma gata e uma galinha partem para a cidade para tentarem a carreira musical. Durante a jornada, muitas coisas acontecem. Até que os animais percebem que a cidade não parece ser o melhor lugar para viver.

SERVIÇO
OS SALTIMBANCOS
20/1/2026, terça às 16h
Ingressos: R$25,00 nos postos, site e aplicativo do Sinparc
https://www.vaaoteatromg.com.br
Classificação: Livre
Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas
Rua da Bahia 2244 – Lourdes
Vendas: Sympla ou bilheteria do teatro

“Alfredo Virou a Mão”

A Foco 6 Produções traz de volta aos palcos o sucesso “Alfredo Virou a Mão”, um espetáculo divertido e recheado de situações tão absurdas quanto reais. Com personagens marcantes e uma narrativa que fisga o público desde o início, a peça promete arrancar gargalhadas do começo ao fim —é um dos grandes clássicos de sucesso da comédia mineira.

Escrita por João Bethencourt há mais de 40 anos, a obra segue firme como patrimônio da dramaturgia humorística brasileira. A versão atual, que estreou em 2023, resgata o texto original, mas chega renovada: revisão total, estrutura repaginada e pitadas de humor contemporâneo que deixam tudo ainda mais engraçado. A proposta é arrancar muitas gargalhadas do público.

Sob direção de Luiz Henrique Moura, a trama acompanha Alfredo, um empresário bem-sucedido que se vê confrontado por diversos desafios em sua vida pessoal. Para o diretor, a magia da comédia está justamente em transformar a rotina em um convite ao riso — e, por que não, à reflexão. “A peça conversa com o público de forma divertida, mostrando como o humor pode ser uma saída para enfrentar os desafios da vida”, afirma Moura. Ele reforça ainda o valor da experiência teatral: “Em um mundo cada vez mais digital, estar no teatro é viver a arte de forma imersiva. Não perca a chance de gargalhar com essa comédia irreverente e inteligente.”

Da mesma produtora de “Velório à Brasileira” e “Divas no Divã” — espetáculos que foram sucesso de público e crítica e permaneceram mais de uma década em cartaz. A montagem de “Alfredo virou a mão” reúne diferentes gerações da comédia mineira, contando com um elenco experiente, figurinos caprichados, iluminação cuidadosa e um cenário moderno que dá ainda mais ritmo às confusões de Alfredo.

SINOPSE

Alfredo, é um empresário de sucesso, mas está à beira de um colapso de nervos: a empresa em crise, pessoas “chatas” por todos os lados, o sócio autoritário, o contador cheio de manias e, claro, os namorados da filha — cada um mais peculiar que o outro. Exausto, ele recorre à ajuda psicológica e recebe de seu psicanalista uma receita nada comum. E é seguindo essa orientação inusitada que Alfredo decide “virar a mão” para transformar toda a irritação em momentos cômicos — uma solução que deixa todos ao redor completamente desesperados, enquanto a plateia ri até faltar ar.

DURAÇÃO: 90 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 10 anos (menores de 10 anos devem entrar acompanhados dos pais ou dos responsáveis legais)

SERVIÇO:

Teatro Marília 

(Av. Prof. Alfredo Balena, 586 – Santa Efigênia)

DATAS: 09, 10 e 11 de janeiro – 07 e 08 de fevereiro – Sexta e Sábado, às 20h | Domingo, às 19h

Teatro de Bolso Sesiminas

(Rua Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia)

DATAS: 16, 17 e 18, 23, 24 e 25 de janeiro -Sexta e Sábado, às 20h | Domingo, às 19h

Teatro Monte Carmo Shopping

(Av. Juiz Marco Túlio Isaac, 1119 – Ingá Alto – Betim)

DATA: 31 de janeiro  – Sábado, às 20h

BILHETERIA

Inteira: R$60 (sessenta reais)

Meia: R$30 (trinta reais)

Espetáculo “A casa de Bernarda Alba”

O espetáculo “A casa de Bernarda Alba”, do poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca, traduzido e dirigido por Mariana Lima Muniz, volta a ser apresentado em Belo Horizonte. Desta vez, o drama será apresentado na ZAP 18, nos dias 30 e 31 de janeiro, sexta-feira e sábado, como parte da programação da 51ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Encenada por estudantes da Graduação em Teatro da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma peça faz parte do projeto de extensão Circula Teatro, que tem como objetivos divulgar as produções da graduação e contribuir para a formação de público de teatro em Belo Horizonte.

Campanha-2026-1.pngA força poética de Lorca

O espetáculo aborda a opressão familiar retratada na obra de Lorca. A encenação mescla linguagens híbridas entre o audiovisual e o teatro a fim de destacar as tensas e os conflitos internos das cinco filhas sob a tirania de Bernarda. A montagem de “A Casa de Bernarda Alba”, explora o desejo e a liberdade reprimidos em um ambiente onírico e imersivo, refletindo a luta pela liberdade e as discussões de gênero.

Instagram: @acasabernardaalba

 Espetáculo “A vida é sonho”

O projeto de extensão Circula Teatro, da Graduação em Teatro da UFMG, retorna com o espetáculo “A Vida é Sonho”, de Pedro Calderón de la Barca. A montagem volta ao Galpão 1 da Funarte MG, espaço onde realizou sua estreia, para temporada de 14 a 19 de janeiro de 2026, com apresentações de quarta a domingo, sempre às 20h. Encenado por estudantes da Graduação em Teatro da UFMG, o espetáculo integra as ações do Circula Teatro, projeto que tem como objetivo fortalecer a cena teatral em Belo Horizonte por meio da difusão de produções universitárias e da formação de público para o teatro.