28.1 C
Belo Horizonte
sex, 02 janeiro 26

Brasil precisa de novo pacto para a mineração sustentável

Setor, que faturou R$ 270,8 bilhões em 2024, exige legislação robusta, transparente e moderna para garantir segurança jurídica, atrair investimentos e proteger o meio ambiente

O Brasil, detentor de uma das maiores riquezas geológicas do planeta, se consolida como potência mineral, impulsionando a economia nacional e atraindo investimentos estrangeiros. Contudo, esse potencial exige um Direito Minerário robusto e moderno, capaz de transcender a mera regulamentação e se tornar um verdadeiro vetor de desenvolvimento.

Especialistas defendem a necessidade de modernizar a legislação, assegurando segurança jurídica, transparência e governança para que a mineração continue a prosperar sem comprometer o futuro. A atividade, fundamental para a geração de empregos e renda, deve coexistir com a responsabilidade ambiental, uma urgência reforçada pelas tragédias de Mariana (2015) e Brumadinho (2019). Esses episódios revelaram fragilidades no sistema e reforçaram a importância de uma fiscalização rigorosa, com a adoção de tecnologias inovadoras na construção e operação de barragens de rejeitos.

“A mineração é estratégica para a economia brasileira, mas seu futuro depende de um novo pacto regulatório. Precisamos de um Código de Mineração moderno, que combine inovação, sustentabilidade e transparência, assegurando segurança jurídica para investidores e benefícios concretos para as comunidades. Só assim conseguiremos transformar a nossa imensa riqueza mineral em um motor de desenvolvimento compartilhado e duradouro”, afirma a advogada Lia Noleto de Queiroz, especialista em Direito Minerário.

A governança e a transparência são pilares para o crescimento sustentável da mineração. Nesse contexto, a atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM) é central. Uma agência eficiente e clara em seus processos fomenta segurança jurídica, atrai investidores e reduz a burocracia, ao mesmo tempo em que combate a mineração ilegal. A simplificação regulatória pode ainda favorecer pequenas e médias mineradoras, promovendo conformidade, ética e competitividade.

Outro ponto crucial é a justa divisão dos royalties, mecanismo que garante compensação social e econômica. Por ser uma atividade finita, a mineração deve gerar benefícios equitativos para comunidades do entorno, traduzidos em avanços concretos em saúde, educação e infraestrutura.

Com faturamento de R$ 270,8 bilhões em 2024 — alta de 9,1% em relação ao ano anterior — e com o minério de ferro representando 60% desse montante, o setor mostra sua força. Ainda assim, o Brasil precisa avançar na criação de um novo Código de Mineração, que garanta inovação, sustentabilidade e transparência. O fortalecimento do marco regulatório e da atuação da ANM permitirá que o país deixe de ser apenas exportador de commodities brutas e passe a agregar mais valor ao beneficiamento de minérios, ampliando sua participação no PIB e fomentando o desenvolvimento regional.

Mais do que uma questão de leis, o futuro do Direito Minerário no Brasil é uma questão de valores: como transformar a mineração em vetor de desenvolvimento sustentável, capaz de enfrentar desigualdades regionais, respeitar o meio ambiente e construir um legado de prosperidade e responsabilidade para as próximas gerações.

Posts Relacionados

Por Que o Espaço Gutierrez é a Escolha Certa para Sua Festa

Escolher o local ideal para um evento vai muito...

Câmara de Itabirito fecha 2025 com economia de R$ 1,5 milhão

Gestão 2025 encerra o ano com balanço positivo: tecnologia...

Hospital Felício Rocho realiza sua primeira cirurgia robótica

O procedimento menos invasivo agrega mais segurança, assertividade e precisão, além...

Temperatta acompanha mudanças no consumo de especiarias no Brasil

Empresa mineira desenvolve produtos seguindo as principais tendências do mercado...

Novidades

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui